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As Crónicas de Pedro Jardim Pedro Jardim é o “homem dos sete ofícios”, aos quais acrescentou há pouco o de escritor. “Crónicas do Avô Chico” é o seu livro de estreia, que foi publicado pela Chiado Editora e vai já na segunda edição. Saiba mais sobre este autor e respetivo trabalho nesta entrevista. Olá, Pedro. Podemos começar com uma pequena apresentação sua? Em primeiro lugar, queria agradecer à Rute a oportunidade que me concedeu em poder divulgar, junto dos seus fãs e seguidores (já deve ter muitos – sorrio-lhe por isso), a minha obra literária: as Crónicas do Avô Chico, da Chiado Editora. E como é óbvio, darme a conhecer enquanto autor. Chamo-me Joaquim, Pedro para os amigos, Barradas para os colegas de trabalho e Pedro Jardim enquanto autor. Tenho 36 anos e há quem diga que sou: o “Homem dos Sete Ofícios”. É verdade, faço de tudo um pouco: sou chefe de polícia; sociólogo; pintor; também canto e sou escrevinhador ou escrevente – projecto a escritor, como costumo dizer. Quando começou a escrever? Tudo nasceu quando era muito novo. Tinha os meus cinco, seis anos de idade e passava as férias de verão em terras alentejanas e em Vila Viçosa. Nasci em Lisboa e era no Alentejo, que passava o tempo das interrupções escolares. Em casa dos meus avós maternos descobri o fantástico, o maravilhoso, o incrível… por entre as mãos sábias do meu avô Chico, o Chico das Maravilhas, vi que era possível uma vida paralela, de sonho, porém ao mesmo tempo cheia de amor e carinho. Via-o escrever pela noite dentro as suas quadras, cantigas, narrações deambulantes, sinceras e cheias de significados que só os avós nos sabem dar. Foi a precisamente a ele, Francisco da Silva Jardim, que dediquei a minha

primeira obra literária: as Crónicas do Avô Chico. Foi desde essa altura que comecei a escrever os meus rabiscos. Ser escritor sempre fez parte dos seus planos? Devido ao meu percurso pessoal e profissional, diria, confesso, que não estava nos meus planos ser escritor. Tudo rumava em direcções diferentes apesar de gostar bastante de escrever prosa, poesia e histórias infantis. À medida que fui crescendo, essa necessidade e apetência pela escrita foi tomando forma. Engraçado!, ainda me lembro quando escrevia cartas aos meus primeiros amores. Porém, e apesar de escrever desde muito novo, só recentemente mergulhei no mundo mágico da escrita, na ascensão da palavra, ao escrever em 2010 a minha primeira obra literária: As Crónicas do Avô Chico – Nostalgia da minha infância no Alentejo, editado em 2011 pela Chiado Editora.


Que razões o levaram a escrever as Crónicas C d Avô Ch do hico e com mo se desenrolou u o processo criativo o? crever estas O que me levou a esc has crónica as, que poder-se-ia p am minh cham mar: as Crrónicas do Pedro foi o facto o do forte sentimentto que sen nti aqua ando do falecimento do meu av vô mate erno, Franc cisco da Silva S Jardim m. Foi através desse d sen ntimento de d a minhas s memórias perda que as ma forma qu ue falarram mais alto. Foi um arran njei para lh he dar vida a através do d pape el e tinta que q ele tan nto utilizav va, já que q nas páginas deste liv vro continuará a espalhar e a sua magiia, ou aquillo que foi, aquilo que represento para mim, para a os meus e para todos c . Sinto qu ue o quanto o conheciam. a forma co ontinuará vivo, de cerrta desta maneira, e atra avés desta a minha ob bra c a quem nunca posso dá-lo a conhecer nheceu, Jarrdim para todos, t “Chico o con das Maravilhas s” para os s amigos ou o mente, pai ou o avô. Alé ém pura e tão som o é um livro o que ao mesmo m temp po disso é um roteiro pela nossa culturra, etudo, a alentejana a e uma ob bra sobre que poderá serr lido por pe essoas dos s 8 8 como se s costuma a dizer: é um u aos 80, livro transversal a todas s as idade es. Todo o o processo criativo foi f rebuscad do nas minhas m me emórias de infância, nas minh has traquinices e vivências v d de menino. mo decorre eu a busc ca por um ma Com edito ora? Essa, considero o que foi a parte ma ais ocesso, pe elo fácil de todo este pro menos para mim no que e toca a es sta sei logo em e obra literária. Não pens ar. Primeiro o comecei a escrever no n edita meu blogue (qu ue vos dare ei a conhec cer mais s à frente) as minhas vivências de d menino, que no o fundo são o as crónicas que estão escrritas na minha obra, e o o feedbac ck que rece ebi por parrte como dos amigos e conhecido os foi muiito vi juntar as s que tinha e posittivo, resolv decid di procurar uma editora para faz zer uma homenage em ao me eu avô Chico em forma de livro. Env viei então a bra para vá árias editorras maqueta da ob safio: decid die todas aceitaram o des me pela Chiado Editora porque foi a

qu ue me fez as melhore es condiçõe es de ed dição na alttura.

Que Q feedb back tem recebido o do público ace erca do liv vro? Te em sido muito m bom,, até porq que o liv vro já es stá na segunda edição (a atingiu-a em e pouco mais de seis meses) m e já á está a se er distribuíd do no Brasil també ém. Tive o privilégio de o presentar na RTP – programa ap “P Portugal no n Coraçã ão”, na TV VI – programa “A A tarde é su ua”, TV Salloia – “ à Vista”, entre programa “Serra utros órgão os de comu unicação social e ou te enho perco orrido Porrtugal quase de lé és a lés para p contarr estas minhas av venturas de menino. Consegui in nclusive, para p a m minha seg gunda ed dição, três frases/com mentários sobre s as s Crónicas s do Avô Chico dos três ap presentado ores de tele evisão ond de fui (q que adorarram o livro o): João Baião; B Tâ ânia Ribas s de Oliv veira e Fá átima Lo opes, que tiveram a gentileza de ac ceitar qu ue os colocasse na co ontracapa do meu liv vro (2.ª ed d.), o qu ue a eng grandece a ainda mais. A op pinião dos s leitores é que esc crevo muito m bem, o que m me deixa muito m fe eliz, e todo os consideram que tenho t um futuro muito m risonh ho. Mas eu u não ou em ca antigas (d dizendo isto a vo brincar, cla aro). Esto ou a ap postar astante na minha form mação (ao nível ba da a escrita a – escrita cria ativa, so obretudo) para que a minha es scrita


possa deixar a minha marca enquanto autor. O que me já me leram, gostam sobretudo, da forma como falo dos sentimentos e de como os faço recordar a sua própria infância… um suspiro num momento de angústia, um sorriso numa tarde de verão: recordar os momentos vividos com os avós, por exemplo. Nunca pensei ter o reconhecimento que tenho tido com esta minha singela homenagem, os sítios onde já fui, as entrevistas que já cedi, tem sido um mundo de descoberta para mim. É a minha paixão e nunca o vou deixar de fazer: escrever. Quais são os seus planos no que concerne à escrita? Oh! São tantos. Vou contar-vos alguns. A minha vida de escritor não fica por aqui e esta minha obra, as Crónicas do Avô Chico, da Chiado Editora, não será apenas a primeira. É apenas o início de algo que quero construir aos poucos. Estou a ter formação, como vos indiquei, na área da escrita para crianças onde terminei com nota máxima, um curso “ESCREVER PARA CRIANÇAS”, com uma pessoa muito especial: diria única - a escritora e amiga Margarida Fonseca Santos. Aprendi muito com ela, muito mesmo. Mas neste momento estou a frequentar outros cursos. Em breve (lá para Outubro – estão todos convidados para os lançamentos) editarei o segundo volume das minhas crónicas, que se intitulará: Crónicas do Avô Chico – A Senhora da Tapada, que será editado novamente pela Chiado Editora. Tenho também entre mãos um projecto infantil: A Gaiola Dourada que estou a fazer em parceria com uma amiga muito talentosa, Sofia Bragança que será a ilustradora. Será uma aposta bastante forte e que esperamos que nos possa abrir mais portas no mundo editorial. Estou a escrever também dois romances que já começaram a tomar forma: um romance policial e um juvenil. E não me fico por aqui, tenho também um projecto de poesia arquitectado, bem

como, muitos infantis.

outros

projectos

Onde podem os leitores seguir o seu trabalho? Deixo então o convite aos leitores e fãs do blogue da Rute, que sei é um grande sucesso: para que possam acompanhar os meus projectos e novidades através do facebook e não só. Basta para isso clicarem nos links em baixo ou pesquisarem pelo meu nome de autor: Pedro Jardim. Aí ficarão a conhecer a minha “obra”, salientando que o meu grande objectivo é, nomeadamente e no futuro dar o meu melhor para que possa ir mais além e dar um contributo positivo pela nossa cultura e pela nossa língua. Se houver interessados no meu livro, este podese adquirir em algumas lojas do comércio tradicional de norte a sul do país, não diz todas porque ainda são algumas, ou online através dos sites da FNAC; Almedina; Bertrand; Cook e site da Chiado Editora, ou por sua vez, como vos disseram: comprá-lo directamente a mim, já que envio com dedicatória personalizada – basta para isso pesquisarem pelo meu nome: Pedro Jardim (escritor) e fazerem os vossos pedidos. Aqui vos deixo as hiperligações do meu pequeno mundo – lá espero por vós: http://www.facebook.com/pedro.jardi m.75 https://www.facebook.com/#!/escrito rpedrojardim http://jrradas.wix.com/pedrojardim http://twitter.com/jrradas E o link do meu livro: http://www.chiadoeditora.com/index. php?page=shop.product_details&cate gory_id=0&flypage=flypage.tpl&produ ct_id=362&option=com_virtuemart&It emid=1&vmcchk=1 https://www.facebook.com/#!/pages/ Cr%C3%B3nicas-do-Av%C3%B4Chico-Nostalgia-da-MinhaInf%C3%A2ncia-noAlentejo/153908488033180


The Chronicles of Pedro Jardim Pedro Jardim is the "man of all trades", who just added writer to the list. “Crónicas do Avô Chivo” ("Chronicles of Grandfather Chico") is his debut book, which was published by Editora Chiado and is now in its second edition. Learn more about this author and respective work in this interview. Hello, Pedro. Can we can start with a short presentation of you? Firstly, I’d like to thank Rute for the opportunity to disclose among her fans and followers (she must already have many - I smile at her for that) my literary work Crónicas do Avô Chico, published by Chiado Editora, and, of course, to present myself as an author. My name is Joaquim; Pedro for friends, Barradas to my work colleagues, and Pedro Jardim as an author. I’m 36 years old and some may say that I’m the "Man of All Trades." It is true, I do a bit of everything: I am the chief of police, sociologist, painter, and I’m also a scribbler - a project to a writer, as I say. When did you start writing? It all began when I was very young. I had my five, six years old and spent the summer vacations in the Alentejo area, in Vila Viçosa. I was born in Lisbon and it was in the Alentejo I spent my school breaks. In the house of my maternal grandparents I discovered the fantastic, marvelous, amazing - through the wise hands of my grandfather, Chico - “Chico Maravilhas”. I saw that it was possible a parallel life, of dream, but at the same time full of love and affection. I saw him the writing through the night his poems, songs, meandering narratives, sincere and full of meaning that only grandparents can give us. It was precisely to him, Francisco da Silva Jardim, I dedicated my first literary work: Crónicas do Avô Chico.

It was since then that I began writing my scribbles. Being a writer has always been part of your plans? Due to my personal and professional journey, I would say (I confess) it was not in my plans to be a writer. Everything was heading in different directions, although I liked enough to write prose, poetry and children's stories. As I grew older, the need and appetite for writing took shape. Funny; I still remember writing letters to my first loves. However, and despite writing from an early age, only recently I dived into the magical world of writing, in the rise of the word, by writing in 2010 my first literary work: As Crónicas do Avô Chico – Nostalgia da minha infância no Alentejo, published in 2011 by Chiado Editora.


Wha at reasons led you to write “Cró ónicas do Avô Chico o” and ho ow unfo olded the creative c process? What prompted d me to wrrite these my m hich could d be calle ed chronicles, wh nicles”, was s the stron ng “Pedro’s Chron ng I felt on the death of my m feelin mate ernal gran ndfather, Francisco F d da Silva a Jardim. It was through t th his feelin ng of loss that my memories spok ke louder. It I was a wa ay I found to give him life through t the e paper an nd ink that he so much m used to use, since his book he’ll continu ue to sprea ad in th the magic of who he was, what he h meant to me, to my family and all m. I feel th hat this wa ay who knew him he’ll remain alive som mehow, an nd throu ugh my wo ork I can prresent him to whom m never kn new him; Ja ardim for all, a "Chic co Maravilh has" to frie ends, or pu ure and just, father or grandfathe er. hermore, itt is a book k that is bo oth Furth a roa admap for our culturre, especially of th he Alentejo o, and a work that ca an be read by people from 8 to 80; as oss one say, it’s a book thatt cuts acro a The whole w crea ative proce ess all ages. was refined in my childhoo od mories, schief an nd mem my mis expe eriences as a little boy y. w was the t searrch for a How publlisher? This,, I believe was the ea asiest part of the whole pro ocess, at least for me m n it comes to this lite erary work.. I when didn’’t think about a publishing rig ght away y. First I started writing in my m blog (which I’ll talk abou ut later) my m expe eriences as a child, wh hich basically are the t chronic cles that are written in my work. Since the feedback I fro om frie ends an nd receiived acqu uaintances was very y positive, I decid ded to ga ather everything an nd decid ded to se eek a pub blisher for a tribu ute to my grandfath her Chico in book k form. Then I he sent th manuscript to several pu ublishers an nd he challeng ge, I decide ed all accepted th C Edito ora, becaus se it was th he by Chiado one that presented me the be est ditions at th he time. cond

What W feed dback hav ve you been b re eceiving from f the readers about a th he book? Itt has been n very goo od, because e the bo ook is now w in its sec cond editio on (it hit it in a litttle over six months), and s already being b distributed in Brazil B is to oo. I had the t privileg ge of prese enting in n tv shows s, such as s: "Portuga al no Coração" (R RTP); “A Tarde é Sua” TVI); "Serra à Vista a" (TV Saloia), (T am mong othe er media. II’ve travele ed to Po ortugal fro om north tto south to o tell my m adventu ures as a boy. Forr the se econd edittion, I ev ven got three co omments on o the book k from thre ee TV ho osts who met m in their shows and d that lo oved the book: b João o Baião; Tânia T Ribas de Olliveira and Fátima Lo opes. Th he readers’ opinions are that I write ve ery well, which ma akes me very ha appy. And everyone thinks I ha ave a much m brightter future. But I don’tt buy it (kidding, of course)). I'm betting a lo ot on my trraining (in tterms of writing - creative writing, mos stly), so tha at my writing w can leave my y mark as an au uthor. Tho ose who already read d my work w liked especially the way I talk ab bout feelin ngs and ho ow I remember th heir own childhood... c one sigh at a time of angu uish, a smile on a sum mmer mber the times t affternoon: to remem sp pent with grandparent g ts, for exam mple. I never thought I'd get such ecognition with this homage, the re places I've gone, the interviews s – it


has been a world of discovery for me. It's my passion and I’ll never stop doing it: writing. What are your plans when it comes to writing? Oh! There are so many. Let me tell you some. My life as a writer is not ending here with the Crónicas do Avô Chico, by Chiado Editora. It is only the beginning of something that I want to build slowly. I've been training (as I indicated) in the area for children. I finished with top grade a course called "WRITING FOR CHILDREN" with a very special person, unique I would say - the writer and friend Margarida Fonseca Santos. I learned a lot from her, really. But right now I'm attending other courses. Soon (in October - all are invited) I’ll release the second volume of my chronicles, called “Crónicas do Avô Chico – A Senhora da Tapada”, again published by Chiado Editora. I am also dealing with a kids project called "A Gaiola Dourada” ; I'm doing it in partnership with a very talented friend, Sofia Bragança, who’s the illustrator. It will be a very strong bet and we hope we can open more doors in the publishing world. I'm also writing two novels that have already begun to take shape: a detective novel and a juvenile. And I there’s more - I also have a poetry project architected, as well as many other children's projects. Where can readers follow your work? I invited the readers and fans of this blog of Rute - which I know is a great success - so they can track my projects and news via facebook and

beyond. You just have to click on the links below or search for my author name: Pedro Jardim. There you meet my "work", noting that my ultimate goal is, in particular and in the future, to do my best so that I can go further and make a positive contribution for our culture and language. If anyone is interested in my book, this can be purchased in some stores in the traditional trade from north to south (I won’t name them all because there are so many), or online through the sites of FNAC; Almedina, Bertrand; Cook and Chiado Editora, You can also buy it directly from me, and I’ll send it with a personalized dedication. For that, just search my name: Pedro Jardim (writer) and make your requests. Here are the links of my little world – I’ll be waiting for you there: http://www.facebook.com/pedro.jardi m.75 https://www.facebook.com/#!/escrito rpedrojardim http://jrradas.wix.com/pedrojardim http://twitter.com/jrradas And the links to my book: http://www.chiadoeditora.com/index. php?page=shop.product_details&cate gory_id=0&flypage=flypage.tpl&produ ct_id=362&option=com_virtuemart&It emid=1&vmcchk=1 https://www.facebook.com/#!/pages/ Cr%C3%B3nicas-do-Av%C3%B4Chico-Nostalgia-da-MinhaInf%C3%A2ncia-noAlentejo/153908488033180


“Crónicas do Avô Chico” SINOPSE Crónicas do Avô Chico - Nostalgia da Minha Infância no Alentejo, da Chiado Editora, é um livro de crónicas autobiográficas, episódios da infância do autor por terras alentejanas, em Vila Viçosa. Pedro Jardim imortalizou um pouco das suas vivências, homenageando os atores da sua vida, principalmente o seu avô materno Francisco da Silva Jardim, conhecido como o Chico das Maravilhas. E fê-lo de forma poética, apesar de apresentar um livro em prosa. Trata-se de um autor português, que conta a suas vivências e aventuras de menino, a história das suas gentes, bem como nos dá a conhecer muito das tradições e cultura alentejana. A narração desenrola-se em cenários deslumbrantes, que todos nós conhecemos (ou pelo menos ouvimos falar) e depois de lermos o livro ficamos com uma grande vontade de as (re)visitar e até conhecer. Cada episódio é acompanhado de ilustrações e poesias (do seu avô Chico, na sua maioria) que enquadram e ajudam a introduzir cada uma das cenas. Utiliza ainda uma linguagem muito própria e regional, o que nos ajuda a experienciar melhor todo o livro. Um livro de afetos, puros e genuínos. Um livro transversal que pode ser lido por pessoas dos oito aos oitenta e oito anos. BLURB Crónicas do Avô Chico - Nostalgia da Minha Infância no Alentejo, published by Chiado Editora, is a book of autobiographical chronicles, author's childhood episodes that took place in Alentejo, in Vila Viçosa. Pedro Jardim immortalized some of his experiences, honoring actors of his life, especially his maternal grandfather Francisco Jardim da Silva, known as Chico Maravilhas. And he

did it in a poetic way, despite the book being in prose. It is a Portuguese author who tells his experiences and adventures as a little boy, the story of his people, and lets us know much of the traditions and culture of the Alentejo. The narrative unfolds in stunning views that we all know (or at least heard about), and after reading the book it makes us want to the (re)visit this place or even meet it for the first time. Each episode is accompanied by illustrations and poetry (by his grandfather Chico, mostly) that fit and help introduce each scene. It also uses a language all very own and regional, which helps us to better experience the whole book. A book of affects, pure and genuine. This is a transverse book that can be read by people from eight to eightyeight years old. OPINIÃO Acabei de ler este livro a 12 de agosto de 2012. Dou-lhe quatro estrelas. Esta não é uma história linear, com princípio, meio e fim, por isso quem não aprecia cenas soltas, não recomendo. Trata-se da compilação de diversos episódios de infância do autor, que têm lugar em Vila Viçosa, em casa dos seus avós. Pessoalmente, gostei bastante, talvez porque muitos dos episódios descritos me digam alguma coisa. Enquanto alguém criado numa terra alentejana, experienciei eu própria algumas das cenas apresentadas. Por exemplo, não pisei azeitonas, mas assisti à apanha e fui levá-las ao lagar, para sair de lá com jerricãs de azeite. Não joguei ao pião, pois as meninas jogavam à semana ou ao elástico, mas joguei à apanhada, às escondidas e fazia corridas com “partida, largada, fugida!”. Ah! E joguei ao berlinde, a que chamava “bogalho”; ia à “cova” e tentava acertar nos outros todos. Também comi muitas amoras e


lavava as mãos não só com Omo, mas também com Presto. Em relação à poesia popular, também ouvi muitos versos desses. Mas, ó Pedro, “Se tu visses o que eu vi, À porta do tribunal, As cuecas do juiz, Embrulhadas no Jornal” é de outra autoria. É uma quadra que faz parte do jogo do Dominó e ainda sei cantar as restantes. Mas nem só de texto se faz este livro – também tem ilustrações. A minha preferida é a da pasteleira (uma bicicleta a pedal, para quem não está familiarizado com o termo). Fez-me recordar a bicicleta do meu avô em que andei tantas vezes à pendura. E é verdade: quem vai à pendura tem que abrir as pernas, senão… Foi muito bom ler este livro e relembrar episódios da minha infância através dos olhos de Pedro Jardim.

jerry cans with olive oil. I didn’t play the whipping-top, because the girls played Week or with the elastic, but I played catch, hide and seek, and raced to the sound of "ready, set, go." Ah! And played with marbles; I went to the "pit" and tried to hit all the others. I also ate a lot of blackberries and washed my hands not only with Omo, but also with Presto. Regarding the popular poetry, I also heard many of these verses. But, hey Pedro, "If you saw what I saw, At the door of the courthouse, the judge's underwear, wrapped in the newspaper" is from another author. It's a block that is part of the game called Domino and I still can sing the rest. But not only text that makes this book – it also has illustrations. My favorite is the pastry (a bicycle with pedals, for those not familiar with the term). It made me remember my grandfather’s bike I rode so often. And it's true: who rides in the back must open the legs a lot, or else... It was great to read this book and remembering episodes from my childhood through the eyes of Pedro Jardim. Link: http://www.goodreads.com/review/sh ow/389322888

REVIEW I just read this book on August 12, 2012. I rate it four stars. This is not a linear story with a beginning, middle and end, so who doesn’t like loose scenes, I don’t recommend it. This is a compilation of several episodes of the author's childhood, which take place in Vila Viçosa, home of his grandparents. Personally, I liked a lot, perhaps because many of the episodes described tell me something. As someone raised in the Alentejo area (Portugal), I myself experienced some of the scenes presented. For example, I didn’t tread olives, but I watched people catching them and I took them to the mill, to get out of there with

entrevista Pedro Jardim  

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