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© 2016, Saint Paul Editora Ltda. 1.a edição, 2016 Todos os direitos reservados. É proibida a reprodução total ou parcial de qualquer forma ou por qualquer meio. A violação dos direitos do autor (Lei n. 9.610/1998) é crime estabelecido pelo artigo 184 do Código Penal. Depósito Legal na Biblioteca Nacional conforme Lei n. 10.994, de 14 de dezembro de 2004.

Coordenação editorial: José Cláudio Securato

Supervisora de produção editorial: Deise Anne Rodrigues de Souza

Revisão: Deise Anne Rodrigues de Souza

Estagiária de revisão: Liriane de Andrade

Capa: Nathalia Pinheiro

Imagem da capa: © schaerfsystem/ Pixabay

Projeto editorial, diagramação e Epub: Nathalia Pinheiro Ilustrações: Leonardo Rodrigues dos Santos

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) (Câmara Brasileira do Livro, SP, Brasil) Rocha, Ricardo Humberto Invista seu dinheiro : como cultivar riqueza para realizar sonhos e ter uma vida feliz, volume 1 / Ricardo Humberto Rocha. -- São Paulo : Saint Paul Editora, 2016. Bibliografia ISBN 978-85-8004-126-2 1. Economia doméstica 2. Finanças 3. Finanças pessoais 4. Investimentos I. Título. 16-06220

CDU-332.6

Índices para catálogo sistemático: 1. Educação financeira : Economia 332.6 ISBN da coleção: 978-85-8004-125-5

Edição revisada conforme o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa.

Saint Paul Editora Ltda. R. Pamplona, n. 1616, portão 3, Jardim Paulista | São Paulo, SP | Brasil | CEP 01405-002 www.saintpaul.com.br | editora@saintpaul.com.br Saint Paul Editora Ltda. é uma empresa do Grupo Saint Paul Institute of Finance S. P. Ltda.


CAPÍTULO 1

Organize suas finanças antes de fazer planos para o futuro 1.1 Como estão as suas contas? Todos nós temos sonhos. Buscar uma maneira financeira de alcançá-los, provavelmente foi o motivo que fez você começar a ler este livro. Mas, antes de pensar em como investir seu dinheiro e conquistar seus sonhos e objetivos, seja para daqui alguns meses, anos ou décadas, é importante um diagnóstico fiel de como está sua vida financeira. Só assim, você poderá traçar um plano que garanta sucesso. A forma como lidamos com nosso dinheiro ou da nossa família não deve ser muito diferente de como tratamos a nossa saúde física. Há vários paralelos que podemos estabelecer entre saúde financeira e saúde física. Quando pensamos em emagrecer, cuidar de uma doença, ou simplesmente melhorar nossa condição física, o primeiro passo recomendado é realizar alguns exames para identificar como começar o tratamento ou saber como está nossa saúde, antes de iniciar uma atividade física com mais intensidade. Com o dinheiro também funciona assim.

Antes de avaliar como aplicaremos nosso dinheiro e como alcançaremos aquele desejado sonho, precisamos analisar a nossa situação, ou seja, ter um diagnóstico completo de quanto ganhamos, quais são nossas receitas, e de como e em que gastamos nosso dinheiro.

Se nossos gastos têm qualidade ou se apenas gastamos, sem prestar atenção se está valendo a pena. Esse levantamento pode ser feito de várias formas, anotando em um caderno todos seus ganhos e gastos. Para aqueles que têm mais habilidade com a tecnologia, há vários recursos que nos auxiliam nisso, desde uma planilha no Excel, passando por diversos aplicativos para smartphones disponíveis para download, por exemplo. Alguns gostam de dividir na planilha as suas receitas e despesas, como gastos fixos, e nelas colocam a prestação do carro, o aluguel, e todas as despesas que


têm valor predeterminado; e gastos variáveis, que já se sabe que haverá, mas que não é possível determinar exatamente o valor, como conta de luz, condomínio, água, telefone etc. No entanto, ao contrário do que muitos pensam, a forma de registrar despesas e receitas é o que menos importa. O fundamental é ter um diagnóstico real de como está o orçamento, mesmo que seja somente uma anotação em um pedaço de papel, o importante é a conscientização da realidade. Há outras questões bem mais difíceis de serem mensuradas na hora de realizar um orçamento, do que como tabulá-lo.

1.2 A família precisa participar

A participação da família é fundamental no processo de conquista dos sonhos. É a família que nos incentiva, é ela o motivo da nossa felicidade e por quem lutamos. Para aqueles que não moram sozinhos, que têm família constituída, é importante que ela participe não só da construção do sonho, como também da construção do orçamento, caso contrário, os números levantados não serão reais, ou faltará informação necessária e precisa para melhorar a qualidade dos gastos. Contudo, essa não é uma tarefa fácil. Fazer as pessoas anotarem com o quê gastam seu dinheiro e refletirem sobre seus gastos, eventualmente, pode causar


desconfortos e brigas. Nessas horas é importante saber que não podemos fazer acusações. É preciso abandonar o passado e não apontar para ninguém, mas saber que precisamos levantar os números, pois esse é um processo importante na conquista de sonhos de toda a família. O ideal é que quando vivamos em família, os sonhos sejam de toda ela, como por exemplo, uma viagem de final de ano, a compra de uma casa maior, com quartos separados para todos os filhos, ou mesmo uma melhor educação no futuro para um membro da família. Os sonhos devem ser compartilhados. Também faz parte do processo de construção do indivíduo renunciar algum sonho particular para realizar os das pessoas amadas. Hoje a família pode lutar para financiar a viagem de um dos dois filhos, como conhecer a Disney, em Orlando, e todos, então, lutam por esse sonho. No ano seguinte, o filho que realizou o seu sonho, agora ajudará a família a concretizar o do irmão, que pode ser, por exemplo, um intercâmbio cultural em outro país. Juntos, sempre podemos muito mais e isso começa no orçamento, no levantamento de como está nossa vida financeira, para depois traçar o caminho que nos levará a realizar aquilo que mais almejamos. Entretanto, é importante lembrar que o exemplo vem da pessoa que mais contribui para o orçamento da família. Como em um navio, o capitão é sempre o primeiro a embarcar e o último a abandonar o navio. A pessoa que mais contribui financeiramente tem que dar o exemplo. A família precisa vê-la anotando os gastos pessoais, por mais bobos que pareçam. Isso é essencial e motivador, mas frisando que deve ser feito, sem acusações.

CABE A PESSOA QUE MAIS CONTRIBUI COM O ORÇAMENTO FAMILIAr mostrar a todos que está engajado na realização dos sonhos e que a mudança de comportamento começa a partir dele.

Outro ponto para evitar desconfortos é procurar fazer tudo com sabedoria, alegria e sem constrangimentos. Devemos ressaltar que essa atitude de organizar o orçamento serve para identificar os gastos e cortar o que é desnecessário para que se tenha condições de realizar sonhos e melhorar a qualidade de vida de toda a família. Não para controlar com o quê os membros da casa estão gastando seu dinheiro. Tudo tem que ser feito com alegria e, se partir da pessoa que mais contribui financeiramente, de modo sábio, certamente todos colaborarão.


Lembre-se sempre de que o diálogo e a exposição de pensamentos, sem críticas, é a melhor forma de conciliar vontades.

1.3 Gastamos com qualidade?

O orçamento serve principalmente para identificarmos exatamente com o quê gastamos nosso dinheiro. Ora, quanto ganhamos, normalmente não temos dificuldade em saber, geralmente é tudo. Já em que gastamos é mais difícil. Não é incomum ouvirmos a famosa frase: – “Nossa, mal recebi e o dinheiro acabou, nem vi onde foi parar o meu salário”. Isso é um perigoso sinal de desorganização financeira, situação que coloca um abismo entre a realidade vivida e a conquista de desejos. Com o orçamento identificaremos em que e como gastamos. Se não sabemos com o quê gastamos dinheiro é um sinal de que fazemos isso sem qualidade. Não são raras as vezes em que gastamos muito dinheiro com bens que não desejamos, mas isso passa despercebido, porque não organizamos nossos gastos. Por exemplo, aquela pessoa que tem a conta de luz em débito automático e mal vê o quanto gasta por mês e quais as variações de consumo entre um mês e outro. Foi o que aconteceu com José Almeida, o taxista. Corintiano entusiasmado chegou quarta-feira à noite em casa, por volta das 21 horas, depois de um dia estressante de trabalho. Havia muito trânsito, mas ele conseguiu fazer naquele dia um pouco mais que a média de corridas que costumava, além disso, um cliente que ele levou até o aeroporto de Cumbica deu uma boa gorjeta, afora o valor da corrida que já foi bem proveitosa financeiramente. Ele estava com fome, mas faltava pouco para começar o decisivo jogo entre o Timão e o Flamengo, pela Copa Libertadores da América, um grande sonho corintiano. A disputa valeria uma vaga nas quartas de final do torneio. José dá um beijo na esposa Ana Rosa, e pede para ela esquentar o prato de comida dele, enquanto toma banho. Ao se dirigir para o banheiro, José vê a conta de luz em cima da mesa da copa, no valor de R$ 120, o que representa R$ 30 a mais do que no mês anterior. Rapidamente percebe que essa conta está um pouco mais cara. Mas como a fatura estava em débito automático, ou seja, já foi paga, e ele tem que correr para o banho, pois precisaria jantar antes do tão esperado jogo, que já estava para começar; e além de tudo, naquele dia, ele tinha ganhado mais que o esperado, José guarda a conta no fundo da gaveta e vai para o banho. Nunca mais ele se lembrou daquela conta de luz.


O que a pressa do taxista não o deixou perceber é que a conta veio mais cara, pois o ar condicionado do quarto está com problemas. Certamente, quando José resolver dar a atenção devida a esse problema, ele já terá desperdiçado um bom dinheiro, que poderia ser investido para a realização de um sonho. Além disso, esse dinheiro que ele trabalhou bastante para ganhar o fez chegar em cima da hora para ver o jogo, contudo, deveria servir para ajudar a conquistar bens importantes para ele e sua família e não para pagar um desperdício na conta de energia. Essa é a diferença entre o gasto com e sem qualidade.

Com o orçamento, podemos comparar exatamente os gastos entre os meses e saber em que e como cortar. A reflexão e o conhecimento dos gastos, somente levarão você e sua família ao uso inteligente do dinheiro e a cortar gastos que, na verdade, vocês não estão satisfeitos em ter, mas sobre os quais faltava a atenção devida.

Atentar-se ao orçamento evita deixarmos a goteira jorrar. Quando temos um cano quebrado na cozinha, logo chamamos o encanador para resolver o problema, afinal, é inconcebível ficar inerte diante de tamanho vazamento, mas, quando é uma torneira no banheiro da empregada que está gotejando vagarosamente, podemos ser tentados a deixar de lado isso, sendo que aquela torneira gotejando dias, semanas, ou até meses seguidos, nos custará muito caro. O orçamento serve para eliminar os pequenos e dispensáveis gastos e nos ajudar a priorizar objetivos, aumentando assim a qualidade de nosso consumo e, consequentemente, melhorar nossa qualidade de vida e propiciar a realização de sonhos que, na grande maioria das vezes, dependem de dinheiro.

1.4 Diga não ao exagero e comece a poupar! Depois do orçamento levantado, com você e sua família sabendo exatamente com o quê gastam o dinheiro, chegou a hora de cortar despesas desnecessárias. Basicamente, existem três tipos de famílias: as que não gastam mais do que ganham, que têm seus gastos equilibrados e ainda sobra uma quantia todo mês; as que gastam aquilo que ganham e, portanto, não têm muita dívida, mas também não há espaço para investimentos; e, por último, as famílias endividadas, que gastam muito mais do que ganham e não conseguem quitar as dívidas. Segundo a Pesquisa Nacional de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), divulgada em agosto de 2012, pela Confederação Nacional do Comércio de bens, serviços e turismo, em um universo de 18 mil consumidores pesquisados,


59,8% admitiram que estavam endividados. Este dado já é preocupante, mas se torna ainda mais quando o associamos ao fato de que, desses endividados, 7,1% afirmam que não terão condições de quitar seus compromissos. Nos três casos das famílias citadas, normalmente, é possível cortar gastos e melhorar a qualidade do consumo.

O importante é entender que é possível eliminar certos gastos, sem comprometer a qualidade de vida. Quando nos atentamos à qualidade de nossos gastos, podemos diminuí-los, e assim melhoramos nossa qualidade de vida, pois consumimos com mais consciência aquilo que adquirimos.

Quem está com sobra no orçamento deve procurar meios para que sobre ainda mais, para acelerar o processo de realização de sonhos. É possível que, embora sobre dinheiro, existam gastos desnecessários, que podem ser reduzidos. Quem está equilibrado precisa encontrar alguma sobra. Normalmente, essa família que vive equilibrada e começa a encontrar sobras, motiva-se ainda mais, pois vê que é possível alcançar determinado sonho que parecia tão distante de sua vida “normal”. Esse perfil de família precisa economizar, pois assim poderá investir na carreira de seus membros. Já as famílias endividadas correm o risco de passar a vida inteira sem conseguirem realizar sonhos. Se somássemos ao longo de muitos anos seus gastos, certamente terão pagado milhões em juros, porque nunca quiseram diminuir gastos. Com o passar do tempo, os membros dessas famílias podem julgar-se incompetentes e frustrados, pois não foram capazes de ganhar dinheiro e concretizar seus sonhos e da família. No entanto, na maioria das vezes, o erro está na gestão de suas despesas e não na incompetência de ganhar dinheiro.

1.5 Como abrir mão daquilo que estou acostumado e gosto?

Uma mudança de hábito é sempre difícil. Exige disciplina e sabedoria, não há como ser diferente.


Um casal de jovens, Ridson Almeida, com 31 anos, e Paula Ferreira, com 28, deixaram seus sonhos de lado. Eles estavam casados há quatro anos, e desejavam inicialmente ter um filho nos próximos três anos. Desde que se casaram, Ridson e Paula queriam aproveitar o tempo juntos e optaram por ter filhos apenas quando tivessem entre 30 e 35 anos, pois quando nascem os filhos, as responsabilidades mudam e ambos terão que renunciar alguns interesses. Quando noivos, eles já sonhavam em, a cada ano, conhecer um país diferente, até o nascimento do primeiro filho, quando então, as viagens cessariam um pouco, pela óbvia dificuldade de viajar com uma criança pequena. Ridson e Paula até que começaram bem, ajudados pelo preço desvalorizado do peso argentino, fizeram sua lua de mel em Buenos Aires. Cinco dias de encanto na mais europeia das capitais sul-americanas. Mas nestes quatro anos de casados, o sonho se foi e o casal nunca mais viajou para fora do país. Isso porque Ridson gosta de praia e, apesar de paulistano, sempre que pode, em média um final de semana a cada dois, se o sol assim permitir, o casal viaja para uma praia do litoral paulista. O destino preferido é o Guarujá, na praia de Pernambuco, ou na cidade de São Sebastião, em Maresias, Litoral Norte. Como nem eles e muito menos os parentes possuem casa na praia, sempre ficam em hotéis e pagam no cartão de crédito. Resultado: Ridson e Paula estão continuamente endividados e não conseguem guardar dinheiro para viagens mais caras, as internacionais, sonho inicial do casal. Entretanto, apesar de concordar e até se divertir um pouco com as viagens ao litoral, Paula não está completamente satisfeita com a vontade de Ridson de sempre ir à praia e demonstra certa frustração com o sonho que foi deixado para trás. O esposo percebeu isso em alguns comentários, mas tem grande dificuldade de desistir de suas idas e vindas à praia. O surf é seu esporte favorito e ele não se vê reduzindo as vezes que o pratica. Esse é um caso típico da dificuldade de deixarmos aquilo que gostamos. Precisamos entender que não há conquistas sem esforços, mas a recompensa vale a pena. Ir à praia é um consumo de viagem comum que altera nossa rotina, temos que sair do comum também em nossa qualidade de poupança. Certamente, Ridson não precisa desistir de ir à praia para realizar o sonho de conhecer outro país, precisa apenas reduzir a quantidade de viagens ao litoral. Com o costume de ir um final de semana sim e outro não, eles têm uma boa condição financeira para sustentar isso. Se o casal fosse ao litoral apenas uma vez a cada dois meses e poupasse essa diferença para uma viagem internacional por ano, certamente conseguiria realizar o sonho inicial de noivos; a esposa ficaria mais realizada e Ridson não abriria mão completamente de suas idas à praia, apenas reduziria a frequência em favor da felicidade de ambos. Analisando a situação: a cada viagem para o litoral, o casal gasta em média R$ 360 de hospedagem em um hotel simples; R$ 150 de combustível; R$ 23 de pedágio; cerca de R$ 150 de alimentação. Gastando em torno de R$ 683 por viagem. Como viajavam, em média, duas vezes por mês, o gasto mensal com as


idas à praia totaliza, em média, R$ 1.366 e a incrível quantia de R$ 16.392 por ano. Já uma viagem internacional de cerca de uma semana, varia muito de acordo com o destino, mas para o Chile, por exemplo, um dos destinos que o casal quer conhecer, não sai por menos que R$ 6.000 por pessoa. Caso o casal viajasse apenas uma vez a cada dois meses para o litoral, gastaria por ano cerca de R$ 4.098 com as idas à praia, ou seja, economizaria aproximadamente R$ 12.294, fora os juros do valor investido durante os meses, quantia suficiente para o casal viajar uma vez por ano a vários destinos do mundo. Ridson e Paula precisam saber que para realizar sonhos é necessário disciplina e diminuição de consumos no curto prazo, pois a recompensa vale a pena. Caso contrário, o casal terá uma vida financeira mediana, com suas idas à praia, mas longe de conquistarem a vida que ambos sonharam e planejaram para o casamento. Viverão frustrados. O segredo está nos pequenos e cotidianos gastos, que, se mensurados anualmente, permitem realizar sonhos e consumir com mais qualidade. O importante é sabermos que sempre podemos mais e, não há segredo, apenas implica abrirmos mão de algo que gostamos hoje para realizarmos algo muito melhor amanhã. Como tudo na vida, é necessário plantar para colher, e com as finanças não é diferente. Sempre com moderação, para não resumir a vida em guardar dinheiro. Um caso um pouco diferente, mas também um exemplo do mau uso de próprio dinheiro é o de João Augusto, um amigo de longa data. Um executivo bemsucedido, com bom salário, de meia idade, 52 anos. Quando chegou à empresa, ele já tinha passado por várias outras, porque tinha um problema muito sério: apesar de ganhar muito bem, quanto mais ganhava mais gastava, e com isso trazia muitos problemas para o trabalho, pois vivia estressado e preocupado. João tinha casa própria há anos, era pai e sua filha já estava formada e bem empregada. Mas ele sempre devia dinheiro, apesar do ótimo salário que recebia na empresa em que trabalhávamos e imagino que também nas empresas anteriores. Ao investigar um pouco mais o assunto, descobri que João e sua esposa tiveram dois filhos, mas um deles infelizmente morreu. Depois dessa morte, a esposa, de certa forma, culpava João, porque achava que ele não tomou as medidas necessárias e no tempo exato, enquanto o filho estava doente. Isso fez com que ela tivesse um problema emocional após o luto, ficando viciada em gastos, em consumo constante e impensado. Com isso, a esposa gastava muito com cartão de crédito e jogos pela internet. E João, embora tivesse consciência da fatalidade, se sentia culpado, por isso custeava todo gasto da esposa sem reclamar ou questioná-la sobre o mal que isso fazia para o casal. Viviam ambos infelizes. Um dia conversamos e falei: – “Olha, eu não deveria opinar sobre isso, você é até mais velho que eu, mas precisa resolver sua vida financeira”. Fazendo uma conta aproximada, trazendo a valor presente a sua renda, desde o início da sua


carreira até agora, você já gerou mais de R$ 2 milhões desde quando começou a trabalhar. Contudo, você tem a mesma casa há 20 anos, um carro bem simples, não viaja e vive endividado. Há algo errado. Ele me ouviu, concordou, mas não mudou a atitude. Sabemos que perdas familiares são muito difíceis de serem superadas, no entanto, se elas têm prejudicado sua vida financeira, encorajamos você a buscar ajuda de um profissional, algum tipo de terapia que o ajude a resolver as situações que afetam sua vida de forma ampla, inclusive financeiramente, é muito importante. Se suas finanças estão sendo prejudicadas por um problema dessa ordem, procure um profissional que possa ajudá-lo.

1.6 E se minha família não colabora? Algo muito comum entre as famílias com relação ao orçamento é que alguns membros até colaboram sem maiores questionamentos na realização dos ajustes, até porque, como os gastos sempre foram desregrados dentro do lar, não acreditam que ocorra uma real mudança de comportamento. Mas, quando os gastos começam a ser discutidos e os cortes definidos, os conflitos ficam mais intensos. Novamente é importante lembrar: a mudança de comportamento não é fácil e exige esforço de todos. A participação dos membros da família é fundamental nesse processo para construir o caminho a ser trilhado para a realização dos sonhos.

É preciso que todos estejam envolvidos com a mudança e acreditem nela. Isso também não é fácil e exige o esforço de todos.

Caso algum membro da família não esteja contribuindo, é preciso analisar se o discurso do chefe de família, pai ou mãe, não é um tanto autoritário demais. Uma família deve ter respeito aos seus chefes, mas ela nunca pode perder o espírito de equipe, todos lutam juntos em favor de algum benefício, não é uma disputa. Não será impondo que os bons resultados serão alcançados. A família tem de estar em equilíbrio na busca por uma melhor condição financeira. Além de evitar o discurso chato e autoritário, novamente lembramos que se deve tomar cuidado para que o exemplo venha de nós mesmos. Muitas vezes cobramos de nossos filhos, mas não damos o exemplo devido. É o caso daquele indivíduo que fala para o filho sobre a necessidade de economizar na conta de celular, porém, toda sexta-feira, quando o pai sai do trabalho, ao invés de convidar o


filho para passear, tomar um lanche, um sorvete, ele vai tomar cerveja com os amigos, comer bolinho de bacalhau e gasta R$ 100 por sexta-feira. Ou seja, o pai quer que o filho economize, mas ele, que é chefe de família não está engajado no projeto, não quer desistir e apenas cobra. Geralmente, quando a família não colabora, é porque aquele que está pedindo a colaboração não tem um histórico muito bom ou também não faz a sua parte, e isso precisa ser avaliado e mudado. Os filhos são educados por nós, os pais, e isso inclui a educação financeira que damos a eles. É de nossa responsabilidade que eles aprendam a lidar com o dinheiro, pois isso será fundamental para o futuro deles, que tanto amamos. Precisamos transmitir um comportamento adequado quanto ao uso do dinheiro. A participação da família é importante, porque quando todos entendem os objetivos e lutam por eles, fica mais fácil e não pesa sobre apenas um ou dois membros da família a missão de realizar o sonho de todos. Isso tem que ser passado para os membros do lar de forma alegre e inteligente, afinal o dinheiro serve para nos trazer alegrias e não aborrecimentos e discórdia. Quando há objetivos em comum e diálogo, todos tendem a se engajar. Este é um comportamento saudável.

1.7 Por que pensar no futuro se o hoje é mais importante? Conforme o tempo passa e envelhecemos, a tendência é que nossa renda diminua, a não ser que você tenha um talento muito grande em algumas áreas, mas são poucas as pessoas que se enquadram nesse modelo e ganham muito dinheiro, mesmo depois de certo tempo de vida. Temos que observar o exemplo das pessoas, da maioria, da grande massa. Se olharmos o exemplo de algumas pessoas mais velhas que estão ao nosso redor, não necessariamente idosos, mas pessoas com um pouco mais de 40, 50 anos, vamos observar que se elas tivessem guardado certa quantia, R$ 300 por mês, por exemplo, durante alguns anos e investido bem esse dinheiro, hoje, certamente estariam com R$ 300 mil ou mais, mas não estão. Pelo contrário, essas pessoas estão endividadas e, às vezes, até com o “nome sujo”. Podemos olhar ao nosso redor e ver diversos exemplos de pessoas que durante algum tempo ganharam uma boa quantia e agora vivem mal, isso quando não dependem dos filhos. Pessoas da família, talvez um tio, um avô, ou um amigo de nossos pais, que sabemos mais ou menos que ganhavam bem, poderiam fazer uma poupança e não fizeram e hoje a situação é desconfortável. Porém, este é momento em que deveriam desfrutar da vida, mas estão preocupados com dinheiro, pois não fizeram o correto esforço de poupança para o futuro, e ele chegou antes que eles imaginassem.


Devemos lembrar sempre o que diz a sabedoria popular: “enquanto os insensatos, não aprendem com seus erros e continuam cometendo-os, os inteligentes aprendem com os seus próprios erros. No entanto os sábios, esses, aprendem com os equívocos dos outros”. Ou seja, os sábios observam e não precisam passar por um problema para compreendê-lo.

Seja sábio, previdente, pense no seu futuro e da sua família, pois ele chegará antes do que você espera.

Ao mesmo tempo em que depois de certa idade nossa capacidade de gerar renda diminui, nós não queremos diminuir nossa qualidade de vida. Além disso, com crescente expectativa de vida dos tempos atuais, temos mais tempo para viver melhor, isso geralmente custa dinheiro e nossos gastos aumentam. Chegam os filhos, depois os netos, com isso, aumentam as festas, os presentes e queremos oferecer algo bom para as pessoas que amamos. Contudo, a qualidade de vida no futuro, ao contrário do que muitos pensam, depende mais de quanto você consegue poupar agora, do que o quanto você é capaz de ganhar neste momento. Para isso, precisamos observar nossos gastos, sempre pensando nos objetivos de curto, médio e longo prazo. Isso também não significa que no futuro você deva parar de trabalhar, o trabalho faz bem, mas você e sua família precisam ter oportunidades de escolhas. Com uma boa reserva guardada, você pode fazer escolhas entre esse ou aquele projeto, fazer o que gosta, ou seja, ter muita qualidade de vida. Temos que pensar no futuro, “deixa a vida me levar” é só música e propaganda de televisão para quem tem muito talento, como o Zeca Pagodinho.

1.8 Amizades atrapalham no corte de gastos? Uma questão muito importante na hora que começamos a cortar nossos gastos é saber administrar nossas relações, ou seja, nossos amigos e familiares, que até então estavam acostumados com nossa forma de gastar e, provavelmente, faziam parte disso. Em primeiro lugar, temos de nos relacionar com as pessoas por afinidades e não por conta corrente, e as pessoas que se relacionam conosco é bom que também pensem dessa maneira. O que quero dizer com isso é que se estamos acostumados a ir toda semana com nossos amigos ao cinema e, a partir de agora, pretendemos cortar alguns gastos excedentes a fim de realizarmos um sonho, eles devem entender isso. Seus verdadeiros amigos entenderão.


Não minta. Conte a verdade, os relacionamentos são construídos em torno da verdade. Explique aos seus amigos de bar, cinema ou qualquer outro lazer que você diminuirá algumas diversões e o motivo pelo qual está fazendo isso. Certamente, eles entenderão e até colaborarão.

Além disso, a sua atitude pode até levá-los a avaliarem os gastos que estão fazendo. Mas, lembre-se, não seja aquele chato que critica tudo. Se você não quer ser julgado por deixar de fazer algo, também não os julgue pela vida que levam. Deixe que a sua maneira de cortar gastos, se tiver que influenciar, seja pelo exemplo e não por suas falas ou discursos. Se você acha que os gastos de seus amigos são exagerados, isso não é um problema seu, e sim deles, da mesma forma que não cabe a eles julgarem se é correto ou não você começar a cortar gastos. Suas atitudes têm que falar por você, isso nenhum discurso fará. Somente quando seus amigos pedirem conselhos financeiros você deve se pronunciar. Caso contrário, sua mudança de comportamento pode causar desconfortos e conflitos, se você não agir corretamente. Também não deixe que o modo de vida que você levava com seus amigos seja um empecilho para reduzir gastos que julgue necessário. Não é por isso que você deixará de ter uma vida social. Seja criativo, elabore mecanismos que o ajudem a manter uma boa qualidade de vida com os amigos. Por exemplo, se você vai ao cinema toda semana com um casal de amigos, comece a ir menos, uma vez por mês, por exemplo, e convide-os para assistirem um filme em casa, faça uma pipoca e curta o momento. Isso, muitas vezes, pode até ser melhor e mais enriquecedor que o programa anterior. É importante ressaltar que cada pessoa tem que viver a sua realidade. Se seu amigo pode trocar de carro todo ano, viajar uma vez por mês, não quer dizer que você deva fazer isso e se endividar, ou deixar de poupar, isto é, desistir de seus sonhos para levar o mesmo estilo de vida dele. Você tem os seus objetivos e seus amigos ou familiares têm os deles. Não seja influenciado pela qualidade de consumo de terceiros, além de objetivos distintos, cada um tem uma condição financeira. Não é porque um amigo meu tem uma roupa de marca cara que as minhas devam ser iguais. Não ter isso muito bem definido em nossa mente e em nossas atitudes é um grande empecilho na formação de poupança e investimentos das famílias, pois gastamos demasiadamente, mas fazemos isso, algumas vezes, para nos sentirmos melhores perante aqueles que estão ao nosso redor. Não cometa esse erro. Não seja um adolescente, que às vezes comete loucuras para se sentir aceito no grupo.


1.9 Renegocie e procure alternativas de economia para

consumos já existentes Além de cortar gastos desnecessários ou que não prejudicarão nossa qualidade de vida, renegocie suas dívidas e suas contas. Sem entrar no mérito político, entre os benefícios e malefícios das privatizações feitas no governo do presidente Fernando Henrique Cardoso na segunda metade da década de 1990, é evidente que trouxe muita competição na busca pelo consumidor em algumas áreas, principalmente nas telecomunicações. Essa competição entre as empresas tem que ser usada como ferramenta de economia para nós. Além disso, em fevereiro de 2009 entrou em vigor no Brasil a Lei de Portabilidade Numérica, que basicamente significa que você pode trocar de operadora de celular e manter o mesmo número telefônico de antes. É fato que até então muitas pessoas que não estavam satisfeitas com o valor, ou com os serviços de sua operadora, não trocavam de prestadora, pois não queriam perder o número. Isso acontecia principalmente com trabalhadores autônomos, que dependiam do contato telefônico para trabalharem. Com essa nova lei, isso mudou. Há algum tempo, o consumidor tem obtido alguns direitos que devem ser usados para auxiliar na redução de gastos no orçamento. O que quero dizer é que se você não está satisfeito com o valor de sua conta, pesquise e procure novas alternativas, pois elas existem. Ligue em sua operadora de celular, na empresa fornecedora de TV por assinatura, internet, telefone convencional, entre outros, e veja se consegue algum desconto. Periodicamente acesse o site dessas empresas e veja se há alguma promoção. As empresas sempre criam promoções para adquirir novos clientes, você deve estar atento a isso e exigir que essa promoção seja estendida a você como benefício de ser cliente fiel daquela empresa. Entre também no site das empresas concorrentes e pesquise se há alguma condição melhor do que a que você tem em sua prestadora de serviço. Não se acomode, a acomodação custa dinheiro! Não tenha dúvidas de que as pessoas que ficam atentas a tudo isso conseguem, de tempos em tempos, economizar um bom dinheiro.

É o comportamento adequado em relação ao dinheiro, continuar com o serviço que é fundamental, mas tendo a atenção que está pagando o mínimo possível por ele, sem desperdícios de recursos.


Afinal, certamente você trabalha bastante para conseguir o seu salário. Mas atenção, sempre que for fechar algum negócio, leia com atenção o contrato, geralmente essas prestadoras de serviço colocam alguma cláusula de fidelidade em troca de promoção ou de promoção válida apenas por alguns meses. Fique atento e negocie. Outra alternativa é mudar os pacotes de acordo com a realidade. Às vezes, temos um contrato de TV por assinatura, por exemplo, que nos fornece dezenas de canais, mas, na realidade, ficamos pouco tempo em casa e não assistimos nem um terço dos canais disponibilizados, isso não é status, como alguns pensam, é desperdício de dinheiro, pois você está pagando por algo que não está consumindo. Corte isso. Nessas pequenas atitudes, que não mudam em nada a nossa qualidade de vida, podemos economizar um bom dinheiro, que poderá ser investido em sonhos que realmente importam. Este é um comportamento correto.

1.10 Orçamento organizado e agora posso investir. O que

devo fazer?

Você fez o orçamento com a família, começou a cortar gastos e agora há uma


pequena sobra todo mês. Bom, chegou a hora de investir o dinheiro de forma inteligente. Vamos partir do exemplo do motorista de ônibus urbano João Vitor, de 42 anos. João mora em Santos, no litoral de São Paulo e é casado com Estela há 20 anos, ele tem uma vida tranquila de classe média. Seu grande prazer está em jogar bola com os amigos da empresa, Viação Piracicabana, sábado à tarde na praia, próximo ao canal seis, e assistir aos jogos do Santos na Vila Belmiro, domingo à tarde. Estela trabalha no shopping Praiamar, o maior da Baixada Santista, em uma loja de roupas íntimas para mulheres. Seu principal prazer é assistir seriados. O casal tem dois filhos: João Vitor Júnior, de 15 anos, e a pequena Laura, de 11. Júnior sempre gostou muito de estudar e quer ser médico veterinário. O jovem está no primeiro ano do ensino médio. Observando desde pequeno a qualidade e o interesse do filho nos estudos, o casal, mesmo sem nível superior, tem como grande meta dar ao filho o que não puderam ter: a condição de cursar uma faculdade. Júnior sabe que os pais terão de fazer um grande esforço financeiro para pagar o curso de veterinária, que hoje custa, em média, R$ 1.000,00, por isso, o jovem já começa a estudar bastante nos horários livres, preparando-se para tentar passar no vestibular em uma universidade pública. No entanto, mesmo que ele consiga, não será na cidade de Santos, onde não há universidade pública com o curso de veterinária; ou seja, mesmo assim, os pais terão custos com moradia para ele em outra cidade. Assim, o grande sonho da família no momento, é conseguir guardar uma boa quantia para que daqui a três anos, essa reserva acumulada ajude a pagar a universidade de Júnior. Em virtude do pouco tempo de acumulação que eles têm até lá, apenas três anos até o pagamento da primeira mensalidade, o dinheiro não será suficiente para honrar 100% dos gastos com os estudos do jovem durante todo o período, mas já será um grande auxílio, e o restante a família deve conseguir manter com o orçamento mensal da casa. Para colocar esse plano em prática, há dois meses João Vitor, pessoa que mais contribui com o orçamento familiar, reuniu todos, até a pequena Laura, e explicou que dali em diante, seria necessário ajustarem o orçamento com o objetivo de começarem a economizar para viabilizarem o sonho de Júnior. Todos entenderam e começaram o esforço da família. João renegociou seu contrato junto à empresa que fornece TV por assinatura, cortou o excesso de canais que a família não tinha o costume de assistir e conseguiu entrar em uma promoção, economizou R$ 30 por mês com essa medida. Ele também conseguiu reduzir razoavelmente os gastos com o telefone da casa, entre linha fixa e móvel passou a economizar mais R$ 60 e está reduzindo as


Invista seu dinheiro Como cultivar riqueza para realizar sonhos e ter uma vida feliz

Autor: Ricardo Humberto Rocha Edição: 1.ª | Ano: 2016 Formato: Ebook comprar

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