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NINA, com Jéssica Machado

MEL, com Sandy Oliveira

JUJUBA, com Julia von Frihauf Manera

MELZINHA, com Evandro Amaral

OLAF, com Bruna Campos

NINA, com Cristiane Martins

Janeiro 2015 - Ano 1 - Nº 3 - Distribuição gratuita - Circulação mensal

LUMA, com Maicon Arnhold

COOKIE, com Mariele Raddatz

TÉDI, com Catiane Poleto

LULU, com Yasmin Becker

JOAQUIM, com Daise da Silva

FRANCISCO, com Fabiano da Silva

SALOMÃO, com Dora Luisa Jahn

DARA, com Fernanda e Carla Wingert

CUCA, com Bruna Vivian Corrêa

COSTELINHA, com Daniele Soares

MINTIZS, com Andreia Silveira

CACAU, com Sophia Weinert


PROTETORES

O que é ser um protetor de animais? A eficiência de uma pessoa que trabalha na causa animal não deve ser medida pelo número de animais que esta pessoa possui ou que recolheu, cuidou, esterilizou e doou, mas sim pelo número de pessoas que ela conseguiu fazer com que tomasse esta atitude. Muitas pessoas se julgam protetoras porque salvaram, doaram ou adotaram algumas dezenas de animais que estão em suas casas ou foram doadas. Essa atitude é válida e merece nossa consideração [...] Por outro lado, ao nos sensibilizarmos com o sofrimento de um animal, devemos tomar o cuidado com a atitude de querer salvar todos os animais do mundo, criar uma culpa interna e perpetuar atitudes de tomar o lugar dos outros. Exemplos práticos, simples e reais: Toda vez que seus amigos encontram um problema com animais, o que é que eles fazem? Ligam rapidamente para você, relatam o caso e você sai correndo para ajudá-los. Toda a vez que algum amigo “precisa” se desfazer de um animal, você fica “doido(a)” procurando um novo dono para o mascote antes que ele o jogue na rua. Sempre que algum conhecido deixa sua cadela ter uma cria, você é a pessoa contatada para ajudar nas doações. E, muitas vezes, até paga a esterilização da cadela. Quando um animal adoece, de quem seus amigos lembram? Quando acontece uma tragédia com animais, qual a pessoa que todos vão lembrar de ligar para relatar, nos mínimos detalhes, o acontecido dizendo: “Lembrei de você!” Quantos animais são abandonados na porta de sua casa? Parabéns! Você realmente é uma pessoa solidária, tem muitos amigos e, com certeza, cada vez mais você terá pessoas que vão lembrar de você.

E você? E a sua vida, como está? Sua conta bancária, como anda? Como você dorme à noite com tantos telefonemas que começam com “lembrei de você!”? [...] Nós amamos os animais, mas o primeiro ato de amor é o não-prejuízo. [...] Se você esta “resolvendo” o problema de seus amigos, você esta ajudando muito mais a eles do que aos animais. [...] Ajudar não é fazer as coisas em lugar de outro, e sim permitir que estes se saiam bem sozinhos. Se não, criamos um ciclo vicioso de dependência. Pense bem! Se você pode, seus amigos (ou as pessoas que te ligam) também podem! Se você fizer por eles, está tirando a oportunidade de eles mesmos fazerem o bem [...] E atitude justa não é chamar alguém para tirar o problema da sua frente, mas sim resolvê-lo [...] Antes de amar os animais, você tem que amar a si mesmo(a).

Compaixão, sabedoria, sofrimento e indignação: A compaixão sem sabedoria pode nos tornar apenas ativistas cheios de boa vontade, [...] A nossa atitude de fazer o bem no lugar de outros nos leva a um grande sofrimento, tamanha é a quantidade de problemas que chegam até nós. Sofrimento existe. Ele não depende de nós. [...] Constatá-lo sem a possibilidade de transformá-lo não muda nada. O mesmo acontece com a indignação. Não adianta indignar-se sem uma atitude para a mudança. [...] O amor, a compaixão, o sofrimento e a indignação são sentimentos que podem transformar o mundo para melhor, se usados com sabedoria. Vamos apresentar a situação de outra maneira: [...] Cada vez que um amigo ligar para você pedindo ajuda, aproveite a oportunidade de dizer para ele como fazer o bem. Isso faz bem!

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Bichos de Estimação | Janeiro de 2016

OndaaNH

Também fale a ele o quanto você é feliz podendo dormir tranquilamente por saber que faz a sua parte e como é importante que ele também o faça. Ensine-o a se sair bem sozinho e não faça o bem no lugar dele. Acredite, muitos vão agir e a satisfação por salvar uma vida é algo indescritível. É contagioso. E logo teremos um exército de pessoas agindo na causa animal. Estimule a ação das pessoas boas: Corremos o risco de não agradar algumas pessoas, mas estas são do tipo que derramam uma lágrima e tranquilizam a consciência. São as que acham que o mundo não tem solução e não fazem nada para melhorar. Não fique focado nelas. Leve sua atenção para as pessoas do bem [...] Não se preocupe: 99% das pessoas são boas. O problema é que as pessoas boas estão ficando de braços cruzados. E está na hora de serem estimuladas a agir. Nada como um animal em sofrimento para mobilizar grandes grupos. A maioria fica só no passo da indignação e do sofrimento, mas sempre aparece alguém que toma uma atitude. Tomar uma atitude não é ligar para amigos, para os órgãos públicos, para as protetoras, para o presidente da República. Tomar uma atitude é fazer o que tem que ser feito, mesmo que tenha que gastar nosso tempo e dinheiro. Pense mais: o importante na causa animal é não perder o hábito de pensar. É não perder a esperança e focar nas coisas boas que estão acontecendo. Não estamos mais sós. Muitos foram tocados e estamos em pleno processo do despertar do coração. A boa noticia é: ninguém precisa esperar nem mais um instante para participar desta mudança, basta mudar a si mesmo e, depois, pensar em mudar o mundo. (*) Texto de autoria de Marlene Nascimento, médica veterinária, especialista em Saúde Pública, fundadora e presidente do Clube Amigos dos Animais de Santa Maria RS. Em 2008, a instituição, afiliada à WSPA, foi a vencedora na categoria Bem-Estar Animal, com trabalho desenvolvido pelo Projeto Vida, voltado para a sensibilização e a educação das pessoas para a guarda responsável de animais domésticos. Leia o texto na integra em http://www.portalnossomundo.com/site/mais/artigos/protetor-animais.html


Mantenha a calçada LIMPA!

TEDY, com Gabriela da Silva Heineck

Cartaz da campanha "Cara de Cocô". Foto/ Divulgação

DICAS DE SAÚDE

PÉROLA, com Carine Brandão

Muitas doenças são transmitidas pelas fezes de animais domésticos. Por isso, conscientizar os donos dos pets de que o cocô do seu animal deve ser recolhido é fundamental para garantia da saúde. Manter a higiene nas calçadas é o foco da campanha "Cara de Cocô". Como todo mundo sabe, os donos são os únicos responsáveis pela coleta da sujeirinha de seus cães e o projeto "Cara de Cocô" reflete o momento que fica estampado na cara quando ele não cuida do espaço público. A campanha está na internet desde junho de 2011, com o slogan: "Não seja um cara de cocô, mantenha a calçada limpa!" Os designers que a criaram estão conseguindo mobilizar pessoas de maneira humorada. A página de relacionamento da campanha no Facebook (http://pt-br.facebook.com/fora.cara.de.coco) disponibiliza links para quem deseja utilizar os cartazes e material informativo criado. Para participar é só baixar o arquivo, imprimir o cartaz e colocar o seu protesto perto de lugares onde isso acontece. A campanha que acontece no Rio de Janeiro pede aos donos de cães um cuidado redobrado com as fezes dos seus bichinhos nas ruas, pois elas podem causar doenças. A campanha foi criada pelos cariocas Rodrigo Westin e Ricardo Saint Clair. A ideia é bem humorada, mas trata de um assunto sério. As fezes dos cães podem causar doenças como verminoses, infecções intestinais, que causam diarreias, vômitos e até doenças de pele como bicho do pé e bicho geográfico. Para existir a contaminação é preciso ter contato direto com as fezes do cachorro, porém, as fezes de cães que levamos para casa na sola do sapato, na roda de um carrinho de feira ou de bebê, aumentam as chances de contrair uma doença.

HÁ MUITAS MANEIRAS DE RECOLHER A CACA DO SEU CÃO: Saquinho plástico: use o saquinho como uma luva, recolha as fezes, desvire o saquinho e dê um nó. Compre saquinhos BIODEGRADÁVEIS para não prejudicar a natureza. Folha de jornal: na hora do cão defecar, coloque uma folha embaixo para que as fezes caiam sobre o jornal. Embrulhe bem antes de jogar no lixo. Pazinha: existem pazinhas no mercado para recolher as fezes dos animais e colocá-las dentro do saquinho plástico ou embrulhá-las no jornal. Coletores de fezes: vários modelos e marcas estão à disposição nos pet shops.

PENSE BEM!

As fezes que você deixa de recolher, podem afetar a vida de seu cãozinho, de seu bebê ou a sua mesma. Não vacile,

"NÃO SEJA UM CARA DE COCÔ, MANTENHA A CALÇADA LIMPA!"

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AS ORIGENS

Beagles: origem e história da raça

RUDOLF, com Leandro Mello HOLLY, com Maike Hoch

Os Beagles são uma antiga raça, descrita pelo menos desde o fim do século XV. Este pequeno e simpático cão de caça é considerado o menor dos sabujos da Grã-Bretanha, aparentando um Foxhound em miniatura. É um cão robusto, de construção compacta, que dá a impressão de rusticidade com qualidade. Caçaram lebres durante séculos, mas foram usados contra várias presas em países diferentes do mundo. O pelo do Beagle é impermeável e requer pouco cuidado. Sua pelagem pode ser bicolor ou tricolor, mas nunca totalmente branca. De temperamento equilibrado, não apresentam agressividade, nem timidez. É um cão amável e vigilante. Ele é considerado um cachorro alegre, corajoso e inteligente, fiel aos seus instintos de caçador. Não é dos cães mais obedientes e não é recomendado para donos de primeira viagem, pois educá-lo pode ser um grande desafio. Por possuir muita energia, pode ser barulhento e um pouco cansativo, mas não deixa de ser adorável. São bondosos para as crianças e geralmente muito saudáveis, mas por engordar com muita facilidade, não é difícil ver um Beagle idoso acima do peso nas ruas, por isso não deixem de passear com eles – é muito prazeroso! Junto com o Bulldog, os Beagles são uma das raças mais teimosas. Alguns adestradores dizem que o Beagle é um cão “inadestrável”, pois ele realmente só faz o que quer. Se procurarem um cão de guarda ou de alerta, esqueçam. Provavelmente seu Beagle vai virar a barriga pra cima e pedir carinho para o ladrão.

fansshare

Fonte: Tudo Sobre Cachorros

DIMMY, da Áurea Beck

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Gatos Cálicos CURIOSIDADES

TONI, com Piter Habitzreiter

PRINCESA, com Shelly Feller

Todos já houviram falar que gatas de três cores, também chamados de cálicos, são sempre fêmeas. Isso acotece porque o gene que determina se um gato vai ser preto ou laranja está no cromossomo X e as fêmeas têm dois (XX). Como os machos só têm um X, pois são XY, eles só podem ser ou pretos, ou laranjas. Raros machos podem ter preto e laranja. Isso acontece devido a uma síndrome, chamada Klinefelter, que confere genes XXY. Outros podem ser quimeras – terem se formado com dois embriões – ou serem formados por um mosaico cromossômico – só algumas células são XXY. Enfim, é raríssimo. Já o branco, está em outro cromossomo, totalmente separado. Existindo três tipos de genes diferentes: um gene para manchas brancas (S/s), um gene para gatos brancos (W/w) e um gene para albinismo (C/c). Um gato com gene de pelos pretos e gene de manchas brancas é um gato “frajola” – preto com branco. Uma gata com genes pretos em um X, genes laranjas no outro X e genes de manchas brancas em outro cromossomo é uma gata… tricolor! Agora, tanto um gato com genes pretos e uma gata com genética tricolor serão totalmente brancos se tiverem o gene dominante de pe-

los brancos (W_). Esse gene faz com que o gato tenha pouquíssimos melancócitos, que produzem a cor, então não importa se ele seria laranja ou preto, a cor não será produzida e ele será um gato branco. E tem mais: o gene de albinismo é diferente do gene branco, ele tem a ver com uma enzima chamada tirosinase, que é um elemento fundamental para a produção de cor. Isso faz com que gatos albinos, ou sejam 100% brancos e de olhos rosados, ou siameses. Nos siameses e alguns outros gatos, a enzima que produz cor, depende da temperatura do corpo. Então nas extremidades (patas, rosto, orelhas e rabo) o organismo produz mais cor e a região fica escura. No resto do corpo, que é mais quente, a cor é mais fraca.

Dizem as boas línguas que gatas tricolores trazem boa sorte. Deve ser por isso que foi escolhida, pelos japoneses, para representar O Gato da Sorte Japonês, que na realidade é uma GATA. Maneki Neko é um dos amuletos do Japão mais famosos em todo o mundo. Maneki Neko significa literalmente “gato acenando” e se caracteriza por um gato sentado com uma das patas levantada. A pata levantada seria para atrair sorte, proteção, prosperidade, felicidade e saúde. O gato que serviu de inspiração para este amuleto foi o Bobtail Japonês, uma raça rara e muito antiga, além de ser a única raça considerada nativa do Japão. Janeiro de 2016 | Bichos de Estimação

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Ana Paula Lenz

RALPH, com Simoni Siebel

MEG, com Patrícia Pedrozo

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Bichos de Estimação fazem bem ao coração! COISAS DE CRIANÇA

Os bichinhos ajudam no processo de desenvolvimento, pois levam a criança a exercitar o seu senso de responsabilidade. Donos de cães e gatos vão menos ao médico, garantem os pesquisadores da Universidade de Cambridge, na Inglaterra. E precisam tomar menos remédios, segundo um estudo australiano. Quando ficam doentes, os donos de cães ainda saem do hospital, BETO, com Eduardo Henrich Bueno

em média, dois dias antes que os demais.

FILHOTE, com Matheus Olkoski

a depressão, Os benefícios não

Ter um cão ou um gato ajuda a lidar com fatos da vida, como nascimento, reprodução e morte, além de reforçar a autoestima. Para as crianças, o contato com o animal possibilita o desenvolvimento da disciplina e o sentimento de fidelidade. Quando os pais não estão em casa, um animal doméstico estimula as crianças a desenvolver responsabilidade porque ele precisa de cuidados.

param por aí: os idosos donos de cães e gatos também se tornam mais ativos e sociáveis, garantem cientistas norte-americanos. Independentemente de idade ou personalidade, a troca de afeto puro e simples com o animal já é o bastante para a vida ficar mais leve. As pessoas ficam menos egoístas e agressivas. Como uma terapia ocupacional, o tempo gasto brincando ou cuidando do animal é propício para descarregar as preocupações, aliviar o stress.

THOR, com Nicoly de Ávila Barros

LIZZA, com Danila Galantt

Segundo um estudo na Inglaterra, a companhia de um cão evita o isolamento de pessoas com idade entre 65 e 78 anos, afastando

DIEGO, com Laura Heckler Aquino

Janeiro de 2016 | Bichos de Estimação

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Gostou da nossa galeria? Mande a foto de seu amiguinho para nós. Vamos adorar! E-mail: bichosdeestimacao@outlook.com JULIA, com Cirilo Graeff

LESSIE, com Juliana Freitas da Silva

LILI, com Lovani Backes

ZEUS, com Anaí e Iara Ribas

TONICO, com Fátima dos Santos Gutjahr

SCOOBY, com Amanda Graeff

LILICA, com Sarah e Hannah Futata

PEQUENA, com Alana Carpes Hermes

PUPI, com Diane Menezes

PRINCESA, MEG e MINA, com Marize Welter

LULU, com Maria Eduarda Maurer

BRAYAN e JULIE, com Pâmela Seger

BEL, com Alisson Ayala Alves

BARACK, com Maria Helena Dientsbach

ASTRIX, com Sérgio Oliveira

CACAU, com Rose Lippert

ALVES, com Jeanne Paola Alves

FREDDY, com Júlia Balsemão

Redação e imagens: Gilberto Winter Luiz Pedro Guerreiro Criação e Arte-final: Sandra C. Alcantara E-mail: bichosdeestimacao@outlook.com Facebook: Bichos de Estimação Fone: (51) 8456.4614 Fotos: Arquivos pessoais

BICHOS DE ESTIMAÇÃO | Ano 1 | Nº 3  

Aqui temos a continuação da Revista BICHOS DE ESTIMAÇÃO - que circulou no Vale do Sinos/RS.

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