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r e v i s t a

SÃO GERALDO ANO 6 - 2015

TURISMO Hotéis de design vão além do conceito cinco estrelas

CERSAIE 2015 Confira o que vem por aí

MERCADO DE LUXO Primeira perfurmaria de nicho da América do Sul chega a Brasília

ARTISTA DA CIDADE Compre pão e leve arte


foto: Haruo Mikami

SUMÁRIO

NOVE ANOS DE INOVAÇÃO CASA COR

DA PADARIA PARA CASA

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ARTISTA DA CIDADE

MODERNIDADE E BRASILIDADE

JOIAS INVISÍVEIS MERCADO DE LUXO

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PONTO DE VISTA

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ARQUITETURA

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PERSISTÊNCIA RECOMPENSADA RECEITA DO CHEF

foto e ilustração: Clarissa Paiva

foto: Divulgação

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PROGRAME-SE

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MESTRE DE OBRAS-PRIMAS

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VINHO CHILENO

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ARTIGO

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EMPREENDEDORISMO SOCIAL E NOVAS INICIATIVAS

PRAZER PARA OS SENTIDOS GASTRONOMIA

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SAIBA COMO INSTALAR BANHEIRA

ESPECIALISTA EM BIOARQUITETURA SUSTENTABILIDADE

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SÃO GERALDO INDICA

CERSAI 2015 TENDÊNCIAS

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NOVA GERAÇÃO DE ARQUITETOS NOVOS TALENTOS

PARAÍSO DAS HOSPEDAGENS HOTÉIS DE DESIGN

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O LEGADO CONTINUA

APRENDIZADO E EXPERIÊNCIA ACONTECEU

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NEGÓCIO

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EDITORIAL

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cada edição da Revista São Geraldo buscamos nos superar. Para isso, escolhemos, por meio de uma curadoria, o melhor conteúdo para os nossos clientes. Uma ida ao cinema ou teatro, conhecer um novo restaurante, viajar etc., tudo isso influencia na nossa percepção de mundo e na nossa criatividade. Por isso, você levará para casa uma publicação que, antes de mais nada, inspira. No lugar de pão, que tal levar arte para casa? Essa é a proposta do projeto Arte Quentinha, um criativo e inovador projeto cultural que imprimiu 24 obras de arte em 132 mil saquinhos, que estiveram disponíveis em 17 padarias espalhadas pelo DF, de 8 de setembro a 18 de outubro. E a ideia é que, no ano que vem, o projeto continue. Por falar em inovação, trazemos uma matéria sobre “Empreendedorismo Social”, que consiste em promover ações capazes de mudar uma realidade. Empreendedores sociais buscam transformar o mundo e melhorar a vida das pessoas utilizando métodos geralmente presentes no cotidiano de empresas. Para explicar melhor, apresentamos a história do “Dive in Social”. Quer viver uma experiência diferente? Conheça os melhores designs e projetos de hoteis ao redor do globo. Você poderá se inteirar ainda sobre as principais tendências que vêm por aí trazidas diretamente da CERSAIE. E se inspirar nos belos ambientes da Casa Cor Brasília 2015 patrocinados pela São Geraldo.

DIRETOR RESPONSÁVEL RAMEZ FARAH EDITOR DIANA LEIKO JORNALISTA RESPONSÁVEL DIANA LEIKO DIAGRAMAÇÃO JULIANA FURTADO CAPA HARUO MIKAMI TIRAGEM 5.000 EXEMPLARES

SÃO GERALDO ACABAMENTOS E COMPLEMENTOS SIA TRECHO 3, BRASÍLIA-DF

Entrevista com o chef Marcelo Petrarca, do restaurante Bloco C, artigo sobre vinho do prestigiado crítico gastronômico, Rodrigo Leitão, e muito mais. Esta edição está recheada de bom conteúdo. Boa leitura!

TEL.: 61 3031-4200 | E-MAIL: SAC@SAOGERALDO.COM PUBLICAÇÃO DE INTERESSE CULTURAL E DISTRIBUIÇÃO GRATUITA. PERMITIDA REPRODUÇÃO TOTAL OU PARCIAL DOS TEXTOS, DESDE QUE SEJA CITADA A FONTE. AS MATÉRIAS E OS ARTIGOS ASSINADOS NÃO REFLETEM, NECESSARIAMENTE, A OPINIÃO DA DIRETORIA DA SÃO GERALDO.

RAMEZ FARAH DIRETOR

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CASA COR

NOVE ANOS DE INOVAÇÃO Em sua 9ª participação na Casa Cor Brasília, São Geraldo reafirma seu compromisso de apresentar o que há de mais moderno em revestimentos, louças e eletros

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São Geraldo Acabamentos e Complementos marcou presença em mais uma edição da maior mostra de decoração e arquitetura das Américas. Este ano, a arquiteta Karla Amaral foi a escolhida para assinar o tradicional Espaço do Chef São Geraldo da Casa Cor Brasília.

“O ladrilho hidráulico Calu Retrô, executado pela Decortiles, foi especificado para o tampo da mesa gigante desenhada por mim. O piso de porcelanato amadeirado Folk com paginação em ‘escama de peixe’, também da mesma marca, foi uma das principais tendências apresentadas”, destaca Amaral.

A profissional apostou em um ambiente em que fosse possível celebrar a experiência do prazer e vivenciá-la. Para isso, uma extensa mesa de ladrilho hidráulico de 6,40m de comprimento permitiu que todos os amigos pudessem compartilhar as criações do chef. Houve ainda um jardim integrado que explorou a luminosidade e a integração com o verde. Marcado por linhas contemporâneas, o projeto permitiu fluidez e integração entre todos os lados. Logo na abertura, o visitante foi recebido por uma exuberante árvore frutífera e um balanço em alusão aos dias divertidos da infância.

A profissional ressalta ainda o porcelanato esmaltado Stark Gray da Decortiles, o Silestone Altair (série nébula), a cortina de vidro que permite abertura total do vão, o jardim vertical e toda marcenaria Favorita em melamina cimento, além das novas cores e padrões da Suvinil.

Um banho luxuoso - As antigas salas de banho foram a inspiração para o projeto do Banho de Luxo, que teve como pano de fundo o dia a dia corrido do casal contemporâneo. O ambiente assinado por Renata Ciccarini e Vilmara Januzzi propôs que cada fotos: Haruo Mikami

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um tivesse seu próprio espaço com privacidade; assim foram inseridas duas cubas e duas duchas. Já na hora de relaxar, nada como um belo SPA a dois, velas, TV e som ambiente; um local claro e amplo com linguagem moderna traduzida nos materiais nobres. Destaque para banheira da Axell cravejada de cristais Swarovski em sua borda, assim como todos os revestimentos da Decortiles: porcelanato Carrara com placas de 120x240cm, o 3D

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à base de cimento Make White e o ripado Avant Garde (cor cimento queimado), além da iluminação, louças e metais Deca, tudo fornecido pela São Geraldo.

Revelação da arquitetura - Gabriela de Rossi foi a primeira colocada no 3º Prêmio Jovem Profissional promovido pela São Geraldo, que anualmente reconhece e valoriza os jovens talentos da cidade e dá a oportunidade de assinar o projeto do Lavabo Público.

Dividido em duas áreas, cabines e espaço social, o ambiente contou com uma grande bancada e com espelho flutuante, uma das grandes sensações apresentadas pela arquiteta. O lavabo teve ainda quatro cubas na cor marrom fosco com torneiras Red Gold e bacia, ambas da Deca. Já o frescor e o toque de brasilidade foram garantidos pelo jardim embaixo da bancada e executado pelo renomado paisagista Mendo Barreto.

A iluminação do espaço, assim como todos os acabamentos e complementos, foram fornecidos pela São Geraldo. Destaque para os lançamentos da Portinari e, na parte social disposta na entrada do lavabo, para o grande banco Lúcio assinado pelo designer, Porfírio Valadares, e comercializado pela Hill House.

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MERCADO DE LUX0

Mercado exclusivo - “Perfumaria de nicho” é

JOIAS INVISÍVEIS Primeira loja especializada em perfumes raros da América do Sul abre suas portas em Brasília, promete encantar o público e despertar emoções por meio de fragrâncias exclusivas

Diana Leiko

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luxo não conhece a crise. E está crescendo, sobretudo em países emergentes como o Brasil. A frase é do autor do livro “O Luxo Eterno”, o filósofo francês Gilles Lipovetsky, que esteve no país há três anos. Prova disso é a recente abertura, em Brasília, da primeira loja da América do Sul especializada em perfumes raros: a Cosmopolitan do Brasil. No terceiro maior mercado consumidor do setor de beleza do mundo, atrás apenas dos Estados Unidos e da China, investir em cosméticos é um bom negócio. Localizada na QI 7 do Lago Sul, a Cosmopolitan do Brasil quer proporcionar ao público brasileiro novas e agradáveis experiências de consumo, através de histórias encantadoras, aromas excepcionais, texturas envolventes e cores vibrantes. A loja oferece marcas inéditas no território nacional vindas de todo o mundo e cuidadosamente selecionadas por sua equipe. Quem está à frente do empreendimento são as empresárias Cristiane Vilar e Evanete Santos. A primeira

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é dentista. A segunda, formada em Tecnologia da Informação com experiência em gestão de projetos. Ambas apaixonadas pelo universo da beleza. Cristiane estudava as tendências nacionais e internacionais do ramo da cosmética desde muito cedo e foi aluna da Cinquième Sens, conceituada escola francesa de perfumaria que atua no mercado há 39 anos. “A Cosmopolitan estava pronta e existia o interesse das marcas de vir para o Brasil”, explica. Já Evanete Santos, com sua experiência em gestão de projetos, agrega ao negócio a objetividade, a solidez e a disciplina tão necessárias em qualquer empreendimento. Ao mesmo tempo, seu apreço pelo universo da beleza e sua aguçada sensibilidade permitiram à empresária tanto reconhecer uma fragrância excepcional quanto se maravilhar diante da textura de um creme de desenvolvimento sofisticado. “Nossa missão é apresentar ao público brasileiro o melhor da cosmetologia mundial”, assegura.

um termo que se refere a um modelo de negócio bem diferente da grande indústria da perfumaria, aquela que inclui fragrâncias que se compram em freeshops, lojas de departamentos ou mesmo em lojas específicas dessas marcas mais conhecidas do público. Ao focar em uma fatia menor do mercado - ou seja, num nicho - marcas como Ann Gérard Parfum, Comptoir Sud Pacifique, E.Coudray - todas comercializadas na Cosmopolitan do Brasil - oferecem uma proposta olfativa mais surpreendente e exclusiva que aquelas destinadas a atingir milhões de consumidores. Para alcançar esse seleto grupo não é preciso vender em todos os lugares, mas nos locais certos: lojas especializadas ou de departamento focadas em produtos de alto padrão, como é o caso da inglesa Harrod’s, da americana Bloomingdales e da alemã KaDeWe. Ou seja, além de maior liberdade criativa (um perfume de nicho não sofre as mesmas pressões de prazos para desenvolvimento e lançamento), esse produto oferece também exclusividade: a possibilidade de ter um perfume que poucos têm e que talvez ninguém tenha ouvido falar. Não por acaso, a designer de joias Ann Gérard define os perfumes de nicho como “adornos ocultos”. Além de todas essas características, o que torna o perfume de nicho mais caro que aqueles convencionais é o uso de matérias-primas de maior qualidade ou mais raras, inviáveis financeiramente na perfumaria mais comercial.

Encantados por cheiros - No ano passado, para se ter ideia, o faturamento do setor de beleza no Brasil foi de R$ 101 bilhões, nada menos que 1,8% por cento do PIB nacional, segundo a Associação Brasileira de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (ABIHPEC). Esses números provam que o país é um mercado bastante interessante para esse tipo de nicho. É o hábito dos brasileiros que movimenta essas cifras bilionárias.

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MERCADO DE LUX0

MARK BUXTON Mark Buxton é perfumista criador de diversos “best-sellers” para grandes marcas como Burberry, Comme des Garcons, Givenchy e Salvador Dali. Decidiu criar sua grife para elaborar perfumes artísticos. A edição mais antiga foi criada em 2008 e a mais recente, em 2015.

CONHEÇA OS PERFUMES DA COSMOPOLITAN DO BRASIL

COMPTOIR SUD PACIFIQUE

LES PARFUMS DE ROSINE

A edição mais antiga de design da Comptoir Sud Pacifique foi criada em 1975 e a mais recente, em 2014. As fragrâncias foram desenvolvidas em colaboração com os perfumistas Daniel Molière, Jacques Lions, Sidonie Lancesseur, Violaine Collas, Henri Bergia e Emmanuelle Juilliard.

A edição mais antiga foi criada em 1998 e a mais recente, em 2015. As fragrâncias da marca Les Parfums de Rosine foram desenvolvidas em colaboração com os perfumistas Marie-Helene Rogeon, Francois Robert, Benoist Lapouza, Delphine Lebeau-Krowiak e Nicolas Bonneville.

E.COUDRAY

ANN GÉRARD PARFUM

E. Coudray é uma casa de perfumes de tradição. A versão mais antiga foi criada em 1935 e a mais recente, em 2012. Suas fragrâncias foram desenvolvidas em colaboração com os perfumistas Gerard Anthony e Evelyne Boulanger.

A designer de joias Ann Gérard tem quatro perfumes. A edição mais antiga foi criada em 2012 e a mais recente, em 2014. O perfumista da marca é Bertrand Duchaufour.

FRAPIN A edição mais antiga foi criada em 2007 e a mais recente, em 2015. As fragrâncias da Frapin foram desenvolvidas em colaboração com os perfumistas Sidonie Lancesseur, Bertrand Duchaufour, Jeanne-Marie Faugier, Anne-Sophie Behaghel, Amélie Bourgeois, Marc-Antoine Corticchiato e Jerome Epinette.

M. MICALLEF A edição mais antiga foi criada em 1996 e a mais recente em 2015. As fragrâncias da marca M. Micallef foram desenvolvidas em colaboração com os perfumistas Geoffrey Nejman e Jean Claude Astier.

MOLINARD

TEO CABANEL

Tradicional casa de perfumes situada em Grasse – berço da perfumaria. A primeira edição foi criada em 1849 e a mais recente, em 2015. O perfumista que trabalhou na fragrância foi o próprio Molinard.

Tradição em perfumes, Teo Cabanel tornou-se nos anos 30 o perfumista preferido da Duquesa de Windsor e da alta sociedade parisiense. Sua edição mais recente foi lançada em 2015. O perfumista que trabalhou nas fragrâncias é Jean-Francois Latty.

AU PAYS DE LA FLEUR D’ORANGER A edição mais antiga foi criada em 2005 e a mais recente, em 2015. As fragrâncias da marca Au Pays de la Fleur d’Oranger foram desenvolvidas em colaboração com os perfumistas Marie Duchene e Jean-Claude Gigodot.

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Serviço: Cosmopolitan do Brasil SHIS QI 07, bloco B, loja 104 Lago Sul Brasília – DF +55 (61) 3248-7754

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ACONTECEU

fotos: Gustavo Froner

APRENDIZADO E TROCA DE EXPERIÊNCIAS Como parte do Circuito São Geraldo de Design 2015, loja promove tarde com a artista plástica Calu Fortes, que assina linha de cerâmica da Decortiles, e inaugura novo showroom da marca

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erca de 250 pessoas, entre arquitetos e designers de interiores, prestigiaram as palestras da gerente da marca Decortiles, Lívia Brito, e da arquiteta e artista plástica, Calu Fontes, que vieram a Brasília especialmente para o Circuito São Geraldo de Design (CSGD). O evento ocorrido no dia 22 de julho contou ainda com a inauguração do moderno showroom da marca premium do Grupo Eliane. Vale destacar que a empresa aposta em um novo formato de palestras, que inclui também o CSGD Workshop e Gastrô. O empresário Ramez Farah deu boas-vindas a todos destacando a nova coleção Decortiles e passou a

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palavra à Lívia Brito, que reafirmou o trabalho árduo que a marca vem realizando para atender a um exigente público formador de opinião. Falou ainda sobre as coleções anteriores, como a Everywhere que, segundo ela, foi idealizada para atender a todos os consumidores. Para isso, investiram em propostas extremamente diferentes umas da outras, desde revestimentos com caveiras até produtos com arabescos. De acordo com a profissional, Enjoy The Silence trouxe paletas de cores mais tranquilas, do nude ao cinza. Já a atual, a Free Lovers, propõe uma conversa e reflexão sobre em que sentido vai caminhar a humanidade. “Sugerimos seguir o caminho de busca do amor ao próximo, do respeito, sem esperar ações governamentais. Um caminho construído com a ação e contribuição individual da sociedade”, afirmou. Imagens, vídeos e exemplos dos conceitos que nortearam a nova coleção deram suporte aos 40 minutos em que Lívia falou. A generosidade criativa, por exemplo, visualizada em exemplos verdadeiros a partir de pesquisa realizada pela equipe Decortiles, foi um dos pontos altos da palestra. Para finalizar, foi exibido filme sobre a igualdade de raças, gênero e religiões.

Chegada a vez de Calu Fontes, a artista contou um pouco sobre o convite para assinar mais uma coleção Decortiles inspirada nos ladrilhos hidráulicos que, segundo ela, dominaram seus pensamentos por dias. Fascinada pelo tema, ela revelou seu processo criativo, toda a sua pesquisa e ainda a busca por inspirações para compor as coleções Calu Geo, Calu Mar, Calu México, Calu Retrô, Calu Six e, por fim, a inovadora coleção Color Full, que apresenta azulejos em diversos tamanhos e tonalidades. “Sabemos que as cores têm o poder de influenciar no estado de espírito de cada pessoa”, ressaltou. Destaque para a linha Calu Six, eleita por 11 jornalistas como o melhor produto na categoria peças especiais da Expo Revestir 2015. É também detentora do selo “Best in Show-Ceramics Brasil”. O evento foi marcado, ao final, pela inauguração do showroom Decortiles, na São Geraldo Acabamentos e Complementos. O novo espaço apresentou os principais produtos das diversas coleções da marca, em um projeto feito especialmente para receber revestimentos exclusivos, que unem tecnologia e design ao processo artesanal.

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RECEITA DO CHEF O Bloco C abriu as portas em fevereiro de 2015 e hoje é preciso fazer reservas para poder desfrutar do prazer de comer bem e de ser bem atendido. O chef explica que seu cardápio é customizado e feito para satisfazer o cliente. “Se ele me pedir para substituir um ingrediente por outro, se quiser o filet mignon bem passado, ele terá”, esclarece.

PERSISTÊNCIA RECOMPENSADA Conheça a história do chef que batalhou pelo sonho de exercer a gastronomia e hoje experimenta o sucesso à frente do próprio restaurante, o Bloco C

O sucesso da casa, aliás, pode ser facilmente compreendido. Basta entrar no restaurante e provar um dos pratos para entender o porquê de o local estar sempre cheio. Na verdade, é um conjunto de fatores, a começar pela ambientação, com uma série de referências à capital do país: concreto nas paredes, linhas retas, cobogós e painéis de Athos Bulcão. Já o cardápio revela a criatividade do chef, que imprime nas combinações as influências dos lugares por onde Petrarca passou. Tudo de forma simples, mas de extremo bom gosto. E com muito sabor.

RECEITA Filet mignon ao roti com risoto de grana padano e rapadura Para o filet 250 g de filet mignon limpo Q/N de sal Q/N de pimenta do reino Azeite para grelhar

Para o risoto 70 g de arroz arbóreo Q/N azeite 10 g de alho 10g de cebola 100 ml de vinho branco 25 g de manteiga 25 g de queijo grana padano Q/N de caldo de legumes 50 g de rapadura

Modo de preparo fotos: Fabiano Neves

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Bloco C sempre foi um projeto. Por um tempo esteve de stand-by para que Marcelo Petrarca, o filho caçula de uma família com tradição em advocacia, pudesse se dedicar à sua outra paixão: o futebol. Petrarca chegou a cursar Direito, mas abandonou para fazer Gastronomia no IESB - Instituto de Ensino Superior de Brasília. Àquela altura, não teve muito apoio dos pais, que viam com preocupação a escolha do filho. As resistências em aceitar sua vocação o levaram a estagiar escondido da mãe no início de sua carreira como chef de cozinha. A preocupação da matriarca era mais do que normal. No entanto, ele persistiu no seu sonho. Hoje, apesar de ter apenas 27 anos, Petrarca já tem uma vivência sólida no mundo dos sabores, cheiros

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e texturas. Antes de abrir seu próprio restaurante, trabalhou com a chef Mara Alcamim, parceria que durou três anos. Também passou pelo restô da Grand Cru e, por último, esteve à frente da cozinha do Gazebo. Em busca de se aperfeiçoar, vendeu seu carro para passar um ano na Europa estudando com nomes consagrados da gastronomia internacional. “Minha mãe não era favorável à minha escolha, então vendi meu carro e meus irmãos me ajudaram a completar o dinheiro para passar esse tempo fora”, conta. “Escolhi a Espanha porque não tinha dinheiro para pagar um curso na França, que custa três vezes mais”. Entretanto, a frase “do limão se faz uma limonada” se aplica bem ao caso de Petrarca. Durante sua estada na Espanha, aproveitou a oportunidade de estagiar com Martín Berasategui, e, na Itália, com Carlo Cracco.

Para o filet Tempere o filet com sal e pimenta Esquente o azeite e doure o filet até dar o ponto

Para o risoto Doure o alho e a cebola no azeite Coloque o risoto e mexa durante aproximadamente cinco minutos Acrescente o vinho Quando evaporar todo vinho, vá acrescentando o caldo de legumes Quando arroz estiver quase cozido acrescente a manteiga e o queijo. Acerte o sal e a pimenta.

Finalização Acerte o ponto desejado do filet Coloque a rapadura em cima do risoto antes de servir

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RECEITA DO CHEF

O QUE USAR

Panela para risotto redonda 26cm Le Creuset Moedor de pimenta linha Roma da marca Bisetti Cepo de facas com 7 peรงas da Zwilling

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HOTÉIS DE DESIGN Lanserhof Lake Tegern by Ingenhoven Architects Edison Residence by KANVA (Montreal, Canadá)

PARAÍSOS DA HOSPEDAGEM Arte, objetos de design, arquitetura de ponta, localização privilegiada e alta gastronomia não passam despercebidos em hotéis de design mundo afora

fotos: Divulgação

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ada viagem é uma experiência a mais na vida das pessoas. E única. Por essa razão, hotéis de design e de luxo mundo afora vêm apostando no marketing sensorial para tornar a estadia do seu cliente inesquecível. Vale tudo: quartos ambientados com peças assinadas por grandes nomes do design mundial e obras de arte, perfumaria especial, restaurantes de chefs premiados, até quadras de tênis e campos de golf no terraço, a uma altura de causar vertigem.

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HOTÉIS DE DESIGN Da esquerda para direita: Öijared Hotel by Kjellgren Kaminsky Architecture (Floda, Suécia) G Kelawai Hotel by K2LD Architects Pte. Ltd. and Architect T.Y. Au (Penang, Malásia) Thermal Spa Hotel by GAD Architecture (Eskisehir, Turkey) Sandibe Safari Lodge, Botswana by Michaelis Boyd Associates (Moremi, Botsuana) Maxx Royal Kemer Resort and Spa by Baraka Architects (Antalya, Turquia)

É um mercado em franco crescimento com direito à premiação. Para se ter uma ideia, em novembro deste ano o Festival Mundial de Arquitetura premiou os melhores designs e projetos de prédios ao redor do Planeta Terra. A cerimônia ocorreu no Marina Bay Sands - o mais caro hotel e casino do mundo em Cingapura. Foram 338 construções divididas em 30 categorias, incluindo hotel e lazer. A Revista São Geraldo antecipa aqui alguns dos hotéis conceitos que estão na corrida pelo prêmio. E convida o leitor a sonhar, já que tudo começa pelo sonho. Que tal inclui-los nas suas próximas férias?

Roteiros exclusivos A 55 Travel faz questão de personalizar cada atendimento, oferecendo profissionais experientes, em uma estrutura organizada e preparada para receber bem e satisfazer seus clientes. Ao entrar em contato com a agência, o interessado será atendido por pessoas que não apenas conhecem o assunto, mas que já estiveram nos melhores destinos, conheceram pessoalmente os melhores hotéis e que podem oferecer os preços mais competitivos, além de locais para diversão e entretenimento. Oferece todo suporte para quem deseja algo mais exclusivo, como conhecer hotéis de design mundo afora. SHIS QI 13 Bl. A sala 62 Telefone: +55 61 32485505

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TENDÊNCIAS

TENDÊNCIAS

CERSAIE 2015 Principal feira de revestimento do mundo apresenta as principais tendências para o próximo ano e a São Geraldo, mais uma vez, marca presença no evento

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omo faz todos os anos, Ramez Farah, sócio proprietário da São Geraldo Acabamentos e Complementos, esteve em Bolonha (Itália) para acompanhar as últimas novidades apresentadas na Cersaie – Salone Internazionale della Ceramica per l’Architettura e dell’Arredobagno.

Considerado o principal evento do calendário internacional de revestimentos, a feira aconteceu entre os dias 28 de setembro e 2 de outubro e ocupou um espaço de 166 mil m2. É também conhecida por lançar tendências, apresentar design e inovações, além de contar com participação das principais marcas mundiais do setor. Entre os destaques, o empresário escolheu as várias padronizações diferentes para um mesmo produto. É possível, por exemplo, adquirir as versões natural, polido e/ou para uso externo. “A cerâmica sextavada, que já é uma tendência de dois anos pra cá, continua muito forte”, revela. Ramez Farah também ressalta a volta das cores em louças sanitárias, os diversos usos para porcelanato - inclusive como mobiliário para casa - e a cerâmica como obra de arte.

Presença brasileira - O Brasil este ano foi representado pelo Grupo Eliane, empresa responsável pelas marcas Eliane Revestimentos, Decortiles e Eliane Técnica. “Ao participar de um evento onde estão as maiores indústrias cerâmicas mundiais, sendo o Grupo Eliane a única brasileira presente, reafirmamos a força das marcas Eliane e Decortiles internacionalmente, além de compromissos com nossos clientes promovendo novos contatos. Ao mesmo tempo, somos uma referência de empresa atuante mesmo quando fotos: Divulgação

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o cenário interno é adverso, pois exportamos para mais de 80 países”, comenta o Diretor Comercial da Eliane Revestimentos, Rogério Longoni.

quenos e notáveis formatos para paredes, o que garante um portfólio completo, atualizado e alinhado com as grandes marcas internacionais de revestimentos cerâmicos.

A aposta das marcas Eliane Revestimentos e Decortiles foi reforçar a presença dos portfólios de produtos. “A feira é uma grande oportunidade para apresentarmos toda nossa diversidade de formatos, tonalidades e aplicações”, destaca a coordenadora de Design e Portfólio, Simone Lourensi.

Para completar a presença do grupo nessa grande vitrine mundial, a marca Decortiles apresentou suas linhas exclusivas de alto valor estético, criadas com personalidade e arte, verdadeiras obras-primas que valorizam os interiores.

As peças da Eliane Revestimentos selecionadas para a Cersaie contam com diferentes estilos de design, cores e formatos, indo desde porcelanatos de grandes formatos, passando por monoporosas com texturas de relevos acentuados, até os pe-

Vale destacar que a São Geraldo Acabamentos e Complementos trabalha com linhas exclusivas da Decortiles e muitas das novidades apresentadas durante a Cersaie estarão em breve no seu showroom.

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SUSTENTABILIDADE adquiri grande respeito e senso de dever com a preservação do meio ambiente”, revela.

ESPECIALISTA EM BIOARQUITETURA Felipe Madeira é um jovem talento na arte de construir em harmonia com a natureza, com baixo impacto ambiental e custos operacionais reduzidos

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foto: Divulgação

ormado em Arquitetura e Urbanismo na primeira turma do Centro Universitário de Brasília (UniCEUB) em 2005, Felipe Madeiro passou sua primeira fase profissional - que durou oito anos - adquirindo experiência em algumas empresas de médio e grande porte. Tornou-se especialista em projetos executivos e detalhamento de estruturas complexas. Chegou a trabalhar no projeto executivo da sede da Procuradoria Geral do Trabalho, em Brasília; também atuou no projeto executivo da Ponte Sul do Canal do Fundão (Ponte do Saber, no Rio de Janeiro), sob coordenação do arquiteto e autor do projeto, Alexandre Chan. Atuou ainda no CEPOP (Centro de Eventos Populares de Campos dos Goytacazes), como integrante do DDUA (Departamento de Desenho Urbano e Arquitetura da PCE Engenharia) e no Retrofit da Sede Praia Vermelha, do bondinho do Pão de Açúcar no Rio de Janeiro (RJ), como arquiteto integrante da equipe de projetos da MAC & Godinho Arquitetura.

meio ambiente e capaz de manter a sintonia entre a forma e a funcionalidade. A busca constante por técnicas, materiais e sistemas construtivos sustentáveis que garantam a qualidade dos espaços, e a sua plena integração com a natureza e o meio físico, são a marca registrada do seu trabalho.

No seu ofício, busca o contato próximo com o cliente de forma a atender e conciliar as necessidades de cada projeto, mas em harmonia com o

“Minha relação com a natureza sempre foi muito intensa desde a infância, quando fazia parte da União dos Escoteiros do Brasil. No movimento escoteiro

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Madeira conta que durante a faculdade mantinha contato com os estudantes da Engenharia Florestal da Universidade de Brasília (UnB), onde ouviu pela primeira vez falar sobre permacultura. “Na crise de racionamento de água no Brasil tive certeza de que poderia contribuir para um bem maior enriquecendo os projetos, qualquer que seja a escala, com sistemas construtivos de menor impacto ambiental e sistemas sustentáveis”, declara. A vontade de contribuir com a evolução da humanidade e dar um sentido maior ao exercício da profissão de um arquiteto o fez buscar o caminho da bioarquitetura e dos sistemas sustentáveis. Recentemente participou de um curso com o arquiteto Mario Viggiano sobre aproveitamento de água da chuva, tratamento de água cinza e utilização de energia solar. “Por coincidência, logo após o término do curso, surgiu um convite para eu desenvolver o projeto de uma eco-escola localizada em área rural dos arredores de Brasília com implantação de diversos sistemas sustentáveis”, comenta. O projeto está em andamento e a previsão de inicio da construção é para o primeiro semestre de 2016. A escola deve incluir no conteúdo pedagógico orientação de como manter o funcionamento das hortas e dos diversos sistemas sustentáveis.

Sistema de armazenagem e aproveitamento de água da chuva | Cisternas | Sistema de tratamento e reaproveitamento da água cinza | Sistema de tratamento de esgoto com tanque de evapotranspiração com bananeiras | Hortas de policulturas em mandala | Seleção de recicláveis | Composteiras | Capitação de energia solar via placas fotovoltaicas | Pomar de árvores frutíferas Iluminação natural via sheds | Reciclagem de antigas telhas metálicas que cobriam o velho galpão que se transformará na eco escola | Ventilação cruzada em todos os ambientes dispensando o uso de ar condicionado

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GASTRONOMIA

PIACERE: PRAZER PARA OS SENTIDOS Restaurante de culinária italiana em Brasília agrada aos paladares mais exigentes e é um local perfeito para celebrar bons momentos foto: Joana França foto: Beto Nociti

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ntre as muitas definições da palavra “prazer” nos dicionários, encontram-se: deleite, divertimento, satisfação, alegria, contentamento, desejo. Portanto, nada mais apropriado para um restaurante italiano que busca proporcionar tudo isso que o nome “Piacere” - prazer em italiano - revela. A concepção do Piacere levou em conta a necessidade de atender a três vertentes da saciedade humana. A primeira pode ser chamada de “saciedade moral”. Por isso, o restaurante prima pela hospitalidade e ética em suas relações com o cliente. A busca por garantir a saciedade do corpo, é claro, é outro alicerce do empreendimento. À mesa, são servidas as melhores combinações da culinária italiana: azeite, tomates, queijos, carnes, ervas naturais e massas artesanais. Mas no Piacere busca-se algo além: um pouco de regozijo, de arrebatamento, um inebriar com vinhos e licores: a saciedade da alma. “Comungamos com Deus quando sabemos viver: piacere”, afirma a proprietária Celina Gonçalves.

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De acordo com ela, o diferencial do Piacere começa pelos ingredientes naturais selecionados e de alta qualidade. O preparo das carnes demanda longo tempo. O pato, por exemplo, consome nove horas de cozimento a 70 graus; o Stinco de javali e o Ossobuco levam 12 horas a 65 graus. “Nossas massas são artesanais. Não utilizamos conservantes, acidulantes e melhoradores de farinha. Nas sobremesas, o queijo mascarpone faz parte tanto do Tiramisú quanto do Romeu e Julieta. A Pannacotta é suave, pois seus ingredientes são o leite fresco e a calda de frutas vermelhas elaborada a partir de frutas pré-selecionadas. Já o Petit Gateau é recheado com doce de leite argentino Salamandra acompanhado de sorvete italiano Diletto e calda de frutas vermelhas. O Brownie é acompanhado de semi-freddo”, orgulha-se. O cuidado com o ambiente também não fica devendo no quesito qualidade. “Foram 12 meses de trabalho árduo, antes de sua abertura. Buscamos

materiais que pudessem traduzir a junção do antigo com o contemporâneo - tijolos maciços de uma olaria com aproximadamente 50 anos que estava em processo de demolição. Elegemos também o aço corten, que imprime robusteza, em contraposição ao vidro, que inspira leveza e modernidade. Todo esse trabalho assinado por Carol Deifer”, revela Celina. Na decoração, buscou-se o conforto das cadeiras vergadas da antiga Gerdau, hoje Thonart. Os talheres são todos importados da WMF. Os guardanapos e jogos americanos são confeccionados em puro linho e bordados em ponto ajour. A iluminação é da Ornatto e da Lumini. Os responsáveis pelo Piacere são Celina e Simão Pedro. Ela, brasiliense, é formada em Direito pelo UniCeub e pós-graduanda pela Escola Superior do Ministério Público do DF/T. Mas é na vida empresarial que Celina realmente se sente realizada. Apaixonada por massas e seus

acompanhamentos, imprimiu esses sabores no seu cardápio. Simão Pedro é mineiro de nascença, mas desde os sete anos de idade vive em Brasília. Médico-cirurgião há 35 anos, é formado pela Universidade de Brasília (UnB). É o parceiro que completa a criação. Sempre presente, imprimiu uma das suas paixões ao Piacere, a carta de vinhos.

Serviço: Endereço: CLS 408, bloco B, lote 12/13, loja 7 Telefone: (61) 3443-5479 E-mail: piacere.408@gmail.com Facebook: facebook.com/Piacererestaurante Almoço de segunda a sábado - 11:45 às 15:30 Jantar de segunda a quinta - 19:00 às 00:00 Jantar de sexta a sábado - 19:00 a 01:00 Domingo apenas almoço - 12:00 às 16:00

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ARTISTA DA CIDADE

ARTISTA DA CIDADE

DA PADARIA PARA CASA Obras de 24 artistas plásticos transformam saquinhos de pão em telas para impressão de obras de arte

André Santangelo; Celia Matsunaga; Christus Nóbrega; Helena Lopes; e Rômulo Andrade.

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ompre pão, leve arte. Essa é a proposta do projeto Arte Quentinha, um criativo e inovador projeto cultural que imprimiu 24 obras de arte em 132 mil saquinhos, que estiveram disponíveis em 17 padarias espalhadas pelo DF, de 8 de setembro a 18 de outubro. Uma forma de levar arte e cultura para dentro da casa dos moradores de várias Regiões Administrativas do DF.

Os nove artistas selecionados, a partir da convocatória para inscrição através do site, e que passaram pelo olhar da curadora são Alice Lara; Coletivo Transverso; Eduardo Belga; Gomez; Ju dellama; Luda Lima; Maria Eugênia Matricardi; Moisés Crivelaro; e Santiago Mourão. “Renata Azambuja, com sua enorme sensibilidade, extraiu a essência da arte produzida no DF em suas diversas linguagens”, comenta Susanna Aune, coordenadora geral do projeto.

Dos 24 artistas residentes em Brasília que tiveram suas obras espalhadas pelo DF com o “Arte Quentinha”, seis deles foram convidados pela curadoria, assinada por Renata Azambuja. Para compor o restante dos trabalhos desta inusitada exposição itinerante, o site do projeto recebeu inscrições com obras de artistas, que enviaram 220 trabalhos.

Lanchinho da tarde com sabor de arte - A Cia. Circênicos foi convidada pelo “Arte Quentinha” para realizar performances em cada padaria. “Então, além das artes visuais, o público teve a oportunidade de experimentar música, poesia e teatro também”, conta Susanna. O “Arte Quentinha” teve produção executiva de Henrique Rocha e contou com patrocínio do FAC – Fundo de Apoio à Cultura da Secretaria de Estado de Cultural do Governo do Distrito Federal. A expectativa é que no próximo ano o projeto continue.

As artes vencedoras através da votação são de autoria de Alerrandro; Alexandre Togeiro; Fabio Pedrosa; Fernanda Pacca; Marcelo Calil; Coletivo Pântano de Manga; Sandra Uga; Solange Bogéa; e Coletivo Travas Elétricas. Já os seis artistas convidados pela curadora foram Glênio Bianchetti, o homenageado; fotos: Divulgação

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PONTO DE VISTA

O PECULIAR CONCEITO DE MODERNIDADE EM BRASÍLIA Especialista explica a dualidade que torna único o modernismo da capital do Brasil

Diana Leiko

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om apenas 55 anos de idade, Brasília está com a identidade em formação. Embora estejamos na terceira geração de brasilienses, a maioria das pessoas que habita a cidade continua sendo originária de outros estados. Essa pluralidade de culturas - marca registrada da capital federal leva a uma produção artística que vem ganhando cada vez mais consistência e que representa toda a diversidade brasileira. A própria ideia do projeto modernista que vai constituir Brasília tem uma preocupação muito grande com a brasilidade. Ao mesmo tempo em que a nova capital do Brasil apresentava ao mundo uma arquitetura internacional, calcada no funcionalismo e na maneira subjetiva de se adaptar à simplicidade, os europeus que visitavam a cidade não compreendiam como um prédio como o Itamaraty podia ter teto colonial, esculturas e pinturas de diversos períodos da História - característica que está na contramão do que pregava o modernismo. Não é à toa que, quando vem ao Brasil, a francesa Françoise Choay, professora e teórica de Urbanismo, não consegue entender essa lógica.

“Você tem uma arquitetura modernista, mas tem uma mesa barroca na decoração. Para um europeu isso era inconcebível, porque o modernismo era uma ruptura total com a tradição. O Le Corbusier ou o Mies Van Der Rohe não iam construir uma casa e colocar uma cadeira vitoriana no meio dela”, explica o historiador da arte Cláudio Bull. De acordo com ele, o Palácio do Itamaraty é um autêntico representante da brasilidade, pois reflete toda a construção cultural e estética que é a própria história da nação brasileira. “Brasília nasce dentro de uma ambiguidade. Ao mesmo tempo em que ela afirma a intencionalidade da arquitetura, ela está querendo demarcar espaço de brasilidade”, esclarece Bull, para quem os arquitetos brasileiros não eram 100% modernos. “Eles alinhavavam uma tradição brasileira para se justificarem. A Françoise Choay, quando chega a Brasília e vai ao Itamaraty e ao Palácio do Planalto, se questiona: ‘não entendo ter tudo tão moderno por fora e essa decoração velha por dentro’. Mas ela não estava compreendendo o que o modernismo estava significando para a

ilustração: Clarissa Paiva

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fotos: Divulgação

foto e ilustração: Clarissa Paiva

gente, que é a primeira busca efetiva por uma brasilidade”, diz.

costumes e tradições vindas dos quatro cantos do país e do mundo.

colocar seus elementos dentro dos vidrinhos para podermos levá-los conosco para todos os lugares”.

harmonia, assim como a arquitetura modernista e a tradição à época em que a cidade emergiu.

E como Brasília, no seu projeto monumental modernista, foi a tentativa de se estabelecer essa ideia de modernidade e brasilidade juntas, a cidade ainda hoje dialoga com o novo e o velho. As grandes varandas existentes no Palácio da Alvorada, por exemplo, são alpendres das casas que existem no interior de Goiás.

O historiador da arte defende que a capital do Brasil não tem que estabelecer uma identidade cultural. “Brasília dialoga com identidades plurais. Você encontra línguas e pessoas de tudo quanto é canto o tempo inteiro”.

Seus primeiros colares foram vendidos rapidamente. “Às vezes as pessoas não reparam nos pequenos detalhes da natureza, mas quando eles estão em um colar, tudo muda, fica mágico e as pessoas amam. Assim surgiram os colares com cristais, água da Cachoeira Santa Bárbara (minha preferida) e flores”, explica.

Seus trabalhos permeiam o universo onírico do subconsciente, refletem as suavidades do céu do Cerrado, conversam com símbolos de sua infância. Também revelam a mistura de culturas vivenciadas, já que, aos sete anos, mudou-se com seus pais para Nova Iorque, retornando oito anos mais tarde.

O especialista observa que no conceito de modernidade estão imbuídos os estudos folclóricos. Há uma tentativa de encontrar esses marcos. “Brasília, por si só, é uma cidade que está justamente na síntese desse pensamento. O cruzamento da brasilidade aqui vai ser algo que já vem dentro do seu próprio postulado”, conclui.

Arte universal - Cláudio Bull afirma que esta é a razão que justifica, desde o momento em que a cidade foi fundada, a existência da Feira da Torre. É um local que sempre foi ponto de integração entre o que é internacional, que é a torre, e o que existe de elementos populares. Tudo isso para um europeu pode soar totalmente estranho. “Como você tem uma construção high-tech como a Torre de TV e uma pessoa vendendo crochê?”. Para Bull, a brasilidade vai se firmar justamente nesse movimento migratório que vai transformar Brasília numa miscelânea de

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E a portuguesa Ana Raquel exemplifica bem isso. À frente da marca Capim Estrela, a jovem de 23 anos e estudante de Engenharia Florestal é quase uma brasiliense. Desde 2006 em Brasília, a empresária é grande amante da natureza. “Há quase três anos fiz um intercâmbio para a Espanha e viajando pela Europa tive contato com feirinhas e diferentes tipos de artesões. Sempre gostei de fazer tudo e entender todos os processos, por isso os presentes que eu dava sempre eram feitos por mim. Ainda hoje é assim. Até que vi colares confeccionados com elementos da natureza em uma dessas feirinhas. Fiquei maravilhada e achei uma ideia incrível. Voltei para o Brasil e fiquei com isso na cabeça”, lembra. Ana Raquel, então, começou a pesquisar sobre processos de secagem de plantas e sua preservação. “Amo a natureza como um todo, mas tenho uma paixão especial pelo Cerrado. Foi aí que tive o insight de mostrar como esse bioma é lindo, e

O processo de criação da artista começa com a busca pelos elementos. Assim, ela faz trilhas ou cultiva plantas em sua casa. Após a secagem das flores, Ana as coloca pacientemente dentro dos pequenos vidros. Hoje, a Capim Estrela pode ser encontrada em várias feiras locais e também na loja colaborativa Endossa, localizada na 306 Sul. A empresária revela que em breve suas peças poderão ser adquiridas também pelo site da marca.

A dialética modernista - Clarissa Paiva é outro exemplo de personificação do modernismo brasiliense. Aos 27 anos, a artista plástica pode ser considerada uma herança da ambiguidade em que Brasília nasceu. Ela desenvolve sua pesquisa artística com foco em desenho, e realiza experiências visuais interligando objetos de técnicas tradicionais com a arte digital. O novo e o antigo convivem em perfeita

“Formei-me em Design de Moda em 2009 e em Artes Visuais em 2011. Há uns seis anos, comecei a criar acessórios e outros artigos diferentes como uma forma de unir as minhas paixões, torná-la mais acessível e também como uma forma de inserir a arte no dia a dia das pessoas”, conta. Também em 2009, Clarissa ganhou seu primeiro Prêmio Funarte de Artes Plásticas com participação em coletivo. Foi professora substituta no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília e tutora do curso a distância. Autodidata, Clarissa começou a produzir artesanato porque perdeu o emprego. “Tive uma depressão e, para me distrair, comecei a fazer esses trabalhos de madrugada. Além disso, minha mãe tinha uma loja de artesanato na Galeria dos Estados, subsidiada pelo governo de Minas Gerais, e, com isso, tomei gosto por esse tipo de trabalho, pelo artesanato brasileiro”. A artista vende suas peças em eventos em Brasília e também pela internet.

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ARQUITETURA

foto: Clausem Bonifácio

O LEGADO CONTINUA Imortalizada por sua arquitetura modernista, Brasília revela profissionais que reafirmam em seus projetos a herança deixada pelos criadores da capital federal

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arquitetura dá identidade às cidades. Algumas ficam marcadas por estilos específicos e viram referências internacionais. É o caso de Brasília, com sua arquitetura modernista mundialmente famosa, símbolo mais expressivo do movimento artístico. Entretanto, a capital do Brasil vai muito além de Oscar Niemeyer, Lúcio Costa e João

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Filgueiras Lima, o Lelé, como carinhosamente era conhecido. A cidade conta hoje com profissionais que mantêm o legado dos mestres acima citados por meio de um trabalho que respeita forma, volume, função e estética. Nesta edição da Revista São Geraldo, destacamos alguns projetos que reforçam a vocação da capital do país para a arquitetura.

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ARQUITETURA

ANDRÉ MARTINS

De um lado, um profissional ousado, com ideias surpreendentes e encantadoras. De outro, clientes exigentes e suficientemente maduros para dar ao arquiteto a liberdade necessária à criação. O resultado não poderia ser melhor. Em uma pequena conversa com qualquer um de seus clientes, é possível confirmar a satisfação com as obras concebidas pelo arquiteto, o que acaba estreitando os

laços que unem o profissional ao cliente. O que era para ser uma relação profissional se torna mesmo uma relação entre amigos. André Martins nunca se imaginou atuando em outra área. A arquitetura permite-lhe passeios pela técnica e pela arte, em doses que possibilitam tocar o sentimento, a alma das pessoas ligadas às suas obras, seja como usuárias, seja como espectadoras. fotos: Clausem Bonifácio

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ARQUITETURA

BETH ROSSO

Beth é o apelido de Elizabete Rosso, designer de interiores nascida em Criciúma (SC ) e formada em Artes Plásticas e Desenho Industrial pela Universidade de Santa Catarina (UNIDESC). “Amo design. Há quase 20 anos dedico minha vida exclusivamente ao design de interiores”, revela. História da Arte também é sua paixão. Durante algum tempo, Beth até conseguiu conciliar as aulas que lecionava na Faculdade Dulcina com seus clientes, mas em pouco tempo foi consumida pelas atividades que ser um designer de interiores exigem. “Não me arrependo! Nos projetos que executo,

busco imaginar as sensações que serão vividas ali, me empenho na busca constante pelo ponto ideal. Aquele momento em que sentimos que ficou perfeito! Não se trata de agradar a todos, mas aos desejos de nosso coração”. Em seu escritório, a profissional oferece serviços de Design de Interiores e Arquitetura por meio de sua equipe de arquitetos parceiros. “Não me apego ao que chamam de estilo, mas se fosse me classificar por um, seria minimalista ou moderno. Prefiro linhas retas, cores sóbrias e aconchegantes”, conclui. fotos: Divulgação

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ARQUITETURA

SIMMETRIA ARQUITETURA

Fundada em 2004 por arquitetos formados pela Universidade de Brasília (UnB) e com vasta experiência no mercado, a Simmetria Arquitetura é responsável por centenas de projetos nas mais diversas áreas: hospitalar, corporativa, institucional, hoteleira, residencial e design de interiores.

tar com vários trabalhos publicados em veículos de renome. Seus projetos têm como diferenciais a preocupação dos profissionais com a qualidade, a originalidade das soluções propostas, a personalização do atendimento e a exclusividade, que é fruto da concordância entre arquitetura e o perfil de cada cliente.

Desde sua fundação, participa das mais importantes mostras de decoração da cidade, além de confotos: Cristiano Sérgio

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NOVOS TALENTOS

André Velloso e Eder Alencar | Foto: Joana França

JOVENS REVELAÇÃO ArqBr, com apenas dois anos de criação, se destaca no cenário da arquitetura contemporânea brasileira

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rquitetura moderna brasileira e seus expoentes, como Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Paulo Mendes da Rocha, Vilanova Artigas, Affonso Reidy. Internacionalmente, os arquitetos espanhois Alberto Campo Baeza e Carlos Ferrater, os portugueses Álvaro Siza, Carrilho da Graça e Aires Mateus e os japoneses Toyo Ito, Tadao Ando e o escritório SANAA. Influências não faltam para o escritório brasiliense ArqBr. Fundado há apenas dois anos, o ArqBr já mostra a que veio. Ganhou o 1º lugar na categoria projetos com a Casa Borges, na Mostra Competitiva da Nova Arquitetura de Brasília, o 3º lugar com o projeto da Paróquia Sagrada Família, foi destaque no projeto da Praça Maior da UnB; na Mostra Expositiva da Nova Arquitetura de Brasília - também na categoria projetos. E não para por aí. Levou o 1º lugar no Concurso Nacional de Projetos para o Complexo do Ministério Público da Paraíba, em João Pessoa (PB), além de ser premiado com o 2º lugar no Concurso Nacional de Projetos para o Centro de Cultura, Eventos e Exposições de Cabo Frio (RJ) e o 4º lugar no Concurso Nacional de Projetos para a Sede Administrativa da Câmara Legislativa de Porto Alegre (RS).

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“Não atuamos em uma área específica do mercado, depende do cliente que chega até nós. Até o momento, já fizemos desde reformas em salas comerciais, residências a grandes projetos institucionais. Ou seja, no que depende de quem nos procura, não temos um nicho definido”, declara Rodrigo da Cruz, colaborador do escritório, que conta ainda com Eder Alecar, André Velloso, Rodrigo da Cruz, Isabela Brettas, Hanna Néris e Gabriel Ernesto Solórzano. “Com o objetivo de o próprio escritório buscar novos trabalhos, participamos, sempre que possível, de concursos de projeto que acontecem nacional e internacionalmente. Esse tipo de concorrência nos permite exercer a arquitetura de maneira mais livre, direcionando valores e abordagens nas quais acreditamos para satisfazer a demanda apresentada no edital”, conta o arquiteto. De acordo com ele, no trabalho desenvolvido pelo ArqBr, toda equipe procura discutir de forma mais aprofundada os valores da arquitetura moderna e contemporânea, em especial a relação entre o objeto e espaço arquitetônico e o seu contexto mais abrangente, a cidade-paisagem.

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NOVOS TALENTOS reguladores. O eixo sudeste-noroeste, perpendicular à rua, dispõe bilateralmente os volumes e assinala o acesso principal. O eixo sudoeste-nordeste, paralelo à rua, orienta a disposição do programa, de modo a estabelecer a correta relação entre os espaços, tendo em vista a natureza dos seus usos (íntimo, social e recreativo).

CASA GÜTHS Residência Brasília, Distrito Federal Ano do Projeto: 2014 Área: 300 m2 Escritório: ArqBr Arquitetura e Urbanismo Autores: Eder Alencar e André Velloso Estagiários: Rodrigo Rezende e Pedro Santos Estrutura: Proest – Projetos de Estrutura e

A composição da fachada, por meio dos planos e materiais empregados, revela o tratamento dado aos espaços, desde aqueles mais fechados (de uso íntimo), passando pelos semiabertos (de uso social), e os totalmente abertos (de uso recreativo), aos que correspondem, respectivamente, a opacidade do concreto, a permeabilidade do ripado de madeira e o próprio vazio.

O terreno desta casa localiza-se no Condomínio Residencial Alphaville I, localizado próximo ao Km 13,5 da Rodovia DF 140.

A implantação resulta da ideia de organizar a ocupação do terreno, bem como a distribuição do programa de necessidades, a partir de dois eixos

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Luciana Sabóia

Colaborador: Paulo Victor Borges Estagiários: Rodrigo Rezende e Pedro Santos Estrutura metálica: Comini Tuler Estrutura de concreto: Breno Rodrigues

O terreno da paróquia Sagrada Família está localizado às margens da via EPIA, Estrada Parque Indústria e Abastecimento. Originalmente caracterizada por uma exuberante alameda de eucaliptos que emolduravam a entrada da cidade, a EPIA, federalizada em 2004, foi transformada recentemente em via expressa de veículos com vias exclusivas de transporte público. Com a poda de quase a totalidade das árvores, o entorno esmaeceu de seu caráter bucólico distintivo, reforçado pela densificação e parcelamento do solo que significou um aumento significativo de moradias na região.

Memorial

A reduzida área do terreno, e a sua forma não ortogonal, foram os principais desafios a serem superados, uma vez que se pretendia uma ocupação térrea com a liberação da maior área verde possível.

Igreja Brasília, Distrito Federal Ano do Projeto: 2014 Escritório: ArqBr Arquitetura e Urbanismo Autores: Eder Alencar, André Velloso e

Partido

Construção Civil Ltda

A intenção dos proprietários era a de construir uma casa térrea, com área de aproximadamente 300 m2, em princípio para os finais de semana, na qual se privilegiasse os espaços de convívio e lazer.

PARÓQUIA SAGRADA FAMÍLIA PARK WAY

ESCRITÓRIO DE ADVOCACIA GVS Brasília, Distrito Federal Ano do Projeto: 2014 Área: 60.00 m2 Autores: Eder Alencar e André Velloso Colaboradores: Gisele Cormier Chaim e Aline Mendes Estagiário: Pedro Santos

O projeto da paróquia teve como premissa a relação entre espiritualidade, natureza e comunidade. A espiritualidade comunica-se na religião católica através de seus ritos, celebrações e sinais sagrados. O sentido de sagrado permanece e renova-se na percepção da natureza, que evoca a presença divina. Por sua vez, a arquitetura tem sido o espaço privilegiado de manifestação do sagrado por aquele que a ocupa, onde a luz penetra com delicadeza ou o silêncio da pedra manifesta-se no murmúrio das

preces. A nave circular traz como conceito esse gesto de acolhimento quando aproxima o altar dos fiéis. A luz natural penetra pelo anel circular da cobertura, transformando a ambiência interna onde a espacialidade configura a nave, disposta meio nível abaixo do nível natural do terreno, possibilitando a presença da paisagem externa delicadamente exposta pela pequena abertura rente a rés-do-chão. Tal visada só é possível pela elevação do volume circular de concreto aparente suspenso por seis pilares integrantes da estrutura de fundação encaixada na topografia. O partido possui dois eixos principais que se articulam perpendicularmente, o eixo principal interliga três volumes: a nave circular, um prisma pavilionar e a edificação existente ao fundo. Esse eixo leste-oeste articula a escala urbana e paisagística do projeto marcado pelo volume vertical do campanário que sinaliza o percurso do visitante ou de quem passa à distância em grande velocidade na via expressa. O eixo norte-sul conduz a escala do cotidiano, onde encontra-se a entrada da nave e paralelamente as atividades paroquianas dispostas nos outros dois anexos. Ao fundo, encontra-se em posição mais reservada a casa paroquial. Pode-se afirmar que o partido arquitetônico considerou três premissas fundamentais presentes em Brasília: a implantação edilícia que dialoga delicadamente com a topografia; a indissociabilidade entre o urbano e sua arquitetura, entre espaço interno e externo, e neste caso entre o sagrado e a comunidade; e terceiro, a consideração da paisagem como elemento estruturante e fundamental da configuração arquitetônica reconhecido no tombamento da cidade como capital brasileira e patrimônio mundial da humanidade.

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PROGRAME-SE

PROGRAME-SE EXPO REVESTIR BIENAL DE ARQUITETURA DE SÃO PAULO

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Revestir é o encontro anual do Brasil com a indústria dos pisos e revestimentos, é uma feira comercial destinada a designers, arquitetos, construtores revendedores e exportadores, onde profissionais podem assistir a fóruns sobre esses setores específicos.

A Bienal de Arquitetura de São Paulo pretende trazer novamente o arquiteto Guilherme Wisnik como curador. Quando: maio 2016 Onde: a definir

Quando: 1 a 4/3 Onde: São Paulo

EXPOSIÇÃO TIM BURTON Sucesso em Nova York, Praga e em várias outras partes do mundo, a exposição que conta com mais de 700 itens vai trazer para o Brasil figurinos, peças de cenários, documentos, vídeos, fotografias e informações exclusivas. Além disso, a proposta da mostra é fazer com que o visitante se sinta dentro do inusitado e tenebroso universo Tim Burton, contando com experiências sensoriais que complementarão as artes expostas. O próprio Tim Burton vem pessoalmente ao país para acompanhar a abertura da exposição. Onde: MIS (Museu da Imagem e do Som), em São Paulo Quando: janeiro a abril de 2016 IMM COLOGNE Uma feira com produtos adequados ao mercado brasileiro e mais próximos do nosso consumo. Bom para as indústrias, excelentes para os profissionais de arquitetura e designers de interiores observarem e apresentarem aos seus clientes. Quando: 16 a 24/1 Onde: Colônia (Alemanha)

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FEIRA DE MILÃO

DESIGN CONFERENCE

A Feira de Móveis de Milão é a maior do gênero no mundo. A exposição apresenta o que há de mais recente em mobiliário e design, e lidera a exibição de novos produtos por designers de mobiliário, iluminação e outros artigos de decoração.

A cada dois anos, ocorre uma das mais importantes conferências internacionais na área de design. É o Design Conference, que está se preparando para sua décima quarta edição. Artigos podem ser escritos em diversas áreas do campo do design. Informações: http://www.designconference.org

Quando: 10 a 17/4 Onde: Milão (Itália)

Onde: Dubrovnik (Croácia) Quando: 16 a 19/5

“LATIN AMERICA IN CONSTRUCTION: ARCHITECTURE 1955-1980”

VII BIENAL INTERNACIONAL DE ARQUITETURA DE ROTERDAM | WEEKEND IABR-2016-THE NEXT ECONOMY Com Maarten Hajer como curador-geral, o evento voltará a se concentrar sobre o futuro das cidades. O IABR vai transformar o antigo armazém Fenixloods II, no distrito Katendrecht, em um auditório onde espaços de trabalho são incorporados na exposição. Oportunidade para inspiração, debate, reflexão, intercâmbio, reuniões e produção criativa. Onde: Roterdam (Holanda) Quando: 22 a 24/4 *O fim de semana de abertura marca o início de um programa contínuo de atividades, que segue até julho de 2016.

Maior mostra sobre a arquitetura latino-americana já realizada pelo Museu de Arte Moderna de Nova Iorque – MoMA. Quando: a definir Onde: Oca | Parque Ibirapuera

FEIRA HIGH DESIGN EXPO 2016 A High Design Expo reunirá as principais tendências, inovações e lançamentos em mobiliário de alto padrão, móveis planejados e autorais, soluções para cozinhas e banheiros, superfícies e light design, apresentados pelas principais empresas nacionais e internacionais, com mais de 100 marcas expositoras. Quando: agosto 2016 Onde: SP Expo Exhibition & Convention Center

BIENAL IBEROAMERICANA DE ARQUITETURA E URBANISMO Com os arquitetos espanhois Ángela García de Paredes e Ignacio García Pedrosa como comissários da edição paulistana. Quando: a definir Onde: Pavilhão Ciccillo Matarazzo | Conhecido como Pavilhão da Bienal

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MESTRE DE OBRA-PRIMA

CONFIRA O PASSO A PASSO Local de instalação • As banheiras Axell são fabricadas e montadas para serem uma peça autoportante, funcional e de fácil instalação, sem a necessidade de “componentes avulsos”; • Seu design foi pensado para que o fundo da banheira tenha um eficiente caimento em direção à válvula pop-up para drenagem;

CONFIRA OS CUIDADOS QUE PRECISAM SER TOMADOS NA INSTALAÇÃO DA BANHEIRA Chegar em casa depois de um dia exaustivo de trabalho e relaxar em uma banheira é o sonho de muita gente. Porém, antes de ter o objeto de desejo é preciso tomar alguns cuidados. A começar pela instalação. A primeira providência é procurar um profissional que preste assistência técnica na cidade, para que este possa conversar com o mestre-de-obras ou o engenheiro responsável pelo projeto. É o que explica João Souza, da Souza Energia Solar, empresa autorizada da Axell em Brasília. De acordo com ele, são necessários dois pontos. Um para o esgoto, outro para a água. “Geralmente a banheira entra já no final da obra”, esclarece. A parte hidráulica e elétrica, onde vai ficar o registro,

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o que vai precisar fazer antes para receber a banheira e depois são algumas da etapas que devem ser executadas durante o processo de instalação e que apenas um profissional saberá dizer. “Geralmente, trabalhamos juntamente com o pedreiro”. Souza conta ainda que para a instalação a empresa cobre um ano de garantia a partir da conclusão do serviço e que, para a banheira é muito mais tempo. “O fabricante também dá garantia de um ano no produto, mas o acrílico da banheira, por exemplo, costuma ter cobertura de 10 anos. Já os metais, normalmente são cinco anos. Mas tudo depende da forma como o cliente cuida da banheira. Tem que saber o que usar na água para não danificar os metais”, adverte.

• É necessário o nivelamento da banheira em relação à sua borda, a qual será assentada na alvenaria;

• A válvula de saída deve ser instalada antes do assentamento da banheira;

• Antes de iniciar a instalação, certifique-se de que o piso esteja completamente limpo e nivelado;

• Ao instalar a válvula, coloque silicone entre a válvula e a banheira;

• A banheira deve ser assentada sobre argamassa regular 6 (seis) partes por 1 (uma) de cimento;

• Ao instalar a entrada de água e ladrão da banheira, tome cuidado para não torcer o ladrão misturador; este já vem colocado de fábrica e está vedado com silicone.

• Deve-se tomar cuidado para que a argamassa não fique muito mole e todos os pontos de contato da banheira com o chão sejam preenchidos de modo que esta fique apoiada pelo piso e não pelas abas; • Não preencha as laterais da banheira com argamassa. Lembre-se de que a banheira deve ser fixada somente pelo fundo; • Instale a espera de entrada de água e faça a ligação da válvula de fundo e do ladrão, deixando uma espera de cano para o lado onde tiver o melhor acesso. OBS: Dependendo do modelo, esses componentes podem variar, ou virem instalados.

Instalação elétrica • A ligação elétrica da sua Banheira deverá ser executada e projetada por um eletricista profissional ou engenheiro elétrico; • Deverá ser instalado dispositivo de segurança para proteção contra sobrecorrentes, bem como permitir o desligamento do aparelho (disjuntor, fusível ou outro meio adequado segundo a norma); • O procedimento de instalação deve seguir a norma ABNT NBR5410 - INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO.

ATENÇÃO • Na instalação da entrada de água e válvula de saída, utilize vedantes à base de silicone;

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ARTIGO

ARTIGO

DICA DE HARMONIZAÇÃO

UVA TÍPICA DO CHILE TEM A FOLHA AVERMELHADA Por Rodrigo Leitão

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uva típica chilena é a carmenère. O Chile produz excelentes vinhos. Também é o maior exportador dessa bebida para o Brasil. As duas uvas emblemáticas são a carmenère e a sauvignon blanc. A primeira foi redescoberta há duas décadas. Pensava-se que a carmenère, uva original de Bordeaux, na França, estava extinta. Os chilenos bebiam carmenère pensando que era merlot. Mas um enólogo francês convocado ao Chile para melhorar a qualidade do vinho, no final dos anos setenta do século passado, constatou que, na verdade, aquela uva era a carmenère, extinta há mais de um século na França, devido a uma praga que se abateu sobre os vinhedos bordaleses. A diferença foi verificada pela folha da parreira. A merlot tem folha verde e a carmenére (que podemos até dizer se tratar de uma merlot exacerbada) tem folha avermelhada.

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Desfeita a confusão, o Chile passou a investir na segunda espécie e, mais recentemente, uma joint-venture entre a Concha y Toro (maior produtora chilena) e a casa francesa Baron Philippe de Rothschild restabeleceu o corte original dos vinhos de Bordeaux: Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Carmenère. Esse vinho é produzido no Vale Maipo, que fica na zona central do Chile, em Puente Alto. O vinho chama-se Almaviva. Premiadíssimo, esse vinho está no mercado há 14 anos. A primeira safra é de 1996. Ele é considerado um dos melhores vinhos do mundo. No Chile, custa US$ 25 (R$ 93), US$ 75 em Nova York (R$ 278), mas aqui no Brasil, pela ganância arrecadadora do Estado (com impostos), que varia de 85% a 107%, o preço é salgado. Uma garrafa de Almaviva 2012, em Brasília, está custando a bagatela de R$ 810 (US$ 219).

Casa Lapostolle Carmenère - Esse vinho é uma excelente relação qualidade/preço e apresenta uma casa com muito boa produção. Os vinhedos são orgânicos e ficam na região de Santa Cruz, na Vale do Rapel. É um vinho jovem, por isso não vá com muita sede ao pote. Abra a agarrafa meia hora antes de beber e, se possível, passe no decantador antes de servir. Tem álcool de vinho de guarda: 14,5%. A safra 2010 está no auge. O diferencial desse vinho é que ele não se apresenta tão vegetal quanto a média dos carmenères, já que recebe um conforto de 15% de merlot, o que dá uma arredondada nele. Preço médio: R$ 98. Santa Digna Sauvignon Blanc - É um reserva. O produtor Miguel Torres não faz vinhos tranqüilos. Um dos maiores nomes da Espanha, a vinícola Miguel Torres revolucionou a forma de fazer vinhos no Chile, onde está desde 1979. Esse sauvignon blanc é extremamente mineralizados (pela proximidade dos Andes) e pega a tal corrente úmida do Pacífico, o que garante muito frescor e acidez ao vinho, características apropriadas para

frutos do mar condimentados. O Chile é considerado entre os melhores produtores de sauvignon blanc, juntamente com a França, na região de Bordeaux, e a Nova Zelândia. Mas cuidado, esta uva é muito delicada e os vinhos que ela produz passam muito rapidamente. No máximo, compre a safra até dois anos antes do ano corrente. A 2012 é pra ser bebida agora. Não caia no conto do vendedor pra desencalhar as anteriores. Preço médio no Brasil: R$ 60.

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Rodrigo Leitão é jornalista, especialista em enogastronomia. Atua no segmento de comunicação e eventos. Organiza anualmente o Brinda Brasil – Salão Exclusivo de Espumantes Brasileiros, o maior encontro nacional com produtores de espumantes do País. É autor do blog gourmetbrasilia.blogspot.com.br e diretor-editor do site gourmetbrasilia.com.br.

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ARTIGO

O QUE USAR

Adega Elettromec para 140 garrafas Saca-rolha DBR bivolt marca Cuisinart Taça Diva Bordeaux Schott Taça Diva Borgonha Schott Decanter Clássico 750ml Schott

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NEGÓCIO

LUCRO E DESENVOLVIMENTO PARA A SOCIEDADE Dive in Social faz mapa de iniciativas inovadoras pelo mundo

Fotos: Divulgação | Ilustração: Freepik.com

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ode ser só uma impressão, mas parece que o mundo está mesmo diferente. Novos caminhos sendo propostos e ideias frescas sendo colocadas em prática. Por trás dessas mudanças, existem pessoas e iniciativas que desafiam a lógica tradicional de soluções para problemas sociais e movem adiante comunidades, cidades e países. Em busca de descobrir quem são as pessoas à frente dessas mudanças na forma de pensar e resolver problemas sociais o Dive in Social propõe uma pesquisa independente para identificar e retratar focos de inovação social espalhados pelo mundo. “Apesar de estarem em lugares com culturas diversas, encarando questões diferentes, parece haver valores universais que acompanham esses agentes de mudança, que fazem e pensam a inovação e o empreendedorismo social. E queremos ver isso de perto para aprender, ensinar e inspirar mais pessoas a buscarem suas formas próprias de fazer a diferen-

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SOBRE OS AUTORES ça pra melhor”, afirma Renato Russo, idealizador do projeto, ao lado da jornalista Cacau Araújo. A pesquisa está sendo documentada no site http:// divein.social, em forma de entrevistas e perfis de pesquisadores e empreendedores sociais, além de artigos que explicam conceitos-chave e referências que expliquem o universo da inovação social. “Queremos colocar a conversa pra acontecer, tem muitas iniciativas espalhadas pelo mundo que provam que é possível encontrar novas formas de resolver problemas sociais que parecem sem solução”, explica Cacau. O projeto começou a rota pela Alemanha e, depois de apresentar a cena de inovação e empreendedorismo sociais em Berlim, a dupla seguiu para os Bálcãs. Já foram publicadas histórias da Croácia e Bósnia e Herzegovina. Sérvia, Kosovo, Montenegro, Albânia, Macedônia e Bulgária completam a rota atual.

Renato Russo tem como propósito compreender e difundir novas formas de integrar negócios e bem social. Desde abril, participa de um projeto capitaneado pela Design Thinking School da Universidade de Potsdam (Alemanha) e trabalha para uma organização de bem estar social que atende grupos de risco na região da Baixa-Saxônia. Graduado Comunicação na ESPM e pós-graduação em comunicação de negócios na FGV. Foi gerente de planejamento na Agência Riot, fundador da Descola e da Greentee, uma marca de camisetas com orientação social e ecológica. Participou da criação da Escola Design Thinking em São Paulo e foi facilitador e palestrante no Global Sustainability Jam São Paulo 2012 e no Global Service Jam. Com os negócios que criou, participou do programa Visão de Sucesso, iniciativa da Endeavor Brasil e BID, foi segundo colocado na Creative Business Cup BR em 2012 e foi selecionado para o programa Startup Navigator, iniciativa da Universidade de Potsdam e do Governo de Brandeburgo, além de fazer parte do programa de aceleração do Instituto Quintessa. Cacau Araújo é jornalista, nascida em Aracaju, criada em Brasília e já passou por redações da capital e de São Paulo. Formada em jornalismo pela Universidade de Brasília, é pós graduada em jornalismo de viagens pela Universidad Autónoma de Barcelona e design em estratégias de inovação pelo IED de Barcelona. Participou do Curso Abril de Jornalismo em 2010 e, como jornalista, já cobriu de economia e política até moda e beleza. Na Editora Abril, atuou como repórter multimídia no portal Exame.com e como editora freelancer do site LolaMag.com.br (braço online da revista Lola Magazine), hoje parte do MdeMulher. Também foi repórter no FFW.com.br e colaborou com reportagens no Uol e no iG. Fora de redações, atuou em agências digitais, passando por produção de conteúdo e elaboração de estratégias na web para clientes do governo federal.

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MOTIVAÇÕES

É até um pouco clichê, mas não tem pra onde fugir, viajar é apaixonante e isso me fez abrir a mente de forma impressionante. Numa temporada em Berlim, no começo do ano, estava trabalhando como freelancer para clientes no Brasil e percebi que precisava de um projeto pessoal, no qual eu conseguisse experimentar mais. Foi entre uma conversa e outra sobre criar um projeto de conteúdo e compartilhar sobre políticas para estímulo de inovação e empreendedorismo social na Europa que veio o estalo. Sentia falta de conteúdo que valorizasse iniciativas voltadas para o bem comum, que valorizasse pessoas que estão trabalhando para melhorar o mundo à sua volta, em qualquer lugar do mundo. A motivação e a vontade de continuar na estrada fazendo o projeto acontecer se fortalece a cada história que a gente escuta e se enche de empolgação na hora de contar.

Minha motivação maior é buscar e difundir modelos e sistemas que geram valor de forma mais equilibrada, que promovam mudanças positivas na sociedade. Já fiz isso com um negócio próprio e trabalhando com educação, e agora tenho direcionado essa energia criativa para estudar e promover o trabalho de agentes de mudanças com backgrounds diversos, que atuam em contextos diferentes, que criam negócios ou projetos sem fins lucrativos voltados a resolver questões sociais. Meu objetivo final com isso é seguir aprendendo e inspirar mais pessoas a agir.

Renato

Imagem meramente ilustrativa

Cacau

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o design em forma de arte.

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O DESIGN E A PRATICIDADE COMO FONTE DE INSPIRAÇÃO E BEM-ESTAR. 82

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Revista São Geraldo ED7  
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