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Dezembro de 2009

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Editorial

índice

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este ano em que se comemoram os 50 anos da chegada do homem à lua, “O Saltarico” aventura-se na sua primeira edição electrónica. Com a mesma vontade criativa que o caracterizou ao longo dos seus 23 anos de existência em edição impressa. Sem perder a identidade e a pertinência. Com base no trabalho de equipa e no contributo de toda a comunidade educativa. Mantendo a convicção de trilhar um caminho com e de futuro. Armstrong, ao dar o primeiro passo na lua, disse que era “um pequeno passo para o Homem, um grande salto para a Humanidade”. Neste nosso pequeno universo que é o Agrupamento Vertical de Lamego, apetece, sobre este primeiro passo, dizer o mesmo por outras palavras: “que o saltarico continue a saltar!” O Director Carlos Madureira Alves Rei

FICHA TÉCNICA Propriedade Agrupamento Vertical de Lamego Sede Rua de Fafel 5100-143 Lamego Tel. 254 612 023 Coordenação Virgínia Miguéis e Carlos Guerreiro Conselho Editorial Comunidade Educativa do Agr. V. de Lamego Fotografia Ana Paula Sousa e António Meireles Composição, montagem e paginação Carlos Guerreiro Periodicidade Trimestral - Dezembro de 2009 Impressão Tipografia Minerva - Lamego

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Aconteceu Alexandre Parafita no Agrupamento Vertical de Lamego

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lexandre Parafita, escritor transmontano, deslocou-se, na manhã do dia 28 de Outubro ao nosso Agrupamento para explicar aos alunos dos vários ciclos de ensino, entre outras coisas, como lhe surgiu o gosto pela escrita. Com o auditório da escola E. B. 2,3 de Lamego repleto de crianças com o olhar a tento e perscrutador, Alexandre Parafita foi obsequiado com alguns «números», apresentados por alunos das diversas turmas envolvidas, antes de responder às inúmeras questões que lhe iam sendo feitas. Para além das referências a factos da sua vida e do seu percurso escolar e profissional, o autor foi dizendo que a inspiração para os seus livros – na sua maioria, feitos a pensar nas crianças, pois o livro é um «alimento para quem está a crescer» – lhe vem da memória oral portuguesa, das histórias que ouve contar aqui e acolá, da preocupação com questões como a guerra, a fome, os direitos humanos e dos animais, a pobreza, a miséria, etc. O gosto pela escrita vem-lhe dos tempos de escola, onde os professores lhe «elogiavam as redacções», gosto esse que foi acentuando, já nos tempos do Magistério Primário, não obstante, ao longo da sua vida, não ter tido apoios por parte de ninguém e ter visto vários livros seus recusados pelas editoras. Apesar de ter começado por escrever poesia, actualmente não tem predilecção pela prosa ou pelo verso: escolhe o formato de acordo com a história que quer contar e como o pretende fazer O autor, tendo experimentado a carreira de jornalista – de cuja actividade conserva ainda a carteira profissional, mas que, como o próprio afirmou, «já não tem pachorra» para exercer, pois os jornalistas, na sua opinião, são muito maltratados -, foi, igualmente, professor, em tempos de antanho, por esses «cus de judas», onde não chegava o macadame, e os quilómetros eram calcorreados a pé. Também dessa actividade se cansou, embora mantenha contacto permanente com escolas e alunos. Embora tenha recebido já alguns prémios – um deles de grande relevo – refere que não é isso que o motiva e tem já no prelo um novo título - Contos ao vento com memórias dentro -, a sair em Dezembro para cuja apresentação a professora Ana Paula, responsável pela

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Alexandre Parafita biblioteca escolar, lançou desde logo o repto para que se fizesse naquele mesmo auditório, ao que o autor, sem assegurar que isso possa acontecer efectivamente, anuiu com prontidão e agrado, deixando no ar essa possibilidade que muito honraria o Agrupamento Vertical de Lamego. Tratou-se, de facto, de uma manhã proveitosa e inspiradora e, no final, todos se mostraram gratos pela generosidade e simpatia do escritor que ainda teve tempo para deixar umas dedicatórias nos livros de todos aqueles que o desejaram.

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Crianças do pré-escolar e do 1º ciclo participaram na primeira sessão


Brincando... Brincando com os nomes…

Eu chamo-me Carolina. Gosto muito, muito de . Às vezes, uso

s e adoro comer gomas em forma de

s no cabelo. Costumo convidar as minhas

Divertimo-nos imenso. Por vezes, brincamos com vários tipos de arranjos! Enquanto isso, comemos

para minha casa. . Entretemo-nos a fazer

s, mas muito raramente!!

Quando era pequena, gostava de ver os

s a subir no ar e … ainda gosto! Ana Carolina, n.º 1, 5º 8

Olá, eu sou o Jorge e gosto muito de olhar pela Quando chego a casa, vou logo jogar à Eu tenho uma

do meu quarto.

, mas às vezes vou passear junto ao

.

chamada Mimi. Ela é muito meiga, mas quando se irrita arranha-me!

Às vezes, ocupo o meu tempo livre a brincar com os meus

s. Vivemos muitas aventuras!! Jorge Coelho, n.º 7, 5º 8

Eu chamo-me Mafalda e gosto imenso das letrinhas com que escrevo o meu nome. O F faz-me lembrar as lindas A um

s que existem no meu jardim; o D uma

repleto de amor, o L muitas

eu adoro!) e o M o

colorida a esvoaçar pelo ar; o

que junto em palavras para poder conversar (Algo que

onde sereias, golfinhos e outros animais marinhos se distraem a nadar.

Ah, já me esquecia que ainda me faltam dois A’s!! Batem à porta. Abro. Um aniversário, o outro

chega muito alegre de uma divertidíssima festa de

, feito de neve quente vinda do meu coração, observa radiante a paisagem. Mafalda Velloso, n.º 12, 5º 8

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com nomes Eu chamo-me Marco e gosto imenso de jogar à

. Quero ser futebolista.

Quando vou a casa da minha avó, gosto muito de brincar no seu jardim cheio de

se

árvores com o meu cão. Também gosto de ir visitar os meus tios, pois costumo ir aos s com os meus primos. Habitualmente, nas férias de Verão, vou com os meus pais até Aveiro e passamos sempre por uma

(cascata) e por ninhos de cegonha em cima dos postes de electricidade.

À noite, por vezes, entretenho-me a ver a estrela cadente, peço um desejo.

e os aviões que passam. Quando vejo uma Marco, n.º 11, 5º 8

Eu gosto muito de ir à praia e ver o

. Divirto-me imenso a saltar na areia e com a água

que me salpica a cara. Quando está sol, ponho os meus normalmente de calor, a minha mãe diz-me para beber muita Sou muito conversadora e adoro minhas amigas. Também gosto de subir às ver a

de sol preferidos. Nestes dias, e eu até gosto!!!

com todas as pessoas, mas especialmente com as s e de escavar

s. Um dia, gostaria de ir a Paris

ao vivo. Eu sou a Mariana. Mariana Dias, n.º 13, 5º 8 Olá, eu sou a Mariana! Gosto muito de observar paisagens, em especial rios e

verdejantes cheios de árvores e

. Também adoro ver os campos

s.

Nos dias de Inverno, fico em casa a brincar com as minhas irmãs ou a jogar na Na Primavera, adoro ver as

s a voar no imenso céu azul, todas de cores diferentes .

Nos dias quentes de Verão, gosto de ir passear com a minha piscina e, como eu adoro

.

. Às vezes, vamos até à

, divirto-me sempre muito. Outras vezes, vou à casa dos meus avós e

brinco com os meus primos que são muitos fixes. Gosto de estar recebo visitas em minha casa.

, sempre que saio ou quando Mariana Cardoso, n.º 15, 5º 8

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Descoberta Paisagens Oblíquas

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o dia 13 de Outubro realizámos uma visita de estudo à Casa do Poço, em Lamego, para apreciar uma exposição da pintora Emília Nadal. Adorámos a visita, mas o que nos impressionou mais foram os quadros intitulados “Paisagens Oblíquas”, que representavam pinturas abstractas.

Em primeiro lugar, vamos falar um pouco deste género de pintura. Em termos simples, podemos dizer que a pintura abstracta pode ter várias interpretações, pois, como não é figurativa, não é nítido o que o pintor pretende transmitir. Mas é muito interessante, porque cada um pode dar largas à sua imaginação e interpretar de acordo com os seus pensamentos, sentimentos, o seu mundo…Apareceram interpretações muito diferentes, mas todas interessantes. Alguns dos nossos colegas viam o pôr-do-sol nestes quadros, outros a chuva a cair. Houve também quem pensasse nos socalcos do Douro e todos nos concentrámos nesta interpretação. De facto era possível! E, como as palavras são como as cerejas, passando da pintura para a literatura, falámos de Miguel Torga, que tão bem descreveu os socalcos do Douro e enalteceu esta região (que é a nossa) na sua obra. Também gostámos muito das “Sonatas”- que foram pintados ao som de música clássica: uma de Beethoven e outra de Haydn. Ao lermos esses quadros (sim, porque os quadros também se lêem, na medida em que interpretamos uma mensagem), analisámos um, em especial, onde se via um flautista, ou seja, um homem que tocava uma flauta enorme e à volta do qual havia cores fortíssimas… Nós imaginámos que a Emília Nadal estava a ouvir a sinfonia de Beethoven quando estava a pintar este quadro, pois esta música também tem sons muito fortes. Estas foram as obras que Paisagens Oblíquas - Emília Nadal mais apreciámos, contudo adorámos toda a exposição e as explicações que nos deram e que tanto nos ajudavam a compreender o que víamos. Foi muito interessante, pois aprendemos que os quadros também têm leituras e ficámos mais ricos (culturalmente).

Daniela Cristina Oliveira - Nº4 - 6º2 Diana Ferreira Ribeiro - Nº6 - 6º2

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Exposição Emília Nadal

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o longo de três semanas do início do 1º período, o Agrupamento desenvolveu uma actividade transversal e em interdisciplinaridade com o Museu de Lamego, no sentido de proporcionar aos seus alunos o contacto com outras formas de comunicar, de sentir e de nos exprimirmos perante o que alguém pintou. Foi com a exposição de Emília Nadal, com o título de “Transparências”, que tudo isto foi proporcionado. Após algumas semanas de reflexão, de alguns testemunhos escritos e icónicos, decidiu-se realizar a sua avaliação, através de um pequeno questionário com oito perguntas.

RESULTADOS OBTIDOS (208 respondentes/alunos dos 2º e 3º ciclos)

1- A visita correspondeu às expectativas de 90% dos alunos. 2- Para 50% dos alunos, com esta exposição, aprendeu a apreciar uma grande variedade de quadros; 30% aprendeu a apreciar quadros com música e 20% achou que não aprendeu nada de novo. 3- O ambiente proporcionado pelas profissionais foi conseguido (90% dos respondentes), distribuindose as justificações por: ser um ambiente bonito e engraçado (50%), explicavam bem (30%) e estava tudo bem organizado (10%). 4- Quanto aos imprevistos, apenas uma minoria se referiu ao facto de serem surpreendidos pela chuva e terem ficado molhados (10%). 5- Os alunos responderam, também, que o que mais gostaram foi dos quadros (80%), mas cerca de 20% apreciou bastante a música e a sua ligação com os momentos de pintura pela artista. 6- Apenas os alunos que foram surpreendidos pela chuva e ficaram molhados, durante a visita (10%), disseram que foi este o único aspecto que gostaram menos. 7- A linguagem utilizada pelas responsáveis foi considerada de fácil por 90% dos alunos e apenas 10% a achou difícil. 8- Os quadros mais apreciados foram: “Os Quatro Cavaleiros do Apocalipse” (80%) e “Os 7 Dias da Criação” (20%). Foi uma actividade que mereceu uma boa aceitação dos nossos alunos, os motivou, permitiu-lhes o questionamento e a interacção com as mensagens e diálogos construtivos do saber que foram acontecendo e, essencialmente, o facto de educarem um pouco a sua capacidade e sentido estéticos, num encontro que nem sempre é possível, devido à carência de eventos desta natureza na cidade ou na região. O interesse ficou bem salientado com as perguntas e descrições bem pertinentes que faziam aos temas dos quadros e a surpresa que revelaram quando deram conta da estreita ligação entre pintura e música. Outubro/2009

A Subcoordenadora de L.P. 2º ciclo: Isilda L. Afonso

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Férias que já lá vão

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riiiimm”... Tocou a campainha. Ouviram-se cadeiras a arrastar, pessoas a cantar e algumas, até, a gritar loucamente. Tinham motivo. Eram as férias grandes. Alunos a correr por tudo quanto era lado!!! Que confusão... Seguiram-se os “até ao próximo ano”, os “liga-me” e os “xaus”. Acabara-se a escola por enquanto. Bem, falando mais sobre mim, gostei das minhas férias. Só tive pena de uma coisa. Os meus colegas e amigos moram longe de mim e não nos pudemos ver durante as férias. Este ano vai ser diferente, vou combinar umas “cenas”. Fui para a praia apenas um fim-de-semana em Leiria. Não gostei muito, porque é confusão em demasia. Não sou de confusões. Estive também na ilha da Madeira e só penso uma coisa: “Que maravilha!!!”. Andei de teleférico, passei em jardins lindos, vi aves raras e muitas mais coisas que ocupariam um caderno se as escrevesse. Esta viagem foi, tal como as outras, com os meus pais. Mas não passei as férias todas com os meus pais... Estive também com os meus tios e com os meus avós paternos, onde aproveitei para brincar com outros amigos. Estas férias foram “quentes”. Samuel Martins, 6°4 n° 19

Lamego, 13-11-2009 Amigo Celso, Estás bom? Eu estou óptimo. Como foram as tuas férias? Espero que tenham sido boas. As minhas foram, como sempre, divinais: fui à praia, visitei mosteiros e conventos e ainda tive tempo de mostrar a minha fé, indo ao Santuário de Fátima e participando na Procissão de Velas. Mas a viagem mais interessante foi a que fiz a Miranda do Douro. Sabias que, em Miranda do Douro, se fala o Mirandês? Pois é verdade, durante a viagem ouvi a rádio local, que falava Mirandês, e reparei que as placas de sinalização local estavam escritas em Português e também em Mirandês, até te dou o exemplo:”Duas igrejas”- “Dues Eigreijas”. Achei muito interessante, mas o mais curioso foi quando visitei a Sé de Miranda e vi, num oratório, uma imagem do Menino Jesus com um rosto de homem e vestido à francesa. À sua volta, tinha muitas roupas, chapéus e sapatos, era muito engraçado! Foi pena termos ido para escolas diferentes, tenho saudades das nossas conversas e das tuas anedotas, mesmo quando não tinham graça nenhuma. Como está a correr este período? Eu estou a estudar para tirar boas notas, como no ano passado. Escreve-me a contar as tuas aventuras de Verão e as novidades deste ano lectivo. Um abraço e até breve. Manuel Almeida Eu na praia de Vieira de Leiria

Eu, junto das ruínas da antiga Sé de Miranda do Douro

PS: Envio-te fotografias do meu Verão. Menino Jesus da Sé de Miranda do Douro

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Guy Fawkes and Thanksgiving

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uy Fawkes (13 April 1570 – 31 January 1606), also known as Guido Fawkes, the name he adopted while fighting for the Spanish in the Low Countries belonged to a group of Roman Catholic restorationists from England who planned the Gunpowde Plot of 1605. Their aim was to displace Protestant rule by blowing up the Houses of Parliament while King James I and the entire Protestant, and even most of the Catholic, aristocracy and nobility were inside. The conspirators saw this as a necessary reaction to the systematic discrimination against English Catholics. The Gunpowder Plot was led by Robert Catesby, but Fawkes was put in charge of its execution.

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e was arrested a few hours before the planned explosion, during a search of the cellars underneath Parliament in the early hours of 5 November prompted by the receipt of an anonymous warning letter. Guy Fawkes Night (or “bonfire night”), held on 5 November in the United Kingdom and some parts of the Commonwealth, is a commemoration of the plot, during which an effigy of Fawkes is burned, often accompanied by a fireworks display. The word “guy”, meaning “man” or “person”, is derived from his name.

Guy Fawkes Telmo Bastos 9º1 nº15

THANKSGIVING

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hanksgiving is an annual holiday celebrated in the United States on the fourth Thursday in November. It originated in three days of prayer and feasting celebrated by the Plymouth colonists in 1621, although an eartlier thanksgiving was offered in prayer alone by members of the Berkeley plantation near present-day Charles City, Va, on Dec. 4, 1619. The firs national Thanksgiving Day, proclaimed by President George Washington, was celebrated on Nov. 26, 1789. C O LO N I S T S FA M I LY FA S T I N G FRIENDS HARVEST H O L I D AY M AY F LO W E R NOVEMBER

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P I LG R I M S P LY M O U T H R O C K P R AY E R SETTLERS THANKSGIVING T H U R S D AY U N I T E D S TAT E S WA S H I N G TO N

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História do Capuchinho Vermelho

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ós, os alunos da EB1 de Cambres, fomos ao teatro ver o espectáculo do Capuchinho Vermelho, no dia 6 de Outubro e gostámos muito. Na escola contámos a história, pintámos a banda desenhada, ordenámo-la e legendámo-la. Escolhemos um exemplar para partilhar o nosso trabalho. Esperamos que seja do vosso agrado!

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Capuchinho Vermelho estava a despedir-se da mãe para ir levar o lanche à avó. A mãe disse-lhe para não falar com estranhos.

ntretanto o Capuchinho Vermelho chegou e bateu à porta. Truz, truz, truz… O lobo mandou entrar.

nquanto o Capuchinho Vermelho apanhava algumas flores no bosque, o lobo estava a vê-la. Foi ter com ela e perguntou-lhe para onde ia. O Capuchinho disse-lhe que ia para a casa da avozinha.

Capuchinho Vermelho entrou e achou que a avó tinha os olhos muito grandes. O lobo disse-lhe que era para a ver melhor. O Capuchinho Vermelho também achou a boca da avó muito grande e de repente o lobo saltou-lhe em cima.

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ntão o lobo, que era maroto, correu logo para a casa da avozinha e fez-se passar por ela.

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Capuchinho Vermelho, com medo começou aos gritos. - Socorro, socorro! Quem me acode? Ia a passar um lenhador que a ouviu a gritar. Entrou, deu conta que a avó estava dentro do armário e tirou-a de lá. O lobo fugiu cheio de medo.

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Informações A.P.E.E. dos Alunos do Agrupamento Vertical de Lamego divulga, em comunicado, o seguinte:

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Associação de Pais e Encarregados de Educação dos Alunos do Agrupamento Vertical de Lamego tem por objectivo a abertura e o diálogo com os seus associados e demais membros da comunidade educativa.

Serviço de Atendimento aos Pais e Encarregados de Educação Nesse sentido, foi criado por esta Associação um Serviço de Atendimento aos pais e encarregados de educação, para uma melhor comunicação e maior proximidade na resolução dos problemas que afectam os seus educandos. O Serviço de Atendimento funcionará às q u i n t a s f e i r a s , das 18:00 às 19:00, na Sala 32 da Escola EB 2,3 de Lamego, com excepção dos períodos das interrupções lectivas e dos períodos de avaliação intercalar.

Grupo de Mediação Educativa De acordo com os estatutos desta Associação, uma das suas áreas prioritárias de intervenção são as questões ligadas à Violência e Segurança dos alunos, nomeadamente as que afectem a sua dignidade e integridade moral, cultural e física. A Escola é na sua essência um espaço de Liberdade. Não há Liberdade com a opressão da Violência. Importa, por isso, que as Associações de Pais e Encarregados de Educação assumam uma intervenção mais participativa na reflexão e prevenção das situações de violência, pela responsabilização social dos seus agentes e uma acção formativa junto dos seus associados. Com base nestes considerandos, esta Associação criou o Grupo de Mediação Educativa a que podem recorrer os pais e encarregados de educação dos alunos das escolas do Agrupamento Vertical de Lamego para a resolução de conflitos de violência em que sejam partes os próprios associados, alunos, professores ou funcionários do Agrupamento. É fundamental instituir na comunidade educativa uma cultura de diálogo e de colaboração. O Grupo de Mediação Educativa foi constituído no pleno respeito pela autonomia e as competências dos órgãos de Gestão e Administração do Agrupamento Vertical de Lamego e dos órgãos com competências directas no âmbito das questões disciplinares. A apresentação pública do Grupo de Mediação Educativa teve lugar no dia 3 de Dezembro (quinta-feira), pelas 18:00 no Auditório da Escola EB 2,3 de Lamego. Agradecemos a colaboração que tem sido prestada pela Direcção do Agrupamento Vertical de Lamego. A Comissão Instaladora.

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á muito que entrámos na era do digital e o nosso amiguinho SALTARICO - porque a sua morfologia ainda não se tinha adequado devidamente tem resistido à mudança, não obstante ter feito, há tempos, uma breve incursão pelo espaço virtual. Até agora… Na verdade, aconselhado pelos melhores especialistas e técnicos informáticos, ouvidos os psicólogos mais afamados da praça e pesados os prós e contras deste possível novo salto, O SALTARICO ousou a aparição on-line com a pompa e circunstância que a situação requeria: já que era para aparecer na Internet, então que se vestisse a rigor para a ocasião para que todo o mundo percebesse que não se tratava de um qualquer gafanhoto, mas antes de um verdadeiro saltarico de alta linhagem. Pediu o fato ao seu amigo grilo, perguntou à belíssima borboleta se não poderia pousar no seu elegante pescoço para p o s a r para a fotografia e aperaltou- se com os seus melhores sapatos de verniz para a cerimónia de estreia mundial. Este passo, apesar de muito pensado, está a causar no nosso amigo algum receio, muita angústia e maior ansiedade e, por isso mesmo, tem um pedido a fazer a todos aqueles que querem o seu sucesso e reconhecimento local (para começar), nacional (numa segunda fase) e, futuramente, mundial. O pedido, dirigido a alunos, formandos, educadores, professores, formadores, pais, encarregados de educação, auxiliares de acção educativa e todos aqueles que s e preocupam com o sucesso educativo dos alunos do AGRUPAMENTO VERTICAL DE LAMEGO, é que contribuam com o jornal online, enviando para o email osaltarico@gmail. com tudo o que, na opinião de cada um, possa contribuir para a melhoria das aprendizagens dos alunos, para o seu enriquecimento cultural e pessoal e, ao mesmo tempo, dê a conhecer o que de melhor se vai fazendo no Agrupamento. Ajudem O SALTARICO pois estarão a ajudar os nossos alunos. O resultado desse trabalho estará patente no sítio www.avlamego.net/osaltarico COLABOREM e votos de um bom ano lectivo 2009/2010. O Coordenador Carlos Guerreiro

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Jovens poetas... AMAR

De não querer falar E poder saborear

É ter-te

Amar é questionar

É partilhar emoções

É poder discordar

Derrotar solidões

Dar opiniões

É chorar, rir

Sustentando as posições

Reflectir… Amar Amar

É experimentar

É fantasiar

Gostar

Ouvir

Ver o mundo com outro olhar

Enfrentar

E quebrar a barreira

Imaginar

De qualquer distância

CAVALO NEGRO

Afinal, Amar

Ai belo cavalo negro,

É direito ou dever?

O quanto eu aprecio a tua beleza,

É, sobretudo, prazer…!

E deixa-me triste,

Sentir Navegar Ansiar Viver situações Experimentar emoções

Inês Pinto 8º 2 Só de saber, Que não te posso montar,

Chorar a morte

Escapar,

De um Amor

Contigo,

Desejar má sorte

Levava-te comigo para longe,

À cruel dor

Tratava-te como um rei, Amar

O meu melhor amigo,

É ter o direito

Anda comigo meu cavalo negro.

É ter o dever

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e escritores lamecenses POETA OU ESCRITOR?

EU E O MEU DUPLO

Eu sou poeta, Junto rimas e versos, Crio belezas por palavras, Escrevo do fundo do peito, Sou escritor, Escrevo palavras, Escolho-as cuidadosamente, Tenho a certeza que encaixam na rima, Sou poeta ou escritor? Não sei, Por isso escrevo, Escrevo até entender, Porque continuo a escrever, Nunca irei permitir, Que me deixem desistir, Da minha escrita, Das minhas palavras preciosas, Belas, Amorosas, Sou poeta ou escritor? Poetas, como todos sabem, Dizem o que querem, Escrevem o que sentem, Escritores, Inventam histórias, Sou ambos, Murmura a minha consciência, Penso nisto enquanto durmo, Vivo, Amo, Choro, No final de contas, Vivo no meu mundo, Já mo atiraram à cara muitas vezes, Na altura não acreditava, Até começar a escrever, Agora sei, Sou artista, Ponho arte nas palavras, Faço desenhos abstractos, Para os olhos de cada pessoa Têm significados variados, Especialmente para os amados. Muitos dos meus textos, São sobre amor, Humor, De resto pergunto-me a mim mesmo, Sou poeta ou escritor? F. F. R. R.

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maginei-o há uns dias atrás, conhecemo-nos melhor e ficamos a saber que podíamos ser amigos.

Começámos por conversar para nos conhecermos melhor e concluímos que tínhamos algumas coisas em comum, porque apesar de ele ser um ser imaginário não deixa de ser meu companheiro. Imaginei-o como um rapaz alto, chama-se Pedro, tem 11 anos, cabelo preto com os olhos verdes e com alguns sinais a embelezar-lhe a cara. Mostrei-lhe o meu quarto e revelei-lhe alguns segredos e algumas coisas que só eu sei. Contei-lhe mil e uma coisas do dia-a-dia que só ele agora sabe, pensando que é o único ser que mais coisas sabe sobre a minha vida. Pode não existir, mas apoia-me e lembra-se de mím sempre que eu preciso. E é por isso que eu tenho o meu duplo. É uma companhia para mim e nunca desaparece, nem nos momentos mais difíceis.

José Pedro Alves Caetano N° 11 6° 4

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Ler + A Curiosidade é Amiga da Descoberta

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m belo dia de férias, ao vaguear pela rua da minha cidade, deparei com um estabelecimento de electrodomésticos que exibia um televisor ligado em emissão directa de estúdio de televisão. Parei para observar uns jogos que estavam à venda e ouço algo que me chamou a atenção: um pedido de voluntários para se explorar o espaço.

- Amanhã. Não há tempo a perder. Já devia ter sido. - Ena, isto vai ser mesmo bom! Nunca julguei que fosse tão rápido. É que em férias isto vai servir de passeio. Toda a gente me vai invejar a sorte! – disse eu, com todo o orgulho. E assim foi. No dia seguinte, entrei na nave, apesar de me terem dado poucas explicações sobre o seufuncionamento. No entanto, não dei parte de fraco.

Como o pedido tinha sido feito há algum tempo e ninguém aparecera a voluntariar-se (se calhar com medo!...), achei que era uma boa oportunidadeparasatisfazer a minha curiosidade em descobrir o que lá em cima se passava e existia. Contactei imediatamente o endereço anunciado. Informaram-me que me deveria apresentar com a maior brevidade possível. E assim fiz.

LANÇAMENTO EM 5, 4, 3, 2, 1… DESCOLAR! O lançamento foi tão forte e rápido que nem dei conta, nem me deu tempo de pensar no medo. Só ouvi o barulho dos propulsores.

- É então um voluntário que deseja ir ao espaço, não é verdade? – perguntou-me logo o comandante que me recebeu num escritório da capital, situado num arranha-céus luxuoso e confortável. - Sim, é mesmo o que acabou de dizer – respondi eu muito a medo.

Sem ninguém saber, levei a minha PSP Slim, com o jogo “Ratchet e Clank”. E o tempo foi passando, sem eu dar conta que tinha saído do sistema solar. Dei comigo noutra galáxia que era praticamente desconhecida. Dei-lhe o nome de Delfim.

- Parabéns!...

Encontrei um planeta azul, parecido com o jogo - Parabéns, porquê? Não estou a entender! É capaz do “Rachet e Clank – Size Matters”, o tal jogo que eu levara de me dizer o motivo desta felicitação? – admirei-me eu e, ao para jogar na PSP. O nome que decidi dar a este planeta foi “Kalidon”. Parei para trazer uma recordação. E sabem o quê? mesmo tempo, senti-me intrigado com a situação. Uma pedra azul safira que tinha saído de uma erupção de um - Por revelar tanta bravura e coragem ao aceitar este vulcão gelado… desafio. Saídesseplanetaefuiemdirecçãoaumlocalbrilhante: - Ah, sim, isso é verdade! Só que tenho uma a Lua! Tinha chegado ao lugar que sempre me fascinou. pequenina pergunta para lhe colocar. Missão cumprida. Nem pensei mais no comandante… - Ora venha ela, meu rapaz. Diz tudo o que quiseres. Sou todo ouvidos! – respondeu, prontamente, o comandante. António Delfim, nº 5 – 6º 1 - Quando é que acontecerá o lançamento?

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...os nossos alunos Uma Lição

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ma andorinha vivia, muito feliz, na macieira de um jardim, com a sua família. Um dia, aborreceu-se com o pai e este expulsou-a. A andorinha vagueou pelo seu jardim, tentando ver se encontrava casa, mas estava tudo ocupado. Não teve outro remédio senão procurar outro jardim. Precisamente do outro lado da rua, existia um jardim floresta e decidiu espreitar. No meio, mesmo no centro desse jardim, havia uma árvore enorme. Ganhou coragem e decidiu perguntar-lhe: - Olá, como te chamas? - Olá, eu chamo-me Eucalipto – disse-lhe a árvore. - Que nome tão bonito! Eu chamo-me Mel e queria saber se tens casas vazias – informou a andorinha. A árvore sorriu e respondeu: - Ai se tenho! Se quiseres, estas casas são todas tuas. - A sério? Porquê? – resmungou a andorinha, mal acreditando no que ouvia. - Porque ninguém gosta de mim e passados tantos anos, tu és a minha “iluminação”!... - Ora essa! Tu és tão bonita e elegante! Toda a gente deveria gostar de olhar para ti e de falar contigo. Mas também não interessa. Eu estou aqui e vou ficar junto de ti – decidiu a andorinha, com toda a prontidão. - Entra, vem conhecer a tua casa! – pediu alegremente o Eucalipto. O Eucalipto mostrou as várias casas que possuía e a Mel logo escolheu a que queria. - Eu vou ficar no último andar lá de cima para ver melhor a paisagem e admirar este jardim floresta tão verdejante. - Está bem. Fica à vontade. Esta casa agora pertence-te. As duas amigas viveram momentos de felicidade, mas também de infelicidade, ao longo dos anos. No entanto, sempre conseguiram resolver essas situações difíceis, apoiando-se mutuamente. Annalisa, nº 7 5º 1

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Muro de Berlim Celebra-se o vigésimo aniversário desde a sua queda

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m 1949, os Estados Unidos, França e a Grã-Bretanha fizeram um acordo para integrar as suas áreas na República Federal da Alemanha. O sector soviético, Berlim Oriental, foi integrado na República Democrática da Alemanha. Até o ano de 1961, os cidadãos berlinenses podiam passar livremente de um lado para o outro da cidade. Em Agosto de 1961, no auge da Guerra Fria e com a grande migração de berlinenses do lado oriental para o ocidental, o governo da Alemanha Oriental resolveu construir um muro dividindo os dois sectores. O muro, que começou a ser construído em 13 de Agosto de 1961, não respeitou casas, prédios ou ruas. Muitas famílias foram separadas do dia para a noite. O muro que chegou a ser reforçado por quatro vezes, possuía cercas eléctricas e valas para dificultar a passagem e cerca de 300 torres de vigilância. Em 9 de Novembro de 1989, (28 anos depois) com a crise do sistema socialista no leste da Europa e com o fim deste sistema na Alemanha Oriental, ocorreu a queda do muro. Cidadãos da Alemanha foram para as ruas comemorar o momento histórico e ajudaram a derrubar o muro. Este acto simbólico representou também o fim da Guerra Fria e o primeiro passo na reunificação da Alemanha. Celebrar este aniversário significa celebrar uma Europa unida e com paz. As Coordenadoras do Clube Europeu/Parlamento de Jovens Adélia Queijo/Márcia Reis

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o longo da semana de 9 a 13 de Novembro, realizaramse, na Escola E. B. 2,3 de Lamego, diversas actividades para celebrar os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Para além de uma palestra subordinada ao tema, que decorreu no auditório, esteve patente no átrio da Escola uma exposição alusiva ao 20ºAniversário da Queda do muro de Berlim, organizada

pelo Clube Europeu/ Parlamento de Jovens e o Clube das Artes. A exposição, dividida em três partes:, foi visitada por todas as turmas da escola. Um dos aspectos mais visíveis da mostra era a reconstituição de uma parte do muro de Berlim, feita pelo Clube das Artes. Estiveram também expostos trabalhos realizados pelos alunos do 9ºano

nas aulas de História, Geografia e Formação Cívica e um conjunto de Fotografias cedidas pelo Europe Direct de Lamego, cujas legendas foram elaboradas pelos alunos de 9ºAno, na aula de História e foram transcritas em formato digital na aula de TIC. De modo a que todos os alunos tivessem conhecimento do significado deste acto simbólico, foi elaborada a pequena síntese

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histórica dos principais acontecimentos que está reproduzida acima. Quando a Segunda Guerra Mundial terminou, a capital alemã, Berlim, foi dividida em quatro sectores atribuídos aos Estados Unidos, GrãBretanha, França e União Soviética.

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Números da vergonha

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sofisticada barreira que dividiu ao meio a cidade de Berlim entre 1961 e 1989 destinava-se a pôr fim à longa sucessão de fugas de cidadãos de leste-alemães para a ex-República Federal Alemã. Alguns números sobre aquele que foi o muro mais famoso do mundo:

2,46 MILHÕES de alemães de Leste abandonaram a RDA entre 1949 e 1960; 5075 pessoas conseguiram «furar» o Muro e fugir para Berlim Ocidental entre 1961 e 1989; 125 MORTOS nas tentativas de passar o Muro (segundo o Centro de Documentação do Memorial do Muro); 156,4 KM de fronteira à volta de Berlim Ocidental, separando-a da RDA: 111,9 KM de betão e tijolo, 44, 5 KM de grades de aço, 43,7 KM de muro, 7 200 M3 de placas de betão separavam as duas zonas da cidade;

http://super.abril.com.br/multimidia/muro-berlim/muro-de-berlim-ah-76.swf

161 KM de «estrada de luz», 302 torres de vigia, 259 postos cinotécnicos com 992 cães de guarda, 30 bunkers, 7 regimentos com 11 500 militares e 500 funcionários civis garantiam a segurança do Muro de Berlim. 2 300 soldados vigiavam em dias normais, o Muro; nos dias de «segurança reforçada» eram mais 200. 567 carros de combate, 48 morteiros, 48 peças de defesa antitanque, 114 lança-chamas, 158 viaturas blindadas de transporte de pessoal, 2 295 carros.

Fonte: VISÃO História

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Implementação do Novo O ano lectivo começou. A juntar à adaptação à nova escola, a um currículo mais amplo e a tantos professores, os nossos alunos inscritos no 5.º ano deparam-se com mais uma novidade: O programa de Matemática é novo. Procuramos recolher junto deles as suas primeiras impressões, bem visíveis nos seguintes excertos: “Dantes, o professor explicava-nos a matéria e depois fazíamos os exercícios e problemas. Agora, primeiro tentamos fazer, discutimos os resultados a que chegamos e depois é que se explica. Dantes, o professor explicava só para mim, porque eu era o único aluno no 4.º ano, agora divido a minha professora com os meus colegas.” Hugo Bastos, 10 anos “Gosto das mesas grandes da sala de Matemática, para podermos trabalhar aos pares.” Patrícia, 11 anos “Não precisamos do livro para aprender melhor, o que é preciso é estarmos com atenção e a forma como aprendemos é mais fácil, porque discutimos os problemas.” Milene, 10 anos “O livro não nos faz falta, porque a professora dá-nos tarefas e explica muito bem. Na Matemática gosto de fazer os problemas, porque gosto de pensar.” Marco, 11 anos “Gosto quando trabalhamos em grupo, porque é mais divertido. Do que eu não gosto é quando não estamos de acordo e temos de chamar a professora para nos esclarecer.” José Rafael, 10 anos “Os assuntos destas tarefas são um bocadinho mais difíceis do que os do 1.º ciclo. Até é melhor não haver livro, por causa do peso na mochila. Eu gosto desta Matemática.” Daniel, 10 anos “Eu gosto de decompor os números em árvore e através das divisões sucessivas, mas não gosto dos múltiplos. Sem o livro eu consigo estudar, mas tenho dificuldade.” Ana Catarina, 10 anos “Eu gosto de fazer trabalhos em grupo porque temos a ajuda uns dos outros. Claro que temos ideias diferentes, mas no fim chegamos sempre a uma conclusão.” Luís Miguel, 10 anos “A Matemática do 5.º ano é mais complicada. Quando trabalho em grupo sinto a amizade dos meus colegas. Gosto muito de algumas coisas na Matemática e das outras nem tanto.” Sara, 10 anos “Eu acho que se tivesse livro de Matemática não gostava tanto das aulas. Primeiro, resolvemos as tarefas e depois é que tiramos as conclusões e fazemos as sínteses. As aulas de Matemática são fixes assim.” Bianca, 10 anos

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Programa da Matemática “Eu gosto das aulas de Matemática, porque são diferentes. Não sinto a falta do livro, porque fazemos as sínteses da matéria que estudamos.” Mariana, 10 anos “Sem livro consigo seguir a matéria mas é um bocado complicado, no entanto gosto de trabalhar sem livro. Trabalhar em grupo ou em pares é mais simples, por isso não gosto de trabalhar sozinha.” Ana Lúcia, 10 anos “Gosto das tarefas, mas não gosto dos problemas. Eu tinha muita dificuldade a Matemática, mas a fazer os trabalhos de grupo é mais fácil.” Hugo Miguel, 10 anos

A Coordenadora da INPM-2.º Ciclo, Paula Montenegro

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Química & Ciência a brincar

História verdadeira… Certo dia, a bela Marilyn Monroe sugeriu ao famoso cientista Albert Einstein: - Que acha, professor? Não deveríamos casar e ter um filho juntos? Que magnífica criança seria... com o meu aspecto e com a sua inteligência! Einstein respondeu: - O problema, minha linda senhora, é que podia ser ao contrário... Prison Break… Numa prisão, em celas separadas, são colocados no mesmo dia, um químico, um físico e um matemático. Ao fim de uma semana, o químico consegue preparar uma solução ácida, com a qual corrói a fechadura, arromba a porta e foge. Passados mais alguns dias, o físico, após ter estudado os sistemas de forças, utiliza um garfo como alavanca, arromba a porta e foge também. Após dezanove anos, o matemático, depois de imensos cálculos, com rolos e rolos de papel higiénico, paredes e chão completamente escritos, grita: “Yesss!! Consegui demonstrar!! A porta existe!!!”

Vem aí chuva? Para os alunos do oitavo ano… Um electrão entra num bar, senta-se no balcão e começa a resmungar sobre o péssimo dia que tinha acabado de ter. O barman responde: “Anima-te, amigo electrão! Deixa de ser tão NEGATIVO…

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uando começa a chover, as pinhas dos pinheiros fecham-se para que as sementes continuem secas. Se puseres uma pinha seca em água, podes verificar como se fecha em pouco mais de uma hora. Se a deixares secar, volta a abrir. Normalmente chove quando o ar está muito húmido. Existe um aparelho que mede a humidade do ar. Chama-se higrómetro. A pinha é um higrómetro natural, “sabe” quando vai chover: ela fecha quando o ar está mais húmido e abre quando o ar está mais seco. Não te esqueças de olhar bem para as pinhas da próxima vez que fores passear a um pinhal qualquer e passares debaixo de um pinheiro. Se estiverem fechadas, o tempo está húmido e poderá chover. Se estiverem abertas, o dia está quente e seco.

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Recordando o passado

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ealizou-se no passado dia 11 de Novembro de 2009, quarta-feira, o tradicional “Magusto de S. Martinho” no campo de terra. O momento foi aproveitado para a realização da Troca de Lâmpadas Incandescentes por Lâmpadas de Baixo Consumo, numa iniciativa que visou comemorar o Dia Mundial da Poupança cuja data se comemorou a 31 de Outubro Às 13.45, alunos e professores dirigiramse para a sala de aula de acordo com o horário semanal. Nos quarenta e cinco minutos que se seguiram, abordaram-se os temas das actividades que se iriam realizar. Posteriormente, alunos e professores elaboraram o cone individual em papel (cartucho) destinado a receber as castanhas assadas e, às 14.30h, cada turma, acompanhada pelo professor da disciplina, dirigiu-se para o local das actividades onde se mantiveram em grupo. Realizou-se, então, a Troca de Lâmpadas pelos alunos que aderiram à campanha. A partir das 15.00h realizou-se o Magusto com a distribuição de castanhas por cada grupo/turma. Às 16.15h terminou a actividade “Magusto de S. Martinho de 2009”.

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João César das Neves

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SMS - saber mais sobre Sé Catedral de Lamego diversas arquivoltas assentes em colunelos, decorados com esculturinhas de motivos vegetalistas e zoomórficos. Acima destes abrem-se janelões góticos, com molduras de pedra curvas. Das diversas dependências que se prolongam a norte da fachada principal, é de destacar o antigo Paço dos Bispos, construção do Barroco setecentista e que é ocupado, desde 1917, pelo Museu de Lamego, onde se guardam algumas das melhores obras de arte da Sé e de outras casas religiosas da cidade. Sé Catedral de Lamego foi fundada em 1129. É uma Catedral romântica do estilo gótico, mantendo apenas a torre original, visto que o resto da arquitectura reflecte as modificações feitas no séc. XVI e XVIII, incluindo apenas um claustro renascentista com uma dúzia de arcos. Durante um tempo serviu de cadeia até o Bispo de Lamego ter mandado construir outro sítio para o mesmo efeito.

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O interior da catedral é repartido por três naves divididas em três tramos e cobertas por abóbadas de aresta, assentando em arcos de volta perfeita e grandes pilares. Os tectos foram pintados na primeira metade do século XVIII pelo pintor-arquitecto italiano Nicolau Nasoni, ostentando composições do Barroco, com temas inspirados em episódios bíblicos. Nas naves laterais abrem-se diversos altares barrocos.

A fachada principal do templo foi reconstruída no reinado de D. Manuel I, combinando as formas do gótico com algumas formas da Renascença. Esta renovação da Sé episcopal começa no século XV e prolonga-se pelo seguinte. A campanha de obras da fachada realizou-se entre 1508 e 1515, de acordo com os planos do arquitecto João Lopes.

As janelas, portas, arcos e os seus dois órgãos são decorados por estruturas de talha dourada. As capelas colaterais são modeladas por soberbas talhas retabulares barrocas, da autoria de João Garcia Lopes e realizadas em 1751. O altar principal do Santíssimo Sacramento possui um frontal de prata, bastante trabalhado, obra de um ourives portuense e datado do terceiro quartel do século XVIII.

A Sé abre-se para um amplo adro lajeado, obra A iluminada sacristia contém um cenográfico do século XVIII, com a fachada marcada pela robusta Calvário com talha rocaille, obra de uma oficina torre remodelada em Setecentos. No cimo da torre estão hoje sete sinos. Na fachada principal estão dois regional e datada de 1757. grandes bronzes de D. João António Binet Pincio. No Trabalho de pesquisa realizado por: piso térreo encontram-se três portais ogivais, com Cátia Ribeiro e Cátia Santos, 9º1 o central de maiores dimensões, constituídos por

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Ténis de mesa... Jovens estudantes da EB 2,3 de Lamego no Torneio de Vagos

Luís Almeida 5º 4

Rodrigo Vieira 6º 3

André Coruche 5º 4

Edgar Oliveira 6º 3

Pedro Silva 6º 3

André Monteiro 6º 7

José Pereira 6º 11

Renato Pereira 6º 3

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ealizou-se, no dia 25 de Novembro de 2009 a prova de atletismo MegaKm, organizada pelo grupo de Ed. Física da Escola E. B. 2,3 de Lamego, na qual foram apurados os representantes (1º de cada escalão) nas Finais Regionais que serão disputadas na pista do Fontelo, em Viseu, no próximo mês de Março. Por manifesta falta de espaço, as suas fotografias não poderão ser aqui publicadas. A prova contou, ainda com a colaboração do professor António Meireles que efectuou a cobertura fotográfica do evento cujas fotografias estarão disponíveis no seguinte endereço: http://web.me.com/seixasmeireles/Actividades_AVLamego/EB_2.3.html

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um exemplo de sucesso Campeonato Europeu da FISEC EB 2,3 de Lamego representa Portugal na EUROPA no escalão de Juvenis.

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ecorreu na cidade de Fase Final Nacional. Além destes França, Holanda, Hungria, Portimão, de 17 a 23 títulos regionais, já obtiveram 4 Inglaterra, Índia, Itália, Malta e de Julho, os 61ºs Jogos lugares no pódio em Fases Finais Portugal. Mas houve algo mais. O europeus da FISEC, no escalão de Juvenis. A equipa lamecense representou a selecção portuguesa, sendo constituída pelos atletas Daniel Cunha, Filipe Rodrigues, Guilherme Santos e João Dias, orientados pelo professor Carlos Dias. Na competição de Pares a dupla lamecense constituída pelos atletas João Dias e Filipe Rodrigues obteve o 5º lugar e na competição individual registo para o 10º lugar obtido por João Dias e 16º para Guilherme Santos. O conjunto de resultados obtidos pelos jovens atletas lamecenses, iniciou-se no ano lectivo de 2003-2004 e desde então Equipa da Escola E. B. 2,3 de Lamego que representou Portugal os títulos sucedem-se ano após ano. Notório o trabalho e desempenho da EB 2,3 de Lamego - escola de referência nestamodalidade - e Nacionais: Campeão Nacional programa deste evento não incluía dos atletas que passaram pelas em 2008/2009, vice-campeão em apenas as competições de Andebol, equipas nos últimos seis anos, 2007/2008 e 3º lugar em 2004/2005 Atletismo, Basquetebol, Futebol, e 2006/2007). De Futsal, Natação, Ténis de Mesa salientar os títulos de e Voleibol. “Desporto Escolar é Campeões Regionais diversidade” foi o tema base destes na competição jogos, que também tiveram por Individual: Daniel objectivo explorar e desenvolver o Correia (2004/2005 diálogo intercultural entre todos os e 2005/2006) e João participantes. Dias (2006/2007 e Prova disso foi o encontro 2008/2009). Bazar no dia 21 de Julho, após o Foram muitas as provas onde participaram cerca de 1200 atletas entre os 14 e os 17 anos conquistando sempre o título e que representaram 12 países: Regional e respectivo acesso à Áustria, Bélgica, Brasil, Espanha,

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jantar. Cada país preparou a sua ‘barraca’ com produtos típicos para venda (testemunhamos algumas ofertas e trocas pelo meio)! Todos os resultados estão disponíveis no site da organização: www.fisecportugal2009.org.


Visita à Biblioteca e... O primeiro dia na Biblioteca

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ste ano, temos na nossa escola também os nossos colegas de Ordens, por causa da construção do novo Centro Escolar. Fazemos várias actividades juntas. As nossas idas à biblioteca são sempre na sua companhia. No dia vinte e quatro de Setembro fomos pela primeira vez para a Biblioteca. Estava à nossa espera a Prof.ª Isabel e o Prof. César que também é escritor. Lá havia muitos livros nas prateleiras. Sentámo-nos nas cadeiras e os mais pequenos sentaram-se nos pufs. A Prof.ª Isabel começou por nos lembrar as regras de utilização dos livros e os cuidados que devíamos ter com eles. Ouvimos a história da “Mina que não gostava de livros”. O professor César também leu connosco. Fizemos uma festa aos meninos do primeiro ano, das duas escolas. No final receberam pela primeira vez um livro, para lerem em casa com a ajuda dos pais. Quem entregou os livros foi o Prof. César. Eles ficaram muito contentes. Foi muito engraçado e até os meninos do Jardim infantil vieram assistir.

Alunos do 3º e 4º ano – Escola de Sucres

S. Martinho

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Xerazade Dia Mundial da Alimentação Alunos do 5º ano assistem a representação das “1001 noites”

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o dia 16 de Outubro, foi o Dia Mundial da Alimentação e nós comemorámos esse dia na nossa escola, na companhia dos nossos colegas do Jardim de Infância e da Escola de Sucres. De manhã, fomos à Biblioteca com a professora Isabel Cristina e com a nossa professora, ouvir uma história sobre a alimentação. À tarde, estivemos na sala de aula, juntamente com os meninos de Sucres a ver um Powerpoint sobre a Roda dos Alimentos e ficámos a saber como o Super-homem ficou assim tão forte. Falámos das regras da cantina, dos cuidados a ter com a alimentação e da importância para a saúde de uma alimentação variada e equilibrada e fizemos alguns cartazes que colocámos na cantina. Os meninos do Jardim de Infância fizeram marmelada que partilharam com todos nós. No final do dia, recebemos um diploma de participação nas actividades do Dia Mundial da Alimentação Alunos EB1 de Ordens EB1 e Jardim de Infância de Sucres

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lunos do 5º ano de escolaridade de diversos estabelecimentos de ensino da cidade de Lamego acompanharam com muito entusiasmo as aventuras e mistérios das “1001 noites” e da jovem Xerazade que, habilmente, conseguiu fugir ao seu trágico destino. Contada de geração em geração, a história de como Xerazade conseguiu enganar o seu carrasco foi dramatizada numa peça de teatro encenada pela Companhia Panda-Pá, que, no final, recebeu muitos aplausos do público infantil. Tal como o rei, as crianças deixaramse aprisionar por esta teia de intermináveis histórias, baseadas numa obra clássica da literatura persa. Inserido no programa de itinerâncias culturais da Direcção-Geral do Livro e das Bibliotecas, a apresentação deste espectáculo em Lamego foi promovido pela Biblioteca Municipal com o objectivo de fomentar, desde cedo, hábitos de leitura. O conto baseado n’“As 1001 noites” foi representado, a 21 e 22 de Outubro, na Biblioteca Municipal e na Biblioteca Escolar do Agrupamento Vertical de Escolas de Lamego. Texto e imagem obtidos no portal da CMLamego

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O Agrupamento Vertical de Lamego deseja a toda a comunidade educativa

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Número de Dezembro de 2009  

Jornal do Agrupamento Vertical de Lamego

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