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ANO 1 - Nº 01 - MENSAL SÁBADO, 09 DE MAIO DE 2009

Jornal levará principais novidades da Igreja aos fiéis Elaborado pela agência Idea Publicidade, “O Santuário em Suas Mãos” é o mais novo jornal com circulação na cidade de Extrema. A partir de

notícias passadas de maneira objetiva, os fiéis agora podem ficar informados mensalmente sobre as principais atividades desempenhadas pela Igreja Ca-

tólica local. Uma comissão liderada pelo Reitor do Santuário, Padre José Franco, é encarregada de escolher as pautas e os textos.

Festa de Santa Rita movimenta a cidade

Realizada na Praça Presidente Vargas, a Festa de Santa Rita tem início neste sábado, 09, com quermesse e se estenderá até o próximo dia 24. O grande destaque é o show de Pe. Zezinho SCJ e Grupo Vozes da Fé, a acontecer amanhã, às 21h30, em comemoração ao primeiro aniversário do Santuário.

Pe. Zezinho se apresenta amanhã


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Extrema, 09 de maio de 2009

EDITORIAL

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

Dizia o velho guerreiro: “Quem não se comunica, se extrumbica” Durante o antes e o depois do velho guerreiro, a humanidade sempre teve e ainda tem uma grande história de comunicação que perpassa o tempo. Dantes, nos tempos antigos, uma das maiores e grandes comunicadoras era a Igreja Católica, com os seus púlpitos, suas campainhas e seus sinos. Os sinos falavam nas torres mais altas das cidades. A cada badalada, a cada toque, surgia uma comunicação para toda a cidade. Eles, os sinos, eram sonados em melodias diferentes. Comunicavam quem morreu: uma criança, um jovem, uma ou um ancião e qual a irmandade ou ordem religiosa a qual eles pertenciam; a que horas e qual seria o ofício religioso; qual padre o presidiria; quem seriam os chamados para as suas catequeses;

quais os grupos convidados para a evangelização. Nas altas torres, os sinos comunicavam a vida de cultos com a população. Os tempos se foram, as cidades mudaram e os costumes e a cultura também. Surgiram os jornais, as estações de rádio, os canais de televisão e os provedores de internet. Nós temos que nos adaptar a essas realidades da melhor forma possível para o exercício da comunicação. Somos uma comunidade de fé, que se estende em 23 Igrejas atendidas e orientadas pastoralmente para terem vida religiosa própria. Temos uma gama de fiéis que precisa saber o que acontece ou o que aconteceu na vida da Igreja. Todos sedentos de comunicação e informações verdadeiras e reais, pois surgem notícias de todos os lados e nem sempre brotam das fontes verdadeiras. O nosso Jornal – “O Santuário em Suas Mãos” - será o órgão oficial de comunicação do Santuário e, portanto, da centenária Paróquia de Santa Rita de Extrema, que oferecerá notícias seguras, sem interme-

diários. Será o Jornal da Paróquia, que contará a nossa história com o surgimento de todas as suas comunidades e o “como” fazemos a história. Será ele que nos levará à reflexão, ao pensamento catequético e ao conhecimento de diversos assuntos da vida da Igreja e das Paróquias. Será ele o nosso contato com toda a Paróquia, comunicando a vida de nossa Igreja em Extrema e, sobretudo, comunicando-se com toda a Igreja Católica, que prega a verdade, a justiça e a paz. Ele não é mais um simples jornal! É o jornal que tem as características próprias da vida religiosa dos fiéis e está voltado a eles. Ele se torna muito especial para Extrema, terra de Santa Rita, porque nasce dentro do seu Santuário e, portanto,

com as bênçãos de Santa Rita de Extrema. Que entre desafios e conquistas, ele seja uma fonte de boas informações e formações. Que ele vá de casa em casa e leve as bênçãos de Santa Rita a cada leitor. BEM-VINDO A EXTREMA, “O SANTUÁRIO em SUAS MÃOS!”


O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

LITURGIA

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Liturgia: fonte e cume da vida da Igreja Ir. Veronice Fernandes ppdm (Religiosa da congregação das irmãs Discípulas do Divino Mestre, (PPDM) – Liturgista Assessora da CNBB). Escreve para o jornal o Santuário em suas mãos. Os padres conciliares, cientes do valor e do significado da palavra de Deus para a vida da Igreja, afirmaram: “Nas celebrações litúrgicas restaure-se a leitura da Sagrada Escritura mais abundante, variada e apropriada” (SC 35,1). Podemos perguntar aos padres conciliares: Por que restaurar? A liturgia é celebração da história da salvação, que tem como centro e plenitude o mistério pascal de Cristo (cf. SC 5-6). A Sagrada Escritura é o anúncio perene do plano divino da salvação (cf. SC 35,2) e a liturgia é o lugar privilegiado para fazer a experiência da salvação. Por isso, a mesa onde

se reparte os tesouros bíblicos deve ser abundante e rica. (cf. SC 51). A palavra de Deus recorda e prolonga a história da salvação Deus, que é pleno de amor e misericórdia, quer salvar e fazer com que todas as pessoas cheguem ao conhecimento da verdade (cf. SC 5). Desde o Antigo Testamento vemos um Deus bondoso, que planejando e preparando com solicitude a salvação das pessoas, escolhe um povo a quem confia suas promessas (cf. Gn 15,18; Ex 24,8) e se revela, por meio de palavras e obras, a este povo eleito, como Deus único, vivo e verdadeiro (cf. DV 14). As ações salvíficas eram explicadas pelas palavras dos profetas. Finalmente, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à lei, para resgatar os que estavam

sob o jugo da lei (Gl 4,4); assim a palavra fez-se carne e habitou entre nós (Jo 1,14). Até então, a comunicação entre Deus e a pessoa humana era de uma maneira fragmentada e por etapas (cf. Hb 1,1). Em Jesus Cristo, essa comunicação é completa, pois Ele é a palavra única, perfeita e insuperável do Pai. Nele o Pai disse tudo, e não haverá outra palavra se não essa. Este mistério de salvação, transmitido pela palavra divina, continua na vida dos homens e mulheres que acolhem a palavra ‘na obediência da fé’ (Rm 1,16) e por ela são convertidos, iluminados e santificados. A palavra tem a missão de fecundar a vida da pessoa de fé e ser para ela bênção copiosa. Então, o cristão (a) torna-se testemunha dessa palavra (cf. At 4,20), vivendo numa continua ação de graças. Cristo: centro, mediador e plenitude da revelação

Jesus Cristo, encarnado na história humana até ao ponto de dar a vida para a salvação do mundo, é o centro e a plenitude da revelação, por isso é o centro das Escrituras. Toda a evocação da história da salvação gira em torno dele e é a partir dele que é realizada a leitura e interpretação da Sagrada Escritura - Antigo e Novo Testamento. Em Cristo tudo tem sentido, tudo fica esclarecido e tudo se orienta para ele, pois, principalmente pelo mistério pascal de sua sagrada paixão, ressurreição dos mortos e gloriosa ascensão, completou a obra da redenção humana e da perfeita glorificação de Deus (cf. SC 5). A comunidade reunida em oração, pelo poder do Espírito Santo, anuncia e celebra o mistério pascal de Cristo, cada vez que proclama os dois testamentos. “No Antigo está latente o Novo, e no Novo se faz presen-

te o Antigo. O centro e a plenitude de toda a Escritura e de toda celebração litúrgica é Cristo; por isso, deverão beber de sua fonte todos os que buscam a salvação e a vida” (Introdução do Ordo Lectionum Missae, n. 5. Ver também Dei Verbum, n. 2, 3, 7, 15, 16, 24). Perguntas para a reflexão pessoal e em grupos: 1) Na sua comunidade acontecem celebrações da Palavra de Deus? Por quê? 2) A comunidade valoriza a Celebração da Palavra de Deus? Participa ativamente? 3) Qual é o valor da celebração da Palavra de Deus?

- No dia 28 de março, às 8h, na Igreja Santíssima Trindade, os catequizandos receberam o Sacramento da Penitência. Junto aos Padres José Franco, Márcio Mota de Oliveira e ao Seminarista Alexandre Acácio Nogueira, comemoraram alegremente a Festa do Perdão. - O encontro com os pais ocorreu dia 2 de abril, no Salão

Paroquial. O casal da Pastoral Familiar, Neuza e Caetano, revelou o prazer de ser família e a preocupação em relação ao mundo atual. Padre Márcio dissertou sobre a importância de cada pai e mãe na vida dos seus filhos. Para fechar a reunião, Menice Morbidelli, ministra da Eucaristia, falou sobre a magnitude da comunhão

na vida do católico. - No sábado, 4 de abril, catequistas, catequizandos e o Seminarista Alexandre Acácio Nogueira proclamaram no Santuário, que Jesus é o Cristo, o Messias enviado por Deus. - Aconteceram três batizados no dia 11 e outros 20 em 19 de abril. A Igreja se mostra

satisfeita pelo ingresso de novos cristãos na comunidade. - O mês de abril foi encerrado com chave de ouro. Mais de 100 crianças iniciaram a sua vida eucarística na missa das 9h, no dia 26.


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CATEQUESE

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O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

Queridos leitores, agora vocês ficarão por dentro de tudo o que acontece e aconteceu no Santuário de Santa Rita de Extrema e de outras comunidades paroquiais. Esta página vai informar a vocês todas as atividades sociais realizadas pelas pastorais de nossa cidade. E você pode participar enviando para esta coluna fotos e notícias de nossa cidade no que diz respeito à vida da Igreja.

De 10 a 13 de março, no Salão Paroquial, Semana Litúrgica em preparação à Semana Santa em nossa cidade. Foram horas de muito aprendizado e esclarecimentos, ampliando assim nossos conhecimentos a respeito de vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

Confraternização

Preparação para a Semana Santa

Salão Paroquial

Já estamos vivendo o Quinzenário de Santa Rita. Todas as quintas-feiras, o Santuário se enche de fiéis para orações e adoração do Santíssimo. São momentos de muita fé, agradecimentos e pedidos à Santa Rita, nossa padroeira. Padre José Franco, Padre Márcio e o Seminarista Alexandre nos levam a refletir sobre a vida de Santa Rita e mergulhar no mais profundo sentimento de amor a Cristo e à Virgem Maria. Se você ainda não foi, ainda é tempo. Venha rezar com a gente. A oração alimenta a alma.

Oferta do incenso

Cursos Os cursos de Batismo e de Noivos já vêm acontecendo também, sendo o de Batismo nos primeiro e terceiro domingo do mês, e o de noivos no último. Os batizados acontecem nos segundo e quarto domingo de cada mês. Missa do quilo Em todas as pri-

meiras sextas-feiras do mês, acontece a missa do quilo, coordenada pela Pastoral do Apostolada da Oração. Notas de Falecimento No dia 15 de março, morreu Neize Morbidelli. Amiga querida, mãe exemplar, esposa presente, católica praticante. No dia 23 de março, quem morreu foi Jair Olivotti. Homem honrado, grande cidadão, ex-prefeito correto, pai bondoso, amigo sincero. O Santuário de Santa Rita

Procissão do Santíssimo

de Extrema apresenta os mais sinceros sentimentos de pesar às famílias. Que as almas desses dois irmãos descansem em paz nos braços do Senhor Nosso Pai. Pedimos à Sefex que comunique ao Santuário notas de falecimento para que possamos publicá-las. Aniversariantes No dia 4 de março, estivemos presentes na casa da Adacy para cumprimentá-la por mais um ano de vida. O virado de frango da Adacy

Procissão das flores

estava demais da conta. Parabéns mais uma vez a você, amiga do coração. No dia 7 de abril, fomos abraçar a Betty pela passagem de seu aniversário. A janta estava uma delícia e a turma, nem se fala, uma animação total. Parabés, Beth! Dia 14 de abril, foi a vez de cantarmos parabéns à coordenadora da Catequese Infantil, nossa amiga Beba. A homenagem foi prestada na missa de Páscoa. Parabéns, Bebinha! Você é muito importante em nossa comuni-

dade. E no dia 14 de abril, levamos o Seminarista Alexandre para um rodízio de pizza na casa da Fátima Olivotti. Pegamos o Alexandre de surpresa e ele soprou sua velinha. Parabéns, Alexandre! Você veio para iluminar e completar nossa paróquia. Acho que por ora é só... Em maio, estaremos de volta. Equipe de apoio – Judith Olivotti Lima, Romilda de Oliveira e Salete Resende de Lima. Fotos: Natália Olivotti, Acólito Thiago e Fátima Olivotti.


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SEMANA SANTA

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Muita fé marca a celebração da Páscoa

Os fiéis extremenses demonstraram bastante fé durante toda a celebração da Páscoa, o marco mais importante do Cristianismo, que consiste na ressurreição de Jesus Cristo após a sua crucificação. O Domingo de Ramos, celebração da chegada triunfal de Jesus à cidade de Jerusalém, marcou o início da Semana Santa. Às 10h, a tradicional procissão da data saiu do Salão Paroquial rumo ao Santuário. Rezando e cantando, os fiéis a acompanharam. Já no ponto de chegada, foi celebrada uma missa a qual o Padre José Franco e os leitores da Pastoral da Liturgia vivenciaram o Evangelho da Paixão de Cristo.

Na segunda-feira, a imagem de Nossa Senhora das Dores foi levada à Capelinha do Bairro do Morbidelli. Na terça feira, houve a condução do Senhor dos Passos até o Bairro Bela Vista. Os fiéis acompanharam tudo, participando e demonstrando devoção. Na quarta-feira, aconteceu a Procissão do Encontro. A imagem de Nossa Senhora saiu no Bairro Morbidelli e a do Senhor dos Passos partiu do Bela Vista, ambas se encontraram em frente ao Santuário. A Última Ceia foi celebrada quinta-feira, no Santuário, onde realizou-se a cerimônia do Lava-pés. Na sexta-feira, uma multidão de fiéis participou da

Padre José Franco lavando os pés de um dos fiéis

celebração da Paixão de Cristo. Padre José Franco, Padre Márcio Mota de Oliveira e o Seminarista Alexandre Acácio Nogueira dirigiram a cerimônia da Adoração da Cruz. Logo depois, a procissão de Nosso Senhor Morto atraiu várias pessoas. A Vigília Pascal iniciou-se frontalmente à Loja 01 dos Supermercados Kurihara, local onde o Coral Grupo Renascer fez luau à luz de uma fogueira até o momento em que o Círio Pascal foi aceso por D. Nela de Oliveira, católica participativa na comunidade. No momento o qual o Círio era aceso, o cristão Rinaldo Araújo soltou uma chama de fogos de artifícios anunciando a boa nova. Em seguida, os fiéis se dirigiram por meio de procissão ao Santuário para a celebração da Eucaristia e do Batismo de alguns catecúmenos. Marcial Araújo cantou o Exulted, de tradição milenar. Foi apresentado fatos da história do povo de Deus, com o anúncio da palavra, rezando salmos e cânticos. Foram batizados os catecúmenos, a assembleia renovou o seu batismo e celembrou a eucaristia. Aproximadamente às 2h30, a Procissão da Ressurreição saiu do Santuário com destino ao Salão Paroquial,

Procissão do Senhor Morto

sendo seguida de um café da madrugada. De acordo com Fátima Olivotti, colaboradora da Paróquia, essa foi a melhor Semana Santa já vista no município. “Extrema nunca viveu uma Semana Santa tão gloriosa, tão intensa e tão rica em participação da comunidade. Esperamos mais no próximo ano, como as viassacras vivas”, diz. A Semana Santa também abrangeu vivenciação nas comunidades de São Cristóvão e Santo Antônio. Na Igreja de São Cristóvão, todas as celebrações foram ministradas pelas irmãs Clarinda Piassi e Teresinha Lubiana (Irmãs Pias Discípulas do Divino Mestre), convidadas pelo Pároco José Franco. Segundo Paulo Rogério Franco, membro da Pastoral da

Liturgia, houve uma grande participação comunitária e o envolvimento de todas as pastorais. “Foi a primeira vez que todas as celebrações da Semana Santa acabaram sendo realizadas na Comunidade de São Cristóvão, o que é muito gratificante para os fiéis do bairro”, conta. Na Igreja de Santo Antônio, situada no Bairro da Roseira, Padre Márcio e o Missionário Marcelo de Oliveira fizeram as celebrações. Ocorreu uma grande via-sacra com a participação de todos os fiéis da comunidade.

Cristo é a nossa Páscoa (1 Cor 5,7)

Na Vigília Pascal, notamos nas Igrejas uma grande vela decorada com alguns sinais, números e letras. É preparada, abençoada, acesa e conduzida em procissão solene. Essa grande vela é o Círio Pascal. Ela simboliza e recorda Cristo ressuscitado, dele fazendo memória. Anualmente, celebramos o dia da Páscoa. Liturgicamente, a cada ano, vivemos o tempo pascal, que vai do Domingo de Páscoa ao Domingo de Pentecostes. Páscoa, porém, não é apenas um dia ou um tempo. Sempre é Páscoa. A própria liturgia, celebrando o mistério do Cristo, repete que cada celebração é um “hoje” que faz com que toda a nossa vida seja tempo Pascal. Cada dia do cristão é o hoje do Deus libertador em Jesus Cristo, até que chegue aquele hoje, sem ocaso, da Páscoa definitiva, da vida plena em Deus. Fonte: Revista Ecoando nº 13 - Texto revisado pela Redação

Acendendo o Círio Pascal

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COTIDIANO

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

Imagem de Santa Rita passa pelas comunidades Ostentando o lema “Os Santos em suas imagens querem ser setas que nos indicam o caminho para Jesus, porque só Ele é o Caminho, a Verdade e a Vida”, tiveram início os preparativos voltados à Festa de Santa Rita, padroeira do município de Extrema. A imagem de Santa Rita visita todas as comunidades da cidade. A primeira contemplada foi a de Nossa Senhora Aparecida do Juncal, na terceira semana de abril, onde o mau tempo não atrapalhou a devoção dos

fiéis, que fizeram procissão pelas ruas do bairro até finalmente chegar à lotada Igreja local. Padre José Franco, Reitor do Santuário, abriu a visitação celebrando a Eucaristia. Pessoas de diversas idades demonstraram sua fé pela padroeira, muitas se emocionaram. Até o dia 9 de maio, quando estará na Roseira, a imagem visita as demais comunidades extremenses. Em 10 de maio, ela volta ao Santuário, que completará seu primeiro aniversário nessa data, celebrado por uma festa, na Praça Presidente Vargas, com show de Padre Zezinho SCJ e Grupo Vozes da Fé (consulte a programação da Festa de Santa Rita na página 09)

Padre José Franco comenta sobre a visitação da imagem nas comunidades, enfatizando o papel da padroeira no Santuário. “A visita de nossa Padroeira, a motivação da festa, tem esta dimensão de ser ela a animadora de nossas comunidades, indicando para todos nós o caminho a Jesus, descobrindo-o nas celebrações, na sua palavra, na oração e no encontro de irmãos e irmãs. Vivendo assim, em comunidades de dons e partilhas”, relata.”O nosso objetivo é a cada dia mais motivar, animar, reunir e organizar as comunidades para que a nossa Paróquia se torne uma rede, onde todos possam ter o seu espaço em comunhão com a Igreja, e

ainda possam ser animados e viver a sua fé. Os batizados são muitos, mas quanto à vida de Igreja ainda há muito o que se desejar. Só na comunida-

de fraterna e comprometida o cristão consegue crescer na sua fé, perseverar e viver integralmente o seu batismo”, completa.


O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

Fazer e construir história em cada época é atribuição de cada ser humano e também de cada comunidade. A pessoa humana inserida em seu grupo social, político e religioso, vivendo o seu tempo, o caracteriza, o define com suas atuações e seu modo de ser e de agir, e se torna agente transformador. Data do ano de 1832 a nomeação do primeiro padre para servir a Igreja Católica na Capela de Santa Rita de Extrema, o Padre Manoel Alves Teixeira. Até os dias de hoje, passaram pela Paróquia 29 padres, sendo o Pároco atual, o Rvmo Padre José Aparecido Cavalcanti Franco, desde o dia 08 de junho de 2007, quando aqui chegou. A atuação do Padre José

HISTÓRIA

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Novos tempos Maria Vanda Olivotti

Franco na paróquia veio marcar “novos tempos” na vida da comunidade. Essa expressão está relacionada com o início do Cristianismo, quando os apóstolos e discípulos de Cristo, recebendo o Espírito Santo em Pentecostes, se encheram de coragem e saíram pelo mundo conhecido para proclamar o Reino de Deus a todas as nações. Com a chegada do Padre José Franco, a Paróquia foi inflamada pelo Espírito da Renovação e da Graça. Iniciou-se uma nova era na vida da paróquia. Os primeiros sinais de renovação se deram quando o Sr. Arcebispo Metropolitano, Dom Ricardo Pedro Chagas Pinto Filho, e o Chanceler da Cúria, Rvmo. Padre José Dimas de

Lima, em 19 de março de 2008, assinaram o Decreto Religioso, elevando a Igreja Matriz a Santuário de Santa Rita. Padre José Franco já havia iniciado na comunidade “O Quinzenário de Santa Rita”, que corresponde a quinze quintasfeiras seguidas de oração e de reflexão da Palavra de Deus. Durante esses encontros de oração, a comunidade rezava para que a graça da elevação da Igreja Matriz a Santuário se concretizasse, e as relíquias de Santa Rita viessem para

a Paróquia, acompanhadas da imagem “fac-símile”. Foi preparado um esquema adequado para receber um grande número de peregrinos no dia marcado para as solenidades. Mais de 200 voluntários se espalharam pelos pontos estratégicos da cidade para que não houvesse falha na acolhida aos visitantes. Houve a participação conjunta dos poderes públicos e dos cidadãos extremenses na preparação das festividades e na recepção da imagem. Não faltou contribuição econômica de todas as parcelas da sociedade. Houve mutirão da limpeza do santuário e da ornamentação dos altares e do altar campal. A alegria era imensa, a fé fortalecia todos os corações. No dia 10 de maio de 2008, por volta das 16h, a imagem “fac-símile” de Santa Rita, que já havia chegado de Cássia, e

estava no Convento das Carmelitas, em Pouso Alegre - MG, ingressou na cidade de Extrema num veículo do corpo de bombeiros, seguida por um grande cortejo de fiéis. Na Praça Presidente Vargas, um grande número de cristãos católicos, membros da Paróquia e peregrinos vindos de diversas cidades de Minas Gerais e de São Paulo, aclamavam a Santa das Causas Impossíveis. Seguiram-se as cerimônias formais da elevação da Matriz a Santuário, com a leitura do Decreto Oficial. Foram concedidas também pelo Santo Padre, o Papa Bento XVI, “indulgências plenárias” aos fiéis que participarem das celebrações em homenagem à Santa Rita, nos dias 22 de cada mês. Os novos tempos que foram instaurados na Paróquia de Santa Rita de Extrema seguem seu curso, proporcionando para a comunidade muitas graças e bênçãos.


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GRAÇAS ALCANÇADAS

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

Experiência de fé e testemunho cristão Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008, era um dia comum. Como sempre, eu trabalhava em minha casa e auxiliava minha mãe nos trabalhos dela. Naquela quinta-feira, eu fui ao dentista às 14h30. Tudo ocorreu normalmente, fui e retornei a minha casa. Estava tudo bem. Fui trocar de roupa, quando de repente senti que algo gelado estava escorrendo pelo nariz, e olhei no espelho e vi que estava perdendo sangue. Vi que era bastante sangue e fui atrás da minha mãe no trabalho. Minha mãe ficou preocupada e ligou imediatamente para o meu pai. Fomos ao hospital. Foram feitos procedimentos apropriados para o caso e um pedido de exame de sangue, que foi realizado na sexta-feira. Nessa noite de sexta para sábado, 22 de novembro, senti insônia e uma inquietação. Na manhã de sábado, continuava com esses sintomas. Eu e meus pais pensamos que fossem pelo motivo de não

ter dormido bem naquela noite. Às 15h, o meu estado piorava. Minha mãe percebeu que realmente havia alguma coisa fora do comum. Ela e meu pai me levaram ao hospital local juntamente com o exame de sangue que fora feito na sexta-feira. Foram comparados os exames e levados com outro, feito imediatamente. Avaliados os exames, ficou claro que eu precisava de sangue. Os exames mostravam que eu já tinha perdido metade do meu sangue. Fomos encaminhados ao Hospital Santa Casa de Bragança Paulista. Chegando lá, trinta minutos depois de ter sido encaminhada, fui recebida pelos médicos, que de imediato informaram a meus pais que o meu caso era muito grave. A primeira suspeita foi leucemia. Logo após a primeira suspeita, outras surgiram. Suspeitam de ter ingerido veneno ou ter sido envenenada, pois parte de meu sangue estava virando ácido e em menos de quinze minutos após ter chegado, já tomava sangue e outros remédios. Duas horas após, tive uma pequena melhora. Fui então levada para internação. Por volta de 21h, mais ou menos, meu estado piorou muito, e não tinha coordenação psico-

Desde que meu marido foi sorteado no Terceiro Quinzenário de Santa Rita, realizado no Santuário, e pôde levar a imagem para casa, nossa vida mudou e a da nossa comunidade também. Com a imagem peregrina de Santa Rita, visitamos 128 famílias em uma semana. Sentimos que foi Santa Rita que veio como instrumento de Deus

para nos resgatar e assim nos trazer de volta a missão de sermos verdadeiros discípulos e missionários do Evangelho. Santa Rita pedia em nossos corações que fossemos verdadeiros missionários e, a cada dia, esse desejo nos impulsionava ainda mais. Assim, começamos a participar com mais freqüência na Comunidade Nossa Senhora Aparecida, onde moramos, Bairro Morbidelli. Participamos dos Círculos Bíblicos, Novena de Natal e Campanha da Fraternidade, sempre rezando com outras famílias em suas casas, buscando tam-

motora. Fui perdendo a capacidade de respirar, isso por volta das 23h. Fui levada para a UTI e entubada. Na UTI, começa então uma grande batalha pela minha sobrevivência. Fiquei inconsciente por muito tempo, não sei quanto. Meus pais me contaram que retornaram para casa, naquela noite, desesperados para avisar a família. Eles se perguntavam como dar aquela notícia, principalmente a minha avó, o meu avô e as pessoas que eu mais amo e que me amam também. A família avisada e o desespero de todos. Um casal amigo da nossa família, Carlinhos e Roberta, levou a imagem de Santa Rita

bém ser a exemplo de Santa Rita, instrumento de Deus. As santas missões populares, realizadas com o estandarte de Santa Rita, possibilitaram nova vida ao nosso bairro, sem contar que a presença dos missionários (leigos), visitando casa por casa (sobretudo os enfermos), pode revigorar a fé e motivar as famílias a se comprometerem mais com a comunidade. No dia 23 de novembro de 2008 (dia do leigo), a neta da nossa vizinha, Flávia Regina da Costa e Silva, precisou ser internada na UTI e, vendo o desespero da

na casa da minha avó e disse que aquela imagem continuaria lá até que eu retornasse para casa. Enquanto isso, no hospital, eu inconsciente. Meus pais contaram que as informações médicas não eram nada boas. Os médicos informaram que eu tinha muitos órgãos comprometidos; pâncreas, pulmões e rins, e que havia também um grande desgaste nos ossos. Os dias foram se passando e eu estava ligada a muitos aparelhos. Um entracate ligado na veia do coração, o pulmão teve que ser drenado, porém o médico disse aos meus pais que quando se drena o pulmão, normalmente o estado de saúde do paciente piora, mas que inexplicavelmente no meu caso foi o contrário. Foi feito dreno e o pulmão voltou a ser 100% saudável. Em meio a tudo isso, ainda houve a necessidade de hemodiálise. Meus pais me visitavam duas vezes por dia na UTI. Todos os dias, ao voltar da visita, passavam na casa da minha avó para dar notícias minhas, e, todos os dias, agradeciam e pediam à Santa Rita que cuidasse de mim. Após não sei quanto tempo, comecei a tomar consciência de onde estava. E para ter

avó da menina, peguei a imagem de Santa Rita e sem falar nada entreguei à avó. Juntamente com o grupo de famílias que rezava junto à Santa Rita, intensificamos nossas orações e assim, milagrosamente a menina foi curada, e nem mesmo a junta médica soube explicar. O Receituário Médico se encontra à disposição para quem desejar averiguar o caso. Hoje, eu posso com essa experiência de fé dar esse testemunho cristão de que realmente Santa Rita é a Santa das Causas Impossíveis. Maria Roberta Oliveira Silva

certeza, mal conseguindo falar direito, perguntei a uma das enfermeiras onde eu estava. Até que ela me disse que estava na UTI. E após os dias se passando, chegou o sexto dia, e na madrugada olhei para uma cruz que estava na parede e disse: “Deus, minha Santa Rita e minha Senhora de Aparecida, peço-lhes que me tirem deste lugar, pois tudo o que estou sentindo, todo esse sofrimento, eu sei que vocês estão vendo, então peço que me tirem deste lugar, pois eu tenho fé que vocês podem salvar minha vida”. Então, quando no sétimo dia uma enfermeira chegou e me disse que iria ter alta da UTI dali a um dia, não perdi mais a consciência e aos poucos fui melhorando. Passando mais um dia, recebi alta da UTI, podendo então ser transferida para um quarto e ter minha mãe em minha companhia. Um dos médicos que me visitaram após a alta da UTI me disse que nasci de novo. A minha mãe me contou que quando eu já estava no quarto, um dia após ela ter saído, retornou ao quarto e eu dormia. Ela ficou me olhando, quando viu perfeitamente a imagem de Santa Rita ali no meu lugar. Eu e minha família agradecemos humildemente e de coração pela graça alcançada. Obrigada. Flávia Regina da Costa e Silva

(Bairro Morbidelli)

Se você já teve uma situação de graça alcançada pela intervenção de Santa Rita ou conhece algum caso, por favor, entre em contato com o Santuário.


O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

FESTA SANTA RITA

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Primeiro aniversário do Santuário de Santa Rita de Extrema Confira a programação :

10/05 (Domingo) 16h: D. Ricardo - EPAL de Extrema 19h: Pe. Márcio - EPAL de Extrema 21h30: Grande show com: PADRE ZEZINHO e Grupo Vozes da Fé

Convidados: Empresários, Comerciantes e Bancários Pastorais e Movimentos: Catequese: Iniciação, Pre-Eucaristia, Eucaristia, Infância Missionária e Estágio Pastoral 17/05 (Domingo) 19h: Missa Pe. Ernesto Equipe Magnificat - São José dos Campos/SP

Convidados: Profissionais Liberais, Autoridades Civis, Militares e Judiciárias Pastorais e Movimentos: Ministros da Eucaristia e Pastoral do Batismo

13/05 (Quarta-feira) 19h: Missa Arautos do Evangelho Equipe Arautos Comunidades: Salto de Cima, Salto do Meio e Posses Convidados: Funcionários Públicos Pastorais e Movimentos: Pastoral Familiar RCC

15/05 (Sexta-Feira) 19h: Missa Pe. Líbero Zappone Equipe de Vargem/SP Comunidades: Forjos, São Braz e Barreiro Convidados: Estudantes Universitários, Artistas, Músicos, Pintores, Escultores e Artesãos Pastorais e Movimentos: Jovens, Acólitos e Catecumenato

14/05 (Quinta-Feira) 19h: Missa Pe. Marcos Augusto Monte Equipe de Joanópolis/SP Comunidades: Rodeio, Santíssima Trindade e Jardim

16/05 (Sábado) 19h: Missa Pe. Antônio Aparecido Muniz Equipe de Munhoz/MG Comunidades: Fronteira, Pires, Bela Vista e Morbidelli

18/05 (Segunda-Feira) 19h: Missa Pe. Francisco Ferreira da Silva Equipe de Itapeva/MG Comunidades: Roseira, Vila Rica e Juncal Convidados: Operários e Lavradores Pastorais e Movimentos: Zeladores das Igrejas e Ministério do Canto 19/05 (Terça-Feira) 19h: Missa Pe. Octávio Pereira da Rocha Equipe de Toledo/MG Comunidades: Matão, Recanto São Francisco, Godoy e Tenentes Convidados: Serviços dos Lares e Motoristas Pastorais e Movimentos: Dízimo e Apostolado Da Oração

20/05 (Quarta-Feira) 19h: Missa Comunidades: Pessegueiros, Furnas e São Cristovão Convidados: Pedreiros, Marceneiros, Serralheiros, Religiosos e Religiosas Pastorais e Movimentos: Vicentinos e Liturgia

21/05 (Quinta-Feira) 18h30: TERÇO LUMINOSO DE SANTA RITA e Encerramento do Quinzenário Epal de Extrema 22/05 (Sexta-Feira) DIA DE SANTA RITA Missas: 7h30, 9h30, 11h, 12h30, 14h, 16h e às 18h30 Procissão e Missa EPAL de Extrema


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Extrema, 09 de maio de 2009

Pão doce com recheio de banana Ingredientes Massa ¼ de lata de leite condensado. ½ xícara de (chá) de água morna 15 g de fermento biológico 1/2 kg de farinha de trigo 2 colheres (sopa) de manteiga 1 ovo 1 pitada de sal ½ xícara (chá) de água Recheio 6 bananas pequenas 1 colher (sopa) de canela ¾ de lata de leite condensado Para pincelar 1 gema 1 colher(sopa) rasa de açúcar. MODO DE PREPARO Dilua o leite condensado numa tigela com água e dissolva o fermento. Junte quantidade de farinha suficiente até

obter consistência de massa mole, cubra e deixe descansar em local aquecido até crescer ou formar bolhas. Sobre a mesa, ou numa tigela maior, faça uma cova na farinha que sobrou e coloque a manteiga, o ovo e o sal. Despeje a massa fermentada e junte os ingredientes com as pontas dos dedos e acrescentado água, aos poucos, o suficiente para ligar. Trabalhe bem a massa durante 5 minutos, pelo menos, ou até que fique lisa. A seguir, estenda a massa com o rolo e recheie. RECHEIO Descasque as bananas, corte-as em rodelas e leve ao fogo numa panela com o restante do leite condensado e a canela. Deixe cozinhar até tomar consistência de doce mole. Depois de frio, espalhe o recheio sobre a massa. Enrole e coloque o pão numa assadeira. Cubra e deixe crescer até duplicar de volume. Pincele-o com a mistura de gema e açúcar, e leve para assar em formo quente (preaquecido) durante 30 minutos aproximadamente.

DIVERSÃO

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS


O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

CALENDÁRIO

Extrema, 09 de maio de 2009

Calendário do mês de maio de 2009

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EM FOCO

O SANTUÁRIO EM SUAS MÃOS

O mês de maio... Como era bom salutar, encher o coração e ouvir cantar: “Recebe estas flores, ó Mãe do puro amor”. Era o mês de maio! As crianças vestidas de anjos, com longos vestidos brancos e asas de penas de patos ou gansos feitas por artesãs especialistas; nas mãos, bandejas de metal cheias de pétalas de rosas perfumadas. Saíam pelas ruas da cidade nas tardes de maio, cantando alegremente: “Neste mês de alegria, tão lindo mês das flores”!Cantando e arrastando a cidade até a Igreja para prestar homenagem, coroando a imagem da Virgem Maria. Às vezes, até uma banda acompanhava o cortejo das crianças e das suas famílias. E outras tantas saltitavam; umas por vontade de ver, outras por vontade de participar um dia, realizando o sonho de serem “coroadeiras” e, outras ainda, para comer doces.

Sonhos simples brotando da simplicidade da vida! Na Igreja, sob o som de sinos e o cheiro perfumado de incenso, após a reza do terço, começava a coroação. Quão emocionante era assistir àquelas crianças subirem ao altar, por vezes altíssimo, belamente enfeitado pelas artistas da comunidade. Artistas anônimas que, chamadas de floristas, confeccionavam as flores em papel ou tecido, que tingiam dando nuanças às cores, colocando-as em arames. Verdadeira exposição de arte popular. Uma criança levava a palma, outra levava a coroa e tantas outras compunham o cenário celeste de anjos, que envolvia o trono da Mãe de Deus e nossa Mãe. Eram uma das maiores alegrias participativas da comunidade: as “artistas”, as “ensaiadeiras”. As famílias, com as suas doceiras, preparavam os “quitutes” para depois de coroar, receber todo o povo que estava na Igreja e, de modo especial, a criançada da cidade. Conforme o costume familiar, também acontecia a recepção nas casas. Ralavam coco o dia todo, “forneavam” as quitandas e, outras ainda preparavam as laranjas,

as abóboras, os marmelos e pêssegos, antecipadamente, para poder oferecer o melhor que podiam. Pelo menos, balas e chupetas doces eram oferecidas. Terminada a coroação, a despedida com vivas, palmas, elogios, ou por vezes, broncas dos padres. Todos iam à rua, muitas vezes acompanhados pelos padres, de volta às casas das coroadeiras para a festa da alegria de maio. Mas o tempo corrói e mata! Até vida humana o tempo absorve! O tempo mudou! Hoje, o tempo tornou-se senhor do tempo e o povo não tem mais tempo. Não tem tempo? Ou tem novela? Não tem caminho, mas tem o caminho das índias. Não tem heróis! Não vê, não reconhece e não dá valor aos heróis verdadeiros, mas tem os “heróis do Bial, no BBB.” E nestes sim, até investe uma “verbinha” via telefone para opinar! É a tecnologia massificante das produções televisivas e dos sites, bate-papos e de tantas outras coisas da internet. E vão manipulando a lin-

gua-

gem, o pensamento e o comportamento, propondo outras idéias. Ser o garoto BBB ou a garota BBB, milionário (a) e famoso (a). E diziam que aquilo: “Minha mãe, eu bem quisera”, que as crianças cantavam, era alienação, ou uma Igreja com proposta de indiferentismo social, cidadã, “utópica” ou sei lá o quê? Basta olhar o que éramos e o que estamos nos tornando. O que elas, as nossas crianças, aprendem hoje? Nas suas casas, no convívio familiar e na sociedade? Hoje é muito mais... Muito mais o quê? Haveremos de nos perguntar! Para onde caminhamos? Ó saudade dos tempos e dos meses de maio, das coroações, da família reunida na simplicidade da fé devocional, das noivas verdadeiras, quando permeavam as notícias pela rádio e através dos jornais atrasados. Éramos felizes e não sabíamos! Papai e mamãe se deitavam para dormir sem as preocu-

pações, os medos e as inseguranças dos dias atuais, pois sabíamos para onde e por onde caminhávamos, ou por onde andavam os filhos e filhas. Tempos onde maio era maio, junho era junho. E as festas continuavam, então, nos “arraiás”. Verão era verão, inverno era inverno! As águas eram chuvas... março eram as goiabas. E o respeito para com a pessoa humana? O sagrado nascia na família e era plantado na simplicidade do coração de cada criança e de cada jovem. Para onde caminhamos? Minha mãe, eu bem quisera que os homens e as mulheres voltassem a ver o mês de maio e vê-la como modelo de pessoa humana. E o mundo hoje, com toda a sua modernidade, fosse o mundo de hoje, não o de ontem, mas com os valores humanos e cristãos vivos nos corações das famílias, sendo objetivo e meta a serem alcançados, sendo a pessoa humana o primeiro e fundamental valor da vida! Pe. José Franco

Ediçao 01  

Primeira Ediçao do Jornal O Santuário em Suas Mãos.

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