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cabeça! — E por que não liga para ela? Antes que ele pudesse responder, Olly foi chamado por um aluno. Dando uns tapas no ombro do amigo, ele partiu, deixando Zane perdido em seus pensamentos. Bem queria ligar para Quinn! Só mais uma noite perdido naquele corpo não seria nada, nada mau! No entanto, àquela altura, a garota devia estar furiosa com ele, por não ter entrado em contato antes. Suspirou fortemente. Talvez sua oportunidade já tenha passado, pensava. E para piorar, Camille voltara a ligar. Algum tempo atrás, ansiava por ouvir a voz dela. Agora não mais. Não retornava. Assim, ela passou a enviar mensagens possessivas, do estilo: O que você tem com a Armentrouth? Ou o que vocês estavam fazendo juntos naquela sorveteria? E quando percebeu que de fato não seria respondida, lançou mão de ameaças, como: Você não sabe com quem está se metendo? Isso não vai ficar assim! Você ainda vai se arrepender por me ignorar! Nem estranhou o fato de a garota saber onde estivera e com Quinn. Sabia que ela tinha muitas ligações. Recolhendo suas coisas, rumou para o vestiário. Para isso, teria de passar diante do bar. — Moças! — cumprimentou com um sorriso torto. — Já para o chuveiro, Zane? — perguntou uma delas num tom bem sugestivo. — Sim, já deu para mim hoje. — Deixe-nos saber se precisar de ajuda, querido. — Oferecia outra. Ele apenas sorriu em retribuição. Não era tímido e com certeza em outras épocas teria aceitado o convite velado das garotas. Mas não naquele dia. E às vezes se assustava com o desprendimento das mulheres modernas. Mesmo já tendo usufruído disso antes, muitas vezes. Na segunda-feira, logo pela manhã, depois de um fim de semana que se arrastou, Quinn já estava na porta da Harper’s. Sairia com as amigas para se distrair, mas fora em vão. A cada toque ou vibrar de seu celular, uma ponta de esperança se apossava dela. E ao constatar que não era Zane Hudson ligando, ficava furiosa consigo por ainda esperar por aquilo, passados tantos dias do encontro deles. E para piorar, começara a receber mensagens com tons ofensivos, chamando-a de vadia, vaca, coisas do tipo. Não conhecia o número. Nem tentou responder. Não tinha paciência para esses joguinhos. Só podia constatar que o sujeito era um galanteador, que fazia todas as mulheres que usava se sentirem as únicas, especiais! Cachorro! Ela bufava para si mesma, descendo de seu Corvette e já visualizando o Maverick no estacionamento. Esperava realmente não o encontrar! Mas se o fizesse, temia despejar na cara dele umas verdades! Revirou os olhos, seguinte para a loja. Ela nem mesmo tinha o direito de dizer o que queria para ele! Nem se conheciam, Zane sequer sabia o que esperar dela. E, muito facilmente, fora Quinn quem o convidara para sua casa. E lá estava de volta naquele sentimento bipolar de se odiar e odiar o homem! Ele não tinha o direito de ser tão gostoso, de fazê-la gozar tantas vezes seguidas, fazê-la se comportar como uma cadela no cio, para depois simplesmente sumir! Retirando os óculos de sol, reformulou o pensamento: não queria encontrar Zane Hudson na sua

Patrícia rossi zane  
Patrícia rossi zane  
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