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DR1- Fundamentação dos princípios de conduta na relação com “o outro”

CP4- Processos identitários- Profº Francisco Clara

Daniel Marques


Índice

Actividade ............................................................................................................................................... 2 Glossário ................................................................................................................................................. 3 Igualdade ............................................................................................................................................ 3 Diferença ............................................................................................................................................. 3 Unidade na diversidade ....................................................................................................................... 3 Equidade ............................................................................................................................................. 3 Direitos civis ........................................................................................................................................ 4 Prospectividade. .................................................................................................................................. 4 Sociadade ............................................................................................................................................ 4 Tema: Visibilidade social.......................................................................................................................... 6 O conceito de Invisibilidade social ........................................................................................................... 6 A escola e a diversidade cultural dos grupos ciganos............................................................................ 7 Deficientes .............................................................................................................................................. 8 Invisibilidade Social/Velhice ................................................................................................................. 8 Empirismo léxico ou social ?? .................................................................................................................. 8 Webgrafia ............................................................................................................................................. 10


Actividade Conceitos-chave: (igualdade; diferença; unidade na diversidade; equidade; direitos civis; direitos sociais; prospectividade)

 Princípios de conduta: empatia, reacção compassiva e solidariedade.  Princípios de igualdade e equidade - A diversidade, a aceitação e a tolerância como elementos prospectivos das sociedades contemporâneas. - As principais manifestações de intolerância à diferença: racismo e xenofobia, desigualdades de género, estado civil, homofobia e transfobia, portadores de necessidades especiais, religião ou crenças religiosas, edaísmo.


Glossário

Igualdade A Igualdade de Género assenta no pressuposto que todos os seres humanos são livres para fazerem escolhas e desenvolver as suas capacidades pessoais, sem as limitações estabelecidas pelos papéis de género socialmente estereotipados.

Diferença 1. 2. 3. 4.

Qualidade do que é diferente; desigualdade Desavença; disputa Excesso de um valor sobre outro (Matemática) resultado da subtração

Unidade na diversidade É uma filosofia sócio-ecológica que descreve o sentimento de unidade apesar das barreiras físicas ou psicológicas.

Equidade (latim aequitas, -atis) 1. Igualdade. 2. Rectidão na maneira de agir. = IMPARCIALIDADE 3. Reconhecimento dos direitos de cada um. 4. Justiça recta e natural.


Direitos civis Os direitos civis referem-se às liberdades individuais, como o direito de ir e vir, de dispor do próprio corpo, o direito à vida, à liberdade de expressão, à propriedade, à igualdade perante a lei, a não ser julgado fora de um processo regular, a não ter o lar violado. Esse grupo de direitos tem por objetivo garantir que o relacionamento entre as pessoas seja baseado na liberdade de escolha dos rumos de sua própria vida - por exemplo, definir a profissão, o local de moradia, a religião, a escola dos filhos, as viagens - e de ser respeitado. É preciso reter que a liberdade de cada um não pode comprometer a liberdade do outro. Ter os direitos civis garantidos, portanto, deveria significar que todos fossem tratados em igualdade de condições perante as leis, o Estado e em qualquer situação social, independentemente de raça, condição econômica, religião, filiação, origem cultural, sexo, ou de opiniões e escolhas relativas à vida privada.

Prospectividade.

Sociadade A sociedade é um conjunto de indivíduos que partilham uma cultura com as suas maneiras de estar na vida e os seus fins, e que interagem entre si para formar uma comunidade. Embora as sociedades mais desenvolvidas sejam as humanas (estudadas pelas ciências sociais como a sociologia e a antropologia), também existem as sociedades animais (estudadas pela sociobiologia ou a etologia social). As sociedades humanas são formadas por entidades populacionais cujos habitantes e o seu entorno se interrelacionam num projecto comum que lhes outorga uma identidade de pertença. O conceito também implica que o grupo partilhe laços ideológicos, económicos e políticos. Na hora de analisar uma sociedade, são tidos em conta factores como o grau de desenvolvimento, a tecnologia alcançada e a qualidade de vida.


A sociedade existe desde o próprio aparecimento do Homem, apesar de a sua forma de organização ter sofrido alterações ao longo da história. A sociedade do homem préhistórico estava organizada numa forma hierárquica, em que um chefe (o mais forte ou sábio do grupo) ocupava o poder. Na Grécia Antiga, a tendência absolutista do poder começou a variar, já que as classes inferiores da sociedade puderem chegar a certos sectores de destaque na tomada de decisões através da democracia. Recentemente, em 1789, com a Revolução Francesa, a organização social mudou radicalmente: desde então, qualquer pessoa pode subir para uma classe superior da sociedade. Convém mencionar que o conceito de sociedade também é empregue no âmbito jurídico e económico, para definir o agrupamento entre duas ou mais pessoas que se obrigam em comum acordo a contribuir para desenvolver uma actividade comercial, com o objectivo de repartir entre si os ganhos.


Tema: Visibilidade social A invisibilidade social é um conceito aplicado a seres socialmente invisíveis, seja pela indiferença ou pelo preconceito. Há vários factores que podem contribuir para que essa invisibilidade ocorra: sociais, culturais, económicos e estéticos. Ser invisível, é não ter importância para sociedade, é sofrer a indiferença, o preconceito; “é não ser ninguém perante o olhar da maioria”. Uns dos exemplos de invisibilidade social com que nos deparamos diariamente são: Os mendigos, quando passamos por eles, quantas vezes os ignoramos por vários motivos... Estão sujos, cheiram mal! Não queremos dar esmola, achamos que tem capacidade para trabalhar entre muitas outras coisas. A sociedade olha para o mendigo apenas, como mais um objecto da paisagem urbana.

O conceito de Invisibilidade social Tem vindo a ser aplicado, em geral, quando se refere a seres socialmente invisíveis, seja pela indiferença, seja pelo preconceito, o que nos leva a compreender que tal conceito só atinge aqueles que estão à margem da sociedade. De facto, são essas as maiores vítimas da invisibilidade social. Há vários fatores que podem contribuir para que essa invisibilidade ocorra: factores sociais, culturais, económicos e estéticos. De acordo com psicólogo Samuel Gachet a invisibilidade pode levar a processos depressivos, de abandono e de aceitação da condição de “ninguém”, mas também pode levar a mobilização e organização da minoria discriminada. Segundo ele refere o preconceito que provoca a invisibilidade estende-se a tudo o que está fora dos padrões de vida das classes hierarquicamente superiores. Muitos são os indivíduos que sofrem com a invisibilidade social, como por exemplo, profissionais do sexo, pedintes, toxicodependentes, trabalhadores pouco qualificados, portadores de necessidades especiais, pessoas com orientação sexual diferente, desempregados, reformados, pessoas que não estão adequadas aos padrões de beleza e etc...


Como se podem alterar os valores dominantes na construção da identidade e singularidade de cada pessoa? Como é possível ultrapassar a invisibilidade de alguns grupos? A incapacidade da escola de estimular situações de igualdade que colaborem com a melhoria das condições de vida dos ciganos, analisando-se conteúdo e grau de êxito das políticas educacionais, bem como a implementação destas políticas pelos agentes escolares e sua aceitação no dia-a-dia da instituição. Fundamentalmente, o que está em discussão são dois temas interligados: a diversidade cultural na escola e os processos de desigualdade social. Assim, se por um lado é inegável que a escola é um palco de convivência entre diferentes, por outro, as políticas educacionais e as práticas dos agentes responsáveis por levar adiante o trabalho pedagógico dentro das instituições possuem um viés “monocultural” que, ao desconsiderar as especificidades culturais, termina por colocar por terra a ideia (genérica) de que a escola possa ser um instrumento de diminuição da desigualdade social. Para possibilitar a compreensão a respeito do caso analisado, na secção seguinte, algumas informações sobre a situação dos ciganos na Espanha e de seu processo de escolarização. Esta apresentação será feita de forma sintética, dado já haver discutido tais questões. Há elementos sobre as perspectivas que tal grupo étnico tem em relação à escola, o que se justifica em virtude do pouco conhecimento existente a respeito.

A escola e a diversidade cultural dos grupos ciganos Costuma-se dizer que os ciganos tomam da escola apenas aquela bagagem que lhes permite continuar vivendo como ciganos: que querem ter um domínio mínimo da leitura, da escrita e do cálculo. Por outro lado, ante a marginalidade social e fracasso escolar deste povo, argumenta-se que o fracasso reflecte a falta de igualdade de oportunidades que os atingem de forma global.


Deficientes Invisibilidade Social/Velhice È uma realidade que existem muitos idosos no nosso País, mas será que os nossos olhos os vêem? Será que nos preocupamos com eles? Simplesmente sabemos que existem, pois é o que diz a estatística! A verdade é que são invisíveis na sociedade, muitos estão na rua, não têm família, passam fome entre outras situações. Muitos são insultados, provocados, roubados, porque é um alvo fácil. E o nosso País? Onde está para defendê-los? É necessário criar condições dignas para estas pessoas que outrora foram pessoas produtivas para o País… Não há lares e os poucos que existem, ou não são acessíveis a todos os bolsos ou estão ilegais e sem condições, nestes, então, são humilhados, deixados ao acaso à espera que a morte chegue! Pior ainda, são abandonados em hospitais pelas próprias famílias em alturas festivas como o Natal e Fim de Ano. Á que abrir os olhos, mas bem abertos, porque muitos destes idosos ainda têm muitas capacidades, precisam de quem os oiça, pois têm muito para ensinar. Os olhos devem ser abertos logo cedo, em criança, para que haja respeito, compreensão para que não cometam os mesmos erros de hoje.

Empirismoi léxico ou social ?? É incrível como tamanha responsabilidade acomete ii uma parcela de jovens, que prematuramente, passam a admitir em seu comportamento rotineiro, atitudes, pensamentos que nunca esperaram ter. Sabe o que simplesmente dá significado a isso??..existe uma palavra que resume bem isso, ainda que seja na sua forma literal: Diferença .


Não vamos aqui, explicitar o nosso ponto de vista social acerca dessa realidade que existe e que também fazemos parte e, também não vamos expor frágil no conhecimento e a compreensão dessa palavra no seu sentido filosófico, sociológico, constitucional tendo em vista que não tenho grandes referências textuais, mas irmos esboçar uma linha de raciocínio, um condicionamento que devemos passar a ter diante a tudo que atribuímos aos fatos, a observação. Na etimologia da palavra: diferença, do latim, differentĭa significa: 1. qualidade de diferente; 2. falta de semelhança ou igualdade; dessemelhança; dissimilitude; 3. Alteração, modificação; 4. Desproporção, excesso de um valor sobre o outro. É estranho porque são essas atribuições da palavra, dentre as inúmeras que existem no Aurélio ou nos mais renomados dicionários da língua portuguesa que levamos para a nossa vida, utilizando de justificativa para os nossos atos - uma condição pessimista, inerte no tempo e na realidade, mas, senhores e senhoras, já não é hora de levarmos essas atribuições para o seu sentido mais amplo, e o mais abrangente?! Não sejamos estúpidos em ser fidedigno na padronização dos conceitos e formas pré-concebidas pela sociedade atual!

Différance, em francês termo homófono à palavra "différence", faz um jogo com o fato de que a palavra francesa différer pode significar tanto postergar adiar quanto diferir. E o que isso vêm a trazer-nos de esperançoso?.. Simplesmente que a compreensão de um fato, deve ser levada a uma análise seja ela de caráter lexical ou social, pois assim como tais jovens possuem diferenças sociais que sobressaem em algumas circunstâncias, eles não excluem a possibilidade de mudança. A realidade não exime as infinitas possibilidades que existem e coexistem para a mutablidade da mesma, a raiz de uma palavra, a raiz de um acontecimento tem como causa a sua condição existêncial e, temporal .Portanto, pensem, reflitam, analisem..isso não dói, apenas constrói e fortifica o que chamamos de variáveis.


“Nós não acreditamos em caridade. Nós acreditoamos em solidariedade. Caridade é vista de uma foma vertical: vai de cima para baixo. Solidariedade já é vista na horizontal: respeita a outra pessoa e aprende com o outro um equilibrio . Não vamos esqueçer, que nós, temos muito que aprender com as outras pessoas”.

Webgrafia http://narbengewebe.blogspot.pt/2011/03/empirismo-lexico-ou-social.html http://tecsefa.blogspot.pt/2009/01/invisibilidade-social-mendigos.html

ii

Na filosofia, Empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais) formadoras das ideias, discordando, portanto, da noção de ideias inatas. O empirismo é descrito-caracterizado pelo conhecimento científico, a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das ideias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados; pela relação de causa -efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento; pela concepção da razão que não vê diferença entre o espírito e extensão, como propõe o Racionalismo e ainda pela matemática como linguagem que afirma a inexistência de hipóteses.Na ciência, o empirismo é normalmente utilizado quando falamos no método científico tradicional (que é originário do empirismo filosófico), o qual defende que as teorias científicas devem ser baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou da fé, como lhe foi passado. O termo tem uma etimologia dupla. A palavra latina experientia, de onde deriva a palavra "experiência", é originária da expressão grega εμπειρισμός. Por outro lado, deriva-se também de um uso mais específico da palavra empírico, relativo aos médicos cuja habilidade derive da experiência prática e não da instrução da teoria.


cp4