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Novembro de 2016 Ano 10 - Nº 109

SAÚDE

INFORMATIVO

Complicações do Diabetes

ATAPNH - Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Novo Hamburgo

No Dia Nacional do Diabético, entidades alertam para as complicações inerentes às complicações da doença.

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Páginas 4 e 5

DIABETES E MENOPAUSA

É sabido que a menopausa é uma fase de transição. A parada da produção dos hormônios femininos e o consequente término dos ciclos menstruais vão alterar a condição física da mulher, que deverá se adaptar a esta nova fase da vida. E, para a mulher com diagnóstico de diabetes, alguns cuidados são importantes nesta mudança. Seja diabética tipo 1 ou 2, a preocupação na fase da menopausa deve começar com o peso. É sabido que há uma tendência natural de redução do metabolismo da mulher após o período da menopausa, pela diminuição dos hormônios femininos, o que a faz queimar menos calorias. O risco aqui é o

consequente ganho de peso e com mais peso, há maior chance de ocorrer a resistência insulínica, quando ficará mais difícil controlar o diabetes. Sabemos que os hormônios femininos estrógeno e progesterona ajudam a manter o diabetes mais estável, por auxiliarem no controle da insulina. No entanto, com a menopausa e a parada na produção destes hormônios, é possível que os níveis de açúcar no sangue se tornem mais instáveis, e o ajuste de dose dos medicamentos seja necessário. Outro cuidado importante é o do raciocínio inverso: se a menopausa pode fazer com que o controle do Diabetes oscile, também os sintomas da menopausa normal podem ser confundidos com os do Diabetes alterado. Por exemplo: o calorão da menopausa pode, em alguns casos, ser confundido com hipoglicemia, a falta de ânimo e cansaço que podem ocorrer na menopausa e serem encarados como níveis altos de açúcar no sangue. Para que esta fase seja a mais tranquila possível, o caminho é o controle. Medir a glicemia de forma mais frequente e realizar exames laboratoriais de rotina com acompanhamento médico mais assíduo, para que ajustes importantes possam ser feitos sob medida. Além disso, realizar uma dieta controlada, atividade física, acompanhamento ginecológico e considerar tratamento correto da menopausa, são passos importantes a serem seguidos nesta etapa. Fonte: http://www.diabetes.org.br


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OPINIÃO

Uma aposentadoria especial para jornada dupla?

Eu pêbo, zín! Cumôia! Eu zêmbre brefiro princá e falá popáche, máiz hôche vô falá máiz zério: chnáps, pía, váin e pepídas em cherál. A víta dôta a chênde pepêu e tirichíu aguí no Prassíl. E ajáva zérdo. E zê dinha um acitênt, tizían “ach, êl dáva pêpato, nôn dêve gúlba, uma vêiz!” Dên chênde gue gúlba o covêrno bôr non botê tirichí tebôis de domá uns chlúc! Máin Cott, ísdo é múido zério. Crássas a Têus gue a lei hôche é máiz túra. Meus amíco tízen, guãnto vômo nun fêst: “eu vô gôn o Chacó, êl é apsdêmio.” Eu nôn zô, eu pêbo. Máiz zê pêbo, nôn tirícho. E non é bôr mêto te polizái, te múlda e nen bor bertê a gardêra te modoríst: eu dería crãndes broplêm te gonziêns zê tirichísse pêpato e capút uma bezôa na rua, ô um amíco na garôna. Nícs, eu nôn vô fassê ísdo e fígo múido atmiráto, esdarezíto, poquiapért gôn o guê zê vê bôr aí. A chuvendúte pébe te dúto, os atúlt pébe, os ált pébe... E chá ôví tizê “guê crássa dên í lá brá gonversíra e tãnzá zên pepê náta?” Endôn eu têvo zê te ôdro planêt, bôrgue eu gonzígo. Nôn brezísso te gombusdível brá me tiverdí, uma vêiz. Adé borguê, em cherál, no ôdro tía dên arebentimênt e capês injáta. E brá enzerá: imachína o guê báza bêla capês te um zêr humãn, guãnto ôve o bái tizê brô sôn, guê êl veio bro múnto, borgue êl e a muti dávan pêpatos e zê tescuitáron...

A reforma da Previdência deverá, segundo o presidente Michel Temer, ser discutida em caráter conclusivo no próximo ano. Apesar de ele se dizer contra, a tendência no mundo é a equiparação das idades, tanto dos homens como das mulheres, para a aposentadoria. Mas, quando se fala no mundo, não estamos nos referindo ao Brasil, pois aqui a educação ainda contempla a mulher como “a dona de casa” ou ainda “do lar”. Ainda educamos nossos filhos e filhas de maneira diferente. E isso não tem nada a ver com brincar de bonecas. Isso tem a ver com divisão de tarefas, onde cada um colabora na manutenção da casa. Não é que o homem (menino/ marido) vá dar uma ajuda para a mulher (mãe/ irmã). Não, ele vai dividir as tarefas, vai trabalhar tanto quanto, afinal ele mora lá, ele vive e se alimenta lá, como todo o grupo familiar. Agora tentem imaginar, no modelo brasileiro de família: mãe e pai trabalhando fora, marido chega senta na frente da tv e descansa de um dia muito atarefado aguardando o jantar, enquanto a mulher vai dar banho nas crianças, limpar a casa, recolher o lixo, lavar roupas, preparar o jantar, lavar a louça do jantar, talvez ainda costurar e preparar as roupas do dia seguinte e deixar o café da manhã encaminhado. Alguns sabidos poderão questionar que com 60 anos ela não terá mais filhos para tomar conta,

mas esquecem que terão os maridos doentes para cuidar ou ainda seus pais velhinhos ou sogros (pois quem acaba cuidando deles são, na maioria das vezes, as filhas/noras), além dos netinhos. Ou seja, a mulher brasileira sempre trabalhará mais, é cultural. Além de que os investimento em creches e asilos terão de aumentar. Ou quem cuidará dos homens e das crianças? Esta jornada extra da mulher não vai ser levada em consideração? Porque a mulher vive mais, deverá ser punida? Claro que se as próprias mulheres se unissem contra estes desmandos, e seus maridos/companheiros valorizassem esta jornada estendida, esta alteração não seria nem cogitada. Mas como disse o escritor Marcos Piangers em sua coluna na ZH: você, que está trabalhando e acha que sua mulher é uma sortuda por ficar em casa, pense de novo. Quem está de folga é você. Imagine se além disso ela tiver, ainda, um expediente externo de 8h? Deveríamos aproveitar a reforma e exigir uma aposentadoria especial para jornada de 16h. No final ficaria mais econômico para o Estado. Que tal brigarmos por isso, homens?

CLOSSÁRIO Acitênt - acidente Ajáva - achava Ált - velho Amíco - amigo Apsdêmio abstêmio Arebentimênt arrependimento Atmiráto - admirado Atúlt - adulto Báza - passa Bertê - perder Botê - poder Capês - cabeça Capút - morto Chlúc - gole Chnáps - cachaça Chuvendúte juventude Crássas - graças Cumôia – bom dia Domá - tomar

Enzerá - encerrar Esdarezíto estarrecido Fígo - fico Gardêra - carteira Gonversíra conversar Gonziêns – consciência Guãnto - quando Gúlba - culpa Humãn - humano Imachína - imagina Injáta - inchada Máin Cott – Meu Deus Máiz - mais Modoríst - motorista Múlda - multa Múnto - mundo Muti - mãe Náta - nada

Nícs - nada Pêpato - bêbado Pepêu - bebeu Pepídas - bebidas Pía - cerveja Polizái - polícia Popáche - bobagem Poquiapért boquiaberto Prassíl - Brasil Princá - brincar Sôn - filho Tebôis - depois Tescuitáron descuidaram Tirichí - dirigir Tiverdí - divertir Tizê - dizer Tizían - diziam Túra - dura Váin - vinho Vômo - vamos

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SAÚDE

As complicações do diabetes O dia 14 de novembro, Dia Nacional do Diabético, foi marcado por campanhas pelo Brasil afora, que visaram chamar a atenção para as complicações do Diabetes. Não vale só cuidar da dieta e dos exercícios, tem-se de tomar cuidados que englobam: OLHOS A retina possui uma área especializada em diferenciar detalhes finos. Essa pequena área é chamada mácula, que é irrigada por vasos sanguíneos para garantir seu funcionamento. Essas estruturas podem ser alvo de algumas complicações da diabetes. Estas complicações são: glaucoma (que pode causar a perda gradual da visão), catarata (diabéticos costumam desenvolver a catarata mais cedo e a doença progride mais rápido), retinopatia (termo genérico que designa todos os problemas de retina causados pelo diabetes). Cuidado, nem sempre a retinopatia apresenta sintomas. A retina pode estar seriamente danificada antes que você perceba uma alteração na visão. Por isso, você deve consultar um oftalmologista anualmente ou a cada dois anos, mesmo que esteja se sentindo bem. Embora os sintomas costumem aparecer apenas em estágios avançados, fique atento se notar: • Visão embaçada; • Flashes de luz no campo de visão; • Perda repentina de visão; • Manchas na visão. DOENÇA RENAL Os altos níveis de açúcar fazem com que os rins filtrem muito sangue, sobrecarregando nossos órgãos e fazendo com que moléculas de proteína acabem sendo perdidas na urina. A presença de pequenas quantidades de proteína na urina é chamada de microalbuminúria. Quando a doença renal é diagnosticada precocemente, durante a microalbuminúria, diversos tratamentos podem evitar o agravamento, mas quando não tratada, pode levar a uma doença renal terminal, que implicará em transplante ou em sessões regulares de hemodiálise. Atenção: Nem todas as pessoas que têm diabetes desenvolvem a doença renal. Fatores genéticos, baixo controle da taxa glicêmica e da pressão arterial favorecem o aparecimento da complicação. A recomendação é que toda pessoa com diabetes, Tipo 1 e Tipo 2, deve fazer um exame que pesquisa a microalbuminúria pelo menos uma vez por ano. É fundamental consultar um médico regularmente. PELE, PÉS E MEMBROS INFERIORES As altas taxas glicêmicas prejudicam os pequenos vasos sanguíneos responsáveis pelo transporte de nutrientes para a pele e os órgãos. A pele seca fica suscetível a rachaduras, que evoluem para feridas. Aí temos mais um complicador: diabéticos têm a cicatrização dificultada (em razão da

vascularização deficiente). Diabéticos podem apresentar a doença arterial periférica, que reduz o fluxo de sangue para os pés. Além disso, pode haver redução de sensibilidade devido aos danos que a falta de controle da glicose causa aos nervos. Atenção: Algumas feridas não doem, mas devem ser avaliadas imediatamente. Essas duas condições fazem com que seja mais fácil sofrer com úlceras e infecções, que podem levar à amputação. A boa notícia é que a maioria das amputações são evitáveis, com cuidados regulares e calçados adequados. Cuidar bem de seus pés e ver o seu médico imediatamente, assim que observar alguma alteração, é muito importante. Pergunte sobre sapatos adequados e considere seriamente um plano estratégico: pare de fumar! O tabagismo tem sério impacto nos pequenos vasos sanguíneos que compõem o sistema circulatório, causando ainda mais diminuição do fluxo de sangue para os pés. Com isso, as feridas cicatrizam mais lentamente. Já está imaginando, não é? Um grande número de pessoas com diabetes que necessitam de amputações são fumantes. Evite esse transtorno, sempre é tempo! Fonte: http://www.diabetes.org.br/


GERAL

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SAÚDE


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COMUNIDADE

Ivoti Um livro que combina Arte e Cor

explicando cada uma das obras e o seu contexto histórico. O livro está à venda nas livrarias e bancas dos vales do Sinos, Caí e Paranhana, ou mediante solicitação pelo email contato@zmultieditora.net. Mais informações pelo telefone 9961.4410 ou no Facebook.com/ProjetoArteeCor.

Novo Hamburgo Encerramento das atividades do PELC 2016 Os meses de novembro e dezembro terão atividades para a confraternização dos 18 núcleos do Programa Esporte e Lazer na Cidade de Novo Hamburgo (PELC-NH), programa da Secretaria de Esporte e Lazer (SMEL).

Na noite de 3 de novembro ocorreu o lançamento do livro Arte e Cor, no Instituto de Educação de Ivoti, organizado pela professora de Artes Leandra Wecker, com a participação dos alunos Ellen Biehl, Luana Soares, Luciana Reinehr e Matheus Hahn Schlickmann, com edição da Z Multi Editora. A publicação contém a releitura de 25 obras, com prefácio do artista Flávio Scholles, que também teve a obra “Tomando Chimarrão” integrada às 72 páginas. A iniciativa vai garantir que as pessoas possam colorir imagens que fazem referência a clássicos das artes plásticas, desde o Egito Antigo ao período contemporâneo, com pequenos trechos

Piquenique no Parcão 24 de novembro - quinta-feira Uma grande reunião a céu aberto com todos os núcleos do PELC em um piquenique, onde os alunos terão a oportunidade de se integrar e confraternizar. Para a logística da atividade, serão disponibilizados ônibus com saída dos núcleos à partir das 13 horas. A atividade é aberta ao público e em caso de chuva o evento será transferido. Festival do PELC 8 de dezembro - sexta-feira Nesse dia, o clima de nostalgia tomará conta da Sociedade Ginástica. “Uma incrível viagem no tempo” é o tema do festival, onde todos os alunos apresentarão músicas dos anos 60, 70, 80 e 90. O evento, gratuito, está aberto à comunidade.

São Leopoldo Torneio SESC de câmbio Evandro Saldanha O Grupo SESC Maturidade Ativa promove seu 11º Torneio SESC de Câmbio - Evandro Saldanha, a ser realizado no dia 7 de dezembro, no Ginásio Municipal Celso Morbach, nas categorias 50 a 59 anos e acima de 60 anos. Inscrições até 30 de novembro. Informações: (51) 3592.2129 - fwolff@sesc-rs.com.br

MAIOR DE 60 NOVEMBRO 2016  

Jornal dirigido à Terceira Idade na Grande Porto Alegre

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