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o c i r a t l a S O

ANO XV - 1999 / 2000

N.º 2

TRIMESTRAL

Editorial Mais uma edição do nosso jornal escolar e, desta vez,

ESCOLA E.B. 2,3 DE LAMEGO

Especial Natal

uma muito especial, a do Natal. As suas páginas, impregnadas de espírito natalício, testemunham

sentimentos,

desejos, reflexões que invadiram alguns pequenos escritores da Escola E.B. 2,3 de Lamego, na passagem desta época. Os seus artigos falam de magia, de esperança, de alegria, de amargura, de partilha, de solidão, e deles ressalta uma grande necessidade de congregar o mundo na vivência deste Natal, dentro dum espírito de Paz, Amor e Solidariedade.

Neste número: A nossa Escola

Página 2

O Cantinho do Poeta

Páginas 3 e 4

O que eles dizem e sonham

Páginas 5 a 11

Artigo de Opinião

Página 12

Página do Inglês

Página 13

Página do Francês

Páginas 14 e 15

Passatempos / Curiosidades Página 16


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A Nossa Escola

A Minha Escola Sabem, eu adoro a minha escola. Chama-se E. B. 2, 3 de Lamego e situa-se na Rua de Fafel. Os meus professores são muito bons e os funcionários também. Dos meus colegas, gosto imenso. É com eles que eu converso, brinco e, às vezes, me zango. Sabem, é que eu não tenho irmãos e eles são um pouco como “meus irmãos”. Quando temos feriados, não nos deixam desamparados, pois há quase sempre professores que vão substituir o que faltou. Caso isto não aconteça, vamos para a biblioteca. É um espaço onde podemos estudar e onde temos computadores, livros e jogos. A nossa cantina também é muito boa e espaçosa. As turmas não comem todas juntas, por causa dos horários, mas, se comessem, não havia problema porque o espaço chegava para todos. Apesar da alimentação ser boa, nem sempre nos agrada porque, como sabem, a nossa geração está mais virada para as batatas fritas e os ovos estrelados, embora este tipo de alimentação não seja saudável nem equilibrado. Relativamente às actividades fora do horário escolar, temos algumas, tais como: dança, voleibol, patinagem, hóquei em patins, futebol, xadrez e outras. Durante o ano lectivo, formamos um grupo coral e instrumental que representa a escola em vários espectáculos. Também temos aquecedores que nos fazem bastante jeito, no Inverno. Agora, deixo aqui um pequeno reparo: é que os senhores que estão em algumas instituições públicas conseguiram localizar a nossa escola numa zona, onde o autocarro não chega. Considero a escola uma segunda família, porque tenho professores, colegas e funcionários, com quem convivo, diariamente, mais horas do que com a minha própria família. E, além disso, dão-me muito carinho, apoio, ajudam-me a crescer… Gosto de estar aqui e apetece-me dizer bem alto:

GOSTO DA MINHA ESCOLA! Joana Ribeiro Guedes

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FICHA TÉCNICA Propriedade: Escola E.B. 2, 3 de Lamego, Rua de Fafel, 5100 - 143 Lamego, Telefone 254 612 023 Coordenação: António Alfredo Lourenço, João Nuno Carvalho, José Luís Gouveia e José Ribeiro Vaz Conselho Editorial: Professores e Alunos da Escola Composição, montagem e paginação: António Alfredo Lourenço e João Nuno Carvalho Periodicidade: Trimestral


O Cantinho do Poeta NATAL :

É NATAL!

FELICIDADE

É Natal! É Natal! O mundo está a cantar Vai nascer o Deus Menino E anda magia no ar!

Natal é alegria, paz, liberdade e paixão. É nesta época que nos amamos do fundo do coração.

Com bolas a cintilar O pinheiro vou decorar E tudo vai ficar, Bonito de pasmar.

Natal é festejar o nascimento de Jesus Cristo, que veio há 1999 anos para nos dar a salvação.

O pinheiro está deslumbrante, Com luzinhas a brilhar E com um presépio bonito A casa vou enfeitar.

Natal é uma quadra comovente, as famílias reúnem-se, ao fim de muito tempo, e nenhuma cabe em si de contente.

Hum! Que cheirinho! Que estarão a fazer? Um delicioso bolinho? Ou rabanadas a aquecer?

Fogo, Esperança, Liberdade, Isto tudo palavras Capazes ou Incapazes De demonstrar Aquilo que de tão fácil é Difícil de Explicar! Luísa Silva

7.º1

Natal são os presentes que recebem as crianças, Natal é alegria, em cada mente, que não se vê ou ouve, mas se sente.

Um postal vou escrever E prendas vou desejar É para o Pai Natal ler E mas poder ofertar.

Ricardo Costa

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POESIA Palavras soltas, Objectos mágicos, Espelho de alma, o Saber mais puro, a Imagem do vida, a Alegria de viver!

Na noite da consoada Bacalhau não vai faltar E para a sobremesa O bolo-rei vou provar!

NATAL

A família está contente Nesta noite especial. Toda a gente está presente Nesta noite de Natal

Mais um Natal vou passar Com muitos mimos e prendas Deus queira que todos tenham Como eu, muitas oferendas.

Já é quase meia-noite Ai, que momento esperado! Eu já vejo o Pai Natal Com o saco carregado.

AMIGO Apareceste na Minha vida, Intruso bem vindo, deste-lhe o Gosto da alegria! Obrigado por tudo o que fizeste!...

Eu quero receber Brinquedos, paz e amor E também pedir a Jesus Que haja Natal em Timor.

E é com grande amor Que a todos vou desejar Um Feliz Natal, sem dor, Paz e Alegria no lar. Um abraço do tamanho do mundo, Ana Isabel Pinto

3

5.º 6

Isabel Silva

No presépio colocarei S. José e a Virgem Maria E no centro o nosso Rei Jesus, rei da alegria. Bruno

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9.º1


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O Cantinho do Poeta Natal

Natal

O Natal está a chegar Com prendas para oferecer Toca a festejar Vamos lá comer.

No céu uma estrela, Que apareceu, reluz Poderá Timor vê-la? Será só receber? Tu nada irás dar Aos meninos de Timor Que não param de chorar?

Muitas prendas vou receber Dos meus tios e pais Mas o que eu gosto de ter É amor e muito mais.

Para ti, avô Obrigado, avô, Amigo de toda a gente Mimaste-me tanto, Estás sempre na minha mente. É Natal ! Tu não estás, E sinto a tua ausência Adoraria ver-te Sentir tua presença. Estás nos altos céus Olha bem por nós E eu rogo a Deus Que olhe por vós.

Catarina Amado

Nasceu nesse dia Também a Salvação Para o Mundo No nosso coração.

Tem de haver Natal Em Timor Com muitas prendas E muito Amor. A passagem de ano Eu vou celebrar Vou fazer a contagem decrescente Para a emoção aumentar.

Paulo

6.º 7

Natal significa A alegria No nosso coração Ao dar harmonia.

Lorrene Assunção

6.º7

5º6

Natal

O que é para mim o Natal? Para mim o Natal é ser bondoso e amigo dos outros. Nesta época, a família reúne- se para celebrar o Nascimento do Menino Jesus. No Natal, costumamos receber prendas. Eu gosto!... Mas se não receber nenhuma não me importo. Eu gosto é de ver os outros felizes! Cristiano

6.º 2

O Natal é de todo o Mundo! O Dia de Natal, para mim, é o dia mais sagrado do Mundo. Neste dia, deve haver muita Alegria e Amor e a família deve estar junta. Eu, nesse dia, quero estar com toda a minha família! O Natal devia ser feliz para todos! Infelizmente, a maior parte das pessoas do mundo não têm Natal, ou porque são pobres ou porque nos seus países há fome ou guerra. Eu tenho a certeza que se todas as pessoas quisessem, no Mundo não existiriam guerras, pobreza ou miséria. Eu tenho esperança que isso aconteça! Quando acontecer, poderemos ser realmente Felizes! Carlos

6.º 2

Natal é alegria É a existência de amor e fantasia. É a reunião no coração. Natal é um dia sem mal. Um dia de união, de paixão. Um dia feliz, Um dia que sempre quis. Há presentes, Todos estão contentes. A felicidade nasce com o carinho, Surge o Pai Natal! Que está a caminho. Natal é alegria. Amor e Fantasia. Jacinta Ferreira

6.º 7


O que eles dizem e sonham

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O Natal É Natal. Há grande agitação. Todas as famílias estão reunidas e alegres. Claro que, no Natal, as famílias se reúnem, mas não há regra sem excepção. É o caso de um rapaz guineense e solteiro, chamado Gravelino, cujos parentes se encontravam a muitos quilómetros de distância. Por motivos profissionais, Gravelino viu-se sozinho, dentro das quatros paredes brancas e frias do seu quarto de pensão. - Que tristeza! – pensou ele – Não tenho ninguém para passar o Natal! Mas entretanto, quase por milagre, pensou: - Será que, nesta grande cidade de Lisboa, não há mais ninguém sozinho??? Aqui é que eu não fico. E, a passos largos, desceu à rua. Olhou em redor, mas nem vivalma! Até o trânsito tinha parado. Olhou mais ao longe e avistou uma senhora que, desesperadamente, junto à praça de táxis, aguardava transporte. Perante isto, Gravelino tomou uma decisão - Vou fazer o meu Natal oferecendo transporte no meu carro a todos os necessitados. E, se bem pensou, melhor o fez. Durante toda a noite, em espírito de paz e amor, circulou pelas ruas de Lisboa, ajudando aqueles que precisavam da sua ajuda. E, assim, Gravelino passou um Feliz Natal.

Catarina

Amado

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Querido Pai Natal: Se ainda não estiveres congelado, vem até Portugal. Se podes cá vir, podes com certeza dar uma volta ao mundo, para ver toda a miséria que existe. Se não vês televisão é porque não a tens e assim não deves saber o que acontece em todo o mundo. Se calhar nem vais a esses países, porque não te escrevem cartas. Podes não ser Deus e se calhar também não é pedir muito acabar com a miséria. Se nos podes dar prendas, também podes dar prendas e felicidade a quem mais necessita. Esta é a nossa contribuição para um Mundo melhor e para a tua época que é o Natal. Beijinhos António Manuel e José Miguel

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O que eles dizem e sonham Carta ao Pai Natal Olá Pai Natal !

Desta vez escrevo não só por mim, mas também por todas as crianças do mundo que acreditam em ti . Elas adoram quando chega a noite de 24 para 25 de Dezembro e acordam de manhã e, em frente da árvore de Natal, enfeitada de luzes e fitas coloridas, lá encontram as tuas prendas. Este ano peço-te que dês muitas prendas às crianças de Timor, pois sofreram muito durante a guerra contra a Indonésia. Deves ter visto, na tua televisão de gelo, as crianças, de noite, a fugirem com os pais para longe da guerra onde muita gente morreu. Muitas crianças ficaram órfãs, pois os pais morreram a tentar salvar a sua vida e a da família. Neste Natal peço que dês a todas as pessoas de coração duro mais humanidade, para nunca voltarem a fazer o que em tempos fizeram. Às pessoas pobres de todo o mundo oferece carinho e muitas prendas. Pede aos teus duendes que façam brinquedos especiais para todas as pessoas com poucos rendimentos para viver. E peço-te ainda uma coisa em especial: que todas as crianças, mesmo com poucos rendimentos, possam frequentar a escola pelo menos até aprenderem a escrever muito bem. Eu espero que a tua vida se prolongue por muitos e bons milénios e que tenhas um feliz Natal com a tua mãe Natal e com os teus irmãos mais pequeninos. Que no próximo Natal as pessoas ainda gostem mais de ti. Adeus, Pai Natal e até ao próximo ano. Fábio Jorge Lino

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Querido Pai Natal : É um privilégio estar a escrever uma carta à pessoa mais famosa do mundo. Sim, tu és realmente famoso. E porquê? Porque consegues realizar alguns desejos bastante difíceis. Já me realizaste alguns... Não sei se conseguirás realizar o meu desejo mais especial deste Natal - conseguires que TODAS as crianças do Mundo tenham mesmo um presente no sapatinho, principalmente as que nem sapatinho têm... Um abraço muito amigo da Sílvia Pinto

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O que eles dizem e sonham

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UMA PRENDA ESPECIAL . . . Era uma vez um menino que se chamava Pedro. Vivia numa casa muito grande, onde havia um jardim muito bonito. Nesse jardim, havia um lugar onde Pedro gostava muito de brincar: era uma cabana que ficava em cima de um pinheiro. Essa cabana era feita de madeira e foi-lhe oferecida pelo avô, no Natal passado. Nessa cabana, Pedro guardava todos os seus brinquedos: berlindes, carros, bolas, coisas de que ele gostava muito. Era o seu esconderijo. Faltava pouco tempo para o Natal e o Pedro andava muito contente, porque enfeitara a sua árvore com a ajuda dos seus pais. Era uma árvore muito grande, tinha muitas bolas, laços, sininhos e luzes de muitas cores. Mas Pedro, apesar de estar contente, sentia-se um bocadinho só e, ao contrário dos outros meninos, este ano, ele tinha pedido ao Pai Natal uma prenda especial: queria um amigo. Um dia, ao brincar no jardim com a sua bola, viu um menino muito triste e pobrezinho. Perguntou-lhe onde estavam os seus pais. O menino, que se chamava Daniel, respondeu que vivia com a avó, mas ela era muito doente e não tinha tempo para ele. Pedro ficou muito triste e com pena do Daniel; por isso perguntou-lhe se queria ser seu amigo. Daniel disse que sim. Pedro foi para casa e contou a história do seu amigo Daniel aos seus pais, que também ficaram compadecidos. Por causa disso, Pedro perguntou aos pais se o Daniel poderia ir passar o Natal com eles e os pais disseram que sim. E assim, Pedro e Daniel passaram o Natal juntos, receberam muitas prendas e ficaram amigos para sempre. Daniel Monteiro

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O Natal dos Patos O Natal aproxima-se. E em Patópolis (a cidade dos patos) há uma grande confusão. Os comerciantes têm sorte porque as lojas estão super lotadas (todos aos empurrões e algumas quedas). A família Quá-Quá era constituída por: o pai Patola, a mãe Patusca e os seus 3 filhos: Patola Júnior, João Pato e Pitusca. Uma família muito engraçada. Mas havia um problema: eram pobres, e muitas vezes os pais não comiam para dar aos seus filhos. Como vemos desde já, não tinham dinheiro para comprar prendas, nem para fazer a árvore de Natal. Os pois sabiam que não existia Pai Natal. Na véspera de Natal, à meia-noite, ouviu-se um barulho na chaminé. Os patinhos já dormiam, quando o Pato Pai Natal apareceu. Então, nas badaladas da meia-noite, o Pato Pai Natal deixou prendas nos sapatinhos. No dia seguinte, os patinhos quando acordaram foram a correr para ver se tinham prendas nos respectivos sapatinhos (já com alguns anos). - Será que é a primeira vez que vemos os nossos sapatinhos cheios de prendas? - interrogou o Patola Júnior. Então, Pitusca responde: - Parece que sim. Assim os nossos amigos passaram um Natal Feliz. Miguel Vaz, Telmo Vaz e Vítor Pinto

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Feliz Natal


Próspero Ano Novo

António Pedro Roçado Egídio Pina José Pedro Guerra Maurício Pina

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O que eles dizem e sonham O NATAL DO PAI NATAL

O senhor Neve vive no céu. A sua morada é rua da Estrelinha, 2º floco de neve; o código postal tem um nome engraçado. Ora oiçam: duas renas. E a cidade chama-se Natal. Era governado pelo rei José, pela rainha Maria e pelo príncipe Jesus. Viviam num lindo palácio. Certo dia, a D.ª Floresta, amiga de Neve, disse-lhe: - Neve, sabias que o príncipe Jesus teve uma ideia luminosa? - Qual a Sua ideia? Conta! - Bem, o príncipe pensou em comemorar o seu aniversário na Terra no dia 24 de Dezembro, distribuindo prendas a todas as crianças pobres. O problema é arranjar um Pai Natal para fazer este trabalho. Por isso, quem estiver interessado, deverá apresentar-se no palácio. - Então, também vou até lá. Foram muitas as pessoas que se apresentaram no palácio, mas o príncipe queria uma pessoa idosa, corajosa, mais ou menos gorducha, com barba grande e branca e amiga de todas as pessoas, especialmente das crianças. Depois de muito pensar, o príncipe Jesus chegou a uma conclusão. A pessoa mais indicada para esta tarefa era o senhor Neve. Era dia 23 de Dezembro. Na parede do palácio, havia um cartaz que dizia: “Caros cidadãos, informo-vos que a pessoa escolhida para ser o Pai Natal é o senhor Neve. Este deverá apresentar-se no palácio amanhã, dia 24, para fazer a viagem.” ASSINADO: rei José Os duendes mágicos, já tinham preparado os presentes, o trenó e as renas. Nas ruas só se ouviam as pessoas a gritar: - Foi o senhor Neve !!! Foi o senhor Neve !!! O senhor Neve ficou muito contente. Quando se dirigia para o palácio, a multidão aplaudia-o e atirava-lhe flores. Toda a gente estava contente, menos Noite Escura, um grande inimigo de Neve. Noite Escura tinha ficado furioso por não ter sido o escolhido e resolveu fazer um plano para a Terra não receber o Pai Natal. Entretanto, Neve estava muito feliz, vestindo o fato, calçando as botas e colocando o cinto. Truz... Truz... Truz... Eram os duendes mágicos que tinham vindo buscar o senhor Neve para o levarem até ao trenó. - Onde está o trenó?! E as renas?! E os presentes?!- admiraram-se os duendes. - Não sei, mas o pior é que só temos esta noite para encontrar isso!!! - exclamou o senhor Neve. Muito preocupado, Neve começou a pensar quem poderia ter feito tal maldade. De repente, lembrou-se do malvado Noite Escura. Em crianças, tinham sido amigos e brincavam num esconderijo lá nas montanhas, mas à medida que foram crescendo, Noite Escura tornou-se mau e egoísta, daí tornarem-se inimigos. Neve esperou que anoitecesse, chamou os anjos polícias e foram até ao esconderijo de Noite Escura. Quando Noite Escura acordou, estava na prisão e exclamou: - Como é que eu não pensei nisso?! O Neve conhecia o meu esconderijo! – lamentava-se. Já era dia 24. O Pai Natal deixou o seu planeta e dirigiu-se para a Terra, apressado, pois só chegaria lá ao entardecer. Teria de colocar muitos presentes por baixo dos pinheiros durante toda a noite para que as crianças os pudessem abrir pela manhã. Para agradecer os presentes, as pessoas deixavam em cima da mesa algumas doçuras para o Pai Natal: rabanadas, sonhos, aletria, filhós, bolo-rei, etc... Depois de fazer toda a distribuição, o Pai Natal sentiu-se cansado mas alegre e, resolveu descansar um bocado em cima de uma chaminé, antes de regressar a casa. No dia 25 pela manhã, as crianças ao verem as suas belas prendas, exclamaram contentes: - Chegou o Pai Natal!... Chegou o Pai Natal!... O Pai Natal acordou sobressaltado com os gritos alegres das crianças e sentiu-se muito feliz. Mas... estava na hora de regressar. Quando voltou ao seu mundo, havia música e luzes pelas ruas para o receber. Então, ele distribuiu as doçuras por todas as pessoas pobres. Desde esse dia, o senhor Neve passou a ser conhecido por Pai Natal. E é assim o Natal do Pai Natal e da sua aldeia, com música, doçuras e luzes. Para o ano, o Pai Natal volta. Inês

Alexandra Mariano

7.º2


O que eles dizem e sonham

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Uma Noite de Natal Era uma vez um menino muito pobre, sem família, que não tinha dinheiro e nunca havia visto um brinquedo. Vivia numa rua, andando sem rumo, buscando algo esquecido no caixote do lixo. Numa bela noite de Natal, enquanto dormia cheio de frio e ao som do vento, sonhou com muitos brinquedos e um lindo presépio. Ao acordar, esqueceu os brinquedos e só pensou em fazer um presépio como o do sonho. Foi a um pinhal próximo, apanhou algumas pedrinhas e musgo e, de regresso, encontrou um Menino Jesus de barro, que guardou na sua algibeira. Após muito trabalho, o menino acabou o seu presépio e, ao vê-lo, deu-se conta que estava lindíssimo, parecendo a gruta de Belém. Acendeu então uma fogueira, aqueceu-se, e pensou em todos os meninos que não conhecem o AMOR, nem nunca viveram a magia do Natal.

Joana Filipa Correia

5.º5

Natal No Natal, enfeitamos o pinheiro com bolas, laços, luzes de várias cores e fazemos o presépio com Nossa Senhora, S. José, Menino Jesus, a vaca, o burro e os três Reis Magos. As ruas também se enfeitam com luzes de muitas cores. Na noite de Natal, temos uma mesa grande onde nos sentamos para comer o bacalhau, o peru, as rabanadas, o bolo-rei... e recebemos muitos presentes. Nessa mesma noite, nem todos os meninos estão felizes, porque são pobres não têm presentes como nós nem uma mesa grande recheada de coisas boas. As pessoas não se devem esquecer dos pobres durante os outros meses do ano, porque as boas acções não se devem fazer só na época Natalícia. Eu desejo que todos os pobres do Mundo tenham sempre Natais Felizes. Bom Natal e Próspero Ano Novo. Raquel 5.º9


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Artigo de Opinião Produção de texto Motivação Quando indico um trabalho de produção de texto aos meus alunos, faço sempre uma motivação preliminar.

Considero este aspecto de fulcral importância. Espicaço-lhes a criatividade e a imaginação, transmito-lhes a minha confiança na beleza e qualidade dos seus trabalhos, bem como a minha ansiedade pelos produtos finais. Alguns confessam: - Senhora Professora, às vezes custa-me escrever. Há dias em que não estou inspirado(a)! Mas eu intervenho: - Sabem, às vezes também me custa escrever, nem sempre é fácil! – E continuo – No entanto, há dias em que apetece escrever, em que os pensamentos saltam para o papel, naturalmente, sem dificuldade. - Sim, sim! - confirmam alguns, agitando-se nas cadeiras. E continuam - Às vezes, tenho muitas ideias e consigo escrever textos bonitos de que gosto muito. Noto que algumas inquietações se dissolvem neste diálogo que afinal teve a magia de transformar problemas julgados únicos em dificuldades comuns. Os olhos deles brilham. Formulam questões. Apresentam ideias. Vibram. Despertei neles a vontade, a necessidade de escrever. Motivei-os. Motivaram-me. Por vezes, sugerem-me a produção de textos livres. Noto que têm necessidade de soltar a imaginação e exprimir algo deles. Aceito a orientação. E eles retribuem-me a contemporização com trabalhos deliciosos. Costumo enviar trabalhos dos meus alunos para o jornal escolar. É de mencionar a expectativa com que aguardam a sua publicação e o prazer que sentem ao vê-los no jornal. Eles precisam de um público e não tenho quaisquer dúvidas em considerar este tipo de jornal como uma forte motivação para a sua produção escrita. Descobrem assim mais razões para escrever. Têm um objectivo em vista e isso estimula-os, incentiva-os a escrever mais e melhor. Eles ainda não conseguem encontrar, no acto da escrita, um fim em si mesmo. Entre o público, julgo ser o professor, o elemento que eles mais consideram e cuja opinião tem mais importância para eles. Precisam de sentir o seu olhar atento, de saber o seu juízo e do auxílio da sua correcção. Só contactando com textos correctamente escritos, eles poderão adquirir uma certa perfeição na escrita. Lídia Valadares Professora de Língua Portuguesa

Concurso - “ ler o jornal “ Guarda o jornal “ O Saltarico “ ( este e os futuros ). No final deste ano lectivo haverá um concurso aberto a todos os alunos da Escola, com perguntas referentes a artigos publicados ao longo do ano. Existe na Biblioteca um computador destinado aos trabalhos d´ ” O Saltarico “, identificado com um autocolante que diz “ Jornal Escolar “. Se tens computador e fizeres o teu trabalho em casa, traz uma disquete e transfere-o para o computador da Escola. Se não tens computador podes fazer o trabalho directamente no da Escola. Não te esqueças de pedir ao teu professor de Língua Portuguesa que te ajude a corrigi-lo. Se ilustrares o teu trabalho com desenhos, usa uma folha branca.


Página do Inglês How many baubles can you find in the Christmas tree?

13

Find Father Christmas´s lost boot. What is in the parcel he is holding? Now colour the picture.

Use the pictures to help you to fill in this crossword. 1

2

There are at least ten things in this picture that begin with the letter C. What are they?

1 2

Merry Christmas

3

3

4 4 5

5

What is happening at the Christmas circus? Join the dots in the correct order, starting at 1, to find out.

HAPPY 2000

RY

ER TMA M S I R CH

S

Santa Claus is coming


Página do Francês

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HEUREUX NOËL Décoration de Noël

l ë o

x u ye

n

Jo

À Noël, on fête la naissance de Jésus. Le soir du 24 décembre, chez les chrétiens, on installe dans la maison une petite crèche et on décore un sapin. La famille est réunie et on mange un gâteau en forme de bûche. On raconte qu´un Père Noël descend par la cheminée pour déposer des cadeaux dans les souliers des enfants endormis . . .

La galette des rois

Mélange la farine, le beurre, le sel et l´eau.

1

Pétris délicatement du bout des doigts.

2

Fais une boule.

3

Aplatis-la au rouleau.

4

Plie la pâte en quatre.

5

Recommence les deux opérations dernières deux ou trois fois.

6

Laisse reposer la pâte un quart d´heure.

7

Étends la pâte au rouleau. La pâte doit être bien ronde et faire environ 1,5 centimètre d´épaisseur.

8

Introduis la fève.

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10

Fais cuire à four pendant vingt minutes.

10

Ingrédients : 350 grammes de farine 250 grammes de beurre 1 verre d´eau froide 1 jaune d´oeuf 1 fève du sel

Avec un pinceau étale sur le dessus de la galette le jaune d´oeuf avec quatre gouttes d´eau.

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Avec un couteau pointu dessine les quadrillages sur le dessus de la galette.


Página do Francês 1. Choisis les mots pour décorer le sapin de Noël.

amour

Noël

paix

guerre

amitié égoisme

violence bonheur

solidarité

joie

Vocabulaire Le Noël

2. Écris dans la grille le nom de ce que tu vois :

cartes de vœux crèche sapin étoiles père Noël guirlandes lampes clignotantes boules bougies messe de minuit réveillon cheminée bûche de Noël dinde canard à l'orange

UX E VO

S R U LE de L I ME ËL O N

Mon beau sapin Roi des forêts: Que j´aime ta verdure! Mon beau sapin Comme ils sont doux Et tes bonbons Et tes joujoux Toi, que Noël Plante chez nous Tout brillant de lumière!

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Passatempos / Curiosidades

16

Calcula o valor das seguintes expressões Calcula o valor das seguintes expressões numéricas pinta a vela de Natal. numéricas eepinta a vela de Natal. 

1, 1  0, 35 :

2:

1  14 7

1 2

3

VERDE

AMARELO 28

2  3    3 :   3 3  6 

1 1 0,5 :    3 2

 VERMELHO

4/10 2/5

0,4

132 126

LARANJA

Cristiano, Etson, Luís Carlos e Mauro

Sopa de Letras

6/15

6.º 2

1

Descobre na sopa de letras 14 palavras relacionadas com o Natal. (podes procurálas na horizontal, na vertical e na diagonal).

22 21

1 21

AcrósticoCristiano, Etson, Luís Carlos e Mauro Nasceu Jesus. Alegria no ar . . . Todos se ajudam Amando os outros . . . Laços de amizade. Fraternidade, Encontro. Lembranças, Inesquecíveis. Zimbro da madrugada! 6.º 3

Daniel

6.º 7

6º 2

M

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L

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Pensamentos 1—Mesmo se Cristo nascesse mil e dez mil vezes no mundo, de nada te aproveitaria se não nascesse pelo menos uma vez no teu coração. Angelus Silesius 2—O Natal é o sorriso de Deus no rosto humano de Jesus Cristo. M. Salgueirinho

3—Enquanto a paz for uma fome insatisfeita, e enquanto não tivermos acabado com a violência na nossa sociedade, Cristo não nascerá. Gandhi 4—Enquanto houver uma criança que chora, o Messias poderá ainda fazer-se esperar. Elie Wiesel

5—Natal: efémera trégua da nossa maldade. L. Santucci

6—O próprio Natal do nosso mundo é ainda advento, de tal modo que no dia de Natal devemos clamar: Vem, Senhor Jesus ! Com a vinda de Cristo, uma esperança imensa atravessou a terra. Alfredo Musset

Recolha de António Maio

8.º 2

Número especial de Natal de 1999  

Jornal da Escola E. B. 2,3 de Lamego