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número

16

anta Suzana Boletim da paróquia

Evangelização nas ruas

03

Cáritas em Ação

04

Corpus Christi

07

mai.jun. | 2013

palavra do pároco

Queridos irmãos, E

m abril último, tivemos a 51ª Assembleia dos Bispos do Brasil, em Aparecida, São Paulo. Ali, o tema central foi “Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”. Os bispos tiveram oportunidade de refletir sobre os novos rumos da vida paroquial, encetados pelo Documento de Aparecida aprovado pelo Papa Bento XVI em julho de 2007. A paróquia, como tal, não pode ser mais concebida como um lugar onde os fiéis apenas acorrem para participar das missas e buscar os sacramentos. Não! Hoje, diante dos problemas da cultura moderna onde o individualismo, a fragmentação, o descompromisso com a Vida, entre outros, todos nós cristãos e homens de boa vontade somos chamados a propor uma nova visão de vida paroquial. A paróquia deve ser “o lugar privilegiado para realizar uma experiência concreta com Jesus Cristo Ressuscitado”, “um lugar autêntico de escola da fé, da oração, dos valores e costumes cristãos”, como dizia Dom Raymundo Damasceno, Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB –, no encerramento da referida Assembleia. Nesse sentido, somos chamados a compreender que em nossa

Paróquia só poderemos dar uma resposta concreta se mudarmos nossa consciência de cristãos, se de fato nos convertermos a Jesus Cristo, “Caminho, Verdade e Vida” (Jo 14,6), por meio principalmente de uma paróquia composta de pequenas comunidades que possam viver o Amor na dimensão da Cruz de Cristo, isto é, na doação de nós próprios aos irmãos e irmãs, pois foi assim que disse Jesus: “Dou-vos um mandamento novo: que vos ameis uns aos outros. Como eu vos amei, amai-vos também uns aos outros. Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos...” (Jo 13,34-35a). Outra forma de respondermos aos desafios atuais é testemunhas do amor de Deus. Outro sinal pode ser expresso por meio de um compromisso concreto e generoso com a construção de nossa Igreja Matriz e Centro de Pastoral. São Tiago já dizia que nossa fé tem que concordar com nossas obras (cf. Tg 2,14-17) para obter a salvação! Que cada um possa assumir sua parte na aquisição do metro quadrado... ou no dizer de São Paulo: “Cada um dê como dispôs em seu coração, sem pena nem constrangimento, pois Deus ama a quem dá com alegria. Deus pode cumular-vos de toda

“Tende em vós o mesmo sentimento de Cristo Jesus.” (Fil 2,5)

espécie de graças, para que tenhais sempre e em tudo o necessário e vos fique algo de excedente para toda obra boa.” (2Cor 9,7-9). No mês de maio, mês mariano por excelência, meditamos de forma particular a figura de Maria, Mãe de Jesus, como modelo de discípula e eficaz intercessora... Nossas mães foram lembradas com carinho e gratidão pelo modo como cada uma delas dão ou deram suas vidas aos esposos e filhos. No mês celebramos também a terceira festa mais importante da nossa fé: Pentecostes, isto é, a vinda do Espírito Santo sobre todos os batizados, sobre todos nós. Obra do Espírito Santo foi o engajamento dos discípulos na obra de evangelização, ou seja, o anúncio da Boa Notícia, a proclamação de Jesus Cristo Ressuscitado! Que Ele aumente em nós o ardor para sermos proclamadores das maravilhas do Senhor! Agora, em junho, meditamos a fonte de misericórdia e compaixão: o Sagrado Coração de Jesus, cuja solenidade cairá no dia 7 de junho. Nesse dia estaremos rezando com a Igreja inteira pela santificação do clero. Jesus no seu Coração revela-nos por meio do seu Corpo e Sangue – Festa de Corpus Christi – seu infinito

amor por nós. Dom do Pai, na cruz ofereceu-se por todos, para que a salvação chegasse a toda humanidade. Dentro deste mês acontecerá também o XIII Encontro de Casais com Cristo, o famoso ECC. Momento sublime e especialíssimo dos casais terem uma experiên­cia de amor e reconstrução com o Senhor da Vida, o Mestre Jesus. Quantos casais já tiveram seus matrimônios restaurados e curados por Cristo! Aos jovens, apenas recomendo aquilo que já foi dito pelos últimos papas: Ânimo, sigam a Jesus Cristo, e Ele os ajudará a serem protagonistas de um mundo novo! A Jornada Mundial da Juventude está chegando! Aqui iremos acolher cerca de 250 jovens peregrinos provenientes dos EUA, Polônia, Ruanda e Croácia... Que, juntos, possamos fazer de nossa Paróquia uma verdadeira “Comunidade de comunidades”, onde o amor mútuo, originado da Cruz do Redentor, não seja apenas uma palavra vazia e leviana, mas uma ação concreta e convincente. Que Deus abençoe a todos no Coração de Jesus e Maria! Pe. Manoel Corrêa Viana Neto


Nosso

Futuro

Por que construir uma Igreja ?

Como estamos?

Colabore nessa obra: Seja um benfeitor e contribua para que o Complexo Paroquial saia do papel! Você pode solicitar o recebimento de boletos mensais na secretaria da Paróquia ou depositar valores na conta bancária: Paróquia de Santa Suzana - Banco Bradesco, agência 2861-4, conta corrente 10.300-4.

No momento, contamos com 18% do total necessário compromissado, significando apenas 440 metros de um total de 2.500 metros quadrados necessários para a construção do Centro de Pastoral, da casa paroquial e da Igreja Matriz. Até o dia 30 de abril, 150 paroquianos assinaram o Termo de Adesão, que deve ser entendido como um termo de compromisso com um valor financeiro possível, mensal, para que a Comissão de

“O zelo por tua casa me consome” (Jo 2,17)

Construção possa prever os valores disponíveis e, assim, assumir os gastos necessários

‘Bem-vindos à casa do Pai’. Quando ouvimos isso, no início da Celebração, sentimo-nos em casa, pois somos filhos. Às vezes também nos é dito que ‘estamos na casa de Deus’ e, por isso, precisamos nos comportar de modo diferenciado, com reverência e respeito ao Sagrado. Quando Jesus foi celebrar a última ceia, os discípulos quiseram saber onde seria. Então, ele orientou-os a procurar uma casa mobiliada e fazer ali os preparativos (cf. Mc 14,12). Os edifícios que chamamos igrejas “não são simples lugares de reunião, mas significam e manifestam a Igreja que vive nesse lugar, morada de Deus com os homens reconciliados e unidos em Cristo” (CIC Catecismo da Igreja Católica n°1180). A Igreja é casa de oração. É a casa do Pai, é nossa casa. Ao construir um templo, é preciso zelar para que ele seja apto para a celebração e participação ativa dos fiéis (cf. SC - Sacrosanctun Contilium - 124). O espaço celebrativo precisa ajudar a rezar. Para isso, é bom que seja aconchegante, agradável, limpo, organizado, de nobre simplicidade, de forma e cor sóbrias, sem excessos e que tudo seja, à medida do possível, de qualidade. O lugar onde celebramos precisa refletir harmonia, 02

para o andamento da obra. A

integridade e beleza autêntica. Deus quis se comunicar conosco por meio das coisas materiais. Quando fazemos uso dessas realidades nas ações sagradas, encontramos fundamento teológico na Encarnação (cf. CIC 1147). Nesse sentido, a atividade artística que exprime beleza e orienta para Deus nos oferece um “nobre serviço” (cf. SC 122). Nas igrejas, as artes são recursos valiosos e nobres, pois comunicam o Mistério de um modo único. Elas favorecem a contemplação e a harmonia “para que o mistério celebrado se imprima na memória do coração e se exprima depois na vida nova dos fiéis” (CIC 1162). Na celebração litúrgica, os pontos mais importantes são: o altar, o ambão e a cadeira do sacerdote. O altar é o centro da igreja, o lugar do sacrifício e a mesa à qual somos convidados. O ambão é o lugar digno da proclamação da Palavra de Deus. E a cadeira do sacerdote representa sua função de presidente da assembleia. O sacerdote que preside a Eucaristia é o sinal sacramental de Cristo Jesus que está presente e guia da oração. Então, façamos nossa a preocupação dos discípulos: onde vamos celebrar?

Campanha do Metro Quadrado foi criada para se estabelecer um valor financeiro mínimo para a obtenção do capital necessário. Entretanto, cada paroquiano deve se comprometer com o valor que pode oferecer mensalmente, ou seja, a adesão deve conter o numerário realista e que possa ser depositado mensalmente, pelo tempo que desejar. Em breve, iniciaremos outras modalidades para captação de recursos, com rifas, festas, sorteios e o que mais pudermos fazer em comunidade a fim de arrecadarmos valores para a construção de nossa Matriz. Nossa Paróquia, definitivamente colocou Deus à frente do projeto, o saco de cimento nas costas e, juntos, responderemos à pergunta dos discípulos: Onde vamos celebrar? Construamos, pois, o lugar!


Evangelização nas ruas Comunidade do Caminho Neocatecumenal leva catequese para praça

Conforme orientação do Papa Francisco, a Paróquia de Santa Suzana tem levado o Evangelho para as ruas. Durante cinco domingos consecutivos, de 7 de abril a 5 de maio, a primeira comunidade do Caminho Neocatecumenal da Paróquia promoveu encontros na praça José Maria (esquina da avenida Guilherme Dumont Villares com rua Prof. José Horácio Meireles Teixeira). Sempre às 10h30, cerca de 70 pessoas – entre paroquianos, irmãos das comunidades neocatecumenais e passantes – reuniramse por cerca de 1h30 para ouvir pregações Kerigmáticas, feitas por um dos catequistas da comunidade do Caminho. O grupo saía do salão da Imaculada, cantando salmos pelas ruas, até chegar à praça, onde acontecia a pregação num espaço previamente preparado, com sinais

como Ambão da Palavra, Cruz e Ícone da Virgem Maria. “O que se pretendeu com esses anúncios foi levar a Boa Nova do Evangelho e desmistificar a crença de que o cristianismo é uma religião moralista, retrógrada, cheia de ritualismos vazios e que acentuam a culpa pelo pecado. É justamente o contrário: a gratuidade do amor de Deus, que nos ama como somos”, destaca Roberto Amadeu, um dos catequistas da comunidade do Caminho Neocatecumenal. A cada domingo, de três a quatro pessoas que passavam pela praça paravam para acompanhar a catequese. “Alguns demonstraram interesse em saber mais sobre quem éramos. Somente o Senhor saberá se alguém foi tocado”, afirma Roberto.

III - Os calçados

GIRO pelas Pastorais

Nossos pés merecem atenção especial, principalmente, no que se refere ao conforto, à qualidade, a beleza e praticidade, pois são sinais importantes no visual da pessoa.

“Quando andarmos obedientes à palavra do Senhor, nossos pés não tropeçarão”. (Prov 3,23) Abaixo relacionamos algumas considerações: n Durante as celebrações religiosas, ficamos em pé algum tempo. Portanto, ainda em casa, ande com os sapatos novos, para certificar-se que eles não o incomodarão na igreja. n As mulheres devem observar a questão dos saltos, porque normalmente as igrejas têm escadarias, dificultando o acesso a quem os adota sapatos muito altos, sendo ainda extremamente cansativos. n Para os homens, o uso de sandálias de couro, tipo franciscana, é bem aceito. n Os tênis que são usados por todos, principalmente crianças pelo conforto e praticidade, é uma forte opção. n Evite sandálias tipo “prenderdedo”, como as de borracha, havaiana e também os chinelos esportivos ou de praia. n Cuidado com os saltos exagerados dos tamancos e sandálias das meninas que precisam fazer esforço para equilibrar-se sobre eles. n Por último, não devemos esquecer-nos da limpeza e higiene dos nossos calçados, pois além de nos deixar seguros com o visual, ajudam na conservação dos mesmos. Cabe aqui complementar sobre os saltos altos; a igreja é um lugar de oração e profunda reflexão e, para quem usa saltos altos, o barulho das passadas desconcentram pessoas que se encontram na sua mais íntima reflexão com Deus.

Fique atento: no próximo boletim falaremos sobre Gestos e Ruídos.

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Sonho de escalar Como parte do projeto Sonhar Acordado, cerca de 50 crianças de 6 a 12 anos passaram horas de muita diversão no espaço 90 Graus Escalada Esportiva, próximo do aeroporto de Congonhas. A grande atração do dia foi escalar! “As crianças ficaram maravilhadas com a oportunidade única de praticar este esporte radical. Foi um sonho realizado por todos”, afirma Ione Santoro, vicepresidente da Cáritas.

cáritas

em Ação

Via Sacra Na Quarta-feira Santa, dia 27 de março, a Cáritas Santa Suzana reviveu os passos da Paixão de Cristo. Pe. Jefferson dirigiu as orações e o Grupo de Oração Maria Nossa Mãe – que há anos realiza esta caminhada na Cáritas – uniu-se a crianças, jovens, educadores e funcionários para representar o povo que acompanhava Jesus rumo ao Calvário.

Amizade do Pe. Jefferson O relacionamento do Pe. Jefferson com os beneficiários está cada vez mais estreito. A presença dele na Cáritas é frequente: além de jogar pebolim e pingue-pongue ou conversar sobre assuntos diversos, o padre, sempre que possível, dá uma força à catequista Maria dos Anjos. A mais recente novidade é que agora ele celebra uma missa para o período da manhã, toda última quarta-feira do mês, e uma missa para o período da tarde, toda última sexta-feira.

Tapeçaria Maria de Lourdes Degani está desenvolvendo um lindo trabalho de tapeçaria com duas salas no período da tarde. Os adolescentes estão muito motivados e colocando toda a criatividade e capricho em seus trabalhos.

Ampliação do bazar O bazar da Cáritas será alvo de grande ampliação, tanto para atender à demanda de doações de roupas, calçados e utensílios, como para receber melhor o público, atraído por peças e roupas de excelente qualidade, com ótimos preços. Em breve, o bazar estará localizado na parte da frente da Cáritas, ao lado da quadra, em área de mais fácil acesso de carro, para conforto de doadores e consumidores. Sueli, Nair, Carol e Nilce esperam por vocês!

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Foco no futuro

Dentro do projeto Preparando para o Futuro, 35 adolescentes de 13 a 15 anos participam de encontros para discutir temas que podem ajudá-los a planejar sua vida, como o poder da educação na ascensão social, mercado de trabalho, profissões e cidadania. Os monitores pertencem ao projeto Sonhar Acordado e se empenham para que esses adolescentes idealizem seus projetos de vida.

Bazar do Bem Possível

Projeto Cavalo Mágico

Realizado no Clube Pinheiros, em 12, 13 e 14 de abril, o Bazar do Bem Possível incluiu peças de artesanato, criadas nas oficinas da Cáritas. Neusa, Verenice e Vitória estiveram expondo e vendendo almofadinhas, pesos de porta, bolsinhas e bijouterias, entre outras peças.

Novas Parcerias A Clínica Mediação, localizada na rua Três Irmãos, 201, no Caxingui, oferece um novo caminho para busca de soluções de conflitos, facilitando o diálogo entre as partes. As mediadoras Andrea, Celita, Enny, Márcia e Ciça tornaram-se parceiras da Cáritas e estão recebendo em sua clínica famílias de nossos beneficiários, que buscam soluções para seus problemas. Outra contribuição importante veio da Accenture, empresa global de consultoria de gestão. Cumprindo seu projeto interno de voluntariado, a empresa enviou, no dia 12 de abril, Ana Coutinho e Bruno Roquete para dar aos nossos aprendizes uma palestra sobre empreendedorismo. Foi uma tarde de grande aprendizado! Frequentei as atividades da Cáritas Santa Suzana de 2007 a 2012. Tive muitas aulas legais com ótimos professores, participei de peças de teatro e consegui superar dificuldades que tive na escola. Todos me receberam com carinho e amor. Hoje, estou trabalhando em um supermercado e estou feliz. Mesmo quando eu estiver no auge da vida, com um bom emprego, jamais esquecerei das pessoas que me ajudaram quando eu mais precisei. Quero agradecer, em primeiro lugar a Deus, e depois a todos da Cáritas. Sandro Reis, 17 anos

Teatro e piquenique Acompanhados por vinte voluntários e uma funcionária, 52 crianças de 6 a 12 anos da Cáritas fizeram um passeio especial, no dia 20 de abril. Depois de muita corrida e brincadeiras, a criançada participou de um piquenique, no Parque Alfredo Volpi, no Morumbi. Elas assistiram ainda ao espetáculo “Galinha Pintadinha”, no Teatro Procópio Ferreira, musical divertido que fez a alegria da turminha.

Solidariedade A Cáritas recebeu, em 16 de abril, a doação de 500 kg de alimentos não perecíveis do São Paulo Futebol Clube. Essa ajuda significativa abasteceu a despensa, que já estava em nível crítico. Outro gesto de solidariedade veio de Célia Figueiredo, paroquiana de nossa comunidade. Ela mobilizou família e amigos para conseguir contribuição suficiente para doar a geladeira que faltava na cozinha.

Todas as sextas-feiras, 112 beneficiários dos dois períodos participam do projeto Cavalo Mágico, atividade de Língua Portuguesa que tem motivado a turma. O programa conta com a participação das educadoras Cristina, Alexandra, Julia e Luci. Tudo começa a partir de uma história, que oferece o assunto para o desenrolar da programação: redação, ilustração, dramatização e outras.

Projeto Quintal

Depois da mudança de local da horta e do jardim, o Projeto Quintal está começando do zero, mas com força total. O solo e sementeiras estão sendo preparados nos novos canteiros, agora no entorno da quadra. A horta já tem cebolinha, salsa, manjericão e pés de alface perto do momento da colheita e, nos cantinhos de jardim, há flores coloridas. Felipe, Nina, Pedro e Natália são os responsáveis por esse trabalho, que envolve os beneficiários. As novidades incluem banquinhos feitos pelas crianças.

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destaques

Santa Suzana

A Igreja é essencialmente missionária e servidora, tendo em Maria seu exemplo perfeito

Maio:um mês com

Maria, Mãe da Igreja Atribui-se a São Luís Maria G. de Montfort a frase latina “De Maria nunquam satis”, que soa mais ou menos assim: “Jamais nos saciamos (de falar) a respeito de Maria”. Isso pode ser verdade, mas nem sempre se fala adequadamente dela. Por exemplo: há um canto mariano muito antigo que diz assim: “O belo mês das flores, ó Mãe, pertence a ti. No altar por entre lírios, teu rosto a nos sorrir”. O belo mês das flores, evidentemente, vale para o hemisfério norte, quando no mês de maio a primavera revela toda a sua exuberância, ao passo que para nós é tempo de outono, com escassez de flores. Ou este: “Nome dulcíssimo, nome de amor, tu és refúgio do pecador. Com os coros angélicos e com harmonia, AveMaria, Ave-Maria”. Não se trata de falar abundantemente a respeito de Maria, mas de falar adequadamente a respeito dela. É o caso do título a ela dado pelo Concílio Vaticano II na constituição dogmática sobre a Igreja Lumen Gentium (Luz das Nações), 52-69. Aí se dá a Maria o título “Mãe da Igreja”, título cheio de significado, talvez o título mais importante depois dos títulos que caracterizam os dogmas marianos. Qual a importância do título “Mãe da Igreja”? Sua importância decorre sobretudo do fato de ter respaldo bíblico,

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como veremos, e como demonstra abundantemente a Lumen Gentium. De fato, ela é Mãe de Jesus Cristo, Cabeça da Igreja. Por associação, deduz-se ser ela Mãe de todo o Corpo de Cristo, a Igreja. A Igreja é essencialmente missionária e servidora, tendo em Maria seu exemplo perfeito. De fato, assim que o Verbo de Deus encontrou nela sua morada, ela se dirige apressadamente à serra da Judeia, ao encontro de sua prima Isabel, introduzindo em sua casa o Salvador. É olhando para ela que a Igreja descobre sua vocação de servidora. Com efeito, quando o anjo lhe anuncia que será mãe de Jesus, ela imediatamente se declara serva do Senhor, mas entende que servir a Deus é colocar-se a serviço dos que mais necessitam. Servindo às pessoas, ela nos mostra como servir a Deus. É Senhora da missão, servidora do povo. No livro dos Atos dos Apóstolos, nós a encontramos em meio aos primeiros seguidores de Jesus, em oração, à espera do Espírito Santo. Ela já fez a grande experiência da ação do Espírito, que nela gerou o Filho de Deus. E agora, às portas do Pentecostes, ela se torna o centro aglutinador e unificador da Igreja nascente, sabendo que aquele que nela gerou o Salvador, na Igreja irá gerar a missão até os confins do mundo. Maria, Mãe da Igreja, rogai por nós! Pe. José Bortolini


Junho: mês do Imaculado Coração de Maria e Sagrado Coração de Jesus Os dias 7 e 8 de junho são dedicados ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria. Essas datas são especiais para toda a Igreja, também, pois é dedicada à jornada mundial de oração pela santificação do clero – momento em que todos os católicos são convocados a rezar pelos sacerdotes. No dia 7, será celebrada a solenidade do Sagrado Coração de Jesus com missa às 8h e às 20h na Capela Imaculada Conceição e na Capela de Santa Suzana. No dia 8 de junho, será celebrada às 8h a solenidade do Imaculado Coração de Maria. Participe!

o coração da Igreja Missionária

Com essas palavras, São Paulo recorda aos cristãos de Corinto que a ceia do Senhor não é somente um encontro convivial, mas é sobretudo, o memorial do sacrifício redentor de Cristo. Quem comunga o Seu corpo e bebe o Seu sangue, explica o Apóstolo, se une ao mistério da morte do Senhor e é chamado a tornar-se um anunciador do Seu mistério de amor. Com isso, percebemos que existe uma estreita relação entre o celebrar a Eucaristia e o anunciar Jesus Cristo. Estar em comunhão com Ele no memorial da Páscoa significa tornar-se missionário do evento que o rito atualiza, tornando-O contemporâneo ao homem moderno. Queridos irmãos e irmãs, revivamos esta estupenda realidade na solenidade de Corpus Christi, que celebraremos no próximo dia 30 de maio, na qual a Igreja não somente celebra a Eucaristia, mas a leva solenemente em procissão, anunciando publicamente o que o Sacrifício de Cristo é para a Salvação do mundo inteiro. Gratos por esse imenso dom, queremos como Igreja estar perto do Santíssimo Sacramento, porque n’Ele está a fonte e o ápice do próprio ser e agir da sua esposa, a Igreja. Ela vive da Eucaristia e sabe que esta verdade não exprime somente uma experiência cotidiana de fé, mas resume em modo sintético o núcleo do mistério que ela mesma é. (cfr. Ecclesia de Eucharistia, n.1) Pe. Jefferson Sampaio

Data: 30 de maio, às 17h Local: Quadra do Colégio Guilherme Dumont Villares

beata do Brasil

N

A Eucaristia,

Participe da Solenidade de Corpus Christi

Nhá Chica: o dia 4 de maio, Francisca de Paula de Jesus, a “Mãe dos Pobres” de Baependi, cidade do interior de Minas Gerais, recebeu o título de beata pela Igreja Católica. Conhecida como Nhá Chica, tornou-se a primeira mulher negra, analfabeta e filha de escrava do Brasil a receber esse título. A história de Nhá Chica tem origem em 1818, quando com apenas 10 anos, perdeu sua mãe e ficou sob os cuidados de Deus e da Virgem Maria. Nhá Chica soube administrar muito bem e fazer prosperar a herança espiritual que recebera da mãe. Nunca se casou. Foi toda do Senhor. Se dava bem com os pobres, ricos e com os mais necessitados. Atendia a todos os que a procuravam, sem discriminar ninguém e para todos tinha uma palavra de conforto, um conselho ou uma promessa de oração. Muitos, não tomavam decisões sem primeiro consultá-la. Ela, todavia, em resposta para quem quis saber quem ela realmente era, respondeu com tranquilidade: “... É porque eu rezo com fé”. Analfabeta, construiu, ao lado de sua casa, uma igrejinha, onde venerava uma pequena Imagem de Nossa Senhora da Conceição que era de sua mãe e, diante da qual, rezava piedosamente para todos aqueles que a ela se recomendavam. Morreu dia 14 de junho de 1895, com 87 anos e foi sepultada no interior da Capela por ela construída. Seus restos mortais encontram-se hoje no mesmo lugar, no interior do Santuário Nossa Senhora da Conceição em Baependi, onde são venerados pelos fiéis. Em 14 de janeiro de 2011, o Santo Papa Bento aprovou as suas virtudes heróicas, e ela passou a ser a Venerável Nhá Chica. A grande graça atribuída a ela refere-se à professora Ana Lúcia Meirelles Leite, moradora de Caxambu, Minas Gerais, que foi curada de um problema congênito muito grave no coração, sem precisar passar por cirurgia, apenas pela intercessão de Nhá Chica.

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Ao lado, Pedro e Do Carmo com os filhos Pedro e Raquel, genro Lázaro e nora Adriana. Pedro e Maria do Carmo são paroquianos e participam ativamente da Pastoral da Família e do ECC

agende-se

Programe-se

ParticipE

>> 30 de maio (quinta) 17h – Solenidade de Corpus Christi – Quadra GDV

>> 7 de junho (sexta) Solenidade do Sagrado Coração de Jesus e Jornada Mundial de Oração pela Santificação do Clero 8h – Imaculada Conceição 19h – Santa Suzana

>> 13 de junho Memória de Santo Antônio e Bênção dos Pães 8h – Imaculada Conceição Conselho Paroquial e Pastoral (CPP) 20h – Sala Cáritas

>> 14, 15 e 16 de junho XIII ECC – Encontro de Casais com Cristo

missas Comunidade Imaculada Conceição • De terça a sexta: 8h • Sábado: 18h e 20h (Caminho Neocatecumenal) • Domingo: 9h e 18h Comunidade Santa Suzana • De terça a sexta: 20h • Domingo: 11h e 19h30 Comunidade São Paulo Apóstolo (SPFC) • Domingo: 10h30 Comunidade N. S. das Graças (Portal do Morumbi) – Domingo: 18h Comunidade Sta. Terezinha (Portal da Cidade) – Sábado: 18h 1ª sexta do mês: Sagrado Coração de Jesus • 8h Imaculada • 20h Capela Sta Suzana 1º sábado do mês: Imaculado Coração de Maria • 8h Capela Imaculada Conceição

Secretaria Paroquial: (11) 3742.4754 secretaria@santasuzana.org.br Com. Santa Suzana: Rua David Ben Gurion, 777 Quadra da Cáritas: Rua David Ben Gurion, 777 Com. Imaculada Conceição: Rua Paulo Sérgio de Macedo, 197

Vimos a

luz

“Estamos casados há 37 anos. Temos 2 filhos e, embora nascidos em lares culturalmente católicos, quando casamos não tínhamos a noção do significado do Sacramento do Matrimônio. O mais importante na época era o traje dos noivos, as flores que enfeitariam a igreja, enfim, a montagem de um bonito cenário. Tivemos os nossos filhos, muito esperados, muito amados, frutos de muito amor, mas existia uma aridez em relação às coisas de Deus. O rito, que nos envolvia como católicos, nos levou a batizá-los e a receberem a primeira eucaristia. E, embora estivéssemos à margem das práticas religiosas, nossas referências de mãe e avós ficaram como sementes em nossos corações. Um dia, do nada, levada por um sentimento muito forte, a Do Carmo sentiu vontade de participar de uma missa e ali, presenciou a reza de um terço. No domingo seguinte, voltou. Participou do terço e assim criou uma rotina movida pela fé que se aflorava. Estávamos nessa

época vivendo alguns problemas. Mais uma vez Deus, com a intercessão de Nossa Senhora, se fez presente. Por meio, de uma amiga (Dona Glorinha Ferraz), minha esposa foi levada a conhecer a Paróquia de Santa Suzana. Passou a frequentá-la, participar e se envolver com os trabalhos da comunidade. Eu e meus filhos notamos nela o crescimento de uma força interior muito grande para enfrentar as dificuldades pelas quais passávamos. Eu até então não participava de nada. Mas o acolhimento das pessoas da comunidade também me envolveu. Algum tempo depois, fomos convidados a participar do VI ECC. Tínhamos 30 anos de casados. Não podíamos imaginar quantas mudanças, a partir desse verdadeiro encontro com Cristo, iriam se manifestar em nossas vidas, na vida de casal, na vida em família e em comunidade. Sentíamos que, até então, estávamos dentro de um ambiente sem luz, sem vida. E de repente, as janelas se abriram e vislumbramos os raios de luz que vinham do outro lado, do lado de dentro da Igreja, da casa do Senhor, que por tantas vezes fiquei do lado de fora, esperando pelo fim da celebração. Os desafios da vida continuam, mas Ele nos provê do alimento para os encararmos de frente. Depois do ECC, nunca mais estivemos sozinhos: a comunidade nos abraça e nos acolhe nos momentos de amor e de dor, compartilha conosco das alegrias e das tristezas.” Pedro Niza.

Seja um benfeitor Junte-se a nós e seja um benfeitor do Boletim Santa Suzana. Para fazer sua contribuição procure a secretaria da Paróquia ou os animadores da Pastoral da Comunicação, Camila e Renato, nas missas.

po m e sat s a P

B e nf e i t o r e s :

VARANDA Mundial Estacionamentos • ABPL Assessoria na Gestão e Administradora de Benefícios • Quintal 22 Agência de Comunicação Integrada • Aretta Cosméticos • Graziela e Paulo Domingues • •

Vamos colorir?

maio/junho

cantinho da Família

MARIA, MÃE DE JESUS 08

O Boletim da Paróquia Santa Suzana é uma publicação bimestral de distribuição gratuita. Pároco: Manoel Correa Viana Neto. Animadores da Pastoral da Comunicação: Renato e Camila Duarte. Edição e Jornalista Responsável: Letícia Tavares (MTb 36.620). Reportagem: Maurício Chiavolotti, Renato e Camila Duarte , Graziela e Paulo Domingues. Colaboradores: Gabriela e Joaquim Carqueijó. Edição de arte: 107artedesign. Impressão: Gráfica Taboão. Tiragem: 1.500 exemplares, Secretaria Paroquial Santa Suzana: (11) 3742.4754.


Santasuzana nº16