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Agosto de 2016 Ano 9 - Nº 106

GERAL

INFORMATIVO

Veranópolis, cidade 'amiga do idoso'

ATAPNH - Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Novo Hamburgo

O município entra no seleto clube mundial de 320 cidades tidas como "amigas dos idosos" , conforme a OMS

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Páginas 4 e 5

Quer uma vida longa: cultive as amizades

Segundo estudos recentes, relações estáveis entre pessoas estimulam a saúde mental e física e até mesmo prolongam a vida. Contatos sociais colaboraram para que nosso cérebro se transformasse em órgão de alta capacidade. O pesquisador antropólogo e psicólogo evolucionista, Robin Dunbar, da Universidade de Liverpool, criou a hipótese sobre o "social brain" (cérebro social), segundo a qual o desenvolvimento das estruturas sociais teria impulsionado a evolução neural. Dunbar criou um modelo “ osanéis da amizade” que apresenta da seguinte forma: o círculo de amizade mais íntimo (de três a cinco pesso-

as), onde estão os amigos mais próximos, com os quais compartilhamos interesses, valores e pontos de vista comuns. O círculo de simpatia e interesse, (de 12 a 20 pessoas), mais tênue, a relação com eles não é tão forte emocionalmente. E o círculo de conhecidos, (aproximadamente 30 a 50 pessoas), está no âmbito da rede social, onde a ligação é claramente mais solta. Outros estudo, de Lynne Giles, da Universidade de Flinders, na Austrália, acrescenta ainda que esse círculo de amizades íntimas ajuda até mesmo a prolongar a vida do que, por exemplo, o contato íntimo com filhos e parentes. Aparentemente não é apenas o apoio mútuo entre conhecidos que faz diferença, mas o fato de ele ser voluntário, ocorrer por prazer e não apenas por obrigação ou convenção. Decisivo, portanto, é o fato de as pessoas poderem escolher, os seus amigos (ao contrário do que acontece com os indivíduos da própria família). Manter contato com pessoas que nos consideram importantes e nos dão valor, segundo os pesquisadores australianos, tem efeito positivo sobre a nossa saúde tanto física quanto mental: o stress e tendências depressivas são reduzidos e comportamentos relevantes para a saúde. Quem tem bons amigos e conhecidos, portanto, se diverte com mais frequência e aumenta suas chances de uma vida longa. Motivo suficiente para cultivar antigas e novas as amizades. SAIBA MAIS: Entre amigos. César O. Orneias - Mente&Cérebro, agosto de 2009. nP199, págs.78-81.


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OPINIÃO

A discriminação ao idoso nos consultórios médicos

Os itoso zôn pon turo! Eu dava na fera gombrãnto quês e um crúp te vôvo (máiz velho gue eu) dava esberimendãndo umas brovínha. Cosdáron, máiz non gombráron. O ventetôa tís gue múits zó bróvan e non gombrãm. A minha víta dota eu oví gue dínha gue chpára a luz, o gafé, a ácqua, as rôpa, o tinhêro e bor aí vai... E eu dampên ajáva gue meus vôvo, meus bái, meus dío dampên éron uns pon turo. Dúto dinha gue popá: “nôn ênje o pon gon puta; abága a lus e vái tormí; vai a bé, non é ton lonche; du chá gomeu dreis polácha; féja a dornêra; du ája gue o tinhêro náze nos páum”? Um tía eu me tei gõnda borguê êls dotos zôn azin: êls bazáran bor múidas tificultádes guãnto eron grianzas, na chuvendúte e guãnto gomezáron a vita de cassado. O tinhêro era escás e dinha gue zê cásto gon zapetoria. E zêmbre dinha gue dê uma resserva bro fuduro, uma vêiz. E hôche, múits áchen azín, borgue o tinhêro gondinúa cúrt. Máiz êls tízen bros filho gue aguel brotút é costosso e áls vêiz alquén ta familha vai lá e gombra. Êls zôn pons inticatores de gombra, borgue ze costáron, von fala brá doto múnto. E zê non, dampên!

Após algumas ponderações, acontecimentos, comentários, sobre a edição (Ed. 104, pág. 6 – junho/2016), onde tratamos sobre o Ageísmo termo que foi cunhado em 1969, pelo psicólogo americano Robert Butler, que designa o preconceito que atinge grupos etários, e em especial idosos. Voltamos ao assunto, porque recebemos vários e-mails relatando se tratar de prática comum e recorrente em consultórios, hospitais, postos de saúde. Um desses e-mails relata o seguinte fato: uma senhora, na faixa dos 76 anos foi ao consultório de um especialista, acompanhada de sua filha, munida de exames previamente solicitados pelo profissional, este na faixa dos 60 anos. Após os cumprimentos de praxe, o dr. pergunta à filha, como a mãe está se sentindo, se tomou os remédios prescritos, etc. A filha olha espantada e diz a ele que a pergunta deve ser feita à sua paciente, que é capaz de responder melhor do que ela. E o médico dispara a seguinte frase: “Mas entre vocês duas, você é a mais lúcida!" Não se precisa dizer que a senhora em questão se sentiu afrontada e desrespeitada. Com certeza este profissional está despreparado para tratar de pessoas, sejam de que faixa etária forem. Respeitar a dignidade, a capacidade de ainda

pensar por si próprios é obrigação de todos que lidam com pessoas, mesmo sendo elas idosas. Se não puderem responder, se estão incapazes, aí, sim, pode-se dirigir ao acompanhante, mas é uma prova de boa educação, saber antes se ele/ ela estão inaptos para isso, até por que, em sua grande maioria, são eles que estão pagando a consulta. Não se sabe onde surgiu esta infantilização do idoso, mas não há quem não tenha se deparado com perguntas deste tipo em qualquer ambiente médico: “Como estamos hoje? Dormimos bem? Tomamos nosso café direitinho? Vamos ler o jornalzinho depois? Ou, se dirigindo a um acompanhante: “Ele está com dores, onde? Ele sente falta de ar? Ele está com tosse? Convenhamos, doutor, estas são perguntas simples, diretas e que devem ser feitas diretamente ao paciente, certo? Reveja seus conceitos, converse com seus colegas, talvez cheguem à conclusão, de que nenhum de vocês gostaria de ser ignorado pelo profissional que lhe atende, por seus filhos, seus netos, seja lá quem for. E quando você for consultar, faça lhe respeitar e não admita que o tratem como um incapaz, tendo ainda tanto a viver, a ensinar, a aprender. Doutor, respeite nossos cabelos brancos! Ageísmo também é querer ser bonzinho demais, deixe-nos agir como adultos, ainda que idosos!

CLOSSÁRIO Abága - apaga Áchen - agem Ácqua - água Aguel - aquele Ajáva - achava Áls vêiz - às vezes Azín - assim Bái - pais Bé - pé Borguê - por quê Brotút - produto Brovínha - provinha Cassado - casado Cásto - gasto Chpára - poupar Chuvendúte juventude Cosdáron gostaram Costáron - gostaram Costosso - gostoso

Crúp - grupo Cúrt - curto Dío - tios Dornêra - torneira Dotos - todos Dreis - três Êls - eles Ênje - enche Éron - eram Escás - escasso Féja - fecha Fera - feira Gafé - café Gombrãnto comprando Gomeu - comeu Gõnda - conta Gondinúa - continua Hôche - hoje Inticatores indicadores

Lonche - longe Múits - muitos Múnto - mundo Náze - nasce Páum - árvore Polácha - bolachas Pon - pão Popá - poupar Puta - manteiga Quês - queijo Tía - dia Tinhêro - dinheiro Tís - disse Tízen - dizem Tormí - dormir Turo - duro Ventetôa - vendedor Vita - vida Víta - vida Zapetoria sabedoria

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Veranópolis se torna cidade 'amiga do idoso' O município entra no seleto clube mundial de 320 cidades tidas oficialmente como "amigas dos idosos" pela OMS (Organização Mundial da Saúde). Há 22 anos, o local se tornou um laboratório do envelhecimento. Na época, tinha a maior expectativa de vida ao nascer (77,7 anos), uma década a mais do que no resto do Brasil (que era 67,7 anos e agora chegou aos 75 anos). "A comida dos nonos e nonas é muito saudável. A polenta é assada no fogão à lenha. O milho vem do quintal, o gado e o frango são criados soltos. Muitos fabricam o próprio vinho", relata o geriatra Emílio Moriguchi, precursor dos estudos em Veranópolis e professor na UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e na Unisinos. Agora as pesquisas na cidade estão centradas nas políticas públicas necessárias aos idosos de hoje e do amanhã. A partir delas, algumas ações já foram feitas. Segundo o médico Alexandre Kalache, presidente do Centro Internacional de Longevidade, parceiro no projeto, é preciso rigor acadêmico, comprometimento do poder público, da sociedade civil e do setor privado para que as políticas funcionem. Para ele, várias cidades no país e no mundo se intitulam "amigas do idoso", mas não cumprem os requisitos para isso. "Colocar rampa e corrimão é fácil. Mas é preciso ir além. Ter política de mobilidade, oferecer segurança, acesso aos serviços de saúde e ações para evitar o abuso e a negligência." Para o especialista em envelhecimento, a experiência mostra a importância de a sociedade valorizar os mais velhos.

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MAIOR DE 60 AGOSTO 2016  

Jornal dirigido à Terceira Idade na Grande Porto Alegre

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