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caderno ESPECIAL RADAR

Dicas de livros, DVDs e cursos que transformar茫o sua maneira de conquistar e implementar neg贸cios

ARTIGO

Qual a sua imagem profissional no ambiente de trabalho?

O S S E C SU

O N I N I FEM guir e s a is c re p r e lh u m a 8 passos que ira e rr a c a d o p to o a r a g para che

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EDITORIAL por sheyla pereira

SUCESSO•FEMININO

Sexo

Forte A

mulher não tem mais nada para provar a ninguém quanto à sua importância no mercado de trabalho. Elas chegaram lá e com muita competência, diga-se de passagem. Afinal, não é para qualquer um construir uma sólida carreira ao mesmo tempo em que realiza os afazeres domésticos e cuida dos filhos. Porém, apesar de se encontrar em pé de igualdade com o homem e conquistar, a cada dia, posições de destaque no mundo corporativo, não dá para negar que há diferenças entre os dois sexos na hora de comandar equipes, organizar tarefas, conduzir reuniões, entre outras atividades comuns no dia a dia corporativo. Uma pesquisa da Catho Consultoria em RH intitulada “A Mulher e o Mercado de Trabalho”, realizada nesse ano com mais de 100

mil executivos no Estado de São Paulo, revelou que as piores falhas profissionais atribuídas às mulheres são o fato delas se mostrarem excessivamente inseguras e hipersensíveis. O estudo também revelou os motivos pelos quais houve um crescimento em percentual da presença das mulheres em funções gerenciais e diretivas nas empresas: para 64,75% dos entrevistados, salário menor, maior competência e melhor preparo acadêmico explicam o quadro. Já na opinião de 49,92% dos respondentes, o universo feminino possui melhor capacidade de comunicação. Elas também valorizam mais os subordinados quando estão em posições de liderança, na visão de 31,11% dos ouvidos. Tais contrastes verificados entre os estilos feminino e masculino de gerenciar não significam que um

é melhor que o outro. Mas conhecer os pontos em que se tornam díspares é importante para saber como lidar e saber tirar o melhor de cada um. No caderno especial desse mês, baseado no livro “Pare de reclamar e comece a ganhar – Oito maneiras garantidas de ter sucesso nos negócios”, das autoras Molly Dickinson Shepard e Jane K. Stimmler, (Editora Verus), traremos dicas para que a mulher se posicione de maneira mais estratégica no mercado de trabalho. A obra, que tem como base pesquisas e entrevistas realizadas pelas autoras, visa a abordar de forma clara os erros mais comuns que as mulheres cometem no âmbito profissional, ao mesmo tempo em que oferece a elas dicas para melhorar as suas habilidades. Acompanhe e torne a sua carreira ainda mais surpreendente!

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RADAR ESPECIAL material relacionado SUCESSO•FEMININO

Livros

DVD’s

UNIÃO DOS SEXOS O livro “Homem líder, mulher líder” trata da aplicação prática das informações sobre as diferenças entre homens e mulheres em todos os aspectos da vida empresarial, desde o bem-estar no trabalho, passando pelas vantagens competitivas até o resultado financeiro. Escrito pelo consultor empresarial Michael Gurian e pela consultora em assuntos relacionados ao trabalho, Barbara Annis, este livro soma as descobertas científicas sobre gêneros baseada em exemplos da vida real.

H MAIÚSCULO

Título: Homem Líder, Mulher Líder Autores: Michael Gurian e Barbara Annis Editora: Campus/Elsevier Páginas: 264 Preço: R$ 69,90

NA FRENTE DELES O objetivo da obra não é apontar os erros que impedem a mulher de alcançar seus objetivos, mas sim as características imprescindíveis da liderança feminina. A autora mostra a fundo o significado da palavra “líder” que, para ela, é mais do que a capacidade de liderar um grupo de pessoas, é conduzi-lo aos lugares em que precisam estar. Desse modo, descreve as qualidades fundamentais de um bom gestor, como possuir inteligência emocional e capacidade de influenciar pessoas.

Título: Mulheres lideram melhor que homens Autor: Lois P. Frankel Editora: Gente Páginas: 196 Preço: R$ 33,00

Título: Desvendando o homem brasileiro na empresa Autor: Luiz Marins Vendas: (11) 3067-1414/ www.commit.com.br Preço: R$ 99,00

Curso MULHER EMPREENDEDORA

RELACIONAMENTOS CONSTRUTIVOS A inteligência emocional é uma característica que deve ser perseguida com afinco por homens e mulheres que desejam virar líderes de sucesso. Na obra, são abordados conceitos desse tipo que devem ser introduzidos nas relações profissionais. Afinal, no competitivo mercado de hoje, qualidades técnicas são importantes, mas o que fará realmente a diferença será a sabedoria de conquistar pessoas.

Para aprender como uma mulher pode obter sucesso no mundo dos negócios é necessário conhecer as técnicas utilizadas pelos homens. Conheça o homem brasileiro e aprenda como trabalhar e vencer com ele. Sob uma ótica antropológica, este DVD ensina como pensa e trabalha o brasileiro e discute as características que podem fazer dele um sucesso, tais como: o diálogo, o contato pessoal e o envolvimento, fatores fundamentais para uma maior integração no trabalho.

Título: Inteligência emocional no trabalho Autor: Hendrie Weisinger Editora: Objetiva Páginas: 220 Preço: R$ 41,90

O curso, com carga horária de 16 horas, tem o objetivo de ensinar a mulher moderna a criar uma empresa, ou seja, despertar em mulheres sua identidade feminina e fortalecer a sua auto-estima para que se descubram capazes de iniciar empreendimentos, gerando renda e ocupação. No conteúdo programático, temas como o fortalecimento da identidade feminina, auto-estima e a mulher e o empreendedorismo. Informações: 0800 570 0800, ou procure o Escritório Regional do Sebrae - São Paulo mais próximo de você. www.sebraesp.com.br

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A P R E S E N TA Ç ÃO por sheyla pereira

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Estratégia T

Vencedora

odas as conquistas alcançadas pelas mulheres no mercado de trabalho não aconteceram do dia para a noite, foram fruto de décadas e décadas de luta para mostrar que tinham as mesmas capacidades profissionais de seus maridos, namorados, irmãos, pais, cunhados, primos, amigos, chefes, ect., ect., ect. Mas toda essa batalha não foi em vão. Elas chegaram lá. Assumiram as rédeas da própria vida, garantiram a independência financeira e se impuseram como gestoras de sucesso. No meio corporativo são inúmeros os casos de sucesso: Luíza Helena Trajano, do

Magazine Luiza, Chieko Aoki, da rede Blue Tree, Lucília Diniz, sócia do Pão de Açúcar, entre outras. Entretanto, para ser uma delas, há um longo e trabalhoso caminho a percorrer. Fora do universo dessas vencedoras, é inegável que, em muitas situações, ainda existe um certo preconceito contra as mulheres no mercado de trabalho, algumas vezes permitido por elas mesmas. Para quebrar algumas barreiras ainda existentes e merecer o respeito de todos os seus colaboradores, a Carreira&negócios preparou um caderno especial baseado no livro “Pare de reclamar e comece a ganhar – Oito

maneiras garantidas de ter sucesso nos negócios”, das autoras Molly Dickinson Shepard e Jane K. Stimmler, (Editora Verus). A proposta é mudar a cabeça daquela mulher que, apesar de todos os avanços, ainda se acha inferior ao homem no mercado de trabalho. “São muitas as mulheres que se queixam de ser passadas para atrás apesar de seu empenho. Nós, mulheres, estamos sempre em desvantagem na hora de nos integrarmos a uma cultura predominantemente masculina, o que nos puxa para trás e provoca grande frustração”, afirmam as autoras. Entre outras dicas, elas propõem: • Trabalhe de modo sábio e torne-se conhecida pelas pessoas importantes • Divulgue as suas realizações • Desenvolva uma rede de contatos internos e externos • Comunique suas ideias de maneira efetiva • Crie presença com estilo e impacto • Encontre um supermentor e aproveite ao máximo o relacionamento com ele • Intensifique seu público e assuma o controle de sua carreira • Reserve um tempo para si Aproveite as sugestões e saia da zona de conforto. Boa leitura.

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Faca de

dois gumes N

ão há dúvida de que para transmitir uma informação, o estilo de comunicação entre mulheres e homens é diferente. Elas gostam de contar os detalhes, de contextualizar as histórias e de dramatizar as situações, ao passo que eles são mais diretos e preferem informações pontuais e atuais, como o esporte e a Bolsa de Valores. É essa antiga discussão que as autoras escolheram para fazer a introdução do livro. Como dica, elas destacam a importância de fazer com que o estilo de comunicação do universo feminino seja percebido por todos. Por isso, são necessários

ajustes para que as portas corporativas se abram cada vez mais para elas. Em primeiro lugar, o sexo feminino, apesar de dominar a arte de construir relacionamentos duradouros, por meio de conversas longas e significativas, precisa aprender a ter uma linguagem mais enxuta, para não atrapalhar o ritmo frenético do meio empresarial e ter redes maiores de contatos, ou seja, a diversificação da informação. Se o homem mantém relacionamentos através de vários pontos de contatos e são capazes de demonstrar que possuem vasto conhecimento sobre “quem está fazendo o que”, a mulher é mais afetuosa, mas tem menos contatos, o que atrapalha o chamado “networking”. Por isso, ela precisa fazer distinção entre o comportamento empresarial e social. Em reuniões, a fala dela precisa ser mais estratégica. Para não se perder em detalhes e ser vista como pensadora estratégica, deixe claro que você tem o “quadro geral” em mente, ou seja, demonstre segurança. Porém, é importante usar a assertividade

e não a agressividade. Por exemplo, não é de bom tom desafiar o líder do grupo em público e atacar um colega de modo pessoal. O estilo feminino de pedir opiniões e dar espaço para que todos falem, favorece a inclusão na tomada de decisão, mas pode parecer evasivo ou passivo. Por isso, ouça os vários pareceres, mas com autoridade e propósito. Além disso, preparar-se para a reunião é importante para estabelecer um estilo de liderança. Elabore antes uma lista dos pontos que deseja abordar. Outra dica quanto ao modo de comunicação é não rejeitar piadas a todo o momento ou até uma brincadeira pessoal de vez em quando. Demonstre senso de humor... Seja humana e ao mesmo tempo profissional!

Fuja à regra:

Abandone parte do comportamento educado aprendido na infância como: • Esperar que perguntem sua opinião • Não se gabar de suas realizações • Erguer a mão e ser reconhecida antes de falar • Não dominar a conversa CARREIRA&NEGÓCIOS • 5

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Desenvolvimento

pessoal A rede de contatos no universo corporativo, o famoso networking, é uma das mais importantes ferramentas para obter sucesso na profissão, afinal, negócios se fazem por meio de relacionamentos. Ao abordar esse tema, o livro afirma que o fato de algumas mulheres se sentirem excluídas e isoladas das informações na cultura corporativa se deve à resistência delas mesmas em desenvolver relacionamentos no trabalho, pois são programadas mais para fazer um bom trabalho do que para desenvolver alianças estratégicas, diferente dos homens. Nessa perspectiva, há dois componentes-chave para que a rede de contatos se mostre eficaz. O primeiro é construir relacionamentos dentro da empresa com colegas, chefes, clientes, consultores, vendedores. Outro caminho é fazer contatos fora da empresa

Contatos potenciais • • • •

Amigos Parentes Vizinhos Conhecidos na área profissional • Colegas • Colegas de escola (alunos do ensino médio, faculdade ou pós-graduação)

• Orientadores profissionais (advogados, contadores) • Conhecidos por afiliação religiosa • Outros (use e abuse da criatividade. Você poderá encontrar contatos na academia, no clube e em muitos outros lugares)

para abrir o leque de opções para futuros empregos, além de outras recompensas como a possibilidade de obter informações valiosas, ser conhecida e estimada, aprender habilidades interpessoais e de liderança, criar alianças, fazer brainstormings para buscar novas ideias, obter dicas de negócios, descobrir grupos profissionais, além de ajudar pessoas. Uma boa maneira de começar é fazer uma lista de todos os nomes que se lembrar, estimular o tipo de relacionamento que você tem com ela e demais informações adicionais sobre ela e seus interesses. Posteriormente, se questione se você tem contatos em uma grande quantidade de áreas e a frequência com que faz contato com ela. As autoras classificam como ideais as redes estratégicas “abertas”, ou seja, aqueles em que há uma grande lista de nomes de fora da empresa onde se trabalha. São essas pessoas que colocam o profissional em contato com outros que não são de sua área, etnia, sexo, idade, posição social, nacionalidade e educação. A rede verdadeiramente eficaz abrange concorrentes, especialistas e colegas de carreira do mundo inteiro. Tente abrir a sua rede com contatos que teve em seminários, conferências, festas da comunidade, entre outras ocasiões. Todo lugar é lugar.

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Venda

seu peixe N

o terceiro capítulo, a obra fala da importância da mulher saber vender sua força de trabalho de uma forma positiva e correr mais riscos, assim como os homens, que usam a autopromoção para ganhar dinheiro e poder. As autoras analisam o fato das mulheres terem a crença equivocada de que podem contar com a justiça e o reconhecimento, bem no estilo: “se eu me empenhar, as pessoas notarão”. Se os homens se autopromovem, falando seus talentos e habilidades, as mulheres têm a tendência de achar que a ideia é pura ostentação. A dica que norteio o tópico é: “As mulheres precisam fazer mais alarde. Não espere alguém lhe perguntar o que está fazendo. Faça com que as pessoas na organização conheçam suas realizações”. As autoras, baseadas em estudos, comentam o fato de que o universo masculino arruma empregos melhores, mesmo tendo, às vezes, metade da experiência de suas colegas. Isso porque eles, por terem confianças em si próprios, tendem a se candidatar a um emprego mesmo que tenha apenas 30% das habilidades exigidas. Já elas não se candidatam a não ser que

Confiança é tudo • Faça uma lista de habilidades que você usa para alcançar o sucesso e realizações no trabalho e consulte-a regularmente • Una suas habilidades a sua experiência e às principais realizações em sua carreira • Demonstre suas qualidades de liderança e não tenha medo de usar a palavra “eu” • Não se vanglorie e nem se imponha de maneira inadequada • Promova-se com requinte e sutileza e o respeito virá naturalmente

tenham 100% de chance. Em outras palavras, não são treinadas para ter o “instinto assassino” de correr riscos. Diante da circunstância, é preciso que a mulher faça os seguintes questionamentos: você acha que a sua autoconfiança interfere em sua habilidade para falar do próprio trabalho? Sente-se à vontade para discutir a respeito de seu sucesso? Por incrível que pareça, quanto mais promover a si mesma e suas iniciativas, melhor será para todos os colaboradores que trabalham com você, já que são parte de uma mesma equipe. Como sugestão, a obra enfatiza que as mulheres devem desenvolver uma marca única de autopromoção que destaque seu estilo. Porém, falar de suas habilidades e experiência é algo que deve ser confortável e natural.

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Sorte no JOGO O

quarto capítulo fala sobre um assunto muito polêmico dentro das organizações: ser ou não ser “político”? Especialmente para as mulheres, a questão é complexa, pois usar da politicagem para conseguir algo pode parece abuso de poder ou interesse. Entretanto, o livro trabalha com uma ideia contrária, a de que nem sempre é preciso recorrer a táticas escusas para fazer parte de um jogo político. Ou seja, é possível, sim, respeitar e ser respeitada e, ao mesmo tempo, ser uma jogadora perspicaz e construir boas alianças. Nesse contexto, ser política não significa mentir ou apunhalar pelas costas e sim colaborar, compartilhar informações e fazer o que é certo, para você e para a companhia em que trabalha. Mas para que suas ideias sejam adotadas e mudanças organizacionais aconteçam, é preciso aprender a “jogar o jogo”. As sugestões para isso são muitas na obra. A primeira é guardar um pouco do entusiasmo e esperar a hora certa pa-

ra contar seus planos e isso deve ser feito aos poucos. O momento certo deve ser definido através da intuição. O segundo e importante passo é ser uma pessoa colaborativa, fácil para a mulher que tem esse traço enraizado. Isso porque ninguém caminha sozinho, em algum momento todos nós precisamos de apoio, conhecimento técnico e experiência alheia. Outro conselho ofertado pelas autoras e que pode parecer estranho aos olhos de muitos, é para aproximar-se do inimigo. Se você tem uma meta que precisa se alcançada e se os interesses forem os mesmos em determinado momento, esqueça o passado e mostre seu propósito. Mas não se esqueça, é claro, de que essa pessoa não é sua amiga e sim uma aliada temporária. Além disso, antes de montar qualquer estratégia, analise quem toma a decisão final, as opiniões dessa pessoa e quem a influencia. Fique de olho “no todo” antes de planejar seu ataque. No mais, trate de conhecer bem a cultura da empresa on-

de atua, fique de olhos abertos nas mudanças que ocorrem no panorama político da companhia e de que modo você pode ampliar as suas alianças e quais os colegas que pode trazer para o seu lado. Contudo, para usar da política corretamente, é preciso estabelecer um estilo coerente e consistente de comportamento.

Você é uma jogadora astuta? • • • •

Comunica-se com tato? Escuta os outros? Cultiva relacionamentos? Tem boa noção de quem são os principais profissionais? • Sabe quando recuar?

• • • • •

Compreende a cultura? Escolhe suas batalhas? Constrói alianças? É flexível? Pensa nos interesses da empresa?

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Ao MESTRE M

esmo depois de chegar ao topo, todo mundo precisa de um exemplo, um líder maior a quem se espelhar e pedir orientação. No universo empresarial, essa pessoa é chamada de mentoring, ou seja, mentor. As autoras esclarecem, no entanto, que o mentoring serve melhor aos homens que às mulheres, porque elas os consideram como aliados e protetores, enquanto eles o utiliza de maneira mais ativa, para adquirir, por exemplo, visibilidade. Por isso, as dicas às mulheres trazidas no quinto capítulo é a utilização desse mentor de maneira mais efetiva para aumentar as chances de avançar na carreira e menos passiva. Para aproveitar ao máximo esse relacionamento, as mulheres precisam pensar nas áreas e em que momento da carreira esse profissional será mais útil. Por isso, os questionamentos a seguir são bem-vindos: você quer ajuda para se promover? Precisa de conselhos? Não tem certeza de suas habilidades para lidar com as situações? Tem dificuldade em conciliar trabalho e família? Precisa de exposição em outra área empresarial? Quer imitar o estilo do mentor? Precisa de alguém que a ajude a ser mais política? Todos esses são pontos que podem se abordados com um mentor. Existem diferentes tipos de men-

toring para cada degrau da escada corporativa: no início da carreira, no nível gerencial, no nível executivo e no nível alto executivo. Há também variados tipos de mentoring: formal (escolhido por você através de um processo da empresa), superior (executivo com cargo alto), modelo (admirado por você), amigo (um colega que esteja em pé de igualdade com você), invisível (quando você está sendo mentoreada de longe), self-mentoring (por meio de observação, você pode obter insights de pessoas dentro e fora da empresa) e recíproco (ambas as pessoas agem como mentor e mentoreado). Se você sentir necessidade, pode ter mais de um mentor ou até mesmo múltiplos mentores. Pode ser, por exemplo, uma mulher em posição sênior que tenha ex• periências que sirvam de lição para o seu momento e um homem que apresen• te vários contatos corporativos. Cada um seria valio• so à sua maneira. Por último, se sua empresa não tem um processo específico de mentoring ou programa para mulheres, tome a • iniciativa de criar um. Não se esqueça de envolver os homens importantes da • empresa no processo.

Se deixe mentorear Planeje visitas ou telefonemas a seu mentor pelo menos durante seis semanas para manter viva a relação Dê sempre um feedback ao seu mentor sobre as ideias sugeridas por ele Não se preocupe se o seu mentor não personificar todos os estilos e comportamentos que você está tentando aprimorar Se perceber que seu mentor está tendo dificuldades na carreira, prepare-se para repensar a sua estratégia Permita ao mentor lhe dar um feedback sincero quanto ao estilo que você tem apresentado, não fique na defensiva

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Cuide de

você mesma

Contatos potenciais • Ter sentimento de culpa – quando está no trabalho sente vontade de estar em casa e viceversa • Bancar a boa menina – dizer sim quando precisa dizer não • Questionar tudo em sua vida – só porque você teve um dia ruim não quer dizer que fez más escolhas • Estar sempre em busca da perfeição – é preciso ter metas mais realistas • Negligenciar a si mesma – embora seja mais fácil desmarcar com a família do que decepcionar o chefe, às vezes essa não é a melhor escolha • Fazer tudo sozinha – há momentos em que é necessário pedir ajuda • Deixar as suas fundações ruírem – embora sua vida tenha muitas facetas, o centro dela é a sua família

A

mulher acumulou nos últimos anos inúmeras funções e, muitas vezes, acaba pagando um alto preço por isso. É dela o papel de cuidar dos filhos, organizar a casa, fazer o planejamento doméstico, enfim, pensar, agir, ser chefe, amiga, esposa...Tudo isso, é claro, acarreta um desequilíbrio e uma sobrecarga muito maior para as mulheres do que para os homens. Depois de um dia no escritório, com carga horária que às vezes ultrapassa as 10 horas, elas chegam em casa para mais uma jornada. Se a questão estiver fora do controle, as autoras sugerem que as tarefas sejam delegadas a outras pessoas e reestruturadas. A proposta do livro não é dar uma resposta clara sobre como equilibrar trabalho e vida pessoal e sim apresentar alguns questionamentos, subdivididos em quesitos,

que ajudarão o universo feminino a averiguar se as escolhas feitas trazem a tão almejada recompensa. O primeiro quesito diz respeito ao trabalho/ vida pessoal. Você se sente bem com o rumo que a sua carreira levou? Está em processo de crescimento na vida profissional? Até que ponto seu chefe apoia a sua carreira? Há flexibilidade em sua posição? Você tem tempo para outras atividades em sua vida? Se as respostas não forem satisfatórias, atreva-se a mudar. Não tenha medo de considerar essa hipótese. Mas sempre escute outras opiniões antes de fazer uma mudança radical. O segundo quesito é a personalidade. Aqui os questionamentos são: eu tenho problemas com perfeição e controle? Tenho energia suficiente para fazer tudo o que me é imposto? Como lido com o estresse? Faço muitas coisas ao mesmo tempo? Não tenho tempo para mais nada? Os traços da personalidade podem depor contra ou a favor de você à medida que sua vida se torna mais complexa. Já no quesito filhos, a questão ganha um peso maior, pois se torna mais difícil encontrar o equilíbrio entre as esferas profissional e pessoal. Por isso, se lembre de questionar se o tempo que você passa com seu filho é suficiente, se seu marido participa da educação das crianças e ainda se o modo como você cria seus filhos é satisfatório.

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Aprenda a se

destacar P

ara se destacar em meio ao competitivo universo masculino, as autoras ensinam as mulheres a se portar em uma reunião. As dicas são: refletir as emoções na sala por meio de sua linguagem corporal e contato visual; usar a voz de maneira efetiva, baixando o timbre e modulando a fala; vestir-se de maneira formal; criar um tom íntimo e pessoal e esperar que todos se sentem antes. O livro destaca que essas são algumas das qualidades que dão às mulheres o impacto que precisam para exercer uma influência significativa e positiva sobre os demais. Um dos temas abordados nesse capítulo é o fato de ser difícil para as mulheres estabelecerem sua autoridade. Por isso, é importante olhar ao redor e observar o estilo e o comportamento das líderes bem-sucedidas e aprender com elas o que dá certo e o que não dá. Além disso, para que a mulher desenvolva bem a sua habilidade como líder, é necessário que pense nas coisas que faz bem, nos esforço que fez para chegar na posição em que está e todas as habilidades que possui. Não enfatize as

suas falhas, e sim acentue os seus pontos positivos. Porém, não confunda confiança com arrogância. É preciso falar com autoridade e não com presunção. Antes de acertar o tom da liderança, não há problema algum em experimentar algo que funciona para os outros e ver se combina com você. Caso se sinta à vontade com a técnica, tente incorporá-la. Procure descobrir também como os outros a veem, através de um feedback assertivo de terceiros, que pode ser solicitado de várias maneiras. Uma forma é através de um pedido de análise de 360 graus, conduzido por um profissional de recursos humanos ou por outras pessoas que trabalham com você. Uma opção é perguntar se a empresa pode providenciar um coach para trabalhar com você. Caso não consiga nada do RH, ou se a empresa onde trabalha não tiver condições de bancar tais iniciativas, existe a opção de pedir um feedback ao chefe ou ao mentor ou, ainda, procurar um consultor de imagem que possa aconselhá-la profissionalmente sobre sua aparência e estilo.

Qualidades da liderança • • • • • • •

Ligar-se aos outros Ser confiável Ter a mente aberta Ser decisiva Comunicar-se Arregaçar as mangas Ser elegante mesmo sob pressão • Correr riscos de rejeição • Ter visão • Explorar as forças

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Tome as rédeas de sua A

carreira

té aqui foram apresentadas algumas propostas para que sua carreira dê um “salto” de qualidade. Entretanto, se mesmo assim você se sente desmotivada, seja com o chefe, com o trabalho ou com a cultura da empresa, talvez esteja na hora de traçar novos planos. O primeiro passo é tentar detectar onde a sua carreira estagnou. São vários os itens que podem ser repensados. Um exemplo é o quesito promoção. Quando você teve seu último aumento? Seus colegas foram promo-

vidos enquanto você não foi? Tem a habilidade e a experiência para avançar? Comunicou com clareza seu interesse para determinada promoção? Outro item é o feedback. Há quanto tempo você o recebeu e em quais circunstâncias? Pense em verificar os resultados com seu chefe. Também pode ser reavaliado o tema projetos. Você é incluída em projetos interessantes? Você é convidada para reuniões estratégicas nas quais serão discutidas metas futuras de seu departamento? Por último, verifique o tema respeito. As outras pessoas levam em conta a sua opinião e procuram os seus conselhos? Se algo vai mal em sua carreira, talvez seja a hora de fazer um planejamento a longo prazo. Isso significa traçar metas para adquirir

habilidades e experiências necessárias para avançar. Sem isso, você pode ficar “amarrada” a cargos que não impulsionam a sua carreira. É preciso avaliar as oportunidades que a empresa oferece às mulheres em termos de programa de desenvolvimento e liderança. Avalie também as suas habilidades como empresária e não como funcionária. Talvez a saída seja abrir o próprio negócio. Para isso, verifique se você tem experiência geral em negócios, conhecimento específico na área que deseja atuar, capital e clientes, equipe competente e confiável, habilidades de liderança, atitude, disposição para correr riscos, flexibilidade, foco, dom para vendas, capacidade para coordenar entregas e vendas e, principalmente, independência.

Você pode controlar

Você não pode controlar

• Redes de contatos • Novas habilidades e experiências • Atualização • A comunicação de suas metas e experiências • O aprimoramento do currículo

• Seu chefe • A cultura da empresa • A situação financeira da empresa • As políticas empresariais • As mudanças tecnológicas • As mudanças nas condições do mercado

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ARTIGO por Wilson Mileris*

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Mulheres na

Liderança der sobre áreas em que precisa melhorar. A autoconfiança é a admissão e confiança nas próprias habilidades. Líderes autoconfiantes demonstram segurança para aceitar desafios e tarefas difíceis, bem como assumir posição no seu grupo. A mulher que quiser liderar precisa desenvolver a capacidade de administrar os próprios impulsos e emoções negativas e canalizá-los de maneira útil. Com autocontrole conseguem se manter calmas e com mente clara mesmo em situações de crise ou estresse. Em primeiro lugar, a profissional deve ser apaixonada pelo seu trabalho, pela empresa e pelas pessoas que ela lidera. Ao falar em paixão, refiro-me àquela vibração sincera, profunda e genuína em relação ao trabalho. Amam aprender e crescer, e se sentem muito estimuladas quando as pessoas ao seu redor também aprendem e crescem. A mulher líder tem que avançar sempre, prosperar agindo e lidar com mudanças. Com energia positiva são em geral extrovertidas e otimistas. Conversam com naturalidade e fazem amigos com facilidade. Começam o dia com entusiasmo e geralmente o terminam da mesma maneira, e raramente parecem cansadas durante a jornada. Na minha opinião, independente se for homem ou mulher, o profissional que comanda um grupo tem que ter a capacidade de olhar para o futuro. As pessoas esperam líderes dotadas

de senso de direção e de preocupação com a equipe e a organização. Um bom líder tem que começar pensando no fim, conscientizando-se de qual seja o sonho que quer realizar, e depois imaginar como proceder para que isso aconteça. Além disso, tem que ser entusiasmado, estimular a equipe, impulsionando-a a buscar objetivos e superar metas. Valorizar as pessoas, comprometendo-se com o desenvolvimento delas e inspirar uma visão compartilhada adotando a postura de que toda organização, todo movimento social, começa com um sonho.

DIVULGAÇÃO

N

o meu ponto de vista, um dos maiores problemas que as mulheres enfrentam ao exercer cargos de liderança, é ter que mostrar todos os dias, através de comportamentos impecáveis, sua capacidade e potencial de “incorporar” algumas tarefas. Vejo que as mulheres modernas se veem divididas entre a família e o trabalho e, consequentemente, estão insatisfeitas em ambas as áreas. Ampliando a autoconsciência para minimizar os efeitos dos preconceitos, o machismo reinante no ambiente corporativo e o complexo de inferioridade. Quando falo em autoconsciência quero destacar que as mulheres que desejam vencer no mundo corporativo devem desenvolver a capacidade de conhecer os próprios estados interiores, preferências, recursos e intuições. A capacitação desta competência está subordinada aos seguintes aspectos: autoavaliação, autoconfiança e percepção emocional. A autoavaliação significa conhecer os próprios pontos fortes e limitações, a autoconfiança representa a certeza do próprio valor e capacidade e a percepção emocional é o reconhecimento das próprias emoções. A autoavaliação facilita a exibição de um senso de humor acerca de si própria e aumenta a disposição de aceitar críticas e abertura para apren-

* Wilson Mileris é especialista em motivação. Atua há 26 anos como conferencista, treinador e consultor nas áreas de liderança, motivação e vendas. Atualmente realiza treinamento prático e personalizado que prepara e habilita o participante a apresentar palestras de qualidade com tratamento profissional.

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A profissional De que maneira eu contribuo para a cristalização de uma imagem profissional no ambiente de trabalho?

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imagem profissional é o tema deste questionário destinado à mulher que, na atualidade, não conta com o glamour das passeatas reivindicatórias de direito ao voto que marcou o início do movimento em 1848, nem com a queima de sutiãs da década de 1960. Se você seguir as orientações abaixo e evitar as respostas tendenciosas, este exercício pode contribuir para caracterizar a sua atuação neste contexto. A mulher líder tem que avançar sempre, prosperar agindo e lidar com mudanças. Com energia positiva são em geral extrovertidas e otimistas. Conversam com naturalidade e fazem amigos com facilidade. Começam o dia com entusiasmo e geralmente o terminam da mesma maneira, e raramente parecem cansadas durante a jornada. Na minha opinião, independente se for homem ou mulher, o profissional que comanda um grupo tem que ter a capacidade de olhar para o futuro. As pessoas esperam líderes dotadas de senso de direção e de preocupação com a equipe e a organização. Um bom líder tem que começar pensando no fim, conscientizando-se de qual seja o sonho que quer realizar, e

depois imaginar como proceder para que isso aconteça. Além disso, tem que ser entusiasmado, estimular a equipe, impulsionando-a a buscar objetivos e superar metas. Valorizar as pessoas, comprometendo-se com o desenvolvimento delas e inspirar uma visão compartilhada adotando a postura de que toda organização, todo movimento social, começa com um sonho.

1) Quando alguém do sexo masculino me critica, de imediato eu penso: 1A) Se eu fosse um homem, ele não me diria isto! 1B) Esta crítica tem fundamento ou não? 1C) Que autoridade esta pessoa tem para me censurar? 2) Se um superior hierárquico me convida para jantar: 2A) Fico imaginando o que foi que eu fiz para dar-lhe a impressão de que estaria interessada em jantar com ele. 2B) Lembro a ele que isto pode ser considerado “assédio sexual”.

2C) Considero isto um reconhecimento pelas minhas contribuições à empresa.

3) Quando um (ou uma) colega de trabalho começa a falar a respeito de seus problemas particulares, referentes a assuntos nãoempresariais: 3A) Eu lhe digo uma frase do tipo “Você vai tirar tudo isto de letra!” e encaminho o foco da conversa para os negócios. 3B) Ouço tudo que ele tem a dizer e o auxilio a manter uma postura racional diante de cada problema. 3C) Depois de entender sua situação e expectativas, demonstro solidariedade e faço o que estiver ao meu alcance para ajudar. 4) Quando um(a) colega me conta uma fofoca: 4A) Procuro selecionar os dados que me interessam diante de tudo que diz. 4B) Busco identificar quais são as suas intenções ao me trazer estas notícias. 4C) Sugiro que mudemos de assunto, deixando claro que não participo de redes de intriga.

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TESTE Sebastião de Almeida Júnior *

5) Quando alguém do meu convívio profissional elogia minha beleza, elegância, simpatia ou gentileza: 5A) Eu me sinto lisonjeada. 5B) Já pergunto de cara “O que você está querendo?” 5C) Eu entendo que este alguém quer manter um relacionamento amistoso comigo. 6) Quando eu me apaixono

por alguém do meu convívio profissional: 6A) Eu procuro me aproximar desta pessoa de maneira cautelosa. 6B) Busco uma amiga comum para pedir-lhe que sonde as possibilidades de um relacionamento mais íntimo. 6C) Não deixo transparecer qualquer sinal a fim de prevenir problemas para ambos.

7) Ao ser convidada a competir por uma oportunidade de promoção ou de participação em um projeto importante para a empresa onde trabalho: 7A) Procuro imediatamente identificar os outros competidores para avaliar minhas chances. 7B) Avalio se o cargo ou o projeto representam efetivamente uma oportunidade de crescimento profissional para mim. 7C) Aceito de imediato, pois isso é ótimo para demonstrar meu valor. 8) Meu superior hierárquico

me designa a representar a empresa durante um evento programado para o horário noturno, exatamente na data e horário programados para uma reunião de família: 8A) Comunico a este a prévia existência deste meu compromisso familiar.

8B) Digo a ele que não poderei representar a empresa nessa oportunidade. 8C) Confirmo minha presença e desmarco meu compromisso com a família.

9) Quando meu parceiro

(namorado, marido ou assemelhado) cobra mais atenção da minha parte: 9A) Pergunto se ele acredita que pode me proporcionar todo conforto que a minha dedicação ao trabalho tem me proporcionado. 9B) Procuro encontrar uma maneira de compensá-lo pelas minhas ausências. 9C) Avalio até que ponto estou exagerando na ênfase para a minha vida profissional.

10) Ao negociar com clientes e fornecedores, considero que: 10A) A sedução bem dosada pode ajudar a abrir algumas portas e até a conquistar algumas vantagens. 10B) Os valores e crenças do outro negociador precisam ser levados em consideração, independente de seu sexo, idade ou formação. 10C) A minha argumentação tem um valor equivalente ao de minha imagem profissional. Questão 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10

Pontuação Acima de 15 pontos

A sua atuação tem grandes chances de contribuir para a valorização do humano no ambiente de trabalho. A manutenção desta postura demandará muita atenção e energia de sua parte.

Entre 10 e 15 pontos

A sua postura pode ser vista como indefinida ou inconsistente por alguns. Talvez fosse aconselhável você rever os seus hábitos e critérios de tal forma que sua imagem profissional possa colaborar para a manutenção de relacionamentos mais equilibrados.

Abaixo de 10 pontos

A sua atuação tem pouca chance de contribuir para a valorização da mulher no ambiente de trabalho. Quem sabe você tenha cedido demais às tentações de momento. Fique atenta!

Resposta Pontuação Resposta Pontuação Resposta Pontuação 1A 0 1B 2 1C 1 2A 1 2B 0 2C 2 3A 0 3B 1 3C 2 4A 0 4B 1 4C 2 5A 2 5B 0 5C 1 6A 2 6B 1 6C 0 7A 1 7B 2 7C 0 8A 2 8B 1 8C 0 9A 0 9B 1 9C 2 10A 0 10B 2 10C 1

Meu total de pontos: CARREIRA&NEGÓCIOS • 15

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HOLOFOTE por sheyla pereira

SUCESSO•FEMININO

Escritora lança livro para mulheres que querem dominar o mercado de trabalho, mas sem perder a feminilidade

F

acilitadora de cursos, palestrante empresarial e comportamental, especialista na área de pesquisa de marketing empresarial e pessoal, além de escritora e colunista de vários veículos de comunicação. A vida de Fádua Sleiman é típica de uma mulher moderna. Para contar a experiência adquirida através de anos de contato com as pessoas em seu ambiente de trabalho, escreveu o primeiro livro de autoajuda corporativa do Brasil chamado “Marketing de B.a.t.o.m”. O objetivo da publicação é auxiliar não apenas as mulheres, mas também os homens de sensibilidade para entender como elas se comportam, suas necessidades, desejos e anseios, por meio da estratégia do B.a.t.o.m. “Durante dois anos fiz pesquisas sobre empreendedorismo feminino e resolvi escrever de uma forma simples e objetiva o que faltava para as mulheres alcançarem o sucesso profissional”, afirma. A Carreira&negócios conversou com a escritora.

Carreira&negócios (C&n): Por que seu livro chama-se “Marketing do B.a.t.o.m”? Fádua Sleiman (FS): A estratégia

do b.a.t.o.m aborda temas que normalmente as mulheres não dão a devida importância. A letra B vem da palavra batalha; A de assertividade, isto é, desmistificar a fama de falante. T é de testosterona, ou seja, desafiar mais, ser mais arrojada em seus projetos. Já a letra O significa orientação profissional, que quer dizer a ausência de uma educação empreendedora. Por fim, M, que considero o fator mais determinante, é o marketing de guerrilha. As mulheres ficam com vergonha de assumirem que gostam de dinheiro, de independência financeira, de subir no salto do sucesso. A maior mensagem do marketing de b.a.t.o.m é difundir a ideia de que o sucesso profissional está ligado sim a felicidade e que todas as mulheres têm o poder de transformar suas vidas. (C&n): Por falar em batom, as mulheres sacrificam a vaidade em nome da carreira? Como conciliar as duas coisas? (FS): A liderança, assim como o espírito corporativo, é uma das demandas das empresas e esta conquista tem levado algumas mulheres a endurecer e até mesmo a projetarem uma figura arrogante junto a seus parceiros. Tudo isso

DIVULGAÇÃO

Nem tão cor de rosa

porque as mulheres não foram criadas para o mercado de trabalho e sim para o casamento. Elas estão aprendendo a lidar com a conjunção do mundo corporativo e com a vida pessoal, porém, à custa de muita pressão exercida por ela mesma. Isenção de culpa deve ser o slogan da mulher moderna. Beleza, charme e feminilidade fazem parte da nossa essência e levar para o mundo corporativo estas qualidades é levar também a alegria.

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Carreira&NEGOCIOS #015 - ESPECIAL  

Caderno especial da Revista Carreira&NEGOCIOS, falando sobre a mulher no mercado de trabalho e em busca de oportunidades vantajosas.

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