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entrevista

Matéria de capa

Calendário

O palestrante Max Gehringer fala sobre a Comédia Corporativa

Mercosuper 2010 em clima de Copa do Mundo promove “Negócio Vencedor”

Medidas de incentivo deixam o varejo otimista com o Dia das Mães

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Perfil

Varejo

Resp. Social

Hugo Zadinello fala sobre seu dia a dia e como é administrar sua empresa

Volta ao mundo aponta tendências globais nos supermercados

Projeto promove ações de prevenção e superação do câncer de mama


palavra do presidente Ao Conselho Diretor de uma entidade cabe promover entre seus associados o espírito de solidariedade fundamental para gerar a união necessária na busca pelos direitos do setor. Mas manter o posicionamento na condução da entidade exige, no mínimo, muita dedicação. Por vezes, é preciso deixar a gestão da própria empresa para defender e lutar pelos interesses comuns ao segmento. É este o propósito previsto em seu estatuto. A Apras hoje é uma entidade forte, respeitada e representativa. Para mantê-la nesta posição, temos que trilhar caminhos que acabam não atendendo as expectativas de 100% dos associados. Esta é uma das grandes dificuldades: para se tornar ainda mais forte é preciso muita negociação e que ambos os lados cedam para chegar ao entendimento. Quando assumimos a Apras, tínhamos consciência do trabalho que deveria continuar sendo realizado para mantê-la atuante. Ainda que uma entidade não possa interferir na livre iniciativa de cada sociedade empresária, é preciso ter em mente que as diferenças no segmento só podem ser trabalhadas a favor do objetivo comum. Este é o propósito que permeia a existência de uma associação. Ações coordenadas por parte de uma entidade não podem colocar em risco o negócio de todos os seus associados. Deve buscar, sim, o interesse da maioria, mesmo que em detrimento dos interesses de parte de seus empresários associados. Uma entidade ou empresa que pretende continuar forte deve zelar por sua imagem, integridade, credibilidade e ter ações alinhadas com a Responsabilidade Social. Reforço que uma associação deve estar sempre unida para potencializar os seus objetivos e defender o setor supermercadista continuará sendo sempre a finalidade da Apras.

Estas palavras soam ainda mais forte quando as transportamos para uma situação concreta como o recente caso que envolveu a Regional Curitiba. O entendimento do Conselho Diretor da Apras, em reunião realizada no dia 5 de dezembro de 2009, era de que qualquer negociação envolvendo os supermercados da regional em busca de condições comerciais equivalentes ao Armazém da Família junto aos fornecedores, apesar de legítima, não podia acontecer usando-se o nome da entidade. Tendo em vista a não acolhida desta recomendação estatutária, em reunião realizada em março de 2010, o Conselho Diretor da Apras decidiu pela dura, mas necessária, desativação da Regional Curitiba.

venda competitiva. Depois de anos trabalhando para colocar a Mercosuper num mercado reconhecido e exigente de feiras de negócios, posso afirmar que, hoje, estamos em posição bastante privilegiada. Por isso, convido o leitor para conhecer este universo sustentável e de desenvolvimento chamado Mercosuper. Caminhar pelos estandes, sentar numa sala de negociações, assistir as palestras e conhecer os novos trabalhos da Apras é, sem dúvida, o que vai fazer a diferença em 2010. Que todos realizem excelentes negócios. Boa leitura!

Como empresário supermercadista, sei das dificuldades de competir com empresas multinacionais e com o próprio Armazém da Família, que trabalha com vários custos pagos pelo orçamento público e ainda sem a cobrança de impostos, tendo em vista que é uma autarquia do Município de Curitiba. Sou ainda mais solidário com os mercados de bairro, que enfrentam esta concorrência direta. Reitero que a Apras continuará negociando, como já vem fazendo nos últimos quatro anos, para que o setor público não concorra com o privado e, quando for necessário, o faça em condições de igualdade. Logo, retornaremos ao passado recente em que o Estado empresário recolhia 40% do PIB em impostos e tributos e continua não fazendo adequadamente os serviços básicos de educação, saúde e segurança. No mais, destaco a importância de participar das feiras e congressos como uma excelente oportunidade para desenvolver laços fundamentais para a realização de bons negócios, que se revertem em boas compras e uma

Pedro Joanir Zonta


editorial DIRETORIA EXECUTIVA TRIÊNIO 2009/2012

Caro Leitor Mudanças são também sinônimos de desafio. E na velocidade em que elas acontecem, nós, comunicadores, disseminadores da informação e formadores de opinião, precisamos mais do que rapidamente acompanhálas. Mas, mudar implica também em administrar as inseguranças do processo: será que as pessoas irão gostar? Vamos acertar na escolha dos temas? O leitor está preparado para também mudar a forma como estava acostumado a ver a revista? Aquele capaz de gerenciar mudanças tem um grande diferencial competitivo. Por isso, afirmo que assumi o desafio de transformar a revista Supermix em referência editorial do mercado varejista sul-brasileiro. Tarefa nada fácil, mas cujo resultado poderá ser visto pelo leitor nas próximas páginas. Cada editoria foi pensada estrategicamente e com o foco direcionado no seu negócio. Quais os novos desafios do mercado? Como o varejo pode acompanhar a evolução tecnológica? O que se espera do supermercado do futuro? De que maneira devo utilizar uma análise macro e micro econômica para compreender cenários? Vendas sazonais e as novidades e lançamentos da indústria. Todas ferramentas importantíssimas para que o empresário possa gerir de forma mais efetiva o andamento de sua equipe e empresa. Estamos incluindo neste novo modelo o “Espaço do Leitor” e aproveito a oportunidade para convidá-lo a participar mandando críticas, sugestões ou mesmo dúvidas. Será uma imensa satisfação respondê-lo e sentir que o leitor está cada vez mais próximo da nossa revista. No mais, espero que você goste da nova roupagem da Supermix. Lembrando que a feira e as palestras estão imperdíveis. Garanta já o seu lugar.

Presidente Pedro Joanir Zonta (Condor Supermercados) Primeiro Vice-Presidente Luiz Mauricio K. Hyczy (Supermercados Superpão Ltda.) Vice-Presidente Financeiro Daniel Kuzma (Kusma & Cia LTDA) Vice-Presidente de Patrimônio João Jacir Zonta (Comercial Alimentos Zonta) Vice-Presidente de Capacitação Mauricio Bendixen da Silva (Walmart Brasil.) Vice-Presidente de Relações Públicas José Eduardo Muffato (Irmãos Muffato & CIA LTDA) Vice-Presidente Segurança Luiz Alberto Leão (Condor Supermercados) Vice-Presidente Eventos Everton Muffato (Irmãos Muffato & CIA LTDA.) Vice-Presidente Expansão Alceu Breda (Fadaleal Supermercado LTDA) Vice-Presidente de Segurança Alimentar Nelvir Rickli Junior (Supermercado Rickli) Vice-Presidente Relações Sindicais Ademar Vedoato (Supermercados Viscardi) Vice-Presidente Adjunto Paulo Beal (Supermercado Beal) Vice-Presidente Adjunto Celso Luiz Stall (Supermercado Stall LTDA) Vice-Presidente Adjunto Silvio Koltun Alves (Mercantiba Supermercado LTDA.) Vice-Presidente Adjunto Alceu José Tissi (Supermercados Tissi LTDA) Vice -Presidente Adjunto Cezar Moro Tozetto (Tozetto & Cia LTDA) Conselho Fiscal Efetivo Rodolfo Pankratz Haroldo Antunes Deschk Dercio Domingos de Costa Conselho Fiscal Suplente João Batista Moreira dos Santos Edson Zamprogna Claudia Maria Dalmora Presidente Regional Sul - Ponta Grossa Sergio Jasinski (Supermercado Jasinski) Presidente Regional Norte - Londrina Valdeci dos Santos Galhardi (Irmãos Muffato & Cia LTDA) Presidente Regional Oeste - Cascavel Luciano Fabian (Supermercado Fabian) Presidente Regional Sudoeste - Panto Branco Vinicius Lachman (Nestor Lachmann & Cia LTDA) Presidente Regional Noroeste - Maringá Roberto Burci (Supermercado Bom Dia Burci) Presidente Regional Norte Pioneiro - Jacarezinho Luiz Yoneo Ueda (Supermercado Ueda Bandeirantes) Presidente Regional - Irati Paulo César Ivasko (Supermercado Ivasko) Presidente Regional - Guarapuava Daniel V. Hyczy (Supermercado Superpão) Conselho Permanente Everton Muffato Pedro Joanir Zonta Ruy Senff Sidney Schnekemberg Eduardo Antonio Dalmora Romildo Ernesto Conte Roberto Demeterco Superintendente Valmor Antônio Rovaris Diretor Comercial Walde Renato Prochmann

Ótima leitura! Camila Manssour Tremea Coordenadora de Comunicação

Vice-Presidente de Relações Públicas José Eduardo Muffato Diretor Comercial Walde Renato Prochmann Jornalista Camila Manssour Tremea Redação Fabio Pinheiro Departamento Comercial Patrícia Bernardi e Rosicléia Jonas Fone: (41) 3362-1212 – Fax: (41) 3362-8513 E-mail: supermix@apras.org.br Diagramação Samuel Rodrigues Revisão Paulo Roberto Maciel Santos Fotos Alex Santos Pré-Impressão (CtP) e Impressão Maxi Gráfica e Editora Ltda. Tiragem 13.000 exemplares Distribuição Nacional Enviada aos supermercados e atacadistas do Brasil. A revista Supermix é patrimônio da APRAS – Associação Paranaense de Supermercados – e também seu órgão oficial de divulgação. Avenida Souza Naves, 535 – CEP 80050-040 Fone: (41) 3362-1212 – Fax: (41) 3362-8513 – Curitiba – PR apras@apras.org.br / www.apras.org.br Os artigos assinados são de total responsabilidade de seus autores e não refletem necessariamente a opinião da revista. Todos os direitos reservados.


NOTÍCIAS de compras do consumidor, a altura adequada das “parreiras”, entre outros itens. “Os ovos de chocolate devem estar expostos no fim do percurso de compras do cliente por dois motivos: diminui as chances de quebra e também evita que os consumidores deixem de adquirir outras mercadorias. Também é interessante mantê-los em uma altura ideal, de forma que as pessoas mais baixas possam alcançá-los e os mais altos não batam a cabeça neles”, sugere.

Páscoa forte em 2010 A Páscoa de 2010 foi boa para o varejo. Em um ano de recuperação da economia, a data serviu como uma boa oportunidade de alavancar as vendas, tanto no ramo dos chocolates, quanto dos alimentos consumidos no período. “O lojista que soube definir corretamente o sortimento, com prioridade para as categorias, ou seja, o conjunto de produtos consumidos por ocasião da Páscoa (não apenas chocolates, mas pescados e vinhos), que colocou em prática ações no ponto de venda alinhadas com os fornecedores e dispôs de um aparato logístico que possibilitou uma reposição eficiente, esteve um passo à frente da concorrência”, ressalta Claudio Czapski, superintendente da Associação ECR Brasil. Os artigos de Páscoa, por serem sazonais, devem ter todo um tratamento e estratégias especiais que, quando utilizadas corretamente, são fundamentais para fisgar o consumidor. Czapski explica que uma das primeiras questões a serem resolvidas é o espaço a ser destinado a esses itens. Segundo ele, muitos lojistas passam pelo drama de não conseguirem expô-los de forma a evitar conflito com as mercadorias regulares, prejudicando a exposição e conseqüentemente as vendas. “Eles têm uma participação importante no faturamento e devem conquistar um lugar na gôndola e ter visibilidade extra, pois seu período de exposição é restrito. Displays exclusivos e pontos extras dentro da loja podem ajudar a solucionar o problema. A maneira que a maioria dos varejistas encontrou para ampliar o espaço de exposição foi pendurá-los na ‘parreira’, solução inteligente porém com algumas limitações, especialmente por prejudicar a iluminação da loja”, ressalta. O modo de exposição é fundamental para atrair os clientes. De acordo com Czapski, o varejista deve pensar no roteiro

Na rede Super Muffato, os clientes que compraram antecipadamente ganharam 10% de desconto em toda a linha de ovos de Páscoa, uma promoção que durou por tempo limitado. O objetivo foi incentivar os consumidores a não deixarem as compras para os últimos dias, fazendo economia com uma maior variedade de produtos. Os clientes que anteciparam as compras de ovos de Páscoa, vinhos e bacalhau puderam ainda parcelar o pagamento em até três vezes no cartão. A rede ofereceu mais de um milhão de unidades de ovos distribuídos em mais de 150 variedades. O crescimento em relação a 2009 foi de 25%, passando de 200 mil toneladas de chocolates. “Apostamos numa Páscoa forte, por isso fizemos o maior pedido da nossa história, na casa de um milhão de unidades para atender a demanda. Com isso, fomos a empresa mais agressiva em ovos, tanto no preço como no prazo e na variedade”, enfatizou Adilson Correa, gerente comercial do grupo Muffato. Esse crescimento também teve reflexo em outros setores, como na geração de empregos. Aproximadamente 500 promotores foram contratados pelas grandes marcas como Nestlé, Lacta e Garoto, para atender os clientes durante o período que antecedeu a Páscoa. A venda de pescados na Quaresma desse ano também foi positiva. A rede aumentou em 20% a importação, fazendo um comparativo com o mesmo período de 2009. A quantidade de peixes e bacalhau foi maior, mas com os preços nos mesmos patamares do ano passado. “Como antecipamos as negociações das importações conseguimos manter a qualidade e a quantidade de produtos, apesar da pouca oferta de frutos do mar”, colocou o gerente de perecíveis do grupo Muffato, Luiz Carlos Becher.

Brasileiros consomem mais bens não duráveis A crise que afetou o desempenho da economia brasileira em


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2009 passou longe da indústria de bens de consumo não duráveis. As famílias brasileiras gastaram mais, aumentaram os volumes comprados e sofisticaram a cesta de consumo na comparação com 2008. Os dados da Kantar Worldpanel (ex LatinPanel) são de uma amostra que representa 45,9 milhões de domicílios em todo o país (90% do potencial de consumo domiciliar do mercado brasileiro). Segundo os dados, as famílias brasileiras gastaram 17% a mais em 2009, os volumes em unidades comprados cresceram 15% no mesmo período e a expansão maior se deu na cesta de alimentos (17%), seguida por bebidas (13%) e limpeza doméstica (12%). Em relação aos gastos, higiene foi a campeã, com expansão de 21% no período, seguido pelas bebidas (18%), itens de limpeza doméstica (17%) e alimentos com 16%.

Sofisticação do consumo A ampliação do consumo veio acompanhada da sofisticação das cestas. O volume médio de itens não básicos comprados pelas famílias para o abastecimento do lar avançou 15%

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em 2009. Na cesta de higiene pessoal o fenômeno ficou evidente. O levantamento aponta que seis de onze categorias da cesta cresceram em marcas Premium. “O brasileiro, depois de afastados os fantasmas da crise, se deu ao luxo de gastar mais com produtos mais caros”, diz Christine Pereira, diretora comercial da Kantar Worldpanel no Brasil.

Por classes As classes D e E foram os grandes motores do consumo em 2009. Este estrato da população gastou em 21% a mais em 2009 frente a 2008. A classe C foi a segunda colocada em expansão de gastos, com 17% de crescimento, seguida pelas classes A e B, que ampliou o desembolso em 14%. Em volume, as classes D e E também dominaram a expansão das vendas de não duráveis (21%). Na classe C, a expansão foi de 13% e nas A e B, de 8%. Com este desempenho, as classes D e E, que compravam com regularidade 34 categorias, passaram a levar para casa 37 categorias em 2009. Entraram na cesta das famílias mais pobres os temperos industrializados, o leite em pó e os cremes e loções. Fonte: Conteúdo Comunicação.


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Coca-Cola Brasil lança garrafa PET feita a partir da cana-deaçúcar A Coca-Cola Brasil dá o primeiro passo rumo à garrafa sustentável do futuro e torna-se pioneira no lançamento da PlantBottle na América Latina. Trata-se de uma embalagem revolucionária, feita de PET no qual o etanol da cana-deaçúcar substitui parte do petróleo utilizado como insumo. Por ter origem parcialmente vegetal (30% à base da planta), a novidade reduzirá a dependência da empresa em relação aos recursos não-renováveis, além de diminuir em até 25% as emissões de gás carbônico. Sem mudança de propriedades químicas, cor, peso ou aparência em relação ao PET convencional, a PlantBottle é 100% reciclável e já entra na cadeia de reaproveitamento de materiais consolidada no País desde sua chegada ao mercado. A nova garrafa começará a ser comercializada ainda este mês, inicialmente nas embalagens de CocaCola de 500ml e 600 ml, no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Curitiba, Recife e Porto Alegre. “Houve uma grande mobilização e investimentos para chegarmos à fórmula da PlantBottle e, com seu lançamento, confirmamos novamente nossa posição de vanguarda na inovação de embalagens. Ao substituir parte do petróleo usado na fabricação do PET por etanol de cana-de-açúcar, um recurso absolutamente renovável e abundante no País, a Coca-Cola Brasil inaugura uma nova era para as embalagens plásticas”, afirma Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil. Além dos benefícios ambientais – a expectativa é que, em 2010, a produção inicial das garrafas resulte na redução de uso de mais de cinco mil barris de petróleo –, o uso da nova garrafa também traz vantagens à economia do Brasil. Segundo Rino Abbondi, vice-presidente de Técnica e Logística da empresa, “a cana-de-açúcar é a fonte mais eficiente para a fabricação de etanol. Com este quadro, o Brasil coloca-se como futuro exportador do componente feito com cana de açúcar e usado na PlantBottle, fomentando assim a geração de empregos e alavancando o setor sucroenergético do País. O Brasil é um dos primeiros mercados a adotar a PlantBottle e acreditamos que, com isso, a Coca-Cola Brasil e seus fabricantes incentivam as demais indústrias a tomar medidas semelhantes. Vale destacar que 100% das embalagens de PlantBottle de todo o mundo usará etanol brasileiro”. Fonte: Assessoria de Imprensa da Coca-Cola Brasil

A importância da lealdade do consumidor O crescimento e desenvolvimento de uma empresa devemse, em grande parte, ao apoio que recebe de seus clientes fiéis. Por outro lado, os mercados estão mudando cada vez mais rápido, a concorrência está acirrada, os produtos e serviços mais parecidos e as promoções menos criativas. José Roberto Labinas, diretor da área Ipsos Loyalty, afirma que para medir a lealdade de um cliente, é preciso observar dois aspectos: atitude e comportamento. “A lealdade declarada pelos clientes, que dizem que irão recomendar e usar determinado produto, é uma atitude que indica se a relação entre consumidor e empresa é positiva: quando o cliente utiliza e recomenda o produto, essa atitude é uma declaração de lealdade. Entretanto, essa atitude não garante que ele vai realmente fazer isso. É importante verificar se o comportamento do cliente com a empresa tem uma tendência positiva, isto é, se suas transações comerciais com ela estão aumentando, e se ele está concentrando mais seus negócios com esta empresa”, completa. Medindo a lealdade atitudinal e a comportamental de seus clientes, as empresas podem começar a segmentálos em quatro grupos (alta e baixa atitude x alto e baixo comportamento). Nesse ponto é introduzida uma terceira variável fundamental para diferenciar os clientes: o seu valor, que traduz sua rentabilidade para a empresa. Com estas informações, podem-se desenvolver diferentes estratégias de marketing para cada segmento de clientes. Com base na avaliação integrada de lealdade e valor, se identifica os consumidores que são leais e lucrativos (eles representam, em geral, cerca de 20% da base de clientes de uma empresa). Aqueles que não são leais ou lucrativos podem estar fazendo com que a empresa desperdice recursos e talvez seja necessário cortar investimentos em campanhas direcionadas a esse público. Muitos defendem que os clientes desleais devem ser transformados em leais, mas nem sempre isto é possível. Claro que clientes com potencial e de alto valor devem ser estimulados a permanecer com a empresa; mas boa parte deles, mesmo quando fidelizados, não trazem lucro. O motivo? São clientes obcecados por redução de preços e promoções - comportamento que não gera o retorno financeiro necessário. Mas uma coisa é certa: em tempos de crise, o consumidor leal e lucrativo é ainda mais importante. Nessa situação, as pessoas estão mais preocupadas com o


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preço e tendem a serem desleais. Isso ocorre por que elas têm menos dinheiro no bolso para gastar e, por isso, são cautelosas na escolha de produtos. A crise também faz com que as empresas reduzam custos e investimentos, o que dificulta ainda mais a fidelização. Uma empresa deve colocar o cliente acima de tudo. Se necessário, deve ajustar sua organização empresarial para tratá-lo como prioridade. É importante compreender suas necessidades fundamentais, dedicando mais tempo e esforço para estudá-los. Os consumidores procuram mudanças e o mercado se movimenta muito rápido. Nesse contexto a empresa precisa ter bem claro qual o seu papel. Por que o consumidor deve escolher seu produto ou serviço e o que deve ser feito para manter a sua fidelidade? Ao executar uma análise integrada que aborda o ciclo de vida do cliente, uma empresa enxerga o que é realmente necessário para satisfazê-lo e de que forma pode inovar. A satisfação dos funcionários da empresa tem muito em comum com a satisfação e lealdade dos seus clientes. Somente funcionários satisfeitos podem satisfazer clientes e consumidores. Evidentemente, a ligação entre a lealdade do cliente e satisfação dos funcionários nem sempre é uma regra, mas ela ocorre na maioria dos casos. É importante, portanto, que a empresa tenha uma comunicação clara com seus profissionais e que haja investimentos constantes em treinamentos, incentivos, entre outros. Fonte: Global Assessoria de Comunicação

Insinuante e Ricardo Eletro: a nova ordem do varejo brasileiro

A associação entre Insinuante e Ricardo Eletro cria mais um gigante nas linhas branca e marrom. O novo grupo será uma pedra no sapato de Abílio Diniz, presente em regiões ainda pouco exploradas pelo conglomerado paulista. O movimento estratégico era algo esperado, num setor em que a concentração tem se tornado regra. Os próximos capítulos serão lugar comum. Compartilhamento de depósitos, frotas de caminhões, agências de publicidade e sistemas, consolidação de lojas próximas, redesenho organizacional. Tudo em prol da economia de escopo. Em linhas gerais, mais trabalho e responsabilidade para quem continua - pelo mesmo salário. Em paralelo, compradores pressionarão fornecedores de produtos e serviços por menores preços e melhores condições comerciais. Maiores e mais poderosos, utilizarão o poder de barganha proporcionado por sua escala como instrumento de negociação. Não estar presente nas gôndolas destas corporações é algo impensável, por pior que sejam as condições. Empreendedores têm mudado o foco de suas atividades do comércio para a prestação de serviços. Com maior poder de barganha e capital de giro, os grandes varejistas oferecem preços e prazos de pagamento inexeqüíveis a pequena e a média empresa. Apesar das ameaças, o novo cenário traz oportunidades aos empresários que souberem construir e explorar parcerias. Diversos produtos comercializados nestas redes necessitam de instalação, manutenção e assistência técnica, prestados em geral por empresas locais de pequeno e médio porte. As vendas online por sua vez ampliaram ainda mais as fronteiras de Abílio e Ricardo. Para entregar dentro do prazo, item fundamental nesta modalidade, necessitam de parceiros logísticos com experiência e conhecimento em distribuição. O mercado é crescente e promissor. Coloque na mesma cesta o poder de compra da nova classe média, a concentração no varejo, o comércio online e os novos lançamentos dos fabricantes. Apesar de magoado por não ter sido convidado para o jantar, chegar para a sobremesa não é assim tão ruim. Como tudo na vida, o importante é ser flexível e ter jogo de cintura. Fonte: Marcos Morita


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(15,1%). “A demanda por bebidas está muito forte, inclusive com recordes de crescimento no volume de venda”, disse Honda.

Categoria Um fator que explica o avanço da categoria nas vendas nos supermercados são os preços. Conforme o levantamento da Nielsen, os preços das cervejas subiram 0,4% no varejo nos dois primeiros meses do ano sobre igual período do ano passado, ao passo que dos refrigerantes aumentaram 2,7%.

Bebida puxa crescimento de vendas As bebidas alcoólicas e não alcoólicas puxaram o crescimento do volume das vendas nos supermercados nos dois primeiros meses do ano, sendo que os instalados no interior do estado tiveram desempenho mais forte, como é o caso da Cooperativa de Consumo (Coop), com forte atuação no ABC Paulista. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Sussumu Honda, o aumento da renda está ampliando a penetração de bebidas como cerveja e refrigerantes entre as classes C e D. “O acirramento da concorrência, que vem segurando os preços das bebidas no varejo, e a inserção de novos consumidores devem manter este mercado bem aquecido”, diz Honda. Levantamento da Nielsen, feito a pedido da Abras, aponta que o volume das vendas nos supermercados de todas as categorias de produtos cresceu 7,7% entre janeiro e fevereiro sobre o mesmo período do ano passado, quando houve queda de 0,4% sobre igual período de 2008. Já as vendas de bebidas alcoólicas no período cresceram 16,1%, enquanto as não alcoólicas avançaram 12,7%. A participação das duas categorias de bebidas sobre o volume geral vendido nos supermercados foi de 26,3% nos dois primeiros meses do ano. Influenciada pelo verão, as vendas em unidades de cervejas no País cresceram 20,4% nos dois primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. Entre as bebidas não alcoólicas, o volume das vendas no bimestre de refrigerantes aumentou 14,6%, sendo que outros líquidos também tiveram boa performance, como chá líquido (27,9%), bebidas à base de soja (17,9%) e produtos isotônicos

Além das bebidas, a Abras destaca o crescimento do volume das vendas de produtos perecíveis, que avançaram 9,3% nos dois primeiros meses do ano. Esse crescimento foi puxado pelas categorias de leite fermentado (22,9%), pizza refrigerada (17,9%) e queijo (16,7%). As vendas de carnes, que apresentaram queda de 5% entre janeiro e fevereiro de 2009, reverteram o desempenho no primeiro bimestre deste ano e passaram a crescer 6,7%. Segundo Honda, o desempenho das vendas nos supermercados no primeiro bimestre é reflexo do crescimento da massa de rendimentos, puxado pelo aumento do emprego com carteira assinada, sobretudo de regiões com forte dependência da produção industrial e da exportação de commodities. No acumulado dos dois primeiros meses do ano, o faturamento real, descontada a inflação medida pelo IPCA, dos supermercados subiu 7,67% sobre igual período de 2009. Honda prevê que o setor possa crescer entre 8% e 9% este ano, o que proporcionaria aos supermercados recuperar os patamares de crescimento anteriores à crise financeira internacional.

Produto O executivo pondera que a forte demanda por produtos nos supermercados, que está elevando o volume das vendas, vem gerando algumas pressões pontuais de alta nos preços. O valor da cesta de produtos considerados de largo consumo nos supermercados, medido pela Abras e GfK, como alimentos, limpeza e beleza, subiu 1,67% em fevereiro em relação a janeiro, atingindo R$ 268,25. Já o IPCA alimentos avançou 0,96% em fevereiro ante janeiro. O maior crescimento em fevereiro ante janeiro foi no norte (+4,57%), seguido do sul (+1,79%). O norte concentra também o maior valor na cesta de produtos de largo consumo (R$ 318). Sul (R$ 295,56), sudeste (R$ 251,54), centro-oeste (R$ 244,51) e nordeste (R$ 220,75). Fonte: DCI


Na crise, quem saiu no lucro foi o comércio varejista Um ano e meio depois da quebra do Lehman Brothers, em setembro de 2008, está bastante claro quais setores da economia brasileira se saíram bem, e hoje lideram a retomada forte da economia brasileira, e quais penaram com os efeitos da maior crise global desde os anos 30. Os segmentos voltados para o mercado interno exibiram no ano passado, e continuam a exibir neste início de 2010, um desempenho extremamente positivo, ancorados na resistência do mercado de trabalho e na ampla oferta de crédito, além de alguns terem sido beneficiados pelas reduções de impostos promovidas pelo governo. Indicadores econômicos importantes espelham esse quadro. O desempenho do varejo é melhor que o da indústria e, dentro do segmento industrial, se sobressai quem produz principalmente para o mercado interno. Num cenário de renda preservada, em que o nível de emprego sofreu pouco, o comércio varejista teve desempenho bastante robusto em 2009, crescendo 5,9% mesmo num ano de crise, observa o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges. Nos 12 meses até janeiro, a taxa de crescimento já atingiu 6,2%. Em alguns Estados do Nordeste, onde o peso do Bolsa Família e do salário mínimo é maior, o desempenho é ainda mais impressionante. No Piauí, no Ceará e em Sergipe, a expansão nos 12 meses até janeiro supera os dois dígitos - 13,8% no Piauí, 10,8% no Ceará e 13,2% em Sergipe. Borges chama a atenção para as vendas de supermercados e hipermercados, que subiram 8,4% nos 12 meses até janeiro. Em 2009, 13 empresas de varejo de capital aberto viram o lucro subir 36,9% em relação ao ano anterior, para R$ 1,621 bilhões, segundo levantamento do Valor Data, com base em dados da Economática. Mesmo acreditando que houve antecipação razoável das compras de veículos e eletrodomésticos da linha branca em 2009, para aproveitar o IPI reduzido, Borges prevê alta de 7,5% para as vendas no varejo neste ano. “Se não tivesse ocorrido a antecipação, esse número poderia chegar a 9% ou 9,5%.” As vendas de veículos no mercado interno também se destacaram em 2009. A desoneração tributária e a melhora das condições de crédito contribuíram para a alta de 12,8% nos licenciamentos de veículos e comerciais leves em 2009. Nos 12 meses até fevereiro, a taxa de expansão ficou em 13,4% e em março as vendas bateram recorde. “Entre os setores que se saíram melhor, certamente estão os que contaram com a ajuda


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da redução de impostos”, diz o economista Fernando Sarti, professor da Unicamp, que também cita a construção civil entre os beneficiados. Na indústria, o melhor desempenho foi dos setores que produzem bens não duráveis, como alimentos, bebidas e produtos farmacêuticos. Em 2009, num ano em que a indústria geral caiu 7,4%, a fabricação de bebidas subiu 7,1% e de artigos farmacêuticos, 7,9%. O bom desempenho da renda e o pequeno impacto da crise sobre a taxa de desemprego explicam esse desempenho, diz o economista Edgard Pereira, sócio da Edgard Pereira & Associados. O lucro de sete companhias de alimentos e bebidas aumentou 121% em 2009, totalizando R$ 6,794 bilhões, segundo o Valor Data. Para 2010, o panorama parece em grande parte definido. O varejo vai continuar bem, por conta das perspectivas positivas para o mercado de trabalho e o crédito. Na indústria, quem produz para o mercado interno também tende a se sair melhor, embora Sarti observe que há o risco de que parte não desprezível desse mercado possa ser capturada pela produção estrangeira, devido ao dólar barato. Fonte: Valor Econômico

pessoas na Grande São Paulo, Grande Rio de Janeiro e Grande Porto Alegre, num universo estimado em oito milhões de indivíduos, sendo 48% de homens e 52% de mulheres das classes A, B e C. Para Renato Trindade, presidente da empresa, “características como valorização do jovem e da juventude, além de forte influência da cultura do hedonismo estão presentes nos jovens Geração Y, que são autores da maioria dos blogs e gestores de comunidades nas redes sociais”. Segundo o resultado, consumir é melhor do que ostentar marcas. “Os Y’s não fogem necessariamente de modismo, mas as marcas assumem uma função de qualificadoras do produto e não de quem os usa”, explica Trindade. Os números apontam que, em eletroeletrônicos, o principal é ter uma boa experiência anterior com a marca. Nos veículos, a marca é mais importante porque remete à qualidade. Entre as marcas de celular mais citadas estão iPhone (classe A), Motorola, Nokia, Sony Ericsson; as de televisão são Sony, Samsung (classe A), Philips e Gradiente. A pesquisa ainda aponta que, quando o tema é banco, “quanto mais propaganda, maior a sensação de que se trata de um banco grande”. Itaú e Bradesco foram apontados como os mais fortes e sólidos.

Consumo A lista de compras é distinta entre as classes. Roupas, acessórios, higiene pessoal, balada e novidades são que esmeram os jovens da classe A. Na B, lazer, carro, cosméticos e beleza são os destaques. Já os da classe C pensam em contribuir no orçamento familiar, estudo e diversão. Nos gastos mensais, destaque para alimentação (supermercado e restaurantes), em primeiro lugar, com 18% dos gastos; telefonia móvel e fixa, internet e tevê, com 14% e baladas, com 11%.

Otimismo

Os detalhes da Geração Y Velocidade, liberdade, consumo, individualidade e tecnologia. Esses são os valores apontados como primordiais no estudo divulgado pela Bridge Research sobre a Geração Y – nascidos entre 1978 e 1990. A pesquisa envolveu 672

Quando perguntados se “2010 será melhor, pior ou igual?”, o otimismo imperou: 59% responderam que o ano será melhor. A média total foi de 46% de otimistas, 32% de pessoas que acham que vai ficar igual e 19% de pessimistas. Fonte: m&m online


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Condor inaugura mais uma loja em Fazenda Rio Grande A Páscoa de 2010 foi boa para o varejo. Em um ano de rO Condor Super Center escolheu o município de Fazenda Rio Grande para abrir mais uma loja da rede. Com investimento de R$ 20 milhões, o novo empreendimento possui três mil metros quadrados de área de vendas, 21 check-outs e um mix com mais de 25 mil itens. Também traz uma galeria com 10 lojas, planejada para suprir as expectativas dos habitantes do município e cidades vizinhas. Para fortalecer a economia local, as 260 vagas de empregos geradas foram priorizadas aos moradores da região. Segundo o presidente do Condor, Pedro Joanir Zonta, um dos pontos decisivos para a escolha da cidade foi o resultado de uma pesquisa que detectou que os moradores desejavam um supermercado moderno e completo na região. Outro fator determinante foi a localização estratégica num ponto com grande fluxo de pessoas e visibilidade para quem chega ou passa pelo município. Seguindo o padrão inovador das últimas inaugurações, a estrutura foi idealizada com layout e comunicação visual harmônicas, para que os clientes consigam localizar o setor desejado já ao entrar no estabelecimento. As gôndolas foram projetadas para que tudo fique a altura dos olhos promovendo uma integração das seções. “Buscamos traçar o perfil dos moradores para dispor um sortimento de marcas e produtos que agradem a eles e facilitem o seu dia a dia”, enfatiza. O projeto arquitetônico contou com a chancela de Luiz Forte Netto, que uniu beleza, sustentabilidade e conforto. A fachada tem traços marcantes que fogem do convencional. O projeto incluiu lâmpadas econômicas que reduzem a troca e o descarte. A iluminação natural será bastante privilegiada. Esta é a primeira loja da rede a utilizar sistema de ventilação natural com tecnologia alemã, tornando-a mais arejada e agradável. Um sistema de captação de água pluvial deve reutilizá-la em irrigação de jardins, descargas e limpeza de pisos.

Website supera expectativas de vendas em apenas um dia de operação O Carrefour comemora os excelentes resultados do site www.carrefour.com.br, lançado em março: a rede alcançou vendas de R$ 6 milhões na estreia do novo canal, totalizando 14 mil pedidos. “Os resultados iniciais superaram nossas expectativas e refletem que o canal de vendas eletrônico veio para ocupar uma posição importante no segmento e atender ao nosso cliente de forma cada vez mais completa”, diz Jonas Ferreira, diretor de e-commerce da rede. O portal chegou a registrar 100 mil visitantes únicos simultaneamente. No total, a página recebeu mais de um milhão de acessos. Os itens mais vendidos foram televisões de LCD e HDs externos para computadores. Em faturamento, a categoria de vídeo foi a que mais se destacou.

Diferenciais são destaque O objetivo da rede é trazer para a Internet um conceito diferenciado de vendas online. Pelo novo serviço, os clientes terão acesso a um mix de produtos adequados às suas necessidades, informações abrangentes para facilitar a escolha, e a uma variada gama de serviços complementares, disponíveis já no momento da compra. O Guia de Compras e Soluções é um dos diferenciais e oferece ao cliente um comparativo entre os produtos de uma mesma categoria, além de orientações e informações que facilitam o seu dia-a-dia como: dicas sobre a melhor forma de uso do produto e até como atuar de forma sustentável. Nessa mesma linha, o portal oferece serviços complementares e permanentes na residência dos clientes, como por exemplo, a instalação técnica de eletroeletrônicos. Entre as facilidades do site de vendas, a navegação intuitiva também é um dos destaques, com agrupamento de produtos por “uso”, o que permite uma visualização mais rápida e refinada dos produtos pesquisados.

“Ao assumir o município de Fazenda Rio Grande, um dos principais objetivos que tínhamos era o de transformar uma cidade dormitório em um pólo industrial. A vinda do Condor para o município só vem provar que nosso objetivo está tornando-se realidade, pois queremos construir uma cidade que trilhe o caminho do desenvolvimento”, relata o prefeito de Fazenda Rio Grande, Chico Santos.

Outra novidade é a barra personalizada, que mostra um histórico da navegação para o consumidor, com maior grau de segurança. O portal de vendas também permite maior interação com o cliente, onde será possível acessar o Blog da Cuca, portal de que permite a troca de informações entre consumidores Carrefour. A rede ainda trará ferramentas 2.0 e ações em redes sociais ao longo de 2010.

Fonte: WBC Comunicação.

Fonte: A4 Comunicação


Consumo de baixa renda segura resultados do PIB Os dados referentes ao Produto Interno Bruto (PIB) de 2009, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelaram que o consumo das famílias cresceu. “Isso demonstra a força das classes C, D e E na economia do Brasil, já que são elas as responsáveis por 60,4% da massa de renda movimentada no país”, aponta o sócio-diretor do instituto de pesquisas Data Popular, Renato Meirelles. Na relação 2008/2009, a evolução do consumo foi de 4,1%, a sexta alta anual consecutiva. “Foi exatamente esse o fator que evitou uma queda mais acentuada do PIB”, destaca Meirelles. A análise dos hábitos de consumo do brasileiro permite afirmar que a demanda interna continuará aquecida a ponto de ser decisiva para os principais indicadores econômicos. O estudo “Tendências da Maioria” mostra que as famílias das classes C e D estão dispostas a continuar gastando. Como exemplo da intenção de compras, o estudo aponta que, de cada 100 pessoas que pretendem comprar geladeira nos próximos meses, 48 e 40 estão entre as classes C e D, respectivamente. Entre as classes A/B, o produto é alvo apenas de 12% das intenções. O potencial de consumo segue alto para os computadores. Sendo de 47% para os lares da classe C e 39% para a classe D. Nas classes A/B a intenção de compra cai para 14%. Na avaliação de Meirelles, esses números refletem os resultados das políticas públicas de fomento ao consumo desde a deflagração da crise. “Enquanto no cenário mundial a palavra de ordem era economizar, o Brasil seguia o caminho inverso”, afirma. Ele acredita que a tendência de consumo do mercado emergente deverá se manter. Alguns fatores são preponderantes para a geração de consumo, como os programas de expansão de renda, o aumento da oferta de crédito e os reajustes salariais, assim como a participação mais ativa de jovens e mulheres nas atividades econômicas. Meirelles também aponta o aspecto psicológico que envolve a ascensão social dos estratos mais pobres da população. “Ninguém quer dar um passo para trás. Quem conseguiu subir na escala social quer manter o status e isso estimula o chamado ciclo virtuoso da economia”, argumenta. Fonte: Texto & Imagem Assessoria de Comunicação


ENTREVISTA

“O executivo brasileiro não erra mais que seus colegas de outros países. A diferença é que nós nos divertimos mais.”

Max Gehringer, um dos palestrantes mais aguardados da Mercosuper 2010, fala sobre carreira, cotidiano das empresas, o papel da tecnologia e mercado de trabalho.

O bom humor é uma das marcas de Max Gehringer. Sua popularidade se deve à abordagem descontraída do universo corporativo, que ele conhece bem de perto. Outra característica de seu trabalho diz respeito a uma visão extremamente clara deste universo, com artigos e comentários que muitas vezes derrubam alguns mitos consagrados no meio empresarial. Gehringer deixou uma bem sucedida carreira de executivo em grandes empresas para se tornar escritor e palestrante. Foi, como ele mesmo admite nesta entrevista, uma decisão ousada. Enquanto outros preferiam as mordomias do poder corporativo, ele tratou de observar esse mundo com lente de aumento. O tempo mostrou que ele estava certo. Gehringer é hoje um conhecido e requisitado palestrante e articulista, que levou para o rádio e para a televisão a comédia do universo corporativo. Seus textos e comentários são referências para o grande público. Nesta entrevista à Revista Supermix, ele fala de sua decisão de se afastar da carreira empresarial, da inspiração para seus casos e da burocracia das organizações.


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O senhor tem uma trajetória exemplar no mundo corporativo, começando como office-boy e chegando à presidência de uma grande indústria de alimentos. No auge de sua carreira, o senhor decide abandonar o meio empresarial e passa a observá-lo de fora. O que o levou a tomar tal decisão?

( Eu conhecia muitos executivos que haviam se aposentado relativamente cedo e só aí descobriram que não sabiam fazer mais nada além de trabalhar. Alguns reclamavam que a vida ociosa era um tédio, outros se aventuraram em negócios que não deram certo porque lhes faltava experiência como empreendedores, e uma parcela optaram pela consultoria. Mas a maioria deles vivia sempre reclamando. Por isso, ali pelos meus 35 anos de idade eu já comecei a pensar no que iria fazer quando me afastasse da vida corporativa. Minha meta era me tornar escritor. Quando decidi parar, meus amigos me disseram que eu tinha perdido o juízo. No fim, as coisas acabaram dando mais certo do que eu mesmo imaginava. ) As pessoas, sobretudo as que trabalham em grandes corporações, se identificam muito profundamente com seus casos e comentários no rádio ou na televisão. Algumas situações chegam a ser surreais. No momento em que o senhor vivenciou estas situações já imaginava que um dia iria escrever ou falar sobre elas?

( Eu escrevia sobre essas situações quando ainda era funcionário. Se a empresa tinha um jornal interno, eu colaborava com artigos. Se não tinha, eu fundava um. Tomei algumas “piabas” de meus superiores por descrever com bom humor aquelas situações ridículas que toda empresa tem, mas por outro lado dei a sorte de ter chefes com boa cabeça, que se divertiam com o que eu escrevia. Em 1998, quando eu ainda era executivo, lancei um livro com uma coletânea de textos que eu já tinha na gaveta. Após ler o livro, o Diretor de Redação da revista Exame me convidou para escrever uma coluna fixa, a “Comédia Corporativa”. Os leitores gostaram e menos de um ano depois eu já tinha colunas em quatro revistas da Editora Abril. Essa exposição na mídia começou a gerar convites para palestras em empresas e eu percebi que não poderia mais continuar conciliando as funções de executivo, escritor e palestrante. Foi aí que optei por deixar de ser executivo. ) Há um lado bastante cômico no mundo corporativo. Planos de expansão incoerentes,

produtos de qualidade duvidosa, problemas de comunicação entre colaboradores. Até que ponto as organizações tem alguma noção clara de: isso não vai ou não pode dar certo?

( Isso ocorre no mundo inteiro, mas no Brasil há um fator adicional. Nós nunca fomos um povo metódico e organizado. Tanto na vida profissional quanto na pessoal. Não gostamos de planejar coisas com muita antecedência, e temos uma propensão para alterar planos no meio do caminho. Parte disso se deve à própria situação do país, com as contínuas crises financeiras e políticas que enfrentamos durante todo o século XX. Por um lado, nos tornamos mais maleáveis e aprendemos a reagir rapidamente diante das mudanças. Por outro lado, achamos que vamos conseguir consertar qualquer coisa que saia errado. Como isso nem sempre acontece, vivemos tropeçando. E, por fim, compensamos com bom humor nossas próprias vaciladas. Não acredito que o executivo brasileiro cometa mais erros do que seus colegas de outros países. A diferença é que nós nos divertimos mais.) A habilidade de se comunicar com clareza é a maior que se exige de um executivo atualmente, mais ainda que o conhecimento técnico?

( O conhecimento técnico pode garantir a permanência no emprego e levar um profissional até determinado ponto do organograma: o de uma supervisão ou uma chefia. Daí para cima, é a habilidade política e a facilidade na comunicação que vão impulsionar a carreira. Eu sempre recomendo que os profissionais – mesmo aqueles que acham que sabem se comunicar bem – façam um curso de Expressão Verbal. Eu o considero mais prioritário que o Inglês para a construção de uma boa carreira. ) Em sua experiência, o que atualmente considera totalmente desnecessário dentro das organizações?

( Relatórios. A informática permitiu a coleta de uma imensidão de dados, que são transformados em planilhas ou em relatórios impressos. Hoje, numa empresa de grande porte, para cada pessoa que está produzindo ou vendendo, há três ocupadas com burocracia. Eu tinha um chefe que dizia: “Se quando alguém pergunta o que você faz, e você não consegue explicar em duas palavras, seu trabalho é supérfluo”. Atualmente, há profissionais que precisam não de duas palavras, mas de vários minutos, para explicar qual


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é sua função na empresa. E mesmo assim o interlocutor fica em dúvida. ) A tecnologia está realmente auxiliando as corporações ou está tomando mais tempo dos colaboradores?

( Bem usada, a tecnologia é um bálsamo. Um bom exemplo é o do vendedor que não precisa mais gastar tempo emitindo notas fiscais manualmente, e aproveita o tempo economizado para vender mais. Mas a tecnologia gerou também os e-mails. Mandar uma mensagem para uma pessoa ou para 30 pessoas dá na mesma. E cada um que recebe se sente na obrigação de responder. Eu conheço gente que passa metade do expediente lendo e respondendo e-mails. O resultado é que o tempo livre que a tecnologia gerou acabou sendo usado, principalmente, para atividades não produtivas. Assim como há 15 anos alguém sacou a importância da “inteligência emocional”, talvez esteja na hora de se pensar numa “inteligência tecnológica”, para direcionar o que a tecnologia oferece de bom para tarefas que sejam realmente úteis. )

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Por que as mulheres, que são maioria nas faculdades, ainda são minoria nos cargos de direção das empresas?

( Porque a faculdade dura quatro anos e a vida profissional dura 40. A reposição vem sendo gradual, mas é inexorável. Recentemente, eu fui falar num evento de uma empresa e pude presenciar uma cena reveladora dessa situação. O diretor de RH homenageou os funcionários que estavam completando 20, 25 e 30 anos de casa. Dos 12 homenageados, 11 eram homens. Em seguida, o diretor pediu que os funcionários admitidos nos três meses anteriores se levantassem para serem recebidos com aplausos pelos colegas. Cerca de 20 pessoas se levantaram. A maioria, mulheres, na proporção de três para um. Essa é a geração que assumirá o comando dos negócios daqui uma ou duas décadas. ) Como o senhor vê o retorno efetivo dos programas de motivação nos quais as empresas costumam investir grandes quantias?

( Não só de motivação, mas também de qualidade de vida.


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Os funcionários têm sido cada vez mais pressionados a obter resultados em curtíssimo prazo. Como pressão gera tensão, e tensão gera estresse, é preciso encontrar uma válvula de escape. Os programas amenizam o estresse, e permitem que os funcionários possam ser mais pressionados. Tudo é uma questão de custo e benefício, e as empresas devem estar enxergando os benefícios, porque investem cada vez mais. ) Costuma-se afirmar que remuneração não é o único indicativo de valorização de um colaborador. Quais são os outros?

( Oportunidades reais de crescimento com base no mérito e ambiente de trabalho saudável. Uma empresa que oferece as três coisas tem uma rotatividade muito baixa. ) Como as empresas podem criar um ambiente onde seja possível a livre circulação de informações, sem que o colaborador tenha medo de fazer uma crítica ao seu superior?

( Através de avaliações periódicas de desempenho. Há muitos programas em que um chefe é avaliado por seu superior, por seus pares e por seus subordinados. Mas isso precisa ser implantado e administrado com coerência. Eu não conheço uma só empresa em que um subordinado possa sair criticando abertamente uma decisão do chefe, ou o estilo dele. E não creio que algum dia as empresas chegarão a ser democráticas a esse ponto. ) Os profissionais que chegam ao mercado de trabalho recém saídos de universidades e de cursos de pós-graduação estão realmente preparados para o cotidiano das empresas?

( Se eles não trabalharam durante o tempo em que cursaram a faculdade, certamente não. Escolas e empresas são dois mundos diferentes. Nas escolas, cada questão tem uma resposta certa. Nas empresas, tudo é passível de discussão. Além disso, um aluno que passou quatro anos sem conversar com nenhum colega de classe pode ter tirado as melhores notas da turma. Numa empresa, quem não souber conviver com os colegas de trabalho não resistirá por muito tempo no emprego. O ideal é que o jovem comece a trabalhar aos 18 anos, ou antes. Assim, ele aprenderá a conciliar as exigências do mundo acadêmico e do mundo corporativo. ) Qual a sua visão sobre o varejo supermercadista nacional, um setor que vem procurando cada vez

mais obter diferenciação sobre o atendimento, com a valorização do elemento humano?

( Eu sei que esses programas de treinamento e capacitação existem, e fico contente. Porém, falando como consumidor, tenho percebido muito mais um progresso no layout das lojas e na disponibilidade de itens, do que uma grande transformação no atendimento. Não existe, pelo menos nas lojas que freqüento, qualquer diferenciação de atendimento que me tenha surpreendido. É por isso que faço compras em três redes diferentes, e não em uma só. No dia em que uma rede realmente se diferenciar pelo atendimento, mesmo que cobre um pouquinho a mais, eu me torno cliente cativo dela.) Ainda existe espaço para o bom humor no cotidiano tenso das empresas?

( Sem dúvida. Mas é bom lembrar que existem momentos em que a seriedade é imperativa. O bom humor deve ser um ingrediente no relacionamento entre funcionários, e não o prato principal. O bom humor dá mais sabor à convivência diária e faz com que as pessoas acordem de manhã com vontade ir de trabalhar, e não de dar um soco no despertador.) Qual a receita para manter a sanidade mental dentro de uma organização?

( Não transformar a organização na razão da própria existência, deixando em um distante segundo plano a família e o lazer. É claro que dar a receita é mais fácil do que aplicá-la. Mas os funcionários que ficam paranóicos são exatamente aqueles que agem como se tivessem vindo ao mundo apenas para construir uma carreira profissional. Em casos assim, uma simples reprimenda do superior ou uma atitude imprópria de um colega acabam ganhando uma dimensão muito maior do que realmente têm.)

“Oportunidades reais de crescimento com base no mérito, boa remuneração e ambiente de trabalho saudável. Uma empresa que oferece as três coisas tem uma rotatividade muito baixa”.


VAREJO

Supermercados: um giro pelo mundo Os primeiros supermercados no formato mais próximo do que existe hoje surgiram nos Estados Unidos há cerca de 70 anos. Um galpão industrial foi adaptado para vender comida, deixando que as pessoas se servissem sozinhas, diferente do que ocorria nos armazéns, onde o atendente entregava a compra na mão do cliente. Desde então, este “galpão” evoluiu, se diversificou e ganhou o mundo. Em cada canto do planeta, o modelo se integrou a perfis locais. E, se por um lado, hoje existe uma diversificação de tipos de lojas também há uma grande padronização. Lojas de rede são muito semelhantes, estando localizadas em Curitiba ou em Hong Kong. “Observando o que já vi no mundo, posso dizer que o Brasil está em um estágio bastante avançado do varejo. Aqui temos uma característica importante: a cordialidade”, afirma Sussumu Honda, presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras). De acordo com Honda, ao falar sobre as lojas, é inevitável falar sobre o perfil do consumidor de cada local e em como ele influencia o formato dos estabelecimentos. “No Japão, por exemplo, país de povo bastante cartesiano, as lojas apostam muito no autosserviço e há opções de entradas e saídas a partir do interior do supermercado, o que não acontece no Brasil”, conta ele. Na Alemanha, ele identificou lojas menos sofisticadas, que apostam em desconto, variedade pequena, sem fornecimento de embalagem ou sacolas e sem aceitar cartões de crédito ou débito. Um modelo dedicado ao baixo custo. “Já no mercado americano há uma grande diversidade de lojas de supermercados com segmentação de público”, destaca Honda. Lojas com perfil gourmet, por exemplo, ou lojas para aqueles que preconizam o estilo de vida saudável, nicho no qual atua a rede Whole Foods, de produtos naturais e orgânicos. “Uma característica de destaque no Brasil é o serviço prestado a partir de uma variedade de recursos humanos, menos comum lá fora. Nos EUA, já é bastante comum o uso

dos self-checkout (caixa sem operadores em que o cliente finaliza a própria compra) para compras menores, o que aqui ainda não ocorre”, complementa. Segundo a assessoria de imprensa do Carrefour, as lojas da rede em todo o mundo mantêm um padrão de estrutura, com variações de oferta de produtos de acordo com as demandas de consumo regionais. A construção das lojas é a mesma em relação aos corredores, layout de loja, entre outros. Muda o aspecto da loja em promoções sazonais, como período de volta as aulas ou datas comemorativas ou marcantes locais de diversas cidades do mundo. O Carrefour, número um na Europa e dois no mundo, tem mais de 490 mil funcionários em todo o mundo. No Brasil, está presente em 18 Estados, com lojas de hipermercado, Carrefour Bairro, Atacadão, entre outros. No WalMart, de acordo com a assessoria de imprensa, as lojas são similares ao redor do mundo, mas seguem as tendências e peculiaridades de cada país. Em alguns países, a área de não-alimentos tem mais destaque, em outros, o foco são os alimentos in natura. Além disso, há itens que são muito específicos para um determinado tipo de consumo, como aparelhos para serem usados na neve e comidas típicas. Depende da cultura de cada região, mas normalmente a variedade de produtos é bastante similar.

“Observando o que já vi no mundo, posso dizer que o Brasil está em um estágio bastante avançado do varejo. Aqui temos uma característica importante: a cordialidade”. (Sussumu Honda, presidente da Abras)


MATÉRIA DE CAPA

Varejo e indústria entram em campo Com o slogan Negócio Vencedor, em alusão à Copa do Mundo, e grandes expectativas em negócios gerados, a Mercosuper 2010 promete ser a maior feira já realizada pela Apras – Associação Paranaense de Supermercados.

O Brasil está contando os dias para a Copa do Mundo da África do Sul. A pátria de chuteiras, como descreveu o escritor Nelson Rodrigues, espera ansiosa pelas belas jogadas dos comandados de Dunga e pela conquista do hexacampeonato.


O futebol, assim como qualquer outro esporte, entusiasma tanto porque sempre traz lições preciosas para a vida: superação de limites até então desconhecidos, liderança apaixonada, disciplina e dedicação, trabalho em equipe, estratégias adequadas. Situações que lembram muito o cotidiano do mundo empresarial. Sintonizada com o espírito da Copa do Mundo, a Apras elegeu o tema “Negócio Vencedor” para nomear a Mercosuper 2010, um evento que também concentra grandes expectativas no varejo e na indústria do Paraná. O objetivo da organização é transpor para o Expotrade, centro de eventos em Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba, todo o entusiasmo que reina nos gramados, promovendo um ambiente favorável aos bons negócios e à disseminação do conhecimento. Este ano, a Mercosuper será realizada nos dias 18, 19 e 20 de abril. O evento chega à sua 29ª edição consolidado e reconhecido como o terceiro mais importante do Brasil, estando atrás apenas das feiras da Abras (Associação Brasileira de Supermercados) e da Apas (Associação Paulista de Supermercados). “Trabalhamos o ano inteiro para criar um ambiente favorável para os negócios e estimular o contato entre supermercadistas e a indústria. O resultado deste trabalho sério pode ser visto no crescimento que a feira apresenta cada ano, trazendo sempre mais expositores e visitantes, reunindo gente de todo Brasil e também do exterior”, conta Pedro Joanir Zonta, presidente da Apras. De fato, a Mercosuper tem por tradição superar suas próprias marcas. Para esta edição, a expectativa de crescimento

é de 10% em relação a 2009, quando nada menos que 48 mil visitantes passarão pelos checkouts do Expotrade em três dias. Serão 270 expositores do Brasil e exterior oferecendo novidades em alimentos, bebidas, bazar, limpeza e higiene, equipamentos e serviços. A parceria entre a Apras e o Consulado da Argentina traz à feira dezenas de empresas daquele país interessadas em comercializar seus produtos. Os negócios entre indústria e varejo, sempre em condições especiais para a feira, devem atingir milhões em reais. Incorporada ao circuito nacional de feiras de negócios do Brasil e ao calendário de turismo de negócios do Paraná, a Mercosuper também é um grande pólo gerador de empregos. Entre vagas diretas e indiretas, estima-se que cinco mil profissionais trabalhem no evento, em criação, montagem e operacionalização de estandes, transporte, comunicação, atendimento e transporte. É um verdadeiro batalhão de recepcionistas, garçons, técnicos, entre outros profissionais que fazem do Expotrade uma grande cidade. Sem contar os funcionários das indústrias expositoras de outras cidades e estados, e os visitantes, que ajudam a movimentar a rede hoteleira de Curitiba. A Mercosuper é o grande ponto de encontro entre compradores e vendedores. Os expositores já vêem preparados para apresentar condições especiais de prazo e pagamento. O clima é totalmente favorável aos negócios. Em três dias, em um único espaço, o visitante pode conhecer uma variedade de itens que seria impossível de conhecer durante todo o ano, gerando uma grande economia de tempo, dinheiro e energia. Além de negociar diretamente com a indústria,

os visitantes têm ainda a oportunidade de conhecer de perto os benefícios de produtos e serviços, conversar exclusivamente com presidentes e proprietários de empresas, longe da correria do cotidiano. É a ocasião perfeita para fechar parcerias e resolver, pessoalmente, as pequenas pendências que sempre existem em qualquer negócio. Negociações à parte, os expositores dão um show de criatividade em seus estandes, sempre inovando em visual e atendimento para atrair a atenção dos visitantes. Massagens, aplicação de produtos, brindes, degustação, atrações musicais, presença de esportistas, atores e atrizes. Vale tudo para encantar os supermercadistas.

“Trabalhamos o ano inteiro para criar um ambiente favorável para os negócios e estimular o contato entre supermercadistas e a indústria. O resultado deste trabalho sério pode ser visto no crescimento que a feira apresenta cada ano, trazendo sempre mais expositores e visitantes, reunindo gente de todo Brasil e também do exterior”. (Pedro Joanir Zonta, presidente da Apras)


Promovendo o conhecimento Mas a Mercosuper não se resume à intensa movimentação entre os estandes. A programação de palestras – focadas em temas como motivação, economia, liderança, tecnologia, recursos humanos, marketing, atendimento, vendas, tecnologia, comportamento do consumidor e gestão – costuma lotar os auditórios técnicos do Expotrade. Já se tornou tradição o evento reunir os maiores e mais requisitados palestrantes do Brasil, como Delfim Neto, Miriam Leitão, Pedro Malan, Joelmir Beting, Arnaldo Jabor, Danuza Leão, Felipão, Bernardinho e Oscar. Para a edição de 2010, a Mercosuper traz três palestrantes que atualmente estão entre os maiores do país. Raí, ex-atleta do São Paulo e campeão paulista, brasileiro, da Taça Libertadores

e Mundial, fala sobre o benefício individual dentro do coletivo. Luiza Heleno Trajano, a empresária que comanda a rede de lojas Magazine Luiza, referência em atendimento e relacionamento pessoal, fala sobre o perfil das empresas e do profissional na economia contemporânea. Carreira e emprego é o tema da palestra de Max Gehringer, colunista de diversas publicações e comentarista de rádio e televisão (confira entrevista nesta edição). A agenda conta ainda com diversas palestras técnicas, ministradas por especialistas e com temas bem direcionados ao setor: Lucratividade pela Inovação, Gestão e Sucessão nas Empresas Familiares, Tecnologia de Baixo Custo e Alta Performance, Desenvolvimento Profissional, A Gestão por Categorias no Futuro do Varejo,

Design Estratégico para o Ponto de Venda, Como ser bem sucedido no Cenário Competitivo, Prevenção e Perdas no Varejo, Custos da Logística, Comportamento do Consumidor e Resolvendo Conflitos entre Indústria e Varejo. Desenvolvimento Humano A Mercosuper também abre espaço para atividades de responsabilidade social, por meio do Apras Mulher, braço social da entidade que reúne esposas de supermercadistas e empresárias para desenvolverem ações responsáveis durante o evento. As voluntárias do projeto, lideradas por Lindacir Zonta, esposa do supermercadista e presidente da Apras, Pedro Joanir Zonta, percorrem os estandes arrecadando alimentos, artigos de higiene e limpeza que são


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doados para entidades beneficentes de Curitiba. Este ano, além das doações, o Apras Mulher – em parceria com outras entidades – promove uma programação diferenciada que inclui uma palestra sobre a prevenção do câncer de mama e o lançamento do programa “Enxugue esta atitude” pelas voluntárias da Associação Amigas da Mama, uma organização de Curitiba que reúne mulheres que se conheceram durante o tratamento da doença e apóiam outras que passam pela mesma situação. Por uma alimentação saudável Paralelamente à Mercosuper acontece a Orgânica 2010 – Feira do Complexo Agroindustrial Orgânico e Biotecnologias, um evento que reúne produtores, cooperativas, agroindústrias, empresas e órgãos governamentais em torno de negócios e debates sobre economia, meio ambiente e sustentabilidade. Já em seu terceiro ano consecutivo, a Orgânica 2010 traz uma programaç��o exclusiva com mesas redondas e profissionais que devem discutir o presente e o futuro dos alimentos orgânicos no Brasil. Para este ano, os organizadores do evento apostam em um diferencial: estarão promovendo no dia 21 de abril, às 8h00, o primeiro Circuito de Rua Orgânico que deverá receber centenas de atletas semi-profissionais para percorrer um trajeto de 10km, largando e chegando à sede da Apras, em Curitiba. As inscrições podem ser feitas na Praça Orgânica durante a realização da feira. O jantar mais esperado A noite de 20 de abril encerra a Mercosuper com o tradicional jantar “Top de Categoria”, que será realizado no Estação Embratel Convention Center, onde serão conhecidos

os vencedores do prêmio “Top de Categoria 2010”. Trata-se de uma premiação que consagra as empresas que mais se esforçaram no aprimoramento de técnicas, qualificação profissional, atualização, qualidade dos serviços, investimentos e lançamento de produtos. A escolha é feita pelos supermercadistas, com auditoria da Nielsen. Após o jantar, haverá show com a dupla Hugo Pena e Gabriel. Os ingressos já estão à venda. As últimas novidades Este ano, a Mercosuper anuncia uma feira que aposta no diferencial para tornar-se competitiva. Durante o evento, a Apras vai anunciar a implantação de um projeto de Educação Corporativo que deverá se chamar Academia Empresarial Apras. Em uma parceria entre a associação e a UNIFAE – reconhecida instituição de ensino do Paraná – a Academia vai promover a qualificação de profissionais do setor, empacotando a oferta de cursos já oferecidos pelo Iespar ampliando fortemente o valor e, consequentemente, melhorando o custo-benefício. Os últimos detalhes já estão sendo acertados. Além disso, a Mercosuper 2010 irá marcar também o primeiro Índice de Vendas do Varejo Paranaense. A Apras, em parceria com a Nielsen do Brasil, vai divulgar bimestralmente na Revista Supermix os principais números das categorias que movimentam o setor e a economia do Estado. Uma importante ferramenta de negociação que a entidade oferece aos seus associados. Além disso, o Apras Mulher vai contar com o auditório exclusivo para suas ações e a Sala de Imprensa será o grande canal de comunicação da feira.

Dicas para fazer uma boa feira • Procure usar os calçados confortáveis, afinal serão três dias caminhando e conhecendo de perto as novidades da indústria; • Aproveite as condições exclusivas que os expositores oferecem especialmente para os dias de feira; • A Mercosuper é uma grande vitrine onde é possível observar, lado a lado, o funcionamento de equipamentos para o varejo. Compare, pergunte, pesquise: os profissionais estão lá para sanar as dúvidas; • Procure envolver sua loja no clima da feira, sobretudo nas palestras. O conhecimento só tem utilidade quando multiplicado. Se puder, faça com que gerentes e encarregados assistam ao maior número de palestras e depois os incentive a passar o conteúdo para suas equipes. Papel e caneta para anotações ajudam; • Vá á feira disposto a negociar, mas esteja aberto à circulação de informações durante o evento. Converse com fornecedores sobre novidades e tendências do mercado, procure se informar sobre as práticas que são exemplares no setor, fale com concorrentes, informe-se sobre tendências e tecnologias.


PERFIL

Hugo Zadinello

“Sou um trabalhador otimista, acredito em mim e na minha equipe”. Se não estivesse à frente da indústria de alimentos Ninfa, Hugo Zadinello estaria hoje ocupado com o agronegócio, administrando sua fazenda. Quis o destino que este gaúcho de 59 anos, nascido em Serafina Correia e hoje diretor presidente da Ninfa, deixasse suas raízes no campo para se dedicar ao comando de uma das maiores fabricantes de biscoitos, massas e refrescos do Paraná. Até o final dos anos 60, a família de Zadinello vivia da agricultura e da suinocultura. Em março de 1970, em Medianeira, no oeste paranaense, ele e os irmãos abrem uma pequena panificadora. A família aproveita o know-how adquirido com o processamento de farinha de trigo e em 1979 é fundada a Ninfa. Duas décadas depois, os irmãos se afastam da sociedade e Hugo Zadinello segue sozinho à frente do empreendimento. O que começou com cinco funcionários hoje é um complexo industrial de 26 mil m², com mais de 700 colaboradores. Os biscoitos,

massas (seca e instantânea) e refrescos em diversos sabores estão presentes em lojas do Sul, Sudeste e Centro Oeste do Brasil. Hugo Zadinello acredita que a família é a primeira empresa que uma pessoa constitui. “É a base da sociedade”, lembra, ele que é casado com Lucila Sandi Zadinello. O casal tem três filhos: Giovanna, Roberta e Ricardo. Como homem apaixonado pelo campo, Zadinello aproveita o tempo livre para pescar. Tem uma criação de peixes em sua chácara onde cultiva ainda uvas, laranjas, poncãs e figos para consumo familiar. Também cria gado, ovelhas e, como bom gaúcho, adora reunir os familiares e amigos para um bom churrasco. É fã de Roberto Carlos e de músicas folclóricas italianas. Em casa ou no trabalho, sempre mantém uma Bíblia por perto, leitura que mais o inspira. Admira muito o ex-presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira. O empresário tem um cotidiano bastante agitado. Faz questão de acompanhar de perto todos os setores da indústria e não abre mão

“A comunicação com o consumidor mudou estrategicamente. Hoje precisamos de uma integração mais direta entre quem produz e quem consome. Não adianta criar produtos a partir das necessidades da indústria, precisamos estar com os olhos atentos ao mercado”.


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da pontualidade. Procura dividir seu tempo de maneira que possa dar atenção a cada um dos setores, ouvindo seus colaboradores. Ao selecionar funcionários, opta por pessoas sérias, honestas, trabalhadoras, qualificadas e que estejam comprometidas com o conjunto. Zadinello considera que suas maiores virtudes são a honestidade, a dedicação ao trabalho e o espírito abnegado. Admite que seu maior defeito seja acreditar demais nas pessoas, esperando que elas cumpram com aquilo que prometeram. Um dos momentos mais marcantes de sua vida foi o dia que as ampliações da Ninfa foram inauguradas, com a instalação da indústria de massas. “Tive a oportunidade de ver a empresa prosperar com a participação dos filhos na gestão”, lembra. Ver a marca Ninfa como líder de mercado é um dos sonhos e objetivos a serem alcançados. Zadinello avalia que o varejo passou por profundas transformações ao longo dos últimos anos. “A comunicação com o consumidor mudou estrategicamente. Hoje precisamos de uma integração mais direta entre quem produz e quem consome. Não adianta criar produtos a partir das necessidades da indústria, precisamos estar com os olhos atentos ao mercado. A prestação de serviços, a

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variedade de produtos oferecidos, a modernização das lojas com layout prático e a aproximação entre supermercadistas e fornecedores possibilitaram o crescimento significativo no setor”. De acordo com Zadinello, o empresariado brasileiro pode e deve participar das mudanças tão necessárias à sociedade, sobretudo quando se trata de criminalidade e violência. “Os empresários podem apresentar sugestões de projetos ao Legislativo visando incentivar a educação, profissionalização e visão empreendedora, criando a cultura de que precisamos produzir com quantidade e qualidade para gerar mais emprego e renda”.


INDÚSTRIA

Crescem parcerias entre Paraná e Argentina Há oito anos, o fluxo comercial entre o Paraná e a Argentina representava um pouco mais de US$ 515 milhões. Em 2008, esse número saltou para quase US$ 3 bilhões em intercâmbio de bens e, no ano passado, mesmo com o reflexo da crise econômica mundial, o comércio bilateral entre o Estado e aquele país alçançou US$ 2.162 milhões. Assim, o Paraná ocupa a décima posição no ranking da balança comercial argentina, e o varejo vem ganhando cada vez mais destaque nesse cenário. “O mercado brasileiro é um grande mercado para o empresário argentino. É a linha de expansão comercial natural para os seus negócios. Por outro lado, o mercado paranaense é o destino imediato dessa expansão, especialmente para as pequenas e médias empresas, devido à sua proximidade e localização geográfica”, afirma o representante do Departamento de Comércio Exterior do consulado argentino em Curitiba, Nestor dos Santos. Segundo ele, a fronteira territorial e a economia pujante e diversificada do Paraná, com grandes centros populacionais, têm despontado como uma oportunidade de expansão de negócios. Prova disso é o crescente número de empresas argentinas que estão estabelecendo no Estado suas filiais, unidades de fabricação ou centros de distribuição. O reflexo desse movimento, disse Santos, pode ser comprovado nas gôndolas dos supermercados.

“Produtos importados, que há dez anos eram somente encontrados em casas especializadas, hoje estão ao alcance da mão. Tanto que dispor na gôndola de um supermercado um vinho malbec argentino já não é mais um diferencial e sim uma necessidade para o supermercadista”, comentou o representante do consulado. De acordo com Nestor dos Santos, a participação de produtos importados na oferta do varejo é cada dia maior, tanto que, atualmente, os itens começam a ser dispostos não mais em ilhas de importados, mas em espaços diferenciados com outros produtos, como gourmet, orgânico, entre outros. Aliado a isso, a oferta de importados é tanta que já ocupa espaço lado a lado com produtos nacionais, como no caso das frutas, massas, doces e utensílios domésticos. “Tudo isso beneficia o consumidor final que tem acesso a uma maior oferta de produtos”, ponderou. Brasil De acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) as exportações brasileiras em 2009 atingiram perto de US$ 153 bilhões, contra US$ 127 bilhões em importações. A China foi o principal parceiro comercial do Brasil no ano passado, sendo que a corrente de comércio (soma das exportações e importações) entre os dois países atingiram US$ 36,1 bilhões. Em seguida vem os Estados Unidos, com US$ 35,9 bilhões e, em terceiro lugar, a

Argentina, com US$ 24 bilhões. Segundo o representante do Departamento de Comércio Exterior do consulado argentino em Curitiba, Nestor dos Santos, a pauta de produtos comercializados entre os dois países se complementa e ambos importam e exportam itens como veículos e autopeças, produtos químicos, móveis, alimentos e bebidas. “Isso indica que o processo de integração regional (Mercosul) é realmente algo natural e de bem longo prazo. Existe complementação e muita possibilidade de parceria, joint-venture, investimentos e expansão de ações comerciais”, finalizou.

“Produtos importados, que há dez anos eram somente encontrados em casas especializadas, hoje estão ao alcance da mão. Tanto que dispor na gôndola de um supermercado um vinho malbec argentino já não é mais um diferencial e sim uma necessidade para o supermercadista”.


CALENDÁRIO

Varejo otimista com o Dia das Mães A melhoria na renda e emprego da população, a estabilidade da economia e, no Paraná, o possível reajuste do salário mínimo regional - que deverá oscilar entre R$ 663,00 e R$ 765,00 -, devem refletir em um bom resultado nas vendas para o varejo no Dia das Mães. Considerada a segunda melhor época para o comércio, atrás apenas do Natal, a data já desperta a atenção dos comerciantes, que estão apostando em um aumento de vendas entre 10%

a 20%. Se isso se confirmar, o resultado será bem melhor que o registrado em 2009, que segundo pesquisa do Serasa Experian, ficou em torno de 8%. Para Gilmar Lourenço, membro do Conselho Regional de Economia (Corecon) do Paraná e coordenador do curso de Economia da FAE Business School, o comércio deve mesmo registrar bons resultados com as vendas para o Dia das Mães. Ele salienta que o cenário da economia

nacional aponta para isso. “No ano passado a taxa de desemprego era elevada e o país saía de um processo de recessão. Hoje a situação é diferente, pois estamos com a economia aquecida, houve um aumento do emprego formal e uma elevação do salário mínino acima da inflação”, disse acrescentando que atualmente existe uma confiança na estabilidade da economia. “No ano passado existia muita dúvida em relação aos empregos. Hoje o trabalhador está


confiante na manutenção dos postos a médio e longo prazo, o que reflete em um fôlego maior na hora do consumo”, afirmou.

das Mães deverá ficar entre R$ 70,00 e R$ 100,00, o que representa um aumento de 10% nos valores gastos no ano passado.

No Paraná, em especial, a possível elevação do salário mínimo regional também contribuirá de forma significativa para as vendas no período. Segundo Gilmar Lourenço, a idéia do governo com a medida é aproximar os ganhos das categorias que não são organizadas com os demais trabalhadores que possuem pisos salariais e reajustes conquistado por meio de acordos ou dissídios coletivos. Atualmente, o piso regional é de R$ 605,52. A proposta ainda está na Assembléia Legislativa e deve ser aprovada até o mês de abril, devendo incidir na folha de pagamento de maio. “Esse incremento poderá refletir em gastos maiores com o presente do Dia das Mães”, ponderou. O único fator restritivo para o bom desempenho do comércio, na opinião do economista, continua sendo os altos juros praticados nas compras parceladas.

O mesmo índice de aumento está prevendo o diretor comercial do Muffato, Everton Muffato. Segundo ele, os bens duráveis também devem liderar as vendas. “Estamos apostando muito em produtos como eletroeletrônicos devido às condições de pagamento facilitadas e preços atrativos, assim como, nas importações próprias do setor de bazar, em especial da linha de presentes, como cutelaria e linha casa”, falou. Para Muffato o Dia das Mães deve representar um incremento de até 15% nas vendas gerais. Já o diretor do supermercado Festval, Carlos Beal, aposta que o Dia das Mães deverá trazer um acréscimo nas vendas de produtos ligados à imagem feminina, como flores e chocolates, assim como, de produtos alimentícios em geral, pois a data sugere confraternização familiar.

Produtos duráveis Entre os varejistas, a aposta da maioria é pelo consumo de bens duráveis. O gerente comercial da rede Condor, João Luiz de Lima Silva, destaca que a data representa 10% das vendas gerais do supermercado e que esse ano a expectativa é atingir um aumento de 20% em relação a 2009. Esse índice se justifica em função da estimativa de comercialização de produtos de alto valor. “A cada ano acontece uma mudança no hábito de consumo. Mas este ano os produtos mais procurados devem ser as televisões de LCD, celulares, eletroportáteis, lavadoras e notebooks”, comentou Silva. Na opinião do gerente, o gasto médio do consumidor com os presentes do Dia

“Esse incremento [aumento do salário mínimo regional] poderá refletir em gastos maiores com o presente do Dia das Mães” (Gilmar Lourenço, economista)


Índice de Vendas Apras

Curitiba registra crescimento de 6,64% em relação ao mesmo período de 2009 Em Curitiba e Região Metropolitana (RMC), em termos reais no acumulado do ano versus o mesmo período do ano anterior, houve um crescimento de 6,64%, acima da média Brasil (5,52%), sinalizando boas perspectivas para a região no ano de 2010. Em termos nominais no acumulado do ano versus o mesmo período do ano anterior, o crescimento de Curitiba e RMC foi de 11,8% ante 10,1% no Brasil. No comparativo do período 2 (entre os dias 01 e 28 de fevereiro) em relação ao mesmo período do ano anterior (entre os dias 26 de janeiro e 22 de fevereiro), as vendas do setor supermercadista no Paraná, em valores reais deflacionados pelo IPCA/IBGE, apresentaram crescimento de 6,16%. No Brasil, esse crescimento foi de 7,12%. Quando comparados o período 2 de 2010 (entre os dias 01 e 28 de fevereiro) versus o período 1 de 2010 (entre os dias 04 e 31 de janeiro), com os valores já deflacionados pelo IPCA/IBGE, o crescimento no Paraná (+ 3,78% ) ficou acima da média Brasil (+ 2,34% ).

Metodologia utilizada A metodologia utilizada para coleta dos dados pela Nielsen é a chamada scantrack, que realiza a captura semanal de dados provenientes dos caixas de supermercados colaboradores (leitores ópticos dos autosserviços). Possibilita uma análise detalhada das categorias de produtos, semana a semana. O ano scantrack é dividido em 13 períodos de quatro semanas cada. Isso significa que, na grande maioria das vezes, as informações não são referentes ao mês fechado. Variações Períodos – Curitiba* Período de Análise – 04/01 a 28/02

Variação Nominal

Variação Real** (IPCA / IBGE)

Variação Real Brasil (IPCA / IBGE)

PERÍODO 2 x PERÍODO 1

4,6%

3,78%

2,34%

PERÍODO 2 x MESMO PERÍODO DE 2009

11%

6,16%

7,12%

ACUMULADO DE 2010 VERSUS 2009

11,8%

6,64%

5,52%

*Números da cidade de Curitiba e Região Metropolitana com amostragem concentrada nas grandes redes. A partir de 2011, será contabilizado também o interior do Paraná. **Real – deflacionado desde janeiro de 2001 pelo IPCA do IBGE

Curitiba (%)

PERÍODO 2 X PERÍODO 1

PERÍODO 2 X MESMO PERÍODO DE 2009 ACUMULADO DE 2010 VERSUS 2009

Brasil (%)

Nominal 2010 4,6%

Real 2010 3,78%

Nominal 2010

Real 2010

3,1%

2,34%

11% 11,8%

6,16% 6,64%

11,8%

7,12%

10.1%

5,52%

*Números da cidade de Curitiba e Região Metropolitana com amostragem concentrada nas grandes redes. A partir de 2011, será contabilizado também o interior do Paraná.


Revista SUPERMIX

Autosserviço Curitiba*

43

Autosserviço Brasil

Variação em relação ao acumulado anterior (2009x2010)

Variação em relação ao período anterior (Período 01x02)

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (02/09x02/10)

Variação em relação ao acumulado anterior (2009x2010)

Variação em relação ao período anterior (Período 01x02)

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (02/09x02/10)

VENDAS TOTAIS

11.8%

4.6%

11.0%

10.1%

3.1%

11.8%

PERECIVEIS (FRESCOS)

9.5%

6.3%

8.2%

6.9%

4.2%

9.1%

MERCEARIA

10.9%

5.6%

9.1%

8.5%

2.9%

8.3%

ELETRONICOS

18.5%

-9.4%

20.6%

13.0%

-3.9%

17.6%

BEBIDAS

10.4%

21.4%

16.0%

13.6%

19.1%

24.3%

PERFUMARIA

18.8%

5.8%

15.1%

12.1%

2.2%

10.1%

LIMPEZA

20.0%

1.5%

14.7%

14.7%

-1.6%

11.5%

MERCADORIA GERAL

4.9%

2.9%

1.6%

13.5%

0.4%

10.9%

CASA

8.9%

3.4%

11.8%

5.7%

-0.8%

7.2%

TEXTIL

-0.2%

4.3%

3.2%

5.7%

1.0%

9.9%

OUTROS

84.0%

-51.8%

10.9%

54.4%

-32.4%

24.9%

CONSUMO LOCAL

18.6%

1.0%

14.0%

10.5%

1.1%

10.1%

*Números da cidade de Curitiba e Região Metropolitana com amostragem concentrada nas grandes redes. A partir de 2011, será contabilizado também o interior do Paraná. Total Store - Performance Geral Fonte: dados scanning das cadeias colaboradoras (faturamento em reais - 5 e mais checkouts)


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Revista SUPERMIX

Autosserviço Curitiba*

Variação em relação ao acumulado anterior (2009x2010)

Variação em relação ao período anterior (Período 01x02)

Autosserviço Brasil

Variação em relação ao mesmo período do ano anterior (02/09x02/10)

Variação em relação ao acumulado anterior (2009x2010)

Variação em Variação em relação ao relação ao período anterior mesmo período (Período 01x02) do ano anterior (02/09x02/10)

VENDAS TOTAIS

11.8%

4.6%

11.0%

10.1%

3.1%

11.8%

PERECÍVEIS (FRESCOS)

9.5%

6.3%

8.2%

6.9%

4.2%

9.1%

Açougue/Avícola/Peixaria

-0.6%

4.0%

-2.4%

1.3%

6.7%

5.0%

Congelados e refrigerados

17.6%

15.6%

22.9%

14.1%

7.4%

19.9%

FLV

21.5%

9.2%

21.3%

12.3%

2.4%

15.5%

Frios (presuntados)

4.6%

4.2%

3.9%

1.5%

1.8%

4.4%

Lácteos

7.1%

4.4%

3.6%

8.1%

3.6%

7.4%

Padaria/Doceria/Rotisseria

10.6%

1.8%

7.4%

4.8%

0.1%

4.9%

MERCEARIA

10.9%

5.6%

9.1%

8.5%

2.9%

8.3%

Alimentos secos

10.6%

6.2%

7.8%

10.1%

3.6%

8.5%

Enlatados/Processados

10.4%

10.1%

14.2%

8.4%

4.2%

11.1%

Guloseimas

13.6%

18.8%

17.6%

3.4%

21.5%

13.7%

Infusões

5.5%

-3.5%

-1.1%

3.0%

-1.9%

-0.9%

Molhos/Temperos

14.7%

3.2%

10.0%

9.6%

-1.4%

7.1%

Outros - sazonal

16.9%

-39.8%

388.8%

-7.6%

-63.9%

173.5%

ELETRÔNICOS

18.5%

-9.4%

20.6%

13.6%

19.1%

24.3%

Computação e jogos

15.8%

-6.4%

10.4%

6.0%

24.1%

20.6%

Fotografia e telefonia

-1.7%

-4.2%

-1.1%

22.3%

14.2%

28.3%

Garantias estendidas

-97.7%

-69.4%

-98.8%

10.7%

2.2%

13.9%

Linha branca

38.4%

-17.3%

35.7%

13.0%

-3.9%

17.6%

Linha marrom/cinza

6.4%

-17.6%

13.6%

8.6%

0.9%

10.5%

Pequenos portáteis

34.5%

29.7%

54.6%

15.6%

-2.2%

17.5%

BEBIDAS

10.4%

21.4%

16.0%

-99.0%

166.8%

-98.5%

Alcóolicas

2.4%

21.9%

11.0%

28.0%

-13.4%

29.0%

Nao-alcóolicas

17.8%

21.1%

20.4%

3.2%

-4.5%

12.4%

Vasilhames

85.8%

23.4%

95.3%

16.5%

6.2%

27.1%

PERFUMARIA

18.8%

5.8%

15.1%

12.1%

2.2%

10.1%

Acessórios gerais - perfumaria

9.2%

3.6%

9.6%

6.8%

-1.7%

6.3%

Cosmética

25.2%

7.8%

24.2%

12.6%

3.4%

12.6%

Cuidado pessoal

20.8%

6.2%

15.6%

13.4%

3.0%

10.7%

LIMPEZA

20.0%

1.5%

14.7%

13.5%

0.4%

10.9%

Casa

21.9%

1.6%

15.6%

9.1%

-4.9%

-2.4%

Roupa

17.6%

1.3%

13.5%

47.5%

-1.0%

47.3%

MERCADORIA GERAL

4.9%

2.9%

1.6%

16.0%

3.6%

14.9%

Acessórios - mercadoria geral

-5.8%

-2.8%

-18.5%

0.0%

3.5%

13.3%

Automotivo

38.5%

-4.0%

39.6%

-4.2%

-10.0%

0.9%

Bebês (puericultura)

4.7%

4.2%

6.1%

17.9%

-12.0%

20.1%

Brinquedos

-15.8%

18.4%

0.9%

-98.6%

27.1%

-98.7%

Esportes

-19.2%

-8.0%

-11.4%

12.0%

14.7%

-8.2%

Filmes/Livros/Música

15.4%

-10.8%

13.8%

7.6%

0.6%

5.2%


Revista SUPERMIX

Autosserviço Curitiba* Instrumentos musicais

45

Autosserviço Brasil

-96.7%

-39.1%

-98.3%

14.7%

-1.6%

11.5%

Papelaria

3.5%

15.1%

-16.8%

15.8%

-2.2%

12.1%

Pet shop

11.8%

1.5%

7.9%

13.7%

-0.9%

10.8%

CASA

8.9%

3.4%

11.8%

5.7%

-0.8%

7.2%

Cozinha

6.1%

-0.7%

8.3%

5.7%

-5.3%

7.1%

Decoração/Presentes

18.7%

16.1%

21.5%

9.3%

10.8%

19.3%

Ferramentas/Construção

5.7%

0.2%

8.1%

-13.2%

-1.8%

-15.1%

Jardinagem

12.0%

6.9%

10.8%

13.4%

3.0%

18.1%

Materiais

-21.5%

-15.2%

-24.4%

28.2%

-15.2%

32.2%

Móveis

42.8%

48.2%

58.1%

64.0%

28.5%

76.7%

Pintura

33.2%

8.6%

30.5%

21.7%

8.6%

31.7%

TEXTIL

-0.2%

4.3%

3.2%

5.7%

1.0%

9.9%

Casa

26.6%

7.8%

21.7%

32.1%

5.3%

30.4%

Materiais

49.7%

17.3%

28.7%

19.4%

19.2%

1.5%

Roupas e calçados

-7.7%

2.9%

-2.0%

-2.2%

-0.8%

4.1%

OUTROS

84.0%

-51.8%

10.9%

54.4%

-32.4%

24.9%

Outros

84.0%

-51.8%

10.9%

54.4%

-32.4%

24.9%

CONSUMO LOCAL

18.6%

1.1%

14.1%

10.5%

1.1%

10.1%

Outros - consumo local

19.8%

0.8%

14.8%

10.2%

0.9%

9.7%

Tipo cafeteria

-30.7%

3.3%

-25.9%

19.2%

13.6%

19.5%

Tipo fast food

-5.2%

9.1%

-0.4%

40.2%

8.2%

47.4%

*Números da cidade de Curitiba e Região Metropolitana com amostragem concentrada nas grandes redes. A partir de 2011, será contabilizado também o interior do Paraná. Total Store - Performance Geral Fonte: dados scanning das cadeias colaboradoras (faturamento em reais - 5 e mais checkouts) As tabelas e gráficos completos do Índice de Vendas Apras estão disponíveis no www.apras.org.br


RESPONSABILIDADE SOCIAL

Amigas da Mama na Mercosuper pela prevenção e superação do câncer

Maria Inês Malanga, presidente da entidade (primeira da esquerda para direita)


A organização não governamental Amigas da Mama, de Curitiba, irá levar sua mensagem de prevenção e proteção à saúde da mulher à Mercosuper 2010. A entidade foi convidada a participar da feira compondo as ações de responsabilidade social da Apras – Associação Paranaense de Supermercados –, por meio do Apras Mulher – projeto social da entidade. Além da palestra para o público presente, serão distribuídas toalhinhas “Enxugue esta atitude”, estimulando o autoexame de mama. A Amigas da Mama existe há mais de 10 anos e tem o objetivo de oferecer apoio a quem está em fase de tratamento do câncer de mama, o mais comum entre as mulheres. O Instituto Nacional de Câncer estima que 49 mil novos casos sejam registrados este ano em todo país. Com 600 mulheres cadastradas, a Amigas da Mama atinge mais de 800 pessoas por ano. Promovendo o enfrentamento da doença com espírito de superação e equilíbrio emocional, a Amigas da Mama oferece apoio psicológico e até jurídico, já que os portadores de câncer possuem amparo legal. Também participa de ações para divulgar a importância do diagnóstico precoce, com acompanhamento médico e auto-exame. Entre as atividades com impacto terapêutico promovidas por elas estão as oficinas de habilidades manuais gratuitas realizadas por meio da iniciativa “Arte Amiga”, o Coral Amigas da Mama e o atendimento psicológico feito por uma clínica que se dedica sem custos a oito mulheres por semana. A orientação jurídica fornece informações sobre os direitos dos portadores da doença e a forma de obtê-los. O Banco de Perucas e de Próteses Externas contribui com as mulheres sem condições de adquirir os itens. A Amigas da Mama é uma entidade sem fins lucrativos e se mantém pelos recursos levantados em jantares beneficentes, bingos, bazares dos artigos produzidos no “Arte Amiga” e doações da comunidade (dinheiro, perucas e próteses). A presidente da entidade, Maria Inês Malanga, ressalta a importância dessas contribuições para a manutenção e melhoria do trabalho da Amigas da Mama. “Precisamos de ajuda para poder ajudar”, afirma. Mesmo ainda traumático para pacientes e suas famílias, o tratamento do câncer de mama apresenta um quadro bastante positivo em relação ao passado. Pesquisa recente do hospital A.C. Camargo, de São Paulo, mostra que com a utilização da mamografia para acompanhamento de suas pacientes, em 80% dos casos a doença é detectada no início e a sobrevida chega a 90%, contra 40% na década de 70, quando o exame não era prática.

Serviço: Amigas da Mama (41) 3223-2208 amigasdamama@yahoo.com.br


Design no PDV

GlobalShop 2010 As tendências do design no PDV na cidade do pecado Las Vegas. Capital do entretenimento e dos mais altos desejos de qualquer pessoa. Tudo nesta pequena cidade de pouco mais de 500 mil habitantes é superlativo. As maiores feiras e convenções mundiais acontecem lá. O varejo não poderia ficar de fora deste cenário deslumbrante e, há dois anos, a GlobalShop, maior feira anual do setor, abre suas portas na “cidade do pecado”. Em 2010, a feira foi realizada entre os dias 10 a 12 de março e estive lá para conferir as novidades. O evento é dividido em seis seções relacionadas à indústria do design para o varejo:

1. The Store Fixturing Show – novos conceitos e inovações desenvolvidas para aplicação nos diversos setores do varejo: displays, sistemas de prateleiras, vitrines, sistemas de checkout. 2. The Visual Merchandising Show – produtos para visual merchandising, sinalização e estratégia de marketing. 3. Store Design & Operations – planejamento, construção, renovação, gerenciamento de instalações e manutenção preventiva das lojas. 4. The Digital Store – displays e quiosques interativos, e-commerce, hardware e software multimídia. 5. At-Retail Marketplace – a mais completa mostra de merchandising do planeta. 6. Retail Marketing Services – novidades e soluções no setor de serviços para profissionais que atuam em diferentes áreas e segmentos. Em paralelo à feira, 23 palestras foram ministradas pelos mais diversos especialistas do segmento de indústria, varejo, fornecedores e profissionais de comunicação. Algumas tendências se confirmaram, outras não e poucas, mas muito interessantes estão em crescimento e são unanimidade. O

discurso mais forte no momento é a preocupação das redes varejistas em reforçar o conceito de suas marcas no PDV. Durante anos, as atenções ficaram centradas apenas em criar impulso de venda nos consumidores, deixando de lado a essência das empresas na comunicação de loja. Houve uma perda de valor e de percepção das marcas. O varejista precisa deixar claro para seus clientes qual a sua proposta e o seu posicionamento diante da concorrência. E isso tem que ser transmitido com coerência, força e insistência. Outro discurso comum entre os especialistas (e visível em muitos varejos americanos) são as tecnologias virtuais como a internet, mobile, digital signage. O conceito é PDV na internet e internet no PDV. O consumidor precisa de opção e informação para sentir-se seguro e confiar na marca. Dentro das lojas, vê-se cada vez mais a indústria investir em displays interativos, com informações sobre os produtos e grande impacto visual. Eu mesmo fui seduzido por um merchandising interativo quando procurava por uma cadeirinha de carro para minha filha de um ano. Na dúvida entre tantas opções, escolhi a marca que tinha um vídeo mostrando a segurança do produto em impactos laterais de automóveis. Tudo muito rápido exibido em uma pequena tela LCD ao lado da cadeirinha. Informação é impulso e impulso é venda. Em Las Vegas existe o seguinte ditado: “O que acontece em Vegas, fica em Vegas”. Neste ponto, eu tenho que discordar.


Zeh Henrique Rodrigues é designer gráfico, especialista em marketing e diretor da Brainbox Design Estratégico, empresa especializada em branding, embalagem e design para varejo e PDV e é professor da Academia Empresarial Apras.

Abaixo listarei outros pontos interessantes vistos na feira e nos PDVs americanos: • Self check out simples, sem nenhuma tecnologia que inviabiliza o negócio. Bastam câmeras de segurança e uma pessoa no local para fazer o controle e assistência. Ótima opção para evitar filas. Será que emplaca no Brasil? Só o tempo dirá; • Mercados com fachadas limpas, sem dúzias de preços e ofertas por metro quadrado; • Ainda nas fachadas, os projetos arquitetônicos dos supermercados ganham áreas verdes e ambientes mais convidativos e acolhedores;

Whole Foods, rede de supermercados de produtos naturais e orgânicos

• Produtos orgânicos ganham a cada dia mais espaço nos mercados. Um dos maiores varejistas americanos, a Whole Foods é especializada em produtos orgânicos e naturais; • O uso de papelão para displays aumentou. Caixas de embarque que se transformam em expositores também ganham destaque; • Ambientes mais iluminados, alegres e com música agradável continuam sendo elementos fundamentais para o aumento das vendas; • Circulação das lojas deve ser cada vez mais cuidada. Elas estão mais limpas, mais fáceis de andar, prezam pela navegabilidade do consumidor;

Valorização da exposição dos produtos como impulsionador das vendas

• Investir sério em marcas próprias dá muito resultado. Isso significa design de embalagem, design para o PDV. Design é, e sempre será, uma das armas mais poderosas na relação varejo/consumidor. Além de marcas próprias, investir em marcas locais tem sido cada vez mais visto nas grandes redes; • Experiência com o produto. Liberdade para experimentar, pegar, testar. Exposição deve ser valorizada e impecável. Novamente, informação é impulso e impulso é venda.

Ambiente interno da Whole Foods transmite o posicionamento da marca em todos os momentos


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Darci Piana é presidente da Federação do Comércio do Paraná.

O setor supermercadista na engrenagem ec onômica do Estado O mundo moderno não consegue – e nem tem por que – dispensar as facilidades e a tranqüilidade oferecida pelo setor de supermercados ao cidadão. Não é apenas no Paraná que o setor supermercadista tem influência e importância no desenvolvimento sócio-econômico e cultural. O mundo inteiro, hoje, depende dessas facilidades, tanto que os investimentos pelos empresários do setor são enormes. No Paraná, o setor de supermercados responde por parcela considerável da nossa engrenagem econômica. Para se ter uma idéia de sua importância, as medidas adotadas pelo governador Roberto Requião, a pedido de entidades como a Federação do Comércio do Paraná, que teve como parceira a Apras – Associação Paranaense de Supermercados – como a redução e até isenção de ICMS para milhares de produtos de consumo básico, só obteve sucesso graças à participação efetiva do setor de supermercados, onde está concentrada grande parte, ou até a maior parte, da movimentação econômica quando se fala de gêneros de primeira necessidade. Sem necessidade de falar em números – a nossa pesquisa conjuntural mostra que as vendas em janeiro de 2009 comparadas com o mesmo mês do ano passado apontam para crescimento, indicativo de melhoras no contexto econômico atual – consideramos o setor supermercadista como fundamental e indispensável, hoje em dia, para a modernidade das relações entre a produção e o consumo. No mês de janeiro de 2010, o setor apresentou ligeira queda nas vendas, fato que é normal devido à própria sazonalidade. O período de férias permite a troca de consumidores: muita gente sai da cidade e muita gente entra, mas o consumo normalmente é afetado nas cidades que não são pontos turísticos ou de atração de público neste mês, o que não é o caso do litoral, para onde flui o consumidor. Porém, junto com os demais setores – combustíveis, lojas de departamentos, calçados e vestuários, papelarias, etc. – o setor supermercadista tem apresentado um crescimento contínuo, constante, de cerca de 5% a 9% todos os anos. Isso se deve, entre outros fatores, não apenas à melhoria das instalações, ampliação do portfólio de produtos colocados à disposição do consumidor, mas principalmente aos investimentos feitos pelos empresários em modernidade e facilidades.

A Mercosuper, por sua vez, já extrapolou suas fronteiras. Hoje, não apenas é uma feira que interessa ao supermercadista, porque nele centenas, milhares de produtos usados pelo setor são expostos, mas também porque mobiliza todo o setor econômico do Paraná e de outros estados. Não são poucas as empresas que vêm de fora do Paraná para participar do evento, que se tornou referência em feira, tanto que já se ramificou em outras duas no interior do estado, pois se tornou tão grande que não cabe em si mesma. Os conteúdos que estão sendo apresentados, possibilitando a discussão do próprio setor, além de estimular o desenvolvimento tecnológico e de pessoal, fazem ver o quanto é importante que as entidades representativas de cada setor se preocupem com oferecer aos gestores das empresas, ferramentas e conhecimento para seu crescimento. Outra iniciativa da Apras, a revista Supermix, tem importante papel para o setor. Todo veículo de comunicação, quando bem orientado, serve de elo entre quem sabe e quem precisa (ou quer) saber. Como um veículo de comunicação dirigido, voltado especificamente para o segmento supermercadista, a revista possibilita entregar ao seu público leitor informações que, em caso contrário, não estariam disponíveis e impediriam o conhecimento sobre coisas que alguém ou alguma empresa está fazendo, e que pode trazer benefícios para a sociedade em geral. Precisamos contar a nossa própria história. Dentro de um, dois, dez, vinte anos ou séculos, as gerações seguintes saberão o que fizemos porque estará lá, gravado nas páginas dos veículos de comunicação que se dedicam a contar essa história. O Sistema Fecomércio Sesc Senac, por exemplo, também conta com seu veículo de comunicação, a Revista Fecomércio. É através dele que divulgamos nossas ações; o envolvimento da Federação do Comércio do Paraná e seus sindicatos patronais filiados na vida sócio-cultural e econômica do Estado; e as ações do nosso braço social, o Sesc, que realiza ações de transformação social, enquanto o Senac oferece cursos de formação profissional para colaboradores do comércio de bens, serviços e turismo do Estado.


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Andréa Luy é psicóloga, especialista em Gestão de Pessoas e Gestão Estratégica do Varejo, e coordenadora da Academia Empresarial Apras.

O que você quer ser quando crescer? Esta é uma pergunta bastante realizada, aliás, uma das perguntas mais complicadas de se responder durante a adolescência e juventude. Pergunta que também os professores gostam de fazer aos alunos durante as aulas e treinamentos. Ela pode ser feita de várias maneiras, como por exemplo: “o que você sonha fazer profissionalmente?” ou então, “que carreira quer seguir?”. Em vários treinamentos para colaboradores do varejo, pudemos perceber que o questionamento feito pelo professor já no início da aula tem a intenção de sentir e saber os objetivos buscados pelos alunos que estão presentes em sala para treinar. Muitas respostas são positivas, mas um percentual bem pequeno dos alunos tem como meta de vida trabalhar nos supermercados. As respostas mais comuns são: “quero abrir meu próprio negócio”, “pretendo ser enfermeira”, “quero fazer um curso para seguir na carreira de aeromoça”, “meu futuro a Deus pertence!” ou então “preciso estudar primeiro, não sei ainda o que quero ser”. Baseado nestes fatos que acontecem diariamente é que devemos questionar: o que temos feito como empresários e líderes para reter colaboradores e dar a eles um plano de carreira? Muitas providências já têm sido tomadas, várias empresas já estão formando seus líderes, gerentes e trainees, além de requalificar seus colaboradores em diversas áreas do setor. Mas estamos acostumados a ouvir que a educação, mais especificamente na escola tradicional, se dirige à formação das classes dominantes, formando o ser e o pensar e, portanto, não é necessária para o trabalho operacional. São poucos os que têm uma visão de educação para seus colaboradores. Informações novas chegam a todo o momento e devem ser repassadas de imediato. Muitos trabalhos têm sido realizados na área de educação e um deles, ainda pouco conhecido no Brasil, é o de Educação Corporativa. Um modelo de escola profissionalizante voltada às camadas mais baixas da população e que trabalha com um ensino que privilegia os aspectos técnicos e

operacionais, ou seja, os diferentes modos de fazer. Consideram-se como os principais objetivos dos projetos de Educação Corporativa: atrair, capacitar e reter talentos, formando o perfil de profissionais requeridos pelo setor. Mas, por que as empresas devem investir em educação profissionalizante? Aquelas que têm formado novos profissionais afirmam que o conhecimento, as habilidades e as competências de sua equipe serão bases da vantagem competitiva no futuro próximo de seus negócios. O empresário tem dito com freqüência: “minha empresa é muito pequena”. Mas nesta forma de análise podemos dizer: “todos começaram pequenos e só os que buscaram conhecimento e formação se tornaram grandes”. Em outras palavras, fica difícil competir com aquele concorrente que busca constantemente o conhecer e o treinar. O capital intelectual será o grande fator de diferenciação das empresas supermercadistas, por isto, a importância do planejamento de carreira. A remuneração por competência será a grande aliada da Gestão de Pessoas no setor.

“Aquelas [empresas] que têm formado novos profissionais afirmam que o conhecimento, as habilidades e as competências de sua equipe serão bases da vantagem competitiva no futuro próximo de seus negócios”.


artigo

Samanta Puglia é Executiva de Atendimento ao Varejo da Nielsen Brasil.

O comportamento DO consumidor e os reflexos no mercado Brasileiro As principais tendências em comportamento do consumidor não são assunto novo. Presença constante nas revistas e jornais brasileiros, são quatro os principais elementos que ajudam a desenhar o cenário das mudanças na sociedade e que irão influenciar no comportamento do consumidor e, conseqüentemente, no varejo. Aspectos demográficos: envelhecimento da população, mulheres como chefe de família, novos arranjos familiares; Estilos de vida: nova maneira de entender o consumidor, idade, classe social e posse de bens não são suficientes para definir comportamento. O cenário hoje é bem mais complexo e a segmentação deve considerar o estilo de vida dos consumidores; Novas tecnologias: internet, LCD, Smartphone, iPod, entre outros, atingem cada vez um número maior de usuários e já mudaram a forma como nos comunicamos, compramos, estudamos e vivemos; Aspectos econômicos: hoje, a realidade econômica é global. Sentimos rapidamente os efeitos das crises mundiais (mesmo que seja só uma “marolinha”). No Brasil o crescimento da classe C e, mais recentemente, da classe D, nos coloca num novo patamar de potencial de consumo e nos apresenta novas possibilidades.

E como será o futuro do seu negócio? Imagino que até aqui a sensação seja um pouco de déjà vu. É verdade que as grandes tendências não se alteram tão rapidamente e que provavelmente você já leu ou ouviu sobre essas tendências anteriormente. Quando se trata de trazer essas tendências para o nosso negócio e transformá-lo em resultados práticos, a conversa

já começa a mudar de tom. Você sabe dizer como a sua empresa já está integrada às novas tendências? Como está se preparando para atender às demandas e oportunidades geradas? Gary Hamel, o consultor norte americano da inovação, relembra que as empresas não falham em prever o futuro, mas em imaginá-lo. O mundo hoje está muito mais complexo e as mudanças acontecem de forma exponencial. Só pra citar um exemplo bem simples, é muito provável que você se lembre dos primeiros celulares que surgiram no mercado e do status gerado pela posse de um aparelho que pesava quase meio quilo e, certamente, não se deu conta da velocidade com que o aparelho tornou-se objeto comum na vida de praticamente todos os brasileiros. Você tem idéia de quanto tempo faz? Estamos falando de 17 anos, e o cenário atual é completamente diferente, a tecnologia evoluiu e temos aparelhos que ocupam um décimo do espaço dos primeiros modelos. Navegamos na Internet via 3G. Temos smartphones que se aproximam de computadores na palma da mão. Ouvimos música, enviamos e-mail, jogamos e assistimos a vídeos, e até falamos ao telefone! Ainda em novas tecnologias, pense nos aparelhos de MP3, download de músicas pela internet e o impacto nas lojas especializadas em CD? Quantas sobreviveram ao MP3? Tente lembrar se existe alguma no shopping em que costuma freqüentar. O novo sistema unido à pirataria tornou o mercado de CDs algo em declínio constante e fadado ao desaparecimento.


Trazendo as informações para mais perto da nossa realidade varejista de supermercados, a Nielsen identificou nos últimos estudos globais algumas grandes tendências por trás do crescimento das categorias de produtos. Essas tendências já são derivadas dos impactos provocados pelas macro-tendências apresentadas anteriormente: melhoria e manutenção da saúde; busca por valor e praticidade; e um

desejo por conforto e segurança. Traduzindo em ações, a dica é investir em estratégias no ponto de venda e também no desenvolvimento de marcas e produtos que despertem sensações ligadas às tendências apresentadas.

O comportamento do consumo no Brasil no último ano está alinhado às tendências? Em 2009, a cesta Nielsen cresceu 2,2% em relação a 2008, com 42% das categorias variando positivamente e 35% permanecendo estáveis. Os destaques foram: embalagens econômicas com foco nos consumidores de nível sócio-econômico médio e os produtos com apelo à praticidade, como molho de tomate, massa instantânea e

pão industrializado. A busca por pacotes big size (tamanho grande) pode ser um indício de que os consumidores estão dispostos a ter um desembolso maior a cada compra, para obter vantagem no preço final unitário do produto.

0,8

Total Cestas Nielsen

2,2 3,7

bebidas alcoólicas

2,9 4,0

bebidas não alcoólicas higiéne, Saúde e Beleza

2,8 -0,8 2,5 -0,4

limpeza caseira

mercearia doce mercearia salgada

perecíveis

0,8 vs 0,7

3,8 -1,1

1,2 -0,7 0,9 -0,1 6,5

0,9 vs 0,8

Variação de volume | 2009 vs 2008 Base: 159 categorias de produtos - total Brasil - Nielsen | Retail index

O ano passado também consagrou os supermercados grandes e pequenos (mais próximos do formato de loja de vizinhança), que cresceram, respectivamente, 9,3% e 7% na comparação com os 12 meses anteriores. O formato de farmácias também apresentou crescimento de 4,1% e está entre os canais de destaque. “O shopper (pessoa responsável pela compra) quer objetividade e rapidez para concluir a ida ao estabelecimento”, avalia João Carlos Lazzarini, diretor de Retail Services da Nielsen Brasil.


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Revista SUPERMIX

Ela está com tudo De acordo com a pesquisa, a classe média representou 60% do crescimento do varejo, apesar de os consumidores de nível socioeconômico alto apresentar maior variação do tíquete médio (valor gasto por compra feita). Ainda assim, a freqüência e o gasto total acabam sendo mais relevantes para marcar o desempenho do varejo. Contribuição em volume para o crescimento do varejo %

*

Variação % 2009 vs 2008

Frequência

60

Gasto total

Ticket

% Universo

Alto - 20% Médio - 44%

21

18

Baixo - 36%

4%

5%

9%

8%

2%

11%

6%

2%

9%

*Dados do painel de consumidores da Nielse/Homescan™, que apurou o consumo de 56 categorias de produtos em 8,7 mil domicílios brasileiros, representando 36,9 milhões de lares. nse alto

nse médio

nse baixop

A análise também apurou a relação entre a contribuição dos níveis socioeconômicos para as cestas. Em 56% das categorias, o NSE médio contribuiu acima do esperado. Tamanho nem sempre é documento Quando se fala em possibilidade de crescimento de uma empresa, o levantamento mostra que características como alcance global e liderança de mercado nem sempre são essenciais. O crescimento de uma organização está ligado à escolha de um setor de atuação em que ela possa ter uma operação eficiente, diferenciar produtos, promover ofertas e ter apelo tanto para a classe alta quanto para a classe média. Crescimento com sotaque Juntos, Nordeste e Leste foram responsáveis por mais de 80% do crescimento do consumo no País. Iniciada no começo deste novo século, essa virada dada pelo mercado nordestino é irreversível. Beneficiada pela expansão do emprego, incremento da renda familiar, programas sociais, entre outros aspectos, a região deve manter um dos maiores índices de crescimento de consumo também em 2010. 0,8

Cestas Nielsen

2,2 2,0

Nordeste

4,0

MG, Int.RJ e ES

3,3

Sul Centro Oeste

44%

5,0

25%

44%

49%

27%

0,2

Grande SP

39% 64%

4,3

Grande RJ

Interior SP

36%

1,5

21%

2,9

T.Brasil º (36.496.547)

-1,0

9% Nordeste (7.478.524)

17% MG+ES+INT+RJ

(6.263.734)

25% Grande RJ (3.182.202)

-0,7 Alto

0,9

Médio

0,7

Fonte: Nielsen - Homescan

0,3 0,0

B aixo

08 vs 07

09 vs 08

Variação de volume | 2009 vs 2008 Base: 159 categorias de produtos - total Brasil - Nielsen | Retail index


Como vimos, são muitas as áreas de oportunidades. Como reflexão, cumpre lembrar que é na eficiência da execução que se diferenciam as empresas que conseguem destacarse, conquistar e manter o seu espaço no mercado, daquelas que deixam a inovação para os discursos e estão fadadas a desaparecer. Dicas práticas para implementar as tendências na loja: Envelhecimento da população - melhor sinalização e acessibilidade dos produtos; - disponibilidade de caixas especiais, espaço para sentar; - serviços de empacotamento; - serviços de entrega; - oferta de presentes, amenidades para os netos. Busca por praticidade - consumo local: muitas lojas já dispõem de bebidas geladas, alimentos prontos diferenciados como pizzas e sushis. São maneiras de facilitar a vida do consumidor e trazê-lo à loja com mais freqüência; - atenção para crianças: famílias com filhos pequenos consomem mais. Ter um espaço de entretenimento para as crianças, carrinhos de brinquedo acoplados ao de compras, são pequenos agrados que deixam o shopper mais relaxado e permitem que a família fique mais tempo na loja e consuma mais. Busca por segurança, conforto, indulgência - sortimento diferenciado; - oferecer aulas de culinária com apelo gourmet, cursos para aprofundar o conhecimento de vinhos. São maneiras de criar vínculos e incentivar o consumo gerando uma experiência para o cliente. Tecnologia - disponibilização de internet na área da loja; - tablóides via e-mail ou pelo site da internet; - centrais para recarregamento de baterias de celular; - lojas com estações para acesso rápido à internet e outros serviços básicos como impressão, gravação de CDs; - Serviço de venda online.


institucional

Começa nesta edição uma série de reportagens sobre os três principais pilares de atuação de uma associação de classe: institucional, serviços e financeiro. Nas próximas linhas, o leitor vai saber um pouco mais sobre a importância jurídica que a Apras conquistou ao longo dos anos. Na edição maiojunho abordaremos a necessidade que o associado tem de participar de feiras e eventos e como isso pode ser positivo para o empresário se aproximar de pessoas estratégicas para seu negócio.

A Apras na vida do associado e do setor Representatividade. Se tiver que escolher apenas uma palavra para expressar o significado da Apras – Associação Paranaense de Supermercados para o setor e seus associados, esta é a opção. Constituído de pequenas, médias e grandes empresas, o segmento ganha força ao ter uma voz que fala e faz por ele, pelos interesses comuns. Como fazer sem ela? Não é mais possível imaginar este cenário.

Em um mercado cada vez mais competitivo, ser representado traz fomento e proteção ao negócio. Como está em contato direto e intenso com o consumidor final, o setor supermercadista é bastante vulnerável perante os órgãos públicos (legislativo, executivo e judiciário). Adicionalmente, observa-se que os supermercados são sistematicamente chamados pelos próprios órgãos públicos para atuar como agentes sociais, tendo em vista que o setor é grande provocador

de mudanças. Isso porque, em comparação com os demais setores da economia, são os supermercados que mais participam diretamente da vida dos cidadãos, que cada vez mais busca o seu direito. O advogado Silvio Brambila, consultor jurídico da Apras, fala nesta entrevista um pouco mais sobre o que é a Associação e qual a sua representatividade para o associado e também para o setor.

Qual a importância da existência de uma associação para os associados e também para o setor? A associação é a reunião de pessoas com objetivos não econômicos e, portanto, os seus membros não têm direitos ou deveres uns para com os outros, como também não visam qualquer obtenção e divisão de lucro. Qualquer associação tem objetivos ideais. A Apras atende perfeitamente esta natureza jurídica de associação, uma vez que foi constituída com o objetivo de congregar os integrantes do setor supermercadista para desenvolverem projetos, estimular o convívio entre seus associados, promover a defesa dos interesses de seus integrantes e da esfera comercial que integram.


Do ponto de vista jurídico, de que forma a Apras defende o setor? Consta em seu próprio Estatuto que a Apras se presta à assistência técnica e jurídica, além de consultorias econômica, financeira e administrativa aos associados. Além disso, e ainda no mesmo Diploma, a Apras poderá defender em juízo ou fora dele os seus associados, podendo ingressar com todos os tipos de ações judiciais, inclusive mandados de segurança coletivos e ação coletiva. A entidade pode auxiliar individualmente cada associado quando se tratar de consultoria e, no que mais importa, pode ingressar e atuar em processos coletivos, visando à defesa do interesse de toda a sua coletividade de associados, quando as questões que lhe forem submetidas possam atingir todos ou parte de seus associados. Quais as principais questões defendidas nos últimos anos? A Apras tem sido exemplarmente operosa na defesa jurídica de seus associados. São destaque as discussões judiciais visando a não obrigatoriedade de contratação de médico veterinário; a desobrigação de se etiquetar o preço produto por produto; a permissão para a venda de bebidas alcoólicas em estabelecimentos situados próximos a rodovias, entre outras. Em 2009, bem como recentemente, a Apras tem atuado na questão da gripe H1N1, buscando auxiliar seus associados quanto às formas de prevenção e na defesa de ações por este motivo intentadas. Essa atuação, então, compreende tanto a esfera judicial quanto a extrajudicial e, como é notório, a Apras tem obtido inquestionável sucesso.

Como este trabalho afeta o negócio do associado? Todo e qualquer empresário necessita atender a uma infinidade de normas jurídicas e disposições administrativas para atuar, sejam elas federais, estaduais ou municipais. Para o empresário do ramo supermercadista não é diferente. Ao contrário, as exigências que tem que atender são superiores ao que se exige da grande maioria das outras atividades comerciais, em virtude da enorme variedade de produtos e serviços que o supermercado fornece. Daí que a atuação da Apras é essencial para a defesa dos interesses comuns, atuando para a uniformização de procedimentos que sejam justos e corretos, viabilizando a atividade do empresário.


ACADEMIA EMPRESARIAL

Empresários e colaboradores buscam profissionalização no varejo supermercadista Novas turmas do curso de Formação Gerencial no Varejo Duas novas turmas iniciaram o curso de Formação Gerencial no Varejo. A regional de Londrina recebeu a turma 28 e a de Ponta Grossa, a turma 31. O curso, de 200 horas/aula de duração, tem como objetivo o desenvolvimento gerencial dos empresários supermercadistas e também a formação de novos gerentes, capacitando-os na gestão operacional da loja e tem sido muito procurado pelos empresários. Atualmente, está com oito turmas em andamento no Estado.

Inscrições abertas para as novas turmas de Formação Gerencial no Paraná O curso será oferecido nas cidades de Curitiba, Litoral Paranaense, Guarapuava, Pitanga, Cascavel, Foz do Iguaçu, Pato Branco, Maringá, Londrina e Bandeirantes. As inscrições estão abertas a partir do mês de abril. Mais informações, por favor, entrar em contato com a regional mais próxima da sua cidade.

Palestra é fonte de informação constante e sinal de compromisso com o associado Desafios 2010 - Análise Econômica e Tendências no Varejo No mês de janeiro, as regionais de Curitiba, Londrina e Maringá promoveram a palestra com os professores Mauricio Bendixen da Silva e Cibele Regis de Paula. O tema abordado teve como finalidade atualizar os associados sobre a condição econômica do país e as perspectivas para 2010 no setor de varejo. Guarapuava também recebeu uma palestra semelhante em fevereiro, com o professor Adriano Silva. No mês de março foi a vez de Guaratuba, também com o professor Mauricio Bendixen; Irati, com a consultora Cibele Regis de Paula; e Ponta Grossa. Ao todo, os eventos reuniram mais de 200 participantes.


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Revista SUPERMIX

O Gestor de Loja no Varejo Em fevereiro, aconteceu na regional de Maringá a palestra com professor e diretor de Operações do Walmart, Mauricio Bendixen. O objetivo da palestra, além de trazer informação, foi de também realizar um bate-papo com os participantes, em que o palestrante falou sobre a sua experiência profissional, o que é ser um gestor de loja e o que o empresário supermercadista e o cliente esperam do profissional do futuro na gestão da loja. Na regional de Londrina, quem ministrou a palestra foi o professor Lourenço Paulo da Silva, gerente de Treinamentos da Rede São Francisco/Canção. A finalidade da palestra, que foi bem descontraída, foi de passar muitas informações aos participantes. O palestrante abordou sua experiência profissional, o que é ser um gestor de loja, e o que o empresário supermercadista e o cliente esperam do profissional do futuro na gestão da empresa. De forma bastante participativa, 38 pessoas prestigiaram o evento. Devido ao seu sucesso, a mesma palestra foi realizada na cidade de Bandeirantes, em março, contando com a presença de 47 pessoas.

Liderança Organizacional

Comitê de Recursos Humanos

Na regional de Cascavel foi promovida a palestra com o professor Léo Mathias Miloca, administrador, especialista em Gestão Empresarial e mestre em Desenvolvimento Regional e Agronegócio, cuja finalidade foi possibilitar a compreensão dos tipos de liderança, as características essenciais do líder e a liderança como influência e resultados para as empresas.

As primeiras reuniões de 2010 do Comitê de Recursos Humanos começaram nas regionais de Londrina e Maringá. Um dos temas abordados foi a Educação Corporativa e o projeto da Academia Empresarial Apras, que tem como foco a inovação e o desenvolvimento contínuo do profissional de varejo atendendo assim a necessidade do empresário.

Capital de Giro - a teoria na prática

A seguir, o mesmo trabalho foi realizado em Ponta Grossa e Curitiba, com a presença de empresários e profissionais de RH que estavam representando várias empresas locais. O Comitê

Em fevereiro, a sede da Apras teve o prazer de contar com a presença de 29 profissionais entre empresários, gerentes de loja e contadores, na palestra com o consultor Milton Rui Jaworski, que falou sobre estratégias básicas de administração do capital de giro das empresas supermercadistas. Gestão Estratégica de Custos No dia 9 de março, a regional de Cascavel promoveu uma palestra com o professor Elton Massoni, economista, especialista em Contabilidade de Custos e Administração de Empresa, mestre em Engenharia de Produção. O foco do tema foi passar aos participantes como melhorar os resultados e as vantagens através de um projeto de redução de custos na empresa. O evento contou com a presença de 20 pessoas.


de RH, assim como os demais comitês da Apras, tem como objetivo auxiliar empresários nas mais diversas dificuldades, realizando reuniões constantes com a presença de diretores e profissionais que trazem informações atualizadas para compartilhar com os demais associados. Sempre são discutidas ações para a tomada de decisões eficazes nos diversos assuntos em pauta. Técnicas de Exposição e Reposição (Layout de Loja) No dia 16 de março, a regional de Irati promoveu o curso Técnicas de Exposição e Reposição com a professora Cléia Franczak e formou 14 novos profissionais na área.

Curso de Cartazista Nas regionais de Curitiba e Londrina foram formadas mais duas novas turmas de cartazistas. Diversas empresas mandaram seus colaboradores no mês de março para participarem do treinamento.


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Revista SUPERMIX

Curso de Manipulação de Alimentos Nas regionais de Londrina, Curitiba e Ponta Grossa foram formados, ao todo, 56 profissionais da área de Manipulação de Alimentos. Parabéns às empresas que se preocupam com a qualidade na higiene e na manipulação de alimentos em sua organização.

de Vendas com o professor Nelson Guimarães. A regional organizou também o curso técnico de Análise Econômica e Formação do Preço de Vendas com o professor Alberi Daubermann, o qual foi muito importante para esclarecer dúvidas dos empresários locais.

Empresários, não percam a oportunidade! Participem dos cursos. São eles que estão trazendo esclarecimentos e profissionalismo para o setor.

De Instituto Escola para Academia Empresarial Pato Branco promovendo cursos na região A regional de Pato Branco começou o ano promovendo grandes trabalhos na região. Em março, os colaboradores do varejo e fornecedores participaram do curso Técnicas

No dia 18 de abril, o setor supermercadista paranaense vai conhecer o novo formato do Instituto Escola Paranaense de Supermercados. Baseada nos moldes da Educação Corporativa, a Academia Empresarial Apras vem atualizar os cursos já ministrados pela Apras – Associação Paranaense de Supermercados –, novos treinamentos e trabalhos serão implantados. Este novo desafio educacional vem com o objetivo de inovação e desenvolvimento pessoal e empresarial contínuo, com foco nas empresas varejistas e indústrias. Em princípio, a Academia Empresarial está oferecendo 45 cursos em sua grade curricular, estruturados da seguinte forma:


Revista SUPERMIX

• Formação Básica: atendimento ao cliente, manipulação de alimentos, etc. • Formação Específica: tributação e precificação, comunicação visual avançada, etc. • Gestão: formação gerencial no varejo, custo operacional de loja, etc.

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deverão funcionar os cursos e como poderão profissionalizar mais colaboradores com o atual programa e metodologia de ensino. Visite o estande da Apras (entre as Ruas Curitiba e Cascavel, estande número 18). Venha também fazer parte deste processo contínuo de desenvolvimento. Afinal, como diria Geraldo Vandré: “Esperar não é saber. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer”.

• Alta Gestão: administração de compra e venda, marketing e endomarketing, etc. As grandes novidades dizem respeito aos cursos de gestão, dirigidos para a formação de profissionais líderes de setor, e alta-gestão, criados para atender proprietários de pequenas, médias e grandes redes. Em parceria com instituições de ensino como a FAE – Business School, a Academia Empresarial vai oferecer, no segundo semestre de 2010 e em 2011, os cursos de MBA em Gestão de Supermercados e o curso técnico de graduação também em Gestão de Supermercados, respectivamente. Durante os três dias de feira, os empresários serão orientados sobre como participar da Academia Empresarial Apras, como

Aproveite também a promoção que a Apras faz para você: os 100 primeiros supermercadistas a adquirirem os cursos da Academia Empresarial Apras ganham o “kit aluno” (uma pasta em couro courvin com zíper e um conjunto de caneta e lapiseira). Programação de cursos pode ser vista no site www.apras.org.br/iespar


artigo

Academia Empresarial

Mauricio Bendixen e Cibele Regis de Paula são professores da Academia Empresarial Apras

O que esperar do Brasil nos próximos anos: cenário político, econômico e tendências para o varejo O fechamento do primeiro quadrimestre se aproxima e nossa visão precisa considerar um período à frente para traçarmos estratégias em médio e longo prazo. Não estamos diante de um novo ano, mas do descortinar de uma nova década, com desafios e oportunidades que já começam a ser lançados. Não vamos analisar números otimistas tratados à exaustão nos últimos meses, mas proporemos uma reflexão lógica do que poderá vir a serem os próximos anos. Estamos em ano eleitoral, ponto muito presente nas discussões econômicas. Cabe ressaltar, no entanto, que independente do candidato vencedor, ele terá poucas possibilidades de mudança nas regras do jogo. Nosso país adquiriu, nas últimas gestões, maturidade econômica e política (uma conquista da democracia pós-governos militares) que, embora ainda haja muito a evoluir, precisamos mais de nossos administradores. Estabilidade econômica, atitudes milagrosas e mudanças radicais ancoradas no populismo não funcionam. De Sarney a Lula, enfrentamos toda forma de remédio para conter a inflação e estimular a economia para crescermos. Mesmo das mais insanas medidas, houve um acumulo de aprendizado que possibilitou chegarmos ao que somos hoje. O consumidor que anos atrás recebia seu salário e corria para os supermercados abastecer a despensa, hoje, além de aumentar sua freqüência de compras, ainda é quem força os varejistas a serem mais eficientes para garantir a competitividade e permanecer num segmento com margens tão reduzidas. Conquistamos estabilidade. Ainda que a inflação seja alta, ela está controlada. Juros são altos, mas estáveis e, de forma sensível e crescente, já sentimos a melhoria do poder de compra e confiança dos consumidores. Todo este cenário não foi obra apenas do governo recente, mas de conquistas que foram aperfeiçoadas ao longo das últimas gestões. Pela primeira vez, teremos um governante que receberá o mandato num cenário estável. Não será difícil formar alianças que darão sustentação ao próximo governo. Não há nenhuma grande crise se formando e temos uma sólida tendência de crescimento do PIB nos próximos anos. É tudo que sempre se

almejou para que algumas importantes mudanças pudessem ser praticadas para mudar o perfil do país. Uma redução da carga tributária parece ser o próximo passo desta lenta, mas consistente onda de sensatez. Todos reclamam há muito tempo dos altos impostos e o governo já deu sinais desta intenção. Hoje, já é possível uma redução mais abrangente devido melhorias na fiscalização, maior rigor a sonegação e, ao próprio aumento de arrecadação, reflexo da produção do país. Uma economia eficiente é também menos burocrática, mais veloz e com menos custos. Partimos para a era dos negócios sustentáveis, onde o desperdício não irá prosperar. Esse argumento já faz parte das empresas e governos do mundo todo e impulsionará mudanças na tomada de decisões. A sustentabilidade forçará discussões sobre a gestão pública, passando por questões éticas e da transparência. A população brasileira está envelhecendo rápido. Em 70 anos, a expectativa de vida passou de 45,5 para 72,8 anos segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE); em 2050, será de 81,3 anos. Precisamos adaptar modelos para atender a essa demanda de mercado e suas necessidades específicas. As famílias também estão menores e alguns casais até optam por não terem filhos. Estas famílias têm hábitos de consumo relacionados à comodidade e praticidade e, atentas a estas mudanças, as indústrias têm lançado opções de produtos para atender a essa demanda. Neste cenário, um dos desafios é capacitar e reter profissionais para que o segmento varejista, importante parte do motor da economia, continue respondendo e adaptando seus modelos às realidades. Parte desse futuro já está à nossa porta e sempre foi desejado num mundo que, embora visto com otimismo, não deixava de dar a impressão de que nunca chegaria. Vamos nos preparar para participar ativamente, cobrando e oferecendo soluções. O Brasil será uma das estrelas da próxima década. Não é à toa que especialistas cunharam o acrônimo BRIC, que começa com B de Brasil, para se referirem à economia dos países emergentes com maiores possibilidades de crescimento.


ESPAÇO APRAS

BRDE promove o primeiro jantar Espaço do Fornecedor

Curitiba, 5 de março de 2010. Parte integrante do calendário de eventos da Apras – Associação Paranaense de Supermercados –, o jantar Espaço do Fornecedor serve como canal aberto de comunicação e, mais do que aproximar supermercadistas e fornecedores, dá oportunidade para a indústria apresentar de forma exclusiva seus principais produtos e serviços. Cargos estratégicos do setor de compras dos supermercados são o público-alvo deste jantar que, no dia 5 de março, contou com a presença do primeiro patrocinador: o BRDE – Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul. O BRDE, em quase 50 anos de atuação nos três estados da região sul e, recentemente, também no Mato Grosso do Sul, está ligado a empresas e cooperativas que atingiram grande importância na economia do sul do país. Setores inteiros da economia regional foram estruturados com financiamentos do banco. No setor de supermercados, a agência de Curitiba do BRDE destinou recursos de R$ 50 milhões nos últimos três anos para implantação e ampliação de lojas de redes paranaenses na capital e em alguns municípios do interior. Os supermercadistas que, por algum motivo, não puderam comparecer ao jantar Espaço do Fornecedor promovido pelo BRDE, podem obter mais informações pelo site [www.brde.com.br].


LANÇAMENTOS Super Clean Evolution com embalagem econômica para uso doméstico

Sepac lança Duetto Folha Dupla com 50 metros A Sepac amplia a linha Duetto e lança embalagem com rolos de 50 metros. A nova versão segue a tendência do mercado: metragens maiores trazem vantagens ao consumidor, que realiza um número menor de trocas, dispõe de menos espaço para armazenar, além do preço, que fica mais atrativo. A quantidade de papel no pacote representa também redução no uso de embalagens descartáveis e insumos, contribuindo com a preservação do meio ambiente. Para o supermercadista, é uma opção interessante, pois agrega valor ao produto em relação às embalagens tradicionais e aumenta o ticket médio. A linha oferece ao consumidor uma das melhores relações custobenefício do segmento. )

A qualidade que você precisa para aumentar suas vendas

Depois de uma pesquisa de campo, a Super Clean Evolution resolve ingressar num nicho de mercado pouco explorado: embalagens econômicas para uso doméstico. Como tem maior quantidade e valor agregado em sua produção final, esse tipo de embalagem proporciona mais economia ao consumidor. De mão desses dados, a Super Clean Evolution lançou a linha de amaciante de roupas e desinfetantes domésticos com embalagens de 5 litros em frascos PET, preenchendo com grande êxito essa lacuna de mercado. A embalagem permite ao consumidor ter uma opção a mais em suas necessidades específicas em que a regra é a do “mais é menos”, e traz ao lojista a oportunidade de oferecer um produto de alto giro e lucratividade. )

Mili apresenta embalagem especial para Copa do Mundo Para entrar em clima festivo de Copa do Mundo, a Mili preparou uma roupagem especial para alguns itens de seus papéis higiênicos de 60 metros e das toalhas de papel, que receberam um visual

inspirado na torcida brasileira. Os papéis higiênicos que recebem as embalagens comemorativas são o Mili Bianco de 60 metros com quatro, oito, 12 e 24 rolos, folha simples de alta qualidade que tem em sua composição 100% de fibras celulósicas naturais. Já as embalagens de toalhas de papel Mili com duas unidades possuem tecnologia “ponta-ponta” que faz com que ela fique macia, absorvente e mais resistente, auxiliando na limpeza e eliminando resíduos. Elas podem ser utilizadas em fornos de microondas, ajudando a manter a umidade dos alimentos e protegendo o interior do seu forno contra respingos. )

Os consumidores do Paraná já podem encontrar nas gôndolas os produtos da marca Macedo, integrante da companhia norte-americana Tyson Foods. Os cortes de frango congelados, resfriados, IQF (peças congeladas individualmente), temperados e frangos inteiros foram desenvolvidos especialmente para levar praticidade e sabor aos consumidores, garantindo a qualidade que você, supermecadista, precisa para aumentar suas vendas. )


Revista SUPERMIX

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Mais tempo e sabor para os consumidores

Mais sabores em sua mesa por Ninfa Alimentos A Ninfa Alimentos acaba de colocar no mercado mais três novos sabores de macarrão instantâneo, agregando mais opções ao seu mix, que já possui os sabores de carne, legumes, galinha e galinha caipira. O lançamento faz parte do processo de expansão da linha de massas da indústria, impulsionada pela instalação de sua nova unidade de massa seca (espaguete cortado) e instantânea, que faz da Ninfa Alimentos a indústria mais moderna do país neste segmento. Os novos produtos podem ser encontrados nos sabores bacon, queijo e frango à passarinho. Essa é mais uma demonstração de comprometimento com o consumidor, reafirmando o perfil arrojado da Ninfa Alimentos.)

Kraft Foods Brasil lança novo club social recheado sabor provolone A marca de biscoitos Club Social, da Kraft Foods Brasil, lança o novo sabor dos biscoitos salgados recheados mais vendidos no Brasil: o sabor provolone. O Club Social recheado já é oferecido nos sabores queijo com cebola e queijo com tomate e manjericão. “Fizemos uma grande pesquisa junto aos consumidores da marca para escolher o novo sabor para o lançamento, e o provolone foi o preferido entre eles, chegando a superar inclusive os outros sabores da linha já existentes no mercado”, explica Ana Ferrell, gerente de marketing de biscoitos da Kraft Foods Brasil.)

Para colocar mais sabor na mesa dos consumidores, a Zaeli apresenta ao mercado o caldo em pó Zaeli, que substitui os temperos tradicionais e pode ser utilizado para o preparo de alimentos ou pratos prontos, como arroz, feijão, ensopados, molhos e risotos. A nova mistura também dispensa o uso de outros temperos adicionais porque foi desenvolvido a partir de uma combinação especial de temperos que acentuam o sabor e aroma das refeições. Está disponível nos sabores: carne, galinha, legumes e costela. )

Uma nova embalagem para renovar suas vendas A Paratudo, empresa da indústria de bebidas, está inovando em produtos e embalagens para atender mais e melhor às necessidades de vendas. O Conhaque Democrata, com sabor sofisticado de gengibre para aqueles que apreciam o melhor sabor, está com novo rótulo e novo sabor, agora com um sutil “buquê” de carvalho em sua composição, aumentando ainda mais a qualidade do produto já reconhecida no mercado. Conheça a linha completa de bebidas Paratudo no site: www.paratudo. com.br .)


ESPAÇO DO LEITOR

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Erramos Na edição 126 (janeiro/fevereiro), a seção Espaço Apras divulgou uma foto que seria do jantar de final de ano em Pato Branco, mas a foto usada foi do jantar de final de ano em Ponta Grossa. Abaixo a foto que deveria ter sido publicada:



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