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Fevereiro de 2017 Ano 10 - Nº 112

GERAL

INFORMATIVO

Atenção às embalagens plásticas Sempre que for adquirir potes, copos, mamadeiras e outras, fique atento à marca de reciclagem no fundo. Ela é uma grande aliada na hora da escolha.

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ATAPNH - Associação dos Trabalhadores Aposentados e Pensionistas de Novo Hamburgo Páginas 4 e 5

O dom de transmitir felicidade através do sorriso

O nosso dia-a-dia está cada vez mais corrido. Acordamos ainda com sono, engolimos um café e saimos apressados para nossos compromissos. Acabamos fazendo isso mecanicamente, todos os dias, a não ser que o caminho que nos leve até estes compromissos passe pela esquina da rua 25 de julho e Joaquim Nabuco, ou José de Alencar, como dizem alguns. Lá, a não ser que o sujeito seja muito rabugento, não tem como não sorrir. Primeiro pelas habilidades de malabarista e depois pela simpatia do palhaço. Petrolino, aos 71 anosw saúda a todos, mesmo quando não ganha uma gorjeta, com um “Bom diaaaa. Vai com Deus”. Não há quem não saia desta sinaleira mais feliz. E, para garantir não só a nossa, mas a felicidade do sr. Palhaço Petrolino, que tal guardar umas moedinhas no console do carro para a ocasião?

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OPINIÃO

Corra que a Polícia vem aí!

O Cólpe tá Brevitêns Cumôia! Eu esgút no nodiziário dôta nôide gue a Brevitêns vai quebrira o Prassíl, gue non dên tinhêro brá bagá dôto múnto, uma vêiz! Máis eu esgutêi máiz umas goissínha, gue me techáron gon a púlca adrás tá orelha e me fisséron benzá melhôa: Gue a abossendatoría barlamendar é 7,5 vêiz maior gue a to Iênésés; Gue dên drínda e zíngo bardito bolític e o orzamênt te 2017 tesdina 819,1 milhôn brá o fundo barditário; Gue a bobulassôn garzerária chá é te 711.463 brêsso, zecúndo o Gonzêlho Nazional te Chustís - CNJ e gue a chênde cásta 2.034,00 brá mandêr gáda brêsso; Gue as embrêssa gue gondrát chóven gômo esdachiário non gondripúen bára o Iênésés; Máiz me barés gue os bolític gue fássen as lei non esgutáron náta tísdo. Zerá gue em Prassília non den develissôn? Gon dúto ísdo, borgue gondinúan tissêndo gue é o zalário tos abossendátos gue vai gueprá o Prassíl? Morêu? Zôn Bêdro abre a bórta to zéu e vê um hôm baráto em zíma tá nuven. O zãnto tís: “Cuntách” e guãnto o hôm ía resbontê, êl zumíu. Logo páten na bórta tinovo e lá dá o mesmo hôm. Zôn Bêdro zecúra o prás têl e tís: “Du dá te princatêra gomíco?” “Non, é gue tôn dendãndo me rezussítira!”

Quando a gente quase acha que já viu tudo em termos de insegurança no país, nos estarrecemos com as notícias vindas do Espírito Santo. Que aliás, não só aquele estado, mas todo o Brasil está carecendo de um contato mais íntimo com o nosso Espírito Santo. O medo, a incerteza e a impotência se instalaram em nossas mentes. Seguidamente ouvimos que a polícia prende e o juiz solta, que são moles com os bandidos. Outra vez, a polícia bateu duro e o juiz foi extremamente severo. Aí, de repente acontece uma greve de policiais e explode uma onda de violência sem igual, uma guerra civil, por assim dizer, com lojas e supermercados fechados e saqueados. E aí nos estarrecemos pela segunda vez: além dos roubos e a matança generalizada cometida por bandidos, a população, aquela mesma que reclama dos roubos e assaltos; aquela que se coloca contra a greve, achando justo um policial enfrentar a morte todos os dias por uma miséria, que leva todo final de mês para sua família; aquela que reclama da inflação e do aumento da gasolina, esta mesma população vira bandida! Rouba e saqueia sem pudor, sem medo. Rouba geladeira, rouba lavadora, rouba cigarros e bebidas. Não rouba comida, não está pensando nos filhos. Por que agem assim, se não eram ladrões? O que se ouviu foi que acabaram entrando junto, pois outros estavam invadindo. Foram junto, como um rebanho sem o pastor, roubar porque os outros estavam roubando. Isto significa que se não tiver polícia, estamos autorizados a roubar? Se não tiver faixa de segurança, podemos passar por cima do pedestre? Se não tiver lixeira, jogamos no chão nossos resíduos? Onde está a educação e o respeito que todos traziam de casa? Que justificativa é esta?

Desde quando os valores de um homem se medem pelo que o seu próximo está fazendo? Se isto fosse uma prática para o lado do bem, este país estaria salvo, pois assim que vissem alguém executando uma boa ação, todos iriam atrás fazer o mesmo. O ruim disto, é que isto só acontece com coisas ruins, com coisas execráveis. E por que chegamos a este ponto, de quase não se ter mais para onde se virar? A resposta é: Onde nós estivemos estes anos todos? Curtindo nossas famílias, nossas festas, o futebol, o carnaval, o fandango, espraiando nossa alegria por viver em um país tão maravilhoso e ensolarado, coisas que qualquer estrangeiro elogia. O que aconteceu nestes anos todos? A classe política se fortaleceu de uma forma assustadora. As leis foram sendo criadas, cada uma beneficiando mais do que a outra, todos aqueles que teoricamente deveriam gerenciar o dinheiro dos nossos impostos. Hoje, se você achar que o salário mais as benesses milionárias que cada um deles ganha e resolver reclamar, vai ouvir o quê? Que está na lei, que a lei permite! E desta forma, hoje um hospital recebe 2 milhões enquanto o fundo partidário destina 819 milhões. Escancarado, assim como centenas de outros gastos. E cada vez mais o dinheiro para reverter ao povo vai minguar mais.

CLOSSÁRIO Bardito - partidos Barés - parece Barlamendar parlamentar Benzá - pensar Bórta - porta Brêsso - preso Brevitêns previdência Cásta - gasta Chóven - jovens Chustís - justiça Cólpe - golpe Cumôia - bom dia Cuntách boa tarde Dendãndo tentando Develissôn televisão Dúto - tudo Embrêssa empresas Esgút - escuto Esgutáron -

escutaram Gáda - cada Garzerária carcerária Goissínha coisinhas Gomíco comigo Gondinúan continuam Gondrát contratam Gondripúen contribuem Guãnto - quando Gueprá - quebrar Hôm - homem Iênésés - inss Ísdo - isto Mandêr - manter Melhôa – melhor Morêu - morreu Náta - nada Nodiziário noticiário

Nôide - noite Páten - batem Prás - braço Princatêra brincadeira Púlca - pulga Quebrira - quebrar Rezussítira ressuscitar Techáron deixaram Têl - dele Tesdina - destina Tís - disse Tísdo - disto Tissêndo - dizendo Zalário - salário Zãnto - santo Zecúndo - segundo Zecúra - segura Zerá - será Zéu - céu Zíma - cima Zôn bêdro São Pedro

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GERAL

REFORMA A JATO Paulo André Fernandes Solano Advogado - OAB/RS 56.724

A comissão especial que irá discutir a reforma da Previdência foi instalada com a presidência do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), um dos aliados mais fiéis do ex-presidente da Câmara e deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Na relatoria, o deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA) afirmou que apresentará o seu plano de trabalho na terça, 14, e antecipou que pretende entregar o seu parecer na segunda quinzena de março. Ambos querem aprovar a proposta na comissão no mês de abril. O relator quer realizar oito audiências públicas, a primeira com o secretário da Previdência, Marcelo Caetano, que foi o principal elaborador da proposta e também um seminário internacional para discutir o tema. Um debate para mensurar o tamanho do rombo real do sistema será realizado com representantes do Tribunal de Contas da União (TCU). Devem ser ouvidas as centrais sindicais, segmento empresarial e setores envolvidos na reforma. Já sobre o teor da reforma, Maia afirmou estar de "coração aberto para ouvir e ser ouvido". Segundo ele, as mudanças nas regras são necessárias, caso contrário a Previdência estará fadada à "falência".

O presidente Marun entende que não serão necessárias as 40 sessões para a tramitação da proposta. “Nossa ideia é que se faça um debate produtivo e eficiente.”, afirmou o parlamentar. Marun ainda disse que a comissão se reunirá no mínimo duas vezes por semana e, se necessário, poderá se reunir todos os dias para debater e votar a reforma da Previdência. Os movimentos dos deputados nos primeiros momentos dos debates sobre a Reforma Previdenciária estão em velocidade acima do habitual. O comum é que projetos de lei e PEC’s aguardem muito tempo para serem analisados pelo Congresso. A reforma política, desde 2015; a reforma tributária, tentada pela última vez em 2008; a reforma do Código de Processo Civil, que tramitou de 2009 à 2015 no Congresso; enfim, alguns exemplos de que a morosidade é o modus operandi, a forma de agir em Brasília. Assim, a pergunta que grita: porque a pressa? A resposta é óbvia: o Governo Federal não quer nenhum debate aprofundado sobre o tema e, como possui a maioria no Legislativo determinará rapidez na aprovação das regras. Qual a saída? O olho no olho dos deputados federais e dos senadores da República demonstrando que a alteração nas regras não pode ser tão drástica como a da PEC 287. Reforma, sim; inviabilizar a concessão de benefícios, não! Estamos atentos!

ATENÇÃO Já ouviu falar em bisfenol-A? Pois essa substância, encontrada em algumas embalagens plásticas (mamadeiras, copos, pratos, brinquedos), tem movido uma caça às bruxas pelas autoridades de saúde. É que ela é capaz de desregular hormônios sexuais e até fomentar alguns tipos de câncer. Não bastassem essas provas, que já justificam o compromisso das indústrias nacionais e estrangeiras de erradicar o componente nos próximos meses, outra suspeita recai sobre ela: a de patrocinar ataques cardíacos, como sugere um trabalho da Universidade de Exeter, na Inglaterra: "Embora o bisfenol-A se mostre, pelas estatísticas, um fator de risco independente, é mais provável que seja um elemento adicional a condições como tabagismo e colesterol alto", diz o epidemiologista David Melzer. O QUE DÁ PARA FAZER ■ Não compre produtos enlatados ou com embalagem plástica danificados ou amassados — isso facilitaria a contaminação do alimento. ■ Quando for comprar copos, pratos ou garrafas de plástico, repare no símbolo de reciclagem estampado na embalagem na parte inferior. Prefira os que não têm os números 3 e 7, que teriam maior concentração de bisfenol-A. ■ Não coloque bebidas ou alimentos muito quentes em recipientes plásticos, nem os leve ao forno ou micro-ondas.


GERAL

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SAÚDE


SAÚDE

“Bom diaaaa. Vai com Deus”

“Eu acho que as pessoas gostam de mim, senão não teriam me ajudado.”

6 | FEVEREIRO DE 2017 | MAIOR DE 60 Cláudio Petrônio Goulart da Silva tem 71 anos e é mais conhecido como o Palhaço Petrolino. Casado, é pai de quatro filhos, tem quatro netos e pode ser encontrado entretendo os motoristas na sinaleira da Joaquim Nabuco com a 25 de Julho. Nascido em Porto Alegre, veio há mais de 20 anos para Novo Hamburgo, onde mora um de seus filhos, assim como seu “Se eu sou amigo e colega de trabalho, o também palhaço Saparin. feliz, eu Desde os sete anos atua transmito como palhaço, aliás, segunesta do ele, traz isto no sangue, pois o pai trabalhava no Cirfelicidade co Sarrasani, um dos maioque eu res que existia lá pelo final tenho.” da década de 1940. Perdeu a conta em quantos circos trabalhou, entre eles o Sulbrasileiro, o Panamericano, o Transcontinental... É um sujeito alegre, com bom astral, não bebe, não fuma, agradece a cada tarde pelo dinheirinho que ganhou e sempre tem uma frase de incentivo ou de gratidão aos motoristas, quer lhe deem uma moeda, ou não. Ele se vira no trabalho, na sinaleira, em festas, onde for convidado. Segundo ele, “aqui na sinaleira eu uso os malabares para ganhar um troco ew ajudar no sustento de casa, mas quando é um evento, aí juntamos alguns colegas e o espetáculo é outro, é uma apresentação circense.” Para contratá-lo, basta falar com ele na esquina das ruas Joaquim Nabuco com 25 de julho, já que não usa celular: “já levaram minha sacola duas vezes...” Para ele não tem mau tempo, a educação e a camaradagem fazem parte de sua vida.


MAIOR DE 60 FEVEREIRO 2017