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Jornal Sala de Leitura

Setembro de 2013, Ano I, Número 1 livroseletronicos2013@gmail.com www.livroseletronicos2013.wordpress.com

Livros eletrônicos crescem cada vez mais no mercado

ENTREVISTA - Pág 4

MERCADO - Pág 3

PERFIL - Pág 8

Ednei Procópio, especialista em e-books, responde a perguntas sobre livros eletrônicos

Conheça um pouco mais sobre o mercado editorial para e-books

Já conhece o blog Sala de Leitura? Não? Chegou a hora de conhecer!


Editorial

EDITORIAL

Nesta primeira edição do Jornal Sala de Leitura nos preocupamos em fazer um panorama geral do universo dos livros eletrônicos, a fim de garantir que aqueles que ainda não tem muita intimidade com tema possa se situar. Vocês encontrarão uma entrevista com Ednei Procópio, especialista em e-books, um breve histórico dos ereaders, uma reportagem sobre o mercado editorial e o perfil do blog Sala de Leitura. Vale a pena conferir também algumas curiosidades que separamos para os que buscam saber um pouco mais sobre os ebooks. Boa leitura!

Escolha a sua biblioteca...

e J.

Emil

Expediente Repórteres: Daiane Concsuelo da Silva, Emile Conceição, Émille Cerqueira, Jéssica Chagas, Naira Diniz Fotógrafos: Emile Conceição, Jéssica Chagas, Émille Cerqueira Diagramação: Emile Conceição Edição: Émille Cerqueira


Matéria Especial Para o alto e avante...

Mercado editorial para e-books tem se mostrado cada vez mais promissor Aqueles que até pouco tempo não tinham perspectivas de publicizar suas obras, agora podem pelo menos disponibilizá-las on line. “Grandes autores que poderiam ter sido conhecidos morreram com seus contos, seus livros nas gavetas e nunca chegaram a ver a luz da publicação. É possível que a publicação independente leve ao olhar de especialistas um gênio desconhecido”, finaliza Palacios.

Emile Conceição e Naira Diniz

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egundo dados divulgados recentemente pela Associação Americana de Editoras (AAP), o mercado de livros eletrônicos movimentou cerca de US$ 280 milhões em 2012, superando as vendas de livros físicos. E as editoras brasileiras também estão de olho nesse nicho promissor de mercado. A Saraiva e a Cultura, por exemplo, há algum tempo vem investindo na venda de e-books e-readers. Em uma visita aos sites dessas editoras é possível averiguar as vantagens da compra de um livro digital em relação a um impresso. Em média, o preço de um livro digital é 20% mais baixo do que o de um livro convencional. Isso devido ao custo de produção, venda e entrega que são muito inferiores aos de um impresso.

E as vantagens não acabam Não há mais a necessidade de se carregar uma pilha de livros para lá e para cá. “Esse é um elemento muito importante, num único dispositivo. Você tem a capacidade de carregar uma biblioteca completa. Sem falar que você pode acessar rapidamente essa biblioteca e trabalhar com ela, lendo de uma maneira hipertextual o material que você tem”, explica o professor Marcos Palacios, autor e consumidor de livros eletrônicos.

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A facilidade de compra de obras internacionais também atrai os consumidores. Um e-book lançado em qualquer lugar do mundo e que esteja disponível para vendas on-line chega ao seu destinatário em minutos. “Para um autor a grande vantagem é a da circulação. Quando você tem um livro eletrônico ele pode ser acessado por qualquer pessoa, em qualquer lugar do mundo. Se ele estiver com acesso livre, melhor ainda”, acrescenta Palacios.

E os autores independentes? Com o advento das novas tecnologias, sobretudo dos e-books, os autores independentes tem tido facilidades para expor suas ideias. “Um elemento fundamental na cibercultura é a liberação do polo emissor. Hoje pessoas produzem, de forma independente, muito mais conteúdos e podem disponibilizá-los para acesso gratuito”, diz o professor Palacios. Ferramentas disponibilizadas recentemente como o Widbook, a rede social exclusiva para escritores e leitores de livros eletrônicos, e o Publique-se!, plataforma digital criada pela editora Saraiva a fim de promover a auto publicação de livros por autores independentes, tem facilitado a vida dos anônimos.

E-book? Que bicho é esse? Calma, não é nenhum bicho de sete cabeças! E-book é a abreviação de eletronic book ou livro eletrônico, em português. O e-book tem o mesmo conteúdo de um livro físico, a diferença é que ele é uma mídia digital criada para ser lida em dispositivos eletrônicos de leitura como e-readers, computadores, celulares e tablets. Os formatos mais comuns de distribuição dos livros eletrônicos são o .pdf, o .html e o .epub, mas existem também o .doc, o .odt, o .txt, o .lit e o .opf. Foram desenvolvidos softwares de leitura específicos para esses tipos de formatos, por exemplo o .pdf é lido através do programa Adobe Acrobat.

O que é um e-reader? A definição de e-reader ou leitor digital é simples: um dispositivo que exibe o conteúdo de livros digitais e que pode ser exclusivo para este tipo de leitura ou ter outras funções como acesso à internet. O que esses aparelhos buscam como melhoria em relação ao manuseio convencional de livros é, principalmente, a portabilidade. Vários livros podem ser “carregados” em um único dispositivo que pesa apenas gramas.

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Entrevista Ednei Procópio “Sem Educação não há leitores” Especialista em livros eletrônicos fala sobre o consumo de livros eletrônicos no Brasil e a importância deles para a propagação da leitura Jéssica Chagas

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dnei Procópio é editor da Livrus, coordenador geral do Cadastro Nacional do Livro, membro da Comissão do Livro Digital na Câmara Brasileira do Livro e especialista em e-books. O empresário iniciou suas pesquisas sobre e-books em 1998, quando pretendia publicar um livro seu. Como resultado, ele criou três empresas no ramo dos livros eletrônicos. Em entrevista, o autor da obra O livro na era digital fala sobre o consumo de livros eletrônicos no Brasil, o impacto dos e-books sobre editoras de impressos e a importância deles para a propagação da leitura.

Jornal Sala de Leitura - Como é o consumo de livros digitais no Brasil atualmente?

JSL - Você acredita que aqui no Brasil os e-readers vão conseguir conquistar o mercado, já que a maioria das pessoas usa o smartphones, tablets ou notebooks para ler e não os dispositivos específicos? Ednei - Há uma tendência mundial no consumo de dispositivos mais híbridos como smartphones, tablets, ultrabooks, etc. para serem usados para a leitura de livros digitais. Os e-readers talvez encontrem um nicho no mercado educacional e em projetos de bibliotecas comunitárias portáteis.

Ednei Procópio - O consumo de livros digitais no Brasil atualmente apresenta um baixo nível, menos de 1% em comparação ao mercado tradicional; por várias razões, como, por exemplo, o número de títulos disponíveis, no segundo semestre com apenas 16 mil títulos legalmente disponíveis. Há outros entraves como a popularização dos leitores portáteis, ereaders, smartphones e tablets. E passa por questões como precificação e Direitos Autorais.

O consumo de livros digitais no Brasil atualmente apresenta um baixo nível, menos de 1%

obras e a oferta de títulos que ainda está bem longe da bibliodiversidade encontrada nas livrarias físicas.

JSL - Você acredita que os e-books vão realmente JSL - Os e-books estão se popularizando cada vez mais. substituir os livros impressos, que será essa a decisão Você poderia fazer um breve panorama desse crescimento dos leitores? nos últimos anos? Ednei - Os e-books só irão substituir os livros impressos se o

Ednei - De fato o livro digital vem se popularizando, principalmente porque empresas globais como Google, Kobo, Amazon têm influenciando bastante neste cenário. A questão central é que ainda não há um mercado consumidor que podemos chamar de mercado de massa. Fora as questões anteriormente por mim citadas, é necessário haver uma espécie de regulação do próprio mercado com relação aos preços das

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hardware, o software e o conteúdo destes suplantarem a versão impressa. Este caminho é longo. Os e-books primeiro terão que se popularizar ainda mais. Os dispositivos de leitura precisam estar onipresentes, nas mãos dos consumidores modernos. O número de títulos digitais precisa superar a oferta dos impressos que hoje se encontra na casa dos 300 mil títulos disponíveis.

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Todos os livros, independente de formato, mídia, tecnologia ou plataforma, precisam ser acessíveis para o maior número de leitores possível

JSL - A comercialização dos livros eletrônicos, assim como tudo que é jogado na rede, não pode ser controlada, logo, os livros acabam sendo distribuídos de forma gratuita. Como é feito o controle do recebimento dos direitos autorais? Ednei - A história da pirataria em si remota aos fenícios e assírios desde pelo menos 735 antes da era cristã. Não foi o livro digital, portanto, quem inventou a pirataria. Não foi o livro digital quem trouxe a questão da pirataria para o mercado editorial. O livro digital apenas trouxe a urgência da questão para a ordem do dia. De qualquer modo, a free culture, por exemplo, ou a cultura do grátis é mais corrosiva para o mercado editorial do que a própria pirataria em si. Há um valor intrínseco nos produtos pirateados que a gente não encontra quando o consumo acha que o mesmo produto não tem valor nenhum. Com relação aos repasses dos Direitos Autorais, o processo está ancorado na Lei de Direitos Autorais e até que haja uma atualização, este processo tende a ficar preso a um cenário de histórica fragilidade. Os e-books apenas tornam a questão mais óbvia.

JSL - Os e-books são uma alternativa para autores independentes? E de que forma essa prática pode afetar as editoras? Ednei - Há três processos básicos na exploração comercial de livros: a publicação, a distribuição e a divulgação. O novo autor pode até conseguir passar pela primeira etapa, que é a da publicação, uma vez que plataforma de publicação se populariza na grande rede. A distribuição e a comercialização estão também de certo modo acessíveis para os escritores que optam por ser independente das casas editoriais convencionais. Mas a divulgação e promoção das obras continuarão sendo a questão central sem a qual não há a mínima sorte de um escritor desconhecido ganhar a audiência e credibilidade junto aos leitores.

J S L - Pa r a v o c ê , a w i d b o o k , u m a r e d e d e compartilhamento de e-books, ajuda a alavancar esse mercado?

de promoção das obras. Conheço dezenas de iniciativas como a da widbook que esbarram em duas premissas básicas quando se fala em e-books: qualidade editorial e promoção das obras. A maioria das plataformas pecam na qualidade dos e-books e na promoção em rede dos mesmos.

JSL - Esse crescimento dos livros eletrônicos pode levar à falência as grandes editoras dos tradicionais impressos? Ednei - Não é o mercado de e-books que pode levar a falências as editoras tradicionais. O cenário global está mudando e todas as empresas de comunicação precisam de um novo modelo de negócios que contemple o modo como os usuários e consumidores estão se relacionando com os produtos e as praças digitais. O e-book é apenas uma opção, dentre as tantas opções possíveis.

JSL - Qual a importância e a influências dos livros eletrônicos na propagação da leitura? Ednei - O livro digital pode eventualmente influenciar na questão da propagação da leitura, mas isto, assim como no mundo físico, não se dá modo autômato. e-books embora possam se popularizar com a ajuda das mídias digitais, não formam leitores. Fazem-se necessárias uma série de ações integradas entre o Governo e a iniciativa privada na questão primordial que é a Educação. Sem Educação, não há leitores.

Entrevista

Os e-books só irão substituir os livros impressos se o hardware, o software e o conteúdo destes suplantarem a versão impressa

Saiba mais sobre a editora Livrus e sobre Ednei Procópio em: www.livrus.com.br http://ebookpress.wordpress.com/quem -somos

Ednei - O importante não é mais as redes de compartilhamento de livros. O mais importante são as formas

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Na história Os livros eletrônicos existem desde 1971 A digitalização da declaração da independência dos Estados Unidos é considerada o primeiro e-book da história Daiane Consuelo da Silva primeiro Software para livro digital, o v1 BOOK, ainda nesse mesmo período, é publicado o primeiro livro digital, O Assassinato, obra de Thomas de Quincey. Em 1995, a Amazon comercializa livros digitais, o chamando e-commerce. No ano de 1996, Gutenberg registrou a marca de Hart começou a digitalizar os textos, quando 1000 livros digitalizados, o intuito é alcançar teve acesso livre ao computador da a meta de 1 milhão. universidade onde estudava, daí ele começou a publicar as cópias, tais como a No ano 2000, Stephen King lança seu declaração da independência dos Estados romance Riding Bullet em formato digital, e unidos, a Bíblia, e as obras de Homero, condiciona os leitores a lê-lo tão somente no Shakespeare e Mark Twain. Esses feitos são computador. Em 2002, Random House y considerados marcos do Projeto no qual deu HarperCollins começam a vender em versão a ele o título de inventor do e-book. No início, eletrônica seu títulos na internet. Em 2005, a grande parte das obras foram publicadas Amazon compra Mobipocket, a empresa pelo próprio Michael, hoje são voluntários criadora do Mobipocket Reader (leitor de do projeto, que via scanner digitalizam os livros digitais) e do Mobipocket Creator (programa para confecção de livros textos. digitais). Em 2006, o Google fecha um Alguns acontecimentos destacam-se na acordo com a Biblioteca Nacional do Brasil historia do desenvolvimento dos e-books: para digitalização de 2 milhões de títulos em 1993, Zahur Klemath Zapata lança o nacionais. independência dos Estados Unidos da América. Ele também foi o fundador do Projeto Gutenberg, o mais antigo produtor de livros eletrônicos do mundo. O Projeto Gutenberg, torna os livros eletrônicos disponíveis na internet.

Michael Hart apresenta a digitalização da carta da independência norte-americana

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origem dos livros eletrônicos se dá no ano de 1971 quando Michael Hart (1947-2011) ainda estudante da Universidade de Illinois, digitalizou a declaração de

Linha do tempo

e-readers

2007

1998

2010

A Barnes & Noble lança o Nook

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A Sony lança o seu PRS-505

A Amazon lança o Kindle, junto com 90 mil livros já digitalizados

É Lançado o primeiro e- reader, Rocket ebook, desenvolvido pela Nuvomedia

2009

2008

2010

Em maio de 2010, a Kobo inc lança Kobo

Em novembro de 2010, Steve Jobs apresenta ao mundo o IPad da Apple

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Saiba mais... Sebos Eletrônicos

Já conhece o widbook?

A velha prática de comprar livros usados está se renovando e pode, em breve, atingir os e-books. Quem já está acostumado a comprar livros usados poderá ter a opção de comprar produtos eletrônicos usados. Isso porque Apple e Amazon, querendo inaugurar a prática da “revenda” de ebooks, músicas e outros, registraram recentemente seus pedidos de patentes para começar a fazer isso.

O Widbook é uma plataforma digital, criada por brasileiros, que permite que usuários de todo o mundo escrevam seus e-books, sozinhos ou em grupos, enviem colaborações para outros autores, passando a ser coautores, encontrem e leiam publicações de outros escritores. Além disso, o usuário pode escrever seu livro visualizando como será publicado, seguir seus autores favoritos, organizar e classificar os livros que l e u o u q u e e s t á l e n d o . A plataforma está em funcionamento desde fevereiro de 2013 e é pioneira no segmento.

Fonte: Ars Technica

Steve Jobs Schools Sem livros e sem cadernos nas escolas, só Ipads. Essa ideia surgiu na Holanda e foi apelidada de “Steve Jobs Schools”. O mentor deste novo modelo de ensino é o Maurice de Hond. Neste novo método o professor não compartilhará conhecimento, terá o papel de incentivador do aprendizado. As habilidades que serão desenvolvidas estão voltadas para a área aritmética, leitura e compreensão de textos, exclusivamente através de aplicativos de aprendizagem, fornecidos via Ipad. O estudante terá a escolha de fazer seu próprio currículo escolar, junto com seus pais e professores, no período de cada seis semanas. O programa transforma o aprendizado em uma experiência de jogo, no que se refere ao uso de sons divertidos e animações. Eles não trabalham com capítulos inteiros, o objetivo é prepará-los para avançar para a próxima fase do programa, de acordo com o desenvolvimento de cada um. Fonte: Revolução E-book

S e i n t e r e s s o u ? www.widbook.com

E n t ã o

a c e s s e

Acessibilidade Digital Há um tipo de livro digital que é de grande utilidade para os deficientes visuais, é o livro falado, audiolivro ou audiobook. Apesar de parecidos o livro falado e o audiolivro têm algumas diferenças. O livro falado foi desenvolvido para atender aos deficientes visuais, e por isso não possuem efeitos sonoros e vozes dramatizadas. Recursos estes que são utilizados nos audiolivros, para torná-los mais dinâmicos. A leitura feita no livro falado é a “leitura brança”, que é mais seca e sem interpretação, com a finalidade de se aproximar da versão impressa. A “leitura branca” parte do princípio de que quem deve dar sentido ao texto é o leitor e não o narrador. Saiba mais sobre livros falados em www.funcacaodorina.org.br

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PERFIL

Blog Sala de Leitura

Tudo o que você precisa saber sobre e-books Blog Sala de Leitura reúne informações sobre o universo dos livros digitais

Émille Cerqueira

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ocê sabe o que é um e-book? Sabe onde encontrar um? Sabe o que fazer quando encontrar? Foi para responder essas e outras perguntas que o blog Sala de Leitura, c o m e n d e r e ç o e l e t r ô n i c o livroseletronicos2013.wordpress.com , foi criado. Daiane Consuelo da Silva, Emile Conceição, Émille Cerqueira, Jéssica Chagas e Naira Diniz são as idealizadoras desse projeto. A iniciativa veio a partir de uma forma de avaliação do professor André Lemos, da disciplina Comunicação e Tecnologia, na Faculdade de Comunicação da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Mas elas embarcaram nessa viagem e como afirmam pretendem continuar postando informações sobre os famosos e-books. Para os que ficaram interessados e/ou ainda não sabem o que é um e-book, logo na primeira postagem do blog encontra a resposta. “E-book é a abreviação de eletronic book ou livro eletrônico. O e-book tem o mesmo conteúdo de um livro físico, a diferença é que ele é uma mídia digital criada para ser lida em dispositivos eletrônicos de leitura como computadores, celulares e tablets”. Depois de esclarecer o que é um e-book (que agora todos já sabem que é um livro para ser lido em dispositivos eletrônicos), o blog traz um avalanche de informações para os que se interessam pelos livros eletrônicos, como, por exemplo, onde encontrá-los. Além do mais, o blog traz curiosidades que muitos

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achavam que não existia, a exemplo dos sebos eletrônicos, uma iniciativa da Apple e da Amazon. Uma curiosidade interessante trazida pelo blog é a de que poucos norte-americanos leem os ebooks, e olhe que por a palavra ser inglês nota-se logo que há uma grande proximidade com os estadunienses. É aí que o leitor se engana. Segundo o post do Sala de Leitura, os interessados na leitura digital representam apenas 27% da população norte-americana. Mas as curiosidades não param por aí! O blog Sala de Leitura também dá a oportunidade dos seus leitores conhecerem uma inciativa apelidada de “Steve Jobs Schools”. “São escolas que pretendem inserir os Ipads no cotidiano dos alunos. “De acordo com o projeto serão abertas 11 escolas que servirão como instalações para alocar as crianças”, afirma a postagem do blog. O sala de Leitura, embora ainda esteja em andamento, já está recheado de conteúdo. Além de curiosidades, há uma aba que explica a história do seu surgimento, outra que sugere downloads gratuitos e para o que não se satisfizerem com as informações, há também o glossário, a bibliografia a sugestão de links. "Para aprender um pouco mais sobre essa mídia digital é só ficar ligado nas nossas postagens”, é o recado que as escritoras do Sala de Leitura deixam.

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