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VOZ DA VIZINHANÇA facebook.com/VizinhancaNaCalcada

Ano II - Número 06 - Julho / Agosto 2017

Meu pai é O cara Páginas 4 e 5


Editorial

Temos recebido mais vezes a Operação Sossego na Cidade Baixa, a Smic tem marcado presença, beneficiando o bom empresário e punindo quem atua contra a lei. Com efetivo reforçado do interior, há mais policias militares nas ruas e no entorno do Parque da Redenção, além do auxílio da Guarda Municipal.

A gente faz:

A comunidade atendida pelo 9º BPM homenageou os soldados que se destacam no serviço ao cidadão e os comandantes que foram transferidos de área. Os soldados aqui presenteados representam todos os que tão bem atendem à nossa região e batalham diariamente - numa luta desigual - contra o crime! Nossa gratidão!

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Josè do Patrocínio. Encaminhamos ainda projeto e ofício solicitando reparos e melhorias na Praça Garibaldi e no cachorródromo do Tesourinha. Venha fazer parte destes trabalhos. Juntos podemos, sim, transformar a nossa na melhor região para se viver, se morar e se divertir.

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Carla Santos

A soldado Graziele Pinheiro Machado foi a homenageada da comunidade atendida pela 3ª Cia do 9º BPM, por sua gentileza, pronto-atendimento, responsabilidade em serviço. “A Sd. Grazi nos inspira confiança”, afirma Izaura Campos, que fez as honras da entrega do guarda-chuva da Vizinhança na Calçada.

TC Marcus Vinicius recebeu, da presidente da Associação do Centro Histórico, Ana Maria Engers Lenz, o troféu Vizinhança na Calçada pelos serviços prestados no comando do 9º BPM; no gabinete do comandante-geral da BM, Cel. Andreis.

Rafael da Silva Silveira/BM

João Mattos

Ex-comandante da 2ª Cia do 9º BPM, capitão Djan Fagundes recebeu, da Maria Clara, o troféu Vizinhança na Calçada pelos excelentes serviços prestados à comunidade.

Aos poucos, vamos progredindo no sentido de ter mais segurança. No entanto, ainda há bastante chão pela frente. O projeto da Horta da Vizinhança foi levado à SME e ao CRIP-Centro; também mantivemos contato com grupo do Centro Histórico que está pleiteando espaço para horta na avenida

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9º BPM é reformado Os alojamentos do 9º BPM foram reformados com apoio de empresários locais. A responsável pela remodelação da área do banheiro feminino foi a empresária Elaine Deboni, diretora institucional do Pop Center. “É muito relevante que as mulheres da Brigada Militar percebam a importância que damos a todas elas”, ressalta. Este foi o motivador para que a empreendedora bancasse a reforma tanto do banheiro feminino, quanto a instalação de 2

VOZ DA VIZINHANÇA

espelhos grandes. As servidoras que ali trabalham são heroínas, afirma ela. “Quando estiverem fardadas e se olharem no espelho, verão a forte profissional que está saindo para manter a ordem nas nossas ruas.” Elaine diz que sua esperança é de que, cada uma delas, esteja em segurança e que sejam o mais corretas possível. Deseja, ainda, que as mulheres brigadianas tomem posse do poder que lhes é concedido juntamente com a farda.

Edição de fotografia: João Mattos (51) 99137-1744 Projeto Gráfico e Editoração Alex Santos (51) 99941-1122 Gráfica: Multi Criatividade em Impressão Grupo Sinos Publicação: Vizinhança na Calçada Tiragem: 10 mil exemplares

Júlia Rezende entregou o guarda-chuva da Vizinhança na Calçada ao Soldado Rafael Luiz Piazzer Cezarotto por ter se destacado no atendimento à comunidade na 2ª CIA.

João Mattos

Chegamos à sexta edição do Voz da Vizinhança, comemorando um ano de jornal. Parabéns à comunidade, aos empresários que apoiaram cada edição, à equipe, que trabalha com afinco para trazer, cada vez mais qualidade ao nosso leitor. Grandes mudanças já são visíveis nestes 12 meses em nossa região.

Edição e jornalista responsável: Carla Santos - (51) 98442-7727 Reg. Prof.: 8292/96

João Mattos

Jornal completa um ano

Expediente

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Evento reúne vizinhos na Olavo Em maio, houve mais uma edição do evento Vizinhança na Calçada, na rua Olavo Bilac. Dentre as atrações, dança portuguesa do Rancho Folclórico da Casa de Portugal, corpo de baile do Ballet Redenção, banda de rock Double Way, canil do BOE, DJ, cavalos do

RPMon, cama elástica, ônibus Brincalhão, com diversos jogos, brincadeiras e bolhas gigantes de sabão. A comunidade reuniu-se para diversões, lanche coletivo e troca de ideias. E foram muitas, das quais, algumas já estamos colocando em prática.

Centro de Convivência para Idosos

Segunda a sexta: 08:00 às 19:00 Sábado: 08:00 às 17:00

Fone: 99696-4080 / 3012-6200

Endereço: Av. Venâncio Aires, 300 Cidade Baixa Telefone:3085-6107 - Whats 99748-5959

VOZ DA VIZINHANÇA

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João Mattos

Na dose certa: afeto e limites

Lucas e Fernanda dividem todas as tarefas com o Mathias e preocupam-se em dar disciplina e carinho ao bebê

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VOZ DA VIZINHANÇA

e estresses do cotidiano, eu sei que posso abraçar minha esposa, meu marido, meus amigos, tenho alguém com quem posso compartilhar minhas dores. É receber um carinho, um alento, o que torna a vida menos pesada.” Segundo Mohr, é muito importante que a pessoa tenha isso no seu desenvolvimento. Entretanto o contraponto também é fundamental: a disciplina. Sem ela, o ser humano não se organiza para atingir objetivos e metas. “O filho pode se tornar uma pessoa frustrada, egoísta, dependente, aquele adulto que não sai ou demora a sair da casa dos pais.”

Deveria existir mais pais como o Lucas!” Fernanda Nunes

É com o olho nos dois pratos dessa balança que o médico veterinário, clínico geral e cirurgião Lucas Brentano procura educar o Mathias, de 1 ano, juntamente com a esposa, também médica veterinária especializada em felinos, Fernanda Vianna Nunes. “Limite é difícil, mas bem necessário. Faz parte

do processo de educação.” Ele reforça a importância de se criar alguém para conviver bem com os outros. Para Lucas, a hora difícil de ter um filho é quando a doença bate à porta. “A gente fica mal, é uma dor psicológica grande.” Já a melhor parte, ele pontua: “Os passeios, brincar junto, deitar juntos é gostoso, dividir momentos. Então, a melhor parte é tudo”, completa, emocionado. Fernanda afirma que Lucas é o tipo de pai que todos deveriam ser. “Criamos e educamos juntos, da forma mais harmônica que conseguimos.” Em relação às tarefas, ele cozinha, dá “papá”, faz dormir, vai no médico, no hospital, leva para fazer vacina, troca fralda, brinca, cuida. “A gente reveza em absolutamente tudo.” Ela conta que Lucas educa junto. “Faz as regras, impõe limites.” Para Fernanda, a educação que se passa para um filho é feita através de exemplos. “E Lucas é muito bacana nesse sentido. Tem bom caráter, é um cara do bem”, finaliza.

Presença constante

Nicole Baez Fedatto, 21 anos, é a filha do meio do corretor imobiliário Neri Fedatto, que tem mais um casal de filhos. Ela mora na casa do pai, onde o irmão mais velho, Iago, já reside há dois anos. Aos finais de semana, Nicole visita a mãe. “Ela sempre foi mais rígida na nossa criação. Os dois se completa-

vam. Como a gente via o pai aos finais de semana, ele era mais liberal, deixava a gente fazer de tudo. E faz muito pela gente: cozinha, lava a louça.” Ela vê o pai como um homem batalhador, guerreiro. Neri, que também é pai da Pietra, de 9 anos, conta que sempre gostou de crianças e que ama estar com os filhos sempre que possível. João Mattos

Não basta ser pai, tem de participar! O ditado popular nunca esteve tão moderno quanto agora. É preciso ser muito esforçado para dar conta do recado. Com famílias cada vez mais reduzidas, muitos homens estão participativos da formação dos filhos. O sonho da maioria deles é criar adultos capazes e felizes. Mas, na ânsia de diminuir o sofrimento, a infelicidade, muitos acabam criando filhos mimados e insuportáveis. Sabe aquelas crianças que dá arrepios só de saber que vêm nos visitar? Acabam transformando-se em adultos insolentes, desrespeitosos e egoístas. Então, qual o meio termo? É possível dar carinho e dizer não ao mesmo tempo? Sim, é possível! Garante o psicólogo Rafael Mohr, explicando que a personalidade do ser humano deve se desenvolver dentro de dois pilares: afeto e disciplina. O afeto seria a gente saber que há pessoas a quem pode recorrer para regular o estado emocional. “Frente a adversidades da vida, problemas


É preciso equilibrar o afeto e a disciplina se os pais querem ajudar a formar pessoas felizes. O papel do pai é muito importante, porque ele introjeta questões de ordem e lei na criança. Às vezes, esse papel paterno, pode ser desempenhado por uma mulher. Mas alguém deve desempenhá-lo, sendo visto em todas as instâncias e pessoas que nos fazem temer a autoridade. A constatação é do psicólogo Rafael Mohr, para quem o próprio Sistema Jurídico seria uma metáfora dessa fugura paternal. “Nós respeitamos a lei e a ordem por causa de um medo que é introjetado no início das nossas vidas por essa metáfora de pai, por alguém

que detem o poder e a quem a gente deve prestar respeito.” Geralmente, a figura do pai acaba ficando associada à ideia de autoridade. O psicólogo explica que, se uma criança não desenvolve o aspecto de disciplina e medo pela autoridade, vai gerar uma problemática na sociedade, no futuro. “Falhas graves na introjeção de lei e ordem na mente de um indivíduo vão levá-lo a ter problemas com Sistema Jurídico, podendo desenvolver psicopatias ou uma personalidade extremamente egoísta, que pensa mais em si do que nos outros.” Mohr afirma que ser pai é entender que, muitas vezes, alguém precisa fazer o trabalho sujo. “É

saber que tem de realizar algo de que o filho pode não gostar, no curto prazo, mas pelo qual será eternamente grato no futuro.” Segundo ele, é importante dar um castigo e ser exigente para a realização de uma tarefa, por exemplo, na medida certa. De acordo com Mohr, ser pai é tornar-se um pilar importante na construção da personalidade de um indivíduo e ensinar a se relacionar com o universo masculino oferecendo carinho, proteção, orientação e amparo. “É ter em mente que será uma figura modeladora para o filho ou filha, para as futuras relações dele com figuras masculinas”, explica o psicólogo.

João Mattos

Equilíbrio para formar pessoas felizes

João Mattos

Dom aproveitado Separado há três anos, Marcello Alves da Silva, 43, mora com os filhos Cauê Aguiar da Silva, 10 anos, e Isis Aguiar da Silva, 8 anos, que são resultado de anos do sonho de se tornar pai. Ele conheceu a mãe das crianças quando começou a morar na Cidade Baixa e diz que ficou “bobo” ao receber as notícias da gravidez de cada um.

você e que você é o espelho dele faz com que mude muita coisa na sua vida!” Para Marcello, ser pai é mágico. “É um dom que Deus deu para muitos, mas poucos sabem aproveitá-lo. Eu sou tudo pelos meus filhos e não sou ninguém sem os dois.” Ele também vê muita importância em se impor limites para as crianças. Assim como eles têm momentos de carinho, há os castigos, quando algo é feito errado. Isis confirma: “Meu pai é ‘agitante’, faz bolo de chocolate, cuida da gente, dá amor, é amigável, mas, quando a gente faz o que não deve, ele deixa a gente sem TV e sem videogame.”

Você é um pai muito bom. Te amo! Isis Aguiar da Silva

Golpe de sorte na vida No Facebook, encontramos este amoroso depoimento do jornalista Alexandre Elmi sobre a sorte de ser pai. “- A Alice tem sorte! - Sorte da Alice? Que nada! Sorte temos nós por ela estar na nossa vida. Os filhos é que são sempre um golpe de sorte na vida dos pais. Mesmo que tragam desilusões futuras, são fatos absolutamente originais e aleatórios, que nos atravessam para transformar tudo por dentro e em volta. Sorte tivemos nós porque foi rara a conjunção de fatores que nos levou à Alice. Não sei se seria possível calcular as chan-

ces matemáticas de chegarmos especificamente a ela, levando em conta o número de bebês que nascem, o de famílias biológicas que se desestruturam, o de casais adotivos que esperam, o de movimentos imprevisíveis, esporádicos e surpreendentes da Justiça. Talvez seja mais fácil ganhar na Mega-Sena... Nós ganhamos Alice nesta loteria deliciosa que é a vida. Tivemos sorte milionária, pode-se dizer. Filhos biológicos também são um golpe de sorte na vida dos pais, é claro. Nascem a partir de uma combinação genética e aleatória de células. São únicos e singulares

nesta composição originária da concepção. Chegam como vencedores de uma corrida maluca pela sobrevivência. Os adotivos são ainda mais lotéricos apenas porque há uma nova rodada de destino espalhando eles pelo mundo depois de virem à luz e iniciarem suas caminhadas. É como se a roleta da vida girasse mais de uma vez, sabe? Na verdade, nestas histórias de paternidade e maternidade, o que parece ficar nítido é que a sorte está distribuída generosamente, em todas direções e sentidos. Os filhos com a sorte da vida, do cuidado, das descobertas, do alinhamento

Cauê ressalta que o pai é carinhoso, legal, dá abraços, é bonito e legal. Ao descrever como um pai deve ser, o menino de 10 anos dá lição em muito adulto: “É aquela pessoa que consola, ajuda nos momentos difíceis, dá carinho, educa e se diverte com você!” Mesmo sendo entrevistados separadamente, os dois irmãos concordam que uma das maiores qualidades do Marcello é dar atenção a eles.

Arquivo Pessoal

Ele afirma que tudo o que faz hoje é pensado nas crianças primeiro. “Saber que tem um ser vivo que depende totalmente de

“Muito obrigado por você ser meu pai. Por ser esse pai tão amoroso, dedicado e brincalhão que nós temos.” Cauê Aguiar da Silva

Jornalistas Alexandre Elmi e Ana Fritsch com Alice e Giancarlo

único que vai gerar a família e o contexto no qual irão se desenvolver. Os pais, todos, biológicos ou adotivos, simplesmente pais, com a ventura de viver o enorme aprendizado de sair de si

para encontrar o amor de filho. - A Alice tem sorte! Tem, e nós também. No meu caso, que ainda tenho a sorte do Gianluca, a vida me parece ainda mais generosa.” VOZ DA VIZINHANÇA

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Projetos de hortas coletivas recebem apoio Moradores, empresários e trabalhadores se unem por horta da vizinhança a fim de ocupar espaços com atividades positivas, integrar a comunidade, produzir alimentos livres de agrotóxicos, além de trabalhar a questão da meritocracia: quem trabalha nos espaços tem direito à parte da produção da horta. Gostou da ideia? A gente se apaixonou por ela. A Vizinhança na Calçada está buscando espaço, hoje não utilizado, na área do Ginásio

Municipal Tesourinha. Esteve em reunião com o diretor da SME (Secretaria Municipal do Esporte), Gui Paradeda, solicitando a liberação da área. O objetivo é produzir verduras, legumes e frutos com vizinhos, adolescentes atendidos no próprio Ginásio e alunos da Escola Municipal de Educação Infantil Jardim de Praça Cantinho Amigo. Ligue para o 156 e registre seu apoio. Até agora, não obtivemos resposta deste pedido.

Já a Associação das Hortas Coletivas do Centro Histórico está pleiteando o terreno desocupado no início da Avenida José do Patrocínio. A ideia é transformar o terreno baldio na maior horta urbana do centro da capital dos gaúchos. Para conhecer o projeto e apoiá-lo, basta entrar no link https://www.hortaurbana.minhaportoalegre.org.br/ e dar seu voto. Participe! Os dois projetos podem se juntar e virar um só. É uma boa alternativa.

Para apoiar o projeto, entre no link https://www.hortaurbana.minhaportoalegre.org.br/

Por melhorias no cachorródromo Usuários do espaço destinado a passeio de cães, no Ginásio Municipal Tesourinha, o cachorródromo, solicitam melhorias. Não querem nada de presente, não! Estão dispostos a ajudar com os custos, comprar torneira, canos, lâmpadas e sensores de presença. Tudo para tornar o local mais seguro e agradável a quem o frequenta. A prefeitura entraria com o espaço e mão de obra.

Projeto foi encaminhado ao CRIP-Centro e à SME, visto que é a responsável pela área do Ginásio. Até o fechamento desta edição, não houve retorno, infelizmente. Todos querem fazer parte da mudança desta região, mas também necessitam de autorizações e apoio dos órgãos municiais. Torcemos para que, até a próxima edição, tenhamos notícia positiva para dar sobre este tema.

Está funcionando ou deixa a desejar? A partir desta edição, vamos mostrar os serviços que têm dado um bom retorno ao cidadão e os que têm muito a melhorar.

Deu certo:

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Patrique solicitou retirada de árvore que caiu em cima de fios de alta tensão na rua Olavo Bilac e foi atendido horas depois. Equipes da CEEE, Smam, Serviços Urbanos e do CRIP-Centro foram mobilizadas.

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Márcia manda foto da rua Sebastiao Leão, para onde solicitou lâmpadas no canteiro e no poste da calçada. Foram colocadas em seguida.

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Não deu retorno ou demorou:

Carla manda foto da rua Olavo Bilac, para onde ela e outros vizinhos solicitaram conserto ou troca da lâmpada do poste que acendia esporadicamente. A solicitação levou mais de 40 dias para ser atendida.

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Amava, AACB e Vizinhança na Calçada encaminharam ofício solicitando melhorias na Praça Garibaidi – iluminação, cachorródromo, estacionamento no entorno, reforma do calçamento, estudo de árvores com risco de queda

e reforma da pracinha. Indicamos uma empresa que se prontificou a apadrinhar a praça. Encaminhado à EPTC, Prefeitura, Car-Centro em junho de 2016, o pedido está até agora sem retorno. A exeção foi a Smam, que

repôs todas as lâmpadas queimadas no mesmo dia em que recebeu o ofício. Voltamos a encaminhar à Secretaria de Serviços Urbanos, em abril deste ano, e ao CRIP-Centro, em junho, mas ainda sem resposta efetiva.

Você tem elogio ou puxão de orelha aos prestadores de serviços públicos? Mande para a gente um pequeno texto com o problema, protocolo, se houve ou não solução do mesmo e uma foto. 6

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Integração entre governo e comunidade O CAR-Centro mudou não somente de nome, mas de localização. Agora, na Casa dos Conselhos (avenida João Pessoa, 1.110), passa a se chamar CRIP-Centro (Centro de Relações Institucionais e Participativas), que, na prática, otimiza serviços e contato da comunidade com órgãos e secretarias municipais. Carlos D’Ávila ou Kaká, o coordenador, vem da iniciativa privada, onde trabalhava com metas pré-estabelecidas. “Quero trazer essa proposta para cá. E gosto de trabalhar com sistema motivacional.” Ele afirma que qualquer cidadão dos bairros atendidos pelo CRIP-Centro (ver foto) pode solicitar melhorias, serviços, dar encaminhamentos a projetos, documentação e denúncias através do órgão municipal. O ideal é que a pessoa solicite o serviço, por exemplo, troca de lâmpada, conserto de cano de água que vaza na calçada, poda de árvore, através do

telefone 156. “Mas a Casa está aberta para receber o cidadão e agilizar os atendimentos, na medida do possível.” Problema muito debatido, mas sem solução até o momento, as pessoas em situação de rua, cujo número aumentou substancialmente nos últimos anos, vai receber atenção do novo gestor. “Quero trabalhar, junto com a comunidade, na busca de uma solução para essa triste realidade. É preciso mudar o pensamento de somente doar um prato de comida ou agasalho.” Ele, que já participou de ONGs que arrecadavam alimentos e roupas para indigentes, hoje vê que é preciso encontrar uma solução permanente para que essas pessoas reencontrem a sua dignidade. O coordenador oferece espaço na Casa dos Conselhos para reuniões, debates e busca de melhorias para a região. A quem gosta e pode ajudar, Kaká reforça que o CRIP está aberto a trabalho voluntário.

Bairros atendidos pelo CRIP-Centro Auxiliadora Azenha Bela Vista Bom Fim Centro Histórico Cidade Baixa Farroupilha Floresta Independência Jardim Botânico Marcílio Dias Menino Deus Moinhos de Vento Mont’Serrat Petrópolis Praia de Belas Rio Branco Santa Cecília Santana

Home office e os condomínios residenciais

Em tempos de economia criativa (as pessoas precisam se reinventar na ausência de empregos formais) e de um mercado de trabalho competitivo, muitos profissionais optam por trabalhar em home office. Mas, e o condomínio, como fica? Você adquire um apartamento em um tranquilo e seguro prédio residencial e, de repente, vê-se dividindo o elevador com desconhecidos, pacotes de mercadorias e motoboys. Como lidar? De acordo com o Código Civil, art. 1335, II e 1336 IV,

não é permitida a instalação de escritórios ou comércios em prédios estritamente residenciais. Já o art. 1336, do mesmo código, prevê que é dever do condômino dar à

Um prédio residencial tem elevadores e portões pensados para um determinado fluxo de pessoas. Um prédio comercial tem esta dimensão aumentada.

A atividade profissional não pode atrapalhar a rotina do prédio, colocar em risco os demais moradores ou sobrecarregar instalações e pessoal. Diretora de Condomínios da Imobiliária Bento Azevedo

edificação a destinação a que se previu. Quando um empreendimento é concebido, os arquitetos planejam as áreas privativas, comuns e de acesso para que o prédio funcione da melhor forma possível.

Assim também é a previsão orçamentária do condomínio: a sobrecarga dos elevadores, o aumento no consumo de luz, o zelador que vira recepcionista (olha a reclamatória aí). Tudo faz com que se acarrete aumento

na despesa suportada por todos. Fazer redução de custos instalando a empresa em casa não pode ser sinônimo de dividir o custo operacional com os vizinhos! O que deve ser observado é que a atividade profissional não atrapalhe a rotina do prédio, não coloque em risco os demais moradores e não sobrecarregue o funcionamento das instalações e de pessoal. Além disso, a atividade profissional deve ser secundária

à da moradia, isto é, a residência deve ser a destinação principal da unidade. As atividades normalmente toleradas no dia a dia são: aulas particulares, escritores, trabalhos intelectuais no geral. Novamente, atenção quando a aula particular for de música: tratamento acústico é fundamental.Viver em condomínio é pensar no coletivo! Anne Lyse Geyer de Oliveira.

Um jeito mais moderno e humano de cuidar da sua vida ��a�ceira. Junte-se a nós!

Agência Alberto Bins Av. Alberto Bins, 603 Fone: 51-3212.3232

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João Mattos

Veia artística da Cidade Baixa

Edu Poerner lançou seu livro em junho, em Porto Alegre

O artista plástico, cineasta e escritor de 45 anos, Edu Poerner, lança o curta-metragem Renascido das Cinzas, que está percorrendo festivais de cinema nacionais e internacionais desde junho. Com os atores protagonistas, Adriane Azevedo, João França, Marlise Damin; e Paulo Zulu como convidado, além das participações especiais de Cris Pereira, Rafael Guerra, Vera da Luz, Jeffie Lopes, Caio Alves Pereira, foi totalmente filmado em Porto Alegre. A tragicomédia é cheia de efeitos visuais como cartoon e

foto-animação e conta a história de um artista plástico e suas dificuldades, um olhar artístico e lírico, mostrando que a busca do amor pode ser insana e até causar alucinações. Também dele, foi lançado, em junho, o livro Os Diálogos de um Homem Só, pela editora Multifoco. Prefaciado pelo psicanalista Jefferson Costa: “Percorri o texto do livro do Edu Poerner, como leitor leigo, senti muita honra e orgulho para comentar o seu magnífico trabalho. Busquei conhecer a sua trajetória e acompanhei sua garra e tenacidade para chegar

aonde deseja.” Edu ainda lançará mais dois livros neste ano. “No dia 4 de agosto, às 19h30min, no Palácio Cruz e Souza, em Florianópolis, participarei do leilão de obras de arte, com a pintura surrealista titulada Dormindo nos Braços de Morfeu.” A renda do evento será revertida para a Casa de Apoio Vovó Gertrudes, que atende crianças com câncer do Hospital Infantil João Gusmão. “A minha maior satisfação foi esse convite. O mundo anda doente, a humanidade está mais desumana, o altruísmo anda esquecido”, destaca.

Walquíria Cardona dos Santos, do alto de sua experiência de 81 anos, fala sobre o amor pela arte e pelo marido, Pedro Pila, falecido há 19 anos. Dentre as inúmeras telas, feitas em alto relevo se destacam. “Desde criança, adorava desenhar. As minhas amigas já escreviam e eu era analfabeta ainda, então, desenhava para contar as experiências”, recorda com orgulho e carinho. Ela enveredou pelo caminho da sua paixão e formou-se em Belas Artes, na primeira

turma da Feevale. “Fui professora de Educação Artística no Colégio Leopolda Barnewitz e no Julio de Castilhos. Aos 52 anos, casou-se. “E foram 10 anos de muita felicidade, até que ele, infelizmente, faleceu.” Walquíria, então, entregou-se totalmente ao seu primeiro amor: a arte. Hoje, impossibitada de pintar com tinta, por causa de alergias, utiliza técinicas com lápis. E conseguiu eternizar seu grande amor, Pedro, em uma tela (veja na foto ao lado).

Associação é formada Vizinhos reuniram-se para oficializar a Associação Vizinhança na Calçada, criando o seu estatuto para encaminhar ao registro em cartório. O

encontro aconteceu no início de junho, quando também foi definida a diretoria. A sede da associação ficou estabelecida na rua Olavo Bilac.

João Mattos

Grande paixão pelo desenho desde a infância

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