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Lição 2 – Sociedade Torre de Vigia. 1. Testemunhas de Jeová A comunidade religiosa conhecida por Testemunhas de Jeová assume-se como uma religião cristã não-trinitária. Adoram exclusivamente a Jeová e consideram-se seguidores de Jesus Cristo. Creem que sua religião é a restauração do verdadeiro cris anismo, mas rejeitam a classificação de serem fundamentalistas no sen do em que o termo é comumente usado. Afirmam basear todas as suas prá cas e doutrinas no conteúdo da Bíblia. Possuem adeptos em 236 países e territórios autónomos, ascendendo a mais de sete milhões e quinhentos mil pra cantes, apesar de reunirem um número muito superior de simpa zantes. Nos úl mos dez anos, mais de três milhões de pessoas foram ba zadas, uma média de cinco mil novos membros por semana. Além disso, no ano de 2011, 19.374.737 pessoas assis ram à Comemoração da Morte de Cristo, cons tuindo um número bem superior aos dos membros a vos, o que revela que vários outros milhões de simpa zantes têm assis do às suas reuniões e/ou par cipado de seus cursos bíblicos gratuitos semanais. Só é contado como membro quem já estudou a Bíblia por algum tempo com as Testemunhas de Jeová, a ponto de evidenciar claro entendimento das crenças, tendo demonstrado viver segundo as normas de conduta moral aprendidas e par cipado na obra de pregação pública. As Testemunhas de Jeová são bem conhecidas por sua regularidade e persistência na obra de evangelização de casa em casa e nas ruas. Possuem alguns dos maiores parques gráficos do mundo visando a impressão e distribuição de centenas de milhões de exemplares da Bíblia e de publicações baseadas nela. Como parte da sua adoração a Deus, assistem semanalmente a reuniões congregacionais e a grandes eventos anuais, onde o estudo da Bíblia cons tui a principal temá ca. São ainda conhecidas por recusarem muitas das doutrinas centrais das demais religiões cristãs e pelo apego a fortes valores que afirmam ser baseados na Bíblia, nomeadamente quanto à neutralidade polí ca, à moralidade sexual, à hones dade e à recusa em aceitar transfusões de sangue.

2. História As Testemunhas de Jeová iniciaram suas a vidades a par r da década de 1870 do Século XIX, quando Charles Taze Russell e alguns amigos formaram um pequeno grupo de estudo não sectário da Bíblia, em Allegheny (hoje integrada na cidade de Pi sburgo, Pensilvânia), nos Estados Unidos. Com o fim de publicar as suas ideias sobre o que considerava ser a verdade bíblica em contraste com erros doutrinais que atribuía a outras denominações religiosas, Russell começou a publicar A Sen nela, que se assume como a mais distribuída revista religiosa do mundo, bem como a mais traduzida revista de qualquer gênero. As pessoas que recebiam a revista começaram a reunir-se em grupos para estudo da Bíblia. Assim, acabaram por tornar-se conhecidos por Estudantes da Bíblia ou, quando A Sen nela começou a ser traduzida em outras línguas, Estudantes Internacionais da Bíblia.

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Charles Taze Russell (1852–1916). Originalmente, a impressão de A Sen nela e tratados religiosos era feita quase que inteiramente por firmas comerciais. Mas, visando uma maior divulgação pela página impressa, Russell fundou a Sociedade de Tratados da Torre de Vigia de Sião, sendo que esta associação religiosa é hoje conhecida como Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados de Pensilvânia. Estava deste modo formado o principal instrumento legal do grupo religioso que posteriormente viria a ficar conhecido por Testemunhas de Jeová, visando a realização da sua obra mundial de evangelização. Usualmente, ao se empregar a expressão Sociedade Torre de Vigia, pretende-se mencionar esta primeira Sociedade (Watch Tower Society), ainda em funcionamento hoje em dia. A diretoria desta Sociedade veio a cons tuir o que se convencionou chamar Corpo Governante, ou seja, o grupo de homens responsáveis pelas a vidades mundiais das Testemunhas de Jeová. Durante muitos anos, a expressão "a Sociedade", usada pelas Testemunhas, era uma referência direta a este Corpo Governante. Finalmente, a par r da década de 1970, passou a exis r uma clara dis nção entre o Corpo Governante e as várias sociedades jurídicas que as Testemunhas usam em todo o mundo. Estas sociedades ou associações, incluindo a mais an ga delas, são encaradas como simples instrumentos legais para as suas a vidades. Apesar de duramente perseguidas e proscritas em muitos países, sendo alvo de crí cas e várias controvérsias devido à sua singular, e muitas vezes controversa, interpretação da Bíblia e apego intransigente às suas doutrinas que, em grande parte, diferem da teologia do cris anismo ortodoxo, as Testemunhas de Jeová con nuam a experimentar aumento entre as suas fileiras. Na defesa do que consideram ser a pura e verdadeira fé, rejeitam qualquer envolvimento no ecumenismo, também mantendo uma estrita neutralidade polí ca e militar, em tempos de guerra ou paz, em qualquer lugar do mundo.

3. O seu nome dis n vo

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Esta comunidade religiosa era conhecida inicialmente como Estudantes da Bíblia. Os seus membros foram também chamados de "russellitas", "rutherfordistas", "auroristas do milênio" e "an infernistas". Em 1931, entenderam que deveriam fazer uma dis nção entre a maioria dos membros que eram leais à Diretoria da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados e certos grupos dissidentes que também se in tulavam Estudantes da Bíblia. Além disso, consideraram que o termo Estudantes da Bíblia era demasiado vago para servir como designação dis n va. Assim, no domingo, 26 de julho de 1931, no culminar do Congresso realizado em Columbus, Ohio, nos Estados Unidos, os presentes adotaram unanimemente uma resolução in tulada "Um Novo Nome", apresentada por Joseph Rutherford, o segundo presidente da Sociedade Torre de Vigia. Nela foi proposto o nome descri vo e dis n vo de "Testemunhas de Jeová". Para legi mar a escolha do nome usaram o texto bíblico de Isaías 43:10 que, conforme a Tradução do Novo Mundo das Escrituras Sagradas (NM), publicada pelas Testemunhas de Jeová cerca de vinte anos mais tarde, diz:


"Vós sois as minhas testemunhas", é a pronunciação de Jeová, "sim, meu servo a quem escolhi, para que saibais e tenhais fé em mim, e para que entendais que eu sou o Mesmo. Antes de mim não foi formado nenhum Deus e depois de mim con nuou a não haver nenhum."

4. Crenças dis ntas Ar gos re rados do site oficial das Testemunhas de Jeová. “1. Nem todas as crenças e costumes são maus. Mas Deus não os aprova quando se originam de religião falsa ou são contrários a outros ensinos bíblicos. — Mateus 15:6. 2. Trindade: É Jeová uma Trindade — três pessoas em um só Deus? Não! Jeová, o Pai, é “o único Deus verdadeiro”. (João 17:3; Marcos 12:29) Jesus é Seu Filho primogênito e está sujeito a Deus. (1 Corín os 11:3) O Pai é maior do que o Filho. (João 14:28) O espírito santo não é pessoa; é a força a va de Deus. — Gênesis 1:2; Atos 2:18. 3. Natal e Páscoa: Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Ele nasceu por volta de 1.° de outubro, época do ano em que os pastores man nham seus rebanhos ao ar livre, à noite. (Lucas 2:8-12) Jesus nunca ordenou que os cristãos celebrassem seu nascimento. Antes, mandou que comemorassem ou recordassem sua morte. (Lucas 22:19, 20) O Natal e seus costumes originaram-se de an gas religiões falsas. O mesmo se dá com os costumes atuais da chamada Páscoa, tais como o uso de ovos e de coelhos. Os primeiros cristãos não celebravam nem o Natal, nem a Páscoa moderna, tampouco o fazem hoje em dia os verdadeiros cristãos. 4. A cruz: Jesus não morreu numa cruz. Ele morreu num poste, ou estaca. A palavra grega, em muitas Bíblias traduzida “cruz”, refere-se apenas a um madeiro. O símbolo da cruz vem de an gas religiões falsas. Os primeiros cristãos não usavam nem adoravam a cruz. Portanto, você acha certo usar uma cruz na adoração? — Deuteronômio 7:26; 1 Corín os 10:14.” 5. É errado aceitar uma transfusão de sangue? Lembre-se de que Jeová requer que nos abstenhamos de sangue. Isto significa que de forma alguma devemos receber em nosso corpo o sangue de outras pessoas ou mesmo nosso próprio sangue armazenado. (Atos 21:25) Portanto, os verdadeiros cristãos não aceitam transfusões de sangue. Aceitam outros pos de tratamentos médicos, tais como transfusões de produtos não derivados de sangue. Querem viver, mas não tentarão salvar a vida por violar as leis de Deus. — Mateus 16:25. Fonte: h p://www.watchtower.org

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5. Porque consideramos os Testemunhas de Jeová como falsa doutrina? Ao longo dos tempos as Testemunhas de Jeová elaboraram um emaranhado de doutrinas e formas para sustentar tais doutrinas. A única forma de sustentar essas doutrinas é fazer exatamente como eles fazem, rar os versículos de seu contexto e usar a bíblia espúria deles. Primeiramente eles negam as três doutrinas cardeais da verdadeira Palavra de Deus: Jesus Cristo é Deus em carne; Jesus Cristo ressuscitou da morte no mesmo corpo que morreu; a Salvação é pela Graça por meio da Fé. 1. Trindade Esta é uma doutrina por demais di cil de aceitar para uma Testemunha de Jeová. Talvez seja a que mais apresenta dificuldade para eles aceitarem. Eles negam a doutrina da Trindade, alegam que esta é de origem pagã e também que a palavra não se encontra na Bíblia. Argumentam que a Trindade provém das comunidades pagãs, alegando que os egípcios, babilônios, hindus e outros povos eram trinitarianistas. Para eles é uma palavra de caráter teológico que foi dada à Divindade no final do segundo século por Tertuliano. Apelam para o uso da razão, dizendo que dizer que a Trindade simplesmente é um mistério não sa sfaz a razão humana. REFUTAÇÃO BÍBLICA: A Trindade é a união de Três Pessoas, o Pai, o Filho e o Espírito Santo, em uma só Divindade, sendo iguais, eternos, da mesma substância, embora dis ntas, sendo Deus cada uma dessas Pessoas (Mt 28.19; 1Co 12.4-6; 2Co 13.13; Ef 4.4-6). A Trindade também foi revelada no An go Testamento (Gn 1.26; Jó 33.4; Gn 3.22; Js 6.8). Cada uma das Três Pessoas é Deus: o Pai é Deus (Jo 17.3; Ef 4.6); o Filho é Deus (Jo l.1; Rm 9.5); o Espírito Santo é Deus (At 5.3-4; 7.5 1). Cada um é onipotente: o Pai é onipotente (2Cr 20.6; Js 14.27); o Filho é onipotente (Mt 28.18; Fp 3.21; Ap 1.8; 3.7); o Espírito Santo é onipotente (Lc 1.35). Cada um é onipresente: o Pai é onipresente (Am 9.2,3); o Filho é onipresente (Mt 18.20; 1Co 3.16); o Espírito Santo é onipresente (Sl 139.7; 1Co 3.16). 1.1 Deus Apenas Jeová é o Deus verdadeiro, os demais nomes de Deus são apenas tulos, porém, Ele não é onipresente, ou seja, não está em vários lugares ao mesmo tempo porque é uma pessoa, possui um corpo de forma específica, que precisa de um lugar para habitar, portanto, Ele está confinado ao céu. A fim de exercer o seu comando sobre o universo, Ele usa seu poder, o seu “Espírito Santo”, que na verdade, é a sua “Força A va”. Para eles, a onisciência de Jeová é sele va, ou seja, Jeová não sabe o futuro de todas as coisas, a não ser que o queira. Tentam explicar isso da seguinte forma: um rádio pode captar qualquer onda, porém, torna-se necessário sintonizá-lo na estação certa. Assim, se Jeová quiser saber se alguém será fiel a ele ou não, deverá “sintonizar” na “estação” desta pessoa. 1.2 Jesus Cristo

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Para eles Jesus Cristo era um deus, mas não o Deus Todo-Poderoso. Dizem que Jesus Cristo não pode ser Deus por exis r coisas que Ele não sabe (Mt 24.36). Eles chegam a conclusão de que se Jesus Cristo era inferior ao Pai, logo não pode ser Deus (Jo 14.28). Deus nunca fora visto por homem algum, Jesus Cristo o foi, logo, não pode ser Deus (Jo 1.18; Ex 33.20). Como o Filho


pode ser Deus, se a Bíblia declara que Deus é Cabeça sobre Cristo (1Co 11.3)? Alegam que o próprio Filho se sujeitará ao Pai na eternidade (1Co 15.28). Como Jesus Cristo pode ser chamado de Deus se Ele é chamado de “o primogênito de toda criação de Deus”? Portanto, Ele não é eterno, mas uma criatura e sendo criatura não é Deus (Ap 3.14). Ele não pode ser Deus porque disse que ninguém é bom senão o Pai (Lc 18.19). Jesus é dis nto do Pai, portanto não pode ser Deus (Jo 17.3). Negam que Jesus Cristo tenha o poder para fazer a expiação de nossos pecados. Também negam a ressurreição corpórea de Cristo e a Sua vinda visível. Recebeu o nome de Miguel e o de Arcanjo. 1.3 Espírito Santo Eles negam totalmente a Divindade e a Personalidade do Espírito Santo. Para eles, o Espírito Santo é tão-somente uma “força a va” do Deus Todo-Poderoso, o qual move os seus servos a realizar os seus propósitos e a executar a sua vontade. Dizem que o Espírito Santo é apenas uma influência ou uma emanação de Deus, e pode ser recebido apenas dentro da comunidade da Organização STV. Argumentam que não é possível que o Espírito Santo seja uma Pessoa e ao mesmo tempo alguém ser cheio dele (At 2.4). Alegam o seguinte fato: João Ba sta, disse que Jesus Cristo ba zava com o Espírito Santo, e ele mesmo, ba zava com água. Portanto, assim como a água não é pessoa, tampouco o Espírito Santo é Pessoa. Argumentam que personalizar não significa personalidade, para isso citam passagens dizendo que a sabedoria é personificada, mas não é pessoa (Pv 1.20; Mt 11.19; Lc 7.35). 2. Imortalidade da Alma A crença TJ assemelha-se a crença Adven sta, dizendo que a alma deixa de exis r até que ocorra a ressurreição. Acreditam que a morte é simplesmente um período em que o indivíduo se encontra sob absoluta inexistência. A alma humana é semelhante a alma dos animais e ambas podem ser destruídas. É ensinado por eles que os maus terão uma outra oportunidade para receber a Cristo durante o milênio e depois disso, os maus, serão finalmente, destruídos e aniquilados. Alegam que a alma está no sangue (Gn 9.3,4; Lv 3.17; Dt 12.23-35; At 15.28,29). REFUTAÇÃO BÍBLICA: A alma como expressão psíquica: sede de ape te sico (Nm 21.5; Dt 12.20; Ec 2.24); origem das emoções (Jó 30.25; Is 1.14; Sl 86.4; Ct 1.7); associada a vontade moral (Dt 4.29; Jo 7.15; Gn 49.6); a alma como a vida (Gn 2.7); a Bíblia dis ngue espírito, alma e corpo (Jó 12.10); a alma como alma (Mt 10.28). A alma após a morte segundo Paulo (Fp 1.23; 2Co 5.1,2; 6,8). A alma não é ex nta na morte (1Rs 17.21,22). Na morte não há separação do corpo e da alma (Gn 25.8; 35.18; 49.33; Ec 12.7; Lc 16.22,23; 2Pe 1.13,14). A alma não morre porque Deus é Deus de vivos e não de mortos (Mc 12.26,27). 3. Salvação As TJ dizem que o sacri cio de Cristo não nos garante a vida eterna, mas sim, nos propicia uma nova oportunidade diante de Deus. Dizem que o resgate efetuado por Cristo na cruz não tem sen do salvífico, mas serviu apenas de exemplo. Jesus Cristo expiou apenas o pecado de Adão e re rou a pena da morte, para que todo e qualquer homem pudesse ter então uma nova oportunidade durante o milênio. Crêem na salvação através das obras, e estas são o de assis r as reuniões no Salão do Reino e expandir a seita. “O que se perdeu foi a vida humana perfeita, com seus direitos e perspec vas terrestres. Aquilo que foi resgatado é o que foi perdido, a

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saber, a vida humana perfeita, com seus direitos e perspec vas terrestres”.[4] Aqueles que crêem em Cristo tem a vida eterna somente no futuro. REFUTAÇÃO BÍBLICA: O homem deve se reconciliar com Deus (Rm 5.10,11; 2Co 5.18; Cl 1.20). A morte de Cristo é fator primordial no plano salvífico de Deus (Rm 8.34; 2Tm 1.10; Hb 2.14; 5.9). Salvação é passar da morte para vida (Jo 5.24). É ter vida eterna (Lc 19.9,10; 1Jo 5.11-13). É nascer de novo (Jo 3.3-6; 2Co 5.17; Ef 4.24). É ir para os céus após a morte (Jo 14.3; 17.24). A salvação está ao alcance de todo aquele que se arrepende de seus pecados e crê em Jesus Cristo como Senhor e Salvador (Jo 3.16; At 16.31; Rm 10.9,10). 4. Inferno As TJ acreditam que o inferno seja a sepultura, o túmulo, portanto, a morte sica. Para eles, o inferno, o lugar de suplício eterno onde os ímpios serão atormentados para sempre, não existe. Os ímpios terão uma nova oportunidade durante o milênio e aqueles que não a aceitarem serão aniquilados, destruídos para sempre. “A doutrina dum inferno ardente onde os ímpios depois da morte são torturados para sempre não pode ser verdadeira, principalmente por quatro razões: (1) Porque está inteiramente fora das Escrituras; (2) porque é irracional; (3) porque é contrária ao amor de Deus; e (4) porque é repugnante à jus ça. Daí vê-se claramente que o inferno ou xeol ou hades significa a sepultura, o túmulo, a condição a que todos, bons e maus, chegam, à espera do dia da ressurreição; enquanto que geena é a condição de destruição a que o Diabo, seus demônios e todos os opositores do Governo Teocrá co de Jeová Deus chegarão, condição essa que não há recobro ou ressurreição”.[5] REFUTAÇÃO BÍBLICA: As Escrituras ensinam claramente a existência de um cas go eterno para aqueles que não crêem em Deus (Mt 8.11,12; 13.42; 22.13; Lc 13.24-28; 16.19-31; 2Pe 2.17; Jd 13; Ap 14.9-11; 19.20; 20.10-15). O inferno é um lugar preparado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41; 2Pe 2.4; Ap 20.1-3). É um lugar de cas go eterno (Sl 9.17; Mt 5.22; 8.12; 18.8; Lc 16.25,28; 2Ts 1.9; Ap 19.20; 20.15; 21.8). Não haverá uma segunda chance depois da morte (Lc 16.19-31; Jo 5.29; 2Co 5.10; Hb 9.27,28). Deus não tem o homem por inocente (Na 1.3). Tudo o que o homem plantar, colherá (Gl 6.7). 5. Transfusão de Sangue As TJ acreditam que a alma é o sangue por isso não admitem a transfusão de sangue, alegando que não se pode passar a alma para outra pessoa, pois a pessoa estaria desobedecendo ao mandamento de amar a Deus com toda a alma. Sua crença é baseada em versículos que não tem a ver com transfusão, mas sim, com o comer sangue (Gn 9.4; Lv 17.10-16; At 15.20-29). O Conselho Federal de Medicina baixou a resolução CFM no 1021/80, com a seguinte conclusão: 1) se não houver perigo iminente de vida, o médico respeitará a vontade do paciente ou de seus responsáveis. 2) se houver iminente perigo de vida, o médico pra cará a transfusão de sangue, independentemente de consen mento do paciente ou de seus responsáveis. 6. A Profecia de 1914

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Este é um ano muito fa dico para as TJ. Em 1914, invisível aos olhos humanos ocorreu a segunda vinda (presença) de Cristo no reino. Cristo, na sua volta em 1914, inves do do poder do reino, encontrou uma classe de “escravo fiel e discreto” que provia alimento; composta dos


remanescentes dos seus 144 mil irmãos. Desde 1914, milhões de pessoas tem aceitado o “alimento” que eles provem e, junto com eles, tem iniciado em par cular a verdadeira religião. A geração que vivia em 1914 e nha idade suficiente para perceber os eventos que ocorreram naquele ano não morrerão até que vejam a mudança do atual sistema de coisas. O ano de 1914 marcou o inicio das “úl mas coisas“ ou os tempos do fim de que fala a profecia bíblica (2Tm 3.3; Dn 11.40); um período limitado de tempo com um início definido e um fim definido. Três anos e meio depois de 1914, isto é, em 1918, se deu a primeira ressurreição dos cristãos que estavam dormindo desde o pentecostes, e que daí passaram a reinar com Cristo no céu. Desde 1914 ate o final “a colheita“ está em progresso, resultando disso que a humanidade está sendo dividida em duas classes: “as ovelhas” e os “cabritos” com salvação ou destruição no armagedom. O ano de 1914 marcou o “fim dos tempos dos gen os” ou o “tempo designado das nações” de que falou Jesus (Lc 21.24). Russell fez a incrível predição do retorno de Cristo em 1914 (registrado em sua obra “Estudo das Escrituras, 2o Vol., p.245). REFUTAÇÃO BÍBLICA: Cristo não veio de modo invisível nesta data proposta e nem virá deste modo em qualquer outra data; virá corporalmente; todo olho O verá; ninguém sabe o dia nem a hora (Mt 3.2; Lc 17.21; At 7.56; 1.6,11; 1Co 15.50-52; 1Ts 4.13-18; Mt 24.30; Zc 12.10; Am 9.11; Jl 3.12-14; Ap 19.11-21; 20.1-6). 7. Duas Classes de Testemunhas de Jeová Russell apresentou a doutrina de que apenas 144.000 estariam aptos para irem ao céu, completando assim o chamado “rebanho de Deus”. Mas sua seita cresceu muito e então veram que inventar um lugar para todos: Criou então a Classe da “Grande Mul dão”. Num Congresso realizado em Washington, 1935, Rutherford inventou esta doutrina, essa grande mul dão (Ap 7.9) “seriam a classe terrestre de pessoas não geradas pelo espírito”. As principais caracterís cas da grande mul dão: 1) Não precisariam nascer de novo, “nenhum deles nasceu de novo”. (sen nela 01/02/1982,p.25); 2) São a maioria das TJ, “os outros que vivem hoje tem esperança terrestre e não tem necessidade de nascer demovo”; 3) Não pertencem a Cristo “os que pertencem a Cristo são 144 mil discípulos fiéis escolhidos para dominarem com ele no reino” (Poderá Viver para Sempre no Paraíso na Terra,p.l72, # 20). Assim essas pessoas ficam excluídas de par ciparem da santa ceia do Senhor. Estes não são filhos de Deus, mas Deus Jeová sujeitará essas criaturas aperfeiçoadas a uma prova cabal para todo o sempre. Jesus Cristo não é o mediador deles, é apenas o mediador dos cristãos ungidos (A Sen nela 15/09/1979, p.32). E finalmente, não têm direito ao céu “Rutherford afirma que a grande mul dão é uma classe terrestre”. A classe dos “ungidos”. Os 144 mil de todas as tribos de Israel mencionados em Ap 7.4-8, são todas das pelo Corpo Governante como os “israelitas espirituais”. Esses são os escolhidos para viver com Cristo no reino celeste. As demais TJ viverão na terra sob o domínio de Cristo e de sua Igreja no céu.

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REFUTAÇÃO BÍBLICA: A Bíblia não dis ngue entre salvos na eternidade (Jo 14.1-3; 1Co 15.51,52; Ap 3.21; Jo 17.24; Jo 3.16). Os 144.000 são da tribo de Israel, judeus, homens, virgens, sendo 12.000 de cada tribo. Em Ap 7.9-12 vemos diante de Deus e do Cordeiro uma mul dão inumerável de pessoas de todas as nações, tribos, povos e línguas, no céu, sem dis nção.

Lição 2 - Sociedade Torre de Vigia  

Lição 2 da disciplina de Seitas e Religiões da Sala Adolescentes II, no período 2012.2

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