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“Sair por aí dirigindo o meu carro é muito bom. Me sinto livre e independente quando estou ...

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Na Direção” Guia Penélope


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Na direção

Vai sairde casa? Dias de chuva, neblina, buracos, estas são algumas situações que exigem a atenção redobrada do motorista para que não aconteça nenhum acidente. Veja agora algumas dicas de como agir nestas e em outras situações, seja nas ruas ou na estrada. Tomar a decisão certa faz a diferença. AQUAPLANAGEM A aquaplanagem acontece quando a pista está molhada e se forma uma camada de água entre o pneu e o solo. Como naquelas situações em que a gente olha para a pista e enxerga várias poças no asfalto. Assim o carro perde a aderência e fica fora do controle do motorista. O fenômeno ocorre normalmente em velocidades acima de 50 km/h, mas dependendo da quantia de água acumulada existe um risco também em velocidades menores. Caso isso aconteça não pise no freio ou tente virar o volante bruscamente. Você deve manter o volante reto e deixar o carro engatado até ter certeza de que o veículo voltou a ter contato com o solo. Uma dica para diminuir a probabilidade de aquaplanagem é manter os pneus conservados, pois os sulcos profundos ajudam na drenagem da água.

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ATOLAMENTO Atolar o carro é um pânico pra qualquer pessoa, é aquela coisa que quando acontece a gente logo diz “eu daria qualquer coisa pra não estar aqui”. Pois é, mas todo mundo está sujeito e desatolar o carro nem é tão complicado assim. Mas vamos começar com algumas dicas de como não entrar nesta situação. Na estrada de terra tente sempre passar pelos lugares mais altos, fazendo trajetos diferentes dos outros veículos. Se estiver enlameado você deve dirigir em segunda marcha e com suavidade para que as rodas não patinem. Mas se não teve jeito e você já atolou a solução é tirar um pouco de barro da frente da roda e colocar galhos, folhas, pedras ou até o tapete do carro, depois disso tente sair em primeira marcha, mas suavemente para que as rodas não afundem ainda mais. Na areia você deve fazer a mesma coisa mais pode molhar com um pouco com água para que ela fique mais compacta. Além disso esvaziar um pouco (não se esqueça que é pouco!) o pneu do carro também pode ajudar porque aumente a área de contato com o solo.

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Ilustração: Clóvis Geyer

Na direção CHUVA Na chuva qualquer manobra se torna mais perigosa e arriscada, as principais dicas são manter distância do carro na sua frente, andar em velocidades mais baixas, não frear bruscamente, ascender o farol... Enfim coisas que todo mundo sabe, mas não custa nada ressaltar e, principalmente, colocar em prática.

CURVAS

BURACOS No Brasil buraco já faz parte da paisagem natural, seja nas rodovias ou na cidade dificilmente vamos pegar uma pista sem buracos. E talvez aquelas que têm um buraco aqui e outro ali sejam ainda piores, porque você estará em uma velocidade mais alta e consequentemente mais perigosa. A dica é sempre ficar de atento e tentar desviar dos buracos, pois se passar pó um deles você pode ter uma roda amassada, um pneu estourado e até um acidente mais grave. Mas se você perceber que não tem como desviar de um buraco o jeito é manter o volante reto e ao frear bruscamente, assim a pancada fica no pneu e não afeta tanto a suspensão. Além disso, outra dica importante é pisar na embreagem para proteger o câmbio e tirar um pouco o pé do acelerador. Tudo bem que na hora é meio complicado pensar em tudo isso, mas quanto mais coisas você conseguir fazer, menor será o prejuízo.

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O segredo no caso das curvas é nunca frear durante a curva, sempre antes de entrar nela. Se você frear durante a curva pode derrapar e até capotar o carro. Caso você entre rápido demais na curva tire o pé do acelerador e diminua a velocidade reduzindo a marcha do carro. Além disso, não faça a curva dando soquinhos no volante, vire a direção com suavidade e na medida certa.

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Na direção DERRAPAGENS A derrapagem é bem fácil de acontecer nas curvas, especialmente se você estiver em uma velocidade alta. Neste casso você não deve pisar no freio de jeito nenhum, só desacelere e gire o volante na direção da curva até retomar a rota normal. Se o seu carro for de tração traseira a tendência é que a parte de trás dele saia para a lateral, então a única diferença é que você deve virar o volante para o lado contrario da curva até que ele volte para pista correta.

DIRIGIR A NOITE Dirigir a noite exige muito mais concentração e provoca um cansaço muito maior. Você deve manter a atenção redobrada e sempre verificar os faróis e luzes de sinalização. Utilize as faixas da pista e olho de gato para se guiar. Caso a pista não tenha sinalização as luzes traseira do carro à sua frente podem servir como referência. Não use o farol alto quando cruzar ou estiver atrás de outro veículo, isto pode ofuscar a visão e causar um acidente.

ESTOURO DO PNEU O Estouro de um pneu pode causar um prejuízo maior do que o imaginado e até acidentes muito graves, portanto fique sempre de olho em bolhas ou rachaduras que podem ser causados por buracos, ou batidas em guias, etc. Caso o pneu estoure ou esvazie quando você estiver com o carro em movimento não pise no freio. Reduza a velocidade tirando o pé do acelerador e encoste no acostamento ou em outro local em que você posso fazer a troca.

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FREADA BRUSCA A solução para não bater em caso de freada brusca? A mais óbvia possível: mantenha distância do carro à sua frente! Como saber a distância necessária? Na cidade como as velocidades são mais baixas um carro de distância normalmente é suficiente. Já nas estradas se você deve ficar a uma distância em que consiga ver o pneu do carro a sua frente. Na hora da freada, se o seu carro tiver freio ABS pise no pedal e segure até o carro parar ou atingir a velocidade adequada. Se o seu carro não tiver freio ABS você deve pisar e aliviar a pressão no freio e assim sucessivamente para que as rodas não travem.

PANE NA PISTA Se você estiver na estrada e o carro der pane, não se desespere. Tente levar o carro para o acostamento ou para a faixa da direita sinalizando com a seta e as mãos, mas caso não consiga sinalize com o pisca alerta. Saia do carro com cuidado (se você estiver com crianças o cuidado deve ser redobrado) e coloque o triângulo de segurança a uns 50 metros do carro. Depois disso ligue para um guincho ou mecânico.

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NEBLINA A neblina com certeza embeleza as manhãs de inverno e não nos deixa esquecer que estamos subindo ou descendo a serra. Mas além de bonito, este é um fenômeno perigoso, que diminui muito a visibilidade e representa um grande risco pra a segurança no trânsito. Com a neblina você deve dirigir o carro em uma velocidade mais baixa e manter uma distância maior do veículo a sua frente. Além disso, o farol baixo deve estar ligado (nunca use farol alto) e, caso o seu carro tenha, ligue também o farol de neblina. Você deve prestar muita atenção e usar as faixas da estrada e as luzes do carro a sua frente para se guiar.

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Prepare o seu bol$o Desrespeitar as leis de trânsito além de doer no bolso, pode acarretar a apreensão do veículo, perda da CNH e até levar a prisão Abusar na velocidade, estacionar em local não permitido, não respeitar o semáforo. Deslizes como esses podem causar problemas muito maiores do que somente uma multa.O novo código de trânsito permite a soma de 20 pontos por ano na Carteira Nacional de Habilitação, caso você passe deste número, além de sentir no bolso, também pode perder a carteira. Os pontos são acumulados conforme as infrações que o motorista comete. A pontuação por cada infração varia de três (leves) a sete (gravíssimas). Quando atingir 20 pontos, o motorista será submetido a um processo administrativo e terá prazo de 15 dias - a partir da data do recebimento da notificação para procurar o Detran/Ciretran e se defender. A carteira pode ser suspensa por um período que varia de um mês a um ano e para voltar a dirigir o condutor deve participar e ser aprovado no Curso de Reciclagem do Motorista Infrator. Algumas infrações gravíssimas podem levar à suspensão da carteira com somente uma multa, como é o caso, por exemplo, de o motorista ser pego transitando em velocidade 20% superior à permitida ou dirigindo alcoolizado. Além da suspensão, ele terá que pagar entre três a cinco vezes o valor da multa gravíssima, pode ter o carro apreendido e até ser preso. No caso do motorista que ainda estão com a carteira provisória (tiraram a CNH há menos de um ano) o proble-

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ma é maior, pois com uma simples multa grave ou gravíssima (cinco e sete pontos, respectivamente) será preciso refazer todo o processo de primeira habilitação. Os pontos são acumulados num período de 12 meses. Se um ano após a primeira infração cometida o motorista não tiver atingido 20 ou mais pontos, os pontos relativos à primeira infração (fique de olho: somente os pontos da primeira) serão retirados. E assim sucessivamente. Caso o motorista suspenso for flagrado conduzindo veículo, a sua CNH pode ser cassada e ele ficará proibido de dirigir de um a dois anos. Quando terminar o período de cassação, ele terá que refazer todo o processo de primeira habilitação. Você chegou a alguma conclusão depois de ler tudo isso? Com certeza deu pra perceber que é melhor se cuidar e dirigir com mais responsabilidade, preservando, a saúde, o bolso e evitando transtornos ainda maiores, não é?

A maioria dos Detrans estaduais tem um sistema online para consulta de pontos na CNH. Confira na página 94 o site do Detran do seu Estado. Para ter informações sobre outras infrações acesse o site www.denatran.gov.br

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Na direção LEVES (3 pontos - R$ 53,20) usar luz alta em via pública buzinar em local ou horário não permitido dirigir sem portar os documentos obrigatórios estacionar no acostamento sem um motivo

GRAVES (5 pontos - R$ 127,69) não usar cinto de segurança fazer ultrapassagens perigosas estacionar irregularmente excesso de velocidade até 20% superior a máxima permitida desrespeitar vias preferenciais

GRAVÍSSIMAS (suspensão da carteira)

MÉDIA (4 pontos - R$ 85,13) parar na faixa de pedestre ultrapassar pela direita transitar com placa irregular (adulterada, com problema no lacre) dirigir falando ao celular ou com fone de ouvido dirigir calçando chinelos

GRAVÍSSIMAS (7 pontos) transitar na contramão (R$ 91,54) avançar no sinal vermelho (R$ 191,54) não dar preferência ao pedestre (R$ 191,54) dirigir veículo com Carteira de Habilitação vencida há mais de 30 dias (R$ 191,54)

transitar em velocidade 20% superior à máxima permitida ( R$ 574,61) dirigir alcoolizado (apreensão do veículo, detenção de três a seis meses - R$ 957,69) dirigir sem possuir Carteira de Habilitação ou Permissão para Dirigir (apreensão do veículo - R$ 574,61)

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Segurança custa caro A região de residência, a idade do condutor e o grande número de fraudes praticados estão entre os principais fatores que tornam os preços dos seguros tão caros no Brasil O número de pessoas que procuram seguros de automóveis aumenta a cada ano, principalmente por causa do grande número de assaltos e acidentes. Mas a grande dúvida é saber escolher um seguro, pois os preços variam muito, especialmente em relação ao modelo do veículo, local de circulação e idade e sexo do condutor. O modelo influencia principalmente em função do preço das peças e também porque existem carros mais visados que outros. Alguns veículos são preferidos pelos seqüestradores, por terem maior potência; outros são roubados, pois existe um interesse em desmanchar e vender as peças. Por isso, antes de comprar um veículo, não custa verificar os preços do seguro conforme os acessórios e modelo de sua escolha, para não tomar um susto na hora de fechar com uma seguradora. Em grandes cidades e em locais onde o índice de assaltos e acidentes de trânsito é alto, o preço do seguro também é mais caro. Além disso, existem outros fatores que influenciam, como, por exemplo, se o carro fica na garagem ou na rua, tanto à noite quanto durante o dia. Para os estudantes universitários existe um outro agravante que encarece os seguros, pois pesquisas demonstram que o arredor das faculdades é um dos lugares mais visados pelos assaltantes. O prejuízo não fica entre os universitários. Os jo-

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vens em geral também pagam mais pelo seguro. Alguns dos motivos são a falta de experiência, a imaturidade, a suposta irresponsabilidade, seja por correr demais ou beber e depois dirigir. Pessoas mais velhas, casadas e com filhos pequenos são consideradas mais responsáveis e cuidadosas no trânsito. Além disso, as mulheres também são beneficiadas com seguros mais baratos, pois considera-se que são mais atenciosas, cautelosas, menos ansiosas e mais prudentes no trânsito.

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Na direção Estes são os principais, mas muitos outros fatores influenciam no valor do seguro, como o fato de ter filho adolescente, trabalhar com dirigindo, rodar muito em rodovias, ou até mesmo ter mais de 60 anos. O preço varia também conforme o valor que você quer pagar de franquia caso aconteça um acidente e o número de vezes que você já acionou o seguro. Isso porque existem os bônus, que normalmente dão um desconto de 10% a cada ano para clientes que não acionam os serviços da seguradora. Segundo a Fenaseg (Federação Nacional das Empresas de Seguros Privados e Capitalização), outro grande responsável pelo alto preço dos seguros são as fraudes, pois, quando os segurados forjam uma situação para receber o prêmio, os prejuízos refletem em futuros aumentos aos demais clientes. Algumas das medidas tomadas pelas seguradoras para tentar conter as fraudes são investigações em relação a quem dirigia o carro na hora do acidente, se o carro ficava na garagem ou na rua, se a pessoa circulava sempre por determinado lugar considerado perigoso e omitiu isso etc. Além disso, elas contam com um disque denúncia para quem quiser informar fraudes contra as seguradoras. Quando falamos de reclamações por parte dos consumidores, alguns órgãos como a Susep (Superintendência de Seguros Privados) e o Procon podem ajudar os consumidores a solucionar as principais dúvidas e a se sentir mais confiantes antes de fechar com a seguradora. Além disso, através do site da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), você pode verificar o preço real do seu automóvel antes de fechar o seguro. Prevenir nunca é demais, portanto tente se informar o máximo possível, evitando assim imprevistos e sustos, tanto na hora de pagar, quanto na hora de acionar o seguro. Fenaseg (www.fenaseg.org.br) Fipe (www.fipe.com.br) Procon (www.portaldoconsumidor.gov.br) Susep (www.susep.gov.br)

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E não pára por aí Além do gasto com o seguro, que é opcional, os proprietários têm que se preparar para o pagamento de impostos, taxas e seguro obrigatório do veículo. O IPVA (Imposto sobre Propriedade de Veículos Automotores) é um imposto anual que deve ser pago por todos os proprietários de veículos. O valor varia conforme o estado da federação, o preço, a idade do carro, a sua utilização, o combustível com ele roda, dentre outros fatores. A variação fica entre 1% e 6% do valor venal do veículo. Alguns automóveis, como os carros oficiais e os adaptados para deficientes, são isentos do pagamento. O IPVA deve ser pago todo anualmente e o proprietário pode optar por pagar em uma parcela única com desconto, parcela única sem desconto ou parcelado em três vezes sem desconto. Além do IPVA, o proprietário tem que fazer o licenciamento e o seguro obrigatório. O pagamento destas taxas pode ser feito no início do ano juntamente com o IPVA ou então no mês correspondente ao número final da placa do seu veículo, variando de um estado para o outro. Para fazer o licenciamento é necess��rio que IPVA, seguro obrigatório e possíveis multas estejam pagos. Para consultar os valores desses impostos e taxas a melhor solução é acessar o site do Detran do seu estado. Os endereços eletrônicos e telefones podem ser encontrados na página 94.

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