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RELATÓRIO DE ATIVIDADES 2017 ASSOCIAÇÃO SÃO JOAQUIM DE APOIO À MATURIDADE

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Quem somos

A Associação São Joaquim de apoio à maturidade, fundada em 2006, é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, fundamentada na imagem antroposófica do Ser humano e inspirada na Salutogênese. Sua metodologia visa o desenvolvimento integral do Homem - cabeça (pensar), coração (sentir) e mãos (agir) - por meio da convivência criativa e do fortalecimento dos vínculos. O objetivo do trabalho é oportunizar a socialização, o fortalecimento de vínculos, a inclusão, a manutenção da autonomia, a valorização e a garantia de direitos das pessoas idosas. Com isso, colaboramos para evitar o isolamento e outros riscos sociais, de forma que as pessoas longevas possam compartilhar sua sabedoria, exercer sua cidadania e atuar como força integradora no meio em que vivem. São oferecidas 44 atividades físicas, manuais, artísticas, cognitivas, de socialização e de autoconhecimento para 320 pessoas idosas, residentes em Carapicuíba - região grande oeste de São Paulo. Desta forma contribui com o envelhecimento ativo e saudável, atua pela garantia de direitos da pessoa idosa, seu empoderamento, protagonismo e participação nas políticas públicas, conselhos representativos e de ações em rede, além de apoiar a causa e as ações voltadas à população 60+. 2


O trabalho social é de grande relevância para a melhoria da qualidade de vida das pessoas idosas no município, realizando em torno de 53 mil atendimentos anuais. TIPO SERVIÇO: Prestação de Serviço de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos -Modalidade IV: com idade igual ou superior a 60 anos. Proteção Social Básica da Assistência Social*. *De acordo com a Tipificação Nacional de Serviços Socioassistenciais – Resolução nº 109 do CNAS)

As atividades realizadas pelo Centro de Convivência Casa Azul foram planejadas nos últimos anos com base nos três eixos orientadores do SCFV - Serviço de Convivência e Fortalecimentos de Vínculos: Convivência social, Direito de ser e Participação social. O objetivo do atendimento foi oportunizar a socialização e a valorização do idoso, colaborando para que exerça sua cidadania e possa atuar como força integradora no meio em que vive. Para tanto, em 2017 prestou serviço de convivência e fortalecimento de vínculos para 320 pessoas idosas, expostas a vulnerabilidades sociais como o isolamento. Visão Amadurecer é reconhecer a vida Missão Valorizar, por meio da convivência criativa, a história e o desenvolvimento de cada ser humano. Valores -Cuidado -Respeito Amorosidade -Transparência -Alegria -Criatividade - Espiritualidade

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Pra quê existimos? Apoiar a velhice em suas várias dimensões, de forma integral, é um grande desafio no universo cultural em que vivemos hoje. Valorizar o idoso em toda a sua potência de vida significa ir na contramão de uma sociedade que supervaloriza o jovem, o consumo imediato e as relações superficiais. Segundo o índice de Desenvolvimento Humano Municipal 2010, no Brasil, a população de idosos com 60 anos ou mais

somava, em 2013, o equivalente a 13% da população. E, mais especificamente, 8% da população de Carapicuíba, município onde atuamos. A imagem cultural do velho em contraposição ao jovem e ao produtivo, empurra muitas vezes o idoso a um estado de vulnerabilidade social, originada pelo isolamento e pela perda de vínculos de pertencimento. É uma exclusão social que expõe o idoso à perda econômica, à pobreza, à perda de cidadania, à violação dos direitos, à perda de relações afetivas e sociais e ao declínio da saúde física e mental. A legislação voltada à população idosa no Brasil é bastante avançada em sua concepção, influenciada pelas diretrizes do Plano de Ação Internacional sobre o Envelhecimento da ONU, (Madrid 2002) e impulsionada pelos movimentos nacionais. A partir da incorporação de diretrizes internacionais, o Marco Legal no Brasil criou o Estatuto do Idoso, em 2000 e a Política Nacional da Saúde da Pessoa Idosa, em 2006. Com isso, começou a ocorrer uma transformação na visão e concepção do idoso como indivíduo vulnerável e dependente para uma imagem mais ativa e saudável, que privilegia sua autonomia e participação social. Apesar desses avanços no Marco Legal internacional e brasileiro, a total aplicação das políticas públicas, na prática, ainda está longe de ser conseguida, esbarrando em dificuldades culturais e ideológicas. O idoso ainda tem uma imagem envolta em muitos estereótipos negativos, ainda é visto como um peso para a sociedade, e é excluído do sistema de produção. Em meio a uma sociedade que se perde frente a tantos estímulos externos, é necessário olhar para a velhice como um processo contínuo que compreende a todos nós, que engloba a nossa história e a nossa singularidade.

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Valorizar o idoso é valorizar o que há de humano em nós. O idoso carrega consigo parte de nossa história, cultura e sabedoria, uma parte importante da nossa identidade enquanto sociedade. Ser velho é abrir passagem para se aprofundar na vida, para além das limitações físicas e dos estereótipos sociais. Incluir a velhice na agenda de prioridades é incorporar a dimensão de aprofundamento do ser humano. Apoiamos o idoso para além de um coletivo homogêneo e genérico da velhice, apoiamos o idoso em sua individualidade e subjetividade e em toda a sua complexidade. Valorizamos aquele que traz consigo sua biografia e vivência de mundo e partimos para uma jornada conjunta de busca de novos sentidos, desejo de criar e de viver. É nesse momento que nos descolamos dos estereótipos e nos reconectamos com a potência do nosso ser, com aquilo que é essencial. Esse também é um processo de construção política, uma vez que atuamos na desconstrução da imagem de uma velhice desvalorizada, que muitas vezes está refletida na face do idoso que acredita não ser mais capaz de realizar nada ou ser alguém. Participar de um Centro de Convivência é construir o “conviver”, é sair do ciclo da exclusão social. É viver em conjunto com o outro, é afetar e ser afetado pelo outro, criando outras formas de ser e de estar no mundo. É formar laços no tempo e no espaço, com significado, dando sentido à existência.

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Onde atuamos?

A Associação São Joaquim de Apoio à Maturidade está localizada no município de Carapicuíba, na região Oeste da Grande São Paulo. Segundo o IBGE, dados do Censo de 2010, o município apresenta uma população de 369.589 habitantes. Destes, 65.877 são idosos homens e mulheres entre 50 e 100 anos, faixa etária prioritária do atendimento na Associação São Joaquim. O Índice de Desenvolvimento Humano de Carapicuíba - IDHM1 era de 0,749 em 2010. A cidade ocupa a 562ª posição entre os 5.565 municípios brasileiros, segundo o IDHM. Nesse ranking o maior IDHM é 0,862 (de São Caetano do Sul) e o menor é 0,418 (de Melgaço). A dimensão que mais contribui para o alto IDHM do município de Carapicuíba é a longevidade - esperança de vida ao nascer - com índice de 0,842. Carapicuíba conta apenas com um Centro de Convivência público, o que nos leva a crer que nosso trabalho é indispensável para o município, mas o desafio é grande, ainda mais considerando que já temos uma lista de espera com mais de 150 idosos. Quem atendemos? O público atendido é composto das pessoas com 60 anos ou mais que residem no município de Carapicuíba-SP, que apresentem autonomia para execução das tarefas básicas da vida diária, com perfil que aponte para situação de vulnerabilidade como o frequente risco de isolamento, entre outros.

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A escolaridade das pessoas idosas atendidas apresenta 69% ensino fundamental, 23% ensino médio, 1% ensino superior,1% ensino técnico, 6% não alfabetizado. Entre as pessoas idosas atendidas 55% tem entre 60 e 69 anos e do total 84% são mulheres. A média da renda familiar aproximada é de dois salários mínimos.

O que fazemos?

1. Centro de Convivência e Fortalecimento de Vínculos

2. Atividade física na maturidade – Envelhecimento saudável e ativo: um direito humano ( atividades físicas) 3. Criar Longevidade – Arte para vir a ser (atividades artísticas e culturais)

4. Direito de Ser - atividades cognitivas e de autoconhecimento)

5. Inclusão Digital

Oficinas Cidadania, eventos anuais: Saraus, Semana cultural Portas Abertas, Passeios, Encontros Intergeracionais Celebração das estações e Festas do ano. E ainda Gestão de Caso (Serviço Social, Psicologia e Gerontologia) e visitas domiciliares. Ginástica, Ginástica funcional, hidroginástica, yoga, massagem. Oficinas de Coral, Grupos de Violões, Folia de Reis, Teatro, Terapia Artística, Pintura, Modelagem, Mosaico, Dança Terapia, Dança circular, Dança de salão, Bordado, Crochê, Tricot, PatchAplique Macramê, Corte e Costura, Bijouteria e Artesanato em lã. Oficinas de Contos e Memória, Oficina da Palavra, Grupo de Homens, Diálogos do Cotidiano, Memórias da Vida, Biográfico, Vida Saudável e Meditação

Oficinas de Inclusão Digital (Computação, uso celular e tablets)

Metodologia Fundamentada na imagem antroposófica de homem e inspirada na Salutogênese, nossa metodologia visa integrar e proporcionar vida plena à maturidade. Será o bastante estimular o corpo e a memória, quando a vida psíquica encontra-se represada? Se o corpo não for posto em movimento, de onde teremos forças para mobilizar os sentimentos?

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Como pode o idoso criar condições para uma vida mais reflexiva e meditativa junto às demandas cotidianas que o absorvem? Como pode conectar seu pensar, sentir e querer de forma coerente? Como pode renovar o seu desejo de viver, e sentir-se atuante no meio em que vive? O programa de atividades contempla cabeça, coração e mãos, tendo em vista o ser humano integral. Já por volta dos 55 anos, quando para muitas mulheres a menopausa e a síndrome do ninho vazio afloram, a aposentadoria se aproxima, surgem demandas de novos movimentos para a vida. Graças à diversidade de talentos do voluntariado, oferecemos um leque de atividades divididas por blocos, dos quais os usuários são estimulados a participar de pelo menos três deles, compondo um programa singular e individualizado. A socialização, o fortalecimento de vínculos, o senso de inclusão e pertencimento permeiam todas as atividades. As atividades sociais como festas e vivências das épocas do ano, saraus, passeios e apresentações coroam o programa como um todo, incluindo familiares.

METAS PROPOSTAS 1. Redução das ocorrências de situações de vulnerabilidade social; 2. Melhoria da condição de sociabilidade de idosos; 3. Redução e prevenção de situações de isolamento social e de institucionalização. 4. Ampliação do acesso aos direitos e a serviços socioassistenciais e setoriais; 5. Melhoria da qualidade de vida dos usuários e suas famílias.

1) Atendimentos oferecidos pelo Programa: Grupos de Cidadania e Fortalecimento de Vínculos O planejamento das atividades é realizado com base nos três eixos orientadores do SCFV – Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos: Convivência social, Direito de ser e Participação social. Os grupos com 25 usuários cada são reunidos semanalmente às terças, quartas, quintas e sextas-feiras, com foco na convivência e fortalecimento de vínculos. A escuta e troca de experiências são exercitadas e vivenciadas em rodas de conversa, onde também é promovido o acesso às informações sobre direitos e deveres e sobre os serviços setoriais. Os usuários recebem incentivo e orientação para o exercício da cidadania, sob a condução da orientadora social e com supervisão técnica da Assistente Social. As atividades voltadas para a mobilização para a cidadania promovem a participação dos usuários nos conselhos de direitos, a conscientização da qualidade da relação com as famílias e a melhoria da qualidade de vida por meio do acesso aos benefícios sociais e demais direitos.

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Atividades Físicas (Oficinas de Ginástica, Ginástica Funcional, Hidroginástica, Yoga, Massagem) A atividade física e o convívio com o grupo contribuem para um envelhecimento saudável e ativo. A pessoa se mantêm em movimento com orientação especializada, alcançando benefícios como o bem-estar físico, melhora de dores musculares e articulares, melhora na respiração, na flexibilidade, na força e na mobilidade. A autoestima e o humor são pontos importantes garantidos pelo exercício físico, colaborando para a melhor disposição para a realização das tarefas da vida diária (autonomia) e para a socialização. As atividades físicas contemplam as diferentes fases do envelhecimento e as limitações e interesses pessoais. Portanto, a atividade física não se limita à melhora física, mas também psicológica, emocional e cognitiva, atuando no bem-estar geral do usuário e influenciando positivamente no cumprimento das metas do atendimento. Atividades Artísticas, Culturais (Oficinas de Coral, Grupos de Violões, Folia de Reis, Teatro, Terapia Artística, Pintura, Modelagem, Mosaico, Dança Terapia, Dança circular, Dança de salão, Bordado, Crochê, Tricot, PatchAplique Macramê, Corte e Costura, Bijouteria e Artesanato em lã). Fazer uma atividade artística na maturidade é um caminho de iniciação. Descobrir limites, vencer barreiras, desenvolver capacidades, superar-se a todo instante, fortalecer-se, ser compreensivo e paciente consigo mesmo e com o outro, e acima de tudo, acreditar em si mesmo. Com o aumento da autoconfiança, os usuários compartilham as habilidades artísticas em casa com os familiares, cria-se um ambiente favorável, fortalecendo os vínculos e colaborando para a socialização e a valorização do idoso. A sensibilização e expressão artística nas suas mais variadas formas fazem a ponte com a imaginação, a inspiração e a intuição, abrindo espaço para o potencial criativo do usuário, que pode viver valorizando o passado e ressignificando o presente. As atividades vêm de encontro aos desejos do grupo, de forma que tenha significado e suscite memórias afetivas. É deste lugar que os sentimentos mais profundos afloram e contribuem para o fortalecimento de vínculos e o desenvolvimento pessoal. As oficinas reúnem a aprendizagem de técnicas, o desenvolvimento de habilidades manuais e a troca de conhecimentos, além de muita conversa e companhia, promovendo a socialização e o fortalecimento de vínculos. Atividades Cognitivas e de Autoconhecimento (Oficinas de Contos e Memória, Inclusão Digital, Oficina da Palavra, Grupo de Homens, Diálogos do Cotidiano, Memórias da Vida, Biográfico, Vida Saudável e Meditação) As atividades cognitivas acontecem em grupos onde se estimula a escuta, a interação, a troca de experiência e vivências, o interesse pelo outro com suas diferenças. Entre as pessoas idosas há muito o que falar e escutar. Parte da escuta do grupo, do resgate das imagens internas e histórias pessoais, recoloca em movimento o olhar para a própria história de vida, possibilitando perdoar, reavaliar ou entender o sentido de um acontecimento ou sentimento; de forma que a pessoa se torna apta a viver melhor o presente. O trabalho proporciona a melhora do fluxo de elaboração da linguagem e apropriação da sua história através da expressão narrativa. Tem ainda a função de olhar para as histórias mais próximas da nossa cultura. Atua dando espaço ao surgimento de nova dimensão de escuta uns dos outros e de si mesmo. Colabora para o senso de pertencimento de grupo, de respeito e de comunhão a partir da contribuição para a realização dos trabalhos em grupo. Além do resgate das memórias e saberes, e da valorização do conhecimento pessoal, as

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atividades promovem a ampliação de conhecimentos e acesso a novas tecnologias inclusivas, contribuindo para evitar o isolamento. ENCONTROS Saraus, Semana cultural Portas Abertas, Passeios, Encontros Intergeracionais Os encontros promovem a convivência dos usuários com as famílias e com jovens e crianças de diferentes escolas, com quem os idosos trocam suas experiências de vida, afeto e carinho. Intercâmbios musicais e apresentações de peças de teatro também têm sido levadas para diferentes espaços públicos com a finalidade de estabelecer diálogos com pessoas de todas as idades. A exposição de Artes e Artesanato e as apresentações musicais e teatrais acompanhadas sempre por um lanche enriquecem a vida dos idosos que podem partilhar com seus familiares, com a comunidade e a vizinhança, novos talentos desenvolvidos. Empresas parceiras e seus funcionários têm participado também, integrando valor e consciência à sua participação social. Os passeios dão a oportunidade de acessar cultura e natureza, lugares às vezes nunca visitados e muitas vezes sonhados. Celebração das estações e Festas do ano Vivificar as festas ao longo do ano, não como religião, mas como um caminho de retomada dos ritmos anuais, nos auxilia a compreender e vivenciar o ciclo da Vida que acontece ao longo do Natal, Páscoa, Pentecostes, São João, Primavera, Finados e novamente o Natal. Celebrar, com um toque da nossa cultura, as pastorinhas e a Folia de Reis no Natal, amassar, assar e partilhar o pão da Páscoa, os tradicionais folguedos de São João, e a Homenagem aos Mortos de forma digna e artística fazem parte de nosso ciclo. A Folia de Reis São Joaquim, por exemplo, surgiu em 2008 e é fruto do trabalho realizado com o coral. Reúne um conjunto de 13 toadas, que contam a história do nascimento de Jesus, desde a anunciação à Maria até a chegada dos reis. As apresentações são realizadas na época de Reis nas casas dos frequentadores e pessoas do seu círculo de relações. Os cantos são acompanhados pelos violões, cavaquinhos, pandeiro e caixa do divino. Os palhaços fazem graça durante alguns momentos da cantoria e recebem moedas, que são atiradas pelo público. Um momento muito esperado é o da “Louvação à Bandeira”, quando esta é conduzida pelo dono da casa por todos os cômodos e é beijada pelos assistentes e foliões. Dessa forma, buscamos resgatar e preservar as manifestações importantes da cultura brasileira. Em 2017 a Folia de Reis São Joaquim recebeu o prêmio Culturas Populares do Ministério da Cultura (MINC). ATENDIMENTOS INDIVIDUALIZADOS Gestão de Caso (Serviço Social, Psicologia e Gerontologia) O objetivo do atendimento individualizado é conhecer o usuário de forma ampla e aprofundada para garantir a socialização e o fortalecimento de vínculos. No acolhimento é construído um plano

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de atividades individualizado voltado para garantir a convivência e oportunizar o desenvolvimento pessoal de cada usuário, onde é realizado registro de evolução para acompanhamento dos objetivos do atendimento. Sempre que necessário, o usuário é encaminhado para a rede socioassistencial e para os serviços setoriais de apoio. Visita Domiciliar A visita domiciliar é destinada aos usuários que ficam impossibilitados de frequentar o centro de convivência e tem o objetivo de prevenir o isolamento e promover o retorno do usuário ao Centro de Convivência. Busca ainda revenir agravos que possam desencadear no rompimento de vínculos familiares e sociais e a favorecer relações socioafetivas na família. DESCRIÇÃO DAS ATIVIDADES REALIZADAS: De janeiro a dezembro de 2017 o Plano de trabalho para o período foi executado conforme agenda anual de eventos e o cronograma semanal de atividades. Durante o período foi oferecido um conjunto de atividades, incluindo grupos de Cidadania, atividades físicas, artísticas, manuais e cognitivas. As atividades sociais como festas e vivências das épocas do ano, saraus, passeios e apresentações incluem familiares e comunidade. A socialização, o fortalecimento de vínculos e o senso de inclusão permearam todas as atividades. Além das atividades semanais descritas acima, foram realizados os eventos previstos na agenda anual, conforme detalhamento que segue: Janeiro 2017 O mês de janeiro, teve início com a preparação do espaço para os atendimentos de 2017, incluindo a limpeza e a organização de armários, almoxarifado, salas de atendimento, entre outros. A equipe administrativa e diretoria realizaram reuniões de planejamento e avaliação. Em comemoração ao Dia dos Santos Reis, celebrado no 6 de janeiro, a Folia de Reis da Associação São Joaquim foi convidada para apresentação no SESC Santo Amaro e durante o mês de janeiro realizou visitas domiciliares e apresentações levando músicas em homenagem aos três Reis Magos. A ação contribuiu para o resgate da cultura popular brasileira, valorização e autoestima dos usuários e para o fortalecendo vínculos. O grupo da Folia de Reis é resultado do trabalho desenvolvido nas aulas de música com a professora Heloiza de Lucca. Fevereiro 2017 As atividades incluíram a preparação para o Carnaval, com confecção de máscaras e fantasias, composição e ensaio de marchinhas; entre outras atividades relacionadas. O baile com seu tradicional Festival de Marchinhas foi aberto à comunidade e às famílias e contou com a presença de idosos de outras organizações da região. A palestra do mês com o tema "Boas Vindas", onde foram passadas as orientações para participação no Centro de Convivência de forma a contribuir para a convivência criativa e o desenvolvimento pessoal de todos, foi realizada pela presidente Mônica Rosales. No sábado, 18, houve Encontro de Formação coma a equipe sobre o tema Salutogênese com Mônica Rosales.

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Março 2017 O atendimento Floral, realizado pelos voluntários da parceria com "Joel Aleixo – alquimia floral". No dia 8, a oficina de cidadania em parceria com o grupo de música realizou vivência de conscientização pelo Dia Internacional da Mulher, a atividade aberta a todas as pessoas do Centro de Convivência trouxe dados históricos a respeito do voto feminino e convidou o grupo a fazer reflexões sobre as conquistas e o papel de cada um no processo de busca por igualdade e direitos sociais. No dia 27, foi realizada visita ao MAC – Museu de Arte Contemporânea. O passeio significou uma importante oportunidade de fortalecimento de vínculos e motivação dos participantes. No dia 31, pela manhã, foi realizada a comemoração dos aniversariantes do mês. Foi servido um bolo em homenagem aos aniversariantes, que foram parabenizados por todos após participarem da palestra "Transparência Financeira e Sustentabilidade”, com a gestora da organização, Claudia Ferreira. Abril 2017 Nos dias 04, 05 e 19 mais alguns idosos puderam visitar o MAC – Museu da Casa Brasileira. No dia 8, das 8h às 12h, aconteceu o 2º Café Reparo. O evento foi realizado em parceria com o movimento Transition Granja Viana e reúne famílias, usuários/as e comunidade para consertarem juntos coisas quebradas, reaproveitando e reciclando objetos como roupas, guardachuvas, óculos, panelas, eletrodomésticos, entre outros. O evento que reúne pessoas com habilidades para consertar e recuperar itens que iriam ao lixo. Os idosos mostraram suas habilidades e se sentiram úteis e felizes em poder colaborar com o meio ambiente por meio deste evento organizado e idealizado pelo Grupo Transition. No dia 13, a Comemoração da Páscoa reuniu um grande grupo de participantes do Centro de Convivência para refletir sobre a renovação e vivenciar a união dia 3 de abril o Centro de Convivência recebeu a visita dos alunos da Escola Tangará, que fizeram atividades com as pessoas idosas do projeto No dia 23, o Coral fez apresentação no aniversário do Parque Trianon na região da Paulista. Os frequentadores do parque pararam para ver a apresentação musical e os idosos foram muito aplaudidos. Maio 2017 No dia 1º, não houve expediente, pois foi feriado do Dia de Trabalho. No dia 12, foi realizado o Sarau das Mães, organizado pela professora de música. O encontro contou com a presença de usuários, familiares e colaboradores com apresentações de música, poesia, teatro por idosos e participantes. No dia 15, houve apresentação do grupo de Teatro Playback Theatre que voluntariamente mostrou seu trabalho para os usuários. Dia 19, a equipe de Floral de Joel Aleixo esteve em atendimento aos usuários.

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No dia 26, foi a comemoração dos Aniversariantes do mês, antes do bolo os usuários participarem da Palestra: Biográfico e seus benefícios na maturidade e Atenção Integral com Tânia Mattos e Mônica Rosales. No dia 27, foi realizada reunião com familiares dos atendidos a fim de aproximarmos das famílias e entendermos suas demandas e necessidades, além de apoiá-los no cuidado de seus familiares. Dia 28, o grupo de Folia de Reis participou por mais um ano da tradicional Festa de São Benedito na Vila Menck. Junho 2017 No dia 09, foi realizada a Palestra Celebrações: Pentecostes e São João com Luiza Lameirão. Foi realizado o Baile Dia dos Namorados, no dia 12, com muita dança e premiação aos casais presentes. Dia 13, em parceira com o CMIC – Conselho Municipal do Idoso de Carapicuíba, foi realizada passeata Diga Não à Violência contra a Pessoa Idosa em comemoração ao dia de Combate à violência que é comemorado no dia 15/06 Dias 15 e 16, não houve expediente devido ao Feriado de Corpus Christi. A Orquestra participou no dia 17. do Festival de Inverno de São Lourenço da Serra, juntamente com diversas outras orquestras a fim de integrar e trazer nossos olhares aos nossos usuários. No dia 21, foi a vez de nossos usuários conhecerem outro museu o MAM – Museu de Arte Moderna junto com as voluntárias de Terapia Artística. No dia 21, aconteceu na Associação São Joaquim a visita dos alunos Colégio Agostinho para troca de cartas e entrega da arrecadação de produtos de limpeza. No dia 29, feriado em Carapicuíba, a equipe e usuários estiveram trabalhando na preparação da festa junina. Julho 2017 No 1º dia do mês, foi realizada nossa tradicional Festa Junina, com fogueira, teatro Vovó da Lanterna e quadrilha. Os usuários receberam seus amigos e familiares e se divertiram com s brincadeiras da festa. No mês de julho, aconteceram também as atividades de férias na associação e as saídas com os usuários para parques e museus. No dia 17 aconteceu a apresentação do Circo Ponte das Estrelas. O Coral se apresentou no dia 26, na Conferência Municipal de Assistência Social e neste dia também aconteceu, no Restaurante Condessa, evento em comemoração ao Dia da Vovó. No dia 29, aconteceu o Dia da Beleza, momento em que os usuários puderam se cuidar, fazendo a unha, cortando o cabelo, fazendo massagem e etc.

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Agosto 2017 No dia 10, a Orquestra São Joaquim se apresentou no evento Lab 60+ na Unibes Cultural. Lia Nasser e Mônica Rosales participaram de mesa durante o evento. Vários funcionários da associação participaram do evento em palestras e discussões à cerca do público 60+. No dia 13, o Grupo de Homens e outros usuários da Associação fizeram uma comemoração em homenagem ao Dia dos Pais. Foi iniciada a parceria com a Escola Tangará e o encontro de integração entre os alunos da Escola e o grupo de idosos com fragilidade. Em viagem alguns idosos visitaram a cidade de Águas de Lindóia no interior de São Paulo. Em agosto, tivemos duas palestras uma no dia 18, com o tema: Uso Racional de Medicamentos com o objetivo de orientar os usuários a usos indevidos e outra no dia 25: A arte e o Sentir onde as terapeutas artísticas Giuliana Dodi e Daniela Terracini. No sábado, 19, toda a equipe de funcionários, voluntários e colaboradores foram convidados a participar de encontro com Ute Craemer, difusora da pedagogia Waldorf na área social e fundadora da Aliança pela Infância. Em 28 de agosto, enviamos cartão para os Voluntários em comemoração ao Dia Internacional do Voluntariado. Setembro 2017 Dias 7 e 8, não houve atividade devido ao feriado da Independência. Em 16 de setembro, houve encontro com famílias dos usuários. No dia 17, a Folia de Reis se apresentou na Festa de Santa Cruzinha na Aldeia de Carapicuíba, local onde a São Joaquim nasceu. Entre os dias, 27 de setembro e 1º de outubro, a equipe São Joaquim e alguns usuários participara, da Virada da maturidade com palestras e apresentação da Orquestra e Coral. No dia 30, foi realizada a 2º Roda de Diálogo com o tema “A Arte da Convivência”, direcionado a pessoas que vivenciam a temática da convivência no âmbito pessoal ou profissional. Outubro 2018 Em comemoração ao Dia Internacional do Idoso, o CMIC - Conselho Municipal do Idoso organizou um evento ao ar livre no Parque Gabriel Chucre, em Carapicuíba. Os idosos da Associação foram acompanhados por nossa professora Maria Paula Machado, que deu uma aula aberta de Ginástica Aeróbica aos presentes. No dia 7, foi realizado Bingo Beneficente com a participação dos usuários e seus familiares que se divertiram bastante e ganharam vários prémios.

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Nos grupos de cidadania e fortalecimento de vínculos o tema central do mês foi o Dia Internacional da Pessoa Idosa. Foi realizada uma conversa esclarecedora sobre os desafios e conquistas relacionadas a questão do envelhecimento no Brasil ao longo dos anos. No dia 10, foi realizada sessão de cinema para os usuários com o filme: Uma lição de vida. No dia 18, teve mais cinema, desta vez participamos do Cine Debate: A idade do Amor no Sesc Bom Retiro. Dia 25, alguns idosos da Oficina de Modelagem estiveram no Ateliê da ceramista Norma Grimberg. Por mais um ano fomos convidados a participar do Bazar Beneficente da Associação Cedro do Líbano e vendemos alguns produtos feitos por nossos usuários, como pão, panos de pratos e toalhinhas de lavabo. Em 26 de outubro, houve eleição no CMIC – Conselho Municipal do Idoso de Carapicuíba e o Coral São Joaquim abriu o evento com sua música e alegria. A Orquestra se apresentou no Plaza Shopping Carapicuíba no dia 29. No domingo 29, os usuários da Associação São Joaquim participaram do XXIV Encontro de Dança - Mosaico, no Ulabiná. Tendo como focalizadora a professora Heloiza De Lucca. Novembro 2017 No dia 1º, foi realizada pela voluntária Maria Lucia D’Andrea de Andrade e usuários uma homenagem aos falecidos. Os familiares e filhos dos idosos frequentadores da Oficina da Palavra foram convidados para um encontro e reunião onde o Estatuto do idoso com seus direitos foi apresentado e uma integração foi proporcionada a fim de estreitar o relacionamento com a associação. No dia 11, os alunos da Escola Tangará estiveram na associação para mais um encontro de integração intergeracional. Os encontros acontecem mensalmente. Nos dias 15 e 20, não houve atividades devido aos feriados de Proclamação da República e Consciência Negra. Nos dias 25 (sábado) 27 e 28 de novembro, aconteceu o Portas Abertas, evento que abre as portas da Associação São Joaquim para o Grupo São Joaquim e parceiros, familiares e interessados. A iniciativa possibilita que as pessoas vivenciem e conheçam o trabalho social realizado, trazendo motivação e integração. No Dia de Doar, 28 de novembro, fizemos uma ação de divulgação da forma de ajudar a São Joaquim por meio da Nota Fiscal Paulista. Dezembro 2017 De 1 a 15, os idosos das diversas oficinas fizeram os preparativos para a festa de Natal com confecção de flores de papel, estrelas, presépio etc.

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Nos dias 12, 13 e 14, houve ensaio geral para o Auto de Natal Nos grupos de cidadania e fortalecimento de vínculos foram aplicados formulários de avaliação de satisfação dos usuários. No dia 12, os usuários do Grupo de Idosos com Fragilidade da São Joaquim participaram do encontro de encerramento com os alunos da Escola Tangará, desta vez na sede do colégio. No dia 5, aconteceu uma homenagem aos voluntários da associação pelo Dia Internacional do Voluntariado. No dia 15, aconteceu o Pastorial e a Confraternização de Funcionários e encerramento das atividades de 2017. Como nos mantemos? Recursos financeiros EXECUTADOS ANUAL DE 2017: ORIGEM DOS RECURSOS: RECEITAS ANUAL R$ 1.936.605,34 (está incluído nesse valor as receitas de trabalho voluntário e gratuidades) Dos quais: Doação Pessoa jurídica R$ 405.062,00 Recursos Públicos Assistência Social FEAS e FNAS / R$ 115.783,60 Programa Nota Fiscal R$ 55.785,23 Eventos, vendas e locação R$ 52.346,48 Apoio à projetos R$ 38.943, 26 DESPESAS ANUAL R$ 2.005.532,09 (está incluído nesse valor as despesas com trabalho voluntário e gratuidades concedidas) Sendo: Programas e atividades R$ 1.562.675,60 Despesas administrativas R$ 442.847,49 A Associação conta também com o trabalho voluntário de 63 pessoas em 2017.

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QUEM FAZ? DIRETORIA: Diretor Presidente: Mônica Rosales Diretor Vice Presidente: Simone Spadafora Diretor Administrativo Elisabete Castelo Branco CONSELHO FISCAL: Confúcio Rodrigues Cavalcante Delano Marques Luciana Cesar Leo. CONSELHO CONSULTIVO: Maria Lúcia D'Àndrea de Andrade. Eleonora Sampaio Caselato José Vieira de Andrade Walter Luiz Wey Maria Marta Mesquita Faria Mariangela de Paiva VOLUNTÁRIOS Alma Rosales Amanda Rosales Ana Lúcia Torello Ana Maria Ricci Pegoretti Ana Maria dos Santos Barros Aparecida Imaculada Moura Caroline Tikerpe Claudia Cabanis Johnsen Cleito de Oliveira Amorim Daniela Terracini Delano Marques Diogo Cunha A. Oliveira Edvalda Santos Gomes Eliana Brunelli Eleonora Sampaio Caselato Elisabeth Fatima Meira Elisabete Souza do Santos Equipe Eu Psico Equipe Joel Aleixo Equipe Qualipatas Fernanda de Cássia Pimenta 17


Fernanda Yazbeck Rivitti Geni Viana Pirani Gil Gonçalves Gisela Sartori Franco Gisele da S. Sarmento Kreigne Giuliana Dodi Cabianca Helena Maria Santos Escudeiro Isamara Galvão de Oliveira Isaura Maria de Oliveira Ivanilde de Jesus Costa da Silva Jean Ellen Kerry Jerôncio Silva de Souza José do Espiríto Santo José Carlos Ferrigno Lélia Tanso Barbosa Leonel Rosales Luciana César Leo Lucilena de Oliveira Marcia Coelho Ungaretti Marluci M. da Conceição da Silva Margarida Houf de Andrade Margarida Januária da Silva Maria Aparecida Aguiar Santos Maria Aparecida Damas da Silva Maria Aparecida de Souza dos Santos Maria Cecília Cetidono Degani Maria de Lourdes Gomes da Silva Maria do Carmo Aguirre Maria José Marinho Alves Maria Lourdes Stumpf O. da Silva Maria Lucia D' Andreia de Andrade Maria Lúcia Pereira Nunes Maria Lúcia Rezende Simonsen Maria Luiza de Assis Marina Andreoli Braga Mateus Mazzi Pegoretti Santos Milene Rodrigues Albuquerque Monica Santini Froes Picon Mônica Rosales Nazaré Mendes Peixoto Neuza Correia Cavalcante Patrícia Ceolin do Nascimento Regina Luisa Barossi Regina Machado Steurer Renata Ferraz do Amaral Sabine Antonialli A. Vergamini Sergio Frug 18


Severino da Silva Lino Silvia Aparecida Andre Martins Silvia Pessoa Mendes Correa Sonia Maria Hubner Mendes Soraia Neder Miranda Sylvia Beatrix Pereira Tamires VitĂłria Goulart Tania Cristina Santos Matos ThĂŠo Artur Pearce Quintino Vera Lucia Mercucci Vilma Helena Alves Wilma Zeviani Vendrame Zoraide Santina da Silva

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Relatório de Atividades 2017  

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