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conexão Florianópolis, Julho/2010

Edição Nº2

A SAEQA apoia. E você? (pg 01) Um ato de solidariedade pode salvar uma vida. Doe sangue, doe vida! Adote, você também, essa ideia.

Mini-cursos Ÿ Engenharia de Petróleo (pg 03) Ÿ Produtos Extrusados (pg 04)

Palestras Específica EQ pg06 M a r c e l o S e c k l e r, diretor presidente da ABEQ traz à tona um assunto em alta da realidade atual: os desafios a serem enfrentados pelos eng. químico no século XXI.

Geral: Jurandir Sell Macedo Jr. pg05 ‘’A árvore do dinheiro’’ Seu dinheiro nunca rende? Aprenda a administrar suas finanças pessoais com esse profissional de grande reconhecimento nacional!

Especial do palestrante (pg 07 e 09) Duas matérias exclusivas com os pesquisadores Marcelo Seckler e Carlos Anjos sobre suas descobertas inovadoras na comunidade científica.

Específica EA pg08 Fique por dentro das inovações e tendências de embalagens para alimentos. Um setor da indústria que gera alta competitividade, e de muita importância no Brasil.

Novidades (pg 02) Ÿ Site no ar Ÿ Seleção de staffs Fique por dentro e participe!


01

DO E

A SAEQA apoia! E você? SA

NG

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VID

A!

T

er medo de uma agulha não chega nem perto ao medo de quando se está a beira da morte. Doar sangue é um ato simples, tranqüilo e seguro que não provoca risco ou prejuízo à saúde. Todos os dias acontecem centenas de acidentes, cirurgias e queimaduras violentas que exigem transfusão, assim como os portadores de hemofilia, leucemia e anemias. Uma única doação de sangue pode salvar várias vidas. Doar sangue é uma atitude necessária, de solidariedade, cidadania e amor! Faça parte desse grupo!

Quem pode? ŸEstar bem de saúde e possuir hábitos de vida saudável; ŸTer entre 18 e 65 anos 11 meses e 29 dias ŸPesar no mínimo 50 quilos; ŸApresentar um documento de identidade com foto, expedido por

órgão oficial. (RG, Carteira de Trabalho ou de Motorista)

Quem não pode? ŸEstar em jejum prolongado ou ingerir alimentos gordurosos nas últimas 4 horas; ŸTer feito cirurgia nos últimos 3 meses; ŸSer menor de 18 e maior de 65 anos; ŸTer tomado bebida alcoólica há menos de 12 horas; ŸNão ter repousado adequadamente na noite anterior a doação; ŸTer febre, gripe ou qualquer tipo de infecção nos últimos 7 dias; ŸTer hepatite viral após os 10 anos de idade; ŸSer portador da Doença de Chagas; ŸEstar grávida; ŸEstar usando medicamentos; ŸManter contato sexual com pessoas do mesmo sexo nos últimos 12 meses; ŸUsar ou já ter usado drogas injetáveis - cocaína/heroína e outras; ŸTer contato sexual com muitos parceiros ou com pessoa suspeita de ser portadora do vírus da AIDS; ŸSer parceiro sexual de portador de doenças transmitida pelo sangue (Hepatite B, Hepatite C, HIV, Sífilis e

HTLVI/II) com ou sem uso de camisinha (preservativo); ŸTer colocado piercing ou feito tatuagem nos últimos 12 meses; ŸTer realizado acupuntura com profissionais não habilitados nos últimos 12 meses; ŸTer feito endoscopia há menos de 6 meses.

Local

Dias

Horários

*Hospital Universitário (HU)

Segunda a Sexta

07h30 as 12h00

Hemosc

Segunda a Sexta

07h15 as 18h00

*Em agosto horário especial: 5ª das 07h30 as 16h00


02

Novidades

Site no ar!

Seleção de STAFF’s

cartaz de divulgação

É com muito orgulho que anunciamos que o site da X SAEQA irá estrear na primeira semana de agosto! Graças à parceria mais que bem-vinda com a empresa Involves, este ano apresentamos um sistema de inscrições com tecnologia de ponta, dentre outros inúmeros detalhes muito bem programados. Além disso, o design ficou por conta das profissionais Luisa Nogueira e Mariana Rocha, que não só trabalharam com o visual do site, mas como todo material publicitário dessa 10ª edição. Portanto, fique atento, logo mais todas as informações completas e novidades serão disponibilizadas no site! www.saeqa.ufsc.br

A partir do dia 01 de agosto estarão abertas as inscrições para staffs da X SAEQA. Seu apoio é fundamental para nós durante a semana! Quem pode? Todos alunos do EQA podem se voluntariar a ser da equipe de apoio. Como me inscrevo? Acesse nosso site e clique na notícia sobre seleção de Staffs. Lá você irá encontrar um link direcionado ao formulário de inscrição (ou clicando diretamente aqui). Basta preencher e nos enviar. Quais meus benefícios? Desconto de 35% em cima do valor do Kit Completo, além de emissão de certificado como staff do evento. Existe algum pré-requisito? Comprometimento e dedicação são os únicos fatores chave! Se você se encaixa nesse perfil, será muito bemvindo à nossa equipe.

A sua ajuda é essencial. Faça parte desta equipe.

Inscrições De 01 a 14 de Agosto www.saeqa.ufsc.br Nº de vagas 15 Benefícios Ÿ35% de desconto

no valor da inscrição* ŸCertificado *kit completo

Basta ter disposição, vontade e pró-atividade para contribuir conosco!

Requisitos avaliados: ŸFase ŸParticipação como

organizador ou STAFF de eventos ŸParticipação em eventos (congressos, semanas acadêmicas, workshops) ŸAtuação em entidades do EQA (CA, ATEQA, etc)


mini-cursos

Engenharia de Petróleo

03

O

termo engenharia de petróleo se refere à área da engenharia que se preocupa com o desenvolvimento das acumulações de óleo e gás descobertas durante a fase de exploração de um campo petrolífero, com as atividades que vão desde a perfuração de poços até a processamento do petróleo. Segundo Cristiano, o engenheiro químico tem um papel de destaque dentro da engenharia de petróleo devido ao amplo conhecimento adquirido da parte química, fenomenológica e termodinâmica que envolve o petróleo, aliado também ao conhecimento em dimensionamento de equipamentos e elaboração de projetos. Entre as Produção: áreas de maior destaque para sua atuação estão: - Simulação do escoamento multifásico; - Garantia do escoamento: Prevenção de Hidratos, Reservatório: parafinas, asfaltenos; - Simulação de reservatório; - Dimensionamento de equipamentos; - Desenvolvimento de métodos de recuperação ; - Caracterização dos fluidos do reservatório; Com a descoberta do Pré-Sal Brasileiro em 2009, os - Otimização ; investimentos no setor de produção de petróleo devem crescer consideravelmente. As reservas de Poços: petróleo destes locais ainda nem começaram a ser - Projeto de poços; exploradas e já estão sendo consideradas a grande - Dimensionamento de fluidos de perfuração; descoberta natural do nosso século, ou seja, um - Projeto de Cimentação; nicho de mercado de trabalho muito promissor! - Workover: Projetos de Acidificação;

F

alando nisso...Você sabe o que é o Pré-sal? O termo pré-sal refere-se a um conjunto de rochas localizadas nas porções marinhas de grande parte do litoral brasileiro, com potencial para a geração e acúmulo de petróleo. Convencionou-se chamar de pré-sal porque forma um intervalo de rochas que se estende por baixo de uma extensa camada de sal, que em certas áreas da costa atinge espessuras de até 2.000m. O termo pré é utilizado porque, ao longo do tempo, essas rochas foram sendo depositadas antes da camada de sal. A profundidade total dessas rochas, que é a distância entre a superfície do mar e os reservatórios de petróleo abaixo da camada de sal, pode chegar a mais de 7 mil metros. Sobre o mini-curso

Palestrante: Cristiano É. Dannenhouer

Tem como objetivo explicar as principais as áreas da indústria de petróleo, abordando os pontos em que o engenheiro químico pode atuar.

ŸEngenharia de Alimentos pela UFSC (2007) ŸEngenharia Química pela UFSC (2008) ŸMestrado em Engenharia de Alimentos (UFSC - 2009) Tópicos Principais ŸPós-graduação em Engenharia de Petróleo (PUC-RJ ŸIntrodução à Engenharia de Petróleo 2009) ŸEngenharia de Reservatórios (geologia, simulação) Atividades atuais ŸEngenharia de Poços (perfuração, completação, ŸTrabalha na ESSS desenvolvendo modelagem e workover)

aplicativos numéricos na área de engenharia de petróleo.

ŸEngenharia de Produção de óleo (técnicas de

produção e garantia de escoamento)


mini-cursos

Produtos Extrusados

04

V

ocê certamente já foi (ou ainda é) um grande consumidor dessa tecnologia empregada em diversos alimentos industrializados, sendo os principais ilustrados na imagem acima. Mas enfim, o que são produtos extrusados? A tecnologia de extrusão tem aplicações na elaboração de produtos expandidos, salgadinhos e aperitivos (snacks), alimentos infantis e de ração animal (para pet food e aquacultura). Na área de cereais e amiláceos em geral, é uma tendência mundial inovadora, e que vem cada vez mais sendo aperfeiçoada. O processo de extrusão é uma ferramenta usada para transformar alimentos e matérias-primas em produtos de maior aceitabilidade. Pode-se definir, de forma simplificada como um processo H.T.S.T. (High Temperature Short Time ou Alta Temperatura por Curto espaço de Tempo), que por uma combinação de calor, umidade e trabalho mecânico, modifica profundamente as matérias primas, dando-lhes novas formas, estruturas e características funcionais e nutricionais. O material a ser tratado é deslocado ao longo de um cilindro, no interior do qual uma ou duas roscas giram, chegando finalmente ao tal extrusado. Os participantes do curso terão a oportunidade de conhecer as vantagens dessa tecnologia e as aplicações do uso de extrusão em alimentos, bem como as técnicas analíticas para se avaliar as modificações ocorridas nas matérias primas, e a chegada ao produto final.

Sobre o mini-curso Palestrante: Carlos W. Piller de Carvalho ŸAgrônomo pela UFRJ (1990); ŸMestrado em Ciência e Tecnologia de Alimentos pela UFV (1994) ŸDoutorado em Ciência dos Alimentos pela University of

Nottingham (2001) ŸPós-doutorado em Ciência dos Alimentos e Biopolímeros pelo

Centro de Excelência em Extrusão e Reologia de Polímeros, ERRC/ARS/USDA. Atividades atuais: ŸRevisor das revistas científicas Journal Of The Science And Food Agriculture e Food Science And Technology International; ŸMembro do corpo docente do Curso de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos da UFRJ ŸProfessor colaborador do Curso em Ciência dos Alimentos da UFRJ ŸPesquisador da EMBRAPA.

Tópicos Principais ŸMatéria prima e as características físico-químicas; ŸPrincípio da transformação de matérias-primas

pela combinação de calor, cisalhamento e pressão; ŸPrincípios de extrusão termoplástica; ŸConfiguração de extrusores; ŸModificações moleculares e estruturais; ŸEfeito das variáveis do processo nas

transformações das propriedades funcionais e transformação do amido; ŸOtimização e condições do processo de extrusão, e aplicações na indústria de alimentos. Recomendação: a partir da 6ª fase


palestra geral

05

quinta-feira - 09h00

‘’ A árvore do dinheiro ’’

P

equenas alterações no comportamento das pessoas podem produzir resultados extremamente significativos nas suas situações financeiras. Pessoas que tem suas finanças organizadas são menos estressadas e geram menos problemas para as suas famílias. Por isto, toda família deve estar envolvida no controle do orçamento. Com base nas mais recentes descobertas da Neuroeconomia e das Finanças Comportamentais esta palestra tem por objetivo não somente explicar porque as pessoas acham tão difícil poupar mas, também, ensinar como as pessoas devem agir para poupar e como investir. A idéia básica da palestra é demonstrar que a independência financeira é conquistada quando gastamos um pouco menos do que ganhamos e quando sabemos investir estas sobras de maneira sofisticada. Para tal, o palestrante Jurandir não recorre à típica receita de eliminar o supérfluo para obter poupança, se sustenta o conceito de que é fácil gerar poupança eliminando os desperdícios que muitos de nós fazemos nos nossos dia a dia. Jurandir enfatiza que para poupar não é necessário eliminar o supérfluo, pois é ele que

Jurandir Sell Macedo Jr.

em larga medida nos propicia prazer e o prazer é um dos componentes da felicidade. Assim, os participantes são motivados a identificar e concentrar seus gastos nos itens de consumo que realmente são significantes e agregam valor na qualidade de suas vidas. Porém, só fazer sobrar não adianta, pois é preciso saber investir. Para investir com eficiência é preciso conhecer as características dos investimentos. Assim, o palestrante irá explicar as vantagens e desvantagens de cada investimento e a importância de se construir um portfólio de investimentos que esteja adequado à personalidade e aos objetivos de cada investidor.

sobre o palestrante

Doutor em Finanças (EPS/UFSC -2003) com pós-doutorado em Psicologia Cognitiva na Universidade Livre de Bruxelas (ULB -2009/10). Mestre em Engenharia Econômica (EPS/UFSC 1994). Professor Adjunto do Departamento Engenharia do Conhecimento da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC. Professor do Programa de Pós-Graduação Ciências Contábeis PPGC da Universidade Federal de Santa Catarina – UFSC onde ministra a disciplina de Finanças Comportamentais. Professor de diversos cursos de extensão, especialização, mestrado e doutorado nas áreas de Mercado de Capitais e Finanças. Implantou no Brasil a disciplina de Finanças Pessoais, ministrada para cursos de Graduação. Profissional de Investimentos Certificado pela Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais – APIMEC. Planejador Financeiro CFP™, certificado pelo Instituto Brasileiro de Certificação de Profissionais Financeiros – IBCPF, afiliado do International CFP Council. Ex-diretor técnico do Instituto Brasileiro de Executivos Financeiros – IBEF. Ex-conselheiro fiscal independente da CELESC - SA. Primeiro diretor regional de Santa Catarina da Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais – APIMEC. Membros Orientador do Instituto Nacional de Investidores – INI. Investidor e gestor de carteira própria de ações na Bovespa, há 25 anos. Jurandir escreve, como articulista, uma coluna semanal no site do Banco do Brasil e coluna mensal no site InfoMoney. É autor dos livros “A árvore do dinheiro - Guia para cultivar a sua independência financeira”, Coleção Expomoney - Campus 2007 e “O Tempo na sua vida”, Editora Saraiva 2009.


palestra específica - EQ

06

quinta-feira - 10h40

‘’Desafios para o engenheiro químico do século XXI’’ Marcelo Seckler - Diretor Presidente da ABEQ

O

palestrante Marcelo Martins Seckler levanta uma dúvida instigante: ‘‘A engenharia química é uma atividade com seus alicerces já consolidados?’’ Seckler é uma figura de grande reconhecimento e importância no ramo da engenharia química brasileira: atualmente é pesquisador do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), de São Paulo, e presidente da Associação Brasileira de Engenharia Química (ABEQ). “Neste momento, os paradigmas da engenharia química estão sofrendo uma inflexão. As fronteiras tradicionais estão se diluindo e exigem uma nova postura profissional”, afirma. Segundo o presidente da ABEQ, novos conceitos e novas necessidades desafiam a engenharia química no século XXI. A sustentabilidade ambiental ganha relevância no processo produtivo. “Não é mais possível pensar no uso dos recursos naturais sem levar em conta o impacto ambiental”, afirma categoricamente o engenheiro químico. Seckler levanta outra questão que também está influenciando diretamente na atuação do profissional do setor: a introdução de novos materiais ao processo produtivo, oriundos da nanotecnologia e da biotecnologia. Em sua essência, a engenharia química serve à uma sociedade pós-moderna em contínua transformação. A crescente demanda por sustentabilidade impõe ao profissionais de EQ novas posturas éticas, bem como o desenvolvimento de competências nas tecnologias citadas acima, como também o emprego fontes renováveis de matérias primas. A engenharia química se desenvolveu para atender às necessidades da indústria química clássica, à base de petróleo e minérios. Mas, no mundo atual, a biologia ganha força no contexto industrial. “Já está na hora de incorporar a biologia como um quarto pilar a sustentar a disciplina da engenharia química, ao lado da física, química e matemática”, afirma o pesquisador do IPT. Outro ponto que abala os alicerces da atividade: a globalização, que traz em seu bojo a necessidade constante de inovação e empreendedorismo. Na opinião de Seckler, o engenheiro químico brasileiro deverá ainda agregar à sua formação essas duas novas exigências do mundo atual e difundi-las pelo País. Esse é mais um desafio dos novos tempos. Esses e demais tópicos como engenharia química e a sociedade; o escopo da engenharia química; as novas fronteiras de EQ, e por fim, o perfil ideal do engenheiro químico, aspectos técnicos e humanos, serão abordados em sua palestra. Não percam a oportunidade de ter esse contato direto com tal sábio profissional, que emprega conscientização, responsabilidade e inovação como conceitos básicos para exercício da profissão, de modo a encarar os desafios do mundo atual. Conheça mais sobre o palestrante na próxima página!


especial do palestrante

07

Descobertas do efeito do magnetismo JOSÉ TADEU ARANTES

Parece bruxaria. Mas descobriu-se que os ímãs atuam sobre substâncias que, aparentemente, nada possuem de magnéticas. O fenômeno ainda não tem explicação e desafia a visão convencional da ciência, recolocando em debate o próprio conceito de magnetismo. Por outro lado, as perspectivas de aplicação tecnológica são simplesmente espetaculares. Com o emprego de ímãs seria possível impedir, por exemplo, a formação de incrustações de carbonato de cálcio em tubulações de água, evitar o entupimento de canos de extração de petróleo causado por parafinas e, até mesmo, prevenir doenças como a arteriosclerose, provocada pela deposição de colesterol nas artérias. Pode-se acelerar também o processo de fermentação alcoólica, protagonizado por certas bactérias. É que tanto o carbonato de cálcio quanto as parafinas, o colesterol e as colônias de bactérias são misteriosamente afetados pela ação do campo magnético. Marcelo Seckler faz parte do grupo de pesquisadores brasileiros responsáveis pelas investigações sobre o assunto. A pesquisa é ligada ao IPT, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas, de São Paulo, o qual realizou um experimento no qual o fenômeno não apenas foi confirmado, como também rigorosamente medido. Essa abordagem quantitativa é indispensável para que se chegue a uma explicação científica e a uma aplicação controlada do fenômeno, que, até agora, vinha sendo tratado de maneira vaga e genérica pelos especialistas. Num congresso internacional sobre magnetismo, realizado em Birmingham, na Grã-Bretanha, em 1994 - a engenheira de materiais eslovena Spomenka Kobe apresentou um trabalho sobre o efeito do campo magnético numa solução de carbonato de cálcio [CaCO3]. O engenheiro químico Marcelo Seckler, chefe do Agrupamento de Processos Químicos do IPT e um dos membros da equipe de pesquisadores brasileiros, testou a hipótese na própria Europa. "Usei uma solução de fosfato tricálcico [Ca3(PO4)2], um sal semelhante ao carbonato de cálcio. E verifiquei que, na presença do campo magnético, a substância se aglomerava no meio líquido, produzindo um número menor de partículas, de tamanho maior", informa. Isso fazia com que, ao invés de se depositarem nas paredes do recipiente, formando incrustações, esses cristais mais graúdos fossem arrastados pelo fluxo normal da água. Após diversos experimentos realizados pela equipe de engenheiros Marcelo Seckler, Marco Giulietti, Fernando Landgraf, e Alexandre Freitas e pelo químico João Poços, foi confirmado o efeito do ímã sobre as substâncias "diamagnéticas". O grupo de pesquisadores se preparam agora para entrar no terreno promissor das aplicações tecnológicas. Fonte: Revista Galileu

Marcelo Martins Seckler

sobre o palestrante

Possui graduação em engenharia química - EPUSP (1984), mestrado em engenharia química - UFSCar (1989) e doutorado em Chemical Technology - Delft University of Technology, Holanda (1994). Foi professor associado pela Universidade de Delft. Atualmente é diretor presidente da Associação Brasileira de Engenharia Química e pesquisador II do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Tem experiência na área de Engenharia Química, atuando principalmente nos seguintes temas: cristalização e precipitação industriais, desenvolvimento de processos químicos, hidrodinâmica e fluidodinâmica computacional. Possui Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora do CNPQ desde 2006, atualmente nível 2.


palestra específica - EA

08

quarta-feira (27/10) - 10h40

‘’Inovações e tendências em embalagens de alimentos para o século XXI’’

A

indústria de embalagem tem a inovação e o desenvolvimento de novas soluções uma de suas principais características. Isto acontece porque existe uma grande competição entre os materiais utilizados, processos de produção e equipamentos e o design que estas apresentam. As indústrias estão sempre em busca de inovações que possam tornar suas embalagens mais eficientes, funcionais e atraentes. Toda vez que uma delas consegue uma solução bem sucedida, ela conquista maior participação no mercado obrigando seus concorrentes a se movimentarem para não serem deixados para trás. Esta dinâmica tem feito da indústria de embalagem um setor de tecnologia e inovação por excelência, onde os lançamentos de novas soluções não param de acontecer.

As principais novidades têm acontecido nos materiais onde novos polímeros e filmes com múltiplas funções estão abrindo perspectivas estimulantes para a indústria de alimentos e bebidas. Combinados com estes materiais, processos de embalamento asséptico, com atmosfera modificada e vácuo controlado tem estabelecido novas fronteiras para a conservação dos produtos perecíveis. Os sistemas de decoração e rotulagem também vêm abrindo caminho para soluções de todo tipo que permitem agregar cada vez mais informação aos produtos. Assim é com o rótulo bula que se desdobra em páginas informativas e os rótulos sleev que “vestem” os frascos com uma pele fazendo com que toda a superfície seja utilizada para comunicação. Estes são apenas alguns exemplos do que vem acontecendo no setor de embalagens, onde até o conceito de embalagens inteligentes e embalagens ativas que interagem com o produto já é uma realidade corrente no mercado. A indústria brasileira de embalagem tem conseguido algumas conquistas que indicam claramente que esta atividade em nosso país vem seguindo a tendência internacional de buscar novos desenvolvimentos e inovações para competir num mercado cada vez mais exigente.

Carlos Alberto Rodrigues Anjos

sobre o palestrante

Possui graduação em Engenharia de Alimentos pela Universidade Federal de Viçosa (1980), Mestrado em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (1992) e Doutorado em Engenharia de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas (1998) com ênfase em Desenvolvimento de Embalagens para Alimentos e Bebidas e não Alimentos. Atualmente é professor doutor da Universidade Estadual de Campinas da qual foi Diretor 2002-2005. Foi Chefe de Gabinete Adjunto do Reitor (2005 – 2009) e atualmente é Coordenador Executivo da Coordenadoria de Eventos Institucionais da Reitoria da Unicamp (2009 – 2013). Trabalhou por 11 anos em indústrias de Embalagens, Alimentos e Farmacêutica em Desenvolvimento de Processos e Embalagens. Possui experiência de mais de 20 anos na área de Tecnologia de Embalagens e Processos, com ênfase em desenvolvimento de materiais de embalagens e estabilidade de alimentos e bebidas acondicionadas. É consultor e especialista em Tecnologia de Embalagens de Polietileno Tereftalato – PET. Confira na próxima página uma reportagem exclusiva desse grande pesquisador.


especial do palestrante

09

Cervejas na era PET Embalagem desenvolvida por pesquisador da FEA é uma opção frente a garrafas e latinhas.

H

CARMO GALLO NETTO

ouve o tempo em que o torcedor corria o risco de receber uma garrafada dentro do estádio, até que a cerveja passou a ser vendida compulsoriamente em inofensivos e inapropriados copos de plástico. Vieram então as latinhas de flandres e depois as de alumínio, que tornaram o Brasil campeão mundial na reciclagem desse metal. Agora está pronta uma nova roupagem para a famosa loirinha: a embalagem PET, que o professor Carlos Alberto Rodrigues Anjos desenvolveu e adaptou para as condições em que são Carlos Anjos produzidas as cervejas nacionais, numa pesquisa que vem de anos, em conjunto com a indústria. A produção da cerveja passa por vários estágios. Após a fabricação, o produto deve maturar por no mínimo 13 a 15 dias, período necessário para que adquira um padrão de qualidade sensorial adequado ao consumo. Devidamente maturada, a cerveja vai para garrafas de vidro, latinhas de alumínio ou embalagens long neck, sendo então imediatamente encaminhada para pasteurização. A pasteurização consiste na passagem das embalagens contendo a cerveja por um túnel de 40 a 50 metros, por tempo pré-determinado e temperatura controlada para cada tipo de embalagem, pois a transmissão de calor ocorre diferentemente no vidro, no alumínio e no plástico. Nos três casos, o tempo e a temperatura devem ser mantidos em um intervalo considerado ideal. Para as latinhas as condições estão mais próximas do mínimo deste intervalo e, para as Embalagem: mistura de PET e garrafas, do máximo. Em uma situação intermediária estão as nylon, que retarda perda de gás long neck. carbônico e Tais condições são fundamentais para determinar a entrada de oxigênio qualidade sensorial final e a estabilidade da cerveja, e nesse ponto está o achado da pesquisa desenvolvida por Carlos Anjos. “No Brasil interessa às cervejarias a pasteurização no mesmo túnel que utilizam para lata e vidro, e por isso a embalagem de plástico deve resistir às deformações que a temperatura possa provocar. O desafio foi achar o que somar ao PET – e em que proporção – para chegar a um produto que resistisse às condições de pasteurização, um desenho que garantisse mais solidez para a embalagem sem comprometer-lhe o peso e um sistema eficiente de fechamento. Deveríamos alcançar, no conjunto, um produto embalado que suportasse as condições climáticas e de transporte do país e a pelo menos dois meses de prateleira de supermercado. Tivemos sucesso depois de muitos testes e redesenhos”, afirma. O pesquisador enfatiza a importância dos testes realizados na linha de produção. “Fomos da bancada do laboratório para a prática e fizemos os testes da embalagem PET no túnel de pasteurização, submetendo o produto semanalmente a degustação com cervejeiros experientes. Segundo eles, conseguimos equacionar uma embalagem plástica que resiste ao túnel e, importante, que A garrafa testada em túnel de indústria traz uma tampa com rosca, prática e eficiente na vedação no tempo de prateleira previsto mantém inalteradas as características do produto. Aliás, estamos próximos de ampliar o tempo de prateleira de dois para três meses, o que pode ser considerado muito bom, em comparação com os seis meses do produto engarrafado”. Fonte: www.unicamp.br


Não fique fora dessa!

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