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ABRIL de 2017 Ano 10 - Nº 114

COMUNIDADE

Ajuda para adquirir telhas para o Lar São Vicente Campanha busca ajuda da comunidade para a reforma do telhado, destruído em 2016, por um temporal

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INFORMATIVO

ATAPNH - Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Novo Hamburgo Páginas 4 e 5

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Omeprazol: muitos tomam, mas nem todos precisam

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Pesquisa realizada em 2014, em Singapura, constatou que 81% dos idosos atendidos que faziam uso da classe dos inibidores da bomba de prótons (IBP) – capitaneados pelo omeprazol, não tinham indicação correta. Em outro estudo, feito nos Estados Unidos, esse número foi também elevado: 52%. A prescrição ou automedicação pode, ao contrário do que a maioria dos seus consumidores pensam, ocasionar alguns sérios problemas de saúde. Entre eles, mascarar uma condição tratável, como a infec-

ção pela bactéria H. pylori. Sem contar que essa classe interage com dezenas de medicamentos, como antidepressivos (entre eles o citalopram), o antiagregante plaquetário clopidrogrel e antibióticos, como a amoxilicina. Além disso, interferem na absorção do hormônio da tireoide (levotiroxina) e diversos suplementos de cálcio. Pouca gente sabe, mas o uso de qualquer um dos inibidores de bomba causa dificuldade na absorção de nutrientes como vitaminas (D e B12, por exemplo) e minerais (zinco, magnésio, ferro e cálcio). Não é à toa que existe um risco aumentado para osteoporose e fraturas. Outra condição que o consumo da “família do omeprazol” pode ocasionar, por reduzir a barreira ácida no estômago, são infecções intestinais por uma bactéria complicada chamada Clostridium difficile. Por isso, não se automedique. Avalie sempre com seu clínico a necessidade ou não do uso deste medicamento.

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OPINIÃO

PÁSCOA COM AROMA DE LAMA Paulo André Fernandes Solano

OS PÚRO NO COVÊRNO Cumôia! Era uma vêiz um rei gue guería í besgá. Êl atoráva besgá e era um pôn bescatôa, zêmbre voldáva gon múits bêch no palaio, gue um lacái dracía numa múlchia. Máiz êl guería dê zerdêssa gue non ía jovê e esdracá o brocrãm e brá ísdo jamô o medeorolochíst bardigulár, brá zapê gômo ía dá o glima nas brózima hora. “Nê”, sótsa o esbezialíst - “bode í dranguilo, borgue non me jóve hôche.” Chúsdo naguêl tía, êl ressolveu gonvitá a chêtsia têl, brá zê mostríra gômo êl era o Tégas. Vesdíu as melhor rôpa, gue nen eron abrobriátas brá besquira e bazô na broprietáde tá mêtchia, gue imetiadamênt figô felís e foi chúnt. Guãnto dávon zaínto, engondráron um fassentêro mondáto nún purinho, gue tís brá êl, gue é melhôa voldá brá gássa, borgue ía jovê múido talí umas hora. Oiê, êl non têu póla e zequíu gamínho benzãnto: eu bágo um tinherôn brá um esbezialíst no azúnt, este flápas nôn zápe o gue dá falãnto, uma vêiz. Na pêra to rio êls armáron um picníc e aos pôcs êl foi fiscãndo uns crantão, guãnto gomezô a jovê. Máiz jovê tivertáde, brá molhá adé a alma. A namoráta dampên zê molhô dota, máiz ria zên bará, bor êl non dê agretidáto no hôm na esdráta. Furiôsso, o rei voldô bro balás e demidiu o funzionário bêlo êro gomedíto e betíu brá gue viés o fassentêro, brá oferezê o gárco te medeorolochíst. Jecãndo no gasdélo, o hôm tís gue êl non endentia náta tísdo, gue zó zapia gue guãnto as orelha to púro tôn viráta brá pácho, zignifíc gue vai jovê. Endôn o rei mantô êl enpóra e gondradô o múlchia. Foi azín gue zurchiu a dratiçôn te gondradá os púro brá os máiz áldo gárco no covêrno.

CLOSSÁRIO Áldo - alto Armáron - armaram Azúnt - assunto Bágo - pago Balás - palácio Bará - parar Bardigulár particular Bêch - peixe Bescatôa - pescador Bóde - pode Chêtsia - namorada Chúsdo - justo Covêrno - governo Cumôia - bom dia Dampên - também Demidiu - demitiu Dota - toda Dracía - trazia Dratiçôn - tradição Endentia - entendia Êro - erro

Esbezialíst especialista Esdráta - estrada Falãnto - falando Fassentêro fazendeiro Flápas - bobão Gárco - cargo gasdélo - castelo Gássa - casa Glima - clima Gomezô - começou Hôche - hoje Hôm - homem Jamô - chamou Jovê - chover Lacái - lacaio Mantê - manter Medeorolochíst meteorologista Mondáto - montado Mostríra - mostrar

Múlchia - mulinha Naguêl - naquele Náta - nata Nê, sótsa não, disse Pácho - baixo Palaio - balaio Pêra - beira Póla - bola Purinho - burrinho Tégas - Degas Têu - deu Tía - dia Tinherôn - dinheirão Tísdo - disto Tivertáde - de verdade Viráta - virada Voldô - voltou Zápe - sabe Zerdêssa - certeza Zurchiu - surgiu

Advogado - OAB/RS 56.724

O domingo de Páscoa foi de movimentação no Palácio do Jaburu, com o presidente Michel Temer reunindo os líderes da base aliada na Câmara, o relator da Reforma da Previdência, Arthur Maia (PPS-BA), o presidente da comissão criada para debater o tema, Carlos Marun (PMDB-MS), e o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), em um jantar. A expectativa é que os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência, também participem do encontro. Um jantar de delatados! O governo acredita que a flexibilização de cinco pontos da proposta ajudará a conseguir mais votos favoráveis, segundo assessores próximos da cúpula do Palácio do Planalto, o governo espera reverter o quadro em favor do relatório de Arthur Maia, previsto para ser entregue na próxima terça, dia 18. Inclusive existe a possibilidade de não termos recesso parlamentar do meio do ano para que a reforma da Previdência seja aprovada. O recuo do governo em alguns pontos da reforma da Previdência é meramente estratégico, pois não altera os piores pontos da nova lei previdenciária! Não iremos nos enganar! A lista de políticos envolvidos nas investigações da Lava Jato deverá ser uma das pautas do jantar de domingo no Jaburu. A cúpula do governo e os líderes da base aliada na Câmara acreditam que o episódio pode até acelerar a aprovação da reforma da Previdência e, assim, facilitar aos parlamentares lidarem com os efeitos das denúncias de corrupção. A semana dita ‘Santa’ desse ano fica com essa pecha apenas no nome, pois o mar de lama instaurado na política brasileira foi a verdadeira ‘arma química’ da Operação Lava Jato! As delações desfraldaram um esquema de mais de 30 anos de corrupção, caixa-dois e condutas repugnantes daqueles que tem co-

mandado o país, no Poder Executivo, e representando o povo, no Poder Legislativo! Uma corja de mequetrefes de todas siglas! Todas as siglas! Esses mesmos que agora planejam uma ‘aliança’ para se manter no poder! Já há boato de que Temer, Lula e FHC se unam contra a derrocada total! Um bando de pulhas querendo, novamente, se locupletar de nós, sociedade brasileira! E as reformas, previdenciária e trabalhista, são veículos para isso acontecer! Com menos emprego e menos aposentados, o poder de mobilização será menor e mais fácil será manobrar o povo do país! Lógica da política da podridão! Outra notícia foi a de que será oferecida remuneração aos comunicadores que falarem bem da Reforma da Previdência! Talvez seja oriunda dos mais de 40 milhões que o presidente Temer recebeu de propina da Odebrecht! Esse espaço tem compromisso com a verdade e com o Direito há 28 anos! Sem chance de trair a sua história! O dia 28 de abril está chegando! Essa data tem de ser a do verdadeiro “grito da independência!” A paralisação deve ser geral; o prejuízo com a aprovação dessas reformas é para todos! Semana de Páscoa, semana da vida nova! Que façamos por merecer uma nova vida a todos nós! Com mobilização e atenção aos passos desses canalhas espalhados no país! Não é favor! É Direito Social! E de todos! Ao anteder pacientes na meia e

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Os artigos assinados são de inteira responsabilidade de seus autores

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GERAL

A Mundial Síndrome do Excesso de Omeprazol Leandro Minozzo

Nutrólogo e Clínico Geral - CREMERS 32053

Ao atender pacientes na meia e terceira idades, é comum deparar-me com listas de medicação relativamente vastas… algumas facilmente passando das doze e ocupando frente e verso do receituário. A essa condição, presente em 40% dos idosos, damos o nome de polifarmácia. Entre suas consequências, as mais óbvias são confusão, problemas de adesão, interações medicamentosas e quedas – sempre perigosíssimas para os idosos. Tentar organizar a prescrição, ou as diversas prescrições vindas de muitos especialistas, é uma das tarefas de clínicos e de quem atua na geriatria. Entre os medicamentos mais comumente prescritos e que consigo retirar com maior facilidade estão os da classe dos inibidores da bomba de prótons (IBP) – capitaneados pelo omeprazol. “Seu José, por que você usa esse omeprazol duas vezes ao dia?” – pergunto. “Doutor, é porque tomo muitos remédios. É para proteger o estômago e não faz mal.” – é uma resposta frequente.

Há indicação científica para o uso de IBP para casos de polifarmácia? O uso do omeprazol – ou de qualquer outro da sua classe – realmente não faz mal? Vamos lá. Os inibidores da bomba de prótons diminuem a produção de ácido pelo estômago, aumentando o pH e reduzindo sintomas ocasionados por gastrites e, pelo cada vez mais presente, refluxo gástrico. Em pacientes que sofrem com essas doenças e de algumas outras mais raras, o uso dos “prazóis” realmente ajuda e muito – claro que sempre após avaliação médica detalhada. O grande problema se dá na prescrição excessiva dos IBP. Sobre a principal indicação nesses casos, temos a prevenção ou proteção quando do uso de outras medicações – isso em pacientes não hospitalizados. Cientificamente, isso não encontra amparo algum. A única indicação preventiva dos IBP é na concomitância com os antiinflamatórios, entre eles os corticoides – em suas diferentes apresentações – e dos não esteroidais (diclofenaco, ibuprofeno, cetoprofeno, nimesulida, naproxeno, entre outros). Hoje, para ilustrar essa indicação, existe até um anti-inflamatório que combina naproxeno com um IBP. Excluindo-se essas medicações antiinflamatórias, que devem ser prescritas com bastante cuidado em idosos e costumam ser indicadas por pouco tempo, não há necessidade do uso de inibidor de bomba para prevenir “dor de estômago” ou “proteger” o órgão em casos de polifarmácia. Pessoalmente, posso falar sobre o uso dos inibidores da bomba de

prótons. Tenho a doença do refluxo gastroesofágico. Em decorrência de sintomas, fiz uso de esomeprazol em algumas ocasiões. No entanto, consigo controlá-los perfeitamente, adotando hábitos comportamentais preventivos: fraciono refeições; evito exageros, frituras, alimentos gordurosos e bebidas alcóolicas; não me deito logo após me alimentar; e mantenho o peso adequado. O que faço no consultório? Em pacientes que usam omeprazol – ou seus “irmãos” – e não tiveram uma investigação feita, tento verificar a necessidade de indicar a endoscopia. Costumo indicar o exame caso o paciente não tolere a retirada da medicação, mesmo adotando medidas comportamentais. Geralmente, a retirada supervisionada costuma ter sucesso. Como vimos, com essa conduta, o paciente é exposto a menores riscos, sem contar os benefícios psicológico (por usar um medicamento a menos) e financeiro (que costuma variar entre 360 a 720 reais/ano). Vale a pena, com certeza, conversar com seu clínico a respeito desse assunto. Um grande abraço,


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COMUNIDADE

IVOTI

NOVO HAMBURGO

Grupo defende uma alimentação livre de agrotóxicos

A ABRAZ reinicia atividades

No dia 3, a prefeita de Ivoti, Maria de Lourdes Bauermann recebeu os representantes do Movimento Pró-Agricultura Orgânica em Ivoti, o advogado Cristiano Weber, o historiador Cristiano de Brum e a vereadora Rafaella Fagundes Pereira Lima, que encaminharam o pedido para que o município implemente, gradativamente, até 50% da merenda escolar com alimentação orgânica, começando em 10% no primeiro ano. A primeira etapa do Executivo será avaliar o projeto proposto pelos representantes do movimento e, após, reunir o grupo para, numa segunda etapa, encaminhar para avaliação do Legislativo. A intenção do movimento é defender uma alimentação saudável e livre de agrotóxicos, com repercussão nas futuras gerações.

A Associação Brasileira de Alzheimer ABRAZ - reiniciou suas atividades na Sub Regional Novo Hamburgo, na quarta-feira, dia 19 de abril, no plenarinho da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo. A recepção ficou a cargo da psicóloga dra. Daniela H. Blauth. Os encontros do grupo de acolhimento a familiares e cuidadores acontecerão sempre na terceira quartas-feira de cada mês.

Doe 1m2 de telha para o Lar São Vicente

Este é slogan do Lar São Vicente, para a campanha que busca ajuda da comunidade para reconstruir o telhado da instituição, que abriga 42 idosos e foi completamente danificado, após o temporal de granizo ocorrido em junho de 2016. Para que o telhado possa ser reformado, a instituição necessita de 1.200m2 de telhas que custam R$ 100,00 o m2 (telha e mão-de-obra). Há várias formas de contribuir:

• Através de depósito no Banco Banrisul, agência 0290 e conta corrente 06.023.264.17 em nome da Instituição de Amparo e Assistência ao Idoso – CNPJ: 93.241.487/0001-85; • Solicitando boleto bancário, pelo e-mail tesoureiro@larsaovicente.com.br ou • Diretamente no Lar São Vicente. Saiba mais no site www.larsaovicente.com.br.

SÃO LEOPOLDO Circuito de Câmbio classificatória para o Estadual O SESC de São Lepoldo está promovendo mais um Circuíto de Câmbio nos dias 18 e 19 de maio, no Centro de Eventos. O Circuíto classificará para a Final Estadual em Santa Cruz do Sul 08 e 09 de julho em Santa Cruz do Sul 08 e 09 de julho. Serão duas categorias: de 50 a 59 e acima de 60. O evento ocorrerá no Centro de Eventos - São Leopoldo, av. São Borja, 1860, no bairro São Borja a partir das 8h. A inscrição tem um custo de R$ 100,00 por equipe. Informações: fwolff@sesc-rs.com.br ou pelo fone: 51.3592-2129 Haverá almoço no local (a lá minuta de carne ou frango), num custo de R$15,00, interessados deverão fazer reservas no ato da inscrição.

MAIOR DE 60 ABRIL 2017  

Jornal dirigido à Terceira Idade na Grande Porto Alegre

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