Page 1

www.maiorde60.com.br

Janeiro de 2017 Ano 10 - Nº 111

GERAL

INFORMATIVO

Pente-fino do INSS continua O pente-fino dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será retomado no dia 16 de janeiro.

Página 3

ATAPNH - Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Novo Hamburgo Páginas 4 e 5

"Adote um avô", a iniciativa que combate a solidão A ideia surgiu no Natal de 2013. Foi durante uma visita ao avô, num lar de idosos, que Alberto Cabanes conheceu um idoso especial, Bernardo. Ele não tinha filhos e o seu desejo natalício era “ter netos”. Alberto, comovido, resolveu adotá-lo. Foi assim que surgiu a iniciativa “Adote um avô”, que pretende juntar os velhos aos jovens e combater a solidão que assola a terceira idade. “Tive a sorte de ser criado pelos meus avós e de aprender com eles valores impagáveis. Ninguém merece estar só. E nos lares há muita solidão”, explicou Alberto ao Jornal El Mundo, orgulhoso dos benefícios para os seniores: depois da adoção, ficam menos ansiosos e deprimidos, com mais autoestima e mais felizes. A iniciativa criada em Madrid estendeuse a várias cidades espanholas e também pelo mundo e não ficou relegada somente às festas de final de ano, passou a ser uma ação constante na vida dos voluntários.


2 | JANEIRO DE 2017 | MAIOR DE 60

OPINIÃO

2017 está aí. E agora?

Fin te ano! Cumôia! Cúc môl, o Winda foi homenacheádo bêlo Clôcváldo, uma vêiz! Pôn, é melhôa eu esbliquíra ísdo, nôn é? O Winda e êl drapalháron chúndo no milênio bazáto, lá bor 1975 e o Clôc era macrínho, macrínho e acapô rezepêndo o abelíto te Chmáltz. Guánto êls zê gruzávon belos coretôa, o Winda tizía: “olá Chmáltz” e rezepía o mesmo gumbrimênt: “Pôn tía, Chmáltz.” Brá engurdá a hisdória: nínquên máiz jãma o Clôc azín, máiz dên, no mínimo drêis bezôa guê jãma o Winda te Chmáltz! O pior, é guê eu tesgoprí guê o Winda têu ôts abelíto brá ôts amíco e dampên ficô brá êl. É um tápas, mesmo! E aí vozêis bergúnda: “o gue dên o Chacó gôn ísdo?” Ach, é guê eu zô amíco tôs tôis e agapêi zervíndo brá tizê gue o etitôa têsde chornál drapálha rábito, máiz tôn rábito gue barés um plitz. O gue dampên chá é um essachêro, na minha motést obiniôn, máiz vômo techá os curí zê tiverdí, um pôc, borgue êsde ano guê óra inizía, uma vêiz, vai zê te múido drapálho. Vômo juliá brá guê zêcha pên melhôa to gue o gue bazô. Telôga!

Não há grupo ou associação que já não tenha feito, ou participado, de alguma campanha e Natal, para ajudar os idosos institucionalizados, aqueles que vivem em lares. Mas, todos sabemos que as necessidades destes lares, ultrapassam o Natal, que todos os dias estas instituições necessitam de produtos de higiene, alimentos e voluntários. É de extrema importância que esta ajuda seja contínua. Mas não é só com ajuda material, eles também necessitam de carinho, atenção. Não que seus cuidadores não sejam zelosos e carinhosos, mas estes precisam se dividir entre cinco, dez e as vezes mais velhinhos, em uma rotina, muitas vezes, corrida. Por isso, campanhas de ADOTE UM VOVÔ, do tipo que foi iniciada em Madrid, na Espanha em 2013, estejam se difundindo pelo mundo afora. Mesmo antes desta campanha já tínhamos notícias de pessoas que doavam seu tempo e carinho, principalmente em datas comemorativas, onde o idoso, sem filhos ou outros parentes, não tinha com quem compartilhar. Eram vizinhos que vinham sempre, filhos de amigos já falecidos, ou simplesmente alguém que foi um dia visitar o lar e se comoveu com algum residente, fazendo desta atitude altruísta, uma constante na sua vida. Estas pessoas provam que, ao dedicaremos algumas parcas horas a alguma causa ou alguém, tornamo-nos pessoas melhores, mais felizes. Porém, alguns foram além, se responsabilizando por um idoso abandonado, ou sem ascendentes, nem descendentes. Gente que os considera avós de fato, que se preocupa, que os acompanha em visitas médicas, que tomaram para si as responsabilidades. Num mundo onde as relações sociais estão

cada vez mais superficiais, quem sabe esta atitude seja um bálsamo, para ambos os lados. Porque, ao criar laços, exercitamos o perdão, a caridade, o sair de si para ajudar o outro, fato que está tão esquecido na atual sociedade, egoísta e autocentrada.

Vamos arregaçar as mangas e nos doar! Claro, alguns vão dizer: Mas as crianças? Os animais abandonados? Tem gente que divide seu tempo entre todos, outros, somente para algum. Mas, o importante não é para "quem" vamos doar o nosso tempo, nosso carinho, mas sim o "quanto". Precisamos olhar o outro, sermos solidários. Que tal visitar um lar, ou um idoso que mora perto de você, que você percebe sempre sozinho, olhar fundo nos olhos dele, sorrir, se emocionar. Com certeza você vai sair mais HUMANO, depois desta experiência. Vamos nos esforçar para fazer de 2017 um eterno Natal. Um novo ano generoso para todos vocês!

CLOSSÁRIO Abelíto - apelido Acapô - acabou Agapêi - acabei Amíco - amigo Azín - assim Barés - parece Bazáto - passado Bêlo - pelo Bergúnda - pergunta Bezôa - pessoa Chmáltz - banha Chúndo - junto Clôc - sino Clôcváldo Sinovaldo Coretôa - corredor Cúc môl - veja só Cumôia - bom dia Dampên - também

Drapálha - trabalha Drapalháron trabalharam Drêis - três Êl - ele Engurdá - encurtar Esbliquíra - esplicar Essachêro - exagero Etitôa - editor Gruzávon cruzavam Guánto - quando Gumbrimênt cumprimento Homenacheádo - homenageado Jãma - chama Juliá - chuliar Macrínho - magrinho

Melhôa - melhor Motést - modesta Obiniôn - opinião Ôts - outros Plitz - raio Pôn - bom Pôn tía - bom dia Rábito - rápido Rezepêndo recebendo Tápas - bobão Telôga - até logo Tesgoprí - descobri Tizê - dizer Tôis - dois Vozêis - vocês Winda - Winter Zêcha - seja Zervíndo - servindo

Nosso Jornal também está a disposição nas Tabacarias:

Novo Hamburgo CNPJ: 12.322.553/0001-40 Inscrição Municipal: 6882 Rua Júlio de Castilhos, 600 CEP 93900-000 - Ivoti - RS Fone: 51.98456.4614

Diretor geral: Gilberto R. Winter maiorde60@maiorde60.com.br Jornalista Responsável Rafael Geyger - MTb/RS: 12397 Arte-final: Sandra Carvalho de Alcantara

São Leopoldo Circulação | Ivoti e Vale do Sinos www.maiorde60.com.br

Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

maiorde60


MAIOR DE 60 | JANEIRO DE 2017 | 3

É hora de dialogar sobre nossos direitos

GERAL

Pente-fino, o retorno!

Leandro Minozzo

Nutrólogo e Clínico Geral - CREMERS 32053

Começamos 2017 desconfiados. Temos, afinal, muitas dúvidas quanto ao que acontecerá com o nosso Brasil e com o mundo na era Trump. Nesse contexto de desesperança e medo, preciso pontuar alguns riscos aos quais os 25 milhões de idosos estarão expostos. Fala-se muito em crise, austeridade e necessidade de cortes. Infelizmente, já sabemos quem pagará a conta logo ali. Começaremos o ano já sabendo que os direitos à aposentadoria e à assistência social serão questionados, diminuídos. Há menos de dois anos, você deve se lembrar, demonizávamos o FATOR PREVIDENCIÁRIO; e, agora, o que nos será colocado é infinitamente pior. Sei que há necessidade de ajustes na previdência, porém acredito que a com a forma gradual e transparente, com o uso do índice 85/95 e a consequente extinção do fator, estávamos sim num caminho justo. Agora, está proposto que trabalhemos 49 anos para conseguirmos nos aposentador com o valor integral. Tanto homens quanto mulheres. Falando nas mulheres, qual será o impacto disso em suas vidas? Lembro que ao se tornarem idosas, elas quase sempre continuam exercendo seu papel de cuidadoras, logo, ao não considerar isso na reforma, elas terão seus direitos diminuídos de maneira ainda mais significativa. Sobre o “rombo” causado pelos aposentados, há, inclusive, uma discussão entre especialistas que afirmam categoricamente que não há o chamado déficit da previdência – uma vez que os defensores do déficit não contabilizam as contribuições além da retenção do INSS. Sei que isso pode ser complicado de entender, mas há textos e vídeos bem elucidativos na internet. Pretende-se também acabar com a aposentadoria rural – o que é estranho, uma vez que a agropecuária é que tem sustentado nossa economia e todos conhecemos a rotina de quem trabalha no campo – e, o mais triste, também restringir o BPC. Para quem não sabe, é aquela renda de caráter humanitário para pessoas com problemas de saúde e em vulnerabilidade social, como os idosos com Alzheimer, pobres e que não contribuíram para o INSS. Ele foi uma conquista, reforçada pelo Estatuto do Idoso. Não quero nem imaginar o que vai acontecer com os lares beneficentes (quase 65% do total) quando houver a desvinculação da aposentadoria ao salário mínimo ou restrição ao BPC. Hoje, a maioria dos idosos consegue residir nessas instituições graças a esses recursos. Falo isso porque conheço de perto a realidade desses idosos e dos lares. Precisamos que todos aqueles que defendem a terceira idade e, principalmente, os próprios idosos se posicionem. Sei que cada um de nós tem seus compromissos, que os anos da ditadura militar ainda assustam quem deseja se manifestar e que passar o dia futricando no Facebook e no WhatsApp é bastante cômodo. Mas que tal começarmos a dialogar sobre esses direitos e sobre as alternativas? Afinal, 25 milhões é quase a metade do total de votos que elege um presidente da República.

Paulo André Fernandes Solano Advogado - OAB/RS 56.724

O pente-fino dos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) será retomado no próximo dia 16. O Programa de Revisão dos Benefícios por Incapacidade foi autorizado pela Medida Provisória 767, publicada na sexta-feira, dia 6, em edição extra do Diário Oficial da União. O processo estava interrompido pelo vencimento da MP 739, de julho de 2016, e pela não votação do PL 6427/2016 pelo Congresso Nacional. O governo federal realizará o levantamento dos dados dos segurados cujos benefícios serão revisados e fará o agendamento das perícias nas agências da Previdência Social. A nova medida estabelece os mesmos termos e critérios tratados na anterior Medida Provisória 739/16, com destaque ao Bônus Especial de Desempenho Institucional por Perícia Médica em Benefícios por Incapacidade, que será pago aos médicos peritos. O valor permanece o mesmo: R$ 60,00 por perícia realizada. Em 2016, foram realizadas quase 21 mil perícias, onde 16.782 (80,05%) benefícios foram cessados na data de realização do exame; 304 (1,45%) foram cessados, mas houve concessão de auxílio-acidente; 1.520 (7,25%) tiveram data remarcada para cessação; 954 (4,55%) foram encaminhados para reabilitação profissional e 1.289 (6,15%), transformados em aposentadoria por invalidez. Agora serão chamados 530 mil beneficiários com auxílio-doença que estão há mais de dois anos sem perícia. A forma de convocação é a mesma do ano passado: por meio de carta com aviso de recebimento. Após o comunicado, o segurado terá cinco dias úteis para agendar a perícia pelo número 135. O beneficiário que não atender a convocação ou não comparecer na data agendada terá o benefício suspenso. E para reativar o benefício o segurado deverá procurar o INSS e agendar a perícia levando toda a documentação médica como atestados, laudos, receitas e exames atualizados. Ano novo, conduta velha. O governo federal mantém o seu foco na economia e não no Direito dos segurados! A verificação da incapacidade laborativa é necessária, porém o periciamento deve ser feito com observância das regras técnicas médicas e não pensando em ‘dinheiro no bolso’. Os peritos devem honrar seus diplomas, obedecerem ao juramento médico e avaliarem corretamente a capacidade de trabalho dos segurados que irão se submeter às perícias! Os primeiros dias de janeiro demonstram que o ano de 2017 será de muita luta e atenção ao cumprimento dos Direitos dos segurados por parte do Ministério da Previdência! Além do ‘pente-fino’ teremos a PEC 287, a Reforma da Previdência, que promete muitos debates e enfrentamentos! O que se espera é que tanto na avaliação pericial quanto na discussão da reforma, o Direito dos segurados seja a prioridade! Nós estaremos de olho! E cobraremos as decisões!


GERAL

4 | JANEIRO DE 2017 | MAIOR DE 60


MAIOR DE 60 | JANEIRO DE 2017 | 5

SAÚDE


SAÚDE

6 | JANEIRO DE 2017 | MAIOR DE 60

Segredos da longevidade dos Okinawanos

Com uma expectativa de vida média de 78 anos para homens e 86 anos para as mulheres, os habitantes de Okinawa, arquipélago subtropical no Japão, estão entre as pessoas mais longevas do mundo, contando um número expressivo de idosos acima dos 100 anos. Mais importante que isso, são as pessoas idosas que vivem neste arquipélago subtropical exuberante, tendem a viver anos livres de qualquer deficiência. O que levou muitos estudiosos até a ilha na busca da fórmula da longevidade. Fórmula esta que os Okinawanos não escondem de ninguém:  Eles fazem exercícios físicos e mentais frequentemente.  Sua dieta é pobre em sal, rica em frutas

sidade de Minnesota, os chamou de “armários de medicina preventiva.” Ervas, especiarias, frutas e legumes, como rabanete chinês, alho, cebolinha, repolho, açafrão, artemísia, gengibre e tomate, ele disse, “contêm compostos que podem bloquear cânceres antes de começar.”  Mantêm o MOAI “reunião para um propósito comum” em japonês, que são grupos de apoio social, que começou em Okinawa, no Japão. As crianças pequenas são colocados nesses pequenos grupos com outras crianças com quem compartilham interesses ou circunstâncias comuns, permanecendo unidos ao longo da vida dos seus membros. Eles caminham juntos, conversam, fazem jardim juntos, comem juntos, e compartilham as alegrias da vida e experiências difíceis juntos, apoiando-se ao longo da vida. Estas redes de segurança dão inclusive apoio financeiro e emocional em momentos de necessidade, diminuindo consideravelmente o nível de stress e ansiedade (causador de diversas doenças) de seus membros, pois sabem que sempre haverá um grupo olhando para eles em momentos difíceis  Passar um tempo fora de casa a cada dia permite que inclusive os okinawanos idosos tenham ótimo níveis de vitamina D, que é produzida pelo corpo, quando é exposto em uma base regular à luz solar, garantindo ossos mais fortes e órgãos saudáveis.

e vegetais, e contêm muita fibra e antioxidantes que protegem contra as principais doenças do Ocidente, incluindo ataques cardíacos, câncer e doenças neurodegenerativas como Parkinson, Alzheimer, entre outras.  Eles consomem mais soja (60-120 gramas por dia) do que qualquer outra população na Terra, pois ela é rica em flavonóides e é saudável quando não modificada geneticamente (transgênica) e sem pesticidas.  Eles têm uma prática chamada hara hachi bu, o que significa “comer até estar 80% satisfeito“. Isso significa que sua ingestão calórica diária é bem menor do que a nossa – cerca de 1800 calorias.  Eles não sofrem de demência senil, ou não com frequência, devido ter uma dieta rica em vitamina E, que ajuda a manter o a vitalidade do cérebro.  Os idosos são respeitados e mantidos como parte integrante nas comunidades em geral, sendo valorizados como indivíduos, mesmo  Conservam sempre uma atitude positiva quando a idade avança. Isso beneficia fortemente sua saúde mental e fisiológica. Eles, nesta socie- perante a vida e aprenderam que ser simpático dade, expressam alto nível de satisfação na vida. mantém as pessoas próximas, principalmente as  Em Okinawa há sempre uma horta nas mais jovens. casas, para plantar. Segundo Greg Plotnikoff, Fonte: yogui.co pesquisador tradicional de Medicina, na Univer-

MAIOR DE 60 JANEIRO 2017  

Jornal dirigido à Terceira Idade na Grande Porto Alegre

Read more
Read more
Similar to
Popular now
Just for you