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palavra do presidente Caro leitor, Com os votos renovados, damos início a mais um ano que deve ser de muito trabalho e dedicação por parte dos supermercadistas. O varejo nunca viveu antes tantas transformações como nos últimos 10 anos. Isso nos faz refletir sobre como deveremos nortear nossas ações para atender aos consumidores desta década. E, pensando justamente nisso, vamos promover em 2011 uma Mercosuper com o tema “A Evolução do Varejo”, também matéria de capa desta edição da revista Supermix. A expectativa que tínhamos de fechar 2010 com crescimento do setor na ordem de 8% a 9% se concretizou. E assim como foi o ano passado, este novo ano será promissor para os supermercados. Ainda que não se registre em 2011 um desempenho tão expressivo quanto em 2010 – em alguns períodos, atingiu-se crescimento na ordem de 9% –, a manutenção do emprego deverá trazer bons resultados nas vendas reais podendo crescer entre 4% e 5%. Este crescimento mais moderado será em virtude da forte base de comparação, da menor expansão do gasto público, da elevação dos compulsórios pelo Banco Central e o provável aumento da taxa SELIC nos próximos meses. Quanto à inadimplência, a expectativa é de aumento sazonal nos primeiros meses do ano e estabilização posterior em patamar ligeiramente superior ao de 2010, devido não apenas ao aumento do endividamento da população, mas, principalmente, pela elevação dos juros e redução dos prazos, que afetam as renegociações de débitos. Estes números são a base de nossa expectativa de que aproveitaremos para planejar nossos investimentos em mais e melhores lojas para o nosso cliente, treinamento e capacitação de pessoas que desempenharão um atendimento de excelência, deixando o varejo paranaense ainda mais próximos do modelo dos países desenvolvidos. Passada a posse dos novos governantes, devemos renovar nossos desafios. O setor supermercadista está otimista com a presidente Dilma Rousseff, que já mostrou as claras intenções do governo de trabalhar com medidas para controlar a concessão de crédito e assim evitar a inflação. Diante deste cenário, os próprios economistas confirmam a continuidade da expansão do consumo ainda que em menor ritmo que em 2010. É promissora também a postura do governador Beto Richa, que por meio de sua equipe de secretários pretende trabalhar para tirar o Paraná da zona de rebaixamento com foco no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) – em 2003, o Estado tinha uma fatia de 6,4% do PIB Nacional, perdendo participação em 2010 na ordem de 5,9%, segundo o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). Nos próximos meses, teremos duas importantes datas para as vendas no varejo: o Carnaval, no mês de março – e que em 2010 elevou em 60% o movimento nos supermercados com as vendas de bebidas, carnes e carvão 12% maiores em quatro dias –, e a Páscoa, no final do mês de abril – tradicionalmente, uma das melhores datas para o setor depois do Natal e que, em 2010, registrou um aumento de 25% no volume de vendas. Para finalizar, não podemos esquecer que o ano de 2011 marca as comemorações dos 40 anos da entidade. Um aniversário que contempla importantes conquistas para o setor. Posso citar que, atualmente, os supermercados têm conquistado cada vez mais credibilidade junto aos consumidores em diversas esferas: por exemplo, segundo autoridades competentes, as queixas e denúncias relacionadas a problemas de preço não são comuns. Mérito do empresário paranaense e da Apras, que juntos têm trabalhado fortemente para avançar em qualidade no atendimento ao consumidor; não podendo deixar de mencionar o apoio dos nossos veículos de comunicação que contribuem na construção de uma imagem mais positiva do setor supermercadista. Esta não é uma batalha vencida. Hoje, o consumidor está satisfeito porque as lojas estão preparadas para resolver estas questões imediatamente, o que não significa dizer que a dificuldade deixou de existir. No mais, todas as nossas ações em 2011 serão norteadas em virtude do aniversário da Apras e, inclusive, da nossa estimada feira, a Mercosuper, que há 30 anos reúne singularmente indústria e varejo para ótimas negociações. O ano novo é promissor. Aproveitem e boas vendas!

Pedro Joanir Zonta

Presidente da Apras


sumário

NOTíCiAS

(07)

suporte jurídico

(34)

espaço apras

(54)

PERFIL

(20)

artigos

(40)

lançamentos

(56)

ECONOMIA

(30)

academia empresarial (44)

espaço do leitor

(58)

ÍNDICE DE VENDAS

(32)

ACONTECEU COMIGO

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(51)

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VAREJO

Calendário

EVENTOS

Modelo de negócio conhecido como atacarejo deve se consolidar este ano

Carnaval e Páscoa: o que faz com que as vendas cresçam ainda mais

Evento da Apras reuniu empresários em tradicional encontro de final de ano

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matéria de capa

entrevista

Resp. ambiental

Como era e quais os desafios da a evolução do varejo paranaense

Westermann Geraldes, da Nestlé, fala sobre os 90 anos da empresa

Orgânicos: mesmo com alta produção, há problemas de abastecimento


editorial DIRETORIA EXECUTIVA TRIÊNIO 2009/2012

Caro Leitor A primeira edição de cada ano nos traz muitos desafios. Ainda mais quando encerramos o ano anterior com novidades no âmbito econômico e político: a economia estava totalmente aquecida em 2010 e as eleições presidenciais agitaram o país. Os economistas apontam que o consumo no País deve continuar crescendo em 2011, ainda que em números menos expressivos que em 2010. De qualquer forma, os investimentos do setor devem continuar altos, ainda mais que estamos nos aproximando do Carnaval e, em seguida, nos preparando para a Páscoa. O ano de 2011 será, certamente, muito especial. E esta edição da revista Supermix em particular me deixou empolgada. Reviver a história do setor supermercadista como na matéria de capa [ver pág. XXX] intitulada “A Evolução do Varejo”, também tema da Mercosuper 2011, foi de fundamental importância para já nortear as ações de comemoração da feira, que completa 30 anos. Além disso, acredito que a Apras, que também comemora em 2011 seus 40 anos de existência, teve grande contribuição para a história e o desenvolvimento do setor supermercadista em nosso estado, estando sempre próxima e atuante junto aos órgãos públicos. No decorrer da edição, o leitor vai poder acompanhar duas grandes entrevistas com as expectativas de importantes profissionais sobre o futuro do Brasil. Westermann Geraldes, vice-presidente da Nestlé, e Maílson da Nóbrega, exministro da Fazenda, falam com exclusividade à revista Supermix. Fiquei satisfeita com o resultado desta edição, que conta com uma equipe dedicada de profissionais que estão em constante procura pelas melhores informações para o estimado leitor. Continuamos em busca da sua atuante participação para transformarmos a revista Supermix numa importante revista de classe no âmbito nacional. Boa leitura!

Camila Manssour Tremea Coordenadora de Comunicação

Presidente Pedro Joanir Zonta (Condor Supermercados) Primeiro Vice-Presidente Luiz Mauricio K. Hyczy (Supermercados Superpão Ltda.) Vice-Presidente Financeiro Daniel Kuzma (Kusma & Cia LTDA) Vice-Presidente de Patrimônio João Jacir Zonta (Comercial Alimentos Zonta) Vice-Presidente de Capacitação Mauricio Bendixen da Silva (Walmart Brasil.) Vice-Presidente de Relações Públicas José Eduardo Muffato (Irmãos Muffato & CIA LTDA) Vice-Presidente Segurança Luiz Alberto Leão (Condor Supermercados) Vice-Presidente Eventos Everton Muffato (Irmãos Muffato & CIA LTDA.) Vice-Presidente Expansão Alceu Breda (Fadaleal Supermercado LTDA) Vice-Presidente de Segurança Alimentar Nelvir Rickli Junior (Supermercado Rickli) Vice-Presidente Relações Sindicais Ademar Vedoato (Supermercados Viscardi) Vice-Presidente Adjunto Paulo Beal (Supermercado Beal) Vice-Presidente Adjunto Celso Luiz Stall (Supermercado Stall LTDA) Vice-Presidente Adjunto Silvio Koltun Alves (Mercantiba Supermercado LTDA.) Vice-Presidente Adjunto Alceu José Tissi (Supermercados Tissi LTDA) Vice -Presidente Adjunto Cezar Moro Tozetto (Tozetto & Cia LTDA) Conselho Fiscal Efetivo Rodolfo Pankratz Haroldo Antunes Deschk Dercio Domingos de Costa Conselho Fiscal Suplente João Batista Moreira dos Santos Edson Zamprogna Claudia Maria Dalmora Presidente Regional Sul - Ponta Grossa Sergio Jasinski (Supermercado Jasinski) Presidente Regional Norte - Londrina Valdeci dos Santos Galhardi (Irmãos Muffato & Cia LTDA) Presidente Regional Oeste - Cascavel Luciano Fabian (Supermercado Fabian) Presidente Regional Sudoeste - Panto Branco Vinicius Lachman (Nestor Lachmann & Cia LTDA) Presidente Regional Noroeste - Maringá Roberto Burci (Supermercado Bom Dia Burci) Presidente Regional Norte Pioneiro - Jacarezinho Luiz Yoneo Ueda (Supermercado Ueda Bandeirantes) Presidente Regional - Irati Paulo César Ivasko (Supermercado Ivasko) Presidente Regional - Guarapuava Daniel V. Hyczy (Supermercado Superpão) Conselho Permanente Everton Muffato Pedro Joanir Zonta Ruy Senff Sidney Schnekemberg Eduardo Antonio Dalmora Romildo Ernesto Conte Roberto Demeterco Superintendente Valmor Antônio Rovaris Diretor Comercial Walde Renato Prochmann

Vice-Presidente de Relações Públicas José Eduardo Muffato Diretor Comercial Walde Renato Prochmann Conselho Editorial Camila Manssour Tremea, José Eduardo Nasser e Isabelle Rocker Departamento Comercial Khailany Cardoso e Walde Renato Prochmann Fone: (41) 3362-1212 – Fax: (41) 3362-8513 E-mail: supermix@apras.org.br Projeto Gráfico Zeh Henrique Rodrigues (Brainbox Design Estratégico) Diagramação Samuel Rodrigues Revisão Paulo Roberto Maciel Santos Fotos Alex Santos Pré-Impressão (CtP) e Impressão Maxi Gráfica e Editora Ltda. Tiragem 13.000 exemplares Distribuição Nacional Enviada aos supermercados e atacadistas do Brasil. A revista Supermix é patrimônio da APRAS – Associação Paranaense de Supermercados – e também seu órgão oficial de divulgação. Avenida Souza Naves, 535 – CEP 80045-190 Fone: (41) 3263-7000 – Fax: (41) 3362-8513 – Curitiba – PR supermix@apras.org.br / www.apras.org.br/supermix Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da revista. Todos os direitos reservados.

Impressão A Apras, consciente das questões ambientais e sociais, utiliza papéis com certificação FSC ( Forest Stewardship Council) na impressão deste material. A certificação FSC garante que uma matéria-prima florestal provém de um manejo considerado social, ambiental e economicamente adequado. Impresso na Maxi Gráfica e Editora Ltda. - certificada na cadeia de custódia - FSC


NOTÍCIAS funcionários. O investimento total em 2010 foi de R$ 70 milhões, com geração de 550 novas vagas de trabalho. Não só entre os consumidores cresceu o nome do Walmart Brasil no período. Por meio de um projeto original, o “Clube dos Produtores”, a empresa ajudou no desenvolvimento da qualidade, produtividade, inclusão social e distribuição de produtos de 1,8 mil famílias produtoras de hortifrutigranjeiros na Região Sul. No Paraná, o Clube dos Produtores congrega quase 400 famílias de produtores em 37 municípios. Ao todo, quase mil produtos do Clube podem ser encontrados nos supermercados da empresa nos três Estados. Fonte: Excom Comunicação.)

Hiper Condor de R$ 40 milhões é inaugurado no Água Verde Walmart Brasil comemora cinco anos na região sul ( ainda em dezembro, foi anunciada a compra de 140 lojas da empresa portuguesa Sonae Distribuição Brasil. Nestes 60 meses, o grupo investiu na região mais de R$ 1 bilhão, empregou mais de 10 mil novos funcionários (hoje são quase 32 mil), construiu 41 novas lojas e reformou outras 51 – muitas delas já dentro dos mais modernos conceitos de sustentabilidade existentes no país para atividades de varejo. No Paraná, são atualmente 49 lojas em 11 municípios. “Estamos muito felizes com as conquistas alcançadas nesses cinco anos de presença no Sul do Brasil. Fomos privilegiados, ao entrar na região, por já contarmos com marcas valorizadas, funcionários engajados e capacitados, e fornecedores profissionais e inovadores”, diz Marcos Samaha, presidente do Walmart Brasil. “Também agradecemos pela excelente receptividade dos consumidores e das autoridades locais em cidades onde já estávamos e nas várias onde inauguramos novas lojas, gerando milhares de empregos e contribuindo de maneira significativa com o desenvolvimento da região”, afirma ele. Atuação da rede no Paraná Desde 2005, R$ 145 milhões foram investidos no Paraná em 10 novas lojas e outros R$ 121 milhões na reforma de 19 unidades. O Walmart Brasil tem hoje no Estado 7,7 mil

( Um hipermercado top em beleza, modernidade e diversidade de produtos. Estas são apenas algumas das características do novo Condor, inaugurado em dezembro, no bairro da Água Verde. O hiper recebeu um investimento de R$ 40 milhões e promete impactar com o seu estilo futurista e sofisticado. O empreendimento segue um conceito inovador. É a primeira loja do Paraná a implantar em suas gôndolas um sistema de etiquetas eletrônicas de preços. Com tecnologia francesa, este processo transmite confiabilidade, facilidade e segurança aos clientes. Por ser um ciclo totalmente informatizado, o novo sistema é interligado com a frente de caixa, o que impossibilita a existência de erros de preços nos produtos. Na fachada, foram projetados painéis do artista plástico Adoaldo Lenzi, que fez um resgate do passado ao contar um pouco a história do Água Verde, apresentando a capela e o riacho que deu nome ao bairro. A comunicação


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visual do hiper apresenta uma fusão de elementos para dar um aspecto limpo ao ambiente. A novidade fica por conta dos painéis instalados internamente em pontos estratégicos que remetem à impressão tridimensional. “Com a inauguração desta loja encerramos os investimentos idealizados para 2010. Foram anos de pesquisas e estudos para chegar ao local e modelo ideal de loja para a região. O resultado foi um empreendimento com um padrão inigualável no setor. E a minha felicidade é ainda maior, pois este bairro foi onde originalmente os primeiros imigrantes da família Zonta se fixaram”, diz o presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta.

os benefícios de preços, produtos e serviços em todos os canais. O Grupo estreia com a bandeira Extra nas cidades de Ribeirão Preto (SP), Cuiabá e Goiânia. Já o Assaí abre a segunda loja em Ribeirão Preto (SP) e chega a Goiânia – sendo esta no formato “Power Center”, ou seja, duas diferentes bandeiras em um mesmo terreno. Esse formato de loja amplia o poder de escolha do consumidor que pode adequar suas compras de acordo com as suas necessidades, tanto no que diz respeito aos volumes, quanto à variedade de mercadorias.

Em uma área total de 25 mil metros quadrados e seis mil de área de vendas, o novo Condor vai disponibilizar dois pisos de garagem, com capacidade para atender seis mil veículos em vagas rotativas por dia. Com 34 checkouts e 40 mil itens nas gôndolas, o hiper vai contar com 410 colaboradores para atender cerca de 200 mil clientes que devem passar todo mês pela loja. O novo empreendimento possui equipamentos refrigerados de última geração, que utiliza o gás refrigerante inofensivo à camada de ozônio, reduzindo em 90% os gases poluentes. Para aproveitar a luz natural, foi instalada em toda a cobertura uma tecnologia que vai filtrar em 98% os raios ultravioletas, economizando energia e deixando o ambiente mais agradável. Outro recurso utilizado para economizar energia são as lâmpadas T5, que duram em média 23 mil horas, 45% a mais que as convencionais, além de possuírem uma eficiência energética mais eficaz. Também pensando na preservação dos recursos naturais, o Condor montou um sistema de reaproveitamento de água da chuva, para descarga em vasos sanitários, torneiras de lavagem de pisos e irrigação de jardins.

Vendas de itens de linha branca crescem mesmo sem desconto no IPI

Fonte: WBC Comunicação.)

Grupo Pão de Açúcar encerra 2010 com seis lojas em sete dias ( O Grupo Pão de Açúcar inaugurou seis lojas em menos de uma semana, sendo quatro Extra (hipermercado e supermercado) e dois Assaí (atacarejo). As seis unidades somam investimentos de cerca de R$ 130 milhões, gerando mais de quatro mil empregos, diretos e indiretos. A expansão está alinhada à estratégia da rede para atender aos clientes em seus diferentes momentos de compra, transferindo

Fonte: Literal Link.)

( ONúmeros da GfK Retail and Technology, quarta maior empresa da área de pesquisa de mercado do mundo e líder em estudos no ponto de venda para os segmentos de tecnologia e eletroeletrônicos, mostram o impacto que a volta integral do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) teve sobre cada uma das categorias que compõem a Linha Branca. Em 2009, o segmento estava numa posição bastante privilegiada por causa da redução desse imposto, que vigorou até janeiro de 2010 para fogões (5% para 0%), refrigeradores (15% para 5%) e lavadora (20% para 10%). Apenas as categorias de freezers e micro-ondas não foram beneficiadas. O Gerente de Negócios – Linha Branca da GfK RT, Oliver Römerscheidt, explica que não foi apenas o IPI que influenciou o resultado do setor: “Como 2010 foi o ano da Copa do Mundo, os brasileiros investiram muito mais na compra de televisores”, afirma. Ele destaca que, embora a expansão do mercado tenha sido menor quando comparados os números de cada mês de 2010 em relação a 2009, o segmento registrou crescimento no acumulado de janeiro a agosto. “Cada vez mais os consumidores optam por produtos mais sofisticados e de maior valor agregado, o que justifica um aumento maior em faturamento do que em unidades vendidas”, explica. Na categoria de refrigeradores, foram vendidas aproximadamente 8% de unidades a mais em relação ao mesmo período de 2009. Porém, em faturamento, o índice foi de quase 10%, uma vez que os equipamentos de duas


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portas foram os mais procurados. Os fogões são outro exemplo de que o consumidor tem buscado produtos mais sofisticados: enquanto houve um aumento de apenas 1% de unidades vendidas, em faturamento ocorreu um incremento de 6,3%. As lavadoras mostram a mesma tendência de compra: redução em unidades vendidas (-3,9%), mas aumento em faturamento (0,5%). Estes dados podem ser explicados pela demanda maior por máquinas automáticas, em detrimento das semiautomáticas. O acesso da classe C ao crédito, fez com que os consumidores deixassem de usar o tanquinho e comprassem uma máquina de lavar melhor. “Com uma estimativa de crescimento da ordem de 7,5% para a economia do País e taxa de desemprego na faixa de 7%, o cenário é extremamente favorável. Em 2010, os itens de linha branca não chegaram ao volume de vendas do ano passado. Mas, para 2011, como não haverá influenciadores como Copa do Mundo e fim da isenção do IPI, devemos ter um cenário mais estável. Há também espaço para novos participantes, pois este é um mercado muito concentrado e bastante atraente”, finaliza Oliver. Fonte: LVBA Comunicação.)

Super Muffato investe em novas lojas no Paraná ( O Super Muffato, maior rede de supermercados do Paraná, lançou, ainda no mês de dezembro, as três novas lojas que devem ser inauguradas no primeiro semestre de 2011: são hipermercados que contemplarão as cidades de Apucarana, Cambé e Paranavaí. De acordo com Ederson Muffato, diretor do grupo, as novas lojas fazem parte da política de investir cada vez mais no Paraná. “O Super Muffato já é a maior rede de varejo do estado e está presente em 10 cidades paranaenses e em Presidente Prudente, interior de São Paulo. O nosso objetivo é oferecer aos principais municípios do estado os melhores preços e um grande mix de produtos e serviços que venha atender as necessidades dos consumidores com comodidade e segurança” completa. Os hipermercados foram projetados levando em consideração a preocupação com o meio ambiente. Assim como todos os empreendimentos do grupo Super Muffato, as unidades utilizarão práticas sustentáveis como sistema de ar condicionado que não prejudica a camada de ozônio,

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estação de reciclagem para a coleta seletiva de lixo a disposição dos clientes, aproveitamento da luz natural, entre outros.

Apucarana O hipermercado terá 15 mil metros quadrados de área construída e deverá gerar mais de 200 empregos diretos e cerca de 90 indiretos. “Os consumidores de Apucarana e região terão a comodidade de contar com serviços essenciais, como lotéricas, agências bancárias, moda masculina e feminina, entre outros, no mesmo espaço em que realizam as suas compras”, afirma Ederson. Cambé O hipermercado de Cambé é o terceiro empreendimento do grupo na cidade. Com mais de 16 mil metros quadrados, o empreendimento vai gerar mais de 350 empregos diretos e indiretos e terá cerca de mil vagas rotativas no estacionamento. “Os moradores de Cambé não precisarão mais sair da cidade para encontrar um hipermercado completo, com preços imbatíveis e na medida certa para sua economia, além de contar com um centro comercial com mais de 40 operações”, conclui Ederson Muffato. Paranavaí A nova loja ocupará uma área de 16,5 mil metros quadrados e contará com 600 vagas rotativas de estacionamento, esteiras rolantes, além de um centro comercial que proporcionará aos seus clientes o conforto de contar com facilidades que já são tradicionais de seus empreendimentos. Deve empregar aproximadamente 250 colaboradores diretos e 100 indiretos. “O Super Muffato tem a política de investir nos principais centros do Paraná e a partir do primeiro semestre do ano que vem os moradores de Paranavaí e da região Noroeste não precisarão se descolar para cidades vizinhas para encontrar bons preços e produtos de qualidade”, afirma. Fonte: Da assessoria.)


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Extra traz para consumidores móveis com certificação ambiental ( Alinhado a política de responsabilidade socioambiental e apoio aos fornecedores que preservam e respeitam o meio ambiente, o Extra começa a disponibilizar móveis de jardim com o selo Biomóvel. A certificação comprova que os produtos seguem rigorosos princípios de sustentabilidade desde a pré-produção até a fase de destino final. Por enquanto, a rede oferece duas mesas e dois tipos de cadeiras com a certificação. Para Hugo Bethlem, vicepresidente executivo do Grupo Pão de Açúcar, a ideia é ampliar o mix de produtos com essa preocupação ambiental nas lojas do Extra. “É fundamental que os setores se unam e possam replicar as boas práticas. A parceria reforça a preocupação das empresas em informar ao consumidor sobre a importância de se adotar hábitos sustentáveis no dia-a-dia e criar soluções que facilitem seu engajamento”, afirma. O selo Biomóvel promove a melhoria qualitativa dos produtos no setor de móveis e decoração, com base na redução da utilização de recursos não-renováveis e das emissões por unidade de produto. Fonte: Literal Link.)

Famílias da classe C representarão 41% da população em 2020 ( Dados da pesquisa desenvolvida pela consultoria Plano CDE, especializada no universo das classes C, D e E, revelam que em 10 anos a classe C aumentará significativamente

sua capacidade de consumo. A explicação se deve tanto ao crescimento das famílias desse grupo, que serão 28,7 milhões em 2020 e representarão das 41% famílias brasileiras, quanto ao aumento constante da massa de renda, cuja participação saltou de 28% para 32%, entre 2002 e 2008. “Esses fatores somados à enorme mobilidade social vivida pela classe C irão sustentar o potencial de crescimento desse público no mercado de consumo”, observa Luciana Aguiar, antropóloga e sócia-diretora da empresa. Nesse cenário de evolução, a classe C também se destaca em relação à distribuição de renda, registrando aumento de 28% para 34%, de 2002 a 2008. Para Luciana, o avanço de alguns aspectos sociais contribuiu para esse progresso, como o aumento no emprego formal, a evolução contínua de indicadores educacionais e a ampliação das políticas sociais relacionadas à transferência de renda e aumento real do salário mínimo. “Com essa presença significativa da classe C no mercado de consumo é possível observar o movimento de aproximação do comportamento desse consumidor brasileiro para o padrão típico de países desenvolvidos”, avalia. O estudo realizado também aponta o crescimento da capacidade de consumo da classe B, que mostrou evolução em todos os parâmetros. Na projeção para 2020, as famílias deste perfil passarão de 6,4 milhões para 9,1 milhões, devendo representar 13% do total. Nos dados consolidados de 2002 a 2008, a classe B registrou crescimento de 1% tanto na massa como na distribuição de renda, que foram, respectivamente, de 22% e 12% do total. “Juntas, as classes B e C formam o grupo de maior representatividade, responsáveis por mais de R$ 270 bilhões do poder de compra”, ressalta Luciana. Em relação às classes D e E, a pesquisa revela que, para 2020, o número de famílias pertencentes a esses grupos se manterá estável, respectivamente em 15,3 milhões e 11,7 milhões. Já a massa de renda das classes D e E caiu 1% entre 2002 e 2008, representando 13% e 5% do total, respectivamente. “Mesmo com essa queda na renda e sem um crescimento absoluto na quantidade de famílias, as classes D e E representarão 39% das famílias em 10 anos, garantindo sua força de consumo”, observa. Nessa projeção, até 2020 a classe A tende a uma pequena evolução do número de famílias, de 3,2 milhões em 2008


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para 4,5 milhões, devendo representar 7% do universo de 69 milhões de famílias. Por outro lado, de 2002 a 2008, esse grupo manteve estável sua participação na distribuição de renda em 6% do total, e registrou queda de 3% na massa de renda, passando a representar 28% do total. Fonte: GP Comunicação.)

Brasil deve revolucionar o varejo em 2011

( Os cerca de 1.200 brasileiros que estiveram presentes na 100ª edição do congresso da National Retail Federation realizado na cidade de Nova Iorque, nos Estados Unidos, não precisariam passar nove horas no avião do Brasil até lá para aprender com os norte-americanos as melhores práticas do varejo. Quem pensa assim é Marc Gobé, fundador da Emotional Branding, autor do livro de mesmo nome e um dos maiores especialistas em marca do mundo. Para ele, o mercado brasileiro ainda está na infância e pode criar o seu próprio exemplo, sendo o varejo do futuro. “Vocês não precisam copiar os Estados Unidos porque temos um modelo esgotado”, afirma Gobé, em palestra exclusiva.

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consumidores. “Elas devem ser um entretenimento. É como um show em que o consumidor sai de casa para ir”, aponta Gobé. O varejista deve estar atento para a mudança das pessoas que buscam um propósito na marca. “As marcas mudaram de funcionais para sentimentais”, completa, explicando que um supermercado pode vender os mesmos produtos que os outros e o que o diferenciará será o diálogo que promove com seus consumidores. “Dê uma chance para as pessoas falarem sobre a sua marca”, recomenda. E falarem bem. Com conteúdo como uma embalagem de cereal que vira um jogo em 3D. A partir de agora, as marcas podem ser um grande provedor de conteúdo. “A distância entre a marca e o consumidor é gigante no varejo. O Marketing deve se transformar, inovar e aprender com a nova linguagem digital para se aproximar das pessoas”, ressalta o especialista. Do contrário, o varejo verá cada vez mais exemplos de modelos destinados ao fracasso, como a Blockbuster. O mundo digital também revolucionou o varejo, mas ainda há sites de varejistas que se parecem com catálogos. “As marcas devem oferecer, pelo iPhone, não só apenas informações de localização, mas sim uma opção de compra em qualquer lugar”, diz Marc Gobé, para quem as estratégias digitais são fundamentais. “Se a estratégia não passar pelo ambiente digital, volte e refaça, porque dará errado”, recomenda. Fonte: Mundo do Marketing.)

Parceria entre Apras e BRDE promove investimentos para o setor

Este novo modelo passa pelas marcas emocionais. Primeiro, as empresas devem humanizar suas marcas. Devem deixar para trás a era de mídia de massa e expressar seus sentimentos nas mídias sociais de maneira personalizada. Se engajar na conversa é o caminho para poder ver os consumidores como pessoas e, ao invés de vender um produto, promover uma experiência, semelhante a um entretenimento.

( Com a realização do jantar “Espaço do Fornecedor” no mês de março de 2010, Apras (Associação Paranaense de Supermercados) e BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) iniciaram uma grande parceria que beneficiou não só o setor supermercadista, mas também os consumidores do Paraná que encontraram lojas com instalações mais modernas e sofisticadas. Em 2010, o BRDE fechou contratos que somaram R$ 80 milhões em financiamentos para pequenas e grandes redes de supermercados, que reformaram suas lojas para melhor atender aos seus clientes.

Para isso, as marcas devem proporcionar conteúdo aos seus

Fonte: Da assessoria.)


entrevista

“Nossa empresa tem como característica principal a inovação”

Westermann

Geraldes Vice-presidente de vendas da Nestlé no Brasil fala para a Supermix resente em 83 países ao redor do mundo, com 449 fábricas, 278 mil colaboradores e 111 bilhões de dólares em vendas, a Nestlé atua com mais de seis mil marcas de cereais, chocolates, temperos, refeições prontas, entre outros. Completando 90 anos de fundação no Brasil, onde possui 30 fábricas e 18 mil colaboradores, comemorou o fechamento de 2009 com um faturamento de 16 bilhões de reais. O vice-presidente de vendas da Nestlé no Brasil, Westermann Geraldes, é o entrevistado desta edição da revista Supermix. O executivo, que também atuou nas empresas Petfood e Nutrição, é responsável por todos os canais de distribuição das categorias de alimentos e bebidas da Nestlé. Graduado em Farmácia e Bioquímica e pós-graduado em Administração de Marketing, tem mais de 20 anos de experiência no varejo, atacado e desenvolvimento de distribuição no mercado brasileiro. Acompanhe a entrevista:


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Em 2009, a Nestlé fechou ano com um faturamento de 16 bilhões de reais no Brasil. Quais são as estimativas para 2010?

aumentar nossa capacidade fabril constantemente. Por isso,

( O ano de 2010 foi um ano especial. Registramos um

inaugurou no Brasil um centro de distribuição e seis novas

crescimento expressivo do consumo, principalmente das marcas líderes. Isso trouxe um benefício muito importante para a empresa. Portanto, teremos um ótimo resultado que certamente se concretizará até o fim do ano. Apesar de não termos os números fechados, os levantamentos preliminares apontam que as vendas em 2010 ficarão acima das nossas expectativas. )

nossa relação de construção de fábricas é, em média, de uma nova unidade a cada três anos. Desde 2000, a Nestlé fábricas em três estados.)

O resgate e releitura de embalagens - como balde de leite e rótulos antigos - tiveram a intenção de preparar a marca para a comemoração dos 90 anos no Brasil?

( Preparamos muitas surpresas para esta comemoração, mas ainda não podemos revelar detalhes. O que é possível

O que a Páscoa representa em termos de vendas para a empresa? O que se pode esperar para a data em 2011?

( A empresa possui um vasto portfólio de produtos que se enquadram em diferentes datas e sazonalidades e,

adiantar é que teremos inúmeras atividades e ações que já vem acontecendo desde o primeiro dia do ano.)

Em termos de marketing e endomarketing quais serão as novidades?

com certeza, a Páscoa é uma delas. Neste período, sem

( As ações de comemoração, tanto externas quanto internas,

dúvida, aceleramos em muito as nossas vendas. Para 2011,

serão inúmeras. No entanto, seguindo a política da empresa,

as expectativas são as melhores possíveis. O país está

não podemos informar detalhes destes investimentos. )

vivendo um momento ímpar, economicamente falando, e isso deverá refletir nas vendas como um todo. E como em todos os anos, nós contratamos cerca de três mil pessoas adicionais para atuar no período da Páscoa. Toda essa movimentação já começa em janeiro, quando iniciamos a seleção e treinamento desse pessoal, e segue até abril, ao término da Páscoa.)

Existem novidades de produtos para o mercado que podem ser adiantadas?

Recentemente, tivemos a posse de uma presidente e uma nova equipe começa atuar em 2011. Qual a expectativa da empresa para este novo governo do Brasil?

( Acreditamos que o Brasil, definitivamente, encontrou o caminho para o desenvolvimento. Nossas expectativas continuam altas e acreditando que o novo governo dará continuidade às recentes conquistas: economia estável, sem surpresas no horizonte, e crescimento constante. )

( Nossa empresa tem como característica principal a inovação. Por isso, todos os anos nós lançamos produtos e

muitas novidades, que serão apresentadas oportunamente.)

O que se pode esperar do novo governo em relação aos incentivos para a indústria?

( A Nestlé sempre acreditou nas potencialidades do Brasil. Quais as expectativas para 2011 de negócios em termos de faturamento, ampliação de fábricas e de pessoal?

( Como vem acontecendo nos últimos anos, o ritmo de crescimento da empresa é intenso, e isso nos obriga a

Dessa forma, investimos constantemente no País ao longo

dos últimos 90 anos. E assim seguiremos nos próximos anos. )


Matéria de capa

Evolução do varejo Quem, hoje em dia, conseguiria entrar em um supermercado, entregar a lista de compras para um funcionário do estabelecimento e esperar que ele selecionasse os itens que serão levados para a casa? Esta situação, que aparenta ser impossível atualmente, foi realidade por muitos anos em praticamente todo o mundo antes do surgimento dos supermercados e dos sistemas de autoatendimento. Mas a evolução do varejo, que é algo sem volta e que se torna cada vez mais independente, é relativamente recente na história do comércio varejista do Brasil. A primeira experiência brasileira onde o próprio cliente escolhia seus produtos surgiu no início da década de 1950 com o supermercado Sirva-se, localizado na Rua da Consolação, no centro de São Paulo – e que anos mais tarde foi incorporado pelo Grupo Pão de Açúcar. O Sirva-se foi inspirado em um modelo norte-americano criado cerca de 30 anos antes, quando o empresário Michael Cullen desenvolveu uma estratégia relativamente simples para baratear os custos com funcionários: montou um galpão industrial para vender comida e deixou que as pessoas se servissem sozinhas. No Paraná, os modelos de autosserviço começaram a surgir efetivamente no final da década de 1970, com maior expressão em Curitiba. Antes disso, o que predominava em todo o Estado eram os armazéns de “secos e molhados”, como lembra o gerente comercial dos Moinhos Anaconda, José Silva Baltazar. “Até meados dos anos 80, existiam os atacadistas (secos e molhados) que faziam a distribuição dos produtos da indústria para o varejo, utilizando frota própria devido à grande dificuldade de logística”, conta.

Os atacadistas faziam a distribuição das indústrias para os armazéns, mercearias, vendas de sítio e para os poucos supermercados que já existiam. Nesta época predominavam no Paraná as lavouras de café e algodão que ocupavam muita mão-de-obra na área rural. A característica do consumidor era de chegar ao balcão desses estabelecimentos e entregar a lista de compras ao caixeiro (atendente) para ele separar as mercadorias solicitadas. Normalmente, o cliente pagava a conta anterior que constava no ‘caderno do fiado’ e fazia uma nova compra para pagar no próximo pagamento. “Existem casos em que o cliente pagava para estes tipos de comércio uma vez por ano, na safra”, relata Baltazar. Segundo o empresário, com as geadas entre 1975 e 1980 as culturas do café e algodão registraram quedas acentuadas, o que provocou o êxodo rural. Com a migração destes trabalhadores para a cidade, as vendas de sítio e muitas mercearias desapareceram e os armazéns se transformaram em supermercados ou mudaram de atividade. “A partir dos anos 80 os atacadistas de secos e molhados começaram a desaparecer do mercado, pois as cidades cresceram, as vias de acesso melhoraram bastante e as indústrias começaram a fazer a venda direta para o supermercadista. Só para se ter uma idéia, nos anos 80, Maringá era conhecida como centro regional do atacado, com 33 atacadistas (secos e molhados). Hoje, tem apenas dois”, comenta o gerente da Anaconda.

Mudanças Assim como hoje, os pioneiros do comércio varejista enfrentavam muitas dificuldades que eram peculiares na época. Ruy Senff, que iniciou no segmento na década de 1960 com as lojas Senff e Parati – adquiridas há dez anos pelo Grupo Pão de Açúcar – e que foi fundador da Associação Paranaense de Supermercados (Apras), comenta que uma das grandes dificuldades no passado era encontrar variedade de mercadorias. Além disso, os cereais, por exemplo, chegavam aos pontos de vendas em sacos de 60 quilos e precisavam ser pesados e vendidos por quilo.


“Isso foi melhorando gradativamente até chegar aos dias de hoje, quando é praticamente impossível colocar todas as marcas de produto nas gôndolas, devido à quantidade de marcas existentes”, afirma. Outra característica peculiar da época era a proximidade do cliente com o varejista. “Os clientes, em particular os curitibanos, sempre foram muito exigentes. Na época, as reclamações eram feitas diretamente aos donos dos estabelecimentos. Se eles achavam um produto mais caro telefonavam diretamente para mim para reclamar”, relembra. E acompanhando as mudanças que aconteciam principalmente no exterior, os supermercados no Paraná foram evoluindo. O empresário Roberto Demeterco, ex-diretor do Mercadorama – adquirido em 1998 pelo grupo português Sonae e mais tarde pela rede americana Walmart – lembra com orgulho que já na década de 1950 trazia dos Estados Unidos a experiência da venda de produtos alimentícios sem balconistas, o sistema self-service, autosserviço em português, que foi, segundo ele, o primeiro modelo implantado no Estado e o segundo no Brasil. “As cestinhas eram de vime e já pesavam bastante mesmo vazias. Alguns consumidores acharam que era muita petulância terem que ‘trabalhar’ para o dono do armazém, pois tinham que se servir. Outros consideravam um desrespeito terminar com a venda à prazo que eram cobradas no fim do mês, significava perda do crédito pessoal”, comenta.


Matéria de capa As novas gerações e os desafios Com cerca de trinta anos no mercado varejista, a Rede Muffato pode ser considerada da nova geração do segmento no Paraná. Fundada em Cascavel, no oeste do Estado, conta hoje com 30 lojas no Paraná e interior de São Paulo, e mais de sete mil colaboradores. Tem como metas continuar crescendo de forma orgânica e investindo em novas tecnologias para vencer os desafios da concorrência. Na avaliação do empresário Everton Muffato, o Paraná é considerado uma referência para o setor no Brasil. Isso pode ser atribuído aos pioneiros que investiram tanto em tecnologias, know-how e qualidade nos serviços. Além disso, a forte concorrência também fez com que o setor evoluísse bastante. Para ele, um dos desafios a serem vencidos pelos varejistas é driblar a disputa com diferentes canais de vendas. “Um desafio será de concorrer com os nichos de vendas que vem crescendo de maneira acelerada no estado como, por exemplo, perfumarias e farmácias. É um concorrente difícil que precisaremos combater”, afirma. Outro desafio na avaliação do empresário é conseguir adequar os novos custos no setor gerados pelo crescimento vivido no País. “Atravessamos uma boa fase econômica no Brasil. Por outro lado, isso traz outras conseqüências, como a escassez de mão de obra e o elevado custo da folha de pagamento”, avalia. A formação de profissionais é outra questão a ser superada. Por isso, é que o grupo criou uma universidade corporativa que investe na formação e qualificação dos colaboradores.

Profissionalização e sustentabilidade Investimentos em qualificação profissional e adoção de tecnologias que demandem menos gastos e sejam sustentáveis estão entre os desafios para o setor varejista nos próximos anos. A avaliação é do atual presidente da Apras, Pedro Joanir Zonta, que defende também um estudo mais detalhado do comportamento do consumidor para que o segmento possa ampliar sua base de atendimento. Isso se faz necessário, defende Zonta, porque a sociedade vem passando por diversas transformações, que inclusive já foram mapeadas no último Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado no final do ano passado. “Os brasileiros estão vivendo mais,

as famílias diminuíram de tamanho, e consumidores de menor classe de renda estão comprando mais”, apontou o presidente. O mercado, de um modo geral, deverá se manter aquecido nos próximos anos, e quem tiver preparado e atento as oportunidades irá colher bons resultados, acredita Zonta. Segundo ele, o varejo supermercadista se tornou muito mais profissional, dinâmico e competitivo. Atualmente tanto o pequeno como o médio varejista tem conseguido driblar os desafios e se especializar no seu raio de ação, formar parcerias com fornecedores e diminuir custos. Já as grandes redes conseguem volume de compras, investem em novas tecnologias e mídia. “A competitividade tira automaticamente os menos preparados do mercado, e isto é ótimo para o consumidor, pois garante mercadorias de qualidade a preços competitivos”, avalia o presidente da Apras.


Como começou a Associação Paranaense de Supermercados 1971 - Criação da Apras Fundada por Ruy Senff, surgiu com o objetivo de defender os interesses políticos, econômicos e sociais da classe supermercadista no estado do Paraná.

1981 - Primeira Mercosuper Promovida anualmente pela Apras, a feira e convenção paranaense de supermercados tem como objetivo incentivar a geração de negócios entre indústria e varejo.

1991 - Revista Supermix Principal veículo de comunicação da Apras editada exclusivamente para o setor. 1993 - Sede própria da Apras A primeira sede foi nas dependências de Rodolfo Senff S/A. Depois, transferiu-se para sede própria onde permanece até os dias atuais. 1999 - Iespar O Instituto Escola Paranaense de Supermercados prepara mão de obra especializada para atuar nos supermercados

2002 - Primeiras feiras regionais O contato pessoal é importante para os negócios. As feiras regionais integram fornecedores com o pequeno e médio supermercadista.

2006 - Reforma total da sede Sobre um possível ‘apagão’ de mão-de-obra no setor varejista, Pedro Joanir Zonta comenta que este não é um problema exclusivo do setor, pois a falta de profissionais se estende outros setores de serviços, como garçom, vendedores e empregadas domésticas. “Para se ter uma idéia, Curitiba tem uma taxa de desemprego em torno de 3,5%. Se considerarmos que muitos deles trabalham no mercado informal e outros ainda recebem salário desemprego, temos uma situação de pleno emprego. Esta é uma realidade que muitos países desenvolvidos passaram e que foi solucionada com mão de obra de países subdesenvolvidos, como é o caso dos latinos na Europa e nos Estados Unidos, além da adoção de processos e tecnologias que priorizam a produtividade. A solução para este problema, em nosso caso, é praticamente a mesma”, finaliza Zonta.

Para garantir maior comodidade e melhor atendimento aos associados, o prédio da Apras passa por uma reforma completa.

2007 - Apras Mulher Braço de responsabilidade social da entidade coordenado por voluntárias envolvidas com o setor.

2010 - Academia Empresarial Baseado nos modelos de Educação Corporativa, o Iespar passa por uma importante reformulação. 2011 - 30ª Mercosuper A feira e também convenção é considerada, atualmente, o segundo maior evento de varejo do País 40 anos de Apras A soma de todos os esforços realizados mostra o tamanho da representatividade que a entidade conquistou ao longo desses anos


PERFIL

Supermercado Santa Helena cresce em Colombo De um pequeno mercado de bairro, o Santa Helena conta hoje com quatro lojas e mais de cem colaboradores O município de Colombo, na Região Metropolitana de Curitiba, foi a cidade escolhida pelo empresário João Batista Moreira dos Santos começar, no início da década de 80, sua trajetória no setor varejista. O supermercado Santa Helena surgiu como um pequeno mercado de bairro que trabalha com itens de primeira necessidade, e hoje a rede é composta por quatro lojas que oferecem um mix variado nos segmentos de alimentos, eletroeletrônicos, bazar e têxtil. Com um faturamento de cerca de dois milhões de reais por mês, o empresário planeja abrir mais uma loja em 2011 e investir na ampliação do número de colabores e na divulgação da sua marca.


“A qualidade no atendimento sempre foi o ponto principal do nosso negócio”, afirma João Batista, acrescentando que isso fez com que muitos clientes se tornassem fiéis. “No mercadinho do bairro, bem no começo, trabalhava apenas com gêneros alimentícios e não havia publicidade. Mas os clientes eram fiéis e muitos continuam comprando em nossas lojas até hoje”, comenta. O empresário lembra que quando resolveu investir no setor varejista teve que aprender na prática como desenvolver seu negócio, pois ele comprou o primeiro supermercado com recursos provenientes da atividade de caminhoneiro. “Eu mantive os funcionários que trabalhavam no local e fui adquirindo experiência e aprendendo tudo sobre supermercados na prática”, relata. Com uma visão empreendedora, algum tempo depois João Batista adquiriu um terreno em frente ao supermercado para a construção da loja que tinha idealizado. E a partir daí, não parou mais. Alguns membros da família foram participando dos negócios e dando apoio na ampliação da rede. Atualmente, a esposa de João Batista, Noeli, é sócia e ajuda comandar as atividades nos quatro supermercados da cidade, que contam com mais de cem colaboradores e um mix superior a 20 mil itens. Para dar mais comodidade aos clientes, o proprietário do supermercado Santa Helena investiu no ano passado na ampliação de uma das lojas. A unidade passou a contar com cerca de dois mil metros quadrados de área de venda, além de ser equipado com modernos equipamentos de checkout e atendimento, e estacionamento para 200 veículos com área coberta. O investimento, segundo João Batista, foi fundamental para dobrar as vendas da rede. Otimismo O varejista João Batista Moreira dos Santos está otimista com 2011. Ele projeta o crescimento do seu negócio, inclusive com a abertura da quinta loja até o final do ano. Outra estratégica que deverá adotar será a ampliação dos investimentos em mídia, inclusive com anúncios em redes de televisão. Assim como, deverá aumentar o quadro de funcionários e melhorar ainda mais o atendimento aos consumidores nas lojas. Essa ampliação no atendimento, garante João Batista, será uma forma de agradecer ao município que lhe proporcionou crescer no segmento varejista. “Acredito que o sucesso dos negócios se deve ao município de Colombo e a maioria da população. Desde o início batalhamos para crescer e fazemos tudo com dedicação e prazer”, declara.


VAREJO

Cash&Carry

Modelo de negócio conhecido como atacarejo deve se consolidar esse ano O ano de 2011 será decisivo para a consolidação de um modelo negócio que chegou ao Brasil na década de 1970, trazido pelo Makro. O conceito cash&carry (pague e leve, em uma tradução livre) foi apresentado na Alemanha há mais de 40 anos pelo professor Otto Beisheim, que em 1964 abriu o primeiro estabelecimento deste tipo na cidade de Mülheim (Ruhr). Conhecido popularmente como atacarejo, o princípio que garante ao próprio cliente a escolha do produto diretamente nas prateleiras, comprando-o e levando-o com ele, continua crescendo. Em 2008, apenas 17% dos shoppers compravam no atacarejo. Um ano depois, esse número subiu para 22% e há expectativas que o crescimento de consumidores feche em 28% em 2010. Segundo especialistas, parte do desempenho positivo alcançado pelo setor antes do fechamento de 2010 se deve à popularização e aos investimentos cada vez maiores neste modelo de negócio. Com crescimento anual acima de dois dígitos, o formato tem recebido cada vez mais aporte de verba das companhias. O atacarejo se expandiu pelo Norte e Nordeste do País. A grande tendência foi o investimento de grandes nomes, como Assai (Grupo Pão de Açúcar), Atacadão (Carrefour) e Makro. Um exemplo foi a cidade de Palmas, no Tocantins, que recebeu novas unidades dessas três bandeiras. Além dos cincos primeiros do ranking – Makro, Assai, Tenda, Spani e Villefort, de acordo com a ABAD (Associação Brasileira de Atacadistas e Distribuidores), o segmento atacadista, que movimenta mais de 120 milhões por ano, também tem recebido investimento de outros competidores, principalmente regionais, na disputa por mercado. A rede carioca Zona Sul investiu R$ 8 milhões para inaugurar a sua primeira loja Mega Box no formato cash&carry. Outra empresa que aposta pesado no formato é o Mart Minas, rede mineira que investiu R$ 40 milhões ainda

em 2009 na abertura de novas lojas no Estado. O formato também foi um dos destaques do Grupo Walmart (Maxxi Atacado) em meio ao montante de, aproximadamente, R$ 2,2 bilhões de investimentos e o planejamento de mais de cem lojas em 2010. Os estabelecimentos de atacarejo também tiveram alta significativa nesta década. Em 2000, existiam apenas 86 lojas neste formato no Brasil. Em 2009, elas já somavam 291. A expansão do conceito é apontada como um dos motivos que garantiu o crescimento do setor acima do esperado em 2009, ano da crise. O crescimento real foi de 4,1% e um faturamento R$ 11 bilhões maior do que o de 2008, atingindo um total de R$ 131,8 bilhões. O montante equivale a cerca de 5% do PIB brasileiro. E os números superaram as expectativas de um crescimento em torno de 3%. O sucesso do modelo também se justifica pelo aumento do poder de compra da classe C, que junto com as classes D e E, formam o principal grupo de consumidores que procuram o cash&carry. É unânime que o atacado de autosserviço deve conquistar ainda mais participação em 2011 e expandir sua atuação pelo território nacional por regiões onde ainda não atuam. A dúvida, entretanto, é se irá representar uma ameaça ao desempenho do atacado distribuidor. Segundo Nelson Barrizzelli, professor da FEA (Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo) especializado em finanças, marketing e varejo, esse crescimento não deve alarmar o varejista comum. “São necessidades distintas que dirigem o consumo das pessoas. Em média, o consumidor vai a até três canais de vendas na hora compra mensal, sendo assim, ele escolhe de acordo com o momento. Nem o hipermercado vai matar o atacarejo nem o contrário”, explica. Para a ABAD, os dois formatos têm diferentes qualidades, que vão mantê-los com as vendas aquecidas e fortalecidas.


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O autosserviço oferece bom mix, sem os custos de entrega e de venda, já o distribuidor tem relação mais próxima com a indústria fornecedora e, por isso, consegue melhores negociações. Os especialistas vêem o cash&carry como um negócio complementar aos negócios da cadeia de abastecimento como um todo e tem conquistado espaço de outro modelo de negócio, o atacado de balcão, atualmente com desempenho mais fraco dentre todos os formatos – atacado de entrega, atacado de autosserviço, atacado de balcão e distribuidor exclusivo por região e por categorias atuantes no mercado brasileiro. Cash&Carry paranense Curitiba possui um exemplo de loja que oferece o conceito e é totalmente paranaense. Criada em 2009, pelo Grupo Destro, de Cascavel, o Armazém da Maria, funciona em local privilegiado da Linha Verde, no bairro Tatuquara, na capital do Paraná. Voltada para atender apenas o pequeno comerciante, como vendedores de cachorro-quente ou pizzarias, a empresa oferece uma variedade de pães (francês, hambúrguer, cachorro quente), além dos especiais feitos

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sob encomenda. A loja oferece também carnes, frios (peças inteiras e em pedaços), frutas e verduras frescas, vinda direta do produtor, bebidas já geladas e um mix variado de produtos de limpeza, higiene e beleza.

O formato não deve representar uma ameaça ao varejista comum, afinal, segundo Nelson Barrizzelli – especialista em finanças, marketing e varejo – são necessidades distintas que dirigem o consumo das pessoas.


calendário

Carnaval e Páscoa: o que faz com que as vendas cresçam ainda mais Cada vez mais distante da crise de 2009, o comércio varejista cria grandes expectativas de aumento de vendas para datas comemorativas ainda no primeiro semestre de 2011, como o Carnaval e a Páscoa. De acordo com Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio-SP), as vendas reais do comércio varejista brasileiro devem crescer até 8% dentro de um cenário “otimista” traçado pela entidade. “O primeiro semestre de 2011 deve ser ainda de aumento mais forte baseado no efeito carry over (em português, crescimento acumulado no passado), com desaquecimento gradual a partir da segunda metade do ano”, afirmou a entidade, em comunicado à imprensa.

Para garantir o sucesso em relação à expectativa positiva, uma dica é criar oportunidade de vendas com promoções e facilidade no parcelamento das compras, que são mais acentuadas nas duas semanas que antecede a data, quando 75% dos consumidores vão às lojas. Esse quadro se repete todos os anos: as vendas aumentam muito porque, culturalmente, as pessoas deixam as compras para a última hora, asseguram as promotoras de vendas, grandes parceiras que trabalham dentro das lojas divulgando as promoções oferecidas pelas marcas.

Uma dica que favorece a venda na Páscoa é a variedade de produtos, incluindo também produtos não sazonais, considerando que o consumidor não se prende mais em comprar somente ovos de Páscoa.

A expectativa de que as vendas de itens sazonais fiquem aquecidas durante a Páscoa é unânime. Tradicionalmente, a data é a principal época de vendas para o varejo especializado em chocolates e doces, também sendo considerada o segundo Natal para o setor de supermercados. A alta nas vendas de chocolates para 2011 será também um reflexo do fim da incerteza econômica, que no primeiro trimestre do ano passado prejudicou os negócios, por causa da crise.

As promoções podem vir nas mais diversas formas. Uma marca oferece uma caixa de bombom ao cliente na compra de dois ovos grandes. Já outra dá um relógio de personagem infantil na compra de dois ovos médios ou um maior. O que é preciso garantir também é negociações antecipadas com os fornecedores. Os grandes grupos apostam na exposição de alguns produtos às vezes dois meses antes da Páscoa como uma estratégia de divulgação. A intenção é dar um gostinho da data e marcar a presença da rede entre os consumidores. A iniciativa pode aumentar a possibilidade de venda em 2% e 3% do total esperado para o período de pré-Páscoa.


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Outra dica que pode favorecer a venda é a variedade de produtos. A oferta deve contemplar a diversidade de produtos, incluindo também produtos não sazonais, como bombons, considerando que o consumidor não se prende mais em comprar somente ovos de Páscoa. Estimativas internas de empresas do ramo indicam que mais de 40% dos domicílios compram outros produtos. Entre os ovos, vale apostar naqueles de tema infantil, os mais procurados, que trazem brindes ou que estão atrelados a promoções. As opções do tipo de chocolate também são importantes. O cliente deve ter a possibilidade de escolher entre chocolate branco, light ou diet, passando pelo meio-amargo, chegando ao tradicional chocolate ao leite. Simone Terra, especialista em comportamento de compra, explica que, além dos ovos, a Páscoa contribui para alavancar as vendas de outros produtos de chocolate. De acordo com ela, a compra de outros itens é crescente e significativa para o mercado. A empresa paranaense Alimentos Zaeli, tem um incremento de 15% na venda de achocolatados e chocolate em pó, por exemplo. O diretor comercial da empresa, Valter de Oliveira Rodrigues, lembra inclusive que o aumento na procura por produtos como azeitonas, palmito e pêssego em calda, que são servidos durante o almoço de Páscoa ou mesmo durante as refeições da sextafeira santa. Com a queda do dólar, o diretor acredita que a demanda pelos produtos importados como azeite de oliva e balsâmico também crescerá. “Esses produtos estarão mais em conta”, explica. Uma sugestão para alavancar as vendas nesses casos é criar ilhas com opções de produtos consumidos neste período, como bacalhau, por exemplo. “Estes espaços sempre chamam a atenção das donas de casas”, afirma Rodrigues.

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Folia Outra oportunidade para tornar real a expectativa positiva de crescimento do setor em 2011 ainda no primeiro semestre é o Carnaval. Confiante na melhoria da economia e animado com o feriado de Carnaval, o consumidor brasileiro gastou mais para fazer a festa em 2010, o que elevou em 60% o movimento nos supermercados, superando as expectativas das varejistas, que viram as vendas de itens como bebidas, carnes e carvão aumentarem em 12% em relação ao mesmo período do ano anterior durante os quatro dias de agito. Os especialistas não vêem motivos para que a folia seja diferente em 2011. De acordo com as assessorias de três grandes redes do setor, o crescimento de 20% acima do esperado aconteceu devido às promoções e ao mix variado de produtos que as empresas colocaram à disposição dos clientes para a data. Entre os destaques estão as bebidas como a cerveja, que segue uma trajetória de alta nas vendas neste período. Mas ainda são as novidades que garantem o sucesso nas campanhas. Em 2010, a linha Barril 5 litros da Itaipava, a Oaken Bohemia e a exclusiva Itaipava de 250ml fizeram com que o Grupo Pão de Açúcar registrasse alta de 40% acima do obtido no mesmo período de 2009. No Carrefour, a expectativa pelas vendas nos quatro dias de Carnaval fez a rede antecipar as negociações com a indústria a fim de conseguir melhores preços e itens exclusivos no segmento de bebidas e alimentos. A empresa usou promoções no estilo “combinado de cerveja e carvão”, ou “Leve 4 e Pague 3” para aumentar as vendas que também cresceram no setor de carnes. Outro grupo que teve como a grande vedete do carnaval 2010 a venda de cervejas e carnes foi o Walmart Brasil, que estima ter alcançado 40% e 28% de crescimento respectivamente, na venda de produtos para churrasco.

O consumidor brasileiro gastou mais no Carnaval de 2010, superando a expectativa do varejo que viu a venda de alguns itens aumentar em 12% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os especialistas não vêem motivos para que a folia seja diferente em 2011.


EVENTOS

Muito para comemorar Evento da Apras reuniu empresários em tradicional encontro de final de ano Uma confraternização para comemorar os bons resultados de 2010. Foi com este propósito que cerca de 1,5 mil empresários varejistas do Paraná e profissionais da indústria se encontraram no último dia 4 de dezembro, no Estação Convention Center, em Curitiba, com

a expectativa de fechar o ano com um crescimento do varejo entre 6% a 8% a mais que em 2009, sendo que no Brasil o faturamento deve ultrapassar R$ 200 bilhões. Na avaliação do presidente da Apras, Pedro Joanir Zonta, o ano de 2010 foi

um dos melhores registrados pelo setor. Fatores como o aumento real dos salários e a oferta de empregos contribuíram de forma positiva para esses resultados. Aliado a isso, os incentivos do governo para que as classes C, D e E ingressassem nas classes de consumo, refletiu em uma

Na avaliação do presidente da Apras, Pedro Joanir Zonta, o ano de 2010 foi um dos melhores registrados pelo setor. Fatores como o aumento real dos salários e a oferta de empregos contribuíram de forma positiva para esses resultados.


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maior demanda nos supermercados. O Paraná, na avaliação de Zonta, possui outro diferencial importante: a renda que vem do campo. “O Estado é essencialmente agrícola, e quando a safra vai bem, como foi o caso da safra 2009/2010, temos um crescimento da economia como um todo”, afirma. Para o final do ano, tudo indica que os resultados sejam ainda mais positivos, pois o décimo terceiro salário injetou um reforço de R$ 5,4 bilhões na economia

paranaense. Para 2011, as projeções são igualmente positivas. Na avaliação de Joanir Zonta a categoria está otimista com a nova presidente do Brasil, Dilma Rousseff, que deu sinais de que irá trabalhar para o controle da inflação e do custo da máquina pública, devendo aplicar os recursos que sobram em investimentos na infraestrutura do País, como portos, aeroportos, estradas, segurança, educação e saúde. “A nova presidente

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já deu sinais de que trabalhará neste sentido, quando o governo anunciou no início de dezembro medidas para controlar a concessão de crédito e evitar a inflação”, analisou Zonta.

promover uma série de ações para comemorar a data”, relevou. Além disso, a Mercosuper 2011 também completa 30 anos de realização, e o desafio, segundo Zonta, será atrair um público de 50 mil pessoas e mais de 280 expositores.

A entidade

O evento de confraternização da Apras teve o patrocínio das empresas Anaconda, Arroz Buriti, Ambev, Aurora, Copacol, Frimesa, Café Melitta, Nestlé, Ninfa, Selmi, Tirol, Santher e Anhembi. Os empresários varejistas participaram,

Os bons resultados do setor também refletiram nas ações da Apras durante o ano de 2010. “A Mercosuper foi um sucesso, registramos um público de 46 mil pessoas. O mesmo aconteceu na

Supernorte em Londrina, e na Superoeste em Cascavel. Realizamos debates e reuniões para discutir temas importantes, como as exigências para o setor de frutas, verduras e legumes”, relembrou o presidente da Apras. Os cursos da Academia Empresarial cresceram 12% neste ano, e mais de quatro mil alunos foram treinados em todo o Paraná. Para 2011, Joanir Zonta comenta que a Apras está trabalhando para marcar os 40 anos de criação da entidade no Estado. “Iremos

durante o evento, de diversos sorteios de cestas e produtos dos patrocinadores, além de viagens para Foz do Iguaçu, Porto Seguro e Buenos Aires, na Argentina. A animação da festa ficou por conta da Banda Madeira Show.


Responsabilidade social

O desafio dos

organicos

O Paranå aumentou sua produção, mas ainda encontra problemas para abastecer os pontos de venda


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A preocupação com a qualidade de vida, saúde e meio ambiente é crescente entre as pessoas. A busca por produtos orgânicos cresce na mesma proporção. No entanto, a oferta ainda não acompanha esse movimento. Os custos da conversão da lavoura, despesas com a mão de obra, dificuldades com a certificação e a pouca variedade de produtos estão entre os principais desafios a serem vencidos para que a freqüência dos orgânicos aumente na mesa dos consumidores. Nos últimos dez anos, o Paraná registrou um salto expressivo na produção de orgânicos. Segundo dados do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), em 1997 o Estado contava com 450 produtores rurais e registrava uma produção de quatro mil toneladas. Na safra 2007/2008, a produção passou para 124 mil toneladas com mais de cinco mil produtores atuando na agricultura orgânica. No entanto, esse volume ainda não é suficiente para abastecer o mercado. Na visão do engenheiro agrônomo e coordenador Estadual de Olericultura da Emater, Iniberto Hamerschmidt, “deve haver muito investimento na produção para abastecer o mercado, uma vez que o consumidor está exigindo produtos orgânicos não só na alimentação, mas no vestuário e cosméticos”.

encontrar os produtos orgânicos, os supermercados também têm dificuldades para conseguir manter os estoques e a variedade nas gôndolas. Um levantamento feito pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico Social (Ipardes) em 2007 apontou que as grandes redes supermercadistas de Curitiba ofertam produtos orgânicos nas suas lojas, no entanto encontram problemas de logística. As redes de porte médio procuram seguir a tendência das grandes redes. Já nas lojas de bairro, com redes menores ou supermercados

burocratização nas negociações e traz vantagens para a logística, transporte e entrega. Na avaliação da coordenadora estadual do setor de Agronegócio do Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) do Paraná, Andreia Claudino, o alto preço, a pouca variedade e quantidade disponível, são pontos que precisam ser equalizados para que haja aumento no consumo dos orgânicos. “Conscientização ecológica do consumidor e do varejista, com mudanças comportamentais, e um trabalho efetivo de marketing alertando para o uso destes produtos são o grande desafio para os próximos anos”, afirma Andreia.

“Conscientização ecológica do consumidor e do varejista, com mudanças comportamentais, e um trabalho efetivo de marketing alertando para o uso destes produtos são o grande desafio para os próximos anos”. [Andreia Claudino]

Da mesma forma que os consumidores passam por dificuldades na hora de

de lojas únicas, há pouca oferta de orgânicos, e as opções existentes se resumem a produtos de mercearia seca mais comuns, como açúcar mascavo e farinhas. No interior do Estado, como na região Oeste, por exemplo, aponta o Ipardes, associações de produtores negociam diretamente com os proprietários de supermercados de redes locais ou regionais. Isso reduz a

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Orgânicos no mundo

No cenário internacional, os mercados que mais cresceram nos últimos anos foram os do Reino Unido e dos Estados Unidos, onde as cadeias de supermercados, junto com políticas públicas, criaram condições favoráveis para os produtos orgânicos. De acordo com Júlia Guivant, professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), na América Latina alguns países estão com o mercado interno em expansão, mas grande parte da produção é destinada à exportação. O abastecimento se dá através das associações de produtores rurais que comercializam diretamente com os supermercados, como ocorre no Uruguai, Costa Rica, Honduras, Peru, Argentina e em algumas regiões do Brasil.


ECONOMIA

O que esperar da economia em 2011 Crescimento na economia, embora em ritmo menor que em 2010. Novo governo presidencial sem rupturas na gestão econômica. Expansão do consumo e continuidade de ampliação da classe C no país. Estas são algumas das expectativas do economista Maílson da Nóbrega, Ministro da Fazenda no final dos anos 80, responsável por transformações institucionais nas finanças públicas brasileiras e, hoje, consultor econômico. Nesta entrevista à Supermix, Nóbrega fala sobre o que se espera da nova presidente, Dilma Rousseff, o que acha dos nomes indicados em ministérios centrais para a economia do Brasil e o que virá para o varejo. Qual a expectativa para a economia em 2011, diante da nova presidente, Dilma Rousseff? A economia deve continuar crescendo em 2011, embora em ritmo menor do que em 2010. A expansão do PIB, mantido o ambiente atual (interno e externo), deverá ficar nas proximidades de 5%. A desaceleração em relação a 2010 (crescimento de mais de 7%) é saudável, na medida em que eliminará o superaquecimento da economia e evitará o risco de retorno de níveis elevados de inflação. Qual a sua análise dos nomes escolhidos para os cargos de presidente do Banco Central, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento? Os nomes são bons, particularmente o do novo presidente do Banco Central. A permanência do Ministro da Fazenda no posto somente pode ser entendida se ele receber a missão de reverter, sob orientação firme da nova presidente, a grave deterioração fiscal dos últimos

dois anos, que incluiu o recurso a mágicas contábeis para esconder o aumento excessivo dos gastos e a dificuldade de cumprir metas de superávit primário. Dou um crédito de confiança à nova equipe, baseado no compromisso de Dilma com uma gestão fiscal responsável, a preservação da autonomia do Banco Central e a permanência do regime de câmbio flutuante. Somente a prática de governo, todavia, é que pode tornar o quadro mais claro. É pouco provável, felizmente, que haja retrocesso na gestão macroeconômica. *Para quem quer conhecer mais sobre a trajetória do economista e o período que serviu à nação, já está nas livrarias o livro Além do Feijão com Arroz, autobiografia do filho de uma família humilde de uma pequena cidade do interior da Paraíba, que começou a trabalhar aos 10 anos de idade. “Este livro é do calibre do célebre Chatô ou das biografias de Samuel Wainer e de Roberto Campos: uma leitura imprescindível para entender a segunda metade do século XX no Brasil. Com a vantagem de invadir a primeira década do XXI e adentrar as brumas das três seguintes. Estamos diante de uma aula de História, oferecida por um excepcional contador de histórias”, diz o economista Fabio Giambiagi, que assina a orelha.


Revista SUPERMIX

Como avalia a conjuntura econômica para o setor produtivo de gêneros alimentícios, higiene e limpeza e o consumo interno? A tendência é de continuidade da expansão do consumo, ainda que em ritmo menos favorável do que em 2010, dada a desaceleração esperada para a atividade econômica como um todo. Alimentos e produtos de higiene e limpeza respondem normalmente ao desempenho da massa salarial, que deve crescer mais de 5% acima da inflação em 2011. Há ainda uma tendência de crescimento da classe C? Sem dúvida. A expansão da renda deve manter o alvissareiro processo de migração de famílias das classes D e E para a classe C e desta para as classes A e B. Quais as boas e as más notícias para o varejo? Creio que a boa notícia é a percepção de que não

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haverá rupturas na gestão da economia. Se ocorressem, teríamos de volta o ambiente de inflação alta e de incertezas, que reduzem a capacidade de consumo da maioria das famílias brasileiras. A má notícia viria de um recrudescimento da crise nos países desenvolvidos, provocado pela deterioração da situação fiscal na Europa. O cenário mundial mudaria para pior, afetando todos, inclusive o Brasil. Uma notícia meio termo vem das medidas prudenciais adotadas pelo Banco Central. O aumento dos compulsórios dos bancos e a exigência de mais capital para certos tipos de operação devem reduzir o ímpeto de crescimento do crédito, particularmente o de consumo de bens duráveis. Será mais um fator de desaceleração do consumo, mas nada que possa nos tirar o sono. Qual a recomendação para o pequeno, o médio e o grande supermercadista na gestão de seu negócio em 2011? Infelizmente, não tenho como fazer a recomendação. Minha empresa de consultoria não lida com questões associadas à gestão das empresas. Trata apenas de análises do quadro econômico e político.


ÍNDICE DE VENDAS

Outros, Eletrônicos e Consumo Local foram as cestas que mais cresceram no período avaliado entre 8 de novembro e 5 de dezembro de 2010 Na análise do acumulado 2010 versus 2009 (períodos 1 a 12 – de 4 de janeiro a 5 de dezembro), Curitiba e Região Metropolitana (RMC) registraram crescimento nominal de 10,6%, igual a média Brasil, que também foi de 10,6%. Considerando a inflação de 4,75% no período, o crescimento real foi de 5,6%. Oito das onze cestas apresentaram crescimento de dois dígitos. No comparativo do período 12 (avaliado entre os dias 8 de novembro e 5 de dezembro) em relação ao período anterior (avaliado entre os dias 11 de outubro e 7 de novembro), as vendas do setor de autosserviço em Curitiba e RMC tiveram crescimento nominal de 3,5%, superior ao crescimento da média Brasil que foi de 3,0%.

Metodologia utilizada A metodologia utilizada para coleta dos dados pela Nielsen é a chamada scantrack, que realiza a captura semanal de dados provenientes dos caixas de supermercados colaboradores (leitores óticos do autosserviço), possibilitando uma análise detalhada das categorias de produtos, semana a semana. O ano scantrack é dividido em 13 períodos de quatro semanas cada. Isso significa que, na grande maioria das vezes, as informações não são referentes ao mês fechado.

Curitiba Variações Período de Análise – 08/11/2010 a 05/12/2010

Brasil

Variação Nominal

Variação Real** (IPCA / IBGE)

Variação Nominal

Variação Real** (IPCA / IBGE)

PERÍODO 12 x PERÍODO 11

3,5%

2,6%

3,0%

2,1%

PERÍODO 12 x MESMO PERÍODO DE 2009

13,5%

7,6%

10,6%

4,8%

ACUMULADO 2010 versus 2009

10,6%

5,6%

10,6%

5,6%

*Números de Curitiba e Região Metropolitana com amostragem concentrada nas grandes redes. A partir de 2011, será contabilizado também o interior do Paraná. **Real – deflacionado desde janeiro de 2001 pelo IPCA do IBGE


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Revista SUPERMIX

Importância Período - 08/11/2010 a 05/12/2010

Curitiba

Interior do Paraná

Brasil

Variação em relação ao período anterior (12x11)

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (12/09x12/10)

Variação em relação ao período anterior (12x11)

Variação em Relação ao Período 01/2010 ***

Variação em relação ao acumulado anterior (2010x2009)

Variação em relação ao período anterior (12x11)

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (12/09x12/10)

Curitiba

Interior do Paraná

Brasil

Variação em relação ao acumulado anterior (2010x2009)

VENDAS TOTAIS

100%

100%

100%

10,6%

3,5%

13,5%

2,3%

10,6%

10,6%

3,0%

10,6%

PERECIVEIS (FRESCOS)

30,4%

28,7%

30,8%

7,4%

2,1%

9,9%

0,0%

6,1%

7,3%

2,0%

9,3%

MERCEARIA

20,7%

22,4%

20,1%

11,2%

3,9%

20,2%

-1,1%

16,4%

11,2%

0,7%

13,2%

BEBIDAS

11,1%

11,7%

10,9%

11,9%

6,9%

6,4%

0,5%

15,8%

14,3%

7,0%

9,7%

ELETRONICOS

10,7%

9,6%

10,1%

15,2%

0,5%

16,1%

4,1%

14,7%

13,5%

6,0%

7,8%

PERFUMARIA

7,2%

7,7%

7,4%

12,7%

2,0%

10,1%

11,0%

6,2%

8,8%

-0,1%

3,6%

LIMPEZA

5,6%

5,8%

5,2%

12,9%

1,9%

9,4%

0,8%

-1,4%

10,8%

-0,2%

3,3%

TEXTIL

4,6%

3,9%

4,0%

9,3%

15,1%

33,1%

0,7%

56,0%

11,9%

9,3%

23,4%

MERCADORIA GERAL

4,7%

4,0%

4,9%

9,5%

-0,5%

13,2%

18,1%

-11,2%

12,0%

-7,3%

11,2%

CASA

4,3%

4,2%

4,5%

10,2%

9,2%

14,8%

-0,5%

34,5%

10,5%

20,0%

12,0%

0,5%

1,7%

1,8%

27,2%

1,2%

17,9%

8,5%

-8,6%

39,6%

10,5%

68,3%

0,2%

0,2%

0,3%

16,3%

7,6%

32,0%

0,6%

44,8%

10,9%

5,9%

10,8%

OUTROS

CONSUMO LOCAL

*Números de Curitiba e Região Metropolitana com amostragem concentrada nas grandes redes. A partir de 2011, será contabilizado também o acumulado no interior do Paraná. **Total Store – Performance Geral (fonte: dados scanning das cadeias colaboradoras com 5 ou mais checkouts) *** A Nielsen não concorda com tal comparação devido à influência de sazonalidade.


suporte jurídico

Preço ao consumidor Modernidade e eficiência para confiança e boa gestão Até a década de 80, o setor supermercadista comunicava os preços aos seus consumidores por uma etiqueta afixada em cada produto. Os avanços tecnológicos e a pressão por otimização de processos impulsionaram a modernização neste campo, introduzindo o código de barras, que agiliza a precificação e permite um melhor controle da saída de produtos. Hoje, no Paraná, já existe o modelo de etiqueta eletrônica, no qual a informação na prateleira é relacionada diretamente com a frente de caixa. O modelo, de origem francesa, está na nova loja do Condor, no bairro Água Verde, que teve investimentos de mais de 40 milhões de reais. “No passado recente, longas discussões já ocorreram no Congresso Nacional, em Brasília, sobre este tema, ora defendendo o modelo moderno, ora relembrando o antigo. Hoje, o que norteia o setor é a Lei 10.962/2004, regulamentada em 2006. Ela representa a possibilidade da existência de modelos distintos e prevê como deve ocorrer a precificação moderna. As tentativas de voltar no tempo e permitir apenas o preço com etiqueta manual no produto são um retrocesso em vão, pois os métodos atuais são seguros, melhores para o cliente e para o negócio”, explica Valmor Rovaris, superintendente da Apras (Associação Paranaense de Supermercados). Ele afirma ainda que os custos com a etiquetagem manual na embalagem dos produtos podem acrescer em 2% o preço final e está muito mais sujeito a erros, considerando que esta atividade envolve 100% da mão de obra humana e deverá cobrir os até 40 mil produtos de uma loja. Informar o consumidor sobre os preços corretos das mercadorias é uma das etapas de um processo interno de logística detalhado e que ocupa muita atenção dos empresários do setor supermercadista. Tanto pela importância disto para o cliente, que precisa encontrar com facilidade os valores que lhe interessam e pagar na boca do caixa exatamente o que foi informado, quanto para o proprietário da loja. Além de estar sujeito às penalizações de fiscalizações que apontem erros, o supermercadista também pode ter perdas significativas caso cobre menos do que divulga na prateleira

e, principalmente, ficar com a imagem prejudicada junto aos clientes. O que acontece nas lojas, normalmente e, até mesmo, por questões culturais do brasileiro, é que os clientes costumam cobrar dos supermercados quando os preços são maiores, mas dificilmente alertam sobre a indicação de preços menores. Wilson Toledo, delegado da Delegacia do Consumidor (Delcon/PR), que tem a competência de fiscalizar e processar as relações de consumo, alerta que quando detectados casos que prejudiquem o consumidor, a delegacia toma as providências legais cabíveis e também tem uma postura educativa, buscando conscientizar funcionários e empresários. A advogada da Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/PR), Claudia Silvano, diz que, nestes casos, consumidores estão totalmente amparados pelo Código de Defesa do Consumidor e que dependendo do caso, podem resultar até em detenção. “Nós orientamos os clientes a prestarem atenção no monitor instalado no caixa, que indica o preço de cada produto. O cliente precisa checar um a um e irá identificar se tiver algum erro”, complementa Claudia. Em relação à inconsistência de informação de preço, os clientes estão protegidos pelos códigos 42 e 66 do Código de Defesa do Consumidor, que prevê penas de 200 reais a três milhões de reais, dependendo da situação. Nos casos de denúncia no Procon, o supermercadista tem a oportunidade de resolver a questão diretamente com o cliente, por meio de uma carta de encaminhamento feita pelo órgão. Se neste estágio o assunto não é sanado, ocorre então a abertura de um processo administrativo pelo Procon. Ainda que amparadas no Código de Defesa do Consumidor, tanto Toledo quanto Silvano, dizem que denúncias e queixas relacionadas a problemas de preços não são comuns. Para o presidente da Apras, Pedro Joanir Zonta, este mérito é dos empresários paranaenses que estão constantemente investindo em melhorias que atendam aos consumidores. “Devo parabenizar o trabalho desenvolvido pelo setor para diminuir este problema que ainda é significativo em âmbito nacional,


suporte jurídico mas que no Paraná, nos coloca num patamar avançado em qualidade de atendimento ao consumidor”, afirma. O presidente destaca ainda que as ações de melhoria dos processos e da percepção do consumidor com a precificação contaram com o apoio dos veículos de comunicação do Estado que, em parceria com a Apras, ajudaram a construir uma imagem mais positiva do setor supermercadista. Entretanto, ele ressalta que esta é uma luta diária dos empresários e que não é possível se acomodar, principalmente porque envolve a atuação e o comprometimento de muitos funcionários. “Hoje, o consumidor está satisfeito porque as lojas estão preparadas para resolver estas questões imediatamente, o que não significa dizer que a dificuldade deixou de existir, na proporção do investimento da empresa”, completa.

Inovação: etiqueta eletrônica francesa em Curitiba A rede Condor inaugurou recentemente uma nova loja, no bairro Água Verde, em Curitiba, trazendo uma novidade para o estado: a etiqueta eletrônica. Proporcionando um visual diferente e mais “limpo” às prateleiras, a tecnologia funciona por meio de um sistema que disponibiliza eletronicamente o preço em gôndola, no produto e no monitor que fica na boca do caixa. Na gôndola, o valor aparece em um visor [como na foto]. Este sistema difere do modelo de código de barras, no qual o preço na gôndola é colocado manualmente. “É um sistema moderno, que confere ainda mais controle no processo de precificação. Investimos nisto, pois acreditamos no constante fortalecimento da fidelidade do cliente”, afirma Elaine Munhoz, gerente de marketing da rede. Cerca de 22 mil itens da loja estão com preços disponibilizados por etiqueta eletrônica. “Foi um importante e válido investimento”. A eficiência do controle da precificação é considerada um item de avaliação das lojas da rede e checado por auditoria interna regularmente, segundo Elaine. “Como a avaliação da loja é levada em consideração para as avaliações de gestão gerencial, ainda que indiretamente, a precificação influencia na imagem do profissional que está à frente desse gerenciamento”, relata.


Revista SUPERMIX

Confiança do cliente acima de tudo O empresário Carlos Beal, da Companhia Beal Alimentos, fala com exclusividade à revista Supermix sobre a importância do processo de precificação na rede. Com nove lojas e 1.600 colaboradores, a Cia. Beal de Alimentos possui unidades em Curitiba, com a bandeira Festval, e em Cascavel, com a bandeira SuperBeal. Acompanhe a entrevista:

Qual a importância do processo de precificação na rede Festval? A busca constante de melhoria no processo de precificação apresenta os seguintes objetivos: evitar perda financeira e manter a confiabilidade do cliente. Porém, apresentam importância distinta, visto que a perda financeira encerra-se assim que identificada e pode ser minimizada por meio de negociações comerciais. Já a informação incorreta fornecida ao cliente, mesmo que não apresente prejuízo ao mesmo, altera a confiabilidade da empresa. As lojas da rede propõem, pelo princípio de encantar o cliente individualmente, tamanho reduzido das lojas e mix de produtos para momentos especiais,

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uma relação familiar. Para efetivar esta proposta, um dos valores de sustentação é a confiabilidade, sendo sua busca prioritária, constante e veemente.

Qual o setor responsável pela precificação e como é organizado? O processo de precificação envolve vários setores, possibilitando o conhecimento e comprometimento de todos. Tem início no setor comercial, que estabelece o preço final, baseado na análise de margem, alimentando os dados no sistema de gestão informatizado. A partir desse momento, a responsabilidade passa ao setor de Tecnologia da Informação (TI), primeiramente na Central Administrativa que, além de manter as parametrizações do sistema em conformidade, verifica inconsistências, sendo em seguida transmitidas para a equipe de TI de loja que realiza a impressão e auditoria dos dados por meio de coletor eletrônico. Após a impressão, as etiquetas são direcionadas ao líder do setor correspondente ao produto para ciência da alteração e planejamento de ações. Atenta-se que as alterações são planejadas para efetivação noturna, sendo o preço exposto na gôndola anterior a abertura da loja, seguindo uma rotina de conferência.


suporte jurídico É feito investimento em treinamento? Quanto, e com qual freqüência? Devido à importância da confiabilidade de dados, constantemente são realizados investimentos em tecnologia e também em treinamento. Como exemplo, citam-se os coletores de auditoria, utilizados exclusivamente para conferência de precificação.

Como os operadores de caixa da rede são orientados a agir em caso de identificação de erro de preço? A empresa propõe uma solução personalizada, na qual o cliente é atendido pelo coordenador de caixa e/ou gerente de loja, sendo verificada a real situação e fornecida a solução cabível, sem prejuízo ao cliente. Imediatamente, o erro é informado ao líder do setor correspondente para correção.

A rede tem algum controle que possa indicar perda em função de erro de precificação, em porcentagem, desfavorável à rede? A tecnologia nos possibilita controle sobre dados de movimentação em todos os setores, o que baseia decisões de melhoria. No momento em que os dados passam pelo sistema informatizado de gestão, possibilita- se a análise quantitativa e qualitativa dos processos.

Tanto Wilson Toledo [Delcon/PR] quanto Cláudia Silvano [Procon/PR], dizem que denúncias e queixas relacionadas a problemas de preços não são comuns.

O que diz a Lei 10.962 Na lLei 10.962, há três afixações possíveis de preço: I – direta ou impressa na própria embalagem, II – de código referencial e III – de código de barras. Trecho sobre precificação com código de barras: “...§ 3º Na modalidade de afixação de código de barras, deverão ser observados os seguintes requisitos: I - as informações relativas ao preço à vista, características e código do produto deverão estar a ele visualmente unidas, garantindo a pronta identificação pelo consumidor; II - a informação sobre as características do item deve compreender o nome, quantidade e demais elementos que o particularizem; e III - as informações deverão ser disponibilizadas em etiquetas com caracteres ostensivos e em cores de destaque em relação ao fundo”... A lei também prevê a necessidade de, no caso da utilização de código de barras para apreçamento, a disponibilidade, na área de vendas, equipamentos de leitura ótica em perfeito estado de funcionamento para consulta de preços pelo consumidor. O que diz o Código de Defesa do Consumidor “... Art. 42 – Na cobrança de débitos, o consumidor inadimplente não será exposto a ridículo, nem será submetido a qualquer tipo de constrangimento ou ameaça. Parágrafo único – O consumidor cobrado em quantia indevida tem direito à repetição do indébito, por valor igual ao dobro do que pagou em excesso, acrescido de correção monetária e juros legais, salvo hipótese de engano justificável. Art. 66 – Fazer afirmação falsa ou enganosa, ou omitir informação relevante sobre a natureza, característica, qualidade, quantidade, segurança, desempenho, durabilidade, preço ou garantia de produtos ou serviços: Pena – Detenção de três meses a um ano e multa. § 1º – Incorrerá nas mesmas penas quem patrocinar a oferta. § 2º – Se o crime é culposo: Pena – Detenção de um a seis meses ou multa”.


artigo por Bernt Entschev

Bernt Entschev é fundador e presidente do Grupo De Bernt, colunista na Gazeta do Povo, Revista Supermix e La Nación, comentarista nas rádios CBN Curitiba e 91 Rádio Rock e autor do livro Executivos, Alfaces & Morangos.

Pequenas empresas também precisam de Planejamento Estratégico Já conversei com muitas pessoas que se queixavam de não conseguirem aplicar certas políticas e estratégias em suas empresas devido ao tamanho e ao orçamento apertado. Concordo quando dizem que nós, empresários brasileiros, temos uma infinidade de impostos e tributos para pagar, o que nos dificulta realizar certas ações, dignas de multinacionais. Apesar disso, acredito que o maior erro das pequenas empresas brasileiras seja a falta de planejamento. Não é à toa que mais de 70% dessas companhias fecham antes mesmo de completar cinco anos. E a maior falha delas é não planejar financeira e estrategicamente. O primeiro passo para os pequenos empresários que estão vingando no mercado a duras penas é a adaptação a um modelo eficaz de gestão. A partir do momento em que se percebe a real importância de planejar, torna-se mais possível o sucesso dessas mudanças. É preciso acreditar que uma coisa pode dar certo para que essa coisa seja levada a sério. Os dirigentes da maioria dessas pequenas empresas desconhecem o cenário no qual estão inseridos. Eles não têm ideia do poder que seus concorrentes têm, da necessidade de seus clientes e quando implantam alguma melhoria na empresa, sequer fazem algum estudo para verificar a necessidade desse progresso. O que isso quer dizer? Significa que os micro e pequenos empresários precisam urgentemente se especializar em gestão de empresas ou contratar alguém qualificado para isso. E, principalmente, levar a empresa a sério, encarando-a como gente grande. Sendo assim, é preciso identificar os pontos fortes e fracos da empresa, analisar e resolver os problemas, criar regras organizacionais para serem seguidas à risca e montar um planejamento financeiro e estratégico de curto e médio prazo. Sua empresa pode não ter o porte

de uma multinacional, mas ela precisa pensar como uma. É fundamental entender que, para uma empresa ser bem sucedida, ela precisa de hierarquia bem definida, política de cargos e salários, princípios organizacionais, valores bem estruturados e valorização de sua mão de obra. Aliás, é muito oportuno tocar nesse assunto. Um dos grandes problemas dos pequenos empresários é tratar seus funcionários como membros da família. Tratar seus funcionários com educação, consideração e entender as peculiaridades de cada um é dever de qualquer gestor. Mas quando o assunto é lei, eles devem ser tratados como funcionários. É preciso entender que numa organização, o que prevalece é o interesse da empresa e não dos funcionários. É aí que entra aquela história de fazer os funcionários vestirem a camisa da empresa e trabalhar pensando nos resultados que eles precisam gerar para a organização. Que os empresários brasileiros têm milhões de impostos para pagar, não nego. Mas é importante ficar claro que o planejamento é capaz de prever esses custos e impedir que isso seja uma barreira para a realização de melhorias consideráveis dentro da sua empresa. Sem contar que todas as empresas um dia foram pequenas (com exceção de fusões que geram empresas novas, porém gigantes). Lembre-se: especializar-se ou contratar alguém especializado em gestão é um dos melhores investimentos que um empresário pode fazer. Não espere consequências mais drásticas o impedirem disso e haja enquanto é tempo. Quanto mais profissional é uma empresa, mais lucrativa ela é e, consequentemente, mais profissional ainda ela se torna.


artigo por Adriane Werner

Adriane Werner é jornalista, mestre em Administração e ministra treinamentos em comunicação. Escreve neste espaço sobre comportamento profissional e é também professora da Academia Empresarial Apras.

Aprendendo com os slogans Algumas palavras soam mágicas aos ouvidos de todas as pessoas. E servem para ajudar na conquista de clientes, amigos, parceiros... Se você reparar bem, verá que os slogans das mais diferentes empresas têm muito em comum. Olhe só alguns exemplos:

- Dedicação total a você! - Em todos os momentos com você. - Feito pra você. - The power of dreams (o poder dos sonhos). - Fazer de cada dia um dia melhor. - O futuro a gente faz agora. - O primeiro tratamento completo contra os sintomas da gripe. - Good food, good life. (Boa comida, boa vida). - A química da vida.

Os slogans – aquelas frases de efeito e grande impacto usadas como “complementos” das marcas – usam e abusam de palavras como “você”, “sucesso”, “vida” e outras parecidas, com conotação positiva e otimista. Percebendo essa reincidência, cientistas da Universidade da Califórnia fizeram um estudo aprofundado e comprovaram: há uma lista não muito grande das palavras com maior poder de persuasão. Estudiosos da persuasão e dos relacionamentos chegaram a uma lista das palavras mais cativantes do mundo (aqui apresentadas em Português, é claro). Vamos a elas. As palavras que mais conquistam são doze: descoberta, garantido, amor, comprovado, resultados, poupar, fácil, saúde, dinheiro, novo, seguro, você. Basta puxar um pouquinho pela memória para lembrarmos o quanto essas mesmas palavras estão presentes nos slogans das empresas, como falávamos há pouco. Usando essas palavras, ou sinônimos, com o devido cuidado (para que sua conversa não pareça feita de frases decoradas) e bom senso, podemos aumentar nosso poder de conquistar as pessoas, fidelizando mais nossos clientes, aumentando nossa rede de relacionamentos e melhorando a relação com as pessoas que nos rodeiam.


artigo por ANDRÉA LUY

Andréa Luy é psicóloga formada pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR), pós-graduada em Gestão de Pessoas pela Faculdade Estudos Sociais do Paraná (Fesp) e em Gestão Estratégica do Varejo pela USP/ Provar. É gerente de treinamentos da Academia Empresarial Apras.

A evolução do varejo e o comportamento do consumidor


Revista SUPERMIX

Ao longo das últimas décadas, as instituições varejistas e, especificamente, os supermercados vêm atravessando um intenso ritmo de transformação. São mais de cinqüenta anos de história que mudaram o modo de fazer negócios, a disposição das mercadorias nas gôndolas, as formas de pagamento e, inclusive, o comportamento do consumidor. Uma história fez parte da minha vida desde criança, observando minha avó atender clientes no seu armazém. Ela mesma buscava os produtos para seus clientes e enquanto atendia, tinha uma grande conversa com seu “freguês”. Sabia tudo que ele precisava e o chamava pelo nome. Ele também entendia quando ela dizia que não tinha o produto que ele buscava. O cliente trazia sua sacola para levar a mercadoria e um pote para os perecíveis. A história continua quando ouvia meu pai contar como foi a reação dos fregueses que foram pela primeira vez a uma loja recém aberta na cidade pequena onde morávamos e na qual ele trabalhava. Dizia que os clientes tinham receio de entrar na loja e ficavam na porta olhando para saber como proceder ao entrar na loja, pois nunca tinham pegado mercadorias diretamente. Conta que ficavam acanhados de pegar os produtos sozinhos, com medo que o proprietário pensasse que estavam escondendo ou roubando. Mas a evolução do autosserviço foi intensa e o conceito “supermercado” veio para ficar. O cliente adaptou-se à nova forma de prestação de serviços do varejo e adquiriu também um senso crítico. Novas idéias foram surgindo e entre elas a redução drástica dos preços e as margens de ganho sobre as mercadorias com a conseqüente aprovação dos consumidores. Uma história que deu início nos Estados Unidos na década de 30, criando um mercado ávido por preços baixos, sendo a maior qualidade que os supermercados podiam oferecer aos consumidores. A concorrência foi tornando-se algo muito grande e as empresas foram buscando recursos cada vez mais igualados, como a evolução do marketing, formato de loja, mudança no mix de mercadorias, informatização do setor, entre tantos outros. As empresas vêm mudando seus conceitos, e ser grande já não basta para se ter lucro. Ser grande levou ao sucesso muitas empresas na antiga economia. Hoje, ser grande pode significar desvantagem, ao passo que a inovação, agilidade e aprendizado organizacional são as variáveis chaves do sucesso.

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Os supermercados são um sucesso indiscutível, mas ainda hoje a modalidade não é absorvida por muitos estabelecimentos varejistas, que mantém o atendimento direto ao cliente, seja no balcão ou em toda loja e, em especial, no setor de perecíveis. Isso por resistência de muitos clientes que acostumados a escolher seus produtos e confiar no funcionário, não se sentem confortáveis comprando produtos previamente embalados. As empresas estão um tanto confusas, pois a evolução é algo necessário. No entanto, o consumidor tem pedido que alguns conceitos sejam retomados pelos empresários. Por isso, é importante concentrar esforços neste momento para uma gestão voltada ao consumidor, proporcionando oportunidades renovadas para suprir suas necessidades, bem como simultaneamente alavancar vantagens competitivas, gerando custos mais baixos e maior eficiência no processo operacional. Esse tipo de gestão voltada ao consumidor requer tempo, recursos e ferramentas de sistemas de informações que de nada valerão se a empresa não investir na formação dos colaboradores que, a pedido dos consumidores, devem ser competentes, versáteis, dinâmicos e flexíveis. Para tanto, a educação se torna fundamental. Ao empresário, em especial, cabe a tarefa de auxiliar diretamente aos colaboradores no processo de assimilação desta nova gestão: cuidar de quem mantém o negócio.

As empresas vêm mudando seus conceitos e ser grande já não basta para se ter lucro.


ACADEMIA EMPRESARIAL APRAS

Nesta edição: Manipulação de Alimentos. Veja como a educação corporativa pode ajudar sua loja a realizá-la corretamente sempre. Isto acontece na sua loja? Funcionários que: • Mesmo fazendo parte dos setores ligados a alimentos, não realizam os procedimentos adequados de manipulação; • Foram treinados, mas aplicaram os conhecimentos somente nos primeiros dias; • Desconhecem a regulamentação vigente para cuidado com os alimentos; • Desconhecem as conseqüências possíveis da manipulação inadequada de alimentos; • Têm hábitos incorretos de higiene pessoal.

Como a Academia Apras pode ajudá-lo Formação Básica: curso de Manipulação de Alimentos Entre os diversos cursos que a Academia Empresarial Apras oferece nas diversas linhas (Formação Básica, Formação Específica, Gestão e Alta Gestão) está o de Manipulação de Alimentos. O curso é destinado a preparar os colaboradores para o manuseio correto dos alimentos, evitando contaminações, a fim de proteger a saúde dos clientes. Ministrado em 10 horas, o curso apresenta ao aluno aspectos essenciais do cuidado com os alimentos comercializados na loja. Conteúdo Programático: • Apresentação pessoal: higiene pessoal, higiene de roupas e uniforme; • Equipamentos: utilização dos equipamentos para manipulação dos alimentos e dos equipamentos de proteção; • Higienização: das instalações, equipamentos, móveis e utensílios. Forma correta de higienização das mãos, por exemplo; • Recebimento e armazenamento de produtos e matérias primas no depósito e câmaras frias; • Transporte dos alimentos; • Descongelamento; • Tipos de contaminação (cruzada, química ou biológica); • Cuidados com os ingredientes usados no preparo dos alimentos;


Revista SUPERMIX

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• POP – Procedimento Operacional Padronizado (PEPS, UEPS, entre outros); • Quais são os itens das Boas Práticas exigidos pela portaria 216/04; • Como atender os fiscais da Vigilância Sanitária; • Controle de pragas e microorganismos; • Doenças transmitidas por alimentos e contaminação; • Cuidado com a refrigeração dos alimentos perecíveis e supervisão da temperatura das câmaras, balcões (validade, qualidade, temperaturas orientadas pela ANVISA); • Manipulação de produtos perecíveis e fragmentados (carnes, hortifruti, frios e lacticínios, padaria e confeitaria, rotisseria); • Orientação sobre prazos de validade dos produtos fragmentados; • Orientação sobre embalagens dos produtos; • Rastreabilidade dos produtos; • Danos do reaproveitamento de produtos avariados, vencidos e sem condições de uso.

Público: Colaboradores e comunidade. Mais informações pelo telefone: (41) 3263-7000.

Palestra “Marketing Pessoal e os Reflexos na Empresa” A empresária e professora da Academia Empresarial Apras, Elda Elaine Volz Bier, esteve na cidade de Cascavel no dia 10 de novembro de 2010 ministrando a palestra “Marketing Pessoal e os reflexos na Empresa”. Elda falou sobre a importância da imagem/marca pessoal e empresarial, sobre marketing pessoal, de relacionamento/networking e institucional. Abordou também o papel da comunicação – canais verbais e não verbais e sua relação com o marketing pessoal e empresarial. Também falou do marketing pessoal como estratégia de negócio e vantagem competitiva. Obrigada professora por seu auxílio!

Palestra informativa em Maringá No dia 3 de novembro de 2010 foi realizada na regional da Apras em Maringá a palestra “Tendências do Varejo para 2011”. O ministrante foi Mauricio Bendixen, diretor operacional da Rede Walmart e um dos diretores da Apras no Paraná. Estavam presentes aproximadamente

30 empresários, entre eles diretores da Apras. Maurício falou de várias tendências na palestra, sendo uma delas a importância dos pequenos empresários e das pequenas lojas para o consumidor, por buscarem um atendimento mais personalizado. Mencionou o caso do Walmart que tem investido em lojas menores e o fato que grande parte dos produtos vendidos em lojas grandes também tem sido encontrados nas pequenas. Maurício abriu a palestra para perguntas e muitas idéias foram trocadas.

Palestra técnica em Londrina No dia 29 de novembro de 2010 foi realizada na regional da Apras em Londrina a palestra técnica “Desperdícios e Perdas”. Ela foi ministrada pelo professor e empresário Aluísio Antonio de Almeida Torrecillas. Um bom grupo de colaboradores de loja e líderes de setor esteve presente e puderam informar-se melhor sobre o tema, avaliando os principais motivos que levam ao desperdício e as perdas que acontecem na loja, avaliando o alto índice destas perdas que tem afetado diretamente nos lucros da empresa.


ACADEMIA EMPRESARIAL APRAS

GESTÃO Gestão Técnico-operacional de Loja – 80h/aula No dia 3 de novembro de 2010 foi realizada na regional da Apras em Maringá a palestra “Tendências do Varejo para 2011”. O ministrante foi Mauricio Bendixen, diretor operacional da Rede Walmart e um dos diretores da Apras no Paraná. Estavam presentes aproximadamente

Perecíveis. Um curso que foi lançado em 2010 com o objetivo de fornecer informações teóricas e desenvolver na prática novos profissionais técnico-operacionais para atuar como encarregados do setor de perecíveis, aprendendo a cuidar e responder pelo setor, a fim de reduzir as perdas e aumentar os lucros. Parabéns aos formandos que participaram intensamente do curso. Novas turmas terão início em 2011 nas cidades de Londrina e Cascavel. Entre em contato com a regional mais próxima e faça sua inscrição!

Gestão de Recursos Humanos e Depto. Pessoal – 40h/aula

Início das novas turmas

Curitiba: 17 de fevereiro – 18h00 às 22h00 Londrina: 17 de março – 14h00 às 18h00 Cascavel: 17 de fevereiro – 08h00 às 12h00 Gestão Técnico-operacional de Perecíveis – 40h/aula A sede da Apras, em Curitiba, encerrou no último dia 13 de dezembro a primeira turma do curso de Gestão de

A sede da Apras, em Curitiba, encerrou no último dia 13 de dezembro a primeira turma do curso de Gestão de Recursos Humanos e Depto. Pessoal. Um curso que foi lançado em 2010 com o objetivo de proporcionar aos participantes conhecimentos teóricos e práticos necessários para o desempenho de rotinas trabalhistas, previdenciárias e de admissão, demissão, permanência, envolvendo a participação dos líderes de loja. Um curso que foi ministrado pelos professores João Matias Lock, especialista em Cálculos Trabalhistas, e Carlos Gelenski Neto, especialista em Legislação Trabalhista. Parabéns aos formandos que participaram intensamente do curso. Uma nova turma terá início na cidade de Londrina no dia 14 de março de 2011. Faça já sua inscrição!


Revista SUPERMIX

Curso de Formação Gerencial no Varejo – 200h/aula Parabéns à turma 26 do curso de Formação Gerencial no Varejo que se formou no último dia 8 de dezembro de 2010, em Cascavel. A equipe de formandos contou com a presença do presidente da regional, Luciano Fabian, e dos membros da diretoria Rubens Beal, Genesio Pegoraro, Rudimar Erbert, entre outros. Eles entregaram aos alunos e, em especial, a seus funcionários, o certificado do curso de Formação de Gerentes. Parabéns também para a turma 28, da cidade de Londrina, que recebeu, pelas mãos dos diretores Ademar Vedoato e Odair Locatelli, o certificado de conclusão do curso de Formação Gerencial no Varejo.

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O Litoral do Paraná formou também a primeira turma do curso de Formação Gerencial. A Academia Empresarial Apras agradece a Associação Comercial e à Universidade Federal de Matinhos por cederem gentilmente suas salas de aula para os nossos alunos. Os alunos encerraram as aulas no dia 15 de dezembro e receberam seus certificados. Parabéns a todos os formandos que se empenharam tanto para realizar o curso. Parabenizamos também aos empresários que estão sempre investindo em seus líderes. Novas turmas terão início em 2011 e as inscrições já estão abertas. Garanta sua vaga. O curso também está pronto para iniciar nas cidades de Foz do Iguaçu, Pato Branco, Londrina, Maringá e Curitiba. Procure a regional mais próxima e inscreva-se!

Deseja levar este curso para a sua cidade? Entre em contato com a regional mais próxima.

FORMAÇÃO ESPECÍFICA

Nos meses de novembro e dezembro foram realizados dois cursos de padaria nas dependências da regional Apras em Londrina. O professor David ministrou as aulas e foi muito bem avaliado pelos participantes que aprenderam muitas coisas novas. Parabéns aos alunos de padaria! A cada mês, a Academia Empresarial Apras estará oferecendo mais cursos de Formação Específica que


ACADEMIA EMPRESARIAL APRAS começam logo nos primeiros meses de 2011. Este trabalho tem auxiliado as empresas que não têm encontrado profissionais com formação técnica, principalmente nos setores de padaria, confeitaria e carnes. Por isso, a regional da Apras, em Londrina, por meio de sua Padaria Tia Ofélia, está esperando pelos alunos interessados. Informe-se das datas e inscrições com a Priscilla pelo e-mail pri.apras@hotmail.com ou pelo telefone (43) 3323-7935.

Novas turmas de Londrina: Cursos de Padaria Iniciante 24 de janeiro de 2011 (turma 01) 15 de fevereiro de 2011 (turma 02) Avançado 22 de fevereiro de 2011 Cursos de Confeitaria

Novas turmas de cartazistas foram treinadas no dia 25 de outubro na cidade de Bandeirantes. A Academia Apras agradece ao CINE da cidade, representado pelo seu diretor José Luiz da Silva, pela sala cedida gentilmente para a administração do curso. Em Londrina também foi formada nova turma de cartazistas no dia 9 de novembro de 2010. Os alunos aprenderam técnicas de feitura de cartazes com o professor Anselmo dos Santos, que tem utilizado o material da empresa Metic e da Casa do Cartazista. Obrigada pela parceria e parabéns aos novos cartazistas!

SOB MEDIDA Empresas em todo o Paraná têm buscado junto à Apras os cursos in company. É um novo trabalho que tem como objetivo proporcionar ações dirigidas, atendendo as particularidades do empresário nas datas, horários e locais em que seus profissionais têm maior disponibilidade. Procure a equipe da Apras para solicitar os cursos que poderão ser realizados na sua cidade e também na sua loja.

Salgados 08 de fevereiro de 2011 Iniciantes 14 de fevereiro de 2011 Avançado 21 de fevereiro de 2011 Público-alvo: colaboradores dos setores de padaria e confeitaria, interessados de lojas e comunidade. Não perca tempo. Faça já sua inscrição!

FORMAÇÃO BÁSICA: Curso de Cartazista - 08h/aula

Parceria Academia Empresarial Apras e Faculdades do Paraná A Academia Empresarial Apras tem buscado parcerias com universidades em Curitiba e em todo o estado do Paraná para proporcionar aos associados varejistas e aos fornecedores cursos dirigidos que buscam atender suas necessidades básicas. Algumas parcerias já foram solidificadas e alguns cursos estão sendo lançados no ano de 2011. A parceria com o Centro de Ensino Superior do Paraná – CESPAR, mantenedor das Faculdades Maringá e com a FAE de Curitiba, oferece o MBA em Gestão de Supermercados, com o objetivo de atualizar empresários, administradores e profissionais da área para não perder espaço no seu campo de atuação, como para reciclar-se, aprofundando e solidificando seus conhecimentos. O Corpo Docente será composto por professores das universidades parceiras e professores convidados especializados no setor supermercadista. Público-alvo: Empresários, diretores, gerentes, técnicos e empreendedores com curso superior, que objetivem a atualização e aprofundamento dos seus conhecimentos em Gestão de Supermercados.


ACADEMIA EMPRESARIAL APRAS

CURITIBA MBA em Gestão de Supermercados – FAE Início das aulas: 22 de fevereiro de 2011 Término das inscrições: 15 de fevereiro de 2011 Tecnólogo em Gestão do Varejo – Universidade Positivo Vestibular: 3 de Fevereiro de 2011 às 19h00 Inscrições imediatas: www.ctup.com.br

Maringá e Londrina: MBA em Gestão de Supermercados – CESPAR

das regionais da Apras em Londrina, Maringá, Curitiba e Cascavel. Nestes encontros, estiveram reunidos empresários, profissionais de RH e Departamento Pessoal, representando empresas supermercadistas e fornecedores para discutir o assunto “Treinar para Reter”. Foram convidados para trazer ideias e discutir soluções profissionais da área de educação, representantes da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH). Todos abordaram o tema de forma semelhante e afirmaram que reter talentos é fazer o elenco enxergar seu papel no contexto organizacional, envolvendo-o ininterruptamente em toda a evolução da empresa.

Início das aulas em Londrina: 22 de fevereiro de 2011 Local: Regional Apras – aulas quinzenais Inscrições abertas: pri.apras@hotmail.com Término das inscrições: 15 de fevereiro de 2011 Obs.: O curso só terá início com uma turma de no mínimo 40 alunos.

Informações Londrina (43) 3323-7935 ou pri.apras@hotmail.com Falar com Priscilla Maringá (44) 3031-6622 ou maringa@apras.org.br Falar com Patrícia Curitiba (41) 3263-7000 ou fernanda@apras.org.br Falar com Fernanda

Comitê de Recursos Humanos A reunião do comitê de Recursos Humanos foi realizada nos dois últimos meses de 2010, nas sedes

Se a sua empresa, fornecedor ou supermercadista, tem interesse em patrocinar a Academia Empresarial Apras, por favor, entre em contato com o departamento comercial e informe-se sobre as modalidades de patrocínio. Em breve, a programação completa dos cursos da Academia Empresarial Apras estará disponível no site: www.academiaapras.com.br


ACONTECEU COMIGO

OOPS!!! Pedagogos, psicólogos e educadores vivem dizendo que o ser humano aprende mais com os exemplos do que com as palavras. Pensando nisso, decidimos reunir aqui, a partir desta edição da revista Supermix, histórias reais de situações de vendas que, acreditamos, podem nos ensinar muito sobre o que fazer – e o que não fazer – no relacionamento com clientes, fornecedores, colegas e chefes. Narradas pela jornalista e palestrante na área de Comunicação e Relacionamento com o Cliente, Adriane Werner, a seção Aconteceu comigo é uma forma divertida de aprender com os próprios erros.


ACONTECEU COMIGO O boi bravo e a vaca... Uma dessas histórias curiosas me fez pensar em quanto temos que “engolir sapos” e contar até 10 (ou até 1000) antes de dar uma resposta “atravessada” em um momento de estresse. A funcionária de um supermercado contou que, quando trabalhava como atendente na padaria da empresa, teve um “entrevero” com uma cliente que mudou de idéia quatro vezes antes de decidir levar apenas um pãozinho francês: - Me dá aqueles dois. Não, aqueles ali, mais moreninhos. Melhor, me veja esses ali... Mas acho que vou levar só um. Nesse momento, reconhecendo que não tem sangue de barata, a atendente deu um suspiro e atendeu mais uma vez o que a cliente pedia. Percebendo o suspiro de descontentamento, a cliente comentou, nervosa: - Sabia que você parece um boi bravo bufando desse jeito? - E a senhora parece uma vaca. - Como é que é? - Se a senhora diz que eu pareço um boi, eu posso dizer que a senhora parece uma vaca... - Mas isso é um absurdo. Vou falar com o seu gerente. Como é seu nome? Rose, já arrependida – mas não a ponto de pedir desculpas – e na certeza de que estava prestes a perder o emprego, mostrou o crachá. A cliente saiu, pisando duro... Rose ficou esperando ser chamada pelo chefe para ser despedida. No entanto, o final do dia chegou e o gerente não a chamou para a conversa derradeira. Os dias se passaram e nada aconteceu. A cliente deve ter desistido de denunciá-la. Passados vários meses desde o acontecido, Rose foi promovida para outro setor do supermercado. Um belo dia, ela estava atendendo um a um os clientes de uma longa fila quando foi surpreendida por uma mulher: – Você não trabalhava na padaria? – Sim. – Está lembrada de mim? – Não, senhora.

– Eu sou aquela cliente que uma vez chamou você de boi bravo e você respondeu me chamando de vaca, lembra? Rose corou: – Eu quero lhe pedir desculpas por aquele dia. E a cliente respondeu: – Eu é que devo te pedir desculpas. Eu não estava em um bom dia e acabei descontando minha raiva em você. Mas hoje estou aqui, analisando desde que eu estava lá atrás na fila, e estou vendo como você atende bem, de forma sorridente, a todos os clientes. Rose ficou espantada com a atitude da cliente. E não era para menos. Se no dia-a-dia, no relacionamento com as pessoas que gostamos, já é difícil alguém pedir desculpas, imagine em uma situação assim, em que as duas estavam erradas. E, pior: em que Rose, como atendente, deveria ter atendido prontamente e sem demonstrar descontentamento com as incertezas da cliente. O que podemos concluir dessa história? Todos sabemos que, no atendimento ao cliente, enfrentamos situações difíceis, às vezes constrangedoras, que às vezes fazem nosso sangue ferver. Mas a verdade é que, se a cliente estava nervosa, Rose não poderia ter demonstrado qualquer descontentamento, quanto mais responder a uma provocação. Poderia ter perdido o emprego, sim, e a empresa teria razão se a dispensasse. Teve mais sorte que juízo! Ou, em outras palavras: se as duas erraram, o erro de Rose foi ainda mais grave.

Se você também viveu ou presenciou uma história que pode ser um exemplo para outras pessoas que trabalham no varejo, compartilhe conosco! Escreva para adriane@adrianewerner.com.br


ESPAÇO APRAS

O ano de 2010 foi digno de grandes comemorações Apras realizou em todo Estado o tradicional Jantar de Final de Ano O Brasil teve um excelente ano de 2010. Segundo o Ministério do Trabalho, foram registrados 2,5 milhões de empregos formais. Isso significa dizer que, com índice de confiança recuperado e o salário garantido todo mês, o consumidor foi às compras. Boa notícia para a indústria e também para o varejo, que fechou o ano com crescimento na ordem de 5% em 2010. Muitos foram os motivos para comemorar a chegada do fim de ano. Como já é tradição da Apras (Associação Paranaense de Supermercados), a partir de novembro, as regionais da entidade nas cidades de Bandeirantes, Cascavel, Londrina, Maringá, Ponta Grossa e Irati, e também a sede, em Curitiba, organizaram o Jantar de Final de Ano, sempre muito aguardado por fornecedores e supermercadistas do Paraná. Confira como foi a festa em cada cidade: Bandeirantes Realizado no dia 27 de novembro de 2010, na Associação Cultural Esportiva de Bandeirante (ACEB) com a animação do conjunto musical Jobe Jr. E Banda. Com o patrocínio de: Coca-Cola, Cerveja Kaiser, Água mineral Vitalev, Itamaraty, Sorvetes Sávio, Batavo, Vinícola La Dorni, Frimesa, Sucos Suvalan, Sadia, Selmi,Cera Sacy, Trato, Rainha, Nestlé, Kraft, Parati, Tia Ofélia, Stival, Dori, Coamo, Biolivas, Palmito Lili, Distribuidora Dialli, Zanni, Garlic Foods, Vison e Zania. Cascavel Realizado no dia 27 de novembro de 2010, com a presença de mais de mil pessoas no Buffet Palacius e com a animação da Banda Savana Show. Sorteio de brindes como jóias e viagens. Patrocínio e apoio das empresas: Frimesa; Embalagens Bacarin; Coca-Cola e Cerveja Sol; Passatempo Representações: Café Tirol, Açúcar Estrela e Granja Pinhalovo; Selmi; Gebon; Gran Legado; Sucos Suvalan e Rende dois.

Londrina Realizado no dia 11 de novembro de 2010, no Country Club de Londrina com a animação da Banda Madre in Concert. Com o patrocínio das empresas: Cia. Hemmer, Líder Alimentos, Spaipa, Aurora, Colgate-Palmolive, Unilever, Kibon, Iveco, DP4 - Indústria Dermacid, Dialli, Vale Fértil, Moinho Arapongas e Nestlé.


Curitiba Realizado no dia 04 de dezembro de 2010, no Estação Convention Center com a animação da Banda Madeira Show e o sorteio de brindes dos patrocinadores, eletrônicos, jóias e viagens. Foi patrocinado pelas empresas: Anaconda; Arroz Buriti; Ambev; Aurora Alimentos; Copacol; Frimesa, Café Melitta; Nestlé; Ninfa; Anhembi; Selmi; Tirol e Santher. Teve também o apoio das empreas: Cahdam; Bombril; Líder Alimentos; Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul; RP informática; Porto a Porto, Pernod Ricard e Brasil Foods.

Maringá Realizado no dia 04 de dezembro de 2010, no Centro Português de Maringá com o sorteio de brindes. Patrocinado por: Cocamar, Dellarroz, Vidativa Laticínios, Café Itamaraty, SG Sistemas, TGMaq, Frimesa, Ice-cola, Jamel, Salgadoces, Gebom, Casa de Carne Ribeiro, Frango Prata, Geloni e Sputnik

Ponta Grossa e Irati Realizado no dia 20 de novembro de 2010, no Centro de Convenções do Shopping Palladium com a animação da Interprise Banda Show e o sorteio de diversos brindes. Patrocinado pelas seguintes empresas: Café Lontrinha; Spaipa; Mili; Cargill Alimentos; Brasil Foods; Arroz Copagro; Farinha de Trigo Venturelli; Selmi; Alimentos Wilson; Arroz Rampinelli; Ritter Alimentos e Açúcar Certano; Ninfa e Feijão Pontarollo. Foram apoiadores do jantar as seguintes empresas: Anaconda; SG Sistemas; N&E Informática; Arroz Prato Fino; Carbonar Comunicação Visual; Atacadão e Renato Mendes Frutas e Verduras.


Lançamentos Sepac lança linha de papéis compactos A grande novidade da Sepac em 2010 foi a linha de papéis higiênicos compactos Pratic Pack. Nas versões folha dupla (Duetto Fit) e simples (Super Paloma 60m), os produtos mantêm a mesma qualidade já conhecida e aprovada pelo consumidor, aliada à redução de até 25% de espaço de armazenamento e transporte. Isso significa economia e maior lucratividade para o revendedor, com potenciais competitivos exclusivos.

Sorvetes Jundiá é a 2ª marca mais lembrada em São Paulo É da fábrica localizada na cidade de Itupeva (70 quilômetros da capital paulista) que são distribuídos os produtos da Sorvetes Jundiá. A empresa começou com a produção de sorvetes artesanais há mais de 30 anos e hoje abastece o interior e o litoral paulista, além de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná. Com mais de 80 sabores distribuídos em 10 linhas, a marca está presente em mais de 18 mil pontos de venda.

Jerked beef amplia linha de produtos à base de carne bovina da Seara A Seara Alimentos, empresa do Grupo Marfrig, amplia seu portfólio de produtos à base de carne bovina com a nova linha Jerked Beef – carne salgada, curada e dessecada, similar ao charque. Para atender a todos os paladares e variações de preparo, é oferecido em três diferentes cortes: dianteiro, traseiro e ponta de agulha, e em embalagens que vão de 500 gramas, prática para o consumo diário, até 30 quilos, para uso profissional.

Yoki apresenta linha em novas embalagens tamanho-família A linha de salgadinhos Yokitos, da marca Yoki Alimentos, chega ao mercado nacional em novas embalagens tamanho-família. Com pacotes de 100 gramas, 150 gramas e 170 gramas, com até 50% a mais de produto, os snacks passam a ser uma deliciosa opção de lanche para ser saboreada por toda a família ou entre os amigos. Nos sabores Conchinhas Presunto, Queijo Lua e Queijo Redinha e Bacon.


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Revista SUPERMIX

Sara Lee amplia portfólio com o lançamento do Sabor e Leveza A marca Pilão, da gigante Sara Lee, acaba de ampliar a sua família de produtos. O Pilão Sabor e Leveza foi desenvolvido com uma exclusiva seleção de grãos para agradar o paladar dos consumidores que buscam uma bebida naturalmente mais leve, sem abrir mão de sabor e qualidade. Pilão Sabor e Leveza é ideal para consumir nos dias mais quentes e para marcar momentos de descontração com a família e amigos. Bombril lança Pinho Bril Accept Para manter o banheiro livre das bactérias, a Bombril – líder no mercado de esponja de aço e uma das maiores empresas de soluções de limpeza doméstica – acaba de lançar Pinho Bril Accept. Os limpadores sanitários podem ser encontrados em quatro versões de 500ml: lavanda, gardênia, lilly e clorado. Os aparelhos desodorizadores estão disponíveis em três fragrâncias: lavanda, gardênia e lilly, todas elas possuem refis. Já o tira limo pode ser encontrado nas variantes squeeze, gatilho e refil em frascos de 500ml.

Knorr lança Meu Frango Assado A Knorr lança mais uma novidade para facilitar o dia a dia do consumidor brasileiro: chega ao mercado Knorr Meu Frango Assado. O produto oferece a solução para um frango sempre saboroso e suculento, preparado de maneira rápida e prática. O produto está disponível em duas versões: Limão e Orégano, e Alho e Cebola. A embalagem deve ser utilizada uma única vez e é suficiente para o preparo de 1,2 kg de frango, seja ele inteiro ou em pedaços.

Batata congelada Perdigão ganha novo visual e peso A Perdigão, marca reconhecida pela qualidade de seus produtos congelados, lança a nova embalagem da Batata Palito. O modelo antigo foi substituído por um novo layout que traz a identidade visual da marca e nova gramatura do produto (400 gramas), que segue o padrão do mercado. A alteração da embalagem será realizada em todo o país.


ESPAÇO DO LEITOR

Prezado leitor, Mande suas dúvidas e críticas. Para a equipe da revista Supermix é muito importante ouvi-lo.

Envie sua correspondência para: Av. Senador Souza Naves, 535 – Cristo Rei Curitiba/PR – CEP 80045-190 E-mail: comunicação@apras.org.br

O que você gostaria de ver na revista Supermix? Nossa equipe quer saber sobre quais temas você gostaria de ler a respeito nas páginas da revista. Participe, enviando sua sugestão para o e-mail supermix@apras.org.br


Supermix Edição 132  

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