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122ª Festa deDeSão17 a 26Sebastião em Limoeiro-PE de Janeiro de 2014 Cavaleiro, cristão e mártir, São Sebastião é considerado o protetor do povo de Limoeiro. Este ano, de 17 a 26 de janeiro de 2014, será, mais uma vez, homenageado e festejado pela comunidade católica da "Princesa do Capibaribe" através das paróquias de São Sebastião (pároco Maurício Nascimento) e de Nossa Senhora da Apresentação, a padroeira do município (pároco José Nivaldo). As tradicionais procissões, da Bandeira e de São Sebastião, serão realizadas no primeiro e último dia da festa, bem como Novenas, Missas e outros eventos religiosos.

DonA mArIquInHA: A mADrInHA DA BAnDEIrA DONA MARIQUINHA, MULHER DE FÉ, DEVOTA DE SÃO SEBASTIÃO, PASSA SUAS MANHÃS COSTURANDO E CANTANDO HINOS RELIGIOSOS. ELA ESTÁ SE SENTINDO MUITO FELIZ POR SER, NESTE ANO DE 2014, A MADRINHA DA BANDEIRA DA FESTA DO SANTO PROTETOR DE LIMOEIRO.

D

estacadas personalidades católicas locais também serão homenageadas pelas paróquias durante o evento, entre estas Maria Bezerra de Lima, mais conhecida por "D. Mariquinha", 85 anos (completados em 09 de janeiro último). Católica praticante (reza o Terço diariamente) e devota de São Sebastião, ela será a Madrinha da Bandeira, convite feito pelo pároco José Nivaldo, uma justa indicação em razão de sua dedicação à causa das famílias menos favorecidas de Limoeiro. Atualmente ela reside com o casal Paulo Nicolau Teixeira e Amiacyres Teixeira de Lima, sua dedicada filha. "Amiacyres é tudo pra mim. A única filha e a caçula, graças a Deus! Quanto ao meu genro, Ave Maria! Tenho que agradecer a Deus em minhas orações por ter dado à minha filha um esposo tão bom como o Paulo" nos disse D. Mariquinha com ternura nos olhos. Querendo conhecer mais sobre esse exemplo de abnegação e generosidade cristãs, solicitamos de Amiacyres, ou "Cicita" como é tratada pelos familiares e amigos, um breve histórico da vida dessa senhora boníssima, singular, cuja presença entre nós vem sendo gratificante e benéfica em todos os sentidos. Eis a transcrição do texto enviado:

MINHA MÃE QUERIDA Autora: Amiacyres Teixeira de Lima ORIGENS Maria Bezerra de Lima, nasceu no dia 09 de janeiro de 1929, no município de Bezerros-PE, na antiga comunidade de Raposa, filha dos agricultores Davino Bezerra da Paz e Maria Paulina da Conceição, que lhe deram oito irmãos: José, Júlia, Alcides, Severino, Sebastião, Celedona, Nila e Santina.

os animais dos cidadãos mais pobres). Em frente desse "estacionamento" havia um grande armazém, praticamente o único comércio de porte da cidade de Limoeiro, pertencente à família Burégio, e que, mais tarde, veio a pertencer a um de seus irmãos, Alcides Bezerra da Paz.

DonA mArIquInHA VINDA PARA LIMOEIRO Em busca de melhores condições de vida para si, mulher e filhos, "seu" Davino, que não se continha de tanta felicidade e esperança em uma vida nova, colocou toda a família em cima de um caminhão e veio para a "Princesa do Capibaribe". Na época, D. Mariquinha tinha 14 anos. UM RECOMEÇO Uma vez aqui, o chefe da família arrendou um grande terreno na Rua Dr. José Cordeiro (onde depois seria o supermercado de Valdeci da Banca) e fez dele um "estacionamento" para cavalos dos comerciantes da região, construíndo uma fileira de quartos para hospedagem e uma modesta morada para sua mulher e filhos. O local ficou conhecido como "Quintal". Lá existia uma cocheira coberta (para os cavalos dos senhores mais endinheirados) e uma estaca sob o sol (para

APRENDENDO A COSTURAR Sua mãe, Maria Paulina da Conceição, era a encarregada da parte hoteleira do negócio do pai, "seu" Davino, fazendo as limpezas e a alimentação dos viajantes que ficavam hospedados, restando ainda um "tempinho" para se decidar às suas costuras. Muito jovem ainda e observando a mãe costurar, Maria Bezerra (D. Mariquinha) já mostrava talento para a arte. Ao ganhar um retalho de tricoline (opala), fez seu primeiro vestido. O sucesso foi tão grande que teve de fazer outros do mesmo modelo para todas as irmãs. Surgiram as primeiras encomendas e, graças a isso, ela pode presentear sua família comprando seis cadeiras de Gerdau (substituíndo os tamboretes) e um centro de mesa. O CASAMENTO Como o "Quintal" ficava defronte ao armazém de Alcides Bezerra, logo veio a conhecer seu futuro marido Gerson Burégio de Lima, que era motorista do armazém. Casaram-se no ano de 1950 em Limoeiro, tendo quatro filhos: Aírton, Alberes, Gilmar e Amiacyres, 12 netos e 6 bisnetos. Foram criados com a costura e o profissionalismo de sua mãe e o grande esforço de seu pai, que viveram um longo período de matrimônio (51 anos). A exemplo da própria mãe, ela sempre colocou a família em primeiro lugar.


álBum DE Fotos

A Madrinha da Bandeira com a filha e bisnetas.

A venerável senhora com a filha, bisneta e o genro Paulo Nicolau.

Amiacyres, a única e dileta filha de Dona Mariquinha.

A matriarca ladeada pelos filhos Amiacyres e Aírton, e bisnetos


Homenagem a Dona Mariquinha