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memória descritiva e justificativa

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MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA ESTRUTURA DE APRESENTAÇÃO INDICE GERAL 1.INTRODUÇÃO CENTRO SOCIAL IMPLANTAÇÃO CONCEITO VOLUMETRIA SUSTENTABILIDADE DO PROJECTO CONCEPÇÃO ACESSO PÚBLICO ACESSO PRIVADO DESCRIÇÃO DO ESPAÇO

2.MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO 3.FOTOGRAFIAS DO LOCAL


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1.INTRODUÇÃO A presente memória descritiva refere-se ao projecto de execução do edifício destinado ao Centro Social das Conferências de São Vicente de Paulo, o qual se pretende construir no terreno identificado nas peças desenhadas deste processo, o mesmo encontra-se inserido na área urbana da cidade de Penafiel. O actual projecto que se denomina como “Centro Social” é uma mais valia para a área urbana em que se insere. A envolvente imediata de natureza diversa é revelante de um crescimento do território de formas e morfologias diferentes, cujas componentes se interligam na identidade do lugar a que dão o nome : Monte Castro. O edificado é elemento de um estudo de pormenor que envolve o lote em estudo. O edifício proposto insere-se num lote, área urbana contida e delimitada no acesso viário da cidade de Penafiel, e margina os seus limites com as seguintes vias; a poente pela rua dos Tomés, a sul nascente pela rua dos Cedros e a norte pela rua do Castro; este lte de intervenção será alvo de um estudo de implantação, no qual se insere a presente proposta, como resolução de uma área especifica interna ao espaço urbano em questão. Entendemos denominar o edifício de Centro Social das Conferências São Vicente de Paulo porque são estas as funções a que se destina e as características a que pretende responder, como tal e nada mais coerente do que utilizar o uso a que se destina para o caracterizar e denominar. O programa funcional do mesmo advém das imposições legais para edifícios com este carácter e das necessidades próprias à resolução das questões intrínsecas à matéria tratada, nomeadamente as questões que o relacionam com a intervenção global que se pretende levar a cabo na área urbana da antiga Quinta do Castro.

ruivieira2008.esboço.edifíco do CENTRO SOCIAL CONFERÊNCIAS S.V.PAULO

CENTRO SOCIAL O edifício proposto surge como um volume destacado dos demais elementos do processo, pela necessidade de detalhar os elementos projectuais que permitam a sua execução em tempos distintos da intervenção global. O edifício foi pensado para ser construído sobre as memórias da actual “casa” que existe e se pretende manter como elemento e mote da intervenção. O edifício proposto foi pensado para englobar duas áreas distintas mas que se interligam e complementam: a de administração e a de Centro Social propriamente dita; surge assim um aproveitamento dos pisos existentes da “casa” e desenvolve-se para a esquerda a quem de frente se posicione face a esta uma volumetria que enquadra a óptica das métricas e espaços necessários à futura utilização das componentes de Centro de Dia e Serviço de Apoio Domiciliário.


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O edificado proposto é assumido enquanto um corpo semi levantado do solo que engloba três pisos distintos: o piso enterrado encerra a área de serviços destinadas ao apoio às demais actividades; o piso 0 responde às necessidades inerentes ao programa funcional da área de Centro de dia e o piso 1 e 2 encontra-se destinado à valência de Lar de idosos. IMPLANTAÇÃO . LOCALIZAÇÃO

As cotas naturais do terreno variam entre a cota 80,00 na plataforma de cota a que se dá o assentamento da Avenida Pedro Guedes; e a cota 93.00 na plataforma superior em que assenta a volumetria; local em que se procede à implantação do edifício proposto. O edifício aparece inserido à cota do acesso automóvel e vence os desníveis existentes através de muros de suporte que dão origem a diferentes plataformas de cota. A cota de soleira fixou-se em 91.00; uma rampa foi lançada no acesso a norte e o acesso principal ao edificado acontece a poente. A cota de soleira é de 45.15 definida a partir do ponto em que a plataforma estabiliza e se mantém uniforme.

CONCEITO

O conceito pretendido é o de um edifício transparente que permita a transposição entre o declive acentuado, os espaços verdes que o envolvem e as áreas naturais e artificiais existentes que coexistirão assim numa só permeabilidade que se conjugará com as demais particularidades espaciais previstas para esta área da cidade, com vista a manter uma imagem urbana adequada. VOLUMETRIA

O volume criado foi entendido na medida de minimizar o impacto entre o carácter natural, inerente ao local e o carácter artificial, inerente ao acto da construção de um elemento novo. Imperou aqui a ideia de Mies em que menos será mais, ou seja, uma estrutura simples e translúcida acopla um programa intenso e vasto como o é o deste edifício. O edifício caracteriza-se por uma articulação volumétrica que não ultrapassa a cércea criada pela “casa” existente, mantendo com esta uma relação espacial e projectual de modo a que não a ultrapasse em altura. O conjunto criado integra-se na área de implantação em três volumes distintos, os serviços, o centro de dia e o lar de isodos. SUSTENTABILIDADE DO PROJECTO


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O projecto tornasse auto sustentável dada a natureza das actividades que se pretendem inserir, nomeadamente o centro de dia e o lar. Funciona ainda como motor interno e externo na fruição de pessoas, característica necessária à divulgação de um espaço renovado.

A sua concretização permitirá que num curto período de tempo se crie actividades de utilização diversas, inerentes a um espaço destas características, que possibilite ao local enquanto espaço urbano que é uma vivência que nos dias de hoje não tem. CONCEPÇÃO

A concepção foi elaborada segundo o mote de dois pontos essenciais; o primeiro – a requalificação da zona existente e o fomentar de uma permanência e vivência de um espaço na actualidade desarticulado; o segundo – a qualidade de fruição espacial para, e do, lugar especifico da cidade em que se implanta. Assim o primeiro em intrusão com o segundo deu origem a uma concepção em que o edifício se sente como um elemento translúcido que surge entre uma massa arbórea de porte baixo – médio, mas cujos materiais e matérias são tratados com uma grande objectividade e dos quais se pretende uma simplicidade e carácter o mais minimal possível. ACESSO PÚBLICO

O acesso público faz-se por duas áreas distintas; ou pela zona de átrio principal a poente (cota de 91,00) ou pela zona de plataforma de ligação de acesso lateral da “casa” existente; ou pela zona lateral de acesso às salas de estar do centro de dia. ACESSO PRIVADO

O acesso privado das áreas internas do edifício proposto é assegurado por um volume de ligação, também ele em projecção face à cota mais baixa, sendo que deste ponto se acede às áreas projectadas entendidas como espaços de carácter privado por uma superfície em rampa; é neste ponto que se situam os acessos ás áreas de serviços e equipamentos do edificado proposto.


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DESCRIÇÃO DO ESPAÇO O espaço projectado apresenta-se em planta como a relação estabelecida por dois rectângulos com as dimensões estabelecidas nas peças desenhadas que compõem o processo, os quais se ligam por uma parede meeira que define os espaços e as relações pretendidas pelo programa base. Um dos volumes rectangulares é a existente “casa” que se entende como elemento da memória local, do lugar e da lote de intervenção e na qual se pretende enquadrar a parte do programa destinado a área de administração; o outro volume entende-se como a ampliação necessária a complementar e introduzir as normativas legais para um edificado deste carácter

O edifício proposto assemelha-se a uma estrutura amovível constituído por elementos metálicos ao qual se ligaram materiais de revestimento que lhe definiram a sua aparência exterior – a sua pele. A plataforma


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rectangular apoia assim numa estrutura de pilares que se relaciona à cota térrea com a via de acesso automóvel e a área circundante do terreno em que se implanta

O espaço proposto foi pensado para uma fácil e correcta utilização, a plataforma rectangular é no fundo um enorme corredor de circulação em que uma parte da sua centralidade se encontra ocupada pelo núcleo de baterias sanitárias, comunicações verticais e elementos de distribuição, em torno dos quais circulam e populam as actividades inerentes a um edificado deste tipo. O espaço é visto e entendido como aberto em oposição ao fechado e encerrado em si mesmo das funções semi públicas. O espaço é uma artéria singular de fruição espontânea entre áreas distintas do parque da cidade. O espaço pretende ser o elemento dinamizador deste local, cativando e gerindo as relações do edificado com o meio natural envolvente com o qual se relaciona.

2.MATERIAIS DE CONSTRUÇÃO

O edifício será construido de acordo com as boas normas e padrões de execução, que pretende assegurar e reforçar a simplicidade formal do edifício em todos os seus aspectos nomeadamente nos materiais usados, sistema construtivo adoptado e manutenção futura. A base estrutural do edifício será constituida por elementos do tipo viga.pilar.laje em betão armado e|ou estrutura metálica (apenas em área chave do edificado). No exterior optou-se pela pintura, em tom branco das áreas de parede proposta e pela execução de lambrim em pedra de granito proveniente de pedreiras da região de Vila Real serrado a meio pico e com junta seca, aplicado em panéis justapostos e de acordo com a boa norma de qualidade, segurança e construção. O corpo da entrada será marcado com um volume em chapa de aço oxidado de 4mm com revestimento interior a EPS e estrutura de suporte em perfis tubulares metálicos de secção quadrada. A rampa será constituída por elementos de betão revestidos a pavimentos do tipo autonivelante para área exterior, compactada e homogénea.


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No interior, procurando conjugar o conforto com uma manutenção simples, propõe-se para as áreas de circulação o revestimento a pavimento de tipo vinílico anti derrapante que deverá ser apoiado através de canelete próprio para execução de lambrim no mesmo tipo de material (em alturas variáveis) e o reboco ou emassamento das paredes existentes a pintar, algumas das paredes serão forradas com painéis compostos de gesso cartonado e lã de rocha; sempre que possível os armários de modulação standard em madeira de pinho premunizado para posterior pintura e definir em obra serão acoplados com os sistemas de infra estruturas destinados à passagem de tubos e elementos especiais de ventilação. As paredes e tectos falsos salvo indicações em contrário e desenhos fornecidos serão executadas em painéis de gesso cartonado de 13mm, sendo de prever todos os remates necessários aos pontos e elementos existentes. As zonas húmidas serão revestidas a material cerâmico do tipo Keratec anti derrapante ou vinílico próprio para este tipo de áreas. A cobertura plana será revestida com godo e\ou área verde e constituída por todas as camadas de impermeabilização, regularização e formação de camada de pendente. As platibandas serã rufadas com chapa de zinco nº12 para posterior pintura a tom a definir de acordo com o tipo de cor a aplicar nas paredes ( o tom branco por norma será o adoptado). Nas pavimentações das áreas administrativas será proposto pavimento em madeira de ipê. As portas propostas salvo raras execepções terão a métrica de 1,20m livres e serão standard de duas folhas de abrir. Em casos particulares optou-se por portas de correr que articulassem melhor as questões espaciais. As caixilharias serão em alumínio em aço natural sistemas fixos, de correr e oscilo batentes da Caixiave ou equivalente. No exterior estão proposto alguns bancos e um sistema de iluminação de pavimento. Os materiais a empregar serão todos de primeira qualidade e deverão cumprir as normas de aplicação e execução.


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3.FOTOGRAFIAS A área de intervenção

O edifício a manter – a “casa” – aspectos gerais


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4.ESBOÇOS DA IDEIA

A proposta em representação gráfica, o nascer do Centro Social.



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