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NOVEMBRO de 2017 Ano 11 - Nº 121

CADERNO BICHOS DE ESTIMAÇÃO

INFORMATIVO

CONCURSO FOTOGRÁFICO

ATAPNH - Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Novo Hamburgo

Não deixe de participar do Concurso Fotográfico da Farmácia Veterinária Vida Animal. Além de mostrar seus dotes fotográficos, você ajuda os animaizinhos sem lar.

Página 6 do Caderno Bichos

Páginas 4 e 5

Alzheimer: quando a institucionalização é a única opção

Talvez uma das doenças mais desafiantes para a família e para os profissionais de saúde envolvidos seja a doença de Alzheimer. A complexidade do quadro, a falta de conhecimento e o prolongado tempo de evolução costumam tornar o cuidado desgastante. Estima-se que nas fases mais avançadas, uma pessoa com a doença necessite de quase 470 horas de cuidado por mês, ou seja, quase uma dedicação permanente. Nessa

mesma linha, estatísticas apontam que 40% dos cuidadores entram em depressão. Entre o diagnóstico e o luto final, há uma série de decisões nas quais os familiares e a estrutura familiar são colocados em xeque. Uma pergunta que se tornou frequente nos consultórios: quando transferir um familiar para uma instituição de longa permanência para idosos? Como tomar essa decisão de uma maneira mais adequada?

Esse dilema ainda é considerado novo em nossa sociedade, afinal, tudo que gira em torno do envelhecimento ainda é novidade. Porém, cada vez mais famílias enfrentam a doença de Alzheimer. Estima-se, que pelo menos 1,4 milhão de brasileiros tenha Alzheimer e que, destes, 800 mil ainda não foram diagnosticados. E imagine: esse número pode triplicar nos próximos 30 anos. Sobre o processo de institucionalização, e já para deixá-lo familiarizado com o termo, hoje não nos referimos mais aos lares como asilos, mas como Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPI) – daí o termo institucionalização. Sobre esse processo, temos nas demências o principal motivo que leva famílias a mudar o local de assistência dos idosos. O diagnóstico da doença aumenta em 154 vezes as chances de um idoso viver numa ILPI e, pelo que se percebe, a maioria dos residentes é portador de algum tipo de demência. Então, qual o momento certo para a institucionalização? Como decidir?

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OPINIÃO

Onde foi que nós erramos?

Rechpêct!

Máin Cott, gáda vêiz dên menos rechpêct êndre as bezôa. Em dôtas as área: na famílha, no drapálho, na esgóla, êndre os vissínho. Gáda vêiz maiz gréze as parparitáde guê zê ôve e têcha a chênde te capêlo em pé. É griãns enfrendãndo brofessôa e adé agretíndo. No drãnssito gáda um fáiz a zúa lei. Nos esdazionamênt non resbêidan as vagas te itoso e gaterãnt. Alén tos latrôn. E as lei gáda vêiz máiz prãnda. E a etucazôn dên gáda vêiz menos vérpa... Zên etucazôn o rechpêct vai tessabarezê e um tia dúto vai derminira em uma quéra. Esbéra brá vê, ô melhoa, a chênde chá dá vento ísdo. Os vissínho chá non zôn máiz bárde tá famílha: hôche fássen um festôn e arepêndan os ovíto te guên mora bérdo e non imbórda zê to láto dên uma frau gon Cãnzer, ô um pepessínho, ou velhinho gue não aquenda parúlho e gué tormí ãnts ta meia nôide. Ênjen a gára e tebôis vôn tirichí. E zôn zordúto, núnga agondés náta. Na vertáde, dôtos zê queijan tos gríme e rôpo, máiz um parulhênt dampên é un latrôn. É pên ísdo: êl rópa o dêu zozêgo, o dêu zôno, a dúa páz. Tái, um tia agondés uma drachédia na víta têls e nõn vôn zê tá gônda gue zôn barzêro! Gômo dú vái broipí o dêu filho te pepê um chlúc, zê êl vê du zaínto tás festa pêpado? Du tís brô deu curí brá êl zê guitá e nôn fassê popáche. Máiz guên dên gue zê guitá é dú, borgue êl vai zequí os dêu passo. O essêmblo é o gue nordêia a víta.

CLOSSÁRIO Agondés - acontece Agretíndo agredindo Aquenda - aguenta Arepêndan arrebentam Bárde - parte Barzêro - parceiro Bérdo - perto Bezôa - pessoa Brofessôa professora Broipí - proibir Capêlo - cabelo Chênde - gente Chlúc - gole Cumôia - bom dia Curí - guri Derminira - terminar Drãnssito - trânsito Drapálho - trabalho Dúto - tudo Êndre - entre Ênjen - enchem

Esbéra - espera Frau - mulher Gára - cara Gaterãnt cadeirante Gréze - cresce Griãns - criança Gríme - crime Guitá - cuidar Hôche - hoje Imbórda - importa Itoso - idoso Láto - lado Latrôn - ladrão Máin cott Meu Deus Melhoa - melhor Nordêia - norteia Ôve - ouve Ovíto - ouvidos Parparitáde barbaridade Parulhênt barulhentos

Pêpado - bêbado Pepê - beber Pepessínho bebezinho Popáche - bobagem Prãnda - branda Queijan - queixam Quéra - guerra Rechpêct - respeito Resbêidan respeitam Rôpo - roubo Têcha - deixa Tessabarezê desaparecer Tirichí - dirigir Tormí - dormir Vento - vendo Vérpa - verba Vissínho - vizinho Zaínto - saindo Zequí - seguir Zordúto - sortudo Zozêgo - sossego

Pois o Século XXI não está sendo aquilo que nos falavam lá por 1950: celulares, tablets, computadores, alguns drones e é isto. O que se observa, a frio, é que fora a tecnologia que avançou bastante, as relações humanas, o olho no olho, o abraço, o livro, as brincadeiras infantis, os piqueniques, isto tudo ficou para trás. São lembranças para uns poucos e algo incompreensível para muitos. E cada vez mais. Para quem ainda lembra, a décadas de 50 até o início da de 70 marcaram a vida de muita gente pela camaradagem entre vizinhos. Você não “aprontava” sem que o vizinho te chamasse a atenção e contasse para os seus pais. E a tunda vinha, ah vinha. Alguém odeia seus pais por isto? Duvido. Poucos tinham carro no final dos anos 60 e as idas a bailes e reuniões dançantes eram de ônibus para outras cidades e a pé quando se ia a outro bairro. A volta, nas madrugadas, era sem sobressaltos. Inimaginável hoje, quando não se pode ir até a padaria, três quadras adiante, às 8 da noite, a pé.

500 A.C. o estupro era punido com a morte, hoje é culpa da mulher... Involuímos demasiadamente, pois jamais poderíamos imaginar que uma palmada na bunda de uma criança geraria uma celeuma tal, causando a proibição desta pela Câmara de Deputados do país. Que alunos pré-adolescentes conversam e jogam ao celular durante uma aula. E que se forem advertidos, podem massacrar o professor de pancada. E o pior, que seus pais virão para dar continuidade à barbárie. Ou que ladrões, assassinos, políticos e outros, se locupletam de nossos parcos recursos impunemente. A explicação mais coerente até hoje é que nós tivemos uma educação rígida. Para alguns, rígida demais, no pós guerra. Aí, a geração de nossos filhos, foi beneficiada com abrandamento do rigor, pois não queríamos que eles “sofressem” o que nós sofremos. Então chegamos finalmente à geração de nossos netos e diante do caos que se instala no país, a cada dia mais intenso e perguntamos: onde foi que nós erramos? Erramos, não em dar liberdade aos nossos filhos. Erramos em não dar limites! E continuamos a fazer isto, em relação a quem nos governa. E a sanha deles é ilimitada. Até que a gente tome consciência que errou e tome as rédeas da situação, para que ao menos os nossos bisnetos possam se orgulhar da gente. Gilberto Winter

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GERAL

O mundo paralelo do Palácio do Planalto Paulo André Fernandes Solano Advogado - OAB/RS 56.724

O Senado aprovou, em votação relâmpago, o texto O governo está intensificando as negociações para aprovar a reforma da Previdência com limites, mas o ministro da Fazenda reafirmou que alguns pontos não podem ser mexidos: “Idade mínima, período de transição e unificação do sistema, esses aí são pontos que não tem como evitar.” Já o relator Arthur Maia (PPS-BA) afirmou que “Todas as alterações que estão sendo feitas são na direção, é no sentido de nós preservamos o direito de quem tem menos, acabar com privilégios, para poder salvar a Previdência Social”, disse. E o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse: “Eu acho que talvez, depois do feriado, o ambiente seja melhor do que o ambiente que a gente tem hoje. Hoje é um ambiente difícil”. Otimismo da base! A estratégia do governo para tentar aprovar a reforma da Previdência é permitir a exclusão de mudanças que podem ser encaminhadas depois, por meio de projetos de lei ou medidas provisórias, que precisam de quórum menos qualificado do que as mudanças constitucionais para serem aprovados. Ou seja, a elevação do tempo mínimo de contribuição, os critérios para a concessão da aposentadoria rural, a idade mínima para a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC), o cálculo dos benefícios (aposentadorias e pensões por morte), e alterações na

Previdência dos militares podem ser feitos via projeto de lei ou MP. Uma saída pela tangente do governo! Enquanto isso, o ministro do Trabalho, em pronunciamento nacional, comemorou a entrada em vigor do texto da reforma trabalhista: "Os maiores vencedores são os trabalhadores e todos aqueles que contribuem, com seu esforço e dedicação, para um Brasil melhor, mais próspero e mais justo", disse Ronaldo Nogueira. Provavelmente, o ministro gaúcho esqueceu-se de lembrar que agora o acordado vale mais do que o legislado, o trabalho intermitente poderá reduzir o valor dos ganhos dos trabalhadores, a criação do ‘autônomo exclusivo’ é uma burla ao contrato de trabalho, o ingresso na Justiça do Trabalho ficou muito mais difícil! Ou seja, essa é uma derrota dos trabalhadores! O governo parece parodiar o grande sucesso in-

fantil, ‘As Aventuras de Alice no País das Maravilhas’, onde a menina Alice é transportada para um lugar fantástico com criaturas peculiares e que premia a lógica do absurdo! Temer e seus pares sonham que estão ajudando o Brasil, mas esquecem de que a economia descolou do governo, esquecem de que a nova lei trabalhista entrega mais poder aos grandes empresários, esquecem de que apresentaram uma reforma da previdência sem nenhum cálculo atuarial! Um mundo de sonhos! Ora, Presidente, deixe de ouvir os ‘conselhos da lagarta’, tampouco dê ouvido a ‘história da tartaruga falsa’! Essas passagens fazem parte do conto nonsense! Presidente, volte ao mundo real de 14 milhões de desempregados, das aposentadorias do INSS de valor médio de mil e duzentos reais e da portaria do trabalho escravo! Essa é a realidade! Sem maquiagem e, infelizmente, sem maravilhas!


Setembro

4200

Associados

PALAVRA DO PRESIDENTE Caros amigos Na semana passada pude dar um depoimento a um jornal da cidade, sobre velhice e se sentir velho, ou não. Um estudo apontava que apenas 14% de 2000 pessoas acima de 55 anos tem grandes preocupações com a velhice. O que é bastante animador, pois imaginava que muito mais gente tivesse medo de chegar a uma idade avançada, com todos os problemas que isto pode acarretar. Hoje, felizmente, a realidade dos maiores de 60 é mais animadora: faculdades, associações e comunidades se mobilizam para propiciar uma melhor qualidade de vida, aliada a uma medicina que avançou muito na área da geriatria. Eu era músico e frequentei a noite, consumindo bebida e cigarro, sem maiores preocupações. O que aliás, é comum entre todas as pessoas: pensar que serão jovens e saudáveis para sempre. Não se aprende com conselhos, pois é muito raro alguém que se cuide na juventude pensando na saúde da velhice. A gente aprende porque fica mais velho, mais experiente, mais sábio. E a sabedoria sempre vai nos apontar o que se fez de errado lá atrás. Um dia precisei mudar meu modo de vida. Comecei a frequentar consultórios médicos para exames regulares, pois a prevenção sempre vai ser o melhor remédio. Passei a me exercitar, me alimentar com mais qualidade, curtir o violão, não esquecendo que “lá em cima” tem alguém me cuidando e esperando que eu tome as rédeas de meus atos, visto que este corpo me foi apenas emprestado por um breve período de tempo. Rui Mathias Vice-Presidente

Associada recebendo tratamento de luz pulsada, aqui em nossa sede

No dia 24 de janeiro estaremos participando, na cidade de Feliz, do 12º BAILE ESTADUAL DO APOSENTADO, promovido pela FETAPERGS. O evento acontece na Sociedade Cultural Esportiva Feliz e é comemorativo aos 34 anos da FETAPERGS e ao DIA NACIONAL DO APOSENTADO. Durante o baile, serão escolhidos a Miss e Mister FETAPERGS 2018.

Festa de Encerramento da ATPNH Dia 25 de novembro às 14 horas Grêmio Sindicato dos Funcionários Municipais de Novo Hamburgo Rua General Osório, 923 - Hamburgo Velho Exclusiva para sócios da ATAPNH Obs.: Comida por conta da Associação. Bebidas por conta do associado

DATAS COMEMORATIVAS Aldoli da Silva | Bercino Lorenço | Elsa Ronnin | Francisco Assis da Silva| Francisco Ribeiro | Ignácio José Gomes | Maria Catarina Queiroz | Nahir Brum Tavares | Sueli Demetrio Rosa Nossos sentimentos aos familiares e amigos!

30/11 Dia do Síndico

10/12 Dia do Palhaço

04/12 Dia do Podólogo

13/12 Dia do Pedreiro

09/12 Dia do Fonoaudiólogo

15/12 Dia do Jardineiro


Pedro Nunes da Silva nasceu no dia 7 de março de 1948, em Osório. Com 24 anos veio tentar a vida em Novo Hamburgo. Começou a trabalhar na indústria calçadista e seu primeiro emprego foi na Brasul. Passou por várias empresas, onde trabalhou em diversos setores, vindo a se aposentar como montador de calçados, há 10 anos. Hoje faz parte do Conselho Fiscal da associação. Solteiro, gosta de fazer caminhadas e faz ginástica semanalmente na própria associação. Gosta de encontrar os amigos para um bate-papo, ler jornal e assistir a televisão.

GALERIA DE FOTOS

Passeio do grupo de ginástica da professora Cristiane Dienstmann à Ferrovia do Vinho e epopéia italiana, entre as cidades Bento Gonçalves, Garibalde, Carlos barbosa e Caxias do Sul, no dia 31 de outubro.

Associado, aqui você tem desconto!

A partir de agora, as empresas parceiras - que concedem descontos aos nossos associados - estão identificadas pelo adesivo ao lado. Basta entrar, verificar o preço de tabela e depois solicitar o desconto. Mas não esqueça, você tem de apresentar a carteirinha, que é pessoal e intransferível, ou seja, você não pode emprestar para outra pessoa. O desconto é só para você.

Venha ser nosso parceiro! Empresa Endereço Fone

Cia do Dente – Clínica Odontológica Av. Victor Hugo Kunz, 2759 sl. 2 -Canudos 3580.1125 / 99564.2880 Farmácias Hamburguesa Av. Bento Gonçalves, 2742 e filiais 3584.8100 Laboratório Exame Rua Joaquim Nabuco, 1050 – NH 3582.8935 / 3593-8600 Labus – Laboratório Ultrassonografia Rua Bagé, 134 – esq. Porto União 3066.9087 Matriz Farmacêutica Rua Lima e Silva, 490 3065.1616 Moratti Turismo Rua Joaquim Nabuco, 1044 3594.6355 NAP – Núcleo de Atend. Psicológico Rua Frederico Link 3035.3606 Odontoplan – Clínica Odontológica Av. Bento Gonçalves, 1731 - 112 99916.8973 / 3036.6610 Ortopedia Marcílio Dias Rua Frederico Link 3593.6388 / 3593.6469 PetCenter Store Av. Nicolau Becker, 957, NH 3595.2302 / 9996.98009 Prímus Clínica de Fisioterapia R. Florença, 703 - Canudos, NH 3781.2007 Quíron – Clínica de Quiropraxia R. Augusto Jung, 400 3065.5025 Otoneuro Clínica – Centro Auditivo Rua Gomes Portinho, 714 3527.3873

ASSEMBLEIAS De março a novembro Sempre na última quinta-feira do mês às 14h30min


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COMUNIDADE

Campo Bom Árvore Solidária de Natal Uma árvore de Natal com elementos decorativos foi instalada no saguão do Centro Administrativo de Campo Bom. São 215 bolas coloridas que representam um aluno carente da rede municipal de ensino que fez um pedido ao Papai Noel. Quem retirar uma destas bolas receberá no protocolo geral da Educação o nome da criança e a cartinha dela com o pedido. A bola retirada será substituída por uma estrela com o dizer ‘Mais uma estrela brilhou’. No dia 14 de dezembro, no teatro do CEI, às 16h, os presentes serão entregues pela Prefeitura com a participação do Papai Noel e seus ajudantes.

Dois Irmãos PMDI/RS

Natal dos Anjos começa no dia 24

A 22ª edição do Natal dos Anjos vai encher de fé, alegria e esperança os corações de quem passar por Dois Irmãos, a partir do dia 24 de novembro. Uma das novidades desta edição é a Casa do Papai Noel, localizada ao redor do espelho d’água na Praça do Imigrante, onde haverá atividades para relembrar o Natal de antigamente, do tempo dos pais e avós.

Estância Velha Lançada a campanha de Natal A Campanha do Natal Solidário Sem Fome, acoteceu durante o tradicional baile do Grupo Conviver. A campanha que arrecada alimentos e brinquedos para famílias em situação de vulnerabilidade social, seguirá até o dia 10 de dezembro e terá pontos de coleta em mercados, prédios públicos, entidades, escolas e empresas parceiras.

Novo Hamburgo Feira do Livro A 35ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo acontecerá de 20 a 26 de novembro, na Praça 20 de Setembro, no Centro da cidade. Além de ser o tradicional ponto de encontro para procurar novos livros, a Feira também reunirá importantes nomes da literatura nacional, assim como artistas e o público em geral, com mesas de debates e reflexões, shows musicais, espetáculos teatrais, entre outras atividades e intervenções relacionadas à literatura, arte e cultura.

São Leopoldo Implantada Ouvidoria do SUS

Minicisternas

Pois então! Como havia prometido, vou mostrar como são feitas as Minicisternas e esta é a melhor hora, pois o verão está chegando e com ele, o aumento do consumo de água e sua escassez também. Mas vamos logo ao que interessa. No site da sempresustentável, há um projeto experimental de Aproveitamento da Água de Chuva com a tecnologia da Minicisterna para Residência Urbana, bem detalhado. Com um esquema básico, apresenta também as três partes que compõem a Tecnologia da Minicisterna, que são o Filtro de Água de Chuva Auto-limpante, o Separador de Águas de Chuva e o Reservatório.

Desde o dia 9 de novembro, a população de São Leopoldo conta com mais um canal para se comunicar com a administração: a Ouvidoria do SUS. Através do número 2200.0736, ou presencialmente no andar térreo do Centro Administrativo, os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) podem manifestar reclamações, elogios, sugestões ou críticas. A Ouvidoria terá um funcionário especialmente destacado, mas alocado no mesmo espaço que a Ouvidoria da Prefeitura. Antes da implantação da Ouvidoria SUS, foram realizadas duas formações voltadas para diretores, coordenadores e chefias da área da Saúde. Todos terão acesso a um software para responder demandas e fazer encaminhamentos.

Equipe participa de competição em Tramandaí

O projeto é simples. Pensando bem, é tão simples, que o ideal seria fazer com que toda casa urbana tivesse pelo menos, uma Minicisterna, No dia 9 de novembro, 36 atletas leopolden- pois isso minimizaria o escoamento do alto voluses com mais de 60 anos, embarcaram rumo ao me de água nas redes pluviais durante as chuvas litoral norte, em Tramandaí, para participarem fortes o que ajudaria a evitar alagamento de ruas dos 19º Jogos de Integração das Pessoas Idosas. e calçadas. No evento foram oferecidos as atividades físicas, sociais e culturais para idosos acima de 60 anos. Entre as modalidades programadas houve competição de câmbio, basquete relógio e handebol. Os atletas que participaram, são frequentadores das aulas de câmbio, que ocorrem duas vezes por semana, no Ginásio Municipal, sob coordenação da Secretaria de Integração Social - Direitos Humanos.

Na próxima edição ver o projeto detalhado do filtro auto-limpante. Aguarde! http://www.sempresustentavel.com.br/hidrica/minicisterna/minicisterna.htm


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NOSSOS PARCEIROS

Maribel e Marcelo Fontoura

A Clínica Korpus foi idealizada há 15 anos por Maribel Schmitt Fontoura, fisioterapeuta, e seu marido, Marcelo Eduardo Fontoura, designer, a fim de proporcionar um local que contasse com uma integração de serviços, do bem-estar físico de seus clientes, tratando da dor física ao condicionamento total. Fisioterapeuta desde 1992, Maribel foi professora do curso de Fisioterapia da Universidade Feevale durante 10 anos, quando teve o desejo de ampliar os serviços aos seus pacientes, dando então início ao projeto que foi concretizado por Marcelo. Hoje, a Korpus conta com uma equipe formada por sete fisioterapeutas, dois educadores físicos e com profissionais da Raquel Biesdorf e Criatiane Tischer Nataniel Bastian, Eliane Reisdörfer e Denise Sampaio área médica, nutrição e psicologia, oferecendo os seguintes serviços:  Fisioterapia para todos segmentos da reabilitação: neurologia, traumatologia, reumatologia, respiratória, incontinência urinária, problemas de coluna;  Hidroterapia para pós-operatórios de joelho e quadril, AVC, dores articulares;  RPG - Reeducação Postural Global para a melhora da postura e dores na coluna;  Pilates e também o Pilates clínico, para tratamento de de sintomas de Parkinson e Alzheimer, falta de coordenação, problemas de Andréia e Adriana Furquim Wallace Ferreira Gabriela Pinheiro equilíbrio;  Hidrobike/hidrojump, para um melhor Horário de funcionamento condicionamento físico; Segunda à quinta: Das 7h30 às 12h e das 13h30 às 19:30  Além de acupuntura, massoterapia e cirurgia plástica. A Clínica oferece avaliação gratuita e atenSexta-feira: Das 7h30 às 12h de particular e diversos convênios.


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GERAL

O estresse da institucionalização do idoso Leandro Minozzo CREMERS - 32053

O momento da institucionalização é uma das fases mais difíceis do cuidado. Ocasiona um pico de estresse na família. Pretendo hoje, através de uma tentativa de conversa franca e direta contigo e com suas aflições, orientar sobre o processo de decisão que envolve institucionalizar ou não um familiar com a doença de Alzheimer. Pelos anos de prática médica, tenho para mim que essa decisão é uma das mais difíceis. Ela expõe sentimentos conflitantes, desafia emoções e laços afetivos. Joga muito o emocional contra o racional. Além de representar um marco importante na vida do familiar acometido pela doença. Quero fazer um esforço para ajudar você e sua família a viver esse desafio com a cabeça erguida e sem adoecer. Vamos lá! Vou dividir o assunto de uma forma didática, apontando os principais pontos a serem considerados ou as principais barreiras no processo decisório. No final, faço um apanhando e indico como é minha conduta frente a estes casos. • Começo pelo maior obstáculo a uma tomada de decisão adequada, a FALTA DE CONHECIMENTO sobre o Alzheimer e sobre os cuidados a ele relacionados; • O segundo ponto importante a ser discutido na decisão de se institucionalizar um familiar com Alzheimer é o sentimento de CULPA, muito frequente em cônjuges e filhos; • Sigo apontando mais uma barreira que é o CONTEXTO FAMILIAR. Sabemos que são raros os casos de harmonia, de boa comunicação e de um entendimento coletivo sobre o que é a doença, suas demandas e o que o cuidar pode causar em quem despende maior atenção. Conflitos entre familiares costumam tornar essa decisão mais difícil e, o mais comum, retardar a tomada de atitudes importantes;

• Fundamental também comentar sobre a questão de CUSTOS quando falamos de decidir sobre a institucionalização ou não de um familiar com a doença de Alzheimer. Em muitos casos, manter cuidadores em casa pode ser mais oneroso do que o valor de uma ILPI; • Um ponto que devemos considerar também é a IMAGEM DAS INSTITUIÇÕES, que ainda temos, no senso comum, como sendo locais precários e frios. E, posso dizer, que há sim muitas que são falhas, no entanto, há já, nos últimos cinco anos, um cenário de novas ILPI’s que ajudaram a mudar o paradigma. Destaco que existem leis e resoluções que regulamentam o funcionamento das ILPI’s (como o Estatuto do Idoso, de autoria do meu amigo Senador Paim, e a RDC 283 da ANVISA); • E o que REPRESENTA essa decisão de transferir um familiar para uma instituição, para um lar de idosos? É importante que todos os envolvidos entendam sobre o luto que a institucionalização causará e que cada ser humano lida de uma forma própria; • Trago aqui um ponto interessante para compreensão da situação: quais são os fatores que precipitam a institucionalização? Ou seja, identificar o que faz o papel de gota d'água para que o copo transborde; • Um tema que envolve a institucionalização, mas também todo o cuidado de um familiar com Alzheimer é a TERMINALIDADE. Mesmo não querendo aceitar, sabemos que alguns marcos da doença estão associados ao fim da vida. E nessa fase, a necessidade de cuidados e o desgaste emocional podem ser muito pesados; • E quais são as VANTAGENS em institucionalizar uma pessoa com a Doença de Alzheimer? E quais vantagens de se manter o cuidado no domicílio? Quais os impactos na evolução da doença? • Talvez, um dos aspectos mais relevantes no processo que envolve essa decisão – e me refiro a processo porque não é algo rápido e feito sem

reflexão – é a BALANÇA DA SITUAÇÃO DO CUIDADO. O que é isso? É uma equação que deixa bastante clara a necessidade de se tomar a decisão. Nela, de um lado temos a CAPACIDADE do cuidador principal, ou seja, sua condição de saúde, seu suporte social e afetivo e a presença ou não do estresse do cuidador. No outro lado, temos a CARGA DO CUIDADO. E o que soma nessa carga? A quantidade de cuidado em horas e demanda noturna; a especificidade do cuidado – ou seja, quanto mais dependente o familiar, maior é a carga; e a evolução da doença – pacientes com piora cognitiva muito grande e alterações de comportamento tornam a demanda de cuidado muito maior. Parece até simples compreender essa BALANÇA, no entanto, em alguns contextos familiares percebo que ela não é tão fácil assim. E, por algumas razões, como a falta de amor, um comodismo egoísta, falta de assertividade de quem cuida e sofre. Destaco que, às vezes, até mesmo o estresse do cuidador leva a pessoa a ficar tão confusa que ela não consegue mais se comunicar adequadamente e pedir ajuda.Na decisão de se institucionalizar um familiar, quando a BALANÇA pende mais para a CARGA do que para a CAPACIDADE, algo deve ser feito, antes que fatos graves tomem lugar; • E como fica o TRATAMENTO MÉDICO na situação de institucionalização? Quais estratégias são úteis? A meu ver, é, assim como no momento do diagnóstico e das informações iniciais, uma das situações nas quais o médico mais deve estar presente. A família deve confiar no médico para orientar nessa transição, ele poderá avaliar as respostas do paciente à mudança de residência e propor ajustes. Sobre o tratamento, ele tem como objetivo principal manter a funcionalidade da pessoa acometida pelo Alzheimer e pode ser mantido durante a institucionalização. E ao médico também cabe sugerir estratégias geriátricas nesse momento, como educação em saúde, adequação de medicamentos, suporte, entre outras tantas.

Geni Schneider – 68 anos Para mim, a idade, não tem diferença nenhuma. E u levo a minha vida normalmente. Eu trabalho e continuo fazendo meu serviço e minhas atividades que eu gosto. Um pouco de laser também. A gente precisa se ocupar.

José Carlos - 62 anos Me sinto muito bem com a idade que tenho. Estou aposentado, mas ainda em atividade. A saúde está tranquila, faço exames periódicos e muita dança, principalmente no CTG.

CONTINUA NA PRÓXIMA EDIÇÃO

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jornal dirigido à Terceira Idade na Grande Porto Alegre

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