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24º

Como Quinn supunha, assim que Camille se viu recuperada do tapa, partiu para cima e sua amiga rumou para pegar Júlia. Mas o que a ruiva e sua parceira não imaginavam era que as garotas já tinham tido aulas de defesa pessoal. Dessa forma, com dois movimentos, já tinham dado o golpe chamado mata leão, imobilizando suas oponentes. Camille e a latina se debatiam, na tentativa frustrada de escapar. Assim que a ruiva sossegou, cansada, Quinn começou a dizer em seu ouvido: — Eu tenho de dizer que você merecia mais uns tapas bem dados, garota! Uma surra a qual deve ter lhe faltado quando era criança! E eu juro que minha vontade é de esfregar sua cara nesse chão imundo! Mas não vou descer ao seu nível! Só quero lhe dar um aviso: deixe Zane e a mim em paz, está entendendo? Seus joguinhos não serão suficientes para nos separar, então aceite que perdeu essa, sua idiota! Assim que notou a aproximação dos seguranças da casa, soltou a mulher e ergueu suas mãos, para demonstrar que estava apenas se defendendo. Mas isso não foi o suficiente, pois quatro caras enormes, sem querer saber do que estava acontecendo, agarraram todas, com brutalidade: — O que está fazendo? — esbravejou, se debatendo, tentando. — Sem bagunça no recinto, moça! — disse o brutamonte, arrastando-a pelo braço. — Mas... Eu só estava me defendendo... — Hey, tire suas mãos de cima dela! — era Zane quem surgia, arrancando-a dos braços do sujeito, irado. — Você conhece essa moça? — Claro! É minha garota! E essa é amiga dela — apontava para Júlia. Como era conhecido da casa, logo foi atendido e o outro sujeito soltou a loira — Você está bem? — inquiria para Quinn, segurando seu rosto entre as mãos, examinando-a. — Estou sim — ela balbuciou, meio confusa. Zane a acolheu em seus braços, trazendo também a amiga dela para perto dele. Então se dirigia ao chefe dos seguranças, mas olhava com expressão fechada para Camille, que ainda estava imobilizada

Patrícia rossi zane  
Patrícia rossi zane  
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