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o c i r a t l a S O

ANO XVI - 2001 / 2002

N.º 3

TRIMESTRAL

ESCOLA E.B. 2,3 DE LAMEGO

Escola de

Campeões

Nos passados dias 3, 4 e 5 de Maio, realizaram-se, em Espinho, em S.ta Maria de Lamas e em S. João da Madeira, as Finais Regionais Norte do Desporto Escolar. A nossa Escola venceu em Voleibol e em Futsal e teve participação meritória no Ténis de Mesa. (páginas 3 e 4 )

Jogos Florais Com o objectivo de desenvolver, nos alunos, a leitura, a expressão escrita, de fomentar hábitos de pesquisa e de estabelecer ligações com a Comunidade, a Escola organizou, mais uma vez, o concurso “Jogos Florais”. Este ano, o tema aglutinador foi “O Douro”, recentemente elevado à categoria de Património da Humanidade. A Ana Margarida e a Daniela, (2º Ciclo), a Joana e o João, (3º Ciclo), foram os vencedores. (páginas 12 e 13 )

Muito Trânsito Nos dias 23 e 24 de Abril, realizou-se uma exposição sobre Prevenção Rodoviária, no âmbito da Área-Escola do 9º ano. A exposição teve como objectivo sensibilizar todos os alunos, especialmente os do 2º Ciclo, sobre este tema. (páginas 5 e 6 )


A Escola em Acção

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EDITORIAL Aqui está de novo o nosso «Saltarico». E, tal como sempre, pronto a cumprir a sua gesta: o pulsar da nossa comunidade escolar. Na realidade, ao longo do tempo, o nosso Jornal foi crescendo, enformando-se criativamente num ambiente de cooperação, partilha, tolerância e solidariedade. Através do «acto de escrever» e das suas duas vertentes – a clareza e o rigor e o estilo pessoal – foi mostrando uma crescente maturidade, alargando espaço no espectro das actividades quer do pragmatismo comunicativo de situações quotidianas da comunidade quer de cariz lúdico, poético ou de ficção. Investiu-se, assim, com trabalho, paciência e dedicação. Os pequenos/grandes escritores deixaram-nos sempre registos originais, imprevistos, importantes, gratificantes. Depois, «O Saltarico» entrou nas nossas salas de aula e ultrapassou os portões da Escola. Veio, então, o «prazer da leitura» como mola impulsionadora de múltiplas mensagens. Por tal, o nosso Jornal atravessou as experiências vividas, na Escola e fora

dela,

tornando--se

carinhosamente

num incentivo à verdadeira Escola de Cidadãos. É com esta certeza que, mais uma vez, vos convidamos à sua leitura. Bem Hajam a todos.

Isilda Candeias

Um dia diferente Como já é habitual, todos os anos se realiza em Viseu uma concentração de alunos representando as várias escolas do distrito, com o objectivo de participarem em actividades relacionadas com a Matemática. Mais uma vez, 4 alunos da nossa escola, que se destacaram na resolução dos jogos, ao longo das horas que frequentaram o Clube da Matemática, participaram neste evento no Instituto Superior PIAGET. Acompanhados pelo professor Carlos Rei, fomos divertir-nos um pouco, fora da nossa bela cidade de Lamego. Ao chegarmos ao Instituto Superior PIAGET deparámos com os concorrentes que nos iriam fazer frente e que estavam divididos em diferentes escalões, consoante o ano de escolaridade que frequentassem. Deste campeonato faziam parte vários jogos: o aballone, o quarto e o rummycub. O torneio realizou-se no período da manhã, depois todos nos dirigimos até à cantina da escola onde almoçámos. Ficámos bem classificados, apesar de nenhum de nós ter atingido o ponto mais elevado. A meu ver, o que interessa é participar pois é uma forma de aprendermos, não só a jogar melhor, mas também a perder sem desânimo e a encarar as vitórias com uma enorme felicidade. Esperamos que nos próximos anos se continuem a realizar estas actividades que tanto prazer nos dão. Reconhecemos que são uma forma agradável e simpática de criarmos o gosto pela matemática, desenvolvendo o nosso raciocínio. Para além de serem muito proveitosas para nós, são uma perfeita forma de convívio entre professores e alunos. Adoramos dias como este! Joana Correia

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FICHA TÉCNICA Propriedade Escola E.B. 2, 3 de Lamego - Rua de Fafel 5100-143 Lamego Tel. 254 612 023 Coordenação Lídia Valadares e Adriano Guerra Conselho Editorial Professores e Alunos da Escola Composição, montagem e paginação António Alfredo Lourenço e João Nuno Carvalho Periodicidade Trimestral - Junho 2002


A Escola em Acção

Desporto Escolar: “Voleibol”

Como todos sabem, na nossa escola existe a modalidade de voleibol feminino. Desde o início do ano lectivo que começámos a trabalhar para conseguir uma equipa forte e capaz de representar a escola. Nos treinos, para além de fazermos algo que nos agrada, de treinar para as competições, também convivemos e divertimo-nos muito, o que é importante porque, numa equipa, não é apenas a parte técnica e física que conta, é também essencial existir espírito de equipa e sociabilidade entre os membros da mesma. As competições a nível do CAE Douro-Sul começaram em Janeiro. Nestes torneios participam duas equipas da nossa escola e uma da Escola Secundária da Sé. Até ao momento, realizaram-se cinco encontros entres as equipas, e nós (a equipa das iniciadas) vencemos todos os jogos, o que nos deu a possibilidade de participar na Fase Regional, embora o torneio do CAE ainda não esteja concluído. Depois de sabermos que estávamos apuradas para a fase regional, o nosso empenho e trabalho aumentou. O nosso horário de treino, que era somente às terças e quintas-feiras, aumentou também para as quartasfeiras. Devido à disponibilidade da equipa e do treinador, pudemos ainda treinar durante os fins-de-semana e feriados. A Fase Regional realizou-se nos dias 3, 4 e 5 de Maio, em Espinho. As equipas participantes eram sete, no total, e estavam divididas em duas séries. A nossa série era composta por quatro equipas. Os jogos correram da melhor forma e nós fomos vencedoras da série (sem derrotas). O último jogo da série foi o mais difícil mas nós vencemos e assim con-

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seguimos o passaporte para a final. O jogo da final foi espectacular e todas estávamos super-concentradas, dando apoio umas às outras; nunca o nosso treinador nos tinha visto jogar assim!! Na minha opinião, não foi a nossa qualidade técnica e física que nos levou à vitória, pois nós não somos “cracks” ou profissionais, mas sim a nossa vontade de ganhar, a confiança que demonstrámos, a inter-ajuda dentro do campo de jogo, o apoio dos elementos que estavam de fora, a compreensão e força do nosso treinador. Assim, trouxemos, pela primeira vez para a Escola E.B. 2/3 de Lamego, o troféu de primeiro lugar na modalidade de voleibol feminino no escalão de iniciadas, facto que nos deixou a nós e ao nosso treinador, muito felizes e satisfeitos. Raquel Saavedra 9º 1 Capitã de Equipa

Ténis de Mesa Nos dias 3, 4 e 5 de Maio decorreu em Espinho a concentração anual da região Norte de ténis-de -mesa no escalão de Iniciados; foi um torneio onde intervieram 28 jogadores nascidos em 1987 ou 1988, representando os 7 C.A.E da região, com 4 jogadores por C.A.E. A representar o nosso C.A.E (C.A.E DouroSul) estiveram dois alunos da nossa Escola - o Leonel Ferreira do 8º2 e o Luís Correia do 8º1. Nesta competição notou-se a falta de experiência destes dois jovens, tendo ficado o Leonel em 17.º lugar e o Luís em 9.º lugar; fica a certeza de que, no próximo ano, estes dois atletas, ainda Iniciados, terão com certeza melhores classificações. Luís Correia

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FUTSAL E. B. 2, 3 de LAMEGO Campeão da DREN

Nos passados dias 3, 4 e 5 de Maio realizaram-se, em Espinho, em Sta. M.ª de Lamas e em S. João da Madeira, as finais regionais Norte do Desporto Escolar. Tudo começou pelas 8:30 horas da manhã do dia 3 de Maio, com a partida junto ao Soldado Desconhecido. Chegados à Nave Desportiva de Espinho, separámo -nos de acordo com a modalidade que cada equipa praticava, o que foi uma pena. Então a nossa equipa deslocou-se até S. João da Madeira, onde se iria realizar o almoço-convívio, a reunião técnica e, mais tarde, o nosso primeiro confronto, no pavilhão das Travessas, contra o CAE do Porto. O jogo foi emocionante, acabando com a vitória da melhor equipa em campo (nós) por 3-1. De seguida, após um momento de repouso, fomos jantar. Após a recuperação de forças, fomos até ao Colégio de Lamas, para assistirmos à cerimónia de abertura. Falando sinceramente, não foi grande coisa mas valeu o esforço daquelas pessoas, principalmente das raparigas que participaram no espectáculo. Quando já estávamos cansados, dirigimo-nos para o hotel Pedra Bela, para bater uma “sorna”. Nessa noite houve alguns incidentes, como por exemplo, quando o dono se “chateou” com uns atletas doutras paragens e houve uma grande discussão. Pela manhã tudo se acalmou. Também houve, nessa noite, alguns momentos de diversão que ainda são (re)lembrados. No dia seguinte, levantámo-nos às 8:00 para ter jogo às 12:00. Este jogo era muito importante para

nós, pois se ganhássemos seríamos logo apurados para a tão desejada final. Neste jogo, tudo correu como previsto, e acabámos por bater o CAE de Vila Real por 4 -1. Após o jogo, fomos almoçar, e mentalizar-nos que, à tarde teríamos novamente jogo, para cumprir calendário. Este, foi contra a equipa da casa (CAE Entre Douro e Vouga), e apesar de algumas decisões, no mínimo polémicas, do árbitro principal, acabámos por ganhar por 5-3. Desta partida resultou uma lesão do nosso colega Chico Marinho, mas as mãos milagrosas do nosso treinador fizeram com que pudéssemos contar com ele para a final. À noite, após o jantar, fomos até ao Indoor Karting de Espinho, onde nos divertimos um pouco e aproveitámos para fazer algumas amizades. Posteriormente fomos para o hotel para descansar, pois, no dia seguinte, teríamos o jogo mais importante da prova «A FINAL». Na manhã do dia 5 de Maio, chegou então a hora da tão apetecida Final. Era definitivamente a final das nossas vidas. Nesse dia o pequeno almoço foi reforçado, tendo alguns colegas nossos comido mais de 5 ou 6 croissants cada um. Seguidamente dirigimo-nos para o pavilhão das Travessas, que estava “com um ambiente fantástico”: as bancadas cheias (de cadeiras), um ambiente ensurdecedor e as equipas com um nervosismo nunca antes sentido. Abstraímo-nos de todo este ambiente e concentrámo-nos numa só coisa, a vitória. A equipa do CAE de Bragança proporcionou-nos um jogo muito renhido mas, no final, a vitória sorriu-nos. 6-5 foi o resultado final. Quando fomos receber a taça, o nosso sorriso contrastava com o choro do nosso guarda-redes, o Bruno. Porque será? Seria emoção ou por causa do Álvaro lhe ter metido o dedo na vista? Nós achamos que foi mais a segunda! De seguida, almoçámos e dirigimo-nos para a Nave Desportiva de Espinho onde nos encontrámos com as nossas colegas de Lamego, igualmente vitoriosas. Para nós, foi uma honra dar este título à escola. Queremos dedicar este título a todos aqueles que nos apoiaram em todos os jogos, àqueles que fazem parte da equipa mas que não puderam estar presentes e principalmente ao nosso treinador que sempre acreditou em nós e nos conduziu à vitória. Ricardo Rocha 8º1 e Ricardo Costa 9º1


A Escola em Acção

Nos dias 23 e 24 de Abril realizou-se, na sala 5 da Escola E.B. 2,3 de Lamego, uma exposição sobre Prevenção Rodoviária, no âmbito da área-escola do 9.º ano. A exposição teve como objectivo sensibilizar todos os alunos, especialmente os do 2º ciclo, sobre este tema. Os visitantes tinham acesso a um vasto “mundo de informação”. A exposição estava dividida em vários sectores, que seguiam um circuito, anteriormente demarcado, no piso. À entrada da exposição, os alunos tomavam conhecimento do significado de alguns sinais de trânsito. De seguida, eram confrontados com a sinistralidade das estradas do nosso país e alguns testemunhos reais de pessoas que viram a sua vida completamente modificada devido a um acidente de viação. No contexto das Ciências Físico-Químicas, explicámos aos visitantes situações do dia-a-dia, sob o ponto de vista físico. Para finalizar a parte teórica da exposição, os alunos tinham acesso a uma banda desenhada sobre os cuidados a ter quando andamos na estrada e como proceder em caso de acidente. A outra parte da exposição era composta por maquetas e necessitava de uma maior intervenção, por parte dos alunos, com os guias. As maquetas representavam situações possíveis de acontecer no dia-a-dia. Os guias explicavam-nas e faziam perguntas, mostrando, assim, aos alunos o modo correcto de proceder. O sector mais requisitado pelos alunos foi o último. Aí faziam-se simulações de acidentes. A exposição teve uma grande aceitação por parte de toda a comunidade escolar. Os alunos, principalmente os do 2.º ciclo, participaram nas actividades propostas, visitando várias vezes a exposição. O produto final alcançado resultou de um trabalho conjunto das duas turmas do 9.º ano, que tudo fizeram para que a exposição estivesse ao agrado de todos. Daniela Dias, Luísa Silva e Marta Penas

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Priscila Vilhena 9º 1

O Trânsito

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O Trânsito Nos dias 23 e 24 de Abril, realizou-se na nossa escola, como já é habitual, uma exposição com a participação dos alunos do 9.º ano de escolaridade. Este ano a exposição tratou de um tema que está na ordem do dia: “O trânsito”. Como todos nós sabemos, o álcool, o excesso de velocidade e algumas distracções dos condutores são, muitas vezes, as causas de graves acidentes que vitimam inocentes. Orientada para a prevenção rodoviária, a exposição transmitiu-nos alguns conceitos e até mesmo significados das placas de trânsito, bem como regras que devemos interiorizar e respeitar; muitos dos sinais de trânsito observados não são usuais na cidade de Lamego, visto não se enquadrarem com as vias existentes. Vimos ainda histórias verídicas de acidentes que transtornaram a vida de pessoas até aí sãs, e que estão agora incapacitadas de realizar simples movimentos, como passear pelas ruas com as suas próprias pernas. Um dos relatos mais impressionantes foi o de uma senhora que nunca saía de casa, e que, no primeiro pulinho à rua, sofreu um acidente que a deixou tetraplégica e a atirou para uma cadeira de rodas. São casos como este que nos comovem, nos chocam, e nos consciencializam para o problema da segurança rodoviária. Gostaríamos de ver realizadas na nossa escola mais exposições como esta, com a certeza de que as mesmas contribuirão de forma relevante para a nossa formação como cidadãos. Agradecemos a todos quantos tornaram possível a sua realização. Bem-hajam! Joana Correia

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A Escola em Acção

Uma visita à exposição Guia- Bom dia! Alunos- Bom dia! Guia- Como vocês sabem, a maioria das coisas na nossa vida é influenciada pela Física. E como esta exposição é sobre prevenção rodoviária é disso mesmo que vamos falar, da influência da Física nas estradas. Então, digam lá, porque é que se usa o cinto de segurança? Aluno 1- Para não batermos no vidro. Aluno 2- Para não apanharmos uma multa. Aluno 3- Senão o meu pai ralha-me. Guia- Isso é quase tudo verdade, mas nada disso tem a ver com a Física. Na Física existe uma coisa chamada inércia, que é a tendência que um corpo tem para se manter na mesma posição, o que não acontece quando usamos o cinto de segurança. A inércia também influencia quando enjoamos nas viagens. Nunca ouviram dizer “olha para a frente para não enjoares”? Alunos- Sim!!! Guia- Dizem-nos isso para que nos apercebamos do que se segue na estrada, de modo a que o corpo se antecipe ao movimento e, por exemplo, numa curva “vire” ao mesmo tempo que o carro e não depois, evitando assim o movimento brusco que poderia originar um enjoo. Guia- Já agora! Se um camião e um carro, à mesma velocidade, embaterem numa parede, qual deles sofrerá mais estragos? Aluno 1- O carro. Guia- Porquê? Aluno 2- Então, porque é mais pequeno! Guia- Não é bem por isso. Alguém quer dizer mais alguma coisa? Alunos- Não!!! Guia- Como o camião tem mais massa, resiste mais à força do embate, logo, vai ficar menos danificado que o carro, que tem menos massa. Perceberam? Alunos- Sim!!! Guia- Podem passar a esta maqueta, se faz favor. Então... Ana Fátima e M.ª Manuel Rita Gonçalves

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O nosso Clube - Astronomia Na Escola E.B. 2,3 de Lamego, a professora de Físico-Química, Teresa Silva, sugeriu a formação de um clube onde os alunos pudessem aprofundar os seus conhecimentos sobre Astronomia. Em Novembro de 2001 formou-se o Clube de Astronomia. No clube organizámos grupos onde começámos a elaborar um trabalho sobre o Universo, pesquisámos sobre os seus constituintes e mãos à obra!!!!!!!!! Depois de muito pensar, utilizámos arame, papel de jornal, espuma expandida, cola e tintas de várias cores. Com medidas apropriadas a uma escala, formámos esferas com o arame, que foram revestidas com jornais. De seguida, com a espuma expandida enchemos as esferas, para que ficassem volumosas. Passado algum tempo, pintámos os astros com as respectivas cores. Por agora este trabalho continua em desenvolvimento para que seja exposto aos outros alunos. Maria Emília e Tânia

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O Cantinho do poeta e do leitor

Eleições amigáveis Quando conheces alguém Cujo convívio se impõe Ser amigo ou não É a questão que se põe Este é o exame Que deves fazer A essa pessoa Que queres eleger Se quando estás com ele O tempo parece não passar A vossa amizade Não deve nem começar Se a tua solidão Ele não consegue quebrar A sua amizade Não te vai interessar Se quando estás com ele Não ouves o seu coração Prestes a rebentar Não vale o tempo que vais gastar Se quando te enganas Ele só te goza Em vez de ajudar Amigos destes, não vais precisar Se quando precisas De alguma coisa sua Ele não ta empresta por malvadez Isso só mostra a sua pequenez Se nenhuma qualidade revelar Espero que nunca o voltes a ver Pois pode ser Que teu inimigo se vá tornar

João Pedro Monteiro

O Mar

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O mar Só o mar O mar O só mar O grande mar O salgado mar. Nele vou navegar, Para descobrir Ilhas até mais não, E depois, a sorrir, Ter o mundo na minha mão. O mar Só o mar O mar O só mar O grande mar O salgado mar. Escuro como o breu, Azul, branco, turquesa, São as cores do véu Da sua grande realeza. O mar Só o mar O mar O só mar O grande mar O salgado mar. Eu, Ulisses, Gostaria de tudo isto ver, Nisto tudo navegar, É como um sonho, meu ser, Realidade se tornar. O mar Só o mar O mar O só mar O grande mar O salgado mar. E lá nele morrer, No mar da bonança, Para renascer Cheio de esperança De voltar a ver O mar Só o mar O mar O só mar O grande mar O salgado mar.

Daniela Carvalho

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A árvore... Por montes e montanhas Uma árvore vou escolher Para o meu grande plano Poder desenvolver. O meu cintilante olhar Consegue árvores abranger Cada uma mais bonita Árvores de fruto para comer! Agora uma árvore florida Para abater a monotonia E umas bonitas flores Que reluzem com a luz do dia! Cada pétala caída É uma lágrima chorada E assim vai o dia, Partir para a noitada! As florinhas são brancas, Cor simbólica da paz Algumas ainda verdes, O verde que o tempo traz! Algumas pétalas, Ainda, se escondem Com medo de emigrar, Com mais medo ainda, De não poder nunca mais Sua árvore beijar! Assim, Termina a minha observação Para a minha florida árvore Um beijo do fundo do coração!


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O Cantinho do poeta e do leitor

Este nosso trabalho não surge por acaso. Quando a nossa professora de Língua Portuguesa decidiu abordar aspectos da vida e obra do escritor José Jorge Letria, motivou-nos através de um poema lindíssimo, que logo nos despertou a curiosidade, transportando-nos ao mundo imaginário, criativo e lúdico da poesia. “No voo de uma palavra”, era este o título do poema, é um convite à escrita e, sobretudo, à importância da palavra. Aqui fica o que é fazer poesia e como ela pode ser um veículo de transmissão de sentimentos e espelho da nossa personalidade. Esperamos que gostem e apreciem as nossas simples palavras.

Assim Se Faz Poesia Voando Com As Palavras... Ao conhecer a poesia, “No voo de uma palavra”, Aprendi e compreendi O poder da escrita, Em todo o seu encanto, Em toda a sua magia! Jogar com as palavras, Casar com todas elas, Inventar novas regras, Misturá-las em “panelas”, Criar novas ideias. Usar muita imaginação, Sonhar com sereias, E escrever com a mão, É mesmo fazer poesia, Com muita sabedoria! A poesia é algo que nos inspira, Que nos faz imaginar... Para além de nos encantar, É algo muito interessante, É algo que nos faz pensar!... Agora tudo entendi, E isso me fez feliz... Peguei no meu lápis e, Escrevi, escrevi, escrevi... Até aos confins da imaginação. Peguei nas palavras e liguei-as,

Fizeram poesia no meu pequenino coração. Para mim, a poesia tem muitos sentidos... Experimentei seguir o pensamento, Tentei ligar “água” com “vento”, “corpo” com “terra”, “Homem” com “sonho”, “natureza” com “vida”, E não é que consegui!... A água nos montes passou, O vento esfriou, A terra passou a levar água no seu alento, A natureza desabrochou, A vida despertou, Tudo correu... correu... correu..., Até que o universo se afirmou. Os seres uniram-se numa harmonia, E eu, finalmente, vivia!... O Homem tem sonhos, Sonhos de encantar! Em cada Homem, um sonho, Em cada sonho, um olhar. O sonho faz o Homem imaginar, E o Homem faz o sonho mais alto voar, Para alguns, o sonho é amar, Para outros, ele é um acordar. Tudo o que nos rodeia é natureza, Tudo o que nela há, é vida. Para mim, a vida é um dom, É tudo o que temos de bom! Gosto de poesia, Com ela aprendi a imaginar mais e mais... Sinto-me um pássaro a voar, Sou um ser do mundo, Que não desiste de a cantar! Cláudia e André Martinho

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Com letras se faz um texto

As letras do alfabeto

Composição com as letras “lh”

O Coelho Trapalhão Corre o coelho no meio do orvalho, Todo molhado sem nenhum agasalho. Brilha o sol em cima do telhado. No milho molhado, milhares de coelhos Brincam com um retalho de pano rasgado e molhado. O coelho trapalhão come alho, deita-se Na cama coberto com um retalho Velho e vermelho. O coelho malhado, brincalhão, trapalhão Come tudo o que lhe vem à mão. Rita Guedes

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Poema de ez (ês) - O que fez a Inês? - Foi ao campo e, desta vez, trouxe uma cabra-maltês! - O que fez, A Inês com a cabra-maltês? - A cabra-maltês falava chinês e era cabrês. - A cabra-maltês falava chinês, mas a Inês falava português! - O que fez a Inês desta vez? - A Inês, desta vez, lá levou a cabra-maltês para o campo outra vez!!!!!!

Sr. Pereira - Letra P Estava o Sr. Pereira, No planeta das papoilas, A pintar um quadro. De repente, observou uma... Uma pulga na sua paleta. O Sr. Pereira muito aflito pensava: Será pulga ou purgatório? Chegou sua mulher, a Sra. Pereira, Pegou na pulga, colocou-a no chão e Pisou-a com a ponta do pé. E, já mais descansados, lá foram beber Um cafezinho ao “Pinantes”. Lígia Santos

Joana Correia 7º 1

Ana, faz a cama. Bernardo, vai ao supermercado. Carolina, sai da piscina. Daniel, fala com a Isabel. Eduardo, empresta-me o dado. Fernanda, olha para aquele panda. Gonçalo, vai ter com o Paulo. Helena, olha aquela pena. Ivo, ele está vivo! João, limpa o chão. Liliana, olha a Xana! Mariana, come a banana. Nuno, fala com o Bruno. Octávio, não batas ao Fábio. Paulo, vai ter com o Gonçalo. Quim, eu ontem vim. Rafael, não comas o papel! Sara, cuidado com a cara. Tiago, eu pago. Úrsula, usa a bússola. Vanessa, olha que peça! Xana, gosta da Mariana. Zita come batata frita. Rita

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Inês Margarida

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Investigando e reflectindo

Muitas pessoas fazem a mesma pergunta: “Como terá nascido a Terra”? A Terra, no espaço, era uma bola de fogo que foi arrefecendo lentamente. Quando se começou a formar, apareceram muitos vulcões que deram origem às montanhas. A vida surgiu na água. A primeira planta aquática era formada por uma célula dupla. Logo de seguida, isto é, passados uns milhões de anos, foram surgindo os peixes, as conchas... Passaram milhões de anos e a vida passou da água para a terra. Os primeiros animais na terra foram os lagartos e, logo a seguir, muitas e variadas espécies foram nascendo. Os continentes, que estavam todos juntos, foram -se afastando. As aves, quer dizer, a vida aérea, também começa a marcar a sua presença. Os primeiros dinossauros, com cabeça pequena e cérebro do tamanho de uma noz, passeavam pelas diversas regiões. Havia dinossauros que comiam os ovos dos outros. Por fim, os dinossauros desapareceram e os mamíferos começaram a reinar na Terra. Os primeiros mamíferos eram muito pequenos. Os macacos e os primeiros hominídeos surgem também. Alguns macacos começaram a deixar as florestas e a ir para as savanas, mas, mesmo assim, ainda se apoiavam nos quatro membros. Nas savanas, para caçarem, escondiam-se nos arbustos. Este nosso antepassado foi ficando cada vez mais forte. Quando queria comer nozes, partia-as com os dentes. Mas, às vezes, partia os dentes. Então, descobriu que podia parti-las com pedras e deu resultado! Depois, aprendeu a fazer instrumentos, e fazia-os com ossos de animais, madeira, pedras, etc. Os hominídeos puderam atravessar o mar e passar da Europa até à América, porque os mares estavam gelados. Outra descoberta muito importante foi o fogo. Eles levavam os troncos acesos para as suas grutas. A princípio, as pessoas ficaram com medo do fogo, mas depois descobriram que, se o colocassem na entrada das cavernas, ficavam muito mais quentes e não era perigoso. Quando pescavam, por vezes, caíam à água e molhavam-se. Com as peles de animais faziam uma espécie de cobertores que os aqueciam durante a noite

e os cobriam durante o dia. Nas suas cavernas, pintavam imagens de animais feridos com setas. Pensavam que, assim, a sua caçada iria ser melhor. Por fim, também descobriram o modo de cozinhar os alimentos. Todas estas mudanças foram muito lentas e demoraram milhões de anos a realizar-se. Lígia Santos

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Revolução Na madrugada de 25 de Abril de 1974, colunas militares da província entraram em Lisboa, exigindo a demissão do Governo de Américo Tomás e Marcelo Caetano. E porquê? Porque a impossiJoana Correia 7º 1 bilidade de solucionar os problemas da guerra colonial levou Portugal a uma espécie de beco sem saída. Este descontentamento fez crescer um movimento de jovens militares - dos capitães, e daí resultou a criação do Movimento das Forças Armadas (MFA) que, felizmente, derrubou os 48 anos do regime fascista. Foi graças ao Movimento das Forças Armadas que a democracia foi restaurada em Portugal, libertou-se o país da ditadura, da opressão e do colonialismo. Por isso, a Revolução restituiu aos Portugueses os direitos e a liberdade. Assim, com a ajuda do major Otelo Saraiva de Carvalho e do general Spínola (Junta de Salvação Nacional), os presos políticos foram libertados; autorizou-se a formação dos partidos e sindicatos livres; as colónias ascenderam à independência e, com ela, retornaram a Portugal centenas de milhares de pessoas, exceptuando Timor que, felizmente, hoje já não sofre com a ocupação ilegal da Indonésia. Organizaram-se eleições livres para formar a Assembleia Constituinte que reuniu a 2 de Abril de 1976 para aprovar a Nova Constituição da República. E foi nela que se consagrou a nova organização do Estado Português, em regime democrático e pluralista.


Investigando e reflectindo

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A liberdade

No ano de 1524, no século XVI, nasceu, em Lisboa, Luís de Camões, um menino que, desde pequeno, já sonhava em ser poeta e escritor. Camões nascera em berço de oiro, visto que seus pais eram nobres muito ricos e, por isso, Luís teve uma cortesia distinta na Universidade de Coimbra. Neste estabelecimento de ensino superior, Camões começou a escrever as suas primeiras canções e a conquistar o seu gosto pela poesia! Armado em soldado, Luís de Camões foi para Ceuta onde combateu contra os Mouros e perdeu o seu olho direito. Este poeta viveu na altura dos Descobrimentos, escrevendo uma obra a que deu o nome de “Os Lusíadas”. Neste livro, Camões fala da História de Portugal mas, principalmente, dos Descobrimentos, como já referi em cima, narrando a descoberta da Índia por Vasco da Gama no ano de 1598. Comenta-se que, quando o Poeta Lusitano viajava de Macau para Goa, a Nau onde ia naufragou. Mesmo nesse momento, Camões não largou a sua obra imortal, isto é, o seu livro, nadando até à margem com o braço direito enquanto pegava na obra com o braço esquerdo. Também neste trágico acidente Luís perdeu uma das suas amadas. “Os Lusíadas” foram publicados em 1572, quando Camões já tinha morrido na pobreza. No dia 10 de Junho de cada ano, é Feriado Nacional, visto que Luís de Camões foi o melhor escritor de todo o sempre e, para celebrar o dia da sua morte e para o recordar, celebramos o Dia de Portugal! Cristina Saavedra 7º 1

A liberdade é um dos direitos do homem, que qualquer pessoa à face da terra deve reivindicar. As pessoas não se devem reprimir quando confrontadas com alguém que lhes parece superior (por ter mais dinheiro, mais poder...). A questão da liberdade tem sido bastantes vezes discutida ao longo de toda a história. No séc. XX, com as ditaduras, com o holocausto e todos os regimes repressivos existentes ao longo de todo o século, a liberdade, praticamente, deixou de existir. Todos estes regimes tinham uma polícia política que perseguia, humilhava, espancava e matava as pessoas que se opunham às suas ideologias políticas, entre outras. As pessoas tentavam fugir, escondendo-se em abrigos (sítios onde não passasse pela cabeça de ninguém procurá-los) indo para outros países que não estivessem sobre o domínio daquele regime, escondendo a sua identidade (no causo do holocausto, negando serem judeus). Em alguns regimes, na maioria, as pessoas eram levadas para campos de concentração, onde eram submetidas a trabalhos forçados, a “castigos” bastante dolorosos, enfim, eram torturados física e psicologicamente. Quando já não serviam para nada, eram mortos nas câmaras de gás ou fuzilados. Como se pode ver, nestes regimes não existia liberdade. As pessoas que por ela lutavam, a maior parte das vezes, o que conseguiam, era morrer. Apenas com a queda desses regimes seria possível ganharem a liberdade, que era um direito que possuíam. Rita Gonçalves

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Que filha fui eu? Que filha sou eu? Que filha serei? Fui uma filha querida, bonita, alegre, carinhosa, espontânea, independente, comilona, arrumada, brincalhona, muito vaidosa, despachada. Bem, eram outros tempos, ainda não tinha a noção dos meus actos. Cresci... Sou uma filha refilona, um pouco vaidosa, brincalhona, não muito arrumada, alegre, estudiosa e carinhosa. Os tempos mudaram, com isso mudei o meu feitio. Crescerei... Serei uma filha humilde, extrovertida, carinhosa, arrumada, estudiosa, vaidosa, comilona? Que filha serei quando crescer? Não sei como crescerei. Por isso, darei largas à minha imaginação. Ora coisas más, ora coisas boas. Fui uma filha! Sou uma filha! Serei uma filha!


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Douro - Tesouro da Humanidade e da Natureza Jogos Florais

Com o objectivo de desenvolver, nos alunos, a leitura, a expressão escrita, de fomentar hábitos de pesquisa e de estabelecer ligações com a Comunidade, a Escola E.B. 2,3 de Lamego organizou, mais uma vez, o concurso “Jogos Florais”. Este ano, o tema aglutinador foi “O Douro”, recentemente elevado à categoria de Património da Humanidade. Eis os premiados:

Douro

3º Ciclo

Poesia 1º prémio – “O Douro” Joana Filipa Correia - 7º 1 2º prémio – “Rio Douro” Ricardo Costa - 9º 1 3º prémio – “Douro” Inês M. Rocha - 9º 2

Num cantinho do mundo A norte de Portugal Estende-se o Douro Do interior ao litoral

Prosa

Desde o vale do rio Até aos pontos mais altos De solo seco e xistoso São socalcos e socalcos Desde os tempos mais remotos A vinha é a sua riqueza É a variedade de cepas Que lhe dá tanta beleza O vinho tão saboroso Sem obstáculo ou barreira Através do barco Rabelo Foi atravessar a fronteira Esta pequena maravilha Que ingleses encantou Até o Rei D. José Não resistiu e provou Foi Marquês de Pombal Que demarcou a região Primeira em todo mundo Nunca parou a produção As gentes tratam a vinha Todo o ano com carinho Para que o seu embaixador Seja um delicioso vinho É o Douro vinhateiro Com encanto sem igual Que no ano 2001 Foi Património Mundial. Joana Correia 7º 1

1º prémio – “O Douro” João Pedro Monteiro - 7º 2 2º prémio – “Douro” António Pedro Pina - 7º 1 3º prémio – “O Douro e a Sua Magia” João Pedro Neto - 7º 1

O Douro Entre montes e vales escondida, esta nobre região pode-se orgulhar de ter o rio Douro no coração. Coração grande, portanto, com quilómetros de extensão, sem em nenhum centímetro deixar de causar uma certa emoção. Nostalgia, admiração, são sentimentos que podemos experimentar, sem nunca deixar de ouvir, quer os peixes, quer as aves, que aqui passam a sorrir. Riem também as pessoas que aqui vêm descobrir a razão pela qual esta região tanto respeito parece exigir. Sobretudo nas vindimas, elas por aqui andam e, quer trabalhando, quer viajando, não deixam de as coloridas paisagens deslumbrar, que reflectidas no Rio parecem ainda mais brilhar. Espanha, Portugal, por aí passa este rio, mas somente nestas margens lusitanas nasce esse vinho com renome mundial. Região Demarcada e a mais antiga, por sinal, aqui está fundada, no Norte de Portugal. Escavadas nos montes, as vinhas aos socalcos vão compondo a paisagem aos altos e baixos. Aos altos e baixos, assim anda o comboio que ao longo do rio vai marcando o território. Território e socalcos esses, sustentados por muros de pedra, os quais dispostos em fila, uma volta ao mundo dariam para arquitectar. Assim acabo uma pequena descrição deste “Tesouro da Humanidade e da Natureza”, assim designada tanto por mim como pela UNESCO.


Douro - Tesouro da Humanidade e da Natureza 2º Ciclo

Poesia 1º prémio – “O Homem do Douro” Daniela Carvalho - 6º 8 2º prémio – “Douro Verdejante” Ana Catarina Gonçalves - 5º 1 3º prémio – “O Douro” Flávia Sousa - 5º 11 Prosa 1º prémio – “Douro, Património Mundial” Ana Margarida Guerra - 6º 7 2º prémio – “Uma Aventura por Um Dia” Rita Santos - 6º 6 3º prémio – “Rio Douro” Daniela Pinto - 5º 11

Douro, Património Mundial Andava eu a passear, aproveitando as minhas férias de Páscoa, quando ouvi umas vozitas muito doces, à distância. Aproximei-me e vi um sapo a conversar com uma andorinha! Discretamente, sentei-me e escutei a conversa. - Foi isso mesmo, Sr. Sapo! Como lhe disse, sobrevoei uma região muito bonita que, segundo me parece, foi classificada como Património Mundial, tal a sua importância. - Conte-me tudo, conte-me..., D. andorinha. E assim, a andorinha recordou o que tinha visto: - Parei no telhado de um café e ouvi uns comentários sobre um vinho, único no mundo, cujo sabor é muito bom: o famoso vinho do Porto. Continuei o passeio e vi muitas vinhas, com videiras alinhadas e todas aos socalcos. Havia também inúmeras quintas, algumas com capelas, miradouros, piscinas... enfim, tudo muito lindo e, para atrair o turismo. - Mais, mais... - gritou o sapo entusiasmado. - Também havia muitas casas solarengas e brasonadas. Vi ainda um rio que atravessava grande parte daquela bela região e tem o nome dela: Douro. A paisagem era linda e o clima típico. Concluindo, digo-lhe Sr. Sapo, que é uma das regiões mais bonitas de Portugal! Dizendo isto, a andorinha bateu as asas e foi-se embora, deixando o sapo curioso. Eu, por minha vez, segui-lhe o exemplo (sem bater asas, claro) e fui rumo a casa, lembrando-me do que tinha ouvido sobre aquela maravilhosa região e sonhando já com as próximas férias de Verão no Douro.

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Ana Mar-

garida Guerra 6º 7

O Homem do Douro ... e o Homem lá ia A sua pele dourada pelo sol escaldante, rezando à Virgem Imaculada que o proteja a cada instante. Com a sua camisa de flanela aos quadrados, lenço vermelho ao pescoço, calças de cotim e socos de pau grosso em seus pés calejados de um trilhar sem fim Lá longe avista o rio... o seu rio de ouro! Fala com tanto brio do seu querido Douro! ... e o Homem chega Cumprimenta toda a gente com um sorriso jovial. Trabalhando arduamente ouvindo o canto do pardal. Com a cesta e tesoura em punho as uvas vai cortar, parando, de vez em quando, para o vinho ir saborear. Com as uvas colhidas e em cestos repartidas, ao lagar vão parar para em vinho novo se transformar.


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Artigos de opinião

Tu Sabes!...

Estudar é bom... Estudar é bom! É ter um dom! Fazer os trabalhos de casa...ainda melhor! Mas há quem diga que não há coisa pior! Os nossos pais têm orgulho! Mas não há como o futuro! A família dá-nos todo o amor! Professores e amigos, todo o calor! Saber estudar com todo o amor é como uma ilusão, Que se vai abrindo no nosso coração! Saber amar o futuro e o presente, É como sentir o amor de toda a gente! O amor que nós sentimos no nosso coração, Vai-se abrir ao mundo! Toda a gente vai receber esse condão! TUDO VAI NASCER! VAMOS DEIXAR CESCER! Cândida Pereira

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O Artista Todos somos artistas! Quando somos crianças, adolescentes ou adultos, estamos sempre a criar. As diferentes etapas a que um ser humano está sujeito são sempre acompanhadas de inovações, quer imaginárias, quer concretas... Quem nunca teve um sonho?!... Desde muito cedo que idealizamos o modelo do nosso mundo, transfigurando muitas vezes a realidade. Um artista transpõe do seu imaginário para a vida real. Desde a profissão mais humilde à mais gratificante, todos são artistas, naquilo em que actuam... Quem nunca fez uma pausa na sua caminhada para contemplar, por vezes boquiaberto, algo de belo, proferindo palavras como: - É realmente fantástico! Só de um artista!!! Bom, estas obras-primas devem-se ao trabalho, muitas vezes árduo, de artistas por vezes ignorados e esquecidos, desde o mais simples e humilde artesão ao mais célebre pintor. O artista é um criador, professando uma arte, nem que seja a “ Arte de Viver “. Isabel Saavedra Rocha

7º 1

O trabalho, tu sabes, Não é só cavar a terra, semeá-la e colher os frutos; Não é só fabricar os automóveis, os barcos, os comboios e os aviões; Não é só construir as casas, abrir as estradas, reparar uma escola. O trabalho, tu sabes, Não é só escrever um livro, pintar um quadro, tocar uma música; Não é só transportar as coisas e as pessoas daqui para ali, de lá para cá; Não é só fazer as leis, escrevê-las depois, governar uma Nação; O trabalho, tu sabes, Não é só dar uma lição, curar os doentes, apagar os incêndios; Não é só descer uma mina, Pescar no mar alto, remendar-te os sapatos; Não é só a lida da casa, Fazer-te a comida. O trabalho... tu sabes, é Também estudar e aprender. Ou escrever uma história... como eu fiz agora. Sabes... os livros são como abelhas, Que levam a inteligência, de uma cabeça à outra. Cláudia Ferreira

6º 3

Baseado na obra “As Letrinhas” de T. F. Nereu

A amizade vale ouro Não ter um amigo é estar só, sem ninguém para falar e dizer o que sentimos. Sem um amigo não podemos brincar. É por isso que ter um amigo é ser rico, muito rico! Quanto mais amizade houver, melhor. As pessoas podem entender-se e até era capaz de não haver guerra, como agora, no Afeganistão! Existem muitas pessoas que se sentem sós, como os mais idosos. Por isso, todos nós temos de ajudar falando com elas, mostrando-lhes o nosso afecto. Eu adoro ter amigos e ser amigo! Tiago Almeida

5º 3


Artigos de opinião

O que é ser-se amigo?

Joana Correia

7º 1

Telemóveis?! Apenas o necessário! Podemos dizer que estamos na “Era do telemóvel”. Hoje em dia, os telemóveis fazem parte dos grandes vícios da população mundial. Cada vez mais as pessoas estão totalmente dependentes dos telemóveis. Este pequeno aparelho já se tornou indispensável no dia a dia de cada um. Os teledependentes estão de tal forma “viciados” que, quando por qualquer motivo andam sem ele, sentem-se como desprotegidos e totalmente incomunicáveis. Porém, está cientificamente provado que a sua constante utilização é nociva para a saúde, pois estes aparelhos libertam ondas que podem provocar doenças graves, como por exemplo, o cancro. Em toda a parte se vêem pessoas a telefonar, a mandar mensagens, a mostrar os seus novos toques e também a jogar, tentando bater novos recordes. Hoje em dia, quem não tem telemóvel é até posto um pouco de parte, nesta sociedade motivada pelo consumo. Os telemóveis são também uma das grandes apostas do mercado, pois estes fazem render muito dinheiro aos seus fabricantes. Existem de vários tamanhos, modelos, cores, preços e também de diferentes marcas e redes. Apesar dos telemóveis terem contribuído para uma melhor comunicação entre as pessoas e terem sido, sem dúvida, uma grande invenção, devemos moderar a sua utilização, pois por vezes as pessoas esquecem-se da importância que tem a conversa directa com alguém. Sugerimos, portanto, aos nossos leitores que moderem o uso excessivo destes “bichinhos”, pois, se reflectirem, são úteis, mas não indispensáveis. USE MAS NÃO ABUSE!!! Joana Correia 7º 1

Na aula de Português, quando explorávamos um poema de Alexandre O’Neill, de título “ Amigo ”, foi-nos pedida a elaboração de um pequeno texto onde expuséssemos a nossa opinião sobre o tema tratado. Assim, elaborei este pequeno artigo. Se consultarmos um dicionário e procurarmos a palavra amigo, dir -nos-á que um amigo é aquele que estima outra pessoa ou por ela é estimado, que é um aliado e também um partidário. Porém, a meu ver, devemos agrupar os amigos em três grupos diferentes:  Os amigos da riqueza;  Os amigos do favor;  Os amigos da convicção. Os amigos da riqueza, apenas são amigos enquanto possuirmos bens materiais de grande valor que os possam atrair; quando os perdemos, estes amigos despedem-se de nós. Os amigos de favor são aqueles que precisam de nós apenas por interesse, para que lhes satisfaçamos um desejo ou um dos seus pedidos. Depois de os ajudarmos, abandonam-nos e não são capazes de retribuir aquilo que fizemos por eles. Mas os amigos da convicção são diferentes de qualquer outro amigo, são para toda a vida! E... Eles estão sempre ao nosso lado, Apoiam-nos em tudo, São sempre fiéis, São conselheiros, Nunca nos abandonam, Satisfazem os nossos pedidos, Retribuem a nossa amizade Enfim... em poucas palavras, podemos dizer que são verdadeiros amigos!! Há que retribuir o amor que estes nos dão e dar-lhes muita atenção. Tenta ser um amigo verdadeiro!

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Joana Correia e Luísa Sarmento 7º 1


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O que eles dizem e sonham

O Sol e a Lua Deus criou o Sol e criou também a Lua. Entre eles havia uma paixão imensa e, por isso, Deus teve de separá-los. O Sol ficaria para o dia e a Lua ficaria para a noite. A Lua, frágil, não conseguia esconder a sua tristeza; por sua vez, o Sol conseguia fingir que estava sempre contente. Com a sua bondade, Deus criou Estrelas para fazerem companhia à Lua mas, mesmo estas, não conseguiam fazê-la sorrir, pois a Lua passava noites e noites a chorar a sua tristeza. O Sol e a Lua sabiam que não poderiam ficar mais tempo sem se verem e, por isso, Deus com a sua bondade, criou o Eclipse. É a época em que o seu amor se une. Poucas vezes se encontram, mas quando se encontram, Sol e Lua ficam felizes. O seu brilho é tão intenso e o seu amor é tão forte, que se olharmos para eles, os nossos olhos podem cegar com tamanha felicidade. Ana Luísa e Ana Filipa

6º 6

Prevenção Rodoviária Corri, Vi, Sorri. Entrei, Espreitei, Gostei. Disse a todas as pessoas, e foram ver. Entraram, Espreitaram, Gostaram. Estou aqui com esta ladainha, Mas... vocês ainda não sabem do que estou a falar. Querem saber? De uma exposição De PREVENÇÃO RODOVIÁRIA. Sílvia Diana Ribeiro

9º 2

Quando o Sol se deita, regressa o meu Pai Que todos os dias P’ró trabalho vai. Quando o Sol se deita, Junta-se a família Todos reunidos, Em grande harmonia. Quando o Sol se deita, Levanta-se a Lua Levanta-se a noite Escura, fria, nua. Quando o Sol se deita Deita-se uma estrela Levantam-se outras Deita-se a mais bela. Quando o Sol se deita, Beija o horizonte Beija toda a terra Desde o vale ao monte. Quando o Sol se deita, Deito-me eu também Porque deitar cedo A todos faz bem! Flávia

5º 11


O que eles dizem e sonham

O Trio Aventura em São Francisco Depois de um ano escolar muito cansativo, o “Trio Aventura” - Egídio, José Pedro e Maurício - partiu em busca de umas merecidas férias de sonho, desta vez rumo à cidade de S. Francisco. Muito entusiasmados e chegados ao aeroporto, dirigiram-se ao hotel “Dream Holidays”. Era o primeiro dia numa cidade deslumbrante e eles, cansados da viagem, decidiram tomar uma banhoca na piscina do hotel. Estavam os três a nadar quando, inesperadamente, sentiram tudo a tremer e repararam que na água se verificava a formação de ondas e a sua propagação. Entreolharam-se e, em uníssono, gritaram: - Bolas!!! Um tremor de terra! Num ápice, refugiaram-se no interior do hotel e procuraram informar-se José Pedro Guerra sobre o que 7º 1 se estava a passar. Todos os canais televisivos destacavam a notícia “Terramoto em S. Francisco”. Em entrevista, as equipas do serviço nacional de protecção civil informavam sobre os cuidados a ter antes, durante e após um sismo. Por todo o lado se ouvia: “Evite o pânico”; “Acalme-se”; “Mantenha a serenidade”; “Não corra para a rua”; “Não utilize os elevadores”; “Cuidado com a queda de objectos”; “Afaste-se das janelas”; “Proteja-se no vão de uma porta interior, debaixo de uma mesa ou cama”; “Se está na rua dirija-se a um local aberto”; “Não vagueie pelas ruas”; “Afaste-se dos edifícios, sobretudo dos velhos, altos ou isolados e dos postos de electricidade”. No hotel, os seguranças pediam calma e orientavam as pessoas para as saídas dos ginásios e das salas de espectáculo que havia no hotel. Passados uns minutos, chegava a informação de que se tratava de um pequeno abalo, na ordem dos 4 graus da escala de Mercalli. Era, no entanto, importante manter alguns cuidados de segurança: manter a calma e seguir as instruções do rádio, no caso de encontrar feridos graves chamar as equipas de socorro, se houver pessoas soterradas, informar as equipas de salvamento, evitar passar por cima dos fios eléctricos

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soltos, não beber água de recipientes abertos sem a ter examinado e filtrado por coador, não utilizar o telefone, excepto em caso de extrema urgência, comer alguma coisa, se a casa está muito danificada, deve abandoná-la, acalmar as crianças e os idosos e não circular pelas ruas para observar o que aconteceu. O Sr. Cristopher, o dono do hotel, depois do susto, começa finalmente a pronunciar as primeiras palavras: - Que alívio! Ainda bem que tudo não passou de um abalo. E dirigindo-se ao recepcionista, lembrava o abalo que havia presenciado naquele mesmo hotel, em 1989. Evocava então o estado em que havia ficado o hotel e as casas que o rodeavam. Os prejuízos eram imensos: propriedades destruídas e comunicações cortadas... Tratava-se de um sismo que tinha atingido o valor de 7.1 na escala de Richter; colheu 62 vidas e destruiu um milhar de casas. Passou-se, assim, mais uma aventura, desta vez desencadeada por um fenómeno natural. A Natureza é fascinante! Mas, por vezes, traz-nos grandes perigos que só podemos vencer se tomarmos as devidas precauções. Maurício Pina, Egídio Pina e José Pedro Guerra 7º 1

Era uma vez um Leão muito leal à sua Leoa. Vivia numa selva, na Amazónia, que parecia um labirinto. Um dia decidiu ir dar um passeio pela selva à procura de lebres e levou a sua nobre leoa, Leonor. No caminho encontraram o seu primo Leopardo a beber água no rio Liz, que tinha um leito cheio de pedras. Mais à frente, um Lagarto cuspia uma labareda. Um bocadinho mais longe estava a dona Lontra a nadar no lago com muito lodo. Passaram pela praia, onde apenas descansavam uma Lagosta e várias Lapas coladas a uma rocha. No interior da selva assustaram-se com o seu grande amigo Lobo e com dois macacos a lutar. Também viram gorilas a fazer musculação e lançamento de disco. Espreitaram pelo buraco de um lamegueiro e surpreenderam-se com uma coruja a beber limonada em frente à lareira. Mas lebres, nem vê-las! Quando a Lua apareceu no alto do céu, o Leão bebeu um copo de leite e foi-se deitar no leito da sua amada Leonor. Carlos Ferreira

5º 3


O que eles dizem e sonham

Uma aventura na ilha do Hawai Um grupo de jovens encontrava-se a passar férias de Verão na ilha do Hawai, com as suas famílias. Num dia lindo, de sol irresistível, o Daniel lembrou-se de mandar uma mensagem por telemóvel ao seu amigo Tiago, perguntando se gostaria de ir “apanhar” umas ondinhas com ele. O Tiago respondeu-lhe da seguinte maneira: “Vem ter comigo a minha casa para depois irmos para a praia, mas não te esqueças da tua prancha de surf! Ok?” Chegaram à praia, e quem é que estava lá??? O Sérgio, o Miguel, o André e a Sofia. Sentaram-se ao pé deles e começaram a falar. Já cansados de tanto falar, decidiram, então, ir dar um mergulho e “surfar”. Depois foram descansar e optaram por ficar deitados na areia. De repente a Sofia vira-se para o resto do grupo e pergunta-lhes: - Não ouviram nada? - Sim, eu ouvi! - exclamou o Sérgio. O Miguel, o André e o Dani afirmaram não terem ouvido absolutamente nada. O Tiago ia buscar a t-shirt para a vestir, quando olhou para um lado e viu um homem a correr com uma mala na mão. E viu também, ao longe, uma senhora a gritar e em pânico. Quando se apercebeu do que ali se passava, decidiu entrar em acção e correu atrás do ladrão até o apanhar. Depois, levou-o imediatamente ao “life-guard” (guarda-vidas ou nadador-salvador) que, sem demora, conduziu o ladrão e os seis amigos até à esquadra da Polícia do Hawai. Já na esquadra, o Tiago recebeu um prémio de compensação pelo bom acto que tinha praticado. O ladrão foi preso preventivamente e o grupo dos amigos ia visitá-lo frequentemente. A partir dessa altura, a senhora a quem o ladrão tinha roubado a carteira passou a ter mais cuidado com ela. Ana Cláudia e Bruna Raquel

7º 1

O dia-a-dia de um cidadão ateniense Estamos no Verão de 450 a.C. Está um dia cheio de sol na cidade de Atenas. Hoje, levantei-me já o sol estava de pé há algum tempo. Depois de pôr o meu quíton de algodão de uma forma bastante rápida, pois já estava atrasado para a minha conversa matinal, saí. No entanto, não deixei de parar para comer a 1ª refeição do dia: pão molhado em vinho com azeitonas. Hoje acordei com uma fome fora do vulgar! No Ágora estavam, assim como eu, muitos outros cidadãos que tinham resolvido ir até lá para discutir o governo desta cidade helénica, que tem a comandá -la, já há onze anos consecutivos, um dos dez estrategas, Péricles. Foi ele quem permitiu que eu pudesse continuar a participar na Democracia da minha cidade, pois o meu cargo no Bulé estava ameaçado por motivos de trabalho. Relembrámos os últimos jogos que foram emocionantes! Foi o meu filho que ficou com a coroa de vencedor. Quando o sol estava bem lá no alto, fui almoçar. Foi um almoço rápido, composto por alguns legumes, queijo, figos e pão. Assim que acabei de comer, dirigi-me para a barbearia, como costumo sempre fazer, para me Joana Correia 7º 1 inteirar das novidades do dia. Entre outras, fiquei a saber que, na noite anterior, tinha morrido uma pessoa com uma doença inexplicável e que, mais uma vez, os conflitos provocados pelos jogos tinham recomeçado, fazendo mais vítimas. De seguida, fui ao ginásio para fazer uma corrida com o meu filho mas, como sempre, ele ganhou-me. Bem, tenho de admitir que a idade já me pesa mas, verdade seja dita, ele é um óptimo corredor. Depois, tomei o meu banho diário na piscina do ginásio para relaxar do esforço despendido, enquanto conversava. Quando o sol começou a pôr-se, fui para casa jantar. Logo que acabei de cear, sentei-me no terraço. Passei aí a noite a relembrar o serão anterior que organizei e que infelizmente hoje não posso repetir. Joana Correia 7º 1

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O que eles dizem e sonham

A maior flor do mundo

Joana Correia 7º 1

Hoje, na aula de Português, lemos uma pequena mas bonita história de José Saramago. José Saramago foi Prémio Nobel da Literatura em 1998. Gostei tanto da história que resolvi contá-la em poucas palavras. Era uma vez um menino que decidiu partir à aventura. Saiu do seu quintal, desceu até ao rio, cortou à direita e embrenhou-se por campos e bosques. Subiu às montanhas e viu uma flor murcha, quase a morrer. O menino teve pena da flor. O rio ficava a quilómetros de distância, bem lá no fundo, mas o menino resolveu tentar salvar aquela flor. Repetidas vezes desceu e subiu as montanhas. Transportava nas suas mãos a água de que a flor necessitava. E ela começou a crescer. Ficou muita alta e bonita. O menino, cansado e com os pés a sangrar de tantas caminhadas, adormeceu debaixo da flor. Uma grande pétala caiu sobre ele, como se de um macio cobertor se tratasse. Já era tarde. Em casa do menino, a sua família estava preocupada. Saíram à sua procura. Depois de muito procurarem, avistaram o menino adormecido. Trouxeram-no para casa e foi muito acarinhado por todos. Consideravam-no um herói: o menino tinha arriscado a sua vida para salvar a flor. Pedro

5º 11

Comentários sobre o livro lido: Gostei muito de ler este livro. O autor, José Saramago, diz que não tem jeito para escrever histórias para crianças, mas eu penso que não é verdade. Se eu o visse, dir-lhe-ia para escrever mais histórias para nós, porque eu adorei «A Maior Flor do Mundo». Daniela Pinto

5º 11

Esta história diz-nos que devemos ajudar a Natureza, pois ela também nos ajuda a nós. Daniela Pinto

5º 11

O menino fez um acto muito bonito e corajoso ao salvar a flor. Olhemos à nossa volta… tantas «flores» que precisam de ajuda. Ajudemo-las!

Marisa

19 5º 11

O Mundo diferente Olá! Eu sou o Jill, Jill Sweden. Vivo num mundo diferente, numa terra que ainda não foi descoberta mas que sinceramente não me apetece dizer o nome. Tenho 236 anos e sou o mais novo dos meus irmãos. A Sarah e o John são os meus irmãos mais próximos, nos quais posso confiar mas, depois, tenho mais 42 irmãos com quem convivo menos e 37 que nem conheço (só sei da sua existência, porque os meus pais me falaram deles). Estes últimos são quase 400 anos mais velhos do que eu e, os meus pais têm 821 e 798 anos (respectivamente, pai e mãe). Vivo numa casa com 50 quartos. Todos os dias somos abastecidos com produtos de mercearia e o Joe traz-nos o jornal. O Joe é um grande amigo meu. Certo dia, fui buscar o jornal à porta, como faço todos os dias, e deparei-me com um bilhete mandado pelo Joe. Dizia o seguinte: “Jill, se puderes, vem ter comigo à geladaria para comermos um gelado e para saberes da boa nova”. Bem, realmente não tenho nada para fazer, vou ter com ele. Cheguei à geladaria e senti que havia algo diferente. Tive a sensação de que o clima era de bastante alegria. Olhei para o Sr. Peter, o vendedor de gelados, e este tinha um sorriso bastante grande. Então perguntei -lhe: - Bom dia, Sr. Peter, porque está tão contente?! - Ai meninos, finalmente vou casar-me!!! Saber que alguém se ia casar no meu mundo, era coisa de outro mundo, pois o único casamento que tinha existido até ao momento, fora o dos meus pais, que já tinha sido há 500 anos. - Bem, Joe, vou dizer ao fogueteiro para mandar uns foguetes e ao abade para tocar os sinos, pois um acontecimento importante está para vir. Foi o 2º casamento da vila, pois ainda só tinha havido dois. A noiva era a Sra. Lizete, da sapataria, e verdade seja dita... o banquete estava delicioso! Ouvi dizer que na vossa terra há muitos casamentos! Então eu vivo mesmo num mundo diferente.


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O que eles dizem e sonham

Olá, Verão ! A Sr.ª Primavera já anda a ficar cansada de ser estação e precisa de repousar durante alguns meses, para poder voltar novamente. Por isso, liga ao Sr. Verão para o avisar de que está na hora de a substituir. - Está? Verão?! Então, já estás atrasado!... Este ano está a ser muito aborrecido! Vê lá se vens rapidamente, que ando a ficar cansada... Isto de ser estação e comandar as operações dá muito que fazer. Preciso de repousar! - Já estás cansada? Tudo bem, eu também já tinha saudades de mostrar os meus dias quentes e radiosos. - Mas vem depressa, pois qualquer dia eu vou-me embora de vez e as pessoas ficam sem estação o que é um pouco aborrecido... - O que é que pensas fazer quando eu chegar? - Não sei, ainda não pensei bem, mas acho que este ano vou estivar num lugar aprazível, com o Sr. Outono e o Sr. Inverno. - Mas tu não estavas zangada com o Sr. Inverno por causa de não te querer dar o lugar? - Sim, de facto estava... mas, enfim! É natural que às vezes nos apeteça reinar durante mais algum tempo... - Ele também... está sempre frio e resmungão! - Nos dias em que está mais bem-disposto, ele gosta de encomendar às nuvens brancas aquela neve fofinha de que eu tanto gosto! - Eu cá prefiro a Areia da Praia e as Ondas do Mar. Damo-nos os três muito bem! Só que as ondas são muito temperamentais e, por vezes, zangam-se com o Sr. Mar: é por causa destas discussões que às vezes o Mar fica tão violento e as Ondas tão grandes e furiosas... A Areia nunca se mete na zanga mas acaba sempre por ser arrastada pelo rebuliço. - E o seu amigo Sol, tem falado com ele? Ultimamente tem estado um pouco amuado comigo, porque ele gosta de dar muito calor aos Humanos, mas eu não deixo, por ainda não ser a altura certa. Agora, quando tu chegares, ele pode fazer o que quiser. Ultimamente tem andado um pouco “murchito“ ... - Deixa estar, que animar o Sol é a minha principal função e vou cumpri-la à risca. Mas, mudando de assunto...tens falado com o Sr. Outono? Há que tempos não o vejo...

- Ele anda fugido, mas ouvi dizer que tem andado com problemas lá por casa. Parece que os seus filhos, a Chuva e o Vento, andam sempre a brigar e ele não tem paz... Coitado do Sr. Outono! - Bem... quando aqueles dois brigam, as pessoas não têm sossego! - Olha, deixemo-nos de conversas que eu quero estivar o mais rapidamente possível... amanhã já é dia 23 de Junho, por isso, não te atrases! Amanhã sem falta! - OK, combinado! De manhãzinha, estou aí! No dia seguinte... - Olá... Cheguei, Sr.ª Primavera! Já pode descansar durante algum tempo... Vou já cumprimentar o meu amigo Sol! - Adeus, Sr. Verão! Cuidado com os escaldões, veja lá! Até ao próximo ano!

Luísa Sarmento

O Meu Sonho é ... Acordar sonhando é possível Sonhar acordado é bom! Pena é que a realidade, Se apresente noutro tom. Sonha-se com o que se quer alcançar Sonha-se também com paixões Mas, quando não se consegue, Vão chegando as desilusões. Há sonhos que se realizam, Outros difíceis de concretizar, Só a força e a persistência Os poderão alcançar. Interrogo-me e pergunto-me “Porque é que a vida é assim?” Podia ser bem melhor Um sonho persistente, sem fim! O meu sonho é ser feliz E nunca ver ninguém triste E isso eu vou sempre tentar Porque a felicidade existe!

7º 1


Página da E.M.R.C.

Poemas da amizade

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Este ano foi assim

Viver sem amizade É como viver num mundo sem sociedade, É estar uma pessoa na solidão E estar num mundo sem compaixão A amizade É o coração a crescer Com fraternidade Para podermos viver Com ela temos liberdade, Felicidade, sinceridade, E compaixão, Como ordena o coração

Aulas ao ar livre com jogos educativos

Peddy-paper sobre a matéria dada para o 6.º ano

Com um amigo falo Para depois ajudá-lo Tirando lições de vida Para ser construída A amizade sem amor, É como o Verão sem calor, O amor sem amizade, É como o mundo sem solidariedade A amizade é um coração, É um mundo sem solidão, A amizade é fraternidade, Nas asas da liberdade A amizade é conviver, Viver, sem necessidade de renascer É a floresta verde, Que arde sem se ver A amizade, É como o amor, Ter generosidade, E muito ardor Carlos Melo, Diana Rodrigues, Joana Cardoso, Marco António, Inês Montenegro e Marisa Marlene 9º 2

Mensagens de Páscoa, mensagens de amizade e de fraternidade. Também festejámos aniversários dos alunos, ajudámos leprosos, vimos filmes com projector multimédia e ainda participaremos no Sarau de fim de ano.

Foi bom caminhar convosco ao longo deste ano. P’ro ano há mais. Boas Férias!


No mundo das hipóteses

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Mariana Almeida

Se...

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Se eu fosse deputado

Se eu tivesse um leão Havia de conhecer Toda a selva. Se eu tivesse uma nave espacial Havia de conhecer Todo o universo. Se eu tivesse uma máquina do tempo Havia de conhecer Todo o passado. Tenho dois olhos E às vezes não vejo As tristezas e as alegrias deste Mundo. Lígia Santos

5º 3

Se eu tivesse .... Se eu tivesse asas, Voaria até aos confins do céu! Se eu tivesse uma flauta mágica, Faria com que as pessoas fossem todas amigas. Se eu tivesse o Mundo, Governá-lo-ia com paz e amor. Rita

5º 3

Se eu tivesse poderes mágicos Se eu tivesse poderes mágicos, fazia toda a gente feliz. Fazia com que não houvesse guerras, só paz. Fazia com que as pessoas do mundo inteiro fossem um só povo. Fazia com que no Inverno nevasse sempre, mas que a neve não fosse fria! No Verão, os gelados seriam de graça, para que as pessoas que não tivessem dinheiro pudessem também saboreá-los. Daria uma casa a todas as pessoas que a não tivessem e também outras regalias. Também transformava as chaminés das fábricas em flores, para que deitassem um cheirinho muito agradável! Enfim, transformava a Terra num “paraíso”, onde todos vivessem felizes!

Se eu fosse deputado, fazia um levantamento das maiores necessidades da minha terra e dos meus conterrâneos, a fim de criar novas condições de vida, principalmente nas áreas do ambiente, da educação e da saúde. Na área da saúde, preocupava-me essencialmente com as listas de espera nos hospitais e com os custos agravados de eventuais serviços (ou tratamentos). Diminuía as listas de espera e todos os serviços prestados por um hospital seriam gratuitos. Aumentava também as equipas de emergência médica, 24 h por dia, com turnos de 10 h diárias e com intervalos de 30 minutos por cada hora de trabalho. Alertava também o governo para a falta de condições de trabalho nesta área, nomeadamente no Hospital Distrital de Lamego. Na área do ambiente, reforçava os serviços de limpeza nas ruas e jardins, criava novas E.T.A.R’s (Estações de Tratamento de Águas Residuais), discutia com o I.P.P.A.R a expropriação do parque de Nossa Senhora dos Remédios para lá se criarem parques de divertimento no espaço da carreira central e restaurar o actual e degradado parque e Santuário de Nossa Senhora dos Remédios. Na área da educação exigia melhores escolas e equipamento para as mesmas.


Passatempos

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Procura na sopa de letras 10 palavras associadas à Língua Portuguesa D

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Nesta pequena sopa de letras tenta descobrir 11 palavras inglesas que pertençam ao mesmo campo lexical de férias.

1. Palavras que servem para unir orações ou elementos de orações. 2. Texto construído com o objectivo de ser dramatizado. 3. Função sintáctica que está presente sempre que nós invocamos algo ou alguém. 4. O que recebe instruções de alguém, aluno. 5. Célebre poema épico de Luís de Camões, publicado em 1572, que, narrando a descoberta do Caminho Marítimo para o Oriente por Vasco da Gama, encerra ainda uma síntese da História pátria. 6. Poeta épico grego que, segundo Heródoto, viveu nos anos 900 a.C., considerado como autor das duas maiores epopeias da Humanidade - a Ilíada e a Odisseia. 7. Sentido figurado. 8. Recurso estilístico que atribui características humanas a objectos ou animais. 9. Tipo de sensações associadas à visão. Cristina Saavedra

7º 1

Descobre na Sopa de Letras 12 Capitais Europeias.

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Joana Correia

7º 1

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Joana Rebelo, Augusta Pinto, Cátia Sofia e Vanessa 7º 1


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Passatempos 8 - Muita gente me obedece Andando bem ordenada Mas para que me obedeçam Apanho muita pancada.

Adivinhas 1 - Plana como a mão Branca como a neve Fala sem ter boca Caminha sem ter pés.

Diana Duarte

Rúben Ricardo

9 - Qual é a coisa qual é ela Vermelha, avermelhada Caminha bem no mato E não caminha na estrada.

6º 2

2 - Quando se lava fica suja. Quando não se lava fica limpa. O que é?

Diana Rosa

Milene Oliveira

João Rui

6º 2

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4 - Alto está, alto mora, Todos o vêem, E ninguém o adora. O que é?

6º 2

10 - Qual é a coisa Qual é ela Que foi feita para andar Mas não anda?

3 - Quando nasço já tenho a certeza que um dia morrerei. Vivo em casa do rico e do pobre também.

António Almeida

6º 2

Completa o crucigrama sobre os recursos linguísticos. 1 2 3

Carla Joana

6º 2

5 - Qual é a coisa Qual é ela Que antes de o ser Já o era?

5 4

Daniel Monteiro

6º 2

6 - À meia-noite se levanta o francês; Conta as horas, não conta o mês; Traz esporas, não é cavaleiro; Tem serra, não é carpinteiro; Tem picão, não é pedreiro; Cava a terra, não ganha dinheiro. Renato Miguel

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6º 2

Soluções: 1 - carta 2 - Água 3 - o calendário 4 - o sino 5 - Pescada 6 - o galo 7 - O viajante 8 - o bombo 9 - o fogo 10 - A estrada

7 - Qual é a coisa, Qual é ela Que estava para passar E não passou porque passou? Se não passasse Quem passou Tinha passado... Mas como passou Quem passou, não passou? Ana Rita

6º 2

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1

1 - Quando o autor repete propositadamente a mesma palavra ou expressão. 2 - Quando o autor compara um elemento com outro. 3 - Tem como base uma comparação à qual foi retirado o termo comparativo. 4 - Consiste em atribuir aos animais ou às coisas qualidades humanas. 5 - Quando o autor enumera algo. 6 - Consiste na repetição intencional da mesma consoante ou som consonântico. 7 - Consiste em exprimir uma oposição de ideias. 8 - Consiste em repetir a mesma palavra ou expressão no início de alguns versos.


Número de Junho de 2002