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ANO 2 - Nº 22 - MENSAL SÁBADO, 05 DE FEVEREIRO DE 2011

Capela da Sagrada Família e São Nicolau

Fachada da Capela situada no Bairro da Fazenda do Matão

A Capela da Sagrada Família e São Nicolau está situada no Bairro da Vargem do João Pinto, conhecido por muitos como Bairro da Fazenda do Matão, devido a grande extensão de terras dessa fazenda. (Pág. 10)

Motivos para você contribuir com o dízimo

Editorial: O tempo e a lua (Pág. 02)

(Pág. 06)

Cantar a missa e não cantar na missa - II (Pág. 09)


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Extrema, 05 de fevereiro de 2011

Este ano contrariando a música “...fevereiro tem carnaval...” temos fevereiro, mas não temos carnaval... Por que seria este fenômeno? Quem o atrasou? Quem o tirou de fevereiro?

O carnaval é uma festa que antecede a quaresma movimenta grande parte do planeta e em especial o Brasil. Sua origem ainda é uma incerteza, mas a maioria dos historiadores atribui às festas dos gregos e romanos que comemoravam sua colheita, estas festas eram chamadas de saturnais a 17 de Dezembro e Lupercais a 15 de Fevereiro. O carnaval chegando ao cristianismo passou por consideráveis mudanças. A festa começava após a Epifania e terminava na quarta-feira de cinzas nas vésperas da Quaresma. A quaresma era marcada pelo “adeus à carne” ou “carne nada vale” dando origem ao termo carnaval. O período de abstinência e jejuns.

Uma primeira vista, o título do artigo pode estranhar um pouco. Como isso de sermos chamados a ser gente? Mas é isso mesmo, somos chamados a ser gente o que somos! Tudo fica muito mais simples com uns exemplos: todos os outros seres vivos criados por Deus realizam sua vocação espontaneamente! Vivem plenamente o dom da vida que receberam. Creio nunca termos visto uma planta entrando em crise existencial porque Deus a fez uma samambaia e não uma roseira. Nem vemos um animal que gostaria de ser outro, mas todos são simplesmente o que são. São assim e pronto! O ser humano, porém, é diferente e vive em busca de sentido, em busca de um caminho, de uma resposta! É um ser aberto, não está pronto e determinado como os outros seres vivos. Isso se deve ao fato de termos sido criados à imagem e semelhança de Deus, como nos narra o relato da criação em Gn 1,26. Desta forma, nós, humanos, só podemos nos posicionar na vida a partir da liberdade, de uma decisão pessoal. Nesse sentido, eu já sendo gente, sou chamado

OPINIÃO

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

O tempo e a lua No carnaval havia uma grande concentração de festejos populares nas cidades, cada povo com seu estilo de comemoração. O carnaval como conhecemos, com fantasias e desfiles, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. As cidades de Paris e Veneza foram os grandes exportadores das festividades carnavalescas para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Rio de Janeiro se inspiraram no modelo do carnaval francês para organizar as suas festas. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. Somente no século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas da forma semelhante à de hoje.

Para muitos pesquisadores a festa do carnaval tem suas origens nos bacanais e festejos de Roma. Alguns historiadores chegam a associar as festividades carnavalescas com as festas do Egito dedicadas à deusa Ísis ou ao Deus Osíris, já outros acreditam que a festa se originou com a entrada do calendário cristão. Em 1091 a Igreja definiu definitivamente a data da quaresma, em preparação para a Páscoa que é comemorada no domingo seguinte à primeira lua cheia da primavera, (no oriente), ou seja, depois de 21 de março. Por isso, a celebração

da Páscoa ocorre sempre entre 22 de março e 24 de abril. (este ano 22 de abril) A partir dessa data ou desta lua, é que fica estabelecido o período da Quaresma e o carnaval. O carnaval nas sociedades ocidentais sofreu profundas modificações, por certo perdeu seu caráter de festividade que antecede a grande penitência da quaresma para se tornar uma festa de bebedeiras. Orgias e bacanais são comuns nesta festividade que corrompem a sociedade que muitas das vezes se esquece os seus problemas para apenas desfrutar de um momento de passageira alegria. Busquemos as verdadeiras alegrias que nos preenchem, e que se encontram em Nosso Senhor Jesus Cristo, nesta quaresma que se aproxima. Outras festas móveis em 2011 de acordo com o calendário lunar

Somos chamados a ser gente a me construir como tal e a dar uma resposta, diante de Deus, de mim mesmo e da vida! Ser livre não é desgraça, mas graça de poder responder a Deus no amor e na liberdade. Essa possibilidade que nos dá a liberdade nos faz únicos, quer dizer, nunca houve nem haverá alguém igual a nós. E porque somos únicos, não pode existir uma resposta pronta que sirva para todos, mas cada qual é que deve, partindo do chamado de Deus e da própria liberdade, dar uma resposta livre e pessoal. Esta é uma realidade belíssima, pois mostra que ser gente, ser pessoa humana é ser único para Deus; para esse Deus que, como disse o Papa João Paulo II “quer traçar com cada um de nós uma história de amor única e irrepetível”. Portanto, se eu não der a minha resposta, ninguém poderá dá-la no meu lugar. O nosso chamado a ser gente se realiza na felicidade de viver em comunhão com Deus nosso criador, como seus filhos Mas qual é, afinal, esta vocação a ser gente? O compêndio do catecismo da Igreja no primeiro

número já diz que “Deus, infinitamente perfeito e bemaventurado em si mesmo, por um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem-aventurada”. Veja que coisa maravilhosa: Deus nos criou para a bem-aventurança, isto é, para a comunhão e a felicidade que existe nele desde sempre! O nosso chamado a ser gente se realiza na felicidade de viver em comunhão com Deus nosso criador, como seus filhos. Hoje, estamos tão confusos e atrapalhados que nem sabemos direito o que é ser gente. Se alguém quer saber o que é ser humano de verdade, então tem que olhar para Jesus Cristo. Coisa engraçada, não é? Foi preciso o próprio Deus se tornar homem para nos revelar a grandeza e a dignidade do ser humano. “Cristo manifesta plenamente homem ao próprio homem e lhe revela a sua altíssima vocação”. Jesus é o ser humano na medida exata e é por Ele, pela sua graça, que nos tornamos filhos de Deus. Outra pessoa que realiza plenamente o sonho de Deus no seu projeto original para o ser humano é

Maria, aquela que concebida sem pecado, se tornou plenamente humana, plenamente mulher. Jesus e Maria resgatam o ser humano do pecado, no qual o primeiro homem e primeira mulher nos colocaram, uma vez que o pecado só desumaniza, nos destrói como pessoas. Por este motivo, olhando para estes dois modelos, redescubramos nossa vocação primeira: ser homens e mulheres à altura da maturidade de Cristo Jesus. Ser gente como foi Jesus é a única resposta digna da nossa vocação humana. Assim, seremos realizados, felizes, integrados e capazes de viver a nossa humanidade em todas as suas dimensões. Diácono Nogueira

Alexandre

Acácio

Quarta feira de Cinzas dia 9 de março. A Paixão do Senhor dia 22 de abril, (antecede a semana santa) A grande celebração da Páscoa na noite de 23 para 24 de abril. Corpus Christi s dia 22 de abril (com a belíssima e já tradicional procissão do Santíssimo Sacramento pelas ruas da cidade de Extrema, belamente enfeitas). Pentecostes dia 12 de junho (quando celebramos o envio do Espírito Santo sobre a Igreja e consideramos o dia do nascimento de nossa Igreja Católica Apostólica Romana e encerra o tempo da Páscoa).


O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

COTIDIANO

Extrema, 05 de fevereiro de 2011

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PROCLAMAS DE CASAMENTOS Paróquia de Santa Rita de Extrema Arquidiocese de Pouso Alegre - Setor Pastoral Fernão Dias COM FAVOR DE DEUS QUEREM-SE CASAR Noivo: MARCOS ELIAS DE OLIVEIRA DORTA Lugar e data de nascimento: Extrema (MG, 12 de Fevereiro de 1986 Lugar do Batismo: Extrema (MG) Pai: Elias de Oliveira Dorta Mãe: Ana Regina Dorta Noiva: VANESSA CRISTINA DE SOUZA RIBEIRO Lugar e data de nascimento: Extrema MG, 20 de Outubro de 1986 Lugar do Batismo: Itapeva (MG) Pai: Benedito Procópio Ribeiro Mãe: Solange Leandro de Souza Ribeiro Lugar e data do casamento: Extrema (MG), 05/02/2011, às 17h, no Santuário. Noivo: GIOVANI BENEDITO MENDES Lugar e data de nascimento: Camanducaia (MG), 26 de Junho de 1984 Lugar do Batismo: Camanducaia (MG) Pai: Waldemar Roberto Mendes Mãe: Isaura Maria da Luz Mendes

Noiva: DAYANE NUNES BRITO Lugar e data de nascimento: Extrema (MG), 11/06/1991 Lugar do Batismo: Extrema (MG) Pai: João Mariano de Oliveira Brito Mãe: Ofélia Nunes da Cruz Brito Lugar e data do casamento: Extrema (MG), 12/02/2011, às 17h, no Santuário. Noivo: ITAMAR ANTÔNIO DE SOUZA Lugar e data de nascimento: São Bernardo do Campo (SP), 15/01/1979 Lugar do Batismo: São Bernardo do Campo (SP) Pai: Sinval Antônio de Souza Mãe: Maria Raimunda de Souza Noiva: LETÍCIA EXPEDITA DA SILVA Lugar e data de nascimento: Bragança Paulista (SP), 22/03/1989 Lugar do Batismo: Bragança Paulista (SP) Pai: João Sebastião da Silva Mãe: Silveria Antônia de Lima Silva Lugar e data do casamento: Extrema (MG), 19/02/2011, às 15h, no Santuário.

Noivo: MURILO DE BRITO SILVA Lugar e data de nascimento: Extrema MG, 12/03/1982 Lugar do Batismo: Extrema (MG) Pai: Orlando da Silva Mãe: Maria José de Brito Silva Noiva: TATIANA OLIVEIRA BORUCHOSAS Lugar e data de nascimento: Extrema (MG), 13/08/1986 Lugar do Batismo: Extrema (MG) Pai: João Carlos D. Boruchosas Mãe: Márcia de Oliveira Lugar e data do casamento: Extrema (MG), 19/02/2011, às 17h, no Santuário. Noivo: RODRIGO DOS SANTOS BAHIA Lugar e data de nascimento: São Paulo (SP), 25/03/1986 Lugar do Batismo: São Paulo (SP) Pai: Valdiomar Lopes Bahia Mãe: Vilma dos Santos Bahia Noiva: MARIA IZABEL DE SOUZA SIL-

TESTEMUNHO DE FÉ Meu nome é Izabel, moro na cidade de Sorocaba (SP) e em visita à minha filha em Extrema, aproveitei para conhecer o Santuário, onde fiz três pedidos à nossa querida Santa Rita e graças a sua interseção os três pedidos foram alcançados. O primeiro seria que o meu genro Vanildo deixasse o vício da bebida e acertasse seu serviço como autônomo. Hoje, graças a Deus está trabalhando e não bebe mais.

A segunda graça alcançada pedi por meu genro Valdir, que conseguisse encontrar sua carreta que havia sido furtada, e estava todo endividado com o financiamento da mesma, mas com a misericórdia de Deus, a carreta foi encontrada abandonada em um posto de gasolina, intacta. Agora, as dívidas estão quitadas. A terceira intercessão de Santa Rita foi também para outro genro, chamado

Carlos, que estava no Auxílio Doença e que, conseguiu sua aposentadoria definitiva. Por isso, venho através desse testemunho agradecer e dizer a todos o quanto Santa Rita de Cássia é poderosa. Obrigado Santa Rita, obrigado meu Deus. Izabel Ferreira Maschiari Sorocaba (SP)

VA Lugar e data de nascimento: Limoeiro (PE), 11/01/1985 Lugar do Batismo: João Alfredo - PE Pai: Inácio José da Silva Mãe: Severina Helena de Souza Silva Lugar e data do casamento: Extrema (MG), 26/02/2011, às 15h, na Igreja Santíssima Trindade. Noivo: DANIEL BATISTA DE OLIVEIRA Lugar e data de nascimento: Recife (PE), 20/06/1947 Pai: José Salviano de Oliveira Mãe: Helena Batista de Oliveira Noiva: MARIA DO SOCORRO DA SILVA Lugar e data de nascimento: Canhotinho (PE), 20/05/1948 Pai: Antônio Domingos da Silva Mãe: Maria Leopoldina da Silva Lugar e data do casamento: Extrema (MG), 26/02/2011, às 17h, no Santuário.


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Extrema, 05 de fevereiro de 2011

Em uma floresta moravam três porquinhos Bola, Bolinha e Bolão com sua mãe Dona Porca Maricota. Ela ensinava os porquinhos a

COTIDIANO

O porquinho dizimista

va de dar o dízimo depois que o dinheiro tinha acabado. Aí ele pensava: -Puxa esqueci de novo de separar e entregar o dízimo! Bom da próxima vez eu separo. E assim entregava às vezes e outras não! Bolão era o único porquinho fiel. Sempre que recebia algum

serem obedientes, agradarem a Deus e dar o dízimo, que é 10% de todo dinheirinho que os porquinhos recebem, pois a cada

mês ganhavam uma mesada. Bola gostava muito de bala e sempre que ganhavam um dinheirinho, comprava tudo de bala. Ele nem se lembrava de entregar o dizimo. Era só pegar nalguns trocadinhos que já corria pra o Quiosque de Dom Porquinoco comprar tudo em balinhas. Bolinha às vezes dava o dízimo, mas geralmente se lembra-

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

dinheiro, antes de comprar qualquer coisa perguntava para sua mãe quanto tinha que tirar de dízimo e o separava com maior prazer. Ele queria ser um porquinho obediente a Palavra de Deus. Amava honrar ao Senhor com tudo que chegava na sua mão!

Um dia os 03 porquinhos conversaram com sua mãe e disseram que queriam ter sua própria casa, a mãe permitiu desde que fosse construída perto da casa dela. Bola não tinha dinheiro para

comprar bons materiais, era muito preguiçoso e achava bem mais fácil e de menos esforço construir uma casinha de qualquer jeito. Então juntou palha nos campos vizinhos e construiu sua casa, acabou mais rápido dos que os seus irmãos e dedicou o resto do tempo brincando e comendo

balinhas. Bolinha resolveu fazer uma casa de madeira, porque também não tinha muitos recursos e não queria ter muito trabalho. Logo terminou e se junto ao Bola pra brincar e tirar sarro do irmão Bolão que trabalhava com muito entusiasmo. Bolão demorou um pouco mais para construir sua casa, pois

como era fiel no dízimo Deus dava a ele muita sabedoria, então resolveu fazer a casa de tijolos. Também podia se ver claramente que Deus o tinha abençoado muito! Num belo dia o lobo Devorador estava andando pela floresta quando avistou a casa dos porquinhos, ele pensou: Hum… que delícia hoje vou ter uma saborosa refeição! Então parou em frente à casa

de Bola e começou a soprar… Ele dizia: - Soprarei, soprarei, e esta casa derrubarei…Busssshhhhhhhhhhhh Não precisou soprar muito e a casa desabou. Bola ficou muito assustado, saiu correndo para a casa de Bolinha e o lobo Devorador atrás. -Ahhhhhh, hoje é o meu dia de sorte! -Dizia o Devorador. - Dois deliciosos porquinhos! - Soprarei, soprarei, e esta casa derrubarei…Busssshhhhhhhhhhhh Ele soprou, soprou, soprou e Tibum a casa caiu no chão. Os dois então saíram correndo para a casa de Bolão e o lobo Devorador atrás. - É agora que eu como estes porquinhos! - Soprarei, soprarei, e esta casa derrubarei…Busssshhhhhhhhhhhh Furioso ele soprou, soprou, soprou… soprou, soprou e ficou sem fôlego.

Encheu o peito de ar e com muita raiva soprou, soprou, soprou…soprou, soprou até que quase desmaiou muito envergonhado foi embora.

Os três maninhos se abraçaram muito contentes, Bola e Bolinha estavam arrependidos. Haviam aprendido uma grande lição. Deus cuida daqueles que são fieis a Ele. O lobo Devorador não conseguiu derrubar a casa de Bolão!! Sabem por quê? Por que Bolão era fiel no dízimo e Deus prometeu na sua palavra em Malaquias 3:10 -11 que repreenderia o devorador.

Às vezes você ganha uma roupa nova e logo rasga, seus brinquedos estragam com facilidade ou você sempre perde seu dinhei-

rinho, isso é o devorador. Por isso que temos que ser fiéis e devolver os 10% que é de Deus. Sempre que você ganhar seu dinheiro, não importa se é muito ou pouquinho, pergunte para a mamãe ou o papai quanto é o seu dízimo, coloque no seu envelope e traga para seu catequista ou na Igreja. Vamos conscientizar nossas crianças, da importância da partilha, no Dízimo Mirim para que não tenhamos que puní-los, mais tarde! SEJA VOCÊ TAMBÉM UM DIZIMISTA MIRIM, “QUE DEUS TE ABENÇOE E TE GUARDE”.

INSCRIÇOES COM: Catequistas, Coordenadores do Dízimo Mirim e Escritório Paroquial.


COTIDIANO

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

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JUSV - “Juventude unida é semente da vida”

O JUSV vem por meio deste convidar os jovens de Extrema para participarem dos seus encontros, independente se alguém fez ou não

UM CONVITE PRA VOCÊ JOVEM! o TLC. Os encontros a partir de agora acontecerão aos Domingos no Salão Paroquial (Rua João

Suekuni, nº 75, Centro de Extrema), das 17h30 às 18h40. Venham participar conosco! Tragam seus (suas) amigos (as).

Os encontros desde a formação do grupo têm favorecido a espiritualidade (maior intimidade com Deus), o crescimento pessoal

(por meio dos mais O primeiro encontro diversos temas refle- deste ano de 2011 será tidos), e novas amiza- dia 13 de Fevereiro. des (aqui também se encontra verdadeiros Sejam bem vindos! amigos). Pela coordenação!


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Formamos uma equipe para a realização dos trabalhos da Pastoral do Dízimo. Temos a certeza que todos com um espírito de Fé e dedicação se empenham para a realização deste projeto que Deus nos confiou. Contamos sempre com a colaboração de outros membros que aqui não estavam presentes. E você que é dizimista, contamos também com a vossa partilha e sua fidelidade mensalmente para a realização deste trabalho, desta evangelização. Todos sabemos que muitos são os chamados e poucos os escolhidos. Venha você também a fazer parte desta pastoral ou da família dizimista, nossa paróquia,

DIZIMISTA

Pastoral do Dízimo

nossa comunidade precisa de você. Todos nós somos batizados e somos igreja. A messe é grande e poucos são os operários. Nunca devemos nos esquecer que “fomos criados à imagem e semelhança de Deus”. Nós como Igreja, devemos ser luz para os irmãos (dizimistas ou não), na evangelização do dízimo. Portanto é necessário procurar ao máximo, “viver o que se prega”; Muita gente já é luz! Obrigado por isso Deus! Sabemos que pelo anuncio a primeira pessoa a ser iluminada é a do pregador. Portanto devemos estar revestidos pela fé, do amor a Deus, ao Evangelho e de sua vivência. O esclarecimento e a transparência são muito importan-

tes para a caminhada pastoral do dízimo. Todo membro da pastoral ou dizimistas é um presente de Deus para a Paróquia e para a comunidade!

QUATRO MOTIVOS PARA VOCÊ CONTRIBUIR COM O DÍZIMO 1. O Dízimo é o reconhecimento de que tudo pertence a Deus. Contribuir com o dízimo é reconhecer que tudo o que somos e o que temos tem um único dono: Deus. Tudo pertence a Ele. Nós apenas administramos. Contribuir com o dízimo é devolver a Deus uma pequena parte do muito que Ele nos dá. É uma atitude de amor que só brota do coração de quem é grato a Deus.

2. O Dízimo é bíblico. Contribuir com o dízimo é cumprir o preceito bíblico que manda viver o amor, sendo grato a Deus e generoso com os irmãos. Não foi a Igreja que inventou o dízimo. Ele nasceu como resposta do homem e da mulher à bondade e misericórdia de Deus. 3. O Dízimo é um ato de fé e de amor e nos aproxima de Deus. Contribuir com o dízimo é entrega não só de dinheiro ou de bens, e sim da própria vida, com suas alegrias e tristezas, decepções e esperanças, derrotas e vitórias. O dízimo se torna, deste modo, um ato de Amor: agrada a Deus, nos aproxima de Deus, é para nós fonte de bênçãos. 4. O Dízimo é parti-

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

lha que vence o egoísmo. Contribuir com o dízimo é abrir o coração e a vida, partilhando livremente, sem coação ou obrigação, mas com alegria, o que se tem, mesmo quando se tem pouco. Só quem é generoso dá o dízimo. O egoísta, por enxergar apenas a si mesmo, não conhece o valor e a alegria da partilha. TORNE-SE UM DI-

ZIMISTA E FAÇA PARTE DESTA PAROQUIA. AQUI CELEBRAMOS NOSSA FÉ E CRESCEMOS COMO IRMÃOS.

Coordenador: José Arimateia (jose.arimateia61@yahoo.com.br) Vice-Coordenador: Mário Aparecido www.santuariosantaritadeextrema.org

Aniversariantes - Mês de Janeiro 13 25 25 24 24 18 27 22 16 11 17 28 19 21 17 18 25 28 01 28 22 21 14 24 24

Gisleine de Oliveira Juliana Cristina da Silva Vieira Benedito Candido Ribeiro Maria Aparecida Braga Pinto José Mauro Alves Cardoso Anadir Salvador Gonçalves José Arimatéia C. Ribeiro Eugenia Oliveira Almeida Maria Vanda Olivoti Catharina Bertão de Oliveira Ivani Ribeiro de Lima Siqueira José Agostinho Aparecido Lucienne Bueno de Andrade Pinto Leonor Ribeiro da Silva Silvia Siqueira da Silva Eunice Gomes da Cunha Maria Salete de Oliveira Maria Aparecida da Silva Endelton Pero de Lima Maria Aparecida Silva Vera Lucia Silva Olivotti Giovana Cristina Oliveira Zecchin Souza Marilda Silvério Miranda Carvalho Ribeiro José Marmo Alves C. Helena Márcio Pinheiro da Silva

26 07 09 12 28 13 20 24 02 02 05 04 18 08 25 13 10 11 16 23 28 21 11 22 23

Maria Luiza da Silva Sonia Vitória Teófilo Brito Silvia Maria Barbosa Rosa Almeida Maria da Conceição Bernal Raquel Pereira Carvalho Rosa Lourdes D. Suekuni João Batista Candido Lopes Irene de Oliveira Silva Lourdes de Oliveira Nascimento Hilda Santos Couto Geneura Maria Cefali Posso Rosangela P. Rodriguês Leandra Poulicer Cardoso Isabel Cristina Dara Mauro Sergio de Toledo Pedro Ivo de Oliveira Jandira Maria da Silva Marilia A. O. Silva Ana Grazielle P. Vicente Leonardo Munhoz Deó Jonathan Cardoso de Oliveira Erick Othelo da Silva Lima Caíque José dos Santos Silva Vitória Rosa Vieira Igor Daniel de Andrade

02 19 02 02 10 17 04 27 10 16 12 08 18 03 28 01 01 01 01 24 12 22 25 19 23

Inã Senna Franco Lucas Francisco Ribeiro Tereza Morbidelli Barbosa Quitéria Maria Ramos de Freitas Marcos Antônio da Silva José Profírio Ferreira Luciene Liro Duvaldo Loudiseia Lima de Freitas Emídio Antônio de Amorim Maria de Fátima Miranda Andria Gonçalves de Souza José Edson da Cunha Loilson Aparecido de Lima Maria de Fátima S. Rivera Elaine Celeste de Freitas Teixeira Abelar Rodriguês Ferreira Abelar Rodriguês Ferreira Francisca M. de Solza Silva Adilson Gomes Rodriguês Alcides Soriano de Brito Claudinéia Mendes Ferreira Araujo Cristiane Morais de Santana Honório Genilda Dias da Silva Eliana Meira Pereira Aparecida Pila Gaspar

02 16 01 03 03 04 27 10 25 25 20 27 17 26 20 14 28 24 25 20 12 20 05 20

PARABÉNS AOS DIZIMISTAS ANIVERSARIANTES DO MÊS DE FEVEREIRO! CONVIDAMOS TODOS VOCÊS PARA A MISSA DE SEU ANIVERSÁRIO NO DIA 27 DE FEVEREIRO ÀS 19H.

Rosana Aparecida de Moura Silva Andrea Lopes Gonçalves de Paula Ana Paula da Cunha Sandra Lareas Almeida José Pedro de Oliveira Antônio Moreira de Lima Maria Custódia de Mira Alves Maria Aparecida Cesar Neide Rosa da Silva Oliveira Bendito Candido Ribeiro Gean Carlos Tobias Henriqueta Pinto Ferreira Neusa Pereira de Souza Jorge Sonia Silveira Romano de Melo Luzia Aparecida Evangelista Mauricio Pereira dos Santos Ana Maria Heleno de Oliveira Luiz Carlos Pedroso Pinto Maria Aparecida Costa Vieira Maria Nicéia de Oliveira Souza Esmerinda Meira Pereira Maria José Pereira Maria Cleuza Araújo Maria Aparecida Martineli


O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

CALENDÁRIO

Extrema, 05 de fevereiro de 2011

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FEVEREIRO/2011 1. CELEBRAÇÕES MISSAS - Dia 01 às 19h – Comunidade Imaculada Conceição– Bairro Godoy - Dia 01 às 19h – Comunidade Santa Cruz – Bairro Barreiro - Dia 02 às 19h – Comunidade Santíssima Trindade – Bairro Agenor (Bênção das velas) - Dia 02 às 19h – Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Bairro Salto do Meio - Dia 03 às 16h – Comunidade São Brás – Bairro Tenentes (Bênção da Garganta) - Dia 03 às 19h - Santuário, após Bênção da Garganta - Dia 04 às 19h - Santuário “Campanha do Quilo” - Dia 04 às 19h – Comunidade São Benedito – Bairro Fronteira

- Dia 05 às 19h – Santuário - Dia 05 às 19h – Comunidade Santo Antônio – Bairro Roseira - Dia 06 às 09h – Santuário - Dia 06 às 11h – Comunidade São Cristóvão – Bairro São Cristóvão - Dia 06 às 11h – Comunidade São Brás “Festa” – Bairro Tenentes - Dia 06 às 16h – Santuário - Dia 06 às 19h – Santuário - Dia 08 às 19h – Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Bairro Rodeio - Dia 09 às 19h – Comunidade São Benedito – Bairro Pessegueiros - Dia 09 às 19h – Comunidade Santíssima Trindade – Bairro Agenor - Dia 10 às 19h - Santuário “Abertura do Quinzenário de Santa Rita”

- Dia 10 às 19h – Comunidade São Sebastião – Bairro Posses - Dia 11 às 16h – Santuário “Enfermos” - Dia 11 às 19h - Comunidade São Judas Tadeu e Nossa Senhora Aparecida – Bairro Morbidelli - Dia 11 às 19h – Comunidade Santo Antônio – Bairro Furnas - Dia 12 às 19h – Santuário - Dia 13 às 09h – Santuário - Dia 13 às 11h – Comunidade São Cristóvão – Bairro São Cristóvão - Dia 13 às 16h – Santuário - Dia 13 às 19h – Santuário - Dia 15 às 19h – Comunidade São Nicolau – Bairro Matão - Dia 15 às 19h - Comunidade Santo Antônio – Bairro Pires - Dia 15 às 19h – Comu-

1. CELEBRAÇÕES MISSAS - Dia 02 às 19h – Comunidade Santíssima Trindade – Bairro Agenor - Dia 02 às 19h – Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Bairro Salto do Meio - Dia 03 às 19h – Santuário “Quinzenário de Santa Rita” - Dia 03 às 19h – Comunidade Imaculada Conceição – Bairro Godoy - Dia 03 às 19h – Com. São Sebastião – Bairro das Posses - Dia 04 às 19h – Santuário - Dia 05 às 19h – Santuário - Dia 05 às 19h – Comunidade Santo Antônio – Bairro Roseira - Dia 06 às 09h – Santuário - Dia 06 às 11h – Comunidade São Cristóvão – Bairro São Cristóvão - Dia 06 às 16h – Santuário

- Dia 06 às 19h – Santuário - Dia 09 às 16h – Comunidade Santíssima Trindade – Bairro Agenor “Quarta-feira de cinzas” - Dia 09 às 19h – Santuário “Quarta-feira de cinzas” - Dia 10 às 19h – Santuário “Quinzenário de Santa Rita” - Dia 10 às 19h – Com. de Santo Antônio – Bairro Furnas - Dia 10 às 19h – Comunidade Santa Cruz – Bairro Barreiro - Dia 11 às 19h – Comunidade Santa Cruz – Bairro Forjos - Dia 11 às 19h – Comunidade São Benedito – Bairro Pessegueiros - Dia 12 às 19h – Santuário - Dia 13 às 09h – Santuário - Dia 13 às 11h – Comunidade São Cristóvão – Bairro São Cristóvão - Dia 13 às 16h – Santuário

- Dia 13 às 19h – Santuário - Dia 15 às 19h – Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Bairro Juncal - Dia 16 às 19h – Comunidade São Nicolau – Bairro Matão - Dia 16 às 19h – Comunidade Santíssima Trindade – Bairro Agenor - Dia 17 às 19h - Santuário “Quinzenário de Santa Rita” - Dia 17 às 19h – Comunidade São Pedro – Bairro Jardim - Dia 18 às 19h – Com. São Benedito – Bairro Fronteira - Dia 18 às 19h - Comunidade São Judas Tadeu e N. S. Aparecida – Bairro Morbidelli - Dia 19 às 19h – Santuário - Dia 20 às 09h – Santuário - Dia 20 às 11h – Comunidade São Cristóvão – Bairro São Cristóvão - Dia 20 às 16h – Santuário - Dia 20 às 19h – Santuário

nidade Santa Terezinha do Menino Jesus – Bairro Vila Rica - Dia 16 às 19h – Comunidade Santíssima Trindade – Bairro Agenor - Dia 16 às 19h – Comunidade Santa Cruz – Bairro Forjos - Dia 17 às 19h - Santuário “Quinzenário de Santa Rita” - Dia 18 às 19h – Comunidade São Pedro – Bairro Jardim - Dia 18 às 19h – Comunidade Nossa Senhora das Graças – Bela Vista - Dia 19 às 19h – Santuário - Dia 20 às 09h – Santuário - Dia 20 às 11h – Comunidade São Cristóvão – Bairro São Cristóvão - Dia 20 às 16h – Santuário - Dia 20 às 19h – Santuário - Dia 22 às 19h – Santuário

“Novena Perpétua de Santa Rita” - Dia 24 às 19h - Santuário “Quinzenário de Santa Rita” - Dia 25 às 19h – Comunidade São Sebastião – Bairro Salto de Cima “Festa” - Dia 25 às 19h – Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Bairro Juncal - Dia 26 às 19h – Santuário - Dia 27 às 09h – Santuário - Dia 27 às 11h – Comunidade São Cristóvão – Bairro São Cristóvão - Dia 27 às 16h – Santuário - Dia 27 às 19h – Santuário “Dizimistas” ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO NO SANTUÁRIO - Dia 04/02 das 13h às 18h45.

CELEBRAÇÕES DE BATIZADOS NO SANTUÁRIO - Dia 13/02 às 11h – Santuário - Dia 27/02 às 11h – Santuário 2. ENCONTROS - Dia 06 das 14h às 15h30 – Encontro com o CPP no Salão Paroquial - Dia 06 às 14h – Curso de Batismo - São Cristóvão - Dia 08 às 19h – Reunião com a Pastoral do Dízimo no Salão Paroquial - Dia 15 após a celebração – Reunião com o Conselho da Comunidade Vila Rica - Dia 20 às 14h – Curso de Batismo – Salão Paroquial - Dia 27 às 14h – Formação para Agentes do Batismo no Salão Paroquial

MARÇO/2011 - Dia 22 às 19h – Santuário “Novena Perpétua de S. Rita” - Dia 23 às 19h – Comunidade Santíssima Trindade – Bairro Agenor - Dia 23 às 19h – Comunidade Santa Terezinha do Menino Jesus – Bairro Vila Rica - Dia 24 às 19h - Santuário “Quinzenário de Santa Rita” - Dia 24 às 19h – Comunidade Nossa Senhora Aparecida – Bairro Rodeio - Dia 25 às 19h – Comunidade São Sebastião – Bairro Salto de Cima - Dia 25 às 19h – Comunidade Santo Antônio – Bairro Pires - Dia 26 às 19h – Santuário - Dia 27 às 09h – Santuário - Dia 27 às 11h – Comunidade São Cristóvão – Bairro São Cristóvão - Dia 27 às 16h – Santuário - Dia 27 às 19h – Santuário

“Dizimistas” - Dia 29 às 19h – Com. São Brás – Bairro Tenentes - Dia 29 às 19h - Comunidade Nossa Senhora das Graças – Bela Vista - Dia 30 às 19h – Comunidade Santíssima Trindade – Bairro Agenor - Dia 31 às 19h - Santuário “Quinzenário de Santa Rita” ADORAÇÃO DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO NO SANTUÁRIO. - Dia 04/03 das 13h às 18h45. CELEBRAÇÕES DE BATIZADOS NO SANTUÁRIO - Dia 13/03 às 11h – Santuário - Dia 27/03 às 11h – Santuário 2. ENCONTROS - Dia 01 às 19h – Reunião COSEPA em Itapeva

- Dia 03 após a celebração – Reunião com a EPAL – Escritório Paroquial - Dia 04 após a celebração – Reunião com a Assessoria no Salão Paroquial - Dia 10 após a celebração – Reunião com a Coordenação da Equipe de Canto - Dia 13 das 08h30 às 15h30 – Reunião CCP no Salão Paroquial - Dia 15 às 19h – Reunião com a Pastoral do Dízimo no Salão Paroquial - Dia 20 às 14h – Curso de Batismo – Salão Paroquial - Dia 26 às 19h – Reunião com a Assessoria – Salão Paroquial - Dia 27 – Encontro de Noivos no Salão Paroquial - Dia 31 às 19h – Reunião com o Apostolado da Oração no Salão Paroquial


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GERAL

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

Para que o mundo se transforme As sete obras de misericórdia

A vida cristã se alimenta, cresce, amadurece e perpetua-se necessariamente por meio da espiritualidade cristã. Todos os atos religiosos – a missa, a Eucaristia, a celebração dos sacramentos, as formas de oração pessoal ou comunitária, enfim, toda prática religiosa – encontram seu sentido

pleno, sua graça, importância, beleza e necessidade na espiritualidade. Sem ela, as práticas religiosas são vazias, sem graça e sem fruto, sem significado e sem importância. Dessa realidade nasce e torna-se evidente a necessidade do Espírito Santo. Ele é o autor, a fonte jor-

rante, o alimentador e o condutor da espiritualidade. Portanto, o quinzenário nos ajudará a ser esse grande condutor para essa espiritualidade, pois, cada quinta-feira estará refletindo uma obra de misericórdia “Para que mundo se transforme”. O grande ensinamento de Jesus sobre o juízo final, que deu origem às “Sete Obras de Misericórdia”, desde sempre comoveu os cristãos. Com as obras de misericórdia Jesus quis nos fazer compreender que a nossa essência cristã só existe na relação com o próximo e que é nesta relação que podemos expressar verdadeiramente nossa fé. Não é somente o irmão que precisamos receber em nossa casa, mas também e principalmente Jesus, que deve ser acolhido “na casa de nossa alma”. Nos tempos modernos, as obras de misericórdia foram institucionalizadas, sendo que hospitais, casa de repouso e uma grande diversidade de entidades

sociais foram organizadas para fazer cumprir o que foi dito sobre juízo final. As obras pessoais de misericórdia foram por muito tempo consideradas pouco eficientes; por isso, “traduzi-las” para a nossa época é um grande desafio. A misericórdia representa a temática principal do Evangelho segundo Mateus em dois níveis. Jesus �� o Salvador misericordioso. Ele nos trata como misericórdia, nos ensina como podemos tratar misericordiosamente a nós mesmos e o próximo. O primeiro nível deve ser para o conhecimento da pessoa, de suas formas espirituais de operar, de sua obra a realizar nos corações, o segundo nível

– a mensagem de Jesus quer nos abrir os olhos para que façamos reinar, no mundo inteiro, não a exploração, mas o espírito de misericórdia, não o desprezo, mas o respeito. Por fim, as quatorze obras de misericórdia são expressão da dimensão curativa da nossa fé. É mediante essas obras que o amor curador e redentor de Jesus Cristo passa a fluir para este mundo, por inter-

médio de nossas ações. Venha participar conosco do Quinzenário de Santa Rita. Diácono Alexandre Acácio Nogueira

OBRAS CORPORAIS

OBRAS ESPIRITUAIS

■Dardecomeraosquetêmfome. ■ Dar de beber aos que têm sede. ■ Vestir os que estão nus. ■ Acolher os forasteiros. ■ Dar assistência aos presos. ■ Visitar os doentes. ■ Sepultar os mortos.

■ Mostrar o caminho aos que erram. ■ Instituir os ignorantes. ■ Aconselhar os que duvidam. ■ Confortar os aflitos. ■ Suportar com paciencia os importunos. ■Perdoardecoraçãoaosquenosofendem. ■ Orar pelos vivos e pelos mortos.


O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

LITURGIA

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Cantar a missa e não cantar na missa - II Pe. José Franco O DOMINGO E OS TEMÁTICOS Celebramos em cada domingo a Páscoa de Cristo, é a nossa Páscoa semanal, a Páscoa de Igreja. Por isso, como vemos neste sentido não existe temático na Liturgia. Não existe na liturgia; o domingo das mães, dos pais, o mês vocacional, o mês da Bíblia, o mês missionário existe apenas o DOMINGO DA PÁSCOA. As atividades pastorais, como Campanha da Fraternidade, devem situar-se preferencialmente no nível do anúncio, da catequese, da formação permanente, através de círculos, grupos de reflexão. Se esta ação pastoral for forte, ela se constituirá em uma experiência natural que vai refletir na celebração litúrgica, sem descaracterizar toda a celebração dominical que é iluminada pela Palavra de Deus do respectivo domingo. Há momento próprio para se expressar essa realidade na liturgia. Compete a Pastoral do Canto Litúrgico e Pastoral Litúrgica das comunidades, terem critérios válidos para preparar as celebrações, e sobre tudo analisar se o canto realmente é litúrgico, se corresponde ao mistério de Cristo celebrado, nasce da

Palavra de Deus anunciada naquela celebração. Situa-se dentro do tempo que vivemos na Igreja, diferenciando os temáticos, os catequéticos, as mensagens e o calendário pastoral. A música e sobre tudo o canto litúrgico, deve levar a espiritualidade litúrgica que é o exercício autêntico da vida cristã, como vida em Cristo. A celebração deve nos levar a descortinar a grandeza de nosso ser e de nosso destino e da imagem de Deus, grandeza que corremos o risco de esquecer nas lutas pela vida, nas frustrações da existência. A celebração bem preparada, bem autêntica nos abre espaço para vivermos em comunhão que é o anseio profundo de nosso ser social. É um momento que se evoca o fato passado para revivê-lo intensamente no nosso hoje, pois, ela consiste na memória do acontecimento fundamental do Povo de Deus, isto é, a morte e ressurreição do Senhor. (Cf.Doc.43 Cnbb) FUNDAMENTAÇÃO LITÚRGICA A função do Canto na liturgia “O canto, como parte necessária e integrante da liturgia,” (SC 112), por exigência de autenticida-

de, deve ser a expressão da fé e da vida cristã de cada assembléia. Em ordem de importância é, após a comunhão sacramental o elemento que melhor colabora para a verdadeira participação pedida pelo Concílio. Ao indicar a importância e a necessidade do canto, os documentos conciliares nos apontam a sua função e o seu papel na Liturgia: - “Pelo canto a oração se exprime com maior suavidade. – mais claramente se manifestam o mistério da liturgia e sua índole hierárquica e comunitária, - mais profundamente se atinge a unidade dos corações pela unidade de vozes, - mais facilmente se elevam as pessoas pelo esplendor das coisas santas até as realidades supra-terrenas, enfim, “toda celebração mais claramente prefigura aquela efetuada na celestial Jerusalém” (MS 5 e SC 112). O canto, portanto, não é algo de SECUNDÁRIO ou lateral na Liturgia, mas é uma expressão profunda e autêntica da própria Liturgia. Possibilita ao mesmo tempo uma participação pessoal e comunitária do Povo de Deus que celebra. A música está em função, ligada à Liturgia, dela depende e a ela serve. A este serviço, executado desta

forma, a Constituição Conciliar chama de FUNÇÃO MINISTERIAL. Se a música for como de fato requer a Liturgia, será um sinal do visível ao invisível, um agir simbólico, um carisma que contribui para a edificação da comunidade (...). Disso necessariamente se conclui da importância que se deve atribuir ao canto, por manifestar um modo especial o aspecto eclesial da celebração (MS 42 e 5). Os instrumentos musicais podem desempenhar um papel importante na celebração, quer acompanhando o canto do povo, da equipe, quer sublinhando a oração, quer ainda dando à celebração um caráter de festa e arte (CM + MS). Os instrumentos, devem desempenhar a sua missão, todos eles podem ser usados, porém é necessário dosar, o seu uso. Veja estes exemplos: - a função do salmo responsorial é meditativo e orante, se toda a proposta é de fazer uma liturgia orante, este momento é um belo momento para se fazer o salmo como profunda oração, quando ele nasce da profundidade como expressão do corpo, do interior, “do coração”, portanto para cantá-lo nunca deveria ser usado mais instrumentos

que não sublinhe a sua oração, assim o prefácio que nunca deve ser usado instrumento nenhum, para sobressair o grande cântico do Santo. Também quanto ao volume dos instrumentos, é bom lembrar que eles têm a função de acompanhar o canto e não devem sobressair as vozes da assembléia. Deve sim, facilitar a compreensão do texto e nunca sobrepor o texto (MS.64). Vale à pena lembrar que os prelúdios, os interlúdios e os pós-lúdios instrumentais ajudam muito a criar um clima orante e meditativo nas celebrações e usa-se pouco hoje nas celebrações. Os instrumentos estão para SERVIR a assembléia litúrgica, devem eles realçar a Palavra de Deus, os gestos, as ações simbólicas. Não estão ali para serem admirados ou para receberem aplausos como em um concerto; sua função é SERVIR, a comu-

nidade de irmãos e irmãs. Eles devem estar na sua função como que comentando com expressão de arte a Palavra de Deus cantada, para penetrar mais facilmente no coração. No entanto, é preciso reconhecer que todos os gêneros de cantos e instrumentos não são igualmente aptos para sustentar a oração e a exprimir o mistério de Cristo, como já citamos. - SIGLAS - CNBB, DOC 43 – ANIMAÇÃO DA VIDA LITÚRGICA - SC – SACROSANCTUM CONCILIUM - IG – INSTRUÇÕES GERAIS SOBRE O MISSAL ROMANO MS – MUSICAM SACRU - NOM – NOVO ORDINÁRIO DA MISSA DO MISSAL ROMANO CM – A CELEBRAÇÃO DA MISSA – Na última edição publicaremos a bibliografia utilizada. (Continua na próxima edição)


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HISTÓRIA

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

MARIA VANDA OLIVOTI

COLABORAÇÃO: VILA SALES DE SOUZA | SALETE APARECIDA RESENDE | ANGELA LEONARDI MINGARELLI

Capela da Sagrada Família e São Nicolau: Bairro da Vargem do João Pinto

Sr. Nicola Mingarelli, a esposa Dona Terezinha e filhos

A Capela da Sagrada Família e São Nicolau está situada no Bairro da Vargem do João Pinto, conhecido por muitos como Bairro da Fazenda do Matão, devido a grande extensão de terras dessa fazenda. Essa comunidade nasceu no ano de 1978. Na época, o Sr. Ibrahim Brasil de Oliveira, coordenador da Campanha da Fraternidade, em Extrema, designou a Equipe São José, liderada pela Sra. Kemily D´Alma Fernandes Silva, para a missão de evangelização do “Bairro da Vargem do João Pinto”, durante a Campanha da Fraternidade. A Campanha desse ano tinha como tema

“Fraternidade no Mundo do Trabalho” e o lema era “Trabalho e Justiça para Todos”. A “Equipe São José” preparou-se para a missão com muita oração e estudo e com o entusiasmo dos apóstolos. A “Equipe São José” reunia as pessoas que vinham de diversos pontos do bairro para ouvirem as palestras em um barraco coberto de lona, no local, onde mais tarde, seria construída a capela. Após a Campanha da Fraternidade/1978, o Sr. Ruy José de Souza e sua esposa Sra. Vilma Sales de Souza continuaram dando assistência à comunidade que se formava. Por mui-

Interior da Capela

to tempo, as reuniões e o Grupo de Oração eram realizados debaixo do barraco de lona. Surgiu, então, a idéia de se construir uma capela, e, assim, após o Grupo de Oração, realizavam-se leilões com prendas muito simples, como saquinhos de feijão, de arroz, sabão e sabonetes com a finalidade de angariar fundos para a construção. Outros eventos foram realizados com o mesmo objetivo. O grupo crescia em número e em espiritualidade e o entusiasmo pela construção da capela tomava conta do bairro. A catequese foi iniciada, preparando 57 (cinquenta e sete) pessoas, entre crianças e adultos para os sacramentos da iniciação. No dia 29 de junho de 1980, todas as 57 pessoas receberam a Eucaristia, pela primeira vez, cujo celebrante foi o Padre Anísio, do Seminário Santo Agostinho, situado na cidade de Bragança Paulista, SP. Nesse mesmo dia, ocorreu o “Lançamento da Pedra Fundamental” da capela, marcando o início da construção. Para a edificação da capela, foi doado um lote de terra com a área de 165,00m2 pelo Sr. Nicola Mingarelli e sua esposa Sra. Terezinha Alves Mingarelli, cuja Escritura Pública de Doação foi lavrada no 2º Tabelionato de Notas deste município, no Livro nº 61, fls.44/45, aos 04 de setembro de 1984.

O Sr. Nicola Mingarelli, descendente de italianos, recebeu formação católica de seus pais, cultivando uma fé intensa em Nossa Senhora Aparecida. Por ter conseguido uma graça pela cura de um ferimento na perna, durante 36 anos, ia, a pé, a Aparecida do Norte, em agradecimento pela graça alcançada. Foi casado com Dona Terezinha, tendo constituído uma grande família, com 10 filhos. Sempre trabalhou por seu bairro, mas de modo especial defendeu os interesses de toda a zona rural, quando foi eleito vereador, por duas vezes, sendo a primeira em 1977. O Sr. Ruy procurou a ajuda do Sr. Nicola, quando teve a iniciativa de construir a capela no bairro. Ambos não mediram esforços para ver a capela erguida e pronta para as celebrações litúrgicas. O Sr. Ruy não se cansava de trabalhar em prol da construção, promovendo campanhas, pedindo donativos, comprando e transportando material. Levava também os pedreiros da cidade ao bairro, que, gratuitamente, prestavam seus serviços na obra, aos sábados e aos domingos. A mão de obra era completada pelos serventes de pedreiros que residiam no bairro e que se dedicavam voluntariamente com muita alegria e disposição. Dona Vilma e seu esposo providenciavam os ingredientes para o almoço que

era servido aos pedreiros de Santa Rita de Extrema, e aos serventes, preparado Dom João Berghese, Arcepela Dona Terezinha Min- bispo da Arquidiocese de garelli com todo cuidado e Pouso Alegre, no dia 06 com muito sabor. de maio de 1988, visitou a Com esse trabalho, a co- Capela da Sagrada Família munidade se unia e se soli- e São Nicolau, manifestandificava na fé e continuava do todo seu apreço pela cose reunindo nos Grupos de munidade e pelo trabalho Oração e nas Celebrações ali realizado. Eucarísticas. A Comunidade da SaPara patronos da Capela, grada Família e São Niforam escolhidos a Sagra- colau é assessorada pelo da Família e São Nicolau, Conselho Comunitário este último em homena- de Pastoral, assim como gem ao doador do terreno, todas as comunidades da dizia Padre Adolfo Fabri, Paróquia de Santa Rita Pároco de Extrema, nessa de Extrema. De acordo época. com as diretrizes que A festa de inauguração norteiam a Arquidiocese aconteceu no dia 31 de ou- de Pouso Alegre, o Contubro de 1987, cujos fes- selho orienta e apoia as teiros foram o Sr. Nicola e comunidades na sua caesposa. Dona Vilma e ou- minhada de fé na Igreja, tras senhoras fizeram um em Jesus Cristo Nosso bolo recheado bem grande Senhor. e decorado. Após a missa, o Padre Adolfo o benzeu e foi distribuído aos presentes que, agradecidos, ofereceram uma boa espórtula à capela. A partir desse dia, tornou-se costume fazer o bolo bento em todas as festas da paróquia. Em VisiLembrança da 1ª. Comunhão de Marcos Antonio ta Pastoral Mingarelli, um dos 57 que se prepararam e à Paróquia receberam a 1ª. Comunhão na Capela


O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

Encontrem no diagrama as palavras grifadas na parábola

LAZER

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Decifre o código

Parábola do semeador Uma grande multidão, vinda de varias cidades, veio ver Jesus. Quando todos estavam reunidos, ele contou esta parábola: - Certo homem saiu para semear. E, quando estava espalhando as sementes, algumas caíram a beira do caminho, onde foram pisadas e comidas pelos passarinhos. Outras sementes caíram num lugar onde havia muitas pedras, e, quando começaram a brotar, as plantas secaram porque não havia umidade. Outra parte caiu no meio de espinhos, que cresceram junto com as plantas e as sufocaram. Mas algumas sementes caíram em terra boa. As plantas cresceram e produziram cem grãos para cada semente. E Jesus terminou, dizendo: - Quem quiser ouvir, que ouça!

Encontre os 7 Erros

Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes!


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EM FOCO

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

Curiosidades de fevereiro: Origem do mês de fevereiro O nome deste mês provém do latim Februarius que deriva, por sua vez, das festas que os romanos celebravam em honra de Juno ou Februa, deusa das purificações. Durante essas festas era costume imolarem-se animais em sacrifícios expiatórios. Era também neste mês que os romanos homenageavam Pan, o protetor dos campos, dos rebanhos em geral e sobretudo dos pastores, bem como outros deuses – como era o caso de Termino ou Termo, divindade tutelar dos marcos e balizas dos campos. Não existindo no primitivo calendário, só nele veio a ser introduzido com a reforma de Numa Pompílio, segundo rei de Roma. Fevereiro era simbolizado por uma figura vestida de azul com uma ave aquática na mão e um vaso transbordante de água na cabeça. Origem dos nomes dos Meses e do Ano Bissexto No calendário de Rômulo, o primeiro rei de Roma

e seu fundador, o ano começava em março e tinha dez meses, cujos nomes primitivos eram Martius (em homenagem ao deus da guerra, Marte), Aprilis (nome relacionado à Apros ou Afros, designativo de Afrodite, nome grego da deusa Vênus, a quem abril era dedicado); Majus (em homenagem à deusa Maia, uma das Atlântidas, amada de Júpiter e mãe de Mercúrio), Junius (em homenagem à deusa Juno, equivalente à deusa Hera dos gregos), Quintilis, Sextilis, September, October, November e December. A relação de aprilis com aperire (abrir) surgiu posteriormente, na vigência do calendário de Numa Pompílio, por ser abril o mês da primavera, em que “todas as coisas se abrem”. Numa Pompílio (circa 715-circa 672 a.C.), sucessor de Rômulo, querendo igualar a contagem do tempo romano à dos gregos e fenícios, reformou o calendário de Rômulo, instituin-

22 de fevereiro: Novena Perpétua de Santa Rita Todo mês, dia 22, às 19h, Novena Perpétua de Santa Rita e Indulgência Plenária para quem participa das Celebrações no Santuário em Extrema. Muitas graças tem sido alcançadas por Intercessão de Santa Rita, venha rezar, conhecer e celebrar conosco. Programe-se, traga sua família, faça sua romaria. Entre em contato co-

nosco pelo telefone (35) 3435-1066 no horário de expediente (na segunda-feira das 13h às 17h e de terça-feira a sexta-feira na parte da manhã das 08h às 11h30 e na parte da tarde das 13h às 17h) e agenda sua visita. Ficaremos felizes em poder acolhê-los! Visite nosso site: www. santuariosantaritadeextrema.org e sejam bem vindos!

Aconteceu em janeiro Missa de sétimo dia celebradas Famílias enlutadas que perderam seus entes queridos. Celebramos o sétimo dia no Santuário de: * Andarilho Cesário Leite * Jandira Alves de Oliveira * Fagner * Zelinda Bertolotti Machado * Orlando Gargarelli * Benedito José de Oliveira As famílias enlutadas os nossos sinceros sentimentos de pesar e votos que a fé em Jesus Ressuscitado seja o conforto para todos.

Foram abençoados os matrimônios Estes noivos vieram ao Santuário para buscar a benção da Igreja no sacramento do matrimônio para a constituição da família cristã. * Rafael Nunes de Souza e Maria Aline da Silva * Marcelo Íris do Nascimento e Fernanda Aparecida da Silva As nossas felicitações e votos de fidelidade e perseverante!

do os meses de Januarius (em homenagem ao deus Janus, protetor dos lares) e Februarius, do latim februus, adjetivo de primeira classe que significa “o que purifica, purificador”. No mês de fevereiro, realizavam-se cerimônias de purificação, como sacrifícios expiatórios e os ritos de purificação chamados “lupercálias”. As lupercálias eram festas em homenagem a Pã, realizadas no dia 15 de fevereiro, em que jovens saíam nus da gruta Lupercália flagelando os transeuntes com um cinto de pele de cabra chamado também lupercal, considerado capaz de eliminar

a esterilidade e provocar partos felizes Nos últimos tempos da sua monarquia, por volta do século VI a.C., os romanos adotaram um calendário baseado nas mudanças de fase da Lua, com 355 dias distribuídos em 12 meses. O ano começava em março e terminava em janeiro, sendo que os meses tinham 29 ou 30 dias. Fevereiro, o décimo-primeiro mês, era considerado de mau agouro e ficou com apenas 28 dias. Mas, durante o Império, em 46 a.C., sob o governo de Júlio César, houve uma mudança significativa: o calendário passou a se ba-

sear no ciclo solar. Os meses, então, mudaram todos para 30 ou 31 dias, somando 365 no período de um ano. Nesse mesmo período, foi instituído o ano bissexto - mudança inspirada no calendário dos egípcios -, com um dia adicional a cada quatro anos. Em 44 a.C., no segundo ano de vigência do calendário juliano, o Senado decidiu homenagear o imperador e propôs que o mês Quintilis, com 31 dias, passasse a se chamar Julius (julho). Três décadas depois, em 8 a.C., o nome do oitavo mês, Sextilis, foi mudado para Augustus (agosto), em honra ao então imperador

César Augusto. Como um César não podia ter mais dias que o outro, agosto que tinha originalmente 30 dias - ganhou mais um, retirado de fevereiro, que ficou com 28. Para manter o critério de alternância do calendário instituído por Júlio César, setembro passou para 30 dias e assim sucessivamente. Bem mais tarde, já no século XVI, o papa Gregório XIII inaugurou um novo calendário, corrigindo algumas distorções do sistema romano. Mas o calendário gregoriano, adotado até hoje pelo mundo cristão ocidental, não mexeu no número de dias de fevereiro.


Edição 22 - Jornal Santuário Santa Rita de Extrema