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encontros com celebridades

GANDHI Gandhi nasceu em 1869 e a sua vida foi marcada por um dos períodos mais conturbados da história da humanidade, pois assistiu às duas guerras mundiais. A resposta de Gandhi a este desconcerto do mundo direcionou-se para o princípio de não-violência, um princípio de não agressão, um móbil essencial para uma nova dinâmica transformadora do mundo. Deste modo, respondia no âmbito da filosofia amorosa de Jesus quando dizia: “Como poderei fazer a paz se me quereis pôr uma espada na mão?”. Gandhi, na juventude, estudou Direito na Universidade de Londres e a sua postura espiritual repousava no livro sagrado hindu, Bhagavad-Gita e no sermão da Montanha de Jesus, documentos que passaram a ser os seus instrumentos de ação mais preciosos, pois todos os dias faziam parte das suas orações diárias. Após ter regressado à Índia viu-se na necessidade de ir trabalhar para a África do Sul. A constatação do racismo nesse país despertou nele um sentimento de ajudar os outros, passando então a desempenhar, enquanto advogado, um papel vincadamente social. A sua atitude de defender os mais humildes e injustiçados trouxe-lhe muitos dissabores, pois veio a sofrer imensas represálias, inclusive uma tentativa de linchamento e um espancamento ao qual não escapou. Mas, ao não querer processar os que lhe haviam batido elevou o seu estatuto e consideração perante os outros, o que lhe permitiu continuar a defender os direitos das minorias e dos oprimidos.

Passou cerca de vinte anos na África do Sul estando sempre envolto em causas humanitárias. Foi muitas vezes preso, mas isso não o enfraqueceu, pois a sua postura de prática não violenta começava a dar-lhe imunidade perante as adversidades. A sua conduta baseavase em não ferir ninguém, já que, tudo o que fazemos se plasma na nossa consciência, sendo pelas nossas ações que teremos de nos responsabilizar. Entretanto, em 1915, Gandhi regressou à sua terra natal que ainda estava sob o domínio colonial dos ingleses. De imediato assume o papel de libertar a Índia do jugo desta potência. Inicia formas de ajuda a todos os carenciados, e utiliza uma nova forma muito particular de “lutar”, o jejum, encorajando os indianos à desobediência civil, a qual teria sempre que assumir a bandeira do tal princípio de não-violência. Em 1919 publica uma espécie de manifesto sob a forma de pedido ao povo de Bombaim do qual constam cinco pontos: “Igualdade, não usar álcool ou drogas, unidade hindu-muçulmana, amizade, e igualdade para as mulheres.”

Após várias conquistas nesta consciência coletiva de não-violência, Gandhi conseguiu que o povo indiano fizesse uma marcha pacífica em 1930 pedindo a independência da Índia, e fê-lo de uma maneira muito particular, pois acrescentou nesse pedido que fez ao vice-rei, que o objetivo era converter os britânicos a esta prática de não-violência, despertando neles a consciência do mal que causaram ao povo indiano. Apesar das dificuldades históricas, continuou a clamar pela independência, o que finalmente aconteceu em 15 de Agosto de 1947. Entretanto os hindus e os muçulmanos aumentavam a sua divergência quanto à unidade do país. Os muçulmanos queriam que o Paquistão fosse um país independente, mas Gandhi rejeitava esta ideia apelando para que a unidade se mantivesse inalterada. Porém, a situação que Gandhi receava aconteceu, surgindo um novo país, o Paquistão. Contudo, Gandhi mantinha a sua postura de unidade, lamentando a divisão da Índia. O desencontro destes dois povos surgiu de imediato, e no início de 1948 Gandhi inicia um novo jejum contra a violência que ocorria entre estes povos e em 30 de Janeiro Gandhi foi assassinado por um hindu radical com dois tiros, por considerar que o seu posicionamento enfraquecia o poder político da Índia. Nesse mesmo momento, esta grande alma, amante da paz e do livre convívio dos homens perdoa ao seu algoz e entrega-se ao seu deus, entoando um mantra a Rama, fazendo desta forma a passagem do seu espírito para o “outro lado da vida” da melhor forma possível.

Nº18 | ANO 12 | SET 2013

NÚCLEO DE COMPETÊNCIAS Foi inaugurado, no dia 13 de novembro de 2012, o Núcleo de Competências da escola denominado Oficina de Manutenção de Equipamentos Informáticos. É constituído por alunos dos segundos anos dos cursos de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos e de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e,

aos alunos escolhidos para o integrarem, reconhece-se competência para diagnosticar e solucionar problemas em qualquer tipo de equipamentos informáticos.

O Núcleo de Competências fica instalado num laboratório criado para este fim e completamente equipado com as

mais modernas ferramentas e este serviço pode ser usado por toda a comunidade escolar, pela restante população, assim como por empresas e Instituições.

Pretende-se que seja mais um instrumento que auxilie a aprofundar os conhecimentos dos alunos, incutindo o gosto

pela qualificação, que incentive medidas empreendedoras, no fundo, que promova e estimule a formação; com o exterior, deseja-se que seja mais um canal de comunicação entre a escola e o meio.

UMA ESCOLA

FICHA TÉCNICA

VISITAS DE ESTUDO

VISITAS DE ESTUDO

ENTREGA DE PRÉMIO

ENTREVISTAS

Propriedade Escola Profissional Ruiz Costa Redação Corpo Discente e Docente Créditos Fotográficos Arquivo Escolar Distribuição Unicamente na Escola Profissional Ruiz Costa Morada Rua Brito Capelo, 688 - Matosinhos Pág.3

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encontros encontros com a reflexão

SOMOS AQUILO QUE APRENDEMOS Estamos ao serviço da educação desde 1989 e tem sido uma preocupação constante da nossa Escola prosseguir e melhorar o seu projeto educativo, que passa por uma formação integral, rigorosa e de qualidade proporcionando aos nossos alunos o desenvolvimento de competências profissionais e pessoais, para o exercício cabal de uma profissão e uma forte possibilidade de construir um futuro melhor. Temos pois uma vasta experiência e créditos firmados junto do tecido empresarial, sobretudo nas áreas de informática e gestão, consolidados ao longo de 23 anos de existência. Quando procedemos à seleção dos inúmeros candidatos à frequência dos nossos cursos, apostamos em jovens responsáveis, trabalhadores e com razoável percurso escolar, mas também dotados de princípios e valores, com boas qualidades pessoais. Na verdade, por trás de um grande profissional tem de estar um grande homem. Em suma, a conjugação alunos interessantes e interessados, professores competentes e empenhados, utilizando boas práticas, em instalações agradáveis, conduzirá fatalmente a Ruiz Costa a ser uma escol(h)a melhor! Só com boa matéria- prima podemos obter os melhores resultados. Comprometemo-nos também a dar aos nossos alunos o melhor acolhimento, a tudo fazer para facilitar a sua integração, a incutir-lhes o gosto pela escola, pela camaradagem, pela amizade. Propomos um ambiente descontraído e relações informais, mas respeitador e com regras.Assim, não deixaremos que em qualquer um deles se instale o síndrome de segundafeira. Preferimos que nas tardes de domingo pensem “ Fixe, amanhã já estou na Ruiz Costa”. Se assim for, é como o código postal … meio caminho andado para se obter sucesso. Queremos que a pontualidade e assiduidade sejam regras fundamentais a observar por todos nós. Estamos seguros que, se o aluno não faltar, estiver atento nas aulas, participar, então reúne condições para ter aproveitamento escolar e, no fundo, cumprir a sua obrigação. É importante que interiorizem estes princípios, pois no mundo empresarial, os atrasos sistemáticos, as faltas e o menor empenho na execução das tarefas, vão escancarar-lhes as porta do desemprego. Também estou

PROTOCOLOS DE COLABORAÇÃO sempre a repetir:- errar é humano, uma vez pode acontecer, mas errar muitas vezes é incompetência. Temos professores que já estão na eRC há muitos anos. Se continuam connosco é porque se sentem bem, gostam do ambiente e da forma como aqui se trabalha e nós reconhecemos mérito no seu desempenho. Os nossos professores trabalham para o sucesso dos seus formandos. Sim, há professores que tendem mais a averiguar o que o aluno não sabe do que a valorizar as suas aprendizagens. Contudo, nós não partilhamos da ideia que uma disciplina com muitas reprovações, com um maior número de módulos em atraso, seja sinónimo de credibilidade. Pensamos sim que a competência se mede pelo esforço constante que o docente faz, através da utilização de estratégias diferenciadas, para que o maior número de alunos adquira mais conhecimentos. Também entendemos que a relação professor/aluno se deve pautar pelo respeito mútuo, somos adeptos da pedagogia do exemplo, o docente deve incentivar um ambiente de reciprocidade, de empatia. Quem ensina também aprende. Não deve ceder à excessiva proximidade/intimidade, porque o professor é a autoridade na sala de aula. Logo, o aluno não deve dirigir-se ao professor utilizando expressões que usa com os seus colegas. Todos nós somos produto da carga genética e do meio. É hoje uma discussão sem sentido valorizar um destes fatores em detrimento do outro. São ambos importantes para o desenvolvimento da nossa personalidade e do nosso crescimento como pessoas. Em termos intelectuais e psíquicos herdamos disposições, potencialidades e tendências, que só se irão expressar se o ambiente lhes for favorável, ou seja, para se concretizarem têm que ser trabalhadas. Diria que ficam atrofiadas se não forem desenvolvidas. Sendo assim, caro aluno, não te deixes atrofiar, prova que tens capacidades, não arranjes desculpas para justificar os teus fracassos. O teu futuro só depende de ti. Pés ao caminho e luta com persistência, pela acumulação de conhecimentos e aprendizagens. Nós somos aquilo que aprendemos. Quanto mais souberes, mais és. O sucesso dá muito trabalho a conquistar. Podes contar connosco, nós faremos a nossa parte. Se tu fizeres a tua parte ambos cumprimos a nossa missão. António Mano Nunes

No passado dia 28 de fevereiro do corrente ano a ESAD- Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos e a Escola Profissional Ruiz Costa, celebraram um protocolo de colaboração, tendo em vista a prossecução de objetivos dos quais destacamos: • • • • • • •

Melhor aproveitamento das potencialidades humanas e tecnológicas de ambas as escolas; Análise dos conteúdos programáticos do Curso Técnico de Desenho Digital 3D e outros que em áreas afins possam eventualmente vir a ser criados, visando uma melhor integração no ensino superior e/ou no mercado de trabalho; A possibilidade de um representante do ESAD fazer parte do júri das Provas de Aptidão Profissionais (PAP’s); Estabelecer formas de cooperação entre as duas entidades para a dinamização de Cursos de Especialização Tecnológica (CET’s), conferindo uma equivalência de nível 5, com base em formação técnica especializada; Realização conjunta de workshops sobre temáticas ou eventuais saídas profissionais dos cursos ministrados; É atribuído um desconto de 10% do valor da propina a todos os estudantes da RUIZ COSTA que ingressem na ESAD. Estamos certos das vantagens decorrentes para as duas entidades ao estabelecerem este protocolo, esperamos que o mesmo seja dinamizado através de boas práticas e várias iniciativas, que permitam a realização e consolidação dos objetivos atrás descritos.

PROTOCOLOS DE FORMAÇÃO EM CONTEXTO DE TRABALHO • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

1000 Paladares – Produtos Alimentares, Lda Adira, SA Adquir Alberto Martins & Mesquita, Lda. ARS NORTE – Admin. Regional de Saúde do Norte, l.P. Associação Recreativa do Freixieiro ATEC - Academia de Formação Best Plan - Consultadoria em Invest. e Formação, Lda. Bionet, Tecnologias & Inovação, Lda. Câmara Municipal de Matosinhos Carvalho Ferreira & Magalhães Fernandes Unip. Lda. Centro Empresarial de Brito Capelo Centro Português de Fotografia Clínica de Leça da Palmeira, Lda. Clínica S. Miguel Arcanjo - Saúde Humana, Lda. CPC - Companhia Portuguesa de Computadores DEBITRADE - Distribuição de Produtos Electrónicos Lda. Desenvolvimento Organizacional, Marketing e Publicidade, SA Efacec Sistemas de Gestão SA Equiporto, Lda Escola Superior de Arte e Design FPHS, Lda. Gab. Arq. Telmo Castro Geserfor - Gestão de Recursos Humanos, S.A. Hormática - Tecnologias Informáticas, Lda. I.P.P. - Instituto Politécnico do Porto Infinito Digital, Lda. Instituto de Biologia Molecular e Celular - IBMC Junta de Freguesia de Lavra Junta de Freguesia de Leça da Palmeira Junta de Freguesia de Matosinhos

Site www.ruizcosta.edu.pt

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Konk Consulting – Consultoria Informática, Lda. Laboratório de Análises Dr. Carlos Torres Lavin LCC – Contabilidade e Assessoria LISALABEL – Etiquetas e Sistemas de Marcação, Lda. Logibérica - Sistemas de Informação, Lda. Londrilar - Comércio Geral, Lda. Mater - Máquinas e tecnologia industrial, SA Matleite, Lda. Mbit MNML Arquitectura PC Cool PC-Clinic PcMaker Permon - Produtos Quimicos, Lda Puro Pensamento, Lda. PZP - Soluções Informáticas, Lda. Restaurante Dom Zeferino – Matosinhos Rosa Pinheiro - Solicitadora RUMOS, SA Soltráfego – Soluções de Trânsito, Estacionamento e Comunicação, SA Suporte Informático Susana Silva, Unipessoal Telheiro & Gonçalves - Soluções Financeiras e Contabilidade, Lda. Unicer - Bebidas, S.A. Unicordas - Sociedade de Transportes Marítimos, Lda. Unidade de Saúde Local de Matosinhos - Hospital Pedro Hispano Valor Maia WebEffect XDPeople

Email info@ruizcosta.edu.pt

Telefone 229 957 735

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encontros encontros fora de portas

encontros com a poesia

CLUBE DOS POETAS VIVOS Porto Guerreiro

O Prazer Que Contempla

Corre em teu sangue, Porto guerreiro, o amor da liberdade. Corre em teu sangue, Porto tripeiro, o amor desta cidade. É como um voo presente que paira além da névoa nos raios do teu sol. É como um canto crescente solto em tua voz que se ergue em todos nós. Quando à tarde olhamos o Douro, vemos suas águas correr sobre uma lei ancestral de quem sabe para onde vai, é como as mãos que se cruzam neste sonho ideal em teu nome liberdade. É este o Porto que eu mais amo e que canto num hino inteiro. É este o Porto que eu mais amo pois é um Porto guerreiro.

No movimento perpétuo do mundo Onde o precário se alicerça E nos enleia em torno da superação do ser Algo nos eleva o desejo E nos acalenta o crescer. Os reflexos da matéria Simpatias que aprisionam a alma Em mecanicismos rudes, patéticos De um fenoménico sentir São teias que nos prendem ao mundo Num comezinho viver. Só tu arte nos elevas o pensar Nesse carinho doce Com que transfiguras o real. Tu homem que procuras a liberdade Não te deixes acabrunhar pelos sentidos Caminha na mansidão da ética Círio que ilumina a paz E liberta-te do peso com que a tradição te espartilha E flui, flui por entre a imaginação que constrói Entra no sublime do belo Fruição de um deleite sem fim E eleva a condição superior da criação Ao delírio que os deuses nunca experimentaram. Vem musa inspiradora Lenitivo do espírito, vem Vem e toma-me no pleno de ti E deixa-me voar contigo Abraça-me, beija-me E leva-me para além das montanhas coloridas Leva-me ao píncaro mais alto da luz Onde o belo se perfila Num jogo suave de um sorriso libertador.

Rui Fonseca

Rui Fonseca

EM NOME DA CRISE Estamos em crise desde a fundação da nacionalidade. Aliás, é esse o nosso estado natural. Mil trezentos e oitenta e três, mil quinhentos e oitenta e mil oitocentos e noventa, foram apenas afloramentos críticos como são aqueles outros rochosos, as pontas dos icebergs, ou o nariz do Júlio Isidro. Por baixo ou por detrás deles está sempre a sua essência, o magma de que são a imagem e a semelhança. Então, por que insistimos em dizer que agora sim, agora é que estamos a atravessar uma grave crise como se fôssemos tartarugas a atravessar o Atlântico Sul em busca de alimento na costa argentina? Tenho a minha opinião sobre a matéria. Difundida e consolidada a ideia de que, não só estamos continuadamente em crise como nós somos a crise, ficamos com um excelente argumento à mão de semear para não deitarmos sementes à terra e continuarmos com elas nos bolsos, ainda mais sabendo que a nossa agricultura é um dos abonos da crise. Como se vê, podem acusar-nos de laxismo mas não de incoerência, o que não deixa de ser politicamente correto. A culpa da crise está, portanto, em si mesma, não em nós. Em mil trezentos e oitenta e três a culpa não foi nossa, foi do D.Fernando. Tivesse ele na época os conhecimentos que a engenharia genética hoje nos proporciona e teria acertado com D.Leonor Teles o período mais propício à elaboração de um herdeiro varão que se juntasse à inelegível infanta D.Beatriz. Assim, tivemos de esperar dois anos para que o Condestável e o Grão-Mestre de Avis enquadrassem os castelhanos e os reenviassem para casa. Em mil quinhentos e oitenta a culpa também não foi nossa. Como toda a gente sabe, foi de D.Sebastião que dois anos antes, imbuído dos seus pergaminhos religiosos, cometeu a imprudência de atender uma chamada do Mulay Mohammed. Seja pela falta de rede, de saldo, ou de excesso de nevoeiro, ainda hoje estamos à espera que nos diga alguma coisa. Desta vez, tivemos de esperar sessenta anos para atirar um tal Vasconcelos pela janela até um outro João chegar à varanda. Os ingleses e o Ultimato foram os culpados em mil oitocentos e noventa. Ficámos vermelhos por causa do mapa cor-de-rosa e, para não nos deprimirmos, marchamos a uma só voz contra os canhões. Entretanto, os republicanos deixavam-se de músicas e da crise em azul e branco passamos à de vermelho e verde. Não demoraria muito que uma outra, totalmente cinzenta, tomasse o lugar daquela e, com um ligeiro interregno em que demos uma no cravo e outra na ferradura, aqui chegamos. Pobrezinhos, sem honra nem proveito, mas inocentes, porque a culpa é sempre do inverno, nunca da cigarra. António Torres

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CASA MUSEU

VISITA DE ESTUDO

Abel de Lima Salazar nasceu em Guimarães em 1889, viveu em S. Mamede de Infesta durante 30 anos na casa que hoje tem o seu nome e faleceu em Lisboa em 1946. Além de cientista foi artista, prosador, crítico, filósofo, divulgador de doutrinas e ideais progressistas. Produziu uma obra de dimensões invulgares que se reparte por setores múltiplos da investigação científica, da atividade artística e da produção literária. No dia 30 de outubro, os alunos de Desenho Digital 3D foram conhecer o espólio deixado pelo artista que se encontra presente na Casa Museu Abel Salazar. Após a visita guiada, seguiu-se um workshop, no qual os discentes colocaram em prática os seus dotes artísticos e deram largas à sua criatividade.

No passado dia 11 de outubro, os alunos dos terceiros anos realizaram uma visita de estudo ao Planetário do Porto, integrada na disciplina de Área de Integração, no âmbito do módulo 5, tema-problema “O homem e a terra”. A visita teve como objetivo o aprofundamento de alguns conhecimentos sobre o Universo, o Sistema Solar e a Terra, desenvolvidos na sala de aula. Por outro lado, estabeleceuse a articulação entre exemplos observáveis no quotidiano e os objetos de investigação de ciências tão diversas como a Astronomia e a Geografia. Permitiu, ainda, a consolidação de conhecimentos sobre a representação do universo: geocentrismo e heliocentrismo. A visita de estudo foi muito positiva, pois possibilitou a interação entre os alunos e os orientadores, proporcionandolhes um visionamento do sistema solar e o contacto com a imensa dimensão do Cosmos. Houve, ainda, a possibilidade de esclarecer algumas dúvidas.

ABEL SALAZAR

AO PLANETÁRIO

VISITA DE ESTUDO AO PARQUE BIOLÓGICO DE GAIA No âmbito da disciplina de Área de Integração, as turmas do 2.º ano TGEI, TGPSI e TIG realizaram, no dia 05 de Novembro de 2012, uma visita de estudo ao primeiro centro permanente de Educação Ambiental do país: o Parque Biológico de Vila Nova de Gaia. Esta visita, integrada no módulo 3 - A relação homem/ natureza, a identidade regional e o desenvolvimento sustentável, pretendeu estimular a reflexão sobre o presente e o futuro da relação homem-natureza, demonstrar que esta relação constitui uma dimensão essencial da qualidade de vida e aprofundar o conceito de desenvolvimento sustentável. Ao longo de 3 Km, no percurso de descoberta da natureza, os alunos contactaram com a paisagem da região, incluindo todos os seus componentes (flora, fauna, clima, arquitetura rural, usos e costumes, hidrografia, etc.), e constataram que, no Parque Biológico de Gaia, há muito para descobrir, faça sol ou chuva...

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encontros encontros com passatempos

DIA DESPORTIVO

Realizaram-se no Parque da Cidade e na Praia da Circunvalação um conjunto de atividades desportivas com o objetivo de proporcionar aos alunos do 1.º ano um melhor conhecimento mútuo e fomentar o espírito de grupo. No Parque da Cidade, desenvolveram-se os desportos coletivos, tendo sido realizados vários jogos interturmas e na praia da Circunvalação o programa incluía a prática de Surf, com o apoio de monitores de uma escola de Surf. Os alunos foram orientados pelos professores Celeste Teixeira, António Torres e Jhonny Pereira, tendo-se registado uma grande adesão por parte dos formandos num clima de sã camaradagem.

PATRIMÓNIO RELIGIOSO DA CIDADE

DO PORTO

No dia 22 de novembro de 2012, as turmas do 3.º ano, T.G.E.I., T.G.P.S.I. e T.I.G., realizaram uma visita de estudo ao centro histórico da cidade do Porto, com o objetivo de conhecer o seu património religioso: Igreja e Torre dos Clérigos, Igreja de S. Bento da Vitória, Sé do Porto e Igreja do Convento de Santa Clara. A visita foi dinamizada pelos professores de Área de Integração, no âmbito do módulo 5, e pretendeu evidenciar a importância da arte sacra; compreender a diversidade de crenças e cultos de diferentes religiões; problematizar e refletir sobre o diálogo entre as mesmas. Os alunos aderiram, de forma muito positiva à atividade e mostraram-se interessados e participativos, nomeadamente na visita guiada à Igreja do Convento de Santa Clara.

VISITA DE ESTUDO A MAFRA

No passado dia 8 de novembro, as turmas dos terceiros anos realizaram uma visita de estudo a Mafra, no âmbito da disciplina de Português, módulo 12. Nesta, os discentes assistiram à representação da peça “Memorial do Convento”, de José Saramago e, da parte da tarde, tiveram a oportunidade de fazer uma visita guiada ao Palácio Nacional de Mafra. Os objetivos da viagem, para além do convívio habitual entre professores e alunos, consistiram na criação do gosto pela leitura; motivação para a leitura de obras deste autor e para a importância do contexto histórico na compreensão da obra “Memorial do Convento”. Às 6h30m, professores e alunos encontravam-se junto à escola, aguardando a chegada do autocarro que os transportaria a Mafra. A viagem até ao “Alto da Vela”, local onde se situa o Convento, decorreu com normalidade e alguma expetativa. Chegados a Mafra, depois de uma breve paragem, assistiu-se à fantástica representação da peça “Memorial do Convento”, de José Saramago. A parte inicial, nos claustros, revelou-se cheia de humor e cativou os alunos para visionarem atentamente o desenrolar da ação. Seguidamente, usufruíram de cerca de 90 minutos para almoçar. A partir das 14horas, um guia orientou a “viagem” pelo interior do palácio, onde, para além, de visitarem os espaços que constituem o Palácio, ouviram curiosidades acerca da obra em estudo. No final, e após um lanche rápido, deslocámo-nos à cidade de Matosinhos, com a certeza de que a cultura preencheu os cérebros ávidos de saber e com a vontade de pôr em prática nas aulas de Português os conhecimentos adquiridos.

SUDOKU UNIR 9 PONTOS

Una os 9 pontos entre si, com somente 4 linhas retas e sem levantar o lápis do papel.

SOMAR QUATRO

Esta soma não está certa! Deve corrigir a soma de maneira que o resultado seja realmente quatro. Para isso só é necessário movimentar um fósforo para o local certo.

SEQUÊNCIA

Escreva a próxima linha da sequência: 1 11 21 1211 111221 312211 13112221 Dica: não faça cálculos!

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SEQUÊNCIA A linha seguinte corresponde à “leitura” da anterior. Repare: na 1ª linha está um 1, daí que a segunda linha seja 11. Seguindo este raciocínio, a linha pedida será: 1113213211.

encontros fora de portas

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encontros encontros com ...

ENTREVISTA AO

encontros fora de portas

PROFESSOR SÉRGIO SILVA Concluiu o mestrado com uma excelente classificação. Desde já lhe damos os parabéns. Pode revelar-nos o segredo? O segredo? O segredo é muito trabalho, muito tempo passado a pesquisar, a investigar, a ouvir alguns conselhos. Sabem que os conselhos dos orientadores são muito valiosos se os soubermos seguir. E o doutoramento, tem ambição de o fazer? Sim, gostava muito de o fazer. Quero ver se concorro a uma bolsa de doutoramento/empresa, para poder continuar a dar aulas, se possível, nesta escola.

No âmbito do módulo 4 da disciplina de Português, os alunos Diogo Fernandes, Paulo Figueiredo, Telmo Marrão e Tiago Afonso do 1º ano do curso de Técnico de Desenho Digital 3D, entrevistaram o professor Sérgio Silva, após a conclusão do seu mestrado com distinção. Enquanto estudante sentiu algumas dificuldades na escola? Sim, claro. Acho que qualquer estudante sente dificuldades, quando confrontado com determinados desafios. O segredo está em conseguir superá-las. Estudar, investigar e superar. Por que razão(ões) escolheu seguir o curso de engenharia eletrónica e computadores? Na altura, era o curso que satisfazia os meus objetivos pessoais. Sempre gostei de mexer em coisas, saber como funcionam. Julgo ter sido a escolha certa. Está satisfeito com a sua escolha? Se fosse hoje faria de forma diferente? Acho que fiz a escolha certa. No entanto, hoje, sabendo o que sei, teria optado por um curso mais direcionado para o ensino, porque gosto muito de dar formação. Há quanto tempo está a dar aulas nesta escola? Como define o ambiente? Estou aqui há três anos. Acho que é uma escola bastante interessante, das melhores que já conheci. Gosto muito de cá estar. Como é uma escola pequena, conseguimos conhecer todos os alunos. O ambiente entre professores e entre professores e alunos é bastante bom. Para além disso, sentimos muito apoio da parte da direção. Temos um grande líder, o Dr Nunes. Sabe guiar e conduzir esta escola como ninguém. Apoia bastante quer os alunos quer os professores, o que é muito importante numa estrutura escolar.

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Tivemos conhecimento que o professor, juntamente com dois alunos de GPSI, do segundo ano, concorreu ao programa jovens cientistas e foi selecionado para a fase seguinte. Quer falar-nos um pouco sobre isso? É verdade. Dois alunos da turma do segundo ano de GPSI, o Nuno Silva e o Tiago Pereira, fizeram um programa de computador, cujo objetivo é controlar o rato apenas com movimentos da cabeça. Para clicar nos objetos, basta um piscar de olhos. Um piscar de olhos mais demorado é suficiente para ativar o sistema. A ideia do projeto surgiu para ajudar pessoas com deficiências e incapazes de falar. Eu apenas os orientei, eles seguiram os meus conselhos e viram o trabalho deles selecionado. Estão de parabéns.

VISITA A GUIMARÃES

CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA 2012

VISITA DE ESTUDO

No passado dia 26 de novembro, no âmbito da disciplina de DRC, os alunos das turmas do 1º e 2º ano de DD3D deslocaram-se a Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, para visitar a Exposição do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) “Archigram – Experimental Architecture 19611974”, grupo de arquitetos ingleses, que se inspiraram nas novas tecnologias, com o intuito de criar projetos experimentais, tendo em vista a conquista do espaço e uma posterior vivência do homem noutros planetas. Os alunos puderam ainda visitar três coleções de José de Guimarães – “Arte Tribal Africana, Arte Aqueológica Chinesa e Arte Pré-Colombiana, para além das obras de autoria do próprio artista, na Plataforma das Artes e da Criatividade, antigo Mercado de Guimarães. Em ambas as exposições, os alunos foram acompanhados pelos guias dos próprios museus, com quem debateram ideias e ouviram explicações técnicas e aprofundadas sobre as várias obras. Nesse mesmo dia mas da parte da tarde, os alunos dirigiram-se ao Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, (CAAA) para ver a exposição de Ana Cardoso “Um lugar a Meias”. Por fim, antes do regresso à Escola os alunos tiveram ainda a oportunidade de visitar a exposição ”Fernando Távora Modernidade permanente” na Escola de Arquitetura da Universidade do Minho. Foi um dia bem preenchido e produtivo, que lhes permitiu adquirir novos conhecimentos e apreciar obras de arte de grande valor.

No dia 27 de novembro, os alunos da eRC fizeram uma visita às instalações da PT Inovação, cujo principal objetivo foi dar a conhecer uma das maiores empresas nacionais a nível de instalações e parque informático. Os pontos fortes deste dia foram as visitas ao Laboratório de Testes de Sistema e Soluções de Rede, à área de produção de Sistemas e Hardware, ao Centro de Suporte ao Cliente, à área de desenvolvimento para IPTV e, finalmente, ao museu das telecomunicações. Esta foi também uma excelente oportunidade para os alunos contactarem com o mundo do trabalho.

À PT

INOVAÇÃO

No futuro pretende continuar a dar aulas ou exercer outra profissão ligada ao curso que tirou? Eu gosto bastante de dar aulas e de dar formação. É das coisas que mais prazer me dá. Seja aqui ou noutra escola, quero continuar este caminho. Gostaria de continuar nesta escola? Gostava bastante. Está satisfeito com o seu percurso e com a sua escolha? Sim, creio que tenho feito as escolhas certas nos momentos certos. Quando entrei na universidade, escolhi o curso de eletrónica e computadores. Na altura, foi a escolha correta, no entanto, hoje, como já referi anteriormente, ter-me-ia direcionado para o ensino. Por outro lado, a experiência profissional que adquiri, após a saída da universidade, deu-me a possibilidade de aplicar conhecimentos que valorizam a minha prática letiva. Com tantas atividades e envolvido em tantos projetos, ainda tem tempo para aproveitar os momentos de lazer? Há sempre tempo para o que gostamos de fazer. Tenho uma pessoa amiga que uma vez me disse uma grande verdade ”Quando quiseres pedir a alguém alguma coisa, não peças a quem não está a fazer nada. Pede a uma pessoa ocupada, porque essa arranja sempre tempo.” Qual é o segredo para tanta boa disposição? Ter muito trabalho!

VISITA DE ESTUDO À

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA No dia 07 de fevereiro, os alunos do 1.º ano dos cursos TGEI, TGPSI e DD3D realizaram uma visita de estudo a Lisboa para assistirem a uma reunião plenária da Assembleia da República. Esta atividade, integrada na disciplina de Área de Integração, módulo 2: A Construção da Democracia, a Cidadania Europeia e o Papel das Organizações Internacionais, teve como objetivos principais reconhecer Portugal como um Estado de Direito Democrático; promover o contacto dos alunos com os órgãos de soberania portugueses (articulação entre a teoria e a prática) e compreender a importância do discurso argumentativo na construção e manutenção da democracia. Os participantes tiveram, também, a oportunidade de visitar Belém e os seus monumentos mais relevantes e demonstraram grande curiosidade, entusiasmo e espírito crítico. Esta visita de estudo contribuiu, sem dúvida, para o enriquecimento cultural, pessoal e social de todos os alunos.

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encontros encontros com a leitura

SEMANA DA LEITURA

De 11 a 15 de março, celebrou-se na eRC a Semana da Leitura. O programa contou com várias atividades, desde a leitura em uníssono à declamação expressiva de poemas, acompanhada de “chá, bolos e música”. Houve também espaço para o concurso “Para mim, a leitura é…”, cujo vencedor foi o aluno Daniel Serrão da turma do segundo ano de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos.

... “Ri-me com as asneiras do João Pateta, voei com o Peter Pan, vi crescer o nariz do Pinóquio quando mentia. Dancei com a Gata Borralheira, até à meia-noite, na noite em que ela perdeu o sapatinho, mas foi pela Bela Adormecida que estive apaixonado. Chorei, ao lado dos sete anões, quando a Branca de Neve foi envenenada, fiquei triste com a morte do Soldadinho de Chumbo e da Bailarina. Era muito valente, aliás fui eu quem matou o lobo mau que queria comer o Capuchinho Vermelho e também ajudei o engenhoso cavaleiro D. Quixote de La Mancha a lutar contra os moinhos de vento. Desse tempo conservo ainda alguns amigos que me têm acompanhado: o rezingão do Pato Donald, o valente repórter Tintin e o irascível Astérix que me ajuda sempre que estou em apuros. Cresci. Fui um herói de quinze anos. Passei dois anos de férias numa ilha misteriosa, mas para lá chegar percorri vinte mil léguas submarinas. Dei a volta ao mundo em oitenta dias, fiz uma viagem ao centro da terra e depois fui à lua, andando cinco semanas em balão. Acompanhei Lagardère, combati ao lado dos três mosqueteiros, fugi da ilha de If com o Conde de Monte Cristo, naveguei no mar das Caraíbas com o Corsário Negro. Naufraguei com Robinson Crusoé, cavalguei no Far West ao lado do Búfalo Bill, ajudei Sherlock Holmes a decifrar um crime misterioso.

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encontros com a comunidade Assim sonhei, assim vivi outras vidas, outras aventuras ao lado destas personagens maravilhosas que, para sempre, ficaram nos esconderijos da minha memória. O tempo foi passando, continuei a crescer… Comecei a precisar de ir à Biblioteca para estudar ou para aprender mais. Lembro-me que uma vez o meu professor de História me mandou fazer um trabalho sobre a cidade romana que tinha estado na origem daquela em que eu habitava. O professor não me deu qualquer orientação, mas na Biblioteca ajudaram-me: deram-me para ler alguns livros sobre a história da cidade e sobre as descobertas arqueológicas que ao longo dos séculos lá se tinham feito. O bibliotecário aconselhou-me a ir ao museu da cidade, a falar com os arqueólogos e a visitar as ruínas que ainda existiam. Assim recolhi uma imensa informação e graças ao apoio da biblioteca fiz um trabalho excelente. Passei a comprar livros regularmente, já que eles desde sempre fazem parte da minha existência, mas continuei a frequentar a Biblioteca e a ler de tudo, desde «A Bola» aos clássicos, que comecei a descobrir ou aos novos autores, que diziam coisas diferentes e importantes. Conversava com as pessoas que iam à Biblioteca e gostavam de ler. Um dia até me apaixonei por uma rapariga que lá conheci e assim os dois descobrimos alguns poetas que sabiam dizer melhor que nós aquilo que sentíamos (e nunca poderei esquecer a história do Principezinho e da Raposa…).” NUNES, Henrique Barreto – A Biblioteca e o quotidiano: memórias, afetos e algumas banalidades.

IRS 2013

Decorreu entre os meses de março e maio mais uma ação de preenchimento de IRS nas Juntas de Freguesia de Leça da Palmeira e Matosinhos. Esta visou prestar auxílio à comunidade, ajudando todos os que lá se deslocaram a preencher o formulário das finanças e a realizar a respetiva submissão online. Durante os 11 dias em que os alunos da eRC estiveram disponíveis para prestar este serviço, foram atendidas 322 pessoas que puderam, deste modo, entregar o seu IRS com todas as dúvidas esclarecidas. Esperamos poder continuar a apoiar a comunidade nestas e em outras situações futuras.

CASA DA JUVENTUDE

Mais uma vez se realizaram este ano vários workshops e palestras em parceria com a Casa da Juventude de Matosinhos. Destacamos a participação em mais um encontro CAJ – Conversas de Afetos e Juventudes, subordinado ao tema Os Papéis de Género e Relações, a 28 de fevereiro. Tal como anunciado pela organização, “as relações de género são produto de um processo pedagógico que se inicia no nascimento e continua ao longo de toda a vida, reforçando muitas das vezes a desigualdade existente entre homens e mulheres, principalmente no que respeita à sexualidade e relações amorosas.” Assim, procurou levar-se os alunos a refletir “não só sobre os valores e estereótipos transmitidos nos contextos de socialização, mas sobretudo sobre os contornos da individualização e negociação dos papéis de género entre os jovens adolescentes.” Agradecemos à Casa da Juventude todo o apoio que nos prestou ao longo do ano e esperamos poder continuar a trabalhar em conjunto pelo bem dos nossos alunos e de toda a comunidade.

entusiasmados com tudo o que puderam aprender neste dia diferente e bastante mais motivados para o estudo. Esperamos que esta parceria entre a ESAD e a eRC continue a trazer sempre melhores experiências aos nossos alunos.

CURSO INFORMÁTICA SÉNIOR Decorreram nas instalações da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira dois cursos de informática para seniores: iniciação e nível II. Estes cursos foram lecionados por dez alunos das turmas de segundo e terceiro anos do curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos entre os meses de novembro de 2012 e maio de 2013. Esta experiência foi deveras enriquecedora para todos, pois enquanto que a uns permitiu adquirir conhecimentos de informática, aos outros representou uma oportunidade para partilhar experiências de vida.

DIA ABERTO ESAD

No dia 12 de março, os alunos da eRC deslocaram-se à ESAD Escola Superior de Arte e Design, em Matosinhos, para participar no seu dia aberto. Esta foi uma experiência muito gratificante para professores e alunos, que puderam ver e perceber o funcionamento de algumas impressoras tridimensionais e, apesar de não terem podido trabalhar com as mesmas, analisar as peças resultantes do seu trabalho. Os alunos visitaram também a área de impressão fotográfica, onde puderam realizar alguns trabalhos e a área de serigrafia. Tiveram a oportunidade de participar numa aula que estava a decorrer normalmente com alunos da ESAD que lhes proporcionou um pequeno “Workshop” sobre pintura à distância. Os alunos ficaram muito

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encontros encontros com ex-alunos

encontros com a informática

O MEU PERCURSO NA RUIZ COSTA

O USO DA PLACA DE DESENVOLVIMENTO ARDUÍNO NA APRENDIZAGEM DE PROGRAMAÇÃO E ELETRÓNICA

Olá! O meu nome é Sofia tenho 22 anos e frequentei o curso de Técnico Informática/Gestão na Ruiz Costa e, de momento, estou a frequentar o primeiro ano da licenciatura no curso Contabilidade e Administração no ISCAP (Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto). O meu percurso escolar teve muitos altos e baixos até chegar ao meu principal objetivo: entrar para a faculdade. Antes de entrar na Ruiz Costa, andei na Escola Secundária da Boa Nova no curso de Ciências Sociais e Humanas com o objetivo de seguir educação de infância, mas nada disso se verificou pois não consegui acabar o curso por causa da disciplina de História. Depois de esgotar todas as minhas tentativas de exame para fazer História decidi mudar para Ciências Socioeconómicas e frequentei o 10ºano durante um ano apenas a fazer as disciplinas de Matemática e de Economia e também a trabalhar num call center. Acabado o ano só a fazer essas disciplinas e com o apoio da família e amigos, achei por bem encontrar um curso profissional, pois sempre tinha a componente prática do curso que escolheria e isso é uma mais-valia nos dias de hoje. Foi então que surgiu a Ruiz Costa. Não precisei de ver mais escolas, decidi logo ficar na eRC, as condições eram boas, o pessoal docente e não docente era simpático e havia um ambiente muito familiar, toda a gente se conhecia. Não me arrependo nada de ter voltado três anos atrás, pois foi na eRC que as minhas notas dispararam, tive experiências que não teria com o ensino secundário normal, como por exemplo os estágios, a maneira mais correta de fazer trabalhos, o acompanhamento que temos dos professores e também as apresentações orais que foram muitas e fez com que hoje me sinta mais à vontade a falar para o público. Relativamente à minha entrada no ISCAP, fiquei muito feliz por ter conseguido alcançar o meu objetivo. De início fiquei um pouco nervosa, pois é sempre uma nova escola, novas pessoas e novo funcionamento. Como a maioria das pessoas, participei na praxe mas não frequentei o ano todo, pois exige muito de nós, mas confesso que é lá que conhecemos a faculdade, fazemos imensos amigos e também se fazem atividades muito divertidas. A vida académica é um mundo à parte, as turmas são enormes, temos pessoas de várias idades e de várias nacionalidades, os professores pouco se importam se vais às aulas ou se fazes as cadeiras, é claro que há raríssimas exceções, e também o método de estudo é completamente diferente, enquanto no secundário o trabalho é maioritariamente feito na aula, numa faculdade o principal trabalho é feito em casa, as aulas são mais para esclarecer dúvidas e enraizar melhor as matérias, já para não falar das propinas e dos gastos inerentes à vida académica.

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Em suma, a eRC ajudou-me muito na entrada na faculdade porque foi lá que tive as minhas melhores médias e foi também onde adquiri mais conhecimentos sobre o mundo do trabalho. Espero que aproveitem bem a vossa experiência, porque outra igual vai ser difícil ter e espero que todos consigam realizar os vossos objetivos e entrar na faculdade, quem sabe não nos encontremos lá pelo ISCAP! Sofia Vieira

PRÉMIO DE

MÉRITO DE EXCELÊNCIA

Foi com muito gosto que a Escola Profissional Ruiz Costa entregou mais uma vez o Prémio de Mérito ao aluno Vitor Hugo Vasconcelos Cabral do 3º ano do Curso de Gestão e Programação de Sistema Informáticos, que terminou o seu curso com a melhor média da escola. A eRC deseja-lhe muito sucesso na sua vida profissional.

A eletrónica e a programação são um dado adquirido nos dias de hoje, cada vez mais equipamentos têm pré-instalados sistemas eletrónicos (entenda-se microcontroladores), que permitem o seu controlo e monitorização direta ou remota. Na Escola Profissional Ruiz Costa procura-se que os alunos desde muito cedo tenham contacto com este tipo de microcontroladores, para que no final desta etapa e durante a sua Prova de Aptidão Profissional, sejam capazes de desenvolver sistemas de automação, baseados nesta plataforma, cuja simplicidade e baixo custo são uma mais-valia para as escolas onde o ensino prático ligado ao mundo real é uma forma de estar. O Microcontrolador ATMEGA 328 existente nestas placas de desenvolvimento possui 14 pinos digitais e 6 pinos analógicos que podem ser programados como entradas ou saídas de sinais, permitindo aos alunos controlar motores, leds, relays e outros dispositivos do nosso dia a dia. Já a funcionalidade de entrada de sinais permite sentir o mundo usando para tal os mais diversos sensores existentes no mercado como sensores de temperatura, humidade, gás, ultrassons, infravermelhos entre muitos outros. Embora possua uma pequena memória Flash de apenas 32kbytes (equivalente à memória que permitiu alunar a Apolo 11 no dia 20 de Julho de 1969), o ATMEGA 328 possui também uma SRAM de 2048 Bytes e uma memória FLASH de 1024 Bytes que permitem a execução dos programas desenvolvidos em C pelos alunos. A comunicação com os mais variados sensores e periféricos pode ser efetuada por intermédio das diversas bibliotecas existentes tais como “wire.h” para comunicação I2C (TWITwo Wire Interface) e “spi.h” para comunicação SPI (Serial Peripherical Interface). Também é possível efetuar comunicação via wireless usando módulos wifi, zigbee entre muitos outros. A utilização desta plataforma de desenvolvimento permite aos alunos aplicarem na prática os conhecimentos adquiridos durante o curso. Sérgio Paulo Santos Silva

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encontros encontros dentro de portas

encontros dentro de portas

TORNEIO DE JOGOS

MAGUSTO

Como já vem sendo habitual na Ruiz Costa, antes de começarem as férias de Natal, houve lugar para mais um torneio de jogos de computador organizado pela Associação de Estudantes. Dizem os participantes que reinou entre eles um saudável espírito de competição e diversão não faltou!

JANTAR DE NATAL NA RUIZ COSTA CHEIROU MUITO A NATAL! Este ano as decorações contaram com o trabalho de vários alunos e professores. Um agradecimento especial às turmas de Desenho Digital 3D que se empenharam na realização das árvores que decoraram o interior e o exterior da escola!

Foi no passado dia 13 de novembro que mais uma vez se festejou dia de São Martinho com um magusto, onde as castanhas foram as rainhas da festa. Os alunos aderiram em massa a esta iniciativa, trazendo consigo a boa disposição e a alegria. Reza a lenda que num dia de forte temporal, São Martinho, um valente soldado, montado no seu cavalo, viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada. S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando-lhe metade. Apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparou-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o ato de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a bênção dum sol quente e miraculoso. Daí a designação de Verão de São Martinho.

HALLOWEEN

Dia 31 de outubro, a eRC preparou-se para celebrar o Halloween com uma festa de arrepiar. Ao longo da semana, os alunos aprenderam mais sobre esta data, a origem da festividade e da palavra Halloween. Houve até lugar para um concurso que pôs muitas cabeças a fervilhar: “Who wants to be a Halloweener?” Durante a manhã, alunos e professores decoraram o espaço que foi palco da festa que se iria realizar à tarde. Com muita música à mistura, todos se divertiram (uns mais que outros!) até à hora do lanche que fez brilhar os olhos dos mais esfomeados. As abóboras, as bruxas e os esqueletos proporcionaram o ambiente que ajudou a comunidade escolar a iniciar as celebrações deste dia que tem vindo a ganhar cada vez mais espaço na vida dos portugueses.

Como já é tradição, este ano realizou-se mais um Jantar de Natal da Escola Profissional Ruiz Costa. Este momento de convívio entre professores e funcionários teve lugar no dia 13 de dezembro no restaurante Solar do Pátio. Mais uma vez imperou o espírito de fraternidade tão característico desta época, que promove a união entre todos e espelha a amizade que pauta o dia a dia deste grupo de trabalho. Este ano houve uma novidade que animou o grupo no final do jantar. O momento musical foi dinamizado pelos professores Rolando Barradas e Rui Fonseca, que deliciaram os ouvintes com músicas originais e aquelas “velhinhas” que todos conheciam. No final do jantar brindaram-se votos de “Feliz Natal” e todos desejaram um ótimo 2013!

WORKSHOP

SOFTWARE LIVRE A Escola Profissional Ruiz Costa, em parceria com a Rumos, promoveu dia 29 janeiro nas instalações da escola, duas sessões sobre a temática do software livre. O formador Rúben Oliveira deu a conhecer aos alunos as vantagens da utilização deste tipo de software e como as empresas têm implementado estas tecnologias como forma de maximização de recursos e redução de custos.

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encontros encontros dentro de portas

encontros dentro de portas

TORNEIO DE JOGOS

MAGUSTO

Como já vem sendo habitual na Ruiz Costa, antes de começarem as férias de Natal, houve lugar para mais um torneio de jogos de computador organizado pela Associação de Estudantes. Dizem os participantes que reinou entre eles um saudável espírito de competição e diversão não faltou!

JANTAR DE NATAL NA RUIZ COSTA CHEIROU MUITO A NATAL! Este ano as decorações contaram com o trabalho de vários alunos e professores. Um agradecimento especial às turmas de Desenho Digital 3D que se empenharam na realização das árvores que decoraram o interior e o exterior da escola!

Foi no passado dia 13 de novembro que mais uma vez se festejou dia de São Martinho com um magusto, onde as castanhas foram as rainhas da festa. Os alunos aderiram em massa a esta iniciativa, trazendo consigo a boa disposição e a alegria. Reza a lenda que num dia de forte temporal, São Martinho, um valente soldado, montado no seu cavalo, viu um mendigo quase nu, tremendo de frio, que lhe estendia a mão suplicante e gelada. S. Martinho não hesitou: parou o cavalo, poisou a sua mão carinhosamente na do pobre e, em seguida, com a espada cortou ao meio a sua capa de militar, dando-lhe metade. Apesar de mal agasalhado e de chover torrencialmente, preparou-se para continuar o seu caminho, cheio de felicidade. Subitamente, a tempestade desfez-se, o céu ficou límpido e um sol de Estio inundou a terra de luz e calor. Diz-se que Deus, para que não se apagasse da memória dos homens o ato de bondade praticado pelo Santo, todos os anos, nessa mesma época, cessa por alguns dias o tempo frio e o céu e a terra sorriem com a bênção dum sol quente e miraculoso. Daí a designação de Verão de São Martinho.

HALLOWEEN

Dia 31 de outubro, a eRC preparou-se para celebrar o Halloween com uma festa de arrepiar. Ao longo da semana, os alunos aprenderam mais sobre esta data, a origem da festividade e da palavra Halloween. Houve até lugar para um concurso que pôs muitas cabeças a fervilhar: “Who wants to be a Halloweener?” Durante a manhã, alunos e professores decoraram o espaço que foi palco da festa que se iria realizar à tarde. Com muita música à mistura, todos se divertiram (uns mais que outros!) até à hora do lanche que fez brilhar os olhos dos mais esfomeados. As abóboras, as bruxas e os esqueletos proporcionaram o ambiente que ajudou a comunidade escolar a iniciar as celebrações deste dia que tem vindo a ganhar cada vez mais espaço na vida dos portugueses.

Como já é tradição, este ano realizou-se mais um Jantar de Natal da Escola Profissional Ruiz Costa. Este momento de convívio entre professores e funcionários teve lugar no dia 13 de dezembro no restaurante Solar do Pátio. Mais uma vez imperou o espírito de fraternidade tão característico desta época, que promove a união entre todos e espelha a amizade que pauta o dia a dia deste grupo de trabalho. Este ano houve uma novidade que animou o grupo no final do jantar. O momento musical foi dinamizado pelos professores Rolando Barradas e Rui Fonseca, que deliciaram os ouvintes com músicas originais e aquelas “velhinhas” que todos conheciam. No final do jantar brindaram-se votos de “Feliz Natal” e todos desejaram um ótimo 2013!

WORKSHOP

SOFTWARE LIVRE A Escola Profissional Ruiz Costa, em parceria com a Rumos, promoveu dia 29 janeiro nas instalações da escola, duas sessões sobre a temática do software livre. O formador Rúben Oliveira deu a conhecer aos alunos as vantagens da utilização deste tipo de software e como as empresas têm implementado estas tecnologias como forma de maximização de recursos e redução de custos.

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encontros encontros com ex-alunos

encontros com a informática

O MEU PERCURSO NA RUIZ COSTA

O USO DA PLACA DE DESENVOLVIMENTO ARDUÍNO NA APRENDIZAGEM DE PROGRAMAÇÃO E ELETRÓNICA

Olá! O meu nome é Sofia tenho 22 anos e frequentei o curso de Técnico Informática/Gestão na Ruiz Costa e, de momento, estou a frequentar o primeiro ano da licenciatura no curso Contabilidade e Administração no ISCAP (Instituto Superior de Contabilidade e Administração do Porto). O meu percurso escolar teve muitos altos e baixos até chegar ao meu principal objetivo: entrar para a faculdade. Antes de entrar na Ruiz Costa, andei na Escola Secundária da Boa Nova no curso de Ciências Sociais e Humanas com o objetivo de seguir educação de infância, mas nada disso se verificou pois não consegui acabar o curso por causa da disciplina de História. Depois de esgotar todas as minhas tentativas de exame para fazer História decidi mudar para Ciências Socioeconómicas e frequentei o 10ºano durante um ano apenas a fazer as disciplinas de Matemática e de Economia e também a trabalhar num call center. Acabado o ano só a fazer essas disciplinas e com o apoio da família e amigos, achei por bem encontrar um curso profissional, pois sempre tinha a componente prática do curso que escolheria e isso é uma mais-valia nos dias de hoje. Foi então que surgiu a Ruiz Costa. Não precisei de ver mais escolas, decidi logo ficar na eRC, as condições eram boas, o pessoal docente e não docente era simpático e havia um ambiente muito familiar, toda a gente se conhecia. Não me arrependo nada de ter voltado três anos atrás, pois foi na eRC que as minhas notas dispararam, tive experiências que não teria com o ensino secundário normal, como por exemplo os estágios, a maneira mais correta de fazer trabalhos, o acompanhamento que temos dos professores e também as apresentações orais que foram muitas e fez com que hoje me sinta mais à vontade a falar para o público. Relativamente à minha entrada no ISCAP, fiquei muito feliz por ter conseguido alcançar o meu objetivo. De início fiquei um pouco nervosa, pois é sempre uma nova escola, novas pessoas e novo funcionamento. Como a maioria das pessoas, participei na praxe mas não frequentei o ano todo, pois exige muito de nós, mas confesso que é lá que conhecemos a faculdade, fazemos imensos amigos e também se fazem atividades muito divertidas. A vida académica é um mundo à parte, as turmas são enormes, temos pessoas de várias idades e de várias nacionalidades, os professores pouco se importam se vais às aulas ou se fazes as cadeiras, é claro que há raríssimas exceções, e também o método de estudo é completamente diferente, enquanto no secundário o trabalho é maioritariamente feito na aula, numa faculdade o principal trabalho é feito em casa, as aulas são mais para esclarecer dúvidas e enraizar melhor as matérias, já para não falar das propinas e dos gastos inerentes à vida académica.

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Em suma, a eRC ajudou-me muito na entrada na faculdade porque foi lá que tive as minhas melhores médias e foi também onde adquiri mais conhecimentos sobre o mundo do trabalho. Espero que aproveitem bem a vossa experiência, porque outra igual vai ser difícil ter e espero que todos consigam realizar os vossos objetivos e entrar na faculdade, quem sabe não nos encontremos lá pelo ISCAP! Sofia Vieira

PRÉMIO DE

MÉRITO DE EXCELÊNCIA

Foi com muito gosto que a Escola Profissional Ruiz Costa entregou mais uma vez o Prémio de Mérito ao aluno Vitor Hugo Vasconcelos Cabral do 3º ano do Curso de Gestão e Programação de Sistema Informáticos, que terminou o seu curso com a melhor média da escola. A eRC deseja-lhe muito sucesso na sua vida profissional.

A eletrónica e a programação são um dado adquirido nos dias de hoje, cada vez mais equipamentos têm pré-instalados sistemas eletrónicos (entenda-se microcontroladores), que permitem o seu controlo e monitorização direta ou remota. Na Escola Profissional Ruiz Costa procura-se que os alunos desde muito cedo tenham contacto com este tipo de microcontroladores, para que no final desta etapa e durante a sua Prova de Aptidão Profissional, sejam capazes de desenvolver sistemas de automação, baseados nesta plataforma, cuja simplicidade e baixo custo são uma mais-valia para as escolas onde o ensino prático ligado ao mundo real é uma forma de estar. O Microcontrolador ATMEGA 328 existente nestas placas de desenvolvimento possui 14 pinos digitais e 6 pinos analógicos que podem ser programados como entradas ou saídas de sinais, permitindo aos alunos controlar motores, leds, relays e outros dispositivos do nosso dia a dia. Já a funcionalidade de entrada de sinais permite sentir o mundo usando para tal os mais diversos sensores existentes no mercado como sensores de temperatura, humidade, gás, ultrassons, infravermelhos entre muitos outros. Embora possua uma pequena memória Flash de apenas 32kbytes (equivalente à memória que permitiu alunar a Apolo 11 no dia 20 de Julho de 1969), o ATMEGA 328 possui também uma SRAM de 2048 Bytes e uma memória FLASH de 1024 Bytes que permitem a execução dos programas desenvolvidos em C pelos alunos. A comunicação com os mais variados sensores e periféricos pode ser efetuada por intermédio das diversas bibliotecas existentes tais como “wire.h” para comunicação I2C (TWITwo Wire Interface) e “spi.h” para comunicação SPI (Serial Peripherical Interface). Também é possível efetuar comunicação via wireless usando módulos wifi, zigbee entre muitos outros. A utilização desta plataforma de desenvolvimento permite aos alunos aplicarem na prática os conhecimentos adquiridos durante o curso. Sérgio Paulo Santos Silva

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encontros encontros com a leitura

SEMANA DA LEITURA

De 11 a 15 de março, celebrou-se na eRC a Semana da Leitura. O programa contou com várias atividades, desde a leitura em uníssono à declamação expressiva de poemas, acompanhada de “chá, bolos e música”. Houve também espaço para o concurso “Para mim, a leitura é…”, cujo vencedor foi o aluno Daniel Serrão da turma do segundo ano de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos.

... “Ri-me com as asneiras do João Pateta, voei com o Peter Pan, vi crescer o nariz do Pinóquio quando mentia. Dancei com a Gata Borralheira, até à meia-noite, na noite em que ela perdeu o sapatinho, mas foi pela Bela Adormecida que estive apaixonado. Chorei, ao lado dos sete anões, quando a Branca de Neve foi envenenada, fiquei triste com a morte do Soldadinho de Chumbo e da Bailarina. Era muito valente, aliás fui eu quem matou o lobo mau que queria comer o Capuchinho Vermelho e também ajudei o engenhoso cavaleiro D. Quixote de La Mancha a lutar contra os moinhos de vento. Desse tempo conservo ainda alguns amigos que me têm acompanhado: o rezingão do Pato Donald, o valente repórter Tintin e o irascível Astérix que me ajuda sempre que estou em apuros. Cresci. Fui um herói de quinze anos. Passei dois anos de férias numa ilha misteriosa, mas para lá chegar percorri vinte mil léguas submarinas. Dei a volta ao mundo em oitenta dias, fiz uma viagem ao centro da terra e depois fui à lua, andando cinco semanas em balão. Acompanhei Lagardère, combati ao lado dos três mosqueteiros, fugi da ilha de If com o Conde de Monte Cristo, naveguei no mar das Caraíbas com o Corsário Negro. Naufraguei com Robinson Crusoé, cavalguei no Far West ao lado do Búfalo Bill, ajudei Sherlock Holmes a decifrar um crime misterioso.

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encontros com a comunidade Assim sonhei, assim vivi outras vidas, outras aventuras ao lado destas personagens maravilhosas que, para sempre, ficaram nos esconderijos da minha memória. O tempo foi passando, continuei a crescer… Comecei a precisar de ir à Biblioteca para estudar ou para aprender mais. Lembro-me que uma vez o meu professor de História me mandou fazer um trabalho sobre a cidade romana que tinha estado na origem daquela em que eu habitava. O professor não me deu qualquer orientação, mas na Biblioteca ajudaram-me: deram-me para ler alguns livros sobre a história da cidade e sobre as descobertas arqueológicas que ao longo dos séculos lá se tinham feito. O bibliotecário aconselhou-me a ir ao museu da cidade, a falar com os arqueólogos e a visitar as ruínas que ainda existiam. Assim recolhi uma imensa informação e graças ao apoio da biblioteca fiz um trabalho excelente. Passei a comprar livros regularmente, já que eles desde sempre fazem parte da minha existência, mas continuei a frequentar a Biblioteca e a ler de tudo, desde «A Bola» aos clássicos, que comecei a descobrir ou aos novos autores, que diziam coisas diferentes e importantes. Conversava com as pessoas que iam à Biblioteca e gostavam de ler. Um dia até me apaixonei por uma rapariga que lá conheci e assim os dois descobrimos alguns poetas que sabiam dizer melhor que nós aquilo que sentíamos (e nunca poderei esquecer a história do Principezinho e da Raposa…).” NUNES, Henrique Barreto – A Biblioteca e o quotidiano: memórias, afetos e algumas banalidades.

IRS 2013

Decorreu entre os meses de março e maio mais uma ação de preenchimento de IRS nas Juntas de Freguesia de Leça da Palmeira e Matosinhos. Esta visou prestar auxílio à comunidade, ajudando todos os que lá se deslocaram a preencher o formulário das finanças e a realizar a respetiva submissão online. Durante os 11 dias em que os alunos da eRC estiveram disponíveis para prestar este serviço, foram atendidas 322 pessoas que puderam, deste modo, entregar o seu IRS com todas as dúvidas esclarecidas. Esperamos poder continuar a apoiar a comunidade nestas e em outras situações futuras.

CASA DA JUVENTUDE

Mais uma vez se realizaram este ano vários workshops e palestras em parceria com a Casa da Juventude de Matosinhos. Destacamos a participação em mais um encontro CAJ – Conversas de Afetos e Juventudes, subordinado ao tema Os Papéis de Género e Relações, a 28 de fevereiro. Tal como anunciado pela organização, “as relações de género são produto de um processo pedagógico que se inicia no nascimento e continua ao longo de toda a vida, reforçando muitas das vezes a desigualdade existente entre homens e mulheres, principalmente no que respeita à sexualidade e relações amorosas.” Assim, procurou levar-se os alunos a refletir “não só sobre os valores e estereótipos transmitidos nos contextos de socialização, mas sobretudo sobre os contornos da individualização e negociação dos papéis de género entre os jovens adolescentes.” Agradecemos à Casa da Juventude todo o apoio que nos prestou ao longo do ano e esperamos poder continuar a trabalhar em conjunto pelo bem dos nossos alunos e de toda a comunidade.

entusiasmados com tudo o que puderam aprender neste dia diferente e bastante mais motivados para o estudo. Esperamos que esta parceria entre a ESAD e a eRC continue a trazer sempre melhores experiências aos nossos alunos.

CURSO INFORMÁTICA SÉNIOR Decorreram nas instalações da Junta de Freguesia de Leça da Palmeira dois cursos de informática para seniores: iniciação e nível II. Estes cursos foram lecionados por dez alunos das turmas de segundo e terceiro anos do curso de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos entre os meses de novembro de 2012 e maio de 2013. Esta experiência foi deveras enriquecedora para todos, pois enquanto que a uns permitiu adquirir conhecimentos de informática, aos outros representou uma oportunidade para partilhar experiências de vida.

DIA ABERTO ESAD

No dia 12 de março, os alunos da eRC deslocaram-se à ESAD Escola Superior de Arte e Design, em Matosinhos, para participar no seu dia aberto. Esta foi uma experiência muito gratificante para professores e alunos, que puderam ver e perceber o funcionamento de algumas impressoras tridimensionais e, apesar de não terem podido trabalhar com as mesmas, analisar as peças resultantes do seu trabalho. Os alunos visitaram também a área de impressão fotográfica, onde puderam realizar alguns trabalhos e a área de serigrafia. Tiveram a oportunidade de participar numa aula que estava a decorrer normalmente com alunos da ESAD que lhes proporcionou um pequeno “Workshop” sobre pintura à distância. Os alunos ficaram muito

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encontros encontros com ...

ENTREVISTA AO

encontros fora de portas

PROFESSOR SÉRGIO SILVA Concluiu o mestrado com uma excelente classificação. Desde já lhe damos os parabéns. Pode revelar-nos o segredo? O segredo? O segredo é muito trabalho, muito tempo passado a pesquisar, a investigar, a ouvir alguns conselhos. Sabem que os conselhos dos orientadores são muito valiosos se os soubermos seguir. E o doutoramento, tem ambição de o fazer? Sim, gostava muito de o fazer. Quero ver se concorro a uma bolsa de doutoramento/empresa, para poder continuar a dar aulas, se possível, nesta escola.

No âmbito do módulo 4 da disciplina de Português, os alunos Diogo Fernandes, Paulo Figueiredo, Telmo Marrão e Tiago Afonso do 1º ano do curso de Técnico de Desenho Digital 3D, entrevistaram o professor Sérgio Silva, após a conclusão do seu mestrado com distinção. Enquanto estudante sentiu algumas dificuldades na escola? Sim, claro. Acho que qualquer estudante sente dificuldades, quando confrontado com determinados desafios. O segredo está em conseguir superá-las. Estudar, investigar e superar. Por que razão(ões) escolheu seguir o curso de engenharia eletrónica e computadores? Na altura, era o curso que satisfazia os meus objetivos pessoais. Sempre gostei de mexer em coisas, saber como funcionam. Julgo ter sido a escolha certa. Está satisfeito com a sua escolha? Se fosse hoje faria de forma diferente? Acho que fiz a escolha certa. No entanto, hoje, sabendo o que sei, teria optado por um curso mais direcionado para o ensino, porque gosto muito de dar formação. Há quanto tempo está a dar aulas nesta escola? Como define o ambiente? Estou aqui há três anos. Acho que é uma escola bastante interessante, das melhores que já conheci. Gosto muito de cá estar. Como é uma escola pequena, conseguimos conhecer todos os alunos. O ambiente entre professores e entre professores e alunos é bastante bom. Para além disso, sentimos muito apoio da parte da direção. Temos um grande líder, o Dr Nunes. Sabe guiar e conduzir esta escola como ninguém. Apoia bastante quer os alunos quer os professores, o que é muito importante numa estrutura escolar.

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Tivemos conhecimento que o professor, juntamente com dois alunos de GPSI, do segundo ano, concorreu ao programa jovens cientistas e foi selecionado para a fase seguinte. Quer falar-nos um pouco sobre isso? É verdade. Dois alunos da turma do segundo ano de GPSI, o Nuno Silva e o Tiago Pereira, fizeram um programa de computador, cujo objetivo é controlar o rato apenas com movimentos da cabeça. Para clicar nos objetos, basta um piscar de olhos. Um piscar de olhos mais demorado é suficiente para ativar o sistema. A ideia do projeto surgiu para ajudar pessoas com deficiências e incapazes de falar. Eu apenas os orientei, eles seguiram os meus conselhos e viram o trabalho deles selecionado. Estão de parabéns.

VISITA A GUIMARÃES

CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA 2012

VISITA DE ESTUDO

No passado dia 26 de novembro, no âmbito da disciplina de DRC, os alunos das turmas do 1º e 2º ano de DD3D deslocaram-se a Guimarães Capital Europeia da Cultura 2012, para visitar a Exposição do Centro Cultural Vila Flor (CCVF) “Archigram – Experimental Architecture 19611974”, grupo de arquitetos ingleses, que se inspiraram nas novas tecnologias, com o intuito de criar projetos experimentais, tendo em vista a conquista do espaço e uma posterior vivência do homem noutros planetas. Os alunos puderam ainda visitar três coleções de José de Guimarães – “Arte Tribal Africana, Arte Aqueológica Chinesa e Arte Pré-Colombiana, para além das obras de autoria do próprio artista, na Plataforma das Artes e da Criatividade, antigo Mercado de Guimarães. Em ambas as exposições, os alunos foram acompanhados pelos guias dos próprios museus, com quem debateram ideias e ouviram explicações técnicas e aprofundadas sobre as várias obras. Nesse mesmo dia mas da parte da tarde, os alunos dirigiram-se ao Centro para os Assuntos da Arte e Arquitetura, (CAAA) para ver a exposição de Ana Cardoso “Um lugar a Meias”. Por fim, antes do regresso à Escola os alunos tiveram ainda a oportunidade de visitar a exposição ”Fernando Távora Modernidade permanente” na Escola de Arquitetura da Universidade do Minho. Foi um dia bem preenchido e produtivo, que lhes permitiu adquirir novos conhecimentos e apreciar obras de arte de grande valor.

No dia 27 de novembro, os alunos da eRC fizeram uma visita às instalações da PT Inovação, cujo principal objetivo foi dar a conhecer uma das maiores empresas nacionais a nível de instalações e parque informático. Os pontos fortes deste dia foram as visitas ao Laboratório de Testes de Sistema e Soluções de Rede, à área de produção de Sistemas e Hardware, ao Centro de Suporte ao Cliente, à área de desenvolvimento para IPTV e, finalmente, ao museu das telecomunicações. Esta foi também uma excelente oportunidade para os alunos contactarem com o mundo do trabalho.

À PT

INOVAÇÃO

No futuro pretende continuar a dar aulas ou exercer outra profissão ligada ao curso que tirou? Eu gosto bastante de dar aulas e de dar formação. É das coisas que mais prazer me dá. Seja aqui ou noutra escola, quero continuar este caminho. Gostaria de continuar nesta escola? Gostava bastante. Está satisfeito com o seu percurso e com a sua escolha? Sim, creio que tenho feito as escolhas certas nos momentos certos. Quando entrei na universidade, escolhi o curso de eletrónica e computadores. Na altura, foi a escolha correta, no entanto, hoje, como já referi anteriormente, ter-me-ia direcionado para o ensino. Por outro lado, a experiência profissional que adquiri, após a saída da universidade, deu-me a possibilidade de aplicar conhecimentos que valorizam a minha prática letiva. Com tantas atividades e envolvido em tantos projetos, ainda tem tempo para aproveitar os momentos de lazer? Há sempre tempo para o que gostamos de fazer. Tenho uma pessoa amiga que uma vez me disse uma grande verdade ”Quando quiseres pedir a alguém alguma coisa, não peças a quem não está a fazer nada. Pede a uma pessoa ocupada, porque essa arranja sempre tempo.” Qual é o segredo para tanta boa disposição? Ter muito trabalho!

VISITA DE ESTUDO À

ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA No dia 07 de fevereiro, os alunos do 1.º ano dos cursos TGEI, TGPSI e DD3D realizaram uma visita de estudo a Lisboa para assistirem a uma reunião plenária da Assembleia da República. Esta atividade, integrada na disciplina de Área de Integração, módulo 2: A Construção da Democracia, a Cidadania Europeia e o Papel das Organizações Internacionais, teve como objetivos principais reconhecer Portugal como um Estado de Direito Democrático; promover o contacto dos alunos com os órgãos de soberania portugueses (articulação entre a teoria e a prática) e compreender a importância do discurso argumentativo na construção e manutenção da democracia. Os participantes tiveram, também, a oportunidade de visitar Belém e os seus monumentos mais relevantes e demonstraram grande curiosidade, entusiasmo e espírito crítico. Esta visita de estudo contribuiu, sem dúvida, para o enriquecimento cultural, pessoal e social de todos os alunos.

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encontros encontros com passatempos

DIA DESPORTIVO

Realizaram-se no Parque da Cidade e na Praia da Circunvalação um conjunto de atividades desportivas com o objetivo de proporcionar aos alunos do 1.º ano um melhor conhecimento mútuo e fomentar o espírito de grupo. No Parque da Cidade, desenvolveram-se os desportos coletivos, tendo sido realizados vários jogos interturmas e na praia da Circunvalação o programa incluía a prática de Surf, com o apoio de monitores de uma escola de Surf. Os alunos foram orientados pelos professores Celeste Teixeira, António Torres e Jhonny Pereira, tendo-se registado uma grande adesão por parte dos formandos num clima de sã camaradagem.

PATRIMÓNIO RELIGIOSO DA CIDADE

DO PORTO

No dia 22 de novembro de 2012, as turmas do 3.º ano, T.G.E.I., T.G.P.S.I. e T.I.G., realizaram uma visita de estudo ao centro histórico da cidade do Porto, com o objetivo de conhecer o seu património religioso: Igreja e Torre dos Clérigos, Igreja de S. Bento da Vitória, Sé do Porto e Igreja do Convento de Santa Clara. A visita foi dinamizada pelos professores de Área de Integração, no âmbito do módulo 5, e pretendeu evidenciar a importância da arte sacra; compreender a diversidade de crenças e cultos de diferentes religiões; problematizar e refletir sobre o diálogo entre as mesmas. Os alunos aderiram, de forma muito positiva à atividade e mostraram-se interessados e participativos, nomeadamente na visita guiada à Igreja do Convento de Santa Clara.

VISITA DE ESTUDO A MAFRA

No passado dia 8 de novembro, as turmas dos terceiros anos realizaram uma visita de estudo a Mafra, no âmbito da disciplina de Português, módulo 12. Nesta, os discentes assistiram à representação da peça “Memorial do Convento”, de José Saramago e, da parte da tarde, tiveram a oportunidade de fazer uma visita guiada ao Palácio Nacional de Mafra. Os objetivos da viagem, para além do convívio habitual entre professores e alunos, consistiram na criação do gosto pela leitura; motivação para a leitura de obras deste autor e para a importância do contexto histórico na compreensão da obra “Memorial do Convento”. Às 6h30m, professores e alunos encontravam-se junto à escola, aguardando a chegada do autocarro que os transportaria a Mafra. A viagem até ao “Alto da Vela”, local onde se situa o Convento, decorreu com normalidade e alguma expetativa. Chegados a Mafra, depois de uma breve paragem, assistiu-se à fantástica representação da peça “Memorial do Convento”, de José Saramago. A parte inicial, nos claustros, revelou-se cheia de humor e cativou os alunos para visionarem atentamente o desenrolar da ação. Seguidamente, usufruíram de cerca de 90 minutos para almoçar. A partir das 14horas, um guia orientou a “viagem” pelo interior do palácio, onde, para além, de visitarem os espaços que constituem o Palácio, ouviram curiosidades acerca da obra em estudo. No final, e após um lanche rápido, deslocámo-nos à cidade de Matosinhos, com a certeza de que a cultura preencheu os cérebros ávidos de saber e com a vontade de pôr em prática nas aulas de Português os conhecimentos adquiridos.

SUDOKU UNIR 9 PONTOS

Una os 9 pontos entre si, com somente 4 linhas retas e sem levantar o lápis do papel.

SOMAR QUATRO

Esta soma não está certa! Deve corrigir a soma de maneira que o resultado seja realmente quatro. Para isso só é necessário movimentar um fósforo para o local certo.

SEQUÊNCIA

Escreva a próxima linha da sequência: 1 11 21 1211 111221 312211 13112221 Dica: não faça cálculos!

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SEQUÊNCIA A linha seguinte corresponde à “leitura” da anterior. Repare: na 1ª linha está um 1, daí que a segunda linha seja 11. Seguindo este raciocínio, a linha pedida será: 1113213211.

encontros fora de portas

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encontros encontros fora de portas

encontros com a poesia

CLUBE DOS POETAS VIVOS Porto Guerreiro

O Prazer Que Contempla

Corre em teu sangue, Porto guerreiro, o amor da liberdade. Corre em teu sangue, Porto tripeiro, o amor desta cidade. É como um voo presente que paira além da névoa nos raios do teu sol. É como um canto crescente solto em tua voz que se ergue em todos nós. Quando à tarde olhamos o Douro, vemos suas águas correr sobre uma lei ancestral de quem sabe para onde vai, é como as mãos que se cruzam neste sonho ideal em teu nome liberdade. É este o Porto que eu mais amo e que canto num hino inteiro. É este o Porto que eu mais amo pois é um Porto guerreiro.

No movimento perpétuo do mundo Onde o precário se alicerça E nos enleia em torno da superação do ser Algo nos eleva o desejo E nos acalenta o crescer. Os reflexos da matéria Simpatias que aprisionam a alma Em mecanicismos rudes, patéticos De um fenoménico sentir São teias que nos prendem ao mundo Num comezinho viver. Só tu arte nos elevas o pensar Nesse carinho doce Com que transfiguras o real. Tu homem que procuras a liberdade Não te deixes acabrunhar pelos sentidos Caminha na mansidão da ética Círio que ilumina a paz E liberta-te do peso com que a tradição te espartilha E flui, flui por entre a imaginação que constrói Entra no sublime do belo Fruição de um deleite sem fim E eleva a condição superior da criação Ao delírio que os deuses nunca experimentaram. Vem musa inspiradora Lenitivo do espírito, vem Vem e toma-me no pleno de ti E deixa-me voar contigo Abraça-me, beija-me E leva-me para além das montanhas coloridas Leva-me ao píncaro mais alto da luz Onde o belo se perfila Num jogo suave de um sorriso libertador.

Rui Fonseca

Rui Fonseca

EM NOME DA CRISE Estamos em crise desde a fundação da nacionalidade. Aliás, é esse o nosso estado natural. Mil trezentos e oitenta e três, mil quinhentos e oitenta e mil oitocentos e noventa, foram apenas afloramentos críticos como são aqueles outros rochosos, as pontas dos icebergs, ou o nariz do Júlio Isidro. Por baixo ou por detrás deles está sempre a sua essência, o magma de que são a imagem e a semelhança. Então, por que insistimos em dizer que agora sim, agora é que estamos a atravessar uma grave crise como se fôssemos tartarugas a atravessar o Atlântico Sul em busca de alimento na costa argentina? Tenho a minha opinião sobre a matéria. Difundida e consolidada a ideia de que, não só estamos continuadamente em crise como nós somos a crise, ficamos com um excelente argumento à mão de semear para não deitarmos sementes à terra e continuarmos com elas nos bolsos, ainda mais sabendo que a nossa agricultura é um dos abonos da crise. Como se vê, podem acusar-nos de laxismo mas não de incoerência, o que não deixa de ser politicamente correto. A culpa da crise está, portanto, em si mesma, não em nós. Em mil trezentos e oitenta e três a culpa não foi nossa, foi do D.Fernando. Tivesse ele na época os conhecimentos que a engenharia genética hoje nos proporciona e teria acertado com D.Leonor Teles o período mais propício à elaboração de um herdeiro varão que se juntasse à inelegível infanta D.Beatriz. Assim, tivemos de esperar dois anos para que o Condestável e o Grão-Mestre de Avis enquadrassem os castelhanos e os reenviassem para casa. Em mil quinhentos e oitenta a culpa também não foi nossa. Como toda a gente sabe, foi de D.Sebastião que dois anos antes, imbuído dos seus pergaminhos religiosos, cometeu a imprudência de atender uma chamada do Mulay Mohammed. Seja pela falta de rede, de saldo, ou de excesso de nevoeiro, ainda hoje estamos à espera que nos diga alguma coisa. Desta vez, tivemos de esperar sessenta anos para atirar um tal Vasconcelos pela janela até um outro João chegar à varanda. Os ingleses e o Ultimato foram os culpados em mil oitocentos e noventa. Ficámos vermelhos por causa do mapa cor-de-rosa e, para não nos deprimirmos, marchamos a uma só voz contra os canhões. Entretanto, os republicanos deixavam-se de músicas e da crise em azul e branco passamos à de vermelho e verde. Não demoraria muito que uma outra, totalmente cinzenta, tomasse o lugar daquela e, com um ligeiro interregno em que demos uma no cravo e outra na ferradura, aqui chegamos. Pobrezinhos, sem honra nem proveito, mas inocentes, porque a culpa é sempre do inverno, nunca da cigarra. António Torres

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CASA MUSEU

VISITA DE ESTUDO

Abel de Lima Salazar nasceu em Guimarães em 1889, viveu em S. Mamede de Infesta durante 30 anos na casa que hoje tem o seu nome e faleceu em Lisboa em 1946. Além de cientista foi artista, prosador, crítico, filósofo, divulgador de doutrinas e ideais progressistas. Produziu uma obra de dimensões invulgares que se reparte por setores múltiplos da investigação científica, da atividade artística e da produção literária. No dia 30 de outubro, os alunos de Desenho Digital 3D foram conhecer o espólio deixado pelo artista que se encontra presente na Casa Museu Abel Salazar. Após a visita guiada, seguiu-se um workshop, no qual os discentes colocaram em prática os seus dotes artísticos e deram largas à sua criatividade.

No passado dia 11 de outubro, os alunos dos terceiros anos realizaram uma visita de estudo ao Planetário do Porto, integrada na disciplina de Área de Integração, no âmbito do módulo 5, tema-problema “O homem e a terra”. A visita teve como objetivo o aprofundamento de alguns conhecimentos sobre o Universo, o Sistema Solar e a Terra, desenvolvidos na sala de aula. Por outro lado, estabeleceuse a articulação entre exemplos observáveis no quotidiano e os objetos de investigação de ciências tão diversas como a Astronomia e a Geografia. Permitiu, ainda, a consolidação de conhecimentos sobre a representação do universo: geocentrismo e heliocentrismo. A visita de estudo foi muito positiva, pois possibilitou a interação entre os alunos e os orientadores, proporcionandolhes um visionamento do sistema solar e o contacto com a imensa dimensão do Cosmos. Houve, ainda, a possibilidade de esclarecer algumas dúvidas.

ABEL SALAZAR

AO PLANETÁRIO

VISITA DE ESTUDO AO PARQUE BIOLÓGICO DE GAIA No âmbito da disciplina de Área de Integração, as turmas do 2.º ano TGEI, TGPSI e TIG realizaram, no dia 05 de Novembro de 2012, uma visita de estudo ao primeiro centro permanente de Educação Ambiental do país: o Parque Biológico de Vila Nova de Gaia. Esta visita, integrada no módulo 3 - A relação homem/ natureza, a identidade regional e o desenvolvimento sustentável, pretendeu estimular a reflexão sobre o presente e o futuro da relação homem-natureza, demonstrar que esta relação constitui uma dimensão essencial da qualidade de vida e aprofundar o conceito de desenvolvimento sustentável. Ao longo de 3 Km, no percurso de descoberta da natureza, os alunos contactaram com a paisagem da região, incluindo todos os seus componentes (flora, fauna, clima, arquitetura rural, usos e costumes, hidrografia, etc.), e constataram que, no Parque Biológico de Gaia, há muito para descobrir, faça sol ou chuva...

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encontros encontros com a reflexão

SOMOS AQUILO QUE APRENDEMOS Estamos ao serviço da educação desde 1989 e tem sido uma preocupação constante da nossa Escola prosseguir e melhorar o seu projeto educativo, que passa por uma formação integral, rigorosa e de qualidade proporcionando aos nossos alunos o desenvolvimento de competências profissionais e pessoais, para o exercício cabal de uma profissão e uma forte possibilidade de construir um futuro melhor. Temos pois uma vasta experiência e créditos firmados junto do tecido empresarial, sobretudo nas áreas de informática e gestão, consolidados ao longo de 23 anos de existência. Quando procedemos à seleção dos inúmeros candidatos à frequência dos nossos cursos, apostamos em jovens responsáveis, trabalhadores e com razoável percurso escolar, mas também dotados de princípios e valores, com boas qualidades pessoais. Na verdade, por trás de um grande profissional tem de estar um grande homem. Em suma, a conjugação alunos interessantes e interessados, professores competentes e empenhados, utilizando boas práticas, em instalações agradáveis, conduzirá fatalmente a Ruiz Costa a ser uma escol(h)a melhor! Só com boa matéria- prima podemos obter os melhores resultados. Comprometemo-nos também a dar aos nossos alunos o melhor acolhimento, a tudo fazer para facilitar a sua integração, a incutir-lhes o gosto pela escola, pela camaradagem, pela amizade. Propomos um ambiente descontraído e relações informais, mas respeitador e com regras.Assim, não deixaremos que em qualquer um deles se instale o síndrome de segundafeira. Preferimos que nas tardes de domingo pensem “ Fixe, amanhã já estou na Ruiz Costa”. Se assim for, é como o código postal … meio caminho andado para se obter sucesso. Queremos que a pontualidade e assiduidade sejam regras fundamentais a observar por todos nós. Estamos seguros que, se o aluno não faltar, estiver atento nas aulas, participar, então reúne condições para ter aproveitamento escolar e, no fundo, cumprir a sua obrigação. É importante que interiorizem estes princípios, pois no mundo empresarial, os atrasos sistemáticos, as faltas e o menor empenho na execução das tarefas, vão escancarar-lhes as porta do desemprego. Também estou

PROTOCOLOS DE COLABORAÇÃO sempre a repetir:- errar é humano, uma vez pode acontecer, mas errar muitas vezes é incompetência. Temos professores que já estão na eRC há muitos anos. Se continuam connosco é porque se sentem bem, gostam do ambiente e da forma como aqui se trabalha e nós reconhecemos mérito no seu desempenho. Os nossos professores trabalham para o sucesso dos seus formandos. Sim, há professores que tendem mais a averiguar o que o aluno não sabe do que a valorizar as suas aprendizagens. Contudo, nós não partilhamos da ideia que uma disciplina com muitas reprovações, com um maior número de módulos em atraso, seja sinónimo de credibilidade. Pensamos sim que a competência se mede pelo esforço constante que o docente faz, através da utilização de estratégias diferenciadas, para que o maior número de alunos adquira mais conhecimentos. Também entendemos que a relação professor/aluno se deve pautar pelo respeito mútuo, somos adeptos da pedagogia do exemplo, o docente deve incentivar um ambiente de reciprocidade, de empatia. Quem ensina também aprende. Não deve ceder à excessiva proximidade/intimidade, porque o professor é a autoridade na sala de aula. Logo, o aluno não deve dirigir-se ao professor utilizando expressões que usa com os seus colegas. Todos nós somos produto da carga genética e do meio. É hoje uma discussão sem sentido valorizar um destes fatores em detrimento do outro. São ambos importantes para o desenvolvimento da nossa personalidade e do nosso crescimento como pessoas. Em termos intelectuais e psíquicos herdamos disposições, potencialidades e tendências, que só se irão expressar se o ambiente lhes for favorável, ou seja, para se concretizarem têm que ser trabalhadas. Diria que ficam atrofiadas se não forem desenvolvidas. Sendo assim, caro aluno, não te deixes atrofiar, prova que tens capacidades, não arranjes desculpas para justificar os teus fracassos. O teu futuro só depende de ti. Pés ao caminho e luta com persistência, pela acumulação de conhecimentos e aprendizagens. Nós somos aquilo que aprendemos. Quanto mais souberes, mais és. O sucesso dá muito trabalho a conquistar. Podes contar connosco, nós faremos a nossa parte. Se tu fizeres a tua parte ambos cumprimos a nossa missão. António Mano Nunes

No passado dia 28 de fevereiro do corrente ano a ESAD- Escola Superior de Artes e Design de Matosinhos e a Escola Profissional Ruiz Costa, celebraram um protocolo de colaboração, tendo em vista a prossecução de objetivos dos quais destacamos: • • • • • • •

Melhor aproveitamento das potencialidades humanas e tecnológicas de ambas as escolas; Análise dos conteúdos programáticos do Curso Técnico de Desenho Digital 3D e outros que em áreas afins possam eventualmente vir a ser criados, visando uma melhor integração no ensino superior e/ou no mercado de trabalho; A possibilidade de um representante do ESAD fazer parte do júri das Provas de Aptidão Profissionais (PAP’s); Estabelecer formas de cooperação entre as duas entidades para a dinamização de Cursos de Especialização Tecnológica (CET’s), conferindo uma equivalência de nível 5, com base em formação técnica especializada; Realização conjunta de workshops sobre temáticas ou eventuais saídas profissionais dos cursos ministrados; É atribuído um desconto de 10% do valor da propina a todos os estudantes da RUIZ COSTA que ingressem na ESAD. Estamos certos das vantagens decorrentes para as duas entidades ao estabelecerem este protocolo, esperamos que o mesmo seja dinamizado através de boas práticas e várias iniciativas, que permitam a realização e consolidação dos objetivos atrás descritos.

PROTOCOLOS DE FORMAÇÃO EM CONTEXTO DE TRABALHO • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • • •

1000 Paladares – Produtos Alimentares, Lda Adira, SA Adquir Alberto Martins & Mesquita, Lda. ARS NORTE – Admin. Regional de Saúde do Norte, l.P. Associação Recreativa do Freixieiro ATEC - Academia de Formação Best Plan - Consultadoria em Invest. e Formação, Lda. Bionet, Tecnologias & Inovação, Lda. Câmara Municipal de Matosinhos Carvalho Ferreira & Magalhães Fernandes Unip. Lda. Centro Empresarial de Brito Capelo Centro Português de Fotografia Clínica de Leça da Palmeira, Lda. Clínica S. Miguel Arcanjo - Saúde Humana, Lda. CPC - Companhia Portuguesa de Computadores DEBITRADE - Distribuição de Produtos Electrónicos Lda. Desenvolvimento Organizacional, Marketing e Publicidade, SA Efacec Sistemas de Gestão SA Equiporto, Lda Escola Superior de Arte e Design FPHS, Lda. Gab. Arq. Telmo Castro Geserfor - Gestão de Recursos Humanos, S.A. Hormática - Tecnologias Informáticas, Lda. I.P.P. - Instituto Politécnico do Porto Infinito Digital, Lda. Instituto de Biologia Molecular e Celular - IBMC Junta de Freguesia de Lavra Junta de Freguesia de Leça da Palmeira Junta de Freguesia de Matosinhos

Site www.ruizcosta.edu.pt

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Konk Consulting – Consultoria Informática, Lda. Laboratório de Análises Dr. Carlos Torres Lavin LCC – Contabilidade e Assessoria LISALABEL – Etiquetas e Sistemas de Marcação, Lda. Logibérica - Sistemas de Informação, Lda. Londrilar - Comércio Geral, Lda. Mater - Máquinas e tecnologia industrial, SA Matleite, Lda. Mbit MNML Arquitectura PC Cool PC-Clinic PcMaker Permon - Produtos Quimicos, Lda Puro Pensamento, Lda. PZP - Soluções Informáticas, Lda. Restaurante Dom Zeferino – Matosinhos Rosa Pinheiro - Solicitadora RUMOS, SA Soltráfego – Soluções de Trânsito, Estacionamento e Comunicação, SA Suporte Informático Susana Silva, Unipessoal Telheiro & Gonçalves - Soluções Financeiras e Contabilidade, Lda. Unicer - Bebidas, S.A. Unicordas - Sociedade de Transportes Marítimos, Lda. Unidade de Saúde Local de Matosinhos - Hospital Pedro Hispano Valor Maia WebEffect XDPeople

Email info@ruizcosta.edu.pt

Telefone 229 957 735

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encontros

encontros

encontros com celebridades

GANDHI Gandhi nasceu em 1869 e a sua vida foi marcada por um dos períodos mais conturbados da história da humanidade, pois assistiu às duas guerras mundiais. A resposta de Gandhi a este desconcerto do mundo direcionou-se para o princípio de não-violência, um princípio de não agressão, um móbil essencial para uma nova dinâmica transformadora do mundo. Deste modo, respondia no âmbito da filosofia amorosa de Jesus quando dizia: “Como poderei fazer a paz se me quereis pôr uma espada na mão?”. Gandhi, na juventude, estudou Direito na Universidade de Londres e a sua postura espiritual repousava no livro sagrado hindu, Bhagavad-Gita e no sermão da Montanha de Jesus, documentos que passaram a ser os seus instrumentos de ação mais preciosos, pois todos os dias faziam parte das suas orações diárias. Após ter regressado à Índia viu-se na necessidade de ir trabalhar para a África do Sul. A constatação do racismo nesse país despertou nele um sentimento de ajudar os outros, passando então a desempenhar, enquanto advogado, um papel vincadamente social. A sua atitude de defender os mais humildes e injustiçados trouxe-lhe muitos dissabores, pois veio a sofrer imensas represálias, inclusive uma tentativa de linchamento e um espancamento ao qual não escapou. Mas, ao não querer processar os que lhe haviam batido elevou o seu estatuto e consideração perante os outros, o que lhe permitiu continuar a defender os direitos das minorias e dos oprimidos.

Passou cerca de vinte anos na África do Sul estando sempre envolto em causas humanitárias. Foi muitas vezes preso, mas isso não o enfraqueceu, pois a sua postura de prática não violenta começava a dar-lhe imunidade perante as adversidades. A sua conduta baseavase em não ferir ninguém, já que, tudo o que fazemos se plasma na nossa consciência, sendo pelas nossas ações que teremos de nos responsabilizar. Entretanto, em 1915, Gandhi regressou à sua terra natal que ainda estava sob o domínio colonial dos ingleses. De imediato assume o papel de libertar a Índia do jugo desta potência. Inicia formas de ajuda a todos os carenciados, e utiliza uma nova forma muito particular de “lutar”, o jejum, encorajando os indianos à desobediência civil, a qual teria sempre que assumir a bandeira do tal princípio de não-violência. Em 1919 publica uma espécie de manifesto sob a forma de pedido ao povo de Bombaim do qual constam cinco pontos: “Igualdade, não usar álcool ou drogas, unidade hindu-muçulmana, amizade, e igualdade para as mulheres.”

Após várias conquistas nesta consciência coletiva de não-violência, Gandhi conseguiu que o povo indiano fizesse uma marcha pacífica em 1930 pedindo a independência da Índia, e fê-lo de uma maneira muito particular, pois acrescentou nesse pedido que fez ao vice-rei, que o objetivo era converter os britânicos a esta prática de não-violência, despertando neles a consciência do mal que causaram ao povo indiano. Apesar das dificuldades históricas, continuou a clamar pela independência, o que finalmente aconteceu em 15 de Agosto de 1947. Entretanto os hindus e os muçulmanos aumentavam a sua divergência quanto à unidade do país. Os muçulmanos queriam que o Paquistão fosse um país independente, mas Gandhi rejeitava esta ideia apelando para que a unidade se mantivesse inalterada. Porém, a situação que Gandhi receava aconteceu, surgindo um novo país, o Paquistão. Contudo, Gandhi mantinha a sua postura de unidade, lamentando a divisão da Índia. O desencontro destes dois povos surgiu de imediato, e no início de 1948 Gandhi inicia um novo jejum contra a violência que ocorria entre estes povos e em 30 de Janeiro Gandhi foi assassinado por um hindu radical com dois tiros, por considerar que o seu posicionamento enfraquecia o poder político da Índia. Nesse mesmo momento, esta grande alma, amante da paz e do livre convívio dos homens perdoa ao seu algoz e entrega-se ao seu deus, entoando um mantra a Rama, fazendo desta forma a passagem do seu espírito para o “outro lado da vida” da melhor forma possível.

Nº18 | ANO 12 | SET 2013

NÚCLEO DE COMPETÊNCIAS Foi inaugurado, no dia 13 de novembro de 2012, o Núcleo de Competências da escola denominado Oficina de Manutenção de Equipamentos Informáticos. É constituído por alunos dos segundos anos dos cursos de Técnico de Gestão de Equipamentos Informáticos e de Técnico de Gestão e Programação de Sistemas Informáticos e,

aos alunos escolhidos para o integrarem, reconhece-se competência para diagnosticar e solucionar problemas em qualquer tipo de equipamentos informáticos.

O Núcleo de Competências fica instalado num laboratório criado para este fim e completamente equipado com as

mais modernas ferramentas e este serviço pode ser usado por toda a comunidade escolar, pela restante população, assim como por empresas e Instituições.

Pretende-se que seja mais um instrumento que auxilie a aprofundar os conhecimentos dos alunos, incutindo o gosto

pela qualificação, que incentive medidas empreendedoras, no fundo, que promova e estimule a formação; com o exterior, deseja-se que seja mais um canal de comunicação entre a escola e o meio.

UMA ESCOLA

FICHA TÉCNICA

VISITAS DE ESTUDO

VISITAS DE ESTUDO

ENTREGA DE PRÉMIO

ENTREVISTAS

Propriedade Escola Profissional Ruiz Costa Redação Corpo Discente e Docente Créditos Fotográficos Arquivo Escolar Distribuição Unicamente na Escola Profissional Ruiz Costa Morada Rua Brito Capelo, 688 - Matosinhos Pág.3

Pág.4

Pág.10

Pág.12


Jornal Encontros