Discipulado: Um guia prático

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Discipulado: Um guia prático As citações bíblicas correspondem a versão de Almeida, revista e atualizada, segunda edição, exceto quando identificadas. AUTOR Samuel de Farias Silva COLABORADORES Antônio Nascimento Siqueira Cícero Gonçalves da Silva Josemberg Sérgio Almeida Luciano Silva REVISÃO ORTOGRÁFICA E LINGUÍSTICA Saulo Evandro Marinho EDITORAÇÃO ELETRÔNICA Samuel de Farias Silva ARTE DA CAPA André Morette IMPRESSÃO Idealiza Gráfica

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SUMÁRIO Sumário -------------------------------------------------------------------4 Prefácio 1 ------------------------------------------------------------------6 Prefácio 2------------------------------------------------------------------8 Apresentação 1 ----------------------------------------------------------10 Apresentação 2 -----------------------------------------------------------11 1. Propósito eterno de Deus -------------------------------------------13 2.

Ide e fazei discípulos -----------------------------------------------21

3.

As características do discípulo -------------------------------------29

4.

Relacionamento-----------------------------------------------------41

5.

Paternidade ---------------------------------------------------------47

6.

Cuidado e proteção -------------------------------------------------51

7.

Padrão ---------------------------------------------------------------57

8.

Oração --------------------------------------------------------------65

9.

Serviço ---------------------------------------------------------------71

10. Prontos para ouvir --------------------------------------------------73 11. Ensino da Palavra ---------------------------------------------------79 12. Formação -----------------------------------------------------------85 13. Metas ----------------------------------------------------------------87 14. Fidelidade na transmissão -----------------------------------------91 15. Catequese -----------------------------------------------------------95 16. Estímulo x Instruções ----------------------------------------------99 17. Conselhos e opiniões ---------------------------------------------103 4


18. Firmeza e brandura ------------------------------------------------111 19. O Espírito Santo ----------------------------------------------------113 20. A vida da igreja ----------------------------------------------------121 21. Família --------------------------------------------------------------131 22. Evangelização ------------------------------------------------------133 23. Missões -------------------------------------------------------------141 24. Advertências -------------------------------------------------------145 25. A promessa de Jesus ----------------------------------------------149

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PREFÁCIO 1 Em uma época em que os templos foram fechados em todo o país e no exterior, pudemos avaliar melhor quão importantes são as juntas e ligamentos no Corpo de Cristo. Eventos bem elaborados em obras voltadas para as massas e dependentes de templos e de ministérios populares, demonstram-se sempre ineficazes para formar discípulos, muito mais ainda, diante de crises ou perseguições. Por outro lado, antigos relacionamentos tiveram, neste primeiro semestre de 2020, sua sequência e continuidade por meio de redes sociais e instrumentos de comunicação. Estes meios não foram usados para construir relações, já que estas dependem de convívio e testemunho real do que acontece em cada vida, lar e circunstância. Entretanto, foram ferramentas abençoadas para todos aqueles que viveram relações próximas e confiáveis nos anos que precederam a pandemia. Justo nesta hora, o presbitério em Campina Grande nos brinda com este material, o qual não é fruto de pesquisa literária dissociada de prática. Antes, nos faz repassar um sem número de princípios das Escrituras, sempre com o enfoque naquilo que a experiência de muitos anos tem nos ensinado ser importante destacar e viver. De forma simples e prática, nossos irmãos revisam e compilam princípios que foram marcados por décadas de esforços e muitos frutos sólidos e aprazíveis a Deus. Oxalá tenhamos todos profunda sede de revisá-los, aproveitando este material para avaliar se a nossa cooperação para com Deus flui na direção daquilo que o Senhor nos apontou. Cada pastor ou profeta, cada líder ou discipulador, cada companheirismo santo, 6


deve, a todo momento, estar lembrado de todas estas coisas aqui revisadas. Juntamente com minha recomendação, vai a minha oração para que o Corpo de Cristo seja, em todo lugar, plenamente guiado pela Cabeça, suprido e bem vinculado, por suas juntas e ligamentos, crescendo o crescimento que procede de Deus. Muito obrigado, queridos irmãos.

Marcos Sieburger de Moraes Salvador, Agosto de 2020.

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PREFÁCIO 2 Tenho o Senhor sempre diante de mim; estando ele à minha direita, não serei abalado. Por isso o meu coração se alegra e o meu espírito exulta; até o meu corpo repousará seguro. Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirás que o teu Santo veja corrupção. Tu me farás ver os caminhos da vida; na tua presença há plenitude de alegria, à tua direita, há delícias perpetuamente. Salmos 16:8-11 (NAA) Sim, somos um povo alegre e feliz. Conhecemos a alegria da salvação e, sobretudo, felicidade de conhecer cada vez mais ao Deus e Pai e a Jesus Cristo, seu primogênito. Essa alegria é quase impossível de se descrever. É um contentamento sem fim. Assim é que me sinto, lendo e vendo este livro. Livro que o ajudará a conhecer e a buscar cada vez mais o nosso Pai. Foi um trabalho suado, com muitas orações e muitas correções. Da mesma forma, devemos fazer e lê-lo: uma, duas, três e quantas vezes forem necessárias. Não para compreender o que está escrito, pois é muito simples e direto. Mas para, cada vez, mais e mais conhecer ao nosso Deus. Este livro te ajudará a ler a Bíblia, a Palavra de Deus, e te ajudará a conhecer mais o nosso Senhor. Assim estaremos cumprindo o ânimo que o profeta nos dá: 8


Conheçamos e prossigamos em conhecer o Senhor! Como o amanhecer, a sua vinda é certa; ele descerá sobre nós como a chuva, como chuva fora de época que rega a terra. Oséias 6:3 (NAA) Não tem como ficar indiferente ou inerte a esta leitura. Além do mais, é uma ferramenta muito prática para se usar com os discípulos, novos ou não. Mas lembre-se, é um apoio para você trabalhar com os discípulos que estão próximos a você. Não é, e nunca será, um substituto da Bíblia. Assim, bom trabalho e siga adiante cada vez mais cheio de Cristo e do seu conhecimento. Sérgio de Avillez Salvador, julho de 2020

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APRESENTAÇÃO 1 Ao colocarmos este material na mão de homens e mulheres que amam ao Senhor e se dedicam ao seu serviço, não temos a pretenção de entregar algo acabado e fechado, mas sim um guia e uma ajuda para que possamos ser direcionados. Tendo este desejo em nossa mente e coração, apresentamos uma série de orientações, conselhos e práticas que surgiram de uma longa experiência em cuidar de vidas. É fruto de muitos ajustes, considerações e correções de equívocos que têm sido avaliados durante, aproximadamente, uns quarenta e seis anos de caminhada na prática de fazer discípulos. Desejei ter esse tipo de material à minha disposição, para me ajudar, consultar, tirar dúvidas e me sentir guiado pelo Espírito de Deus naquilo que meus irmãos já caminharam, experimentaram e compartilham. Como é confortante e animador saber que posso contar com a experiência de tantos amados irmãos, espalhados por esta terra, que vivem para um só propósito! Que a leitura e o estudo deste conteúdo possam te abençoar e conduzir a um serviço no Reino de Deus com mais dedicação e discernimento! Que Deus continue nos abençoando! Mario Roberto Fagundes Salvador, 27/07/2020 10


APRESENTAÇÃO 2 Este material, agora em sua segunda edição, é fruto de décadas de estudo das Escrituras e da prática do discipulado um a um. Muito do que aqui está escrito aprendemos com os irmãos da Argentina, de Porto Alegre (RS) e, principalmente, de Salvador (BA), de quem recebemos cobertura espiritual. O trabalho aqui apresentado é coletivo, feito por um corpo pastoral que discutiu cada ponto. Samuel Farias é o autor principal, encarregado de coordenar e redigir, mas as ideias aqui expostas representam o pensamento do presbitério de Campina Grande. O conteúdo foi fortemente influenciado por todo o ensino e experiência vindos da nossa relação com nossos discipuladores. David Pawson, na introdução do seu livro Unlocking The Bible, referiu-se ao mesmo como 'nosso livro', pois sua escrita sofreu a influência de tudo o que aprendeu de tantos outros autores que o inspiraram. Ele cita Pascal1. Certos autores, que falam de suas obras, dizem 'meu livro' […] fariam melhor em dizer 'nosso livro', porque, geralmente, há nessas obras mais de outras pessoas do que delas próprias. (tradução nossa)

Em nosso livro, isso se amplia, pois somos cinco autores e dezenas de revisores, que adicionaram valiosas sugestões, todos influenciados por suas próprias leituras. Sempre que possível, procuramos identificar a fonte de nossas referências. Pascal in Pawson, David J. Unlocking the Bible, South Caroline: True Potential Publishing, 2007. 11 1


Faremos um passeio pelo Novo Testamento em busca de inspiração, oriunda da vida e obra de Jesus e dos apóstolos. Tendo como base esta abordagem bíblica, forneceremos dicas práticas para discipuladores. Agregamos, também, algumas advertências sobre como evitar erros já cometidos por nós no passado. Ao final de cada capítulo, faremos algumas perguntas que irão ajudá-lo a meditar e refletir sobre o que foi estudado. Alguns capítulos que constavam nos primeiros rascunhos deste livro e ensinavam como tratar o pecado dos discípulos (Disciplina), tomaram muito corpo e a pesquisa nos levou a descobertas maravilhosas sobre o tema. Decidimos deixá-los para um próximo livro. Que o Senhor nos abençoe nesta missão! A Ele seja toda honra, glória e louvor para sempre, amém!

Samuel Farias Campina Grande, Julho de 2021

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1. PROPÓSITO ETERNO DE DEUS Deus tem um propósito eterno para a humanidade. Não há como fazer discípulos para Jesus e para a glória de Deus Pai, sem ter em mente esse maravilhoso, incrível e imutável propósito. Podemos resumir tal propósito em uma frase: Uma família de muitos filhos semelhantes a Jesus, para a glória de Deus Pai e na dependência do Espírito Santo. Este tema é muito amplo e demandaria um livro inteiro apenas para tratar do mesmo. Vamos abordar alguns aspectos do propósito eterno de Deus que tem relevância para o discipulado.

A paternidade, o caráter e a glória de Deus Pai Deus criou a humanidade com um desejo pessoal; não somos apenas criaturas de suas mãos. Deus nos criou para sermos seus filhos, Ele2 nos gerou para si no Amado para ser o nosso Pai. Deus é amor e todo esse amor está expresso na criação da humanidade. Necessitamos ter revelação desse propósito, pois o discipulado não pode apontar para nós mesmos. O nosso trabalho tem que conectar as pessoas a Deus. Precisamos trabalhar para a eternidade!

A norma culta da língua portuguesa permite grafar com inicial maiúscula todos os pronomes pessoais que fazem referência a Deus. Ferreira, Aurélio Buarque de Holanda. Dicionário da língua portuguesa, Curitiba: Positivo, 2010. 13 2


Aquele que faz discípulos precisa expressar a paternidade de Deus em seu modo de agir. Mas, acima de tudo, cada discípulo precisa usufruir da sua pessoal e insubstituível relação com o Pai. O discipulado não pode competir com a paternidade de Deus. Nem Jesus, que é um com o Pai, permitiu que sua atuação aqui na Terra competisse com a pessoa do Pai. Marcos 10:17-18 (ARA3) E, pondo-se Jesus a caminho, correu um homem ao seu encontro e, ajoelhando-se, perguntou-lhe: Bom Mestre, que farei para herdar a vida eterna? Respondeu-lhe Jesus: Por que me chamas bom? Ninguém é bom senão um, que é Deus.

Mateus 23:8-10 Vós, porém, não sereis chamados mestres, porque um só é vosso Mestre, e vós todos sois irmãos. A ninguém sobre a terra chameis vosso pai; porque só um é vosso Pai, aquele que está nos céus. Nem sereis chamados guias, porque um só é vosso Guia, o Cristo.

Percebe-se, nos textos acima, o esforço de Jesus para ensinar a centralidade do Pai em toda a sua obra. Aquele que ensina precisa viver conectado com o Pai. Trabalhemos para que os discípulos se sintam como filhos de Deus e descansem em sua amorosa paternidade. Cada discípulo precisa ter sua identidade de filho de Deus fortalecida, assegurada e confirmada.

3 Almeida,

João Ferreira de. A Bíblia Sagrada, traduzida para o português por João Ferreira de Almeida, revista e atualizada no Brasil. 2a ed. São Paulo: Sociedade Bíblica do Brasil, 1993. Daqui por diante, todas as citações bíblicas não identificadas correspondem a esta versão. 14


O diabo, ao tentar Jesus, pôs em xeque sua filiação: “Se tu és filho de Deus”. Jesus venceu as tentações, pois conhecia o Pai e vivia para agradá-lo. Em outros textos, Jesus chama a atenção dos discípulos para o caráter de Deus e os convida a imitá-lo. Mateus 5:48 Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.

Lucas 6:36 Sede misericordiosos, como também é misericordioso vosso Pai.

Deus é digno de toda a glória e honra. Em seu esvaziamento, o Verbo deu toda a honra e glória ao Pai. Mas, até na exaltação de Jesus, a glória é para o Pai. “[…] e toda língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para a glória de Deus Pai4”. Então, devemos ensinar os discípulos a fazerem com que suas vidas se movam em função da glória do Pai. Tudo o que fizermos deve ser para a exclusiva e excelsa glória do Pai. Como se faz isso? Fazendo sua vontade aqui na terra como no céu. Vivendo, assim, cada minuto da vida por meio dele e para Ele.

Imagem e semelhança de Cristo Jesus é a expressa imagem de Deus; seu caráter expressa os atributos do Pai. Nele habita, corporalmente, toda a plenitude do Senhor. João 10:30 Eu e o Pai somos um.

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Filipenses 2:11 15


João 12:44-45 E Jesus clamou, dizendo: Quem crê em mim crê, não em mim, mas naquele que me enviou. E quem me vê a mim vê aquele que me enviou.

Jesus revelou ao mundo o caráter de Deus manifestado em forma humana. Assim, para imitar a Deus, basta imitar a Jesus. Efésios 5:1-2 Sede, pois, imitadores de Deus, como filhos amados; e andai em amor, como também Cristo nos amou e se entregou a si mesmo por nós, como oferta e sacrifício a Deus, em aroma suave.

Essa “família para a glória de Deus Pai” precisa se relacionar com Ele e necessita imitar seu caráter. Deus é a fonte de toda reserva moral. O homem e seus instintos estragados não servem de base. Jesus é o nosso único ponto de referência! A santificação é o processo de transformação do nosso caráter até que sejamos moldados à imagem de Deus. Esse é um dos pontos centrais do propósito eterno. Assim deve ser o trabalho dos cooperadores: “apresentar todo homem perfeito em Cristo”5. Efésios 4:13 Até que todos cheguemos à unidade da fé e do pleno conhecimento do Filho de Deus, à perfeita varonilidade, à medida da estatura da plenitude de Cristo, […]

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Colossenses 1:29

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Dependência do Espírito Santo Jesus afirmou que gostaria de ter falado muitas coisas com os discípulos, mas eles não entenderiam até que o Espírito Santo se derramasse sobre eles6. O Mestre não acreditava na sua didática ou em seu desempenho como discipulador, nem mesmo na capacidade de entendimento dos discípulos. Ele colocou toda a sua confiança no Espírito Santo. Um discipulado sem o Espírito Santo é fracasso certo! Mesmo que o Espírito nos use no processo de transformação do outro, seja por conversas, argumentações ou até repreensões, temos que confiar nele e creditar a obra a Ele. A tentativa de mudar o outro por esforço humano pode até produzir algum fruto, mas ele não é consistente nem duradouro. Nada do que façamos é eficiente sem Ele. Só o Espírito do Senhor pode mudar a vida de alguém. É impossível viver qualquer um dos princípios expostos neste livro sem a total dependência do Espírito Santo. Este é um livro sobre discipulado, portanto, sobre a interferência de uma pessoa na vida de outra. A tônica da maioria dos capítulos é sobre o que temos de fazer; logo, essa introdução sobre a centralidade do Espírito Santo não anula tudo o que precisamos fazer com empenho. É, entretanto, um contraponto importante para que não se faça nada como uma técnica, como uma ferramenta meramente humana. Pelo contrário, esperamos que todo o esforço e empenho no discipulado sejam na dependência do Espírito Santo.

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João 16:12-14 17


Multiplicação de discípulos Um aspecto muito importante dentro do propósito eterno é a multiplicação numérica de discípulos, pois o Senhor quer muitos filhos. Estudaremos sobre evangelização e frutificação, entendendo que ganhar almas é fundamental para o cumprimento da vontade do Senhor.

Vida em família A unidade da igreja tem grande relevância, pois o Senhor quer sua família unida. Jesus orou para que fôssemos um, assim como Ele e o Pai também são um, a fim de que o mundo creia. O Senhor expressou seu desejo de que fôssemos aperfeiçoados na unidade7. O discipulado não pode ser algo particular; tem que ser vivido em família. A sabedoria e a graça de Deus se manifestam por meio do corpo de Cristo.

Salvação É imprescindível compreendermos a queda do homem e o seu estrago, tornando-o incapaz de cumprir a vontade do Senhor. Essa é a chave para compreender o significado da redenção. Desse modo, ter revelação de tudo o que envolve o plano perfeito da salvação nos dá a dimensão da imutabilidade do propósito do Senhor.

7 João

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17:21-23


A salvação é o meio para alcançar o propósito! Então, tudo o que a envolve é extremamente necessário para sermos eficientes em nossa missão de fazer discípulos.

Cooperadores Finalmente, é essencial experimentar o chamado de Deus para ser cooperador nesse projeto eterno, através do entendimento do sacerdócio de todos os santos, pois Deus quer usar todos os seus filhos. Tudo isso tem que ser considerado para a verdadeira compreensão do discipulado. Deus está formando um povo para ser sua família. Seu coração, sua mente e suas mãos estão envolvidos nesse propósito. Fomos chamados para sermos cooperadores nesse plano eterno. Que privilégio incomparável! O Espírito Santo quer dar a cada um de nós a revelação da grandiosidade desse serviço. Não há maior obra que alguém possa realizar nesta terra do que a obra de fazer discípulos! Que mantenhamos nossos corações plenamente aquecidos e nossas vidas totalmente dedicadas ao nosso chamado. Vamos conduzir vidas a Cristo e trabalhar para edificá-las à sua semelhança, para a glória de Deus Pai e na dependência do Espírito Santo.

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Perguntas para reflexão e autoavaliação 1. Temos clareza do propósito eterno de Deus? 2. Trabalhamos em função desse propósito? 3. Entendemos a paternidade de Deus? 4. Tudo o que fazemos é para a glória de Deus Pai? 5. Está claro o alvo de sermos à semelhança de Jesus? 6. Tudo o que fazemos é na dependência do Espírito Santo?

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