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Entrevista a Vítor Frazão, autor de “A Vingança do Lobo” Lobo” Olá, Vítor. Podemos começar com uma pequena apresentação? Fala-nos de ti. Muito bem, comecemos pelo tema menos interessante. Simplificando, sou um arqueólogo que gosta de escrever fora da sua área de formação, principalmente narrativas de dark fantasy. Nasci em 1985 e fui criado na vila de São Martinho do Porto, facto que, verdade seja dita, pouco ou nada diz sobre os “comos” e “porquês” presentes na minha escrita. Pensando bem, a apresentação correcta seria: alguém que ainda tem muito que aprender sobre a arte de escrever e, por melhor que se torne, espera continuar a fazê-lo até morrer. Quando começaste a escrever e o que te levou a decidires-te por isso? Ora aí está uma pergunta muito mais complexa do que parece à primeira vista… Escrevi muitos posts (ainda por publicar) sobre o tema, porém tentarei transmitir a versão resumida. Infelizmente, não sou daqueles escritores que parecem ter nascido com uma caneta nas mãos (pelo menos, é essa a ideia que eles parecem querer transmitir ao apregoar a sua precocidade); o meu processo foi um pouco mais vulgar. Como todas as crianças, tinha o hábito de criar histórias, sendo algo que me dava e dá muito prazer. Durante a minha pré-adolescência e adolescência, levei a cabo as minhas primeiras tentativas de organizar essas histórias num texto coerente, algumas tiveram um sucesso relativo, outras nem por isso, mas todas foram degraus importantes na minha evolução, por mais embaraçoso que seja relê-las. “Crónicas Obscuras”, e com elas trabalhos mais maduros, só surgiram quando acabei a licenciatura, após uns anos de auto-exílio do mundo da escrita, provocado pela leitura de uma obra de Lian Hearn (novamente, batemos num ponto que daria pano para mangas). Na altura regressei, porque já não aguentava mais silenciar as histórias que continuavam a crescer dentro de mim. É isso que me leva a escrever, um desejo incontrolável de me exprimir e de um dia conseguir sobreviver da minha escrita, para que me possa dedicar exclusivamente a ela. Fala-nos da “Vingança do Lobo”. Como escolheste a temática abordada? Para responder a essa pergunta, primeiro precisaria de definir a temática. “A Vingança do Lobo” é sobre como a vingança de um indivíduo pode afectar a vida de muitos. Contudo, creio que te referes ao género em que a obra se insere, a dark fantasy. Sempre adorei mitos e lendas, assim como confesso ter um fraquinho por criaturas mitológicas, particularmente os monstros. Quando comecei a levar a escrita mais a sério, optar por essa temática foi algo natural. Se pretendo mudar de género literário? Não num futuro próximo, especialmente porque dark fantasy, no modo como as “Crónicas Obscuras” estão programadas, me permite tocar “ao de leve” nos restantes géneros. A tua história passa-se em Nova Iorque. O que te levou a escolher este cenário? Uma das perguntas mais frequente, senão mesmo a mais frequente. Nova York é a capital do mundo, a metrópole por excelência, um terreno que já foi usado em centenas de filmes, livros e séries. Recebeu tudo e todos, desde invasões extraterrestres, a comédias românticas, passando por mutantes e mulheres pseudo-modernas com a libido aos saltos. Como resultado, acaba por nos ser familiar, mesmo que nunca lá tenhamos ido, sendo esse reconhecimento automático que pretendi utilizar no primeiro livro de “Crónicas Obscuras”. O 1


mais incrível ao lidar com a Grande Maçã é que, apesar da sua “rodagem”, ela continua a ser a cidade virgem de centenas de histórias por contar. As “Crónicas Obscuras” são uma série, uma colectânea… Podes explicar-nos? Normalmente, prefiro referir-me a “Crónicas Obscuras” como uma colecção ou colectânea, uma vez que “série” implica uma organização sequencial (com prequelas ou sequelas) na qual todas as obras estão directamente relacionadas entre si, o que não é o caso. “A Vingança do Lobo” tem sequelas, histórias que lhe sucedem cronologicamente e nas quais aparecem várias das suas personagens, mesmo que as narrativas sejam construídas de modo a não ser absolutamente necessário ler as anteriores para se entender ou apreciar. Todavia, o universo de “Crónicas Obscuras” possui outras histórias completamente separadas de “A Vingança do Lobo”, tanto na forma de livros, em estado embrionário, como na de contos escritos, alguns deles já disponíveis para o público. “Crónicas Obscuras” é um universo literário, uma tela na qual pretendo pintar um conjunto de obras heterogéneas em temas e localizações. A ideia base por trás de “Crónicas Obscuras” consistiu em trazer as criaturas mitológicas para uma realidade próxima da nossa, desenvolvendo através delas enredos com interesse intrínseco, ou seja, cujo valor fosse além da mera presença do sobrenatural. Estas narrativas, não têm lugar numa realidade paralela ou planeta distante, mas no nosso próprio mundo, os seus palcos são as sombras das nossas cidades e campos. Os seus protagonistas? Variam de história para história, incluindo-se em três categorias principais: Ocultos (nome colectivo dado a espécies, raças e criaturas com características sobrenaturais); Obliteradores (humanos que se dedicam ao extermínio dos Ocultos) e, por fim, humanos vulgares (gente como nós que vivem as suas vidinhas sem saberem deste conflito, condição que os Obliteradores e o Ocultos, individualmente, se esforçam para manter). Em suma, “Crónicas Obscuras – A Vingança do Lobo” é o primeiro livro daquilo que espero vir a ser uma extensa colecção de dark fantasy. Sei que o próximo volume já está escrito. O que falta para que “veja a luz do dia”? Uma editora. Mesmo tendo em conta algumas revisões posteriores, “O Pergaminho de Fenris” - a sequela de “A Vingança do Lobo” - foi concluída há dois anos, e “Cicatrizes” desde Fevereiro (embora não me importe de deixar esta última a “marinar” mais algum tempo, antes da revisão final). Na verdade, já estou a trabalhar no 3º livro desde “A Vingança do Lobo”. Todavia, enquanto não arranjar uma editora que me permita manter afastado dos erros cometidos no passado, receio que essas obras continuarão dormentes. Quais as principais dificuldades com que te deparaste na busca de uma editora para a publicação do primeiro volume? Desconhecimento sobre os protocolos particulares de cada editora para a submissão de obras (informação difícil de encontrar mesmo nos seus sites) e a hesitação patológica das editoras quando se trata de investirem em autores novos. Se o segundo é perfeitamente compreensível (afinal, é um negócio e nem todas as apostas podem ser tomadas de ânimo leve), o primeiro não se justifica. Ignorância acaba por ser o grande obstáculo quando procuramos publicar o primeiro livro, pois somos obrigados a tentar encontrar o caminho às escuras num terreno sobre o qual pouco ou nada sabemos. Além de ouvir muitos “nãos” até ao ambicionado “sim”, cada escritor novato baterá com a cabeça vezes sem conta e será acossado por “lobos” que apenas querem aproveitar-se dele. Admito que cometi a minha cota parte de erros e aprendi com eles. Editoras que tardam a responder ou que não o fazem de todo são algumas das “histórias de horrores” comuns a vários autores, tanto antes como depois de editarem o primeiro livro. Que conselhos deixarias a quem quer ser escritor? No que diz respeito a lidarem com editoras: paciência e cautela. Sei que a vontade de publicar é difícil de conter, mas não se deixem seduzir pela primeira editora que vos dê uma oportunidade. Não se atirem de cabeça, ponderem bem os prós e os contra e não tenham medo de dizer não. É fácil cairmos no erro de pensar em cada oportunidade como a última, mas acreditem, haverão outras. Mais vale esperarem. A não ser que o vosso objectivo seja 2


publicar só para dizerem que publicaram, nesse caso força, deixem-se enganar. Já agora, àqueles que querem ser escritores, porque pensam que é um modo fácil de alcançar fama e dinheiro: não sejam parvos! Por cada escritor que ascende ao estrelato, existem centenas que nem conseguem sobreviver daquilo que escrevem, independentemente da qualidade do seu trabalho. No que diz respeito à escrita propriamente dita, há três coisas que acho essenciais: conforto, educação e método. Começo pelo último: método. Na minha opinião, quem quer escrever profissionalmente tem de encarar a escrita como um trabalho e dedicar-lhe o mesmo tempo e esforço que lhe seria exigido em qualquer emprego. Como é óbvio, nem toda a gente funciona bem com esse género de pressão. Alguns autores são famosos pela inconstância da sua produção literária, ora escrevendo uma linha numa semana, ora cinquenta páginas num dia, contudo, a longo prazo, consistência e dedicação compensam. Não quer dizer que todas as horas que colocamos de lado para a escrita sejam passadas a escrever; gastar tempo a planear o enredo ou a pesquisar pode ser igualmente útil. O importante é que no tempo que se investe na escrita se esteja concentrado em exclusivo nela. Educação - nada é mais importante para um escritor do que ler. É através dos livros que somos educados, bebendo do conhecimento dos nossos predecessores, não plagiando, mas estudando as suas técnicas de escrita e histórias para encontrarmos e desenvolveremos as nossas. Embora não se deva desvalorizar a exposição a todo e qualquer formato que possa ser usado para narrar (filmes, séries, peças de teatro, etc), os livros são cruciais para a evolução de um escritor. Nem todos os leitores são escritores, mas quase todos os grandes escritores são ou foram leitores ambiciosos. Por fim, conforto. Escrevam aquilo que vos interessa e com o qual se sentem confortáveis. Façam-no no sítio onde estão mais à-vontade, pois se nos dias em que estão inspirados isso não fará qualquer diferença, nos outros em que a mais pequena coisa se torna motivo para procrastinar, será crucial. Descubram o método que faz a vossa escrita mais eficaz. Alguns escritores funcionam melhor com a técnica de “escrever primeiro e pensar depois” e outros preferem estruturar tudo antes, havendo dezenas de métodos intermédios. O crucial é encontrarem aquilo que é melhor para vocês. Onde te podemos encontrar? A pergunta mais simples de todas. Podem encontrar-me na página de “Crónicas Obscuras” no Facebook (https://www.facebook.com/pages/Cr%C3%B3nicasObscuras/284622395814), no blogue “Crónicas Obscuras” (cronicasobscuras.blogspot.com) e no Goodreads (http://www.goodreads.com/book/show/8084233-a-vingan-a-do-lobo). Não se esqueçam de espreitar também os contos “Crónicas Obscuras – Vigília”, no nº 2 da revista Nanozine (http://pt.calameo.com/read/000559822eddfa1602ace) e “Crónicas Obscuras – O Farol, no blogue da colecção (http://cronicasobscuras.blogspot.com/2011/10/300-and-counting-cronicas-obscuraso.html).

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Interview to Vítor Frazão, author of “A Vingança do Lobo” Hello, Vítor. Can we start with a short presentation? Tell us about you. Well, let's start by the less interesting topic. In a simple way, I'm an archaeologist who likes to write outside his area of training, especially tales of dark fantasy. I was born in 1985 and raised in the village of São Martinho do Porto (Portugal), which, truth be told, says little or nothing about the "hows" and "whys" in my writing. On a second thought, the correct presentation would be: someone who still has much to learn about the art of writing, and the better he gets, he hopes to improve till he dies. When did you start writing and what led you to decide to do it? Now there's a question much more complex than it seems at first sight... I’ve written many posts (not yet published) on the topic, but I’ll try to tell the short version. Unfortunately, I’m not one of those writers who seem to be born with a pen in hand (at least that's the idea they seem to want to convey, proclaiming their precocity); my process was a bit more ordinary. Like all children, I had the habit of creating stories, which was and is something that gives me great pleasure. During my pre-teen and teenage years, I conducted my first attempts to organize these stories into a coherent text; some were relatively successful, others less so, but they were all important steps in my development, no matter how embarrassing it is read them. “Crónicas Obscuras” ("Obscure Chronicles") and other more mature works only arose when I have finished my degree, after a year of self-imposed exile from the world of writing, caused by reading a work of Lian Hearn (again, we hit a point that would give much to talk about). At the time, I returned because I couldn’t stand to mute the stories that continued to grow within me. That's what makes me write, an uncontrollable urge to express myself and to survive one day of my writing, so that I can devote exclusively to it. Tell us about “A Vingança do Lobo” ("The Revenge of the Wolf"). How did you choose the theme? To answer this question, first I would have to define the theme. "A Vingança do Lobo" is about how the avengeance of an individual affects the lives of many. But I think you refer to the genre in which the work fits - dark fantasy. I've always loved myths and legends; I confess as well that I have a crush on mythological creatures, especially monsters. When I started to take writing more seriously, opting for this theme was a natural thing. Do I want to change my literary genre? Not in the near future, especially because dark fantasy, in the way the "Crónicas Obscuras" are programmed, allows me to approach "lightly" some other genres. Your story is set in New York. What led you to choose this scenario? This one of the most common questions, if not THE most frequent. New York is the world capital, the metropolis par excellence, a ground that has been used in hundreds of films, books and series. It received everything and everyone from alien invasions, and romantic comedies, to mutants and pseudo-modern women with their libido jumping up and down. As a result, it turns out familiar to us, even if we never have gone there - this automatic recognition was what I wanted to use in the first book of "Crónicas Obscuras". The amazing thing about dealing with the Big Apple is that, despite its "use", it continues to be the virgin city of hundreds of stories to tell. 4


The "Crónicas Obscuras" are a series, a collection... Can you explain us? Normally, I prefer to refer to "Crónicas Obscuras" as a collection or anthology, since "series" implies a sequential organization (with sequels or prequels) in which all the works are directly related to each other, which is not the case. "A Vingança do Lobo" has sequels, stories that follow chronologically, and in which appear several of its characters, even if the narratives are constructed so that is not absolutely necessary to read the past ones to understand or appreciate them. However, the universe of "Crónicas Obscuras" has some other stories completely separated from "A Vingança do Lobo", both in the book form in its embryonary state, as in written tales, some of which already available to the public. "Crónicas Obscure" is a literary universe, a canvas on which I intend to paint a heterogeneous group of works on topics and locations. The basic idea behind it was to bring mythical creatures to a reality close to our own, developing it through scenarios with intrinsic interest, ie, whose value went beyond the mere presence of the supernatural. These narratives have no place in a parallel reality or a distant planet, but in our own world; its stages are the shadows of our cities and countrysides. Its protagonists? They vary from story to story, including in three main categories: Ocultos (collective name given to species, races and creatures with supernatural characteristics); Obliteradores (humans dedicated to terminate the Ocultos); and finally, ordinary humans (people like us, who live their little lives unaware of this conflict, a condition that both Ocultos and Obliteradores strive to maintain). In short, "Crónicas Obscuras – A Vingança do Lobo" is the first book of what I hope to become an extensive collection of dark fantasy. I know the next book is already written. What’s missing for it to come out? A publisher. Even taking into account some posterior revisions, “O Pergaminho de Fenris” ("The Scroll of Fenris") - the sequel to "A Vingança do Lobo" - was completed two years ago; and “Cicatrizes” ("Scars") is ready since February, although I don’t mind to keep it wainting for some time before the final revision. In fact, I'm working on the 3rd book since "A Vingança do Lobo". However, until I get a publisher that allows me to stay away from past mistakes, I’m afraid that these works will remain numb. What were the main difficulties that you faced in search of a publisher for the first volume of the Chronicles? The ignorance about the particular protocols of each publisher for works submission (information hard to find even on their sites), and the pathological hesitation of publishers in what comes to invest in new authors. If the second one is perfectly understandable (after all, this is a business and not all bets can be decided lightly), the first is not justified. Ignorance turns out to be the biggest obstacle when we try to publish our first book, because we’re forced to try to find our way in the dark, in a ground we know little or nothing about. Besides hearing many "no's" to the coveted "yes", every novice writer will hit his head again and again, and he’ll be beset by "wolves" who just want to take advantage of him. I admit I made my share of mistakes and learned from them. Publishers who take long to respond or the ones who don’t do it at all, are some of the "horror stories" shared by several authors, both before and after editing their first book. What advice would give to who wants to be a writer? In what regards to deal with publishers, be patient and cautious. I know the urge to publish is hard to contain, but don’t be seduced by the first one to give you an opportunity. Don’t go for it right away, consider the pros and cons, and don’t be afraid to say no. It's easy to fall into the mistake of seeing every opportunity as the last one, but believe me, there will be others. Better wait… unless your goal is to publish just to say you did it. In that case, go ahead, let yourself be fooled. By the way, those who want to be writers because they think it’s an easy way for fame and fortune – don’t be silly! For every writer who becomes famous, there are hundreds who can’t even survive of what they write, regardless the quality of their work. As for the writing itself, there are three things I consider essential: comfort, education and method. Let’s start by the last one - method. In my opinion, anyone 5


who wants to write professionally has to see writing as a job, and give it the same time and effort that would be required in any job. Obviously, not everyone works well under this kind of pressure. Some authors are known for the fickleness of their litterary production, writing sometimes a line in a week, sometimes fifty pages a day; however, long-term consistency and dedication pays off. It doesn’t mean that all the hours we put aside to write have to be spent writing; to spend time planning the plot or researching can also be useful. The important thing is to be exclusively focused on writing on the time devoted to it. Education nothing is more important for a writer than reading. It’s through books that we are educated, drinking the knowledge of our predecessors, not plagiarizing, but studying their writing techniques and stories, to find and develop our own. Although one should not underestimate the exposure to any format used to narrate (movies, series, plays, etc.), books are crucial for the evolution of a writer. Not all readers are writers, but almost all great writers are or were once ambitious readers. Finally, comfort. Write about what interests you, and with which you feel comfortable. Do it at the place where you’re most comfortable, because if in the days you’re inspired that won’t make any difference, in others when the smallest thing becomes a reason to procrastinate, it will be crucial. Discover the method that makes your writing more effective. Some writers work better with the technique of "write first and think later", and others prefer to structure it all before; there are dozens of interim methods. The key is to find what’s best for you. Where can we find you? The simplest question of all. You can find me on the Facebook page of "Crónicas Obscuras" (https://www.facebook.com/pages/Cr% C3% B3nicas-Obscuras/284622395814); on the blog "Crónicas Obscuras" (cronicasobscuras.blogspot.com); and also on Goodreads (http://www.goodreads.com/book/show/8084233-a-vingan-a-do-lobo). Don’t forget to also peek the tales of “Crónicas Obscuras – Vigília” ("Chronicles Obscure Vigil"), in the Nanozine maganize number two (http://pt.calameo.com/read/000559822eddfa1602ace), and “Crónicas Obscuras – O Farol” ("Obscure Chronicles The Lighthouse”) on the blog of the collection (http://cronicasobscuras.blogspot.com/2011/10/300-and-counting-cronicas-obscuraso.html).

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Synopsis Synopsis | Sinopse No Parque Nacional de Olympic, sob um crepúsculo enublado, dois campistas são atacados. Dias depois, em pleno Parque Central de Nova York, três corpos aparecem mutilados, alimentando a imaginação dos media. O que eles não sabem é que ambos os crimes são mais do que aparentam. Dez anos após ter desertado do seu clã, Lance "Meia-Raça" Fenrison, um lobisomem híbrido, volta à cidade Nova York para se vingar do homem que lhe matou a mulher e a filha. No outro lado do espectro está Isabel Martínez, uma agente da polícia, que ao encontrar-se acidental com Lance é atirada de cabeça para uma realidade que nem sonhara existir, levando-a a duvidar da própria sanidade. O mero regresso de Lance à Grande Maçã acaba por ter mais repercussões do que este poderia imaginar e, sem dar por isso, o licantropo vê-se alvo não só dos Obliteradores, uma sociedade dedicada ao extermínio de todas as criaturas paranormais, como do seu próprio clã. Vale-lhe uma inesperada e invulgar aliada, Eleanora "Lâmina Sangrenta" Reeve, uma vampira atípica, que tem uma única e ambiciosa missão: unir todas as divergentes espécies de Ocultos, o nome colectivo dados aos seres sobrenaturais, contra os Obliteradores que insistem em caçá-los. Uma obra com sentimentos profundos, quem sabe apaixonante para quem lê. Palavras de Amor são um capítulo de uma ida... Obliteradores obcecados e inflexíveis; lobisomens belicosos e tribalistas; vampiros inteligentes e intriguistas; feiticeiros poderosos e vulgares humanos que vivem as suas vidas, ignorando que em plena Nova York do século XXI o sobrenatural continua tão forte como em qualquer supersticioso e atrasado canto do mundo medieval

In the Olympic National Park, under a cloudy twilight, two campers are attacked. A few days later, in the middle of Central Park in New York, three mutilated bodies turn up, feeding the imagination of the media. What they don’t know is that both crimes are more than what they seem. Ten years after deserting from his clan, Lance "Half-Breed" Fenrison, a hybrid werewolf, comes back to New York City to avenge the man who killed his wife and daughter. On the other side of the spectrum is Isabel Martinez, a police officer that, when meets with Lance, is accidentally thrown to a reality she didn’t even dream of existing, leading her to doubt her own sanity. The mere return to the Big Apple Lance ends up having more impact than imagined, and without realizing it, the werewolf finds himself the target of not only the Obliteraters, a society dedicated to the extermination of all paranormal creatures, as his own clan. He earnes an unexpected and unusual ally, Eleanora "Bloody Blade" Reeve, an atypical vampire, who has a unique and ambitious mission: to unite all the different kinds of Occults, the collective name given to supernatural beings, against those who insist on hunting them. A work with deep feeling, perhaps exciting to readers. Words of Love are a chapter of a life... Obliteraters obsessed and inflexible; tribalist and bellicose werewolves; vampires and intelligent intriguers; powerful sorcerers and ordinary humans who live their lives unaware that, in the middle of the twenty first century New York, the supernatural remains as strong as in any superstitious and backward corner of the world Medieval.

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Review | Crítica Link: http://www.goodreads.com/review/show/208270196

Leitura concluída a 1 de Novembro de 2011! O que achei? Gostei da história no geral. Agradou-me particularmente o facto de cada capítulo se centrar numa personagem diferente: se num se debruça sobre Lance, no outro quem está a falar é o Clint e no seguinte narra-se a história de Isabel. Escapa à linearidade total, o que é bom. Gostei particularmente do lobisomem Vik - pode não ser uma das personagens principais, mas atraiu-me o ânimo com que enfrentou todas as situações. A dona da livraria foi outra personagem agradável e bati o pé no chão quanto ao que lhe foi reservado. O final da polícia Isabel Martinez apanhou-me de surpresa, porém deixou-me satisfeita não queria que a história dela se ficasse por ali. Pergunto-me o que aconteceu ao irmão dela; após ter partido para Albany, nunca mais se ouviu falar dele... E o Clint? Estava a nascer algo entre eles - será que vai aceitar a "nova" Isabel e entrar na dita "zona cinzenta" que tanto se esforçou por negar? Há que esperar pelo segundo volume. Passando para um campo subjectivo, gostava que se tivesse apelado um pouco mais às emoções; há muita acção, muitas lutas, alguns relacionamentos... mas não pecava por um maior apelo aos sentimentos. Embora o próprio autor já me tenha explicado o que se passou, não posso deixar de apontar que o livro precisava de uma última revisão, dado que contém umas quantas gralhas e erros. Alguns até me divertiram, lol! Quem sabe se não haverá uma nova edição revista? Espero que autor e editora colaborem mais neste departamento no próximo livro.

Reading completed November 1, 2011! What did I think of it? I liked the story in general. I particularly liked the fact that each chapter focused on a different character: if it focuses on Lance now, in the other is Clint who's talking, and the next one tells Isabels' story. It escapes to the total linearity, which is good. I especially liked the werewolf Vik - he may not be a main character, but I was attracted by the good mood with which he faced all situations. The owner of the bookstore was another likeable character and I slammed my foot to her destiny. The finale of the police woman Isabel Martinez caught me by surprise, but it left me satisfied - I didn't want her story to end there. I wonder what happened to her brother; after leaving to Albany, we never heard from him again... And Clint? Something was happening between them - will he accept the "new" Isabel and enter the so-called "gray area" he had worked so hard to deny? We have to wait for the second volume. Moving to a subjective field, I wish it had appealed to emotions a little more. There is plenty of action, many struggles, some relationships... it wouldn't sin by a greater appeal to feelings. Although the author has already explained to me what happened, I must point out that the book needed a final review, since it contains a few typos and errors. Some even amused me, lol! Who knows if there will be a new revised edition? I hope the author and the publisher work together a little more in this department in the next book.

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Entrevista Vítor Frazão  

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