Page 1

www.maiorde60.com.br

Abril de 2015 Ano 9 - Nº 91

COMUNIDADE

EDITORIAL

Karatê para maior de 60 em Igreinha

Mudamos porque você também mudou

Através do CRAS, 10 alunos entre 60 e 81 anos, participam das aulas de Karatê, adaptada do Projeto de Atividade para Idosos – ProAtivi no município.

Mudamos não só o nome do nosso jornal, mas todo um conceito, pois esta é só mais uma etapa da vida, que não é nem pior nem melhor que as que já vivemos e viveremos.

Página 6

Página 2

O grupo Mãos Dadas prova que o amor é mais forte que a dor

Sarcopenia, de “normal” ela não tem nada

Página 4

Hoje, com 148 integrantes, o grupo Mãos Dadas, acolhe e dá apoio a mulheres com diagnóstico de câncer, em Novo Hamburgo. Conta com uma equipe multidisciplinar que atua de forma voluntária, assim como a coordenadora, a Assistente Social Flávia Trevisan e a psicóloga Marlise Bernd. Enquanto superam suas dificuldades, que não são poucas, ainda têm força para em busca de outras mulheres que não tem informação, ajuda e nem apoio, para incentivá-las a se juntar e ter um convívio mais salutar e alegre, através da troca de experiências. As reuniões acontecem em uma sala cedida pela prefeitura no Espaço Cultural Albano Hartz, no centro, sempre às segundas feiras, a partir da 14 horas.

Página 7

A dor da neuropatia diabética

Página 5


2 | ABRIL DE 2015 | MAIOR DE 60

OPINIÃO

Nós mudamos porque você também mudou

BRÁ RI UN PÔC O mético olha os essãm to paciênt e tís: “zíndo múit, máiz o zenhôr zó dên máiz drêis mês te víta.” “Main Cott, nôn bóde zêr! É múido pôc dêmbo, eu nôn vô nen botê bacá a consúlt, uma vêiz!!!!” “Nêsde gásso eu vô tá máiz drêis mês, endôn!” A muti vólda brá gássa e bergúnda o gue as drêis filha dávon fassêndo, enguãndo ela dáva nas gômbra. A Malên tís gue lavô a lôs. A Derês enxucô. E a Issapél tis: e eu varí os các! A frau líca bro maríto e tís: “hétsia, o áudo non dá funzioníra, dá gôn áqua no garburatoa! Êl bergúnda zê ela licô bro mecãnic e ela tís gue nôn. “Endôn, gômo dú zápe gue é no garburatoa?” “Eu dênho um palpít.” “Dá pôn, eu vô aí achutá. Ônte dá o audomóvel?” “Têndro to azúte!”

Nada melhor para nos situarmos no mundo do que folhar um álbum de retratos da família. Lá podemos constatar que muitas vezes nossos avós eram mais novos do que somos hoje, mas de aparência muito mais carregada, rostos sisudos e um olhar sem perspectivas. Muitos, ainda na casa dos 50, cheios de filhos, netos e às vezes bisnetos, exilados em sua velhice, em suas família. Hoje, nesta fase, muitos de nós estamos entrando na faculdade, nos formando, ou casando, mesmo não sendo pela primeira vez, tendo filhos, fazendo planos para as próximas viagens, empreendendo um novo negócio, descobrindo um novo hobby, fazendo novos amigos, enfim, vivendo plenamente o nosso presente e planejando ardentemente nosso futuro. Podemos discorrer sobre os avanços da medicina, descobertas científicas, facilidades do cotidiano, blá, blá, blá, blá, blá, blá, para justificar estas mudanças neste perfil, mas não podemos esquecer do mérito da tão execrada terceira idade: foram estes “idosos” que venceram o preconceito, saíram às ruas, ousaram e se redescobriram como cidadãos. Esta postura, este novo modo de ver e viver a terceira idade deu o direito a estes adultos exigirem respeito. E eles devem ser respeitados, por que foram eles que fizeram as descobertas, criaram as tecnologias - que são injustamente acusados de não entenderem -, eles que erraram, eles que acertaram. São eles que impulsionam a economia. São eles que, em 2013, segundo a consultoria Escopo, gastaram em torno

Helmi Heller Maahs, aos 76 anos e sua filha, Alba Brandt, hoje com 77 anos de R$ 1 trilhão, 34% do total gasto do restante da população brasileira e são responsáveis por 7% das compras feitas pela internet. Foram eles que fizeram tudo que está aí. E hoje, notamos que o termo terceira idade se tornou pejorativa para designar pessoas velhas, dependentes e não produtivas. O que não é a regra desta população tão pulsante ainda. Por isso mudamos não só o nome do nosso jornal, mas todo um conceito. Em vez de Saber Viver na Terceira Idade, MAIOR DE 60, pois para nós, esta é só mais uma etapa da vida que não é nem pior nem melhor que as que já vivemos e viveremos: maior de 18, maior de 30, maior de 40... e, que venham tantas etapas quantas forem necessárias, por que todas elas devem ser vividas com plenitude, pois qualquer etapa é boa quando se tem saúde.

Veja em nosso site: www.maiorde60.com.br Em LAZER, um convite para assistir BARBARIDADE, COMÉDIA MUSICAL SOBRE A VELHICE. Texto de Rodrigo Nogueira, baseado na criação dos escritores, Veríssimo, Ziraldo e Zuenir Ventura. Direção de José Lavigne com Susana Vieira, Osmar Prado, Edwin Luisi, Marcos Oliveira e Guilherme Leme Garcia.

CLOSSÁRIO Achutá – ajudar Áudo - carro Azúte - açude Bacá - pagar Bergúnda pergunta Bóde - pode Botê - poder Các - cacos Consúlt - consulta Dáva - estava Dávon - estavam Dêmbo - tempo Derês -Tereza Drêis - três Endôn - então Enguãndo enquanto

Enxucô - enxugou Essãm - exame Fassêndo fazendo Frau - mulher Garburatoa carburador Gássa - casa Gásso - caso Gômbra - compras Hétsia coraçãozinho Issapél - Isabel Líca - liga Licô - ligou Lôs - louça Main Cott Meu Deus

Máiz - mas Malên - Marlene Maríto - marido Mético - médico Múit - muito Muti - mãe Nêsde - neste Ônte - onde Paciênt - paciente Palpít - palpite Pôc - pouco Têndro - dentro Tís - dissse Víta - vida Vólda - volta Zápe - sabe Zêr - ser Zíndo - sinto

Em SAÚDE, conheça a cronoterapia através da matéria A ADMINISTRAÇÃO ADEQUADA DE MEDICAMENTOS, que aponta que levar em consideração o famoso “relógio biológico”, permite aumentar a eficácia dos tratamentos com medicamentos Em Campo Bom

Acompanhe em VARIEDADES, as palavras do Papa Francisco que adverte: ABANDONAR IDOSOS É “PECADO MORTAL” e que sem honrar os mais velhos não há futuro para os jovens.

Em São Leopoldo

Em Novo Hamburgo CNPJ: 12.322.553/0001-40 Inscrição Municipal: 6882 Rua Júlio de Castilhos, 600 CEP 93900-000 - Ivoti - RS Fone: 51.8456.4614

Diretor geral: Gilberto R. Winter maiorde60@maiorde60.com.br Jornalista Responsável Rafael Geyger - MTb/RS: 12397 Arte-final: Sandra Carvalho de Alcantara

Circulação | Ivoti e Vale do Sinos www.maiorde60.com.br

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

maiorde60


MAIOR DE 60 | ABRIL DE 2015 | 3

GERAL

portalamigodoidoso.com.br

Médicos fazem campanha para desmistificar ocorrência de incontinência urinária

A incontinência urinária tem cura e não pode ser considerada um problema normal, atrelado ao envelhecimento das pessoas. “Qualquer pessoa pode ter incontinência urinária, desde crianças, adultos e até idosos”, disse o chefe do Departamento de Urologia Feminina da Sociedade Brasileira de Urologia, Marcio Augusto Averbeck. Março foi o mês em que a entidade promove uma série de ações para esclarecer a sociedade sobre a doença. O objetivo da campanha da Sociedade Brasileira de Urologia foi conscientizar a população sobre o impacto da incontinência urinária para a qualidade de vida, provocando o isolamento das pessoas e até a depressão social. A incontinência urinária é mais comum em mulheres, por uma questão anatômica. A uretra feminina – canal que conecta a bexiga ao meio externo, tem de 3 a 4 centímetros, enquanto a do homem tem de 18 a 20 centímetros. “Anatomicamente, é mais fácil a mulher apresentar

perda de urina, porque a uretra é mais curta”. Outros fatores, ao longo da vida, também podem predispor à ocorrência de incontinência urinária em mulheres. É o caso de gestações e partos que muitas vezes alteram os ligamentos que deveriam manter a uretra na posição correta, e da menopausa, que pode influenciar a incidência e prevalência da doença nas mulheres. O primeiro passo para as pessoas que sofrem da doença, independentemente do gênero ou da idade, é procurar ajuda médica. Segundo Averbeck, a crença de que a incontinência urinária é algo normal, que acontece com o envelhecimento, faz as pessoas deixarem de buscar tratamento precocemente. Outro fator inibidor é o constrangimento em falar do assunto, que leva as pessoas a procurar ajuda tardiamente, quando as chances de cura são menores. Há três tipos de incontinência urinária: a de esforço, quando há perda de urina ao tossir, rir ou fazer exercícios; a de urgência, também cha-

mada síndrome da fechadura, quando ocorre uma súbita vontade de urinar e não se consegue chegar a tempo ao banheiro, e a mista, que é a associação dos dois tipos anteriores. O médico explicou que a síndrome da fechadura é a situação de bexiga hiperativa que se contrai involuntariamente, quando não deveria se contrair. Estima-se que 18% da população adulta brasileira sofrem de bexiga hiperativa. Já na incontinência urinária mista “pode ser necessário um tratamento mais abrangente”, ressaltou. Em qualquer tipo de incontinência urinária em homens e mulheres, o tratamento inicial consiste em exercícios para fortalecer a musculatura do assoalho pélvico, que é importante para o controle da micção. Deve-se contrair o assoalho pélvico durante 10 segundos e manter 10 segundos de relaxamento em seguida. O movimento deve ser repetido dez vezes por sessão, pelo menos três vezes ao dia, recomenda Averbeck. “Existe uma chance boa de que a incontinência se reduza e que haja uma boa resposta clínica ao fortalecimento desses músculos.” Para o tipo de incontinência por esforço, existe a cirurgia para implante de esfíncter urinário artificial. No ano passado, esse procedimento entrou no rol da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) para pacientes com planos de saúde, beneficiando homens portadores da doença, após cirurgia para remoção da próstata, em tratamentos de câncer. A incontinência acomete de 5% a 10% de homens que extraem a próstata. Fonte: Agência Brasil


4 | ABRIL DE 2015 | MAIOR DE 60

SAÚDE

Sarcopenia Dr. Leandro Minozzo* CRM 32053

Cada vez mais me  De “normal”,convenço que o envea sarcopenia lhecimento ativo passa questão de uma não tem nada. pela boa estrutura muscuÉ um tipico lar. Quanto maiores a quantidade e a força caso de dos músculos, melhosenilidade, res são os indicadores de saúde, como qualiou seja, dade de vida, funcioenvelhecimen- nalidade e cognição. As evidências cientíto precoce ficas são incessantes e ou doentio. reforçam essa conexão

músculo-saúde-longevidade. Até aí nenhuma novidade. Outro ponto que todos sabemos é que a perda da massa muscular com a idade tende a acontecer, com todos nós. No entanto, essa perda de massa e força muscular pode extrapolar o que seria normal ou próprio do envelhecimento (senescência). Nesse caso temos uma condição, que podemos chamar de síndrome, denominada sarcopenia – do grego significando “pouca carne”. De “normal”, a sarcopenia não tem nada. É um tipico caso de senilidade, ou seja, envelhecimento precoce ou doentio. Apesar de estar descrita desde 1989 e acometer 50% dos idosos com mais de 80 anos, ela ainda encontra pouco espaço no cotidiano clíni-

co aqui no Brasil. Em congressos de geriatria, propagandas de suplementos, livros e pesquisas percebo claramente a atenção dada à sarcopenia, mas no dia-a-dia ainda a vejo um tanto distante como condição a ser diagnosticada e tratada. Presente eu sei que ela está; é facilmente perceptível no caminhar de muitos idosos e nas suas pernas e braços emagrecidos. Hoje, já sabemos bastante a respeito das causas e consequências da síndrome. Nela, há diminuição nas fibras musculares brancas do tipo II – que se caracterizam pela força, explosão - e alteração nos nervos que os conectam com o sistema nervoso. Somam-se alterações fisiopatológicas, como inflamação, resistência insulínica e estresse oxidativo. Isso quer dizer: diversas condições levam à sarcopenia (doenças, sedentarismo e desnutrição) e sua instalação causa alterações fisiológicas que pioram outras doenças. Bem como um ciclo vicioso, ela vai consumindo a musculatura e reduzindo a capacidade de defesa e reação do idoso. Isso é tão verdade que a sarcopenia está relacionada a uma outra condição terrível de saúde, que é a síndrome da fragilidade. Mas então, se é normal perdermos músculo, quando posso dizer que um idoso tem sarcopenia? Na presença de perda de massa muscular associada à perda de força ou performance. Quando há apenas a diminuição na massa muscular, temos uma condição chamada pré-sarcopenia. Reconheço que, num primeiro momento, não é tão fácil compreender e transpor para uma consulta. Ao estudar sobre a síndrome, diversos métodos de diagnóstico mostram-se inacessíveis para grande parte da população de idosos do país. Densitometria de corpo inteiro (DEXA), bioimpedância, medição de força de preensão palmar são exames diagnósticos excelentes porém ainda não disponíveis, mesmo para pacientes com plano de saúde. Um detalhe importantíssimo, porém, é que o rastreamento da doença passa por dois exames médicos bastante simples e de custo quase zero. O primeiro deles é a medição da circunferência da panturrilha. Idosos com uma medida de 31 cm ou abaixo estão em risco para sarcopenia e merecem uma avaliação mais aprofundada. O segundo é a velocidade de marcha. Trata-se de um índice representativo da performance do

idoso. O teste é feito com a tomada de tempo, por duas vezes, que o paciente leva para percorrer 4 metros. Velocidade abaixo de 0,8 metros por segundo indicam risco para sarcopenia. A velocidade de marcha, com esses parâmetros, é o primeiro balizador para o rastreio da síndrome segundo as diretrizes do European Working Group on Sarcopenia in Older People (EWGSOP). Vejam só, são dois métodos realmente simples e que podem ser feitos por qualquer pessoa inclusive o próprio paciente. Basta fazer uma marca no solo, com os 4 metros, e cronometrar o tempo. Qualquer valor cima de 4,8 segundos indica alteração na performance. Assim como qualquer medida de panturrilha nos 31 cm ou abaixo indica baixa massa muscular. Recentemente algumas pesquisas reforçam o impacto da sarcopenia na qualidade e quantidade de vida dos idosos. Em estudo feito na Itália, com idosos acima de 80 anos acompanhados ao longo de 7 anos, aqueles que apresentavam a síndrome tiveram uma mortalidade 2,3 maior. Resultado também encontrado em pesquisa semelhante feita no México. Quanto ao risco de quedas – perigosas e ansiogênicas, o mesmo grupo do trabalho italiano apontou que os idosos com sarcopenia caíam 3,2 vezes mais do que aqueles sem a síndrome. Sinceramente, não vejo como motivar os pacientes a terem um vida longa e saudável sem pensar nessa questão muscular. Isso é fundamental e cada vez será ainda mais. Ah, não pense que estar acima do peso signifique imunidade contra a sarcopenia… ela também atinge idosos com sobrepeso e obesidade. (*) Mestre em Educação | Clínico Geral - Especialização em Geriatria PUCRS | Pós-graduado em Nutrologia pela ABRAN


MAIOR DE 60 | ABRIL DE 2015 | 5

SAÚDE

A dor da neuropatia diabética A

diabetes mellitus é uma doença muito comum na atualidade e com ela pode haver desenvolvimento de disfunções em vários sistemas do organismo, incluindo o sistema nervoso. Entre outros órgãos, os nervos periféricos são geralmente afetados com o desenvolvimento da doença ao longo da vida e por isso manifesta-se mais frequentemente nos idosos. São bastante conhecidas também as complicações diabéticas relacionadas aos olhos, aos rins e ao coração. A dor no paciente diabético é uma complicação da doença pouco avaliada, discutida e diag-

nosticada, mas muito frequente nesses pacientes. O Diabetes é uma doença que modifica nossa capacidade de sentir dor. Muitos já ouviram que um diabético pode sofrer um infarto e não apresentar nenhum sintoma doloroso. Essa redução na capacidade de sentir dor também ocorre nas pernas e nos braços, e muitas vezes, um calo ou uma outra pequena lesão na planta do pé pode evoluir para úlceras e lesões maiores de difícil cicatrização.

Dr. André Ricardo Stüker*

CRM-RS 24.687

Isso é a Neuropatia ou Neurite do Diabético - excesso de transpiração - impotência sexual, entre outros. O grande segredo é a prevenção mas, infelizmente, grande parte dos diabéticos manifestará algum sintoma relacionado a neuropatia, seja por problemas renais, cardíacos, oftalmológicos ou do sistema nervoso periférico. A neuropatia diabética não tem cura, mas o controle da glicemia impede e reduz a sua progressão.

A Neuropatia é uma lesão no sistema nervoso que se manifesta com sintomas de queimação e formigamento nas pernas e mãos. Em geral, as dores pioram durante a noite levando a dificuldades em iniciar o sono ou manter uma boa qualidade deste sono durante a noite, chegando a acordar diversas vezes pela sensação dolorosa. Momentos de repouso são também marcantes na percepção dos sintomas de queimação e formigamento. Existem sintomas de lesões neuropáticas diversas e diferentes que podem estar associados no paciente diabético e que não são valorizados

A dor da Neuropatia Diabética pode ser controlada mediante tratamento medicamentoso e e reconhecidos pelos próprios pacientes em uma consulta médica. Assim, não gera-se a queixa bem supervisionado pelo médico. A melhora na qualidade de vida fica evidenpor parte do paciente e perpetua-se um sofrimente nos pacientes em pouco tempo de tratamento to continuo. com comprimidos, sem procedimentos cirúrgiAlguns destes sintomas são: cos ou intervencionistas e, as vezes, acho que o mais difícil é a busca, por parte do paciente ou - dor em queimação dos familiares responsáveis por ele, pelos trata- dor em choques e facadas mentos para dor disponíveis atualmente, e esses - áreas de perda de sensibilidade na pele são acessíveis e apresentam boa resposta no con- pele seca trole da dor - tonturas ao ficar de pé - diarreia - má digestão (*) Médico Anestesiologista - Especialista em Tratamento da dor


6 | ABRIL DE 2015 | MAIOR DE 60

COMUNIDADE

Karatê para maiores de 60 em Igrejinha

Através do CRAS, o Município de Igrejinha, com vista à promoção do envelhecimento ativo, promove as capacidades e o potencial de desenvolvimento das pessoas com mais de 60 anos, oferecendo aulas de karatê para idosos interessados em conhecer um pouco mais da Cultura Oriental, em especial, a Arte Marcial. Através do Projeto de Atividade para Idosos – ProAtivi, sob orientação do educador Físico Giovane Reis, as aulas foram adaptadas para esse público, enfatizando-se o “Zen” e os “Katas” e não as lutas. Através do Zen (meditação), o karatê possibilita uma meditação “ativa”, pois desenvolve a concentração, autoconhecimento, controle e equilíbrio através dos movimentos de Kata (forma ou coreografia de lutas), que são

pré-determinados e buscam o aperfeiçoamento constante de cada pessoa, mas respeitando as limitações de cada um. Pode-se dizer que o Kata é a alma de um treino de karatê. O treino constante de karatê, potencializa as aptidões físicas e intelectuais, e desenvolve o “Ki” (energia), e é justamente isso que fortalecerá corpo e mente, harmonizando tanto o indivíduo que pratica, quanto àquele que fica à sua volta. O projeto, que é gratuito para usuários do CRAS e possui 10 alunos entre 60 e 81 anos ocorre duas vezes por semana e é mantido pela prefeitura municipal, com apoio do prefeito Joel Wilhelm e tem a supervisão do diretor da Secretaria de Desenvolvimento Social e Habitação, Antonio Teixeira.

SAE atende em novo horário

COMUSA trabalha no Guarde a Chuva

A partir de abril o Serviço de Assistência Especializada (SAE) de São Leopoldo, atenderá em novo horário: das 7h30 às 13h30, sem fechar ao meio-dia, porém os serviços internos continuam até as 17h. No local atuam médicos clínicos, infectologistas, gastroenterologista e pediatra, além de serviço social, nutrição, psicologia e enfermagem. São Leopoldo conta com uma cadeia de atendimento, desde o diagnóstico ao tratamento de HIV/aids, hepatites e tuberculose, além de um laboratório para Monitoramento de CD4 e carga viral.

A Comusa está trabalhando com o Programa Guarde a Chuva, em Novo Hamburgo, incentivando a captação e a utilização da água da chuva. O programa também vem despertando interesse de empresas e escolas. Para construir uma cisterna, o investimento médio varia entre R$ 150,00 e R$ 300,00. A água captada pela cisterna pode ser utilizada na lavagem de carros e calçadas, na irrigação de jardins e hortas, além de muitas outras atividades que não necessitam de água potável para a sua realização. Quem tiver interesse, pode consultar as equipes da Comusa: socioambiental@comusa.rs.gov.br ou (51) 3587.1121


MAIOR DE 60 | ABRIL DE 2015 | 7

PERSONALIDADES

De Mãos Dadas para vencer o câncer Flávia Trevisan, é assistente social e coordena o grupo desde seu início. Voluntária, vem todas as segundas-feiras de Osório, pois garante que o carinho que envolve a todas é algo muito gratificante.

Apesar de aumento dos casos, o centro conta somente com uma mastologista. Médicos oncologistas e mastologistas são unânimes a afirmar que as mulheres em grupos de apoio, respondem melhor aos tratamentos. Muitas só descobriram como viver melhor a vida depois da doença. Falar a mesma língua, entender o que a colega está sentindo é muito importante, pois, poder chorar, abraçar, trocar experiência é algo muito reconfortador e fortalecedor.

U

m dos maiores pesadelos de uma mulher é ser diagnosticada com câncer de mama. E, para quem dá a notícia, também não nada é fácil. A solidão de enfrentar esta batalha, muitas vezes sozinha, sem a ajuda ou a compreensão do companheiro, sem uma amiga para lhe dar apoio, tendo, às vezes, que encarar as aflições dos seus familiares, sem conseguir acalmar as suas. Dizer que está tudo bem, quando em seu íntimo uma voz desesperada incendeia todo o seu ser, o medo do tratamento, a vontade de desistir de tudo, de fugir... Mas tudo isso pode ser atenuado. Foi pensando assim que o dr. Damasio Macedo Trindade – mastologista do Centro de Imagem do Pronto Atendimento, há nove anos solicitou à assistente social, Flávia Trevisan – coordenadora do Centro, uma psicóloga para trabalhar junto a ele. A ideia era que acolhesse e desse apoio a estas mulheres, que foram chegando e chegaram cada vez mais. A partir deste momento, a psicóloga Marlise Bernd começou a fazer parte da vida destas mulheres – as onze que iniciaram no grupo, estão até hoje e acabaram fundando, juntamente com o dr. Damazio e Flávia, o Grupo de Apoio à Superação do Câncer de Mamas Mãos Dadas, que hoje funciona em uma sala cedida pela prefeitura no Espaço Cultural Albano Hartz, no centro de Novo Hamburgo. Muitos profissionais se prontificaram a aju-

Marlise Bernd, no início, era psicóloga contratada pela prefeitura e acabou se apaixonando pela proposta, tanto que hoje voltou a atuar como voluntária no grupo. dar o grupo, que hoje conta com voluntários das mais variadas formações e áreas de atuação, entre elas, coral, artesanato, etc. Mas não é só do tratamento físico que se fala no grupo, mas do tratamento da alma, porque segundo Marlise: “atrás destes nós tem outros nós e o tratamento depende da cura deles”. Hoje, com 148 integrantes, o grupo se deu conta de que cresceu muito, como cresceram os casos de câncer. Por isso, resolveram focar mais no propósito do grupo que é o acolhimento. Para isso, vão treinar as mulheres que estão há mais tempo e que venceram o câncer, para serem multiplicadoras. Elas terão a incumbência de buscar em hospitais, nos bairros, nas UBS estas paciêntes, divulgando o trabalho do Mãos Dadas e trazendo-as para as reuniões, ou ainda, criando outros pequenos grupos de acolhimento nestes espaços.

A prevenção ainda é a forma mais econômica de contenção desta doença.

Luciana Paula da Silva, Regina Beatriz da Silva, Marlene Geni Breyer, Edi Konrad, as pioneiras. Para elas, apesar da doença, o grupo foi fundamental: “Todas passamos por isso, vivenciamos os mesmos problemas. Podemos, não só mostrar, mas provar às que estão chegando que é preciso acreditar, que é possível vencer.”

O IMAMA – Instituto da Mama do RS – defende que o custeio dos medicamentos é de responsabilidade do município, pois, por maior que seja o trabalho da Liga e apoio da comunidade, ela é limitada e não consegue atingir a todos. O amor que une estas mulheres é mais forte que a dor, para elas faltarem às reuniões é algo impensado.

Você conhece alguém que planejou um novo futuro após os 60 anos? Escreva para a gente: contato@maiorde60.com.br ou facebook: Maiorde60


8 | ABRIL DE 2015 | MAIOR DE 60

VIAJANTES MAIS VELHOS ESTÃO DE MALAS PRONTAS

O

público da terceira idade está disposto a conhecer o Brasil. De acordo com o Ministério do Turismo, turistas com mais de 60 anos fizeram pelo menos 18 milhões de viagens no ano passado, um aumento de 11% nos últimos quatro anos. A presença cada vez maior desse público em hotéis, restaurantes e pontos turísticos tem mudado a estratégia de venda das agências de viagem, a forma de receber os turistas e impulsionado a visitação em destinos com vocação para atender a este público. Prova disso é que eles já respondem por 15% da carteira de clientes das agências de viagem. Os gostos variam muito e são bem ecléticos, como roteiros culturais, de praia e de compras, de acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagens. Ao contrário dos mais jovens, os turistas mais experientes costumam ter disponibilidade para viajar em períodos de baixa ocupação e a maioria (70%) tem independência financeira, de acordo com o Banco Mundial. O mercado, ao que parece, já se adaptou a esses viajantes. A empresária Ana Faria, de São

vou parando aqui e ali, de modo que o deslocamento é também uma grande atração”, disse. E continua: “Como sou dono do meu tempo, consigo evitar os períodos mais cheios e ter só a parte boa da viagem, sem pagar caro pelo passeio e sem o estresse do trânsito”, afirmou. De acordo com o boletim mensal que mede a intenção de viagem do brasileiro, realizado pelo Ministério do Turismo, boa parte dos idosos (32%) está disposta a arrumar as malas pelos próximos seis meses. Entre o público que têm até Paulo, se especializou em vender pacotes de via- 35 anos, a intenção de viajar se reduz a 22% pegem para a terceira idade. A agência oferece guias los próximos seis meses. treinados para lidar com esse público e atentos a “São viajantes com disposição, tempo e recurtudo aquilo que é importante nessa faixa etária: sos para investir”, afirma o ministro do Turismo, meios de hospedagem adaptados, transporte de Vinicius Lages. Os idosos já representam 20% qualidade e assistência 24 horas. do poder de compra do país, segundo o Banco Ser bem tratado, aliás, é o que faz o enge- Mundial. A estimativa é de que em 10 anos senheiro aposentado Aparício Mattos Rocha, de 77 jam 16% da população brasileira, número que anos, repetir os meios de hospedagem. Ele faz pode dobrar até 2060, segundo o IBGE. cerca de cinco viagens por ano, de norte a sul do país. Todas de carro. A maioria, para visitar paLuciana Vicária - ascom@turismo.gov.br rentes. “Gosto de conhecer os lugares do trajeto,

MAIOR DE 60 ABRIL 2015  

Jornal dirigido à Terceira Idade na Grande Porto Alegre

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you