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— Sei — ouviu-o balbuciar, sua mão subindo um pouco mais por sua coxa. Limpando a garganta e ainda tentando manter o raciocínio lógico, comentou que havia mais convidados, sem entrar em detalhes. Outra lambida sobre a massa gelada e sentiu-o deslizar a mão ainda mais, separando um pouco suas coxas. Oh, Deus, mais um pouco e ela não seria capaz de respirar. Um esticar de dedo e ele encontraria sua minúscula calcinha molhada. Tentando baixar sua própria temperatura, deu outra longa e lenta lambida em seu sorvete. Só que ela não sabia que Zane estava atento em cada gesto seu. Assim, ele apertou sua coxa com um pouco mais de pressão. Quinn primeiro fitou a mão grande em sua perna. Então o encarou e percebeu o que acontecia. Arqueando uma sobrancelha, terminou sua lambida, agora com mais vagar ainda. Vislumbrou a pupila dele se tornar maior, quase encobrindo o verde de seus olhos. — Você por acaso ouviu o que eu disse? — provocou-o. — Inferno, não! Eu não pude pensar em qualquer outra coisa, com você lambendo esse maldito sorvete... E antes que Quinn pudesse ter qualquer reação, Zane segurou sua nuca, buscando seus lábios ainda gelados pelo sorvete. Ok, eles estavam no meio de uma sorveteria e ele tomava sua boca com fome, numa cena quase erótica, mas ela pouco se importava. Enlaçou o pescoço dele e aproveitou o contato. Logo a língua dele reivindicava passagem e ela prontamente o permitiu, entreabrindo os lábios. Oh, como beijava bem aquele homem! Tentou equilibrar o sorvete em sua mão, mas sabia que ele logo escorreria e corria o risco de molhá-lo. Mas como interrompê-lo? Quando ele sugou sua língua, um gemido escapou do fundo de sua garganta. Quase lamentou quando ele quebrou o contato. — Melhor irmos embora, não acha? — sugeriu ainda junto a seus lábios, ofegante. — Acho... Acho uma boa ideia... — concordou rapidamente. Mas então, notou o estrago em sua mão, por conta do sorvete que derretera — mas primeiro preciso lavar minha mão. — Vá. Espere. Você veio de carro? — Não, vim de táxi... — Ótimo! Vou buscar o carro e te espero lá fora, certo? — Certo. Ao se fitar no espelho do banheiro, notou como seus olhos brilhavam. Até que não precisara usar de muita sedução com Zane. A forma com que ele a olhava, como se não pudesse se conter, a fazia se sentir uma mulher sexy. E aquilo fazia um bem enorme para o ego dela. Zane a aguardava na porta da sorveteria com o motor ligado. Quando a avistou vindo em sua direção, desceu rapidamente e deu a volta para lhe abrir a porta. Foi impossível não lhe admirar as longas e torneadas pernas. Porra, aquela saia! Fazia-o querer rezar em agradecimento por seu comprimento diminuto. Ela caminhava sinuosa, seu corpo esguio e quente, seus cabelos se esvoaçavam a cada passo... E até os seios dela pareciam seguir um compasso, num lento e delicioso sobe e desce. Oh, bom pai, ele tinha de foder aquela garota naquela noite! E como lhe agradava o jeito dela, sem qualquer frescura ou do tipo de garota que gosta de enrolar um cara, quando na

Patrícia rossi zane  
Patrícia rossi zane  
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