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íNDICE

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Recursos naturais

Areia, gás hélio e outros 4 recursos que talvez você não saiba que estão acabando

16 IMIGRAçÃO

Nova regra dos EUA pode rejeitar metade dos pedidos de visto de residência

6 Setembro amarelo - mês da prevenção do suicídio

Setembro Amarelo é o mês (de 1 a 30 de setembro) dedicado à prevenção do suicídio. Trata-se de uma campanha que visa conscientizar as pessoas sobre o suicídio, bem como evitar o seu acontecimento. É nesse mês que no dia 10 se comemora o dia mundial de prevenção do suicídio.

18 EducaçÃO

A indisciplina escolar infantil é um dos grandes desafios no universo escolar, tanto para alunos quanto para professores e família. vivermagazine

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Saúde

Cinema

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Economia

Agenda VIVER

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Editorial Outono A estação do outono, também conhecida como "fall", começa tradicionalmente com o feriado do Labor Day (Dia do Trabalho), no início de setembro e se estende até o feriado de Thanksgiving Day, perto do final de novembro. O Dia do Trabalho significa o fim do verão e o fim das férias de três meses para a maioria das crianças da escola. Piscinas em estados do Norte fecham logo após o fim de semana do Dia do Trabalho e os esportes de verão terminam suas atividades.

Dilla Campos Publicadora vivermagazine vivermagazine

EDIÇÃO E PUBLICAÇÃO Edilânia Bento vivermagazine@gmail.com DIREÇÃO DE ARTE / PROJETO GRÁFICO Saulo Oliveira / S2dm.com contact@s2dm.com COLUNISTAS Dilla Campos Maitê Hammound (Psicóloga) Tracie Kincle (Advogada) Fernanda Hottle (Advogada) Daniel Ortiz (Advogado) REVISÃO Eliania Bento COLABORADORES Alex Campos Kamilla Oliveira Consulado Geral do Brasil em Atlanta Cesar Restrepo (Empreendedores Latinos) FOTOGRAFIA Dilla Campos Indy Zanardo Juliana Frary PARA ANUNCIAR 770.953.4250 vivermagazine@gmail.com www.vivermagazine.com

A temporada de outono pode ser bastante agradável na maior parte dos EUA. Nos estados do Norte, normalmente tem dias de sol com noites frescas. As folhas começam a mudar de cor e produzem uma exibição magnífica que encanta a maioria das pessoas. No Sul, significa o fim do calor opressivo do verão e o início de temperaturas mais agradáveis. E assim, encantada por esta estação linda do ano, aqui estamos com mais uma edição da Viver Magazine, onde tentamos mensalmente, trazer a vocês dicas, serviços prestados, produtos oferecidos e assuntos mais relevantes para a nossa comunidade. Nesta edição, estamos muito orgulhosos em falar da menina Olivia Borges, que em matéria de beleza brasileira tem nos representado muito bem. Tire um tempinho e leia um pouco mais sobre a trajetória e as conquistas dessa menina que merece todo o nosso reconhecimento, apoio e carinho. A Campanha “Setembro Amarelo”, que tem como finalidade chamar a atenção para questão do suicídio, algo que vem acontecendo com muito mais frequência todos os anos no mundo inteiro, em 2019 está comovendo muito mais pessoas, se você ainda não teve a oportunidade de conhecer, aproveite para saber mais sobre esse assunto e se possível, aproveite também para se envolver de alguma maneira. Outras matérias relevantes sobre assuntos que podem te interessar, também fazem parte da Viver Setembro, então, leve a sua revista para casa e lá, no conforto do seu lar, nos dê a honra da sua leitura e da sua atenção. Tudo o que fazemos e a maneira que escolhemos o que publicamos é sempre, procurando acertar nos principais temas e necessidades do nosso povo, dos brasileiros que vivem aqui, nos Estados Unidos. Quero desejar a todos um mês de Setembro agradável, espero vocês na próxima edição, se Deus quiser com notícias boas, que possam abençoar você e toda a sua família.

Até a próxima! Dilla Bento

DISTRIBUIÇÃO All Metro Atlanta Area GDL Distribution & Logistics, LLC Phone: (678) 887-2391 Joanita Bonilla

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ALERTA

Setembro amarelo - mês da prevenção do suicídio

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etembro Amarelo é o mês (de 1 a 30 de setembro) dedicado à prevenção do suicídio. Trata-se de uma campanha que visa conscientizar as pessoas sobre o suicídio, bem como evitar o seu acontecimento. É nesse mês que no dia 10 se comemora o dia mundial de prevenção do suicídio. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 32 pessoas se suicidam por dia no Brasil, o que significa que o suicídio mata mais brasileiros do que doenças como a AIDS e o câncer. O assunto é envolto em tabus, por isso, a organização da campanha acredita que falar sobre o mesmo é uma forma de entender quem passa por situações que levem à ideias suicidas, podendo ser ajudadas a partir do momento em que as mesmas são identificadas. As situações que levam a esse fim podem surgir de quadros de depressão, bem como do consumo de drogas. É por isso que “Falar é a melhor solução” é o slogan da campanha, cujos envolvidos na sua organização acreditam que conscientizando as pessoas podem prevenir 9 em cada 10 situações de atos suicidas. Origem do Setembro Amarelo No Brasi, esta campanha teve início somente em 2015, mas, nos Estados Unidos, o Setembro Amarelo começou quando o

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jovem Mike Emme, de 17 anos, cometeu suicídio, em 1994. Mike era um rapaz muito habilidoso e restaurou um automóvel Mustang 68, pintando-o de amarelo. Por conta disso, ficou conhecido como "Mustang Mike". Seus pais e amigos não perceberam que o jovem tinha sérios problemas psicológicos e não conseguiram evitar sua morte. No dia do velório, foi feita uma cesta com muitos cartões decorados com fitas amarelas. Dentro deles tinha a mensagem "Se você precisar, peça ajuda.". A iniciativa foi o estopim para um movimento importante de prevenção ao suicídio, pois os cartões chegaram realmente às mãos de pessoas que precisavam de apoio. Em consequência dessa triste história, foi escolhido como símbolo da luta contra o suicídio, o laço amarelo. No Brasil, o suicídio é considerado um problema de saúde pública e sua ocorrência tem aumentado muito entre jovens. De acordo com números oficiais, 32 brasileiros se matam por dia em média, sendo essa uma taxa maior do que a de vítimas de AIDS e da maioria dos tipos de câncer. De acordo com um relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) de 2014, o Brasil está em oitavo dentre os países com maior número de suicídios, atrás de Índia, China, Estados Unidos, Rússia, Japão, Coreia do Sul e Paquistão. No mundo, o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens de 15 a 29 anos e a sétima causa de morte de crianças entre 10 e 14 anos de idade. A OMS também afirma que o suicídio tem prevenção em 90% dos casos. Entretanto, um estudo brasileiro de Bertolote afirma que 96,8% dos casos de suicídio estão relacionados a transtornos mentais, diagnosticados ou não, tratados incorretamente ou não tratados de maneira alguma. Se pensar em suicídio busque ajuda É importante que as pessoas que estejam passando por momentos de crise busquem ajuda. O ideal é um

acompanhamento psicológico, além do apoio da família e dos amigos. Para isso, é essencial que as pessoas consigam falar sobre o que sentem. Alguns mitos sobre suicídio Segundo o psicólogo paulista Yuri Busin: • “As pessoas, que, ameaçam se matar, estão apenas querendo chamar a atenção”. Falso, pois a pessoa pode sim estar passando por um período difícil de sua vida e estar solicitando ajuda. Toda e qualquer ameaça a de suicídio deve ser levada a sério. • “O suicídio acontece sem aviso”. Falso. Apesar de muitos pensarem ser um ato impulsivo, isso nem sempre é verdade. Muitas pessoas pensam em suicídio constantemente. Além disso, muitos suicidas comunicam seu sofrimento diariamente a outras pessoas. • “O suicídio só acontece com os outros.” Falso. O suicídio pode ocorrer com quaisquer pessoas que estejam em um alto grau de sofrimento. Aqui vale lembrar que o sofrimento independe de dinheiro, classe social, etc… • “Uma pessoa que tentou cometer suicídio uma vez, não voltará a tentar.” Falso. Na verdade, as tentativas de suicídio são um indicador de que o suicídio pode realmente ocorrer. Frases de prevenção ao suicídio “Não desista, vá em frente, sempre há uma chance de você tropeçar em algo maravilhoso.” (Charles F. Kettering) “Enfrente a vida e não desista dela, a vida não pode parar, sempre haverá um sonho para se realizar.” (Amanda Moreira da Silva Dias) “Não desista do amor, não desista de amar, não se entregue à dor, porque ela um dia vai passar…” (Padre Fábio de Melo) vivermagazine.com


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recursos naturais

Areia, gás hélio e outros 4 recursos que talvez você não saiba que estão acabando

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ocê provavelmente já ouviu falar sobre a crescente escassez de água, do petróleo e de abelhas, mas há mais recursos que estão acabando e cujo desaparecimento pode modificar vários aspectos de nossas vidas. Aqui estão seis deles que talvez você não saiba que caminham para um esgotamento. 1. Espaço em órbita Desde 2019, há cerca de 500 mil objetos em órbita ao redor da Terra. Apenas cerca de 2 mil deles são realmente funcionais, satélites que usamos diariamente para comunicações, GPS e para assistir a nossos programas

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favoritos. Os demais são restos de lançamentos de foguetes e colisões passadas de objetos em órbita. O problema é que essa cifra de 500 mil cobre só os objetos que estão sendo ativamente rastreados. E, na medida em que a tecnologia melhora, fica mais fácil introduzir algo em órbita. Não há controle de tráfego aéreo para todos esses objetos que voam sobre o planeta, e ainda não há um sistema para limpar os elementos inúteis que se acumulam na órbita perto da Terra. Com o espaço mais ocupado, aumenta o risco de que os objetos se choquem e causem

Lady Gaga

Foto: 123RF

Cada vez mais, estamos nos dando conta da escassez dos recursos naturais.

danos muito sérios às redes de que necessitamos para que nossos mapas funcionem, nossos telefones se conectem e nossos sistemas de monitoramento do clima funcionem. Ainda não temos uma saída para esse problema, embora soluções estejam sendo buscadas.

2. Areia Estamos usando areia mais rápido do que a natureza pode renovar. Talvez você esteja pensando: como podemos ficar sem areia se temos praias e desertos cheios dela? O fato é que a areia é um dos materiais sólidos mais explorados do mundo e estamos utilizando vivermagazine.com


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Consumimos, na maior parte das vezes, uma variedade chamada Cavendish. Como todas são clones, o maldo-Panamá tem o potencial de se propagar rapidamente através da população das plantações de banana. E já aconteceu antes: na década de 1950, a mesma doença quase acabou com a colheita mundial, o que fez com que produtores mudassem da variedade Gros Michel para a Cavendish. Pesquisadores estão trabalhando para desenvolver novas variedades que sejam resistentes ao fungo e que sejam saborosas.

a areia num ritmo muito mais rápido do que ela pode ser renovada naturalmente, de acordo com a ONU. Demora milhares de anos para que a areia se forme, por meio da erosão. Mas a areia é utilizada diariamente em grande escala na construção, recuperação de terras, filtragem de água e para fazer vidro. A perda da areia ameaça os ecossistemas frágeis. Já existem movimentos que pede a criação de um sistema de monitoramento global para regular nosso uso cada vez maior desse recurso surpreendentemente escasso. 3. Gás hélio Não utilizamos gás hélio só em balões: o hélio é essencial pelo seu uso em equipamentos de exames médicos de imagem. O gás hélio também é um

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recurso finito, extraído das profundezas subterrâneas. Algumas estimativas estabelecem que haverá escassez do gás dentro de 30 a 50 anos. Embora pareça um problema para as festas de aniversário, o que importa é que o hélio tem um uso médico essencial: resfriar os ímãs que permitem que scanners de ressonância magnética funcionem. Os scanners revolucionaram o diagnóstico e o tratamento do câncer e das lesões do cérebro e da medula. 4. Bananas Nossa distopia não tão distante pode ser de uma vida sem bananas. A maioria das bananas que cultivamos atualmente para a venda comercial está ameaçada por um fungo chamado de mal-do-Panamá.

5. Terra agricultável Embora a terra não vá desaparecer do mundo, nós lidamos tão mal com ela que é motivo de preocupação. A camada superficial da terra é a que fica na parte externa, da qual as plantas obtêm a maioria de seus nutrientes vitais. E o Fundo Mundial para a Natureza estima que cerca de metade da camada superior do solo do mundo se perdeu nos últimos 150 anos. O pior é que pode levar até 500 anos para que uma polegada de terra se forme de maneira natural. Acredita-se que a erosão, a agricultura intensiva, o desmatamento e o aquecimento global contribuam para a perda da camada superior do solo, da qual a grande maioria da produção mundial depende. 6. Fósforo À primeira vista, o fósforo provavelmente não parece ter um papel de protagonista em nossa vida diária. Mas não é só biologicamente vital para a estrutura de DNA humano: é também um fertilizante agrícola essencial que não tem um substituto conhecido. Em vez de ser devolvido ao solo de onde vem, o fósforo agora viaja com maior frequência às cidades nos alimentos e termina levado para o mar por meio de nossos sistemas de esgoto. No atual ritmo, as estimativas é de que nossas fontes de fósforo vão durar de 35 a 400 anos. vivermagazine.com


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IMIGRAçÃO

Nova regra dos EUA pode rejeitar metade dos pedidos de visto de residência Com as novas regras, o governo Trump pretende dificultar a entrada e permanência legal de imigrantes com baixa renda nos Estados Unidos

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governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, no mês de Agosto, uma nova regra que pode levar a uma rejeição de residência permanente a centenas de milhares de pessoas por serem pobres demais. A regra, colocada a cargo do principal assessor anti-imigração de Trump, Stephen Miller, entra em vigor em meados de Outubro e rejeitará pedidos de visto temporário ou permanente que não cumprirem padrões de renda ou que estejam sob algum programa de auxílio público, como previdência social, vales-refeição, moradia pública ou Medicaid, o programa de saúde pública para cidadãos de baixa renda. A mudança define que os imigrantes sejam “autossuficientes” ao “não dependerem de recursos públicos para suas necessidades, e que contem com suas próprias capacidades, além dos recursos de familiares, patrocinadores e organizações particulares”, segundo nota publicada pelo governo no Diário Oficial. A mudança marca a mais drástica de todas as políticas anti-imigração da gestão Trump, disseram especialistas. Defensores dos imigrantes criticaram o plano, visto como um esforço para reduzir a imigração legal sem ir ao Congresso para alterar a lei norte-americana. Pelas novas regras, mais da metade de todos os postulantes a vistos de moradia com familiares nos EUA seriam rejeitados, segundo o Instituto de Políticas de Migração, uma organização de pesquisa. Cerca de 800 mil vistos de moradia foram concedidos em 2016. A nova regra é derivada da Lei de Imigração de 1882, que permite que o governo dos EUA

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negue visto para qualquer um que possa se tornar um “fardo público”. Nos últimos anos, autoridades imigratórias definiram postulantes a visto como um fardo público quando parecia provável que eles se tornariam dependentes de ajuda governamental. A maioria dos imigrantes que não residem no país não tem direito aos principais programas de ajuda até obterem vistos de moradia, mas a nova regra publicada pelo Departamento de Segurança Interna amplia a definição de fardo público em vigor para desqualificar mais pessoas. Agora os pedidos de visto terão que mostrar níveis de renda mais elevados para conseguirem aprovação, e a regra amplia em muito a lista de benefícios governamentais que os impediria de obter residência nos EUA.

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EDUCAçÃO

Indisciplina escolar infantil: causas, consequências e como combatê-la A indisciplina escolar infantil é um dos grandes desafios no universo escolar, tanto para alunos quanto para professores e família. Saiba como lidar com ela.

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indisciplina infantil é um dos grandes desafios no ambiente escolar — tanto para os professores, quanto para os próprios alunos e a família. Além de dificultar o processo de aprendizagem, esse tipo de comportamento pode afetar a construção das relações e prejudicar a sociabilização dos alunos. Lidar com a indisciplina, em casa ou em sala de aula, pode ser desafiador, mas não é impossível. Por isso, indicamos alguns pontos importantes para entender as causas e consequências desse problema, bem como para prevenir e lidar com tal questão. Continue a leitura para saber mais! Entendendo a indisciplina escolar infantil na escola

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Qualquer ambiente deve ser preservado por regras que regulamentem o comportamento e a convivência daqueles que nele estão inseridos. Portanto, o descumprimento dessas regras, a desobediência, confusão ou insubordinação, traduzem-se como indisciplina. São várias as causas desse comportamento. Porém, antes de qualquer julgamento, é importante avaliar o contexto do desenvolvimento cognitivo e emocional de cada criança. Dessa forma, torna-se possível compreender melhor por que ela se comporta dessa maneira, além de exercer uma escuta ativa e personalizar o ensino por meio de estratégias pedagógicas que promovem o desenvolvimento dos estudantes de maneira

individualizada — sem, entretanto, deixar de estabelecer limites para os alunos.

Verificando as principais causas do problema Como mencionado, são muitos os aspectos que podem influenciar direta e indiretamente o comportamento dos alunos: • a realidade que a escola apresenta aos seus estudantes; • o ambiente familiar; • a forma como os alunos lidam com as emoções; • o contexto social em que estão inseridos. Dessas causas, vamos destacar aqui 3, que estão diretamente relacionadas ao contexto escolar: vivermagazine.com


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1. Falta de interesse nas aulas

Essa é uma das principais dificuldades da educação escolar. Muito alunos comparecem à aula apenas por obrigação, não se envolvem nas atividades propostas e tornam-se apáticos. Tal desinteresse pode ser porque eles não percebem a utilidade dos conteúdos apresentados ou devido a uma didática monótona do professor — quando ele ensina tudo do mesmo jeito, as aulas são sempre iguais. Com isso, os estudantes ficam entediados, ansiosos e podem facilmente desviar o foco com barulhos, brincadeiras, conversas paralelas etc. Por outro lado, esses comportamentos, mesmo que indisciplinares, podem ser sintomas de um desejo por uma experiência escolar mais estimulante. Nesse caso, é fundamental buscar apoio da instituição para adotar meios mais lúdicos e criativos de ensinar, que mobilizem o interesse dos alunos para os conteúdos ministrados. Já existem vários exemplos de professores que propõem aulas dinâmicas, não só para combater a dificuldade de concentração e engajamento, mas também para aumentar o nível de assimilação dos alunos.

2. Dificuldade de dosar as ações contra a indisciplina infantil

Quando os combinados da aula não são respeitados, cabe ao professor balancear as medidas de conscientização conforme a gravidade das ações. Por exemplo: xingamentos e agressões entre colegas precisam de maior intervenção e cuidado do que comportamentos como usar boné em sala de aula.

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Se o professor trata todas essas ações da mesma maneira, aqueles que praticaram atos mais leves podem se revoltar e responder com um nível de indisciplina ainda maior. O que fazer nesses casos? É recomendável analisar a real gravidade de cada problema e estabelecer critérios e níveis segundo a indisciplina. Lembrese de que a falta de referência na hora de abordá-los pode gerar injustiças ou medidas excessivas. Também é importante destacar que, nessas situações, o docente precisa contar com o apoio dos seus colegas, além da coordenação e direção da escola para lidar melhor com a indisciplina.

3. Violência gerada por violência sofrida

A falta de medidas preventivas ou de conscientização em casos de violência ou bullying pode nutrir um sentimento de injustiça e abandono por parte das crianças e jovens que são alvos dessas ações. Da mesma forma, aqueles que praticam esses atos podem mais facilmente naturalizá-los e repeti-los, gerando um gatilho para a violência generalizada e um círculo vicioso de indisciplina e hostilidade. Para lidar com esse problema, as medidas de conscientização são o caminho mais efetivo. Por meio de atividades que estimulem o senso de cooperação e igualdade, é possível dissolver conflitos. Palestras e ações educativas, com o engajamento da família, podem levar à raiz do problema e apontar as razões que motivam a indisciplina e a violência em uma criança. Por meio da afetividade somada ao empenho em conscientizar os alunos dos desdobramentos que comportamentos dessa natureza podem acarretar na vida de todos, o professor amplia o sentimento de justiça, aumentando a segurança e fortalecendo o convívio harmonioso em sala de aula.

Conhecendo as consequências da indisciplina infantil

Agora que você já conhece 3 das principais causas da

indisciplina infantil escolar e como combatê-las, vale a pena entender melhor quais são as consequências desse comportamento quando prolongado ou não resolvido. Pensando nisso, reunimos 3 efeitos da indisciplina na escola:

1. Queda no rendimento escolar individual - O

primeiro a sofrer com a indisciplina é o próprio aluno. Os conflitos entre professor e estudante passam a ser constantes e a aprendizagem vai ficando comprometida. A criança não consegue mais prestar atenção nas aulas ou pode até começar a faltar e, com isso, as notas caem.

2. Comprometimento da aprendizagem do grupo

- Um aluno indisciplinado geralmente rouba toda a atenção na sala de aula, tirando o foco das outras crianças. Com isso, além dele próprio ter um aprendizado menor, muitos colegas podem passar a ter dificuldade em acompanhar as aulas, o que ainda pode gerar mais indisciplina.

3. Desgaste da relação do professor com os alunos

- Esse tipo de comportamento também impacta na relação entre o docente e os alunos. Os professores encontram cada vez mais dificuldades para exercer seu papel em sala de aula, o que pode gerar estresse, desmotivação e prejudicar seu desempenho.

Combatendo a indisciplina escolar Antes de querer combater a indisciplina, é importante acordar com os alunos quais serão as regras de convivência em sala de aula, a fim de que todos estejam cientes do funcionamento do ambiente, assim como de seu papel no conjunto. A participação das crianças e dos jovens na construção dessas regras é fundamental para que eles se sintam envolvidos e entendam as normas que regem o espaço e as relações nos quais estão inseridos, além da razão de cada umas delas existirem e serem respeitadas. vivermagazine.com


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LIVROS

Aprenda sobre o Brasil através de um gato viajante - Sucheta Rawal lança seu 5º livro Beato vai ao Brasil em outubro de 2019 Culturais Mais Influentes do Mundo", premiada "40 Under 40 - Georgia’s Best and Brightest" duas vezes na Geórgia, e indicada para "Autor do Ano da Geórgia" na categoria de livros infantis. "Beato Goes To" publicado pela Mascot Books, com sede na Virgínia, é apropriado para as idades de 4 a 8 anos e é uma excelente ferramenta de aprendizado internacional. As outras aventuras de Beato incluem Beato vai à Groenlândia com foco no meio ambiente, Beato vai à Israel debatendo sobre a diversidade religiosa, Beato vai à Indonésia sobre animais em extinção e Beato vai ao Japão que fala sobre a importância de respeitar os idosos. O Consulado do Brasil em Atlanta (3500 Lenox Rd NE, # 800, Atlanta) sediará uma festa de lançamento do livro 'Beato Goes To Brazil' na quinta-feira, 26 de setembro de 2019, das 18h30 às 20h30. Haverá um debate sobre o livro ao vivo e autógrafos da própria autora, Sucheta Rawal. O evento é aberto ao público, mas o RSVP é necessário (envie um e-mail para sucheta@beatogoesto.com). Informações sobre o livro www.beatogoesto.com Para marcar uma entrevista, ler, assinar um livro ou obter mais informações sobre o Beato Goes To, entre em contato com: Sucheta Rawal em sucheta@ beatogoesto.com ou atraves do telefone (404) 357-0172.

Beato Goes To Brazil é o quinto volume de uma série de livros infantis que ensina as crianças sobre o mundo. No Brasil, Beato viaja com Amanda Villa-Lobos (carioca) para conhecer as florestas tropicais da Amazônia, o famoso Carnaval do Rio, a diversidade das pessoas que compõem o Brasil e os diferentes tipos de esporte que os brasilieros praticam. As ilustrações coloridas do livro são baseadas nas viagens da autora ao Brasil, e os personagens são brasileiros autênticos, que vivem em Atlanta, incluindo a famosa dançarina brasileira de samba, Andrea Moreira.

Beato Goes to Brazil está registrada na American Wholesale Book Company, na Baker & Taylor, na Follett Library Resources, e na Ingram, e está disponível on-line com os seguintes revendedores: Amazon.com BAM Books-A-Million Barnes & Noble Mascot Books

A autora, Sucheta Rawal, sediada nos Estados Unidos, é uma premiada escritora de viagens e culinária. Como fundadora da organização sem fins lucrativos Go Eat Give, a missão pessoal da Sucheta é aumentar a conscientização cultural e de diversidade de diferentes países entre adultos e crianças. Originária da Índia, Sucheta viajou para mais de 90 países. Ela é escritora freelancer em várias publicações, incluindo CNN, Travel + Leisure e The Huffington Post. Sucheta foi nomeada como "Um dos Cinco Blogueiros

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SAúDE

As novidades que têm revolucionado a luta contra o câncer Foi em julho de 2016 que a advogada Suzane de Castro, de 60 anos, descobriu que estava com câncer. Por conta de uma tosse persistente, ela procurou um pneumologista, e já no primeiro exame apareceu um tumor de sete centímetros no pulmão direito.

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passo seguinte foi a realização de um teste mais específico, o pet scam (tomografia computadorizada por emissão de pósitrons), e nele foi constatado metástase, quando a doença se espalha para outras partes. "Nesse ponto, a cirurgia já não era mais uma opção para o meu caso. A médica, a doutora Andrea Kazumi Shimada, oncologista do Hospital Sírio Libanês, indicou inicialmente quimioterapia. Fiz durante cinco meses, de julho a dezembro, mas o efeito não foi o esperado. Em janeiro de 2017, ela optou por mudar o tratamento, para a imunoterapia", recorda. Após um ano e meio fazendo o procedimento a cada 21 dias, os exames da advogada mostraram que os pequenos tumores de metástase haviam sumido e que o tumor principal tinha diminuído para quase um terço do tamanho. Em julho de 2018, ela retirou metade do pulmão. Hoje, continua fazendo acompanhamento. "Câncer é como uma doença crônica, precisa de controle 28

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e vigilância. Mas depois da imunoterapia posso levar uma vida absolutamente normal. Trabalho, passeio, viajo... ter esse diagnóstico não é uma sentença de morte", pondera.

Imunoterapia

O tratamento do câncer atingiu marcos importantes desde a chegada da quimioterapia, na década de 1940, porém, nos últimos anos, houve um grande salto tecnológico e muitas novidades surgiram, como a imunoterapia a que Suzane se submeteu. Angélica Dimantas, diretora médica da Bristol-Myers Squibb (BMS), biofarmacêutica que desenvolve pesquisas e drogas imuno-oncológicas, explica que esse procedimento utiliza o próprio sistema imunológico humano para combater a enfermidade. "São medicamentos que, ao invés de mirar o câncer, focam no paciente e na defesa do organismo, para que ela detecte as células tumorais e as combata. Acreditamos que até 2025,

2030, 70% dos casos da doença, em algum momento, serão tratamos a base de imunoterapia", informa. O mecanismo de atuação do procedimento parte da premissa de que o desenvolvimento de um câncer promove uma redução da atividade do sistema imunológico, uma vez que as células tumorais não são reconhecidas por ele e começam a crescer de forma descontrolada. Para superar isso, pesquisadores descobriram maneiras de reverter o processo, ou seja, ajudar o sistema imunológico a reconhecer as células tumorais e, ao mesmo tempo, aumentar sua resposta, causando a morte das "invasoras". Gelcio Mendes, oncologista e coordenador de Assistência do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), comenta que a estratégia, reconhecida com o Prêmio Nobel de Medicina em 2018 - conquistado pelos imunologistas James P. Allison, dos Estados Unidos, e Tasuku Honjo, do Japão -, vem sendo exitosa, sobretudo no câncer de vivermagazine.com


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pele melanoma, mas também no de pulmão, rim, bexiga, cabeça e pescoço e em alguns linfomas. "É um procedimento que se aplica, na maioria das vezes, em pacientes com metástase", pontua o médico. "Ainda não falamos em cura da doença, mas, com ele, conseguimos melhorar a qualidade de vida e aumentar a sobrevida." Na área da imonoterapia, uma das principais novidades é a junção de duas drogas para estimular ainda mais o sistema de defesa - até pouco tempo, usava-se apenas uma por vez. No Brasil, inclusive, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou há alguns meses o uso combinado dos medicamentos nivolumabe e ipilimumabe, ampliando as possibilidades de tratamento para todos os tipos e estágios do melanoma. "Outras combinações, para outros tipos de câncer, estão sendo pesquisadas e testadas, e em breve serão lançadas no mercado", diz Angélica, da BMS. Por causa do alto custo, são raras as opções de imunoterapia na rede pública e na maioria das vezes os pacientes precisam recorrer aos hospitais privados. Porém, existem alguns centros de pesquisas clínicas que podem ser uma boa opção para os pacientes sem convênio.

sistema imune ataque e elimine as células tumorais", diz Tatiana Castello Branco, diretora médica da empresa no Brasil. Um estudo apresentado pela Amgen neste ano, no 24º congresso da Associação Europeia de Hematologia (EHA), realizado na Holanda, constatou que a sobrevida de adultos portadores de leucemia linfoblástica aguda (LLA) com doença residual mínima (DRM) pacientes que ainda apresentam uma quantidade baixa da doença mesmo após tratamento com quimioterapia - foi de 36,5 meses quando tratados com a nova terapia. Para Hamerschlak, esse resultado representa um avanço no combate à doença. "A LLA é o câncer hematológico mais comum em crianças, e para esse perfil de pacientes apresenta alto índice de cura, mas em adultos o prognóstico era muito ruim há alguns anos, já que o tratamento com quimioterapia não conseguia uma resposta completa na maioria dos casos. Ele deixava um residual de células doentes que causavam recidivas ainda mais agressivas, até mesmo em pacientes com transplante de medula óssea", diz. No Brasil, o tratamento com anticorpos monoclonais biespecíficos é oferecido apenas na rede privada de saúde.

Anticorpos

Terapia celular

Outra notícia positiva na luta contra o câncer, inicialmente para as leucemias, são os tratamentos com anticorpos monoclonais biespecíficos. "Eles possibilitam que haja uma ligação a um alvo determinado nas células tumorais e a célula de defesa (linfócito T), destruindo o tumor. São extremamente efetivos", explica Nelson Hamerschlak, coordenador de Hematologia do Hospital Israelita Albert Einstein. Nessa linha, a biofarmacêutica Amgen desenvolveu a tecnologia T BiTE, que, assim como a imunoterapia, ajuda o sistema imunológico a atacar as células cancerígenas. "Essa técnica possibilita a ligação do anticorpo a dois tipos diferentes de células ao mesmo tempo. De um lado, a uma célula do sistema imune do paciente (linfócito T) e, do outro, a uma célula tumoral que precisa ser combatida. Essa ligação ativa e estimula a produção de mais linfócitos T e, com isso, o medicamento faz com que o próprio 30

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Outro capítulo recente no combate aos cânceres hematológicos é a terapia celular, em especial a modalidade CAR T-Cells (sigla em inglês para "receptor de antígeno quimérico de células T"), que utiliza células modificadas do próprio sistema imune do paciente. De acordo com Angélica, da BMS, ela funciona assim: as células linfócitos T são extraídas do sangue do enfermo e reprogramadas geneticamente em laboratório para reconhecerem as células cancerosas; depois, são reintroduzidos na pessoa para combater a patologia. "Este é um tratamento totalmente individualizado e promissor, tem tido resultados impressionantes. Ainda não está disponível no Brasil, e mesmo nos Estados Unidos e na Europa é muito restrito, mas acreditamos que será o futuro na luta contra o câncer", afirma a especialista. Aprovada nos Estados Unidos em 2017, pelo Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador com atuação semelhante

a Anvisa, a técnica é utilizada por enquanto nos casos de LLA e linfoma não-Hodgkin difuso de células B.

Radioterapia

Mesmo a radioterapia, um dos tratamentos mais tradicionais na luta contra o câncer, tem novidades. Rodrigo Munhoz, oncologista clínico especialista em melanoma, tumores cutâneos e sarcomas do Hospital Sírio Libanês e do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), destaca a ultra-hipofracionada. "Nela, são aplicadas altas doses de radiação de forma mais certeira sobre o tumor. Essa técnica, além de eficaz, é mais segura, pois diminui o risco de matar as células saudáveis e permite diminuir o número de sessões", afirma o médico. A abordagem é adotada no combate a certos tipos de câncer, em especial o de pulmão. No ano passado, alguns hospitais brasileiros, como o Sírio Libanês, também passaram a utilizá-la nos de próstata.

Números do câncer

Um em cada cinco homens e uma em cada seis mulheres em todo o mundo desenvolvem câncer durante a vida, e um em cada oito homens e uma em cada 11 mulheres morrem em decorrência da doença. Esses dados fazem parte do estudo Globocan 2018, da Agência Internacional para Pesquisa sobre Câncer (IARC, na sigla em inglês). No Brasil, pelas projeções do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), serão registrados, até o final de 2019, 582.590 novos casos de enfermidade, sendo 282.450 em homens e 300.140 em mulheres. O tipo mais prevalente em ambos os sexos deve ser o de pele não melanoma, um tipo de tumor menos letal, com 165.580 casos novos. Excetuando-se ele, as maiores incidências previstas entre as mulheres serão de cânceres de mama (59.700), colorretal (18.980), colo do útero (16.370), pulmão (12.530), glândula tireoide (8.040), estômago (7.740), corpo do útero (6.600), ovário (6.150), sistema nervoso central (5.510) e leucemias (4.860). Para os homens, os mais incidentes serão os de próstata (68.220), pulmão (18.740), colorretal (17.380), estômago (13.540), cavidade oral (11.200), esôfago (8.240), bexiga (6.690), laringe (6.390), leucemias (5.940) e sistema nervoso central (5.810). vivermagazine.com


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Economia

Por que alguns estudiosos dizem que o capitalismo como conhecemos está chegando ao fim É um grande alerta a governos e economistas: estamos em meio a uma transformação do modelo econômico cujo pano de fundo é o esgotamento dos recursos e as mudanças climáticas. De alguma maneira, estamos assistindo ao fim do capitalismo como o conhecemos.

E

ssa é a conclusão de um grupo de especialistas finlandeses em um estudo pedido pela Organização das Nações Unidas (ONU) para contextualizar seu relatório mundial sobre desenvolvimento sustentável. "O capitalismo como o conhecemos depende de energia barata. E esse é o motor ou facilitador do crescimento que vimos nos últimos 100, 150 ou 200 anos, basicamente", explica o economista Paavo Järvensivu, integrante do centro de pesquisas finlandês BIOS e um dos autores do estudo. Agora, diz ele, estamos entrando em outra etapa. "A era da energia barata está chegando ao fim, e, se não tivermos essa energia barata, já não poderemos ter esse tipo de capitalismo."

Um momento de transição

Por causa das mudanças climáticas, pela primeira vez na história da humanidade as economias estão tendo que recorrer a fontes de energia menos eficientes que requerem "mais esforço e não menos" para serem produzidas, afirmam os cientistas no estudo. "É preciso um grande esforço para cortar nossa dependência dos combustíveis fósseis", diz Järvensivu. O informe da BIOS sinaliza que a dimensão energética da economia tem sido ignorada quase por 34

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completo em muitos países ricos. Os governantes seguem pensando que podem mitigar o efeito das mudanças climáticas e se adaptar com o sistema existente. Segundo ele, muitos governos simplesmente mudam "um pouco as regras", introduzindo, por exemplo, "modestos" impostos sobre o carbono, a fim de desincentivar a emissão de poluentes. Mas para Järvensivu e seus colegas do BIOS, o mercado já não é suficiente para proporcionar soluções, e os Estados devem assumir o papel de protagonistas. Outros grupos de cientistas e de estudiosos ambientalistas concordam que há necessidade de um compromisso político mais profundo. Grande parte do problema, segundo o estudo do BIOS, é que as teorias econômicas dominantes hoje foram desenvolvidas na era da abundância energética e, portanto, as políticas econômicas relacionadas a elas se baseiam no pressuposto de crescimento energético. Portanto, "tais teorias e modelos são inadequados para explicar o momento atual".

Reconstrução ecológica

Para explicar as exigências desse novo modelo econômico, Järvensivu recorre a um momento histórico. "No período após a Segunda Guerra Mundial, as sociedades reconstruíram suas infraestruturas e práticas; agora, precisamos de algo similar para que nossas economias e práticas possam funcionar sem combustíveis fósseis." E, como naquela época, não há muito tempo para conseguir isso. "Temos entre 15 e 30 anos para reconstruir a infraestrutura. Se o que queremos é manter as condições para a vida humana, o objetivo já não pode ser um 'crescimento abstrato do PIB (Produto Interno Bruto)'", diz o economista. "Temos que começar a ver quais são as tarefas concretas - por exemplo, como vamos reconstruir nossos sistemas de energia e de transporte. E os governos devem descobrir como organizar a economia

para cumprir essas metas." Segundo o estudo, é necessário transformar as formas como produzimos e consumimos energia, transporte, alimentos e moradia. "O resultado deve ser uma produção e um consumo com oportunidades decentes para uma boa vida, que ao mesmo tempo reduzam drasticamente a carga sobre os ecossistemas naturais." Por exemplo, de acordo com esse grupo de estudiosos, as cidades deverão ter um sistema de transporte majoritariamente elétrico. Em relação à forma como produzimos e consumimos alimentos, o estudo diz que devemos "caminhar em direção a uma dieta baseada em plantas".

'Algo diferente'

Para Järvensivu e seus colegas, os Estados e governos são os únicos atores "com legitimidade e capacidade" para tocar essa série de mudanças, porque "obviamente isso precisa de algum tipo de planejamento e coordenação e também um financiamento que não estamos vendo agora". De qualquer forma, se considerarmos a maior potência econômica do mundo, os Estados Unidos, o governo de Donald Trump não só não está destinando recursos para concretizar essa transição e reconstrução ecológica como está insistindo em formas de energia altamente poluentes, como a indústria de carbono. Em algumas ocasiões, inclusive colocou em xeque a existência das mudanças climáticas. O economista considera que a chegada desses tipos de governos ao poder, que negam os efeitos das mudanças climáticas, se deve, em parte, ao fato de os "partidos progressistas não terem proporcionado respostas suficientemente boas para resolver os problemas de desigualdade e ambientais". "Portanto, houve mais espaço para movimentos populistas que oferecem soluções fáceis — e que, na realidade, não são soluções." vivermagazine.com


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Cinema

Linda Ronstadt: The Sound of My Voice Estreia: dia 6 Gênero: Documentário Classificação: PG-13

Chhichhore Estreia: dia 6 Gênero: Comédia, Drama Classificação: PG-13

Ms. Purple Estreia: dia 6 Gênero: Drama Classificação: PG-13

Rapid Response Estreia: dia 6 Gênero: Documentário Classificação: PG-13

Blink of an Eye Estreia: dia 6 Gênero: Documentário Classificação: PG-13

Edie Estreia: dia 6 Gênero: Drama Classificação: PG-13

Night Hunter Estreia: dia 6 Gênero: Ação, Suspense Classificação: R

Mr. Klein Estreia: dia 6 Gênero: Crime, Drama, Mistério, Suspense, Guerra Classificação: R

The Goldfinch Estreia: dia 16 Gênero: Drama Classificação: R

Freaks Estreia: dia 16 Gênero: Ficção Científica, Drama, Suspense Classificação: R

Downton Abbey Estreia: dia 20 Gênero: Drama Classificação: PG

Rambo: Last Blood Estreia: dia 20 Gênero: Ação, Aventura Classificação: R

Ad Astra Estreia: dia 20 Gênero: Aventura, Drama, Mistério, Ficção Científica Classificação: PG-13

Diego Maradona Estreia: dia 20 Gênero: Documentário, Biografia Classificação: PG

Midnight Traveler Estreia: dia 20 Gênero: Documentário Classificação: PG-13

Abominable Estreia: dia 27 Gênero: Animação, Aventura, Comédia, Família Classificação: PG

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Agenda De 10 out a 8 dez

12 e 13

CIRQUE DU SOLEIL VOLTA Atlantic Station 231 18th Street NW Atlanta, GA 30363 www.cirquedusoleil.com

24 set a 27 out

28 Set a 3 nov

HEY WILLY, SEE THE PYRAMIDS Alliance Theatre 1280 Peachtree St NE Atlanta, GA 30309

21

MUSIC FOR THE VERY YOUNG: MRS. PURPLE PIZZICATO Woodruff Arts Center Memorial Arts Building 1280 Peachtree Street NE Atlanta, GA 3030

14 e 15

ATLANTA UNITED FC VS SAN JOSE EARTHQUAKES Mercedes-Benz Stadium 1 AMB Dr NW Atlanta, GA 30313 www.atlutd.com/schedule

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FALL FESTIVAL ON PONCE Olmsted Linear Park 1451 Ponce de Leon Avenue, N.E. Atlanta, GA 30307 www.festivalonponce.com

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14TH ANNUAL ATLANTA ARAB FESTIVAL Alif Institute 3288 Marjan Drive Atlanta, GA 30340 www.alifinstitute.org

Até 10 de NOV MEGABUGS Stone Mountain Park 1000 Robert E. Lee Drive Stone Mountain, GA 30083 www.stonemountainpark.com

22 PUMPKIN FESTIVAL Stone Mountain Park 1000 Robert E. Lee Drive Stone Mountain, GA 30083 www.stonemountainpark.com

14 KEEPER FOR A DAY: BIRDS AND REPTILES Zoo Atlanta 800 Cherokee Ave SE Atlanta, GA 30315 www.zooatlanta.org

Até 27 Out IMAGINARY WORLDS: ALICE'S WONDERLAND Atlanta Botanical Garden, Inc. 1345 Piedmont Avenue, N.E. Atlanta, GA 30309 www.atlantabg.org

14 ATLANTA UNITED FC VS. COLUMBUS CREW SC Mercedes-Benz Stadium 1 AMB Dr NW Atlanta, GA 30313 www.atlutd.com/schedule

25 a 29 DISNEY ON ICE State Farm Arena 1 State Farm Dr Atlanta, GA 30303 www.statefarmarena.com

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