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vivermagazine.com

CONTEÚDO

outubro/2017

comportamento

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CAPA

Pais – Deixem Seus Filhos Brincar!

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Conheça Maria Luzia Carmo – B r a s i l e i r a , G u e r r e i r a , Tr i a t l e t a !

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Sa ú d e

Legal

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COMPORTAMENTO A dependência química começa em casa

V arie d a d e s

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TECNOLOGIA Os riscos de manter o celular conectado ao Bluetooth

cinema

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A n u ncia d a s nova s regra s para “ A ltera ç ã o d e Stat u s ”

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d i s t ú r b io Assédio moral – Você sabe o que é?

agen d a


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Dilla campos

créditos

Aqui estamos, em pleno mês de outubro, agora é para valer, vamos nos preparar para as festas de fim de ano. Nos meses de Outubro, Novembro e Dezembro não tem jeito, o clima é totalmente de festa. Um corre corre para comprar as coisas para o Halloween, depois o Thanksgiving, (um Black Friday no meio) e enfim, o Natal. Quem mais se diverte nestes dias coloridos, cheios de brilhos, enfeites e criatividade são as nossas crianças. E no fundo, este é o verdadeiro motivo de tanto esforço por parte dos pais, agradar as crianças, motivá-las a exercitar a criatividade, o amor pela família, a satisfação de estar juntos celebrando, confraternizando e... brincando. Esta é a palavra que mais combina com criança. Toda criança deveria ter o seu direito de brincar garantido pelas leis dos homens e também divinas. Todas as crianças do mundo deveriam ser protegidas e amadas pelos seus familiares, amigos, mestres e até estranhos. Mas a realidade nos joga um balde de agua fria, basta olhar a nossa volta e logo entendemos que não é bem assim. Infelizmente, muitas crianças nem se quer conhece um brinquedo de verdade. Destes que ficam encostados pelos cantos das nossas casas e que nossos filhos provavelmente só brincaram umas duas ou três vezes. Ver crianças fora das escolas, carregando peso, trabalhando duro, com o semblante cansado e sofrido muito antes de completar 10 anos de idade é muito comum, basta ligar a tv, procurar na internet ou simplesmente, abrir os olhos.

EDIÇÃO e PUBLICAÇÃO Dilla Campos vivermagazine@gmail.com DireçÃO de arte projeto gráfico Saulo Oliveira S2dm.com contact@s2dm.com COLUNISTAS Dilla Campos Maitê Hammound (Psicóloga) Tracie Kincle (Advogada) Fernanda Hottle (Advogada) Daniel Ortiz (Advogado)

O mês de outubro traz muitas reflexões, entre elas, celebramos o dia das crianças e por isto, eu gostaria de pedir a vocês papais e mamães, “Deixem os seus filhos brincarem”, deixem os seus filhos serem crianças, pois o tempo passa e logo, terão que se preocupar com a sobrevivência e com os problemas de uma vida adulta. Outubro nos chama a atenção também, para o Câncer, não só o de mama, mas de forma em geral. Talvez você, assim como eu, jamais tenha vivido em um tempo onde fosse tão comum ver amigos e/ou familiares lutando contra algum tipo de câncer. E é por isto, que precisamos estar atentos aos primeiros sinais. Observar, sentir, tocar o no nosso corpo, provar a sensibilidade da pele com uma pinta ou uma pequena mancha. Precisamos nos adiantar e travar uma guerra dura contra esta doença o quanto mais precocemente possível. Eu o convido a refletir, a falar sobre estes assuntos em casa, convido você a cuidar do seu companheiro ou companheira, incentivando-o a fazer exames periódicos, buscando juntos esclarecimentos e informações, pois a maneira mais rápida e fácil de perder uma guerra, é subestimar ou ignorar o inimigo. Convido você a participar da vida das pessoas que você ama, brinque com os seus filhos, agrade, felicite, elogie e ame a sua família, pois ninguém no mundo se importa com você, quanto eles. Te desejo uma excelente leitura, até a próxima!

Dilla Campos Publicadora

REVISÃO Eliania Bento COLABORADORES Kamilla Oliveira Alex Campos Consulado Geral do Brasil em Atlanta Cesar Restrepo (Empreendedores Latinos) FOTOGRAFIA Dilla Campos Indy Zanardo Alcides Notaro Juliana Frary para anunciar

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Pais – Deixem Seus Filhos Brincar! Propiciar e estimular brincadeiras na infância é o maior legado que podemos deixar para as futuras gerações. Criança que não brinca terá dificuldade para decodificar o mundo.

Brincar é coisa séria. É sério por que é na brincadeira que a criança desenvolve habilidades motoras e cognitivas, exercita a criatividade e a imaginação, vivencia sentimentos como vitória e frustração, raiva e alegria, posse e perda. É quando ela se conecta a outros seres - reais ou imaginários – e com quem divide emoções, narrativas e aventuras. É quando a criança se entrega ao prazer genuíno. A brincadeira não é só estruturante do sujeito, mas é também o momento em que a criança se entrega ao espontâneo para fazer o seu trabalho: entender o mundo. O conhecimento sobre a importância do brincar para o desenvolvimento humano é de quase um século e a cultura lúdica sempre acompanhou a humanidade. Infelizmente, há uma alienação dessa informação. As famílias, muito preocupadas em educar para o futuro e o sucesso profissional, enchem o dia das crianças com atividades extracurriculares. Algumas preferem meninos e meninas quietos e seguros em frente às telas e há ainda aquelas que não conseguem

entender como é possível gavetas cheias de brinquedos e crianças entediadas. Brincar prescinde tempo. “É curioso observar pais, mães, escolas e creches estipulando a ‘hora do brincar’ e determinando o início e o fim. ‘Acaba’ a brincadeira e os adultos querem arrumar “aquela bagunça”. Não é bagunça. Não se cria sem tirar as coisas do lugar. Muitas vezes a criança não brinca com determinado brinquedo porque ele está lá, guardado no armário ‘bem arrumadinho’ e que impossibilita a brincadeira. O espaço da brincadeira tem que funcionar para estimular o brincar. Se ele é restritivo, ele impede a criação”, afirma a doutora em psicologia do desenvolvimento humano e professora da Faculdade de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUCMinas), Paula de Souza Birchal. A brincadeira é a linguagem da criança. E o brincar é a linguagem do espontâneo. O que de melhor podemos fazer para meninos e meninas é propiciar a eles tempo, espaço e liberdade para se VIVER

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entregarem ao prazer genuíno da brincadeira. E confiar. As crianças são as maiores especialistas do brincar. Em muitos casos, brincar ainda é visto como perda de tempo. A diretora pedagógica de um centro de educação infantil em Contagem, Renata Azeredo Silva Amaral relata a dificuldade que é, na prática, as famílias compreenderem a importância do brincar para as crianças. “Pais e mães querem caderno repleto de atividades pedagógicas. É um desafio resgatar, com as famílias, a importância do lúdico na infância”, diz. Para tentar driblar essa barreira, a pedagoga decidiu criar um projeto, o ‘Recreaprendo’, com o objetivo claro de introduzir o tema no ambiente familiar. Assim, toda sexta-feira, as crianças levam para casa uma tarefa que consiste em uma brincadeira para ser feita junto com o pai e a mãe. “As famílias devem registrar o momento com fotos, desenho e os cuidadores são convidados a escrever sobre as reações, sentimentos e emoções que perceberam na criança”, explica. O caminho é tortuoso, mas Renata diz que a escola já tem algumas boas histórias para se apegar. A professora da PUC-Minas, Paula de Souza Birchal ressalta que a forma de a criança se organizar enquanto sujeito é brincando. “Os adultos não reconhecem isso porque estão sempre em busca de um efeito, de um resultado. Só que o efeito é em longo prazo, é o desenvolvimento do sujeito. O brincar ensina tudo”, reforça. Segundo a especialista, a realidade da educação infantil é que uma criança tem que ler com 6 anos e que, em geral, na escola, há um excesso de


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conteúdo que não propicia tempo livre para o brincar. “São tantas as atividades pedagógicas como se o lúdico não fosse fundante do sujeito. Já dizia Paulo Freire, primeiro a gente lê o mundo para depois ler as letras. E como a criança vai ler o mundo? Brincando. Menino e menina que não brinca terá dificuldade para decodificar o mundo”, salienta. Livre brincar - Essa ansiedade por resultado não favorece o livre brincar e pode, inclusive, esconder um lado perverso da relação do adulto com a infância. Brincar é em si uma atividade desinteressada (no sentido de não ter um objetivo específico) que a ajuda a preparar para a vida. Os brinquedos pedagógicos, por exemplo, deveriam ficar restritos ao ambiente escolar. Psicóloga, especialista em psicanálise, mestre em psicologia e coordenadora do curso de psicologia do Centro Universitário UNA, Camila Fardin explica que brinquedo pedagógico é todo aquele que é feito de madeira ou plástico e tem o objetivo de ensinar alguma coisa às crianças. “O lugar do brinquedo pedagógico é na escola. As famílias devem permitir que as crianças brinquem livremente sem nenhuma função além do prazer”, defende. "Brincar ensina tudo" - Paula Birchal, doutora em psicologia do desenvolvimento humano e professora da Faculdade de Psicologia da PUC-Minas) Paula de Souza Birchal afirma que é importante compreender que a função do brinquedo é a função que a criança dá a ele. “Se um professor ou a família quer usar um jogo para ensinar matemática para a criança, por exemplo, esse objeto passa a ser um instrumento metodológico e deixa de ser brinquedo porque a criança não vai mais brincar do jeito dela. Se tem direcionamento, se tem intenção, não é brincadeira, é processo de aprendizagem. É uma forma mais lúdica de ensinar? Sim. Mas não é o ato de brincar”, salienta. A professora da PUC Minas explica

que a intencionalidade de um brinquedo restringe a construção fantástica da criança. Isso pode explicar, por exemplo, aquele carrinho de controle remoto caro guardado na gaveta, que tem uma função específica e que não dá possibilidades de criação para a criança. Por outro lado o potencial de uma caixa de papelão é imenso: pode ser carro, pode ser trem, pode ser nave, pode ser foguete, pode ser capacete, pode ser uma cesta de basquete... Paula de Souza Birchal reforça que, conceitualmente, brinquedo é qualquer objeto que é dado a ele uma função lúdica. “O fim é o brincar. Se formos analisar historicamente, na Antiguidade, não existia o brinquedo como objeto da criança. Meninos e meninas utilizavam aquilo que sobrava da casa e que se transformava em brinquedos nas mãos das crianças. Com a valorização da infância a partir do século 18 que o brinquedo vai surgir como objeto da criança. No século 20, com a industrialização, essa relação fica mais evidente, um sinal da infância ocupando um lugar social”, resume. Só que indústria, publicidade e mídia levaram essa relação às últimas consequências e hoje já se discute o consumismo infantil como um problema real na vida de muitos meninos e meninas. Mais brinquedos não significa mais brincadeiras e pode, em alguns casos, levar ao caminho contrário. “Uma criança não precisa de muitos brinquedos, o que ela precisa mesmo é de tempo para brincar”, garante Camila Fardin. Segundo ela, a criatividade é fundamental para o desenvolvimento da inteligência e as famílias precisam é oferecer ferramentas que possibilitem às crianças criarem. "Quanto menos estruturados forem os brinquedos mais a criança terá que exercitar sua imaginação e mais o brincar será enriquecedor" - Desirée Ruas, integrante da Rede VIVER

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Brasileira Infância e Consumo (REBRINC) Para a jornalista e integrante da Rede Brasileira Infância e Consumo (REBRINC), Desirée Ruas, vivemos o desafio de fazer com que as crianças reaprendam a brincar. “Elas foram acostumadas à pressão dos comerciais e de lançamentos que incentivam o colecionar, o acumular peças. Vemos armários cheios de brinquedos e crianças que não sabem brincar porque faltam espaço, companhia e estímulo. Dessa forma, sobra pouco para a criança imaginar e criar e a brincadeira depende dessa liberdade. Então, quanto menos estruturados forem os brinquedos mais a criança terá que exercitar sua imaginação e mais o brincar será enriquecedor”, acredita. Psicóloga hospitalar, Christiane Gibram, 39 anos, parou de trabalhar quando sua primeira filha nasceu, Manuela, hoje com seis anos. Ela também é mãe de Bruno, de 4, e nunca perdeu o prazer e o interesse pelo brincar. Quando as crianças vieram, ela aproveitou para se esbaldar no mundo de fantasia da duplinha. Na casa dela, os armários estão repletos de brinquedos, mas o sofá é montanha e ela já perdeu quantas vezes o filho e a filha já escalaram o móvel em contextos de brincadeiras dos mais diversos. “A regra aqui em casa é ‘deixa brincar’”, afirma. Brincar é construir parceria. E é assim que tem quer ser. Brincar é construir parceria. Para a psicóloga Paula de Souza Birchal pais e mães que brincam com seus filhos e filhas estão dizendo ‘somos parceiros em tudo’. “O valor da vida para a criança é o valor que a família dá. É importante que o adulto também tenha seus momentos lúdicos. Faz parte da vida, construímos isso na infância, mas as o prazer da brincadeira perdura pela vida”, diz. Lembre-se: somos homo ludens e brincar precede a cultura porque até os animais brincam.


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DESTAQUE

Conheça Maria Luzia Carmo – Brasileira, Guerreira, Triatleta!

Meu nome é Maria Luzia Carmo e gostaria de compartilhar com vocês, um pouco da minha trajetória de vida, desde a minha mudança para os EUA, como forma de incentivar outras pessoas a viverem uma vida saudável e feliz. Tudo começou em 2004 quando resolvi que já não podia mais viver no Brasil com muitas dificuldades financeiras e emocionais e ainda mais com a Maioria dos meus amigos indo para o exterior. Então percebi que havia chegado o tempo de tomar uma grande decisão que mudaria toda a minha vida e o mais importante, para melhor. Graças a Deus, cheguei em Atlanta dia 14 de fevereiro de 2004. Onde fui recebida por uma grande amiga (Eliete), que me ajudou a conseguir trabalho de limpeza de casas, porém, depois de algum tempo, me tornei uma pessoa sedentária e já não mais pude seguir

com o TAEKWONDO porque só tinha tempo e interesse pelo trabalho, sem mencionar que não dominava o idioma, o que tornava impossível o ingresso a uma academia de artes marciais. Em 2010, fiz uma tentativa de retornar ao esporte mas como árbitra de lutas (Referee ) não levei adiante o projeto porque senti que não era a mesma coisa que competir. Voltei o foco para o trabalho outra vez e mais 5 anos se passaram. Comecei a me preocupar com minha forma física e saude, me sentia cansada o tempo todo e sem energia, até para sair ou trabalhar. Então, resolvi comprar uma bicicleta (Mountain bike) primeiro comecei a pedalar sozinha depois com uma amiga, mas sentia que tinha algo mais para minha vida do que pedalar de vez em quando. Foi aí que surgiu a ideia de competir em Road Races, conheci VIVER

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outros ciclistas que me incentivaram e me ajudaram a treinar e então comecei a gostar da velocidade e até ganhei o apelido de FLASH. Já em 2016 completei minha primeira CENTURY, que consiste em pedalar 100 milhas em um só dia no “Silver comet trail” em Smyrna GA e em Abril desde ano, competi pela primeira vez em Roswell GA, no “Criterium Race” o que se compara com o NASCAR na Bike, onde os ciclistas alcançam até 40 milhas por hora nessa corrida que é uma das maiores dos EUA. Fiquei em 3º lugar na categoria 5 e também em 3º lugar em “South Carolina Bike LAW CRITERIUM” em junho do mesmo ano, além de competir no “DICK LANE VELODROME East Point”. Me tornei uma Triatleta (Swim/bike/run), em 24 de September no “LAKE LANIER SPRINT TRIATHLON” (500 yards swim/ 13miles bike ride/5k run ) alcancei o sexto lugar entre 16 competidores na categoria de 40 a 44 anos. Meu primeiro Triátlon no tempo de 1.36:14 Segundos e só 1 mês de preparação. Agora vou me concentrar para o IRONMAN 70.3 Chattanooga GA 2018 (1.3 miles swim / 56 miles bike ride/13.1 run ) e espero conseguir completar a prova em 4horas e 30 minutos. Tenho 1 ano pra me preparar para esse evento que é um fenômeno mundial. Resolvi contar tudo isso à vocês leitores da Viver Magazine, pra dizer que nunca é tarde pra realizar seus sonhos e que viver vale a pena. Somos capazes de superar limites, se nos propomos realmente a eles e a idade, e só um número. Deus nos criou a sua imagem e semelhança e por isto somos mais do que vencedores sempre, basta ter força de vontade e atitude! Se você quer pegar algumas dicas de como sair da rotina e levar uma vida mais saudável, combinando esportes, alimentação e força de vontade, envie um e-mail para Maria Carmo ( maria7carmo3@gmail.com ) ela com certeza vai poder lhe dar uma boa dose de incentivo.


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SAÚDE

Avanços nos tratamentos elevam chances de cura de câncer de mama a 95% Atendimento personalizado e cirurgias menos agressivas se destacam entre progressos. Atualmente, o perfil do tumor é traçado de forma individual e cirurgias são cada vez menos agressivas.

Avanços recentes na medicina diagnóstica e nos tratamentos do câncer de mama garantem 95% de chances de cura nos casos diagnosticados precocemente, dizem especialistas consultadas pelo R7. O número vale especialmente para os tumores com até 1 cm de diâmetro. Atualmente, não há mulher que não se preocupe com a doença. Esse é um dos tipos mais comuns de câncer entre o público feminino no Brasil e no mundo, de acordo com o Ministério da Saúde. Fica atrás somente do câncer de pele não melanoma, e responde por cerca de 25% dos novos casos a cada ano. Em território nacional, estima-se que 57.960 novos diagnósticos de câncer de mama sejam feitos em 2017, conforme estimativa do INCA (Instituto Nacional de Câncer). Tratamento caso a caso - Segundo a

oncologista clínica do A.C.Camargo Cancer Center Solange Moraes Sanches, boa parte dos avanços no tratamento de câncer de mama atualmente se deve ao tratamento personalizado que a medicina oncológica dedica a cada paciente. Há aproximadamente 20 anos, todas as pessoas diagnosticadas com a doença recebiam o mesmo tipo de tratamento, afirma a especialista. Hoje, desde a biópsia é possível estudar o perfil biológico do tumor. As análises permitem identificar traços do câncer que são específicos daquela pessoa e que podem ser utilizados como alvo terapêutico. Os estudos das células conseguem identificar, por exemplo, a presença de receptores dos hormônios progesterona e estrogênio — que, em caso positivo, favorece tratamentos com remédios que produzem menos efeitos colaterais que a quimioterapia. Além disso, as análises detectam a ocorrência do chamado HER2, conforme explica Solange. O HER2 é uma proteína que pode existir na célula tumoral. Ela VIVER

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aparece em 20% dos casos e tem um prognóstico um pouco mais pessimista. Quando ele é identificado em um número maior que o habitual, se torna um fator de estímulo para o crescimento do câncer. Nessa situação, os tumores são muito mais agressivos e dão metástase mais rápido. Felizmente, nas duas últimas décadas a medicina desenvolveu medicamentos com anticorpos específicos para o bloqueio do HER2, chamados de transtuzumab e pertuzumab. Nomes complicados à parte, eles combatem as células com HER2 sem permitir que elas se proliferem, de acordo com Paula Saab, da SBM (Sociedade Brasileira de Mastologia). A utilização desses remédios pode se dar em conjunto ou individualmente, depois de uma análise da situação de cada paciente. Quando ministrados em conjunto, esses medicamentos têm mostrado resultados muito animadores em relação à chance de cura nas pacientes que possuem HER2 superexpresso. A sobrevida de quem já apresenta metástase, por exemplo, subiu de três meses para uma média de quatro a cinco anos. Cirurgias e terapias menos agressivas No que diz respeito à cirurgia mamária, os procedimentos também evoluíram: “Quarenta anos atrás, a operação na mulher com câncer retirava a mama, os músculos, os gânglios e até ossos sob a região mamária, absolutamente tudo”. Era a chamada mastectomia radical, segundo a mastologista da SBM. Hoje em dia, há estudos cada vez mais detalhados que mostram que quando você tira apenas o tumor, deixando margens livres ao redor, e depois faz radioterapia, os índices de cura, sobrevida sem doenças e mortalidade permanecem iguais aos da mastectomia radical. Paula explica que os procedimentos


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que conservam os tecidos saudáveis são chamados de cirurgias conservadoras — e significam, necessariamente, a necessidade de realização de sessões de radioterapia. A boa notícia é que, mesmo quando o assunto é radioterapia, a medicina apresenta consideráveis progressos. A grande aliada é a tecnologia: as máquinas, por exemplo, já podem ser programadas para radiar apenas o tumor, preservando ao máximo os órgãos saudáveis adjacentes, diz Paula. Hoje, existem softwares que fazem cálculos muito precisos e te permitem escolher mandar os raios para lugares bem específicos, protegendo pulmão, coração, etc. Então, há menos efeitos colaterais da radio. O hipofracionamento também é uma técnica relativamente nova que tem trazido vários benefícios para as pacientes: ele diminui o número de sessões, então, uma paciente que faria de 25 a 30 sessões, que é o número padrão, passa apenas por 16. Mais moderna que isso somente a radioterapia intraoperatória — que possibilita à pessoa que tem câncer de mama receber, em uma única sessão durante a cirurgia para a retirada do câncer, toda a radiação que receberia ao longo de cinco a seis semanas após a operação. O equipamento é posicionado dentro da cavidade de onde foi retirado o tumor e a radiação é liberada com precisão na área afetada, de acordo com a oncologista clínica. Você já resolve o assunto naquele momento cirúrgico. Além da economia de tempo, o impacto emocional na vida da paciente acaba sendo muito menor. Entretanto, é importante ressaltar que a radioterapia intraoperatória é indicada somente depois de análise do caso de cada paciente, e está disponível apenas em centros que dispõem de aparelhagem especial — concentrados, atualmente, no Sudeste do Brasil. Diagnóstico precoce e prevenção Graças aos consideráveis avanços no campo dos tratamentos, o câncer de mama já não é mais tabu entre as mulheres — o que acaba por favorecer o diagnóstico precoce da doença, conforme conta a especialista do A.C.Camargo. Atualmente, se fala muito mais

abertamente sobre esse câncer. Como os tratamentos estão mais eficientes, isso tira o medo da mulher de notar o nódulo na mama e fazer o diagnóstico. Vale lembrar, porém, que somente o autoexame — ato de apalpar as próprias mamas para identificar possíveis anormalidades — não é considerado suficiente quando o assunto é diagnóstico precoce. “O autoexame é importante, mas possibilita o diagnóstico somente quando o tumor já é palpável, e, geralmente, encontra-se em estágios mais avançados”, ressalta Solange. A médica reforça a importância da realização periódica da mamografia, que as mulheres devem fazer anualmente a partir dos 40 anos de idade. A mamografia é um exame que consegue identificar tanto lesões invasivas como lesões não invasivas que podem se transformar num câncer no futuro. Hoje em dia, existe ainda uma atenção especial às mulheres que possuem alto risco de desenvolvimento da doença, seja porque elas têm algum histórico familiar, com parentes de primeiro e segundo grau que já tenham apresentado tumores, seja porque foram diagnosticadas com alguma mutação genética. Para essas pacientes, há disponíveis, na rede particular, cirurgias redutoras de VIVER

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risco caso da operação feita pela atriz Angelina Jolie em 2013. Quando os traços familiares de predisposição ao câncer são identificados, é recomendável que a pessoa se dirija a um oncogeneticista, especialidade recente da medicina que combina conhecimentos em câncer e genética. O profissional vai estudar a situação da paciente e avaliar a possibilidade da operação, afirma a médica. A operação promove a retirada da glândula mamária — o procedimento é chamado de adenomastectomia — e depois oferece a colocação de prótese. Aí existe a redução de 95% do risco de que ocorra o câncer de mama hereditário. A Viver Magazine está acompanhando o tratamento de duas pessoas em nossa comunidade (Atlanta GA) Gracielly Ferreira e Sônia Elias, as duas estão na luta para eliminar o câncer de mama e assim que o seus tratamento terminarem, queremos contar as suas histórias e experiências. Uma trajetória difícil, mas que elas vem enfrentando com muita fé, coragem e disciplina, sem perder a alegria de viver nem a disposição para as tarefas do dia a dia. Tenho certeza de que elas vão nos presentear com boas notícias. Junto conosco, uma multidão de amigos acompanha o passo a passo desta longa caminhada, com orações, campanhas na internet, palavras de incentivo e boas energias. Prepare-se, pois a força, a fé e a confiança destas mulheres, irão impactar você!


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LEGAL

Violência Doméstica não acontece só com mulheres! A lei (VAWA) que trabalha para proteger o ato de Violência Contra as Mulheres (The Violence Against Women Act), Também vale para os Homens! Confira a história deste cliente da advogada Tracie Kinkle.

A Lei de Violência contra as Mulheres (VAWA) é uma proteção maravilhosa para os cônjuges imigrantes. Ela permite que o estrangeiro solicite seu cartão verde se eles estiverem em um relacionamento abusivo e podem atender a determinados requisitos. O nome VAWA, porém, é enganador. Para ser concedido VAWA, não há necessidade de violência física. O candidato precisa mostrar que foi submetido a "extrema crueldade" por parte do cônjuge. E também não precisa ser mulher para se candidatar. É certo que os casos que são aprovados com maior frequência são para mulheres que são abusadas fisicamente por homens, mas outras pessoas também podem usar essa forma de alívio. No ano passado, conhecemos Don (nome fictício). Ele começou a chorar quando ele compartilhou comigo sua história sobre sua esposa com quem estava casa a cerca de um

ano. Ele a amava desde o início - ela era apaixonada e alegre. No entanto, ela era uma viciada em drogas que estava em recuperação e que começou a usar drogas novamente pouco depois do casamento - mudando sua personalidade para cruel. Ela fez comentários dolorosos sobre sua masculinidade. Ele se sentiu forçado a tomar medicamentos para melhorar seu desempenho sexual (apesar dos efeitos colaterais negativos) para mantê-la feliz, ou pelo menos, calma. Ela o enganou, chamando-o da casa de seu amante em momentos de lucidez para pedir-lhe para vir buscála. Ele sempre veio para resgatá-la, com esperança de que ele pudesse levá-la a fazer um tratamento, mas toda vez que ele mencionou isso, ela recusou. Ela chamou-o de nomes dolorosos, depreciando-o na frente de amigos e dizendo que iria deportá-lo. Ela gastava todo o dinheiro que ganhava com seu vício VIVER

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e ao invés de ajudar nas despesas de uma vida compartilhada, ela estava conduzindo a vida de Don para uma situação de dividas sérias. Depois de um ano desse tratamento depreciativo, Don estava literalmente quebrado. Ele encontrou pouco valor em sua vida e não viu nenhuma esperança em sua situação. No entanto, estava claro para mim que ele tinha sido submetido a extrema crueldade por sua esposa, cidadã dos E.U.A. Foi aí que ele conheceu os critérios básicos para VAWA. Ao preparar o aplicativo VAWA, enfatizamos a forma como ela prejudicava emocionalmente seu esposo. Ela nunca colocou um dedo sobre ele, mas ele será sempre marcado por seu constante tormento, provocações e comportamento desdenhoso. Ele pode nunca mais confiar nas mulheres, sempre que receber uma chamada de um número desconhecido, imediatamente pensará em sua esposa com outro homem e certamente levará anos para pagar a dívida do cartão de crédito que ele acumulou enquanto eles estavam juntos. Agora, 13 meses após a primeira reunião com Don, ele tem um caso VAWA aprovado e está a caminho de se tornar um residente permanente legal. Don tem uma dura estrada de recuperação pela frente, mas sem o medo da imigração de ser abordado por agente de imigração. Ao olhar para ele, espero que tenhamos conseguido fazer o caminho dele para uma vida digna, um pouco mais fácil. Tracie Klinke – Advogada de Imigração (678.713.4255 www.klinkeimmigration.com


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imigração Fontes: laopinion.com e Law Offices of Witer DeSiqueira

Anunciadas novas regras para “Alteração de Status”

Nos primeiros três meses, uma pessoa que viajou para os Estados Unidos como turista não poderá se casar com um cidadão dos EUA, ir à escola ou ter algum tipo de trabalho. Se isso for feito, o governo assumirá que essa pessoa deliberadamente mentiu ao enviar seu pedido de viagem aos EUA. Isso fará você perder sua permissão para permanecer no país, bem como qualquer tipo de mudança de status de imigração. As diretrizes para viajantes de todo o mundo foram anunciadas recentemente pelo secretário de Estado Rex Tillerson. Aqueles que se candidatam a um visto para entrar no território dos Estados Unidos devem aderir aos planos que informaram as autoridades de imigração por pelo menos três meses, ou eles perderão imediatamente seus vistos e se tornarão indocumentados. Nos primeiros três meses, uma pessoa que viajou para os Estados

Unidos como turista não poderá se casar com um cidadão dos EUA, ir à escola ou ter algum tipo de trabalho. Se isso for feito, o governo assumirá que essa pessoa deliberadamente mentiu ao enviar seu pedido de viagem aos EUA. Isso fará você perder sua permissão para permanecer no país, bem como qualquer tipo de mudança de status de imigração. Se houver mudanças nos planos de viagem após três meses que o imigrante chegou nos Estados Unidos não serão considerados como uma falha, no entanto, serão levados em consideração pelas autoridades de imigração quando se trata de renovar o visto, solicitar uma mudança de status ou se candidatar a residência legal, de acordo com a declaração do Secretário de Estado. "Se alguém vem para os Estados Unidos como um turista, se apaixona e se casa nos primeiros 90 dias de sua estadia no país e depois se aplica a um Green Card, eles terão negado VIVER

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o pedido", disse Diane Rish, Diretora Associada de Relações organizações governamentais da American Immigration Lawyers Association em entrevista ao Economic Times. "Esta é uma mudança significativa nas políticas de imigração dos EUA". A nova regra não será implementada para viajantes de 38 países, principalmente cidadãos da Europa e nações aliadas como Austrália, Nova Zelândia e Japão, que não precisam de visto ou um plano explícito de viagens, negócios ou educação antes de entrar nos Estados Unidos. No entanto, muitas das pessoas provenientes da América do Sul, Oriente Médio, África e Ásia precisam de um visto, e as decisões consulares sobre quem as recebe terão em conta o plano de viagem de cada imigrante. As novas regras fazem parte de uma iniciativa da administração Trump para reprimir não apenas a imigração ilegal, mas também para restringir as restrições à imigração legal.


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comportamento

A dependência química começa em casa “Onde para cada problema existe uma solução química, a dependência química é a decorrência natural “ rápida. O que acaba acontecendo é que não se cria o hábito de, em família, conversar para resolver os problemas: toma-se logo um remedinho, bebe-se uma bebidinha, para qualquer coisa”, conclui a Dra. Sandra. “É bastante comum vermos pais que são viciados em remédios, álcool, tabaco, ou mesmo em trabalho, reclamarem ao saberem que os filhos adolescentes estão experimentando maconha, por exemplo”, exemplifica ainda o psicólogo Fernando. O problema, segundo profissionais como o psicólogo Fernando e a psiquiatra Sandra, é que muitas famílias adotam um modelo de comportamento permissivo em relação às substâncias químicas, utilizando-as como alternativa para a solução imediata de suas angústias. A Dra. Sandra explica que, até o fim da infância, os pais são vistos como referência do que é certo e somente na adolescência, quando passam a ter contato com outros modelos de comportamento, que começam a questiona-los. Mas é na infância que o indivíduo estabelece sua forma de lidar com o mundo, com as angústias e com as emoções. A médica usa como exemplo o pai que chega em casa e, estressado, toma um whisky, ou a mãe que usa um calmante, como o Lexotan ®, para relaxar. “Ou o pai que, com problemas sexuais, toma um Viagra, ou a mãe que quer emagrecer e, em vez de fazer dieta ou ginástica e adotar hábitos saudáveis, toma um remédio para absorver menos gordura”, complementa ela com mais exemplos. “Isso resulta em um modelo de que para qualquer problema, uma substância química é uma solução

Automedicação: exemplos que passam a mensagem errada De acordo com a médica, famílias que se automedicam tem mais chances de que seus filhos abusem de drogas tanto lícitas quanto ilícitas, e este é um fato provado pela experiência clínica da maioria dos profissionais da área. Um exemplo clássico citado pela médica é o do uso de vitaminas quando a criança não quer comer, “para abrir o apetite”. A mensagem passada para a criança, explica a médica, está errada. Quanto a isso, o psicólogo Fernando complementa que um dos expedientes utilizados para “abrir o apetite”, com muita freqüência, é o tradicional Biotônico Fontoura ®, xarope que promete abrir o apetite, e que, segundo ele, possui 9% de teor alcoólico, contra 4 ou 5% de concentração alcoólica das cervejas. “O uso diário - às vezes mais de uma vez por dia - deste tipo de produto, administrado para crianças pequenas, pode induzir ao alcoolismo”, alerta o psicólogo. O diretor do NETPSI lembra também que “não se pode esquecer ainda que há remédios que são feitos para crianças, embora contenham componentes tóxicos bastante fortes." As crianças descobrem VIVER

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a "farmacinha" doméstica e vão em busca daqueles remédios gostosinhos, como por exemplo alguns xaropes, com gosto doce, ou mesmo alguns comprimidos que parecem balas. Fernando recorda que um grande número de internações de crianças se deve ao consumo de remédios sem controle. “Os pais ou responsáveis devem ter o maior cuidado no armazenamento de remédios em casa. Não se pode deixá-los à mão de crianças: nunca é demais lembrar que remédios são drogas e devem estar guardados em locais fechados, fora do alcance dos pequenos”, alerta.

O imediatismo típico da adolescência

Junta-se a este modelo familiar descrito pela psiquiatra uma das características mais típicas dos adolescentes: o imediatismo. Com estes ingredientes está criado o ambiente onde a dependência química se instala. “O adolescente está preocupado com o agora, e não como o daqui um ano”, alerta a psiquiatra, explicando o porquê dele escolher o prazer imediato em detrimento da saúde no longo prazo. “Em um modelo familiar deste tipo, o adolescente não aprendeu a lidar com a tristeza, o cansaço, a frustração. Para aliviar os seus problemas, ele aprendeu que a saída é tomar um comprimido, beber alguma coisa, ou qualquer outra solução imediata que dê prazer e/ou alívio” continua e médica. A psiquiatra lembra que crianças e adolescentes não aprendem com discurso, mas com comportamento, com exemplo, com coerência. E aí entram uma série de aprendizados indiretos, muitas vezes não relacionados com as drogas em si, mas que fazem parte deste modelo


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de que fala a Dra. Sandra. Segundo ela, “de nada adianta ensinarmos na escola as regras de trânsito se depois o pai passa no sinal vermelho na frente do filho: falta coerência na educação familiar”, acusa. “Os pais dizem que é proibido mentir, mas pedem para os filhos dizerem que não estão em casa quando alguém inoportuno telefona”, prossegue a psiquiatra, que ensina que o diálogo é o modelo que precisa ser implantado no ambiente familiar: “Para estar tranquilo em relação ao que espera dos hábitos do filho no futuro, plante isso com ele desde o início. Não espere que ele lhe conte o seu dia se você não lhe conta o seu”.

O consumo de álcool e tabaco também começa em casa

De acordo com o Levantamento Nacional Domiciliar sobre o Uso de Psicotrópicos, desenvolvido pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) realizado em 1999 em 24 cidades do Estado de São Paulo e publicado na edição nº 52 da Revista ‘Pesquisa FAPESP’ (abril de 2000), sob a reportagem de Marta Góes ‘A ameaça maior das drogas legais’, “as drogas que mais devastam os brasileiros podem ser expostas nas cristaleiras ou consumidas em festas de família”. Segundo esta pesquisa, “nas maiores cidades do Estado de São Paulo consomem-se álcool e cigarro em níveis tão altos

quanto nos Estados Unidos, mas o uso de maconha, cocaína, crack e outras substâncias ilegais permanecem em patamares tão baixos quanto os de outros países da América Latina”. Embora essa conclusão pareça mais um daqueles argumentos para legitimar o consumo da maconha, por outro lado desfaz a idéia de que álcool e tabaco não são drogas. O pesquisador José Carlos Galduróz, médico psiquiatra graduado pela Escola Paulista de Medicina (atual Universidade Federal de São Paulo - Unifesp), onde fez o mestrado e o doutorado na área de Psicobiologia e também pesquisador do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid), que coordenou o levantamento, diz que o estereótipo de que droga é só maconha e cocaína contribui para o consumo intenso de álcool e tabaco e que, graças a isso, o álcool pode ser anunciado livremente e costuma ser vinculado pela publicidade até à imagem de atletas. Já se sabia que o álcool é o psicotrópico de uso mais difundido no País, mas a estridência dos meios de comunicação ao falar de drogas ilegais sugeria que elas estariam tomando a dianteira

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como ameaça social. De acordo com o Levantamento da Fapesp, “53% da população experimenta álcool pelo menos uma vez na vida e uma grande porcentagem dos que bebem se torna dependente: entre os homens, um em cada seis. Mais silenciado e em muitas instâncias protegido por uma capa de respeitabilidade, o álcool é consumido regularmente - de três a quatro vezes por semana ou, até, todos os dias - por 4,5% da população pesquisada, ou 673 mil pessoas. De acordo com as conclusões do estudo realizado em São Paulo, o consumo de tabaco também causa alarme entre os especialistas. Pelo menos 39% dos habitantes das maiores cidades do Estado de São Paulo já fumaram alguma vez, aponta o levantamento. Destes, cerca de 20% - um número estimado em 3 milhões de pessoas - fumam diariamente e chega a quase 10% o número de dependentes de cigarro na população, muitos deles na faixa dos 12 a 17 anos (3,5% ou 84.000 pessoas). O mais incrível é que uma outra pesquisa, do Cebrid (Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas), de 1997, com estudantes de dez capitais brasileiras, aponta que 40% dos entrevistados de 12 a 18 anos beberam pela primeira vez em casa.


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TECNOLOGIA

Os riscos de manter o celular e outros dispositivos conectados ao Bluetooth Deixar o Bluetooth do celular ligado pode parecer inofensivo. No entanto, existem alguns riscos que os usuários nem imaginam.

Dias atrás, um grupo de pesquisadores da empresa de segurança Armis encontrou uma nova falha que "afeta quase todos os dispositivos conectados ao Bluetooth". Segundo a empresa, o problema não atinge apenas smartphones, mas também aparelhos de TV, tablets, computadores portáteis e até automóveis. A falha poderia afetar mais de 5,3 bilhões de dispositivos eletrônicos no mundo. O problema consiste em um malware (programa malicioso) chamado BlueBorne, que "se expande como o ar" e permite que hackers tomem o controle de aparelhos. Assim, eles conseguem acessar dados pessoais e invadir outros dispositivos conectados. Além do BlueBorne, há mais riscos vinculados a essa tecnologia, segundo os pesquisadores. "Nós acreditamos que existam muitas outras vulnerabilidades nas plataformas que usam Bluetooth ainda a serem descobertas", afirmou a empresa Armis. Confira abaixo alguns dos perigos desse tipo de

conexão e como os usuários podem se proteger.

'Bluebugging'

Esse tipo de ataque, considerado um dos mais graves, se aproveita de "bugs" (erros) na identificação do dispositivo para conseguir controlálo. Os objetivos dos hackers vão da ciberespionagem e roubo de dados à propagação de vírus e criação da chamada botnet (grupo de máquinas infectadas). Quem são e o que pensam os brasileiros que acreditam que a Terra é plana O Blueborne não necessita de nenhuma ação do dono do aparelho para agir, como o click em um link. Bastam dez segundos para que o dispositivo conectado ao Bluetooth seja "invadido".

'Bluejacking'

Outro dos perigos é conhecido como "Bluejacking" - uma espécie de envio em massa de spam entre aparelhos conectados ao Bluetooth. VIVER

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Neste caso, o hacker utiliza um protocolo do sistema para enviar mensagens à vítima através de um VCard (cartão eletrônico), uma nota ou um contato. Normalmente, ele nomeia o spam com o nome do próprio dispositivo para ser mais eficiente. O principal objetivo do método é irritar usuários - ele não é tão nocivo quanto ataques por meio de malware. Mas hackers já desenvolveram ferramentas que conseguem acesso a agendas, mensagens e dados de celulares.

'Bluesnarfing'

É mais perigoso que o Bluejacking, pois implica necessariamente o roubo de informações. O mais comum é o furto de contatos, mas a ferramenta também pode acessar outros tipos de dados privados em celulares, tablets e computadores, como mensagens e imagens. Para conseguir, porém, o invasor deve estar a menos de dez metros do equipamento hackeado.

Como se proteger

- Microsoft, Google e Linux liberaram a seus clientes "patches" (espécie de programas que realizam correções em dispositivos com falhas); - Equipamentos mais modernos podem solicitar um código de confirmação quando alguém tenta se conectar ao dispositivo; - Configurar o aparelho para o "modo oculto" para que ele se torne invisível a hackers; - É mais seguro manter o Bluetooth desligado quando ele não está sendo usado de fato.


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distúrbio

Assédio moral – Você sabe o que é? Um quadro de assédio moral é caracterizado por situações constrangedoras, que se repetem periodicamente. Veja como surge este problema e entenda como enfrentá-lo. Momentos constrangedores no trabalho? Sente que constantemente é alvo de situações embaraçosas, até mesmo humilhantes? Pois fique atento, você pode estar sendo vítima de assédio moral. Neste artigo explicamos como se configura esse tipo de violência, quais os sinais mais comuns do assédio moral e como você deve reagir diante de um quadro assim. Como surge o assédio moral? Ao contrário do que muitos imaginam, não precisa vir do seu chefe. O assédio moral pode inclusive ser sustentado por mais de uma pessoa. O que sempre vai haver é uma exposição prolongada a situações vexatórias, que se repetem ao longo da sua rotina laboral, expondo você aos demais trabalhadores da empresa, com o claro objetivo de inferiorizar, ridicularizar, amedrontar e punir. Este tipo de violência sempre desestabiliza emocionalmente a pessoa, e obviamente afeta seu desempenho no trabalho. Isso acaba alimentando o ciclo vicioso, já que a o abusador aproveita qualquer deslize para repetir e recriar as situações de assédio. Ações diretas e indiretas É preciso saber reconhecer que, nem sempre, o assédio moral assume formas diretas. Ações indiretas também podem qualificar este tipo de violência, desde que sejam repetidas e frentes. As manifestações diretas mais comuns são os gritos, os insultos, as acusações em público e as humilhações. No caso de indiretas, podem ser a disseminação de boatos e

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fofocas, o estímulo a uma exclusão social e isolamento. Mecanismo de pressão Um dos motivos para que exista o assédio moral é exercer pressão sobre a pessoa, a fim de: • fazer com que ela renuncie a seu posto de trabalho e peça demissão; • fazer com que ela se sujeite às situações já mencionadas, de forma passiva, e aguente as más condições de trabalho. Reconhecer-se vítima para superar Não há qualquer fraqueza em uma vítima de assédio moral. Ao contrário, muitas vezes a pessoa é alvo justamente porque o agressor se sente ameaçado por ela. Confirmado um quadro de assédio moral, é importante atuar para garantir seus direitos legais, mas também para cuidar da sua saúde psíquica e do seu equilíbrio emocional. A psicoterapia pode ajudar a entender todo o processo, afastar qualquer ideia de culpabilidade e caminhar rumo à superação. Para isso, entre em contato com psicólogos especializados em assédio moral.

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VARIEDADES

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Cinema

BLADE RUNNER 2049 Estreia: dia 6 Gênero: Suspense Classificação: R

MY LITTLE PONY: THE MOVIE Estreia: dia 6 Gênero: Animação, Aventura, Comédia, Fantasia Classificação: PG

The Mountain Between Us Estreia: dia 6 Gênero: Ação, Aventura, Drama Classificação: PG-13

The Florida Project Estreia: dia 6 Gênero: Drama Classificação: R

UNA Estreia: dia 6 Gênero: Drama, Classificação: R

Walking Out Estreia: dia 6 Gênero: Aventura, Drama, Mistério, Suspense Classificação: PG-13

Marshall Estreia: dia 13 Gênero: Biografia, Drama Classificação: R

The Foreigner Estreia: dia 13 Gênero: Ação, Suspense Classificação: R

Happy Death Day Estreia: dia 13 Gênero: Horror, Suspense, Mistério Classificação: R

Breathe Estreia: PG-13 Gênero: Biografia, Drama, Romance Classificação: R

Goodbye Christopher Robin Estreia: dia 13 Gênero: Biografia, Família, História Classificação: PG

The Snowman Estreia: dia 20 Gênero: Crime, Drama, Horror, Mistério Classificação: R

Geostorm Estreia: dia 20 Gênero: Ação, Ficção Científica, Suspense Classificação: PG-13

Tyler Perry's Boo 2! A Madea Halloween (2017) Estreia: dia 20 Gênero: Comédia Classificação: PG-13

Jigsaw Estreia: dia 27 Gênero: Crime, Horror, Mistério Classificação: R

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Agenda até 5/11

até 29/10

de 21 a 29

CIRQUE DU SOLEIL: LUZIA

PUMPKIN FESTIVAL

BOO AT THE ZOO

Atlantic Station 231 18th Street NW Atlanta, GA 30363 www.atlanticstation.com

Stone Mountain Park Highway 78 East Stone Mountain, GA 30086 www.stonemountainpark.com

Zoo Atlanta 800 Cherokee Ave Atlanta, GA 30315 www.zooatlanta.org

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de 23 a 29

ATLANTA UNITED FC VS TORONTO FC

GOBLINS IN THE GARDEN

SIX FLAGS OVER GEORGIA FRIGHT FEST

Mercedes-Benz Stadium 441 M.L.K. Jr Dr NW Atlanta, GA 30313 www.atlutd.com

Atlanta Botanical Garden 1345 Piedmont Ave NE Atlanta, GA 30309 www.atlantabg.org

Six Flags Over Georgia 7561 Six Flags Pkwy Austell, GA 30168 www.sixflags.com

de 27 a 29

WALKER STALKER CON

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Georgia World Congress Center 285 International Blvd, NW Atlanta, GA 30313-1591 www.walkerstalkercon.com

Fernbank Museum of Natural History 767 Clifton Rd NE Atlanta, GA 30307 fernbankmuseum.org

FERNBANK BOOSEUM TRICK-ORTREAT

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HELEN OKTOBERFEST BUS TRIP

Blackburn Park 3493 Ashford Dunwood Road NE Atlanta, GA 30319 www.atlantabartours.com


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Viver Magazine October 2017  

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