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E-book construído por: Daniela Alves n.º12940 Lúcia Brito n.º12935 Sandra Leal nº 12939 2º Ano/ Turma A

Licenciatura em Educação Básica Unidade Curricular: Literatura Infanto-Juvenil Docente: Lúcia Barros


Matilde Rosa AraĂşjo


Matilde Rosa Araújo nasceu em 1921, em Lisboa, na quinta dos avós, em Benfica. Em 1945 licenciou-se em Filologia Românica pela Faculdade de Letras da Universidade Clássica de Lisboa, sendo a sua tese de final de curso um trabalho sobre a reportagem enquanto género literário. O seu primeiro trabalho foi como professora do ensino técnico profissional, atividade que a resgatou de Lisboa, levando-a a lecionar em outras escolas em diversas partes do país. Lecionou também no primeiro

curso de Literatura para a Infância, na Escola do Magistério Primário da capital.


As crianças que ensinou, foram uma das razões por que se iniciou na literatura infantil, porque para Matilde Rosa Araújo é preciso encontrar formas de dialogar com as crianças. O Livro da Tila – Cantigas pequeninas (1957) foi a sua primeira obra de literatura infantil, ao qual desde então já se seguiram muitas outras. Para além de outros prémios em 2004 recebeu o Prémio Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores. Juntamente com o ensino e com a literatura, dialogou com crianças de forma a defender os seus direitos, tendo com esse objetivo publicado livros.


Interveio em organismos como a UNICEF, (da qual foi sócia fundadora em Portugal), bem como do Instituto de Apoio à criança. Para além de escrever, dedicou-se também a divulgar a escrita dos outros, abrindo o caminho para jovens escritores, ajudando-os e divulgando o seu trabalho, em

conferências

e

artigos

(assinou

numerosas colaborações com órgãos da imprensa nacional e regional, entre os quais

A Capital e o Diário de Notícias). Matilde Rosa Araújo morreu em 2010.


A sua obra infantil, promovendo um diálogo profundo com as crianças, é de uma grande variedade de géneros – poesia, novela, contos – e de contextos (em algumas obras retrata temas como a pobreza e o abandono).

O Livro da Tila – Cantigas pequeninas (1957) foi o álbum de estreia da sua frutuosa carreira. Foram-lhe atribuídos, entre outros, o Prémio para o melhor livro estrangeiro da Associação Paulista de Críticos de Arte (São Paulo, 1991, por O Palhaço Verde), o Prémio para o melhor livro para a Infância publicado no biénio 1994-1995 da Fundação Calouste Gulbenkian (1996, por Fadas Verdes) e o Prémio Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores (em 2004).


História de uma flor

O Livro da Tila

Autor - Matilde Rosa Araújo

Autor - Matilde Rosa Araújo

Ilustrador - João Fazenda

Ilustrador - Madalena Matoso


O Palhaço Verde

As Fadas Verdes

Autor - Matilde Rosa Araújo

Autor - Matilde Rosa Araújo

Ilustrador - Maria Keil

Ilustrador - Manuela Bacelar


As cançõezinhas da Tila

Mistérios

Autor - Matilde Rosa Araújo

Autor - Matilde Rosa Araújo

Ilustrador - Maria Keil

Ilustrador – Alice Jorge


O Capuchinho Cinzento

O gato dourado

Autor - Matilde Rosa Araújo

Autor - Matilde Rosa Araújo

Ilustrador – André Letria

Ilustrador – Maria Keil


Existe um livro sobre Matilde Rosa Araújo:  Matilde Rosa Araújo: Um olhar de menina;


Que relação tem atualmente com O Livro da Tila? Uma relação próxima e distante. Não sei explicar, foi um pingo do que eu escrevi, umas gotas que ali ficaram e estou contente por ter deixado cair essas gotas. Como é a relação que tem com os ilustradores? É boa, muito boa. Então com a Maria [Keil] é um encantamento, uma fraternidade muito doce, e tive outros, claro – por exemplo, a Alice Jorge (e não me estou a lembrar de outros, desculpem-me) Como é a sua relação com os leitores? Costuma haver troca de correspondência? Algumas vezes sim, e com os leitores é uma relação «tu cá, tu lá», muito amiga. Gosto Houve personagens que lhe custaram a inventar? Não, quando custam a inventar não as invento. De que personagens foi mais difícil despedir-se? Não sei dizer... A vida tem sido tão longa, já tem sido tanta coisa. Não estou a dizer que a vida é longa por ingratidão, não, mas é verdade...


“Que me perdoem os meninos por escrever sobre pessoas de idade, mas sei por experiência própria que também

são capazes de amar as pessoas de idade.” Matilde Rosa Araújo


Matilde Rosa Araújo