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Bob Dylan e Paul McCartney podem formar parceria Ícone do folk disse, em entrevista, que seria “muito excitante” trabalhar com o ex-Beatle

Bob Dylan e Paul McCartney podem estar prestes a formar a dupla dos sonhos de qualquer produtor musical. Dylan lançou a deixa em entrevista à Rolling Stone EUA, na qual estampa, este mês, a capa pela 15ª vez. O assunto veio à tona quando o músico foi lembrado sobre as músicas que compôs ao lado de outro ex-Beatle, o já morto George Harrison, no supergrupo Traveling Wilburys (que também contou com Roy Orbison, Jeff Lynne e Tom Petty), nos anos 1980. Um dia, afirmou Dylan, a parceria com Sir McCartney poderia cair muito bem. “Seria excitante fazer algo com Paul!” Com um porém: “Sabe, nossos caminhos precisam se cruzar para que algo assim faça sentido”. Em seguida, o jornal londrino The Independent contatou o portavoz do músico britânico para verificar se os caminhos das duas lendas do rock podiam, afinal, desembocar na mesma rota. “Penso que ele estaria bastante interessado em ouvir a respeito.” McCartney, no entanto, ainda não estava ciente da declaração de Dylan - mas, no ano passado, já havia creditado ao colega o status de gênio e dito que um dueto com Dylan muito o agradaria. David Byrne é outro artista na “lista dos sonhos” do britânico.

Together Through Life: Topo das paradas britânicas

Na entrevista à RS, o norte-americano se mostrou cético quanto a surgir “o próximo Bob Dylan” na música. “Minha banda toca um tipo de música que difere de qualquer um. Não acho que você vá escutá-la de novo. Demorou um tempo até achar essa coisa. Mas acredito que as coisas lhe sejam entregues quando você está pronto para fazer uso delas.” Recentemente, Dylan quebrou um jejum de 39 anos ao emplacar seu 33° álbum de estúdio, Together Through Life, no topo das paradas britânicas; pouco depois repetiu o feito na lista da revista norteamericana Billboard.


Beatles ganham megaexposição na Alemanha Mostra exibe discos, fotos, documentos, roupas, bonecos e outros itens originais do Fab Four

Quase 49 anos depois da primeira apresentação em solo alemão, os Beatles ganham espaço em Hamburgo com a megaexposição Beatlemania. O evento, uma homenagem ao grupo de Liverpool, estará aberto ao público a partir da sexta-feira, 29, e exibe itens inéditos da carreira do quarteto. A mostra acontece na região de Reeperbahn, mesmo local que abrigava as casas de show Indra, Top Ten, Kaiserkeller e Star Club, que receberam John Lennon, Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr entre 1960 e 1962.


Entrevista #1:

Noel Gallagher

Acabou por ser relativamente fácil falar com Noel Gallagher, guitarrista e compositor da banda, actualmente a “menina dos olhos bonitos” da imprensa britânica. Mas, no início, nem tudo foram rosas. A entrevista não tinha sido previamente combinada a partir de Lisboa e só um fax a meio do caminho, proveniente da Sony, mas quase todo em português vernáculo, desbloqueou as dificuldades. Mesmo assim, o tempo disponível para a conversa, que decorreu durante uma pausa do T In The Parl Festival, em Glasgow, não foi muito.

próprios projectos. Quando começámos, há um ano, as pessoas começaram logo a dizer que éramos os novos Stone Roses e nós até gostámos disso. Mas, agora, precisamos de ser vistos como nós próprios. Não somos nem os novos Stone Roses nem os velhos Stone Roses. Somos apenas os Oasis.

Noel estava mais interessado em “tagarelar” com Dot, vocalista dos One Dove, o que só revela o seu bom gosto. Para os arquivos do rock, fica que a entrevista foi feita dentro da carrinha dos Oasis, com Noel ao volante e duas cervejas no “tablier”.

São então os Sex Beatles? Sex Beatles? Gosto disso! Bom nome para uma banda.

Cá fora chovia... num dia de Verão!

Quem é o “walrus”? É o John Lennon.

Cansado? Não dormi nada a noite passada. Tivémos uma festa...

Isso sei eu. Pergunto é quem é o “walrus” nos Oasis... Nos Oasis sou eu. O “chato” (“eggman”) é o meu irmão. O “walrus” sou eu. Eu é que escrevo as letras e as músicas todas nos Oasis.

Algum concerto? Não. Acabámos de chegar de Nova Iorque, onde estivémos no New Musical Seminar. Gravámos um video e viemos directamente para a Escócia. Ontem à noite saímos e estivémos a beber a noite toda. Vamos regressar aos Estados Unidos em Setembro, depois da saída do álbum no final de Agosto, para uma digressão de seis semanas. Quando tocam na Europa? Vamos fazer uma pequena digressão em Novembro, mas a digressão maior vai ser no próximo ano, talvez na Primavera. Já sabem os países? Não. Essas coisas ficam para o nosso manager. Estamos a tentar ir a todo o lado: Grécia, Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda, Suécia, França, Itália, Noruega. Tudo depende também do que o disco vender. O álbum sai no final de Agosto e não sabemos ainda no que vai dar. Estamos dejesosos de sair de Inglaterra e de ir tocar para a Europa. Aqui já fizémos tudo. Não há nada de novo para nós na Inglaterra, por isso resta-nos a Europa e a América. É então uma “rock and roll star”, como diz na canção... Não... O meu irmão é que é “rock and roll star”. Eu não! Há uma grande diferença entre os dois irmãos? Há. Eu tenho 27 anos e ele 21. Ele é de uma geração completamente diferente da minha, social e musicalmente. Musicalmente, eu cresci com os Jam, Sex Pistols e Smiths. A primeira banda que o meu irmão ouviu foram os Stone Roses, que não foi assim há tanto tempo.... Vocês são os filhos dos Stone Roses? Isso é o que a imprensa diz, mas não somos os filhos dos Stone Roses. Somos apenas os Oasis. É verdade que que gostamos muito dos Stone Roses, até porque foi por causa deles que começámos a tocar e decidimos fazer a banda. Mas nós temos os nossos

Conhece as canções dos Beatles? Conheço tudo e até tenho muitos discos-piratas dos Beatles. Sendo tão novos, como chegaram aos Beatles? Conheces os álbuns “azul” e “vermelho” (claro!). Eram os únicos discos que a

Noel pede vinho, uísque, cerveja e vodca no camarim dos shows.


minha mãe alguma vez teve. Ela tocava-os todos os dias e eu cresci com isso. “Ticket To Ride”, que foi a primeira canção que ouvi, fica para a vida inteira, para o resto da vida. Os Beatles fazem parte da vida de toda a gente, são mesmo uma parte da vida. Vão pôr “I’m The Walrus” em disco? Sim. No dia 8 de Agosto, data do 25º aniversário da fotografia da capa de “Abbey Road”, dos Beatles, sai o single “Live Forever”, que é dedicado a John Lennon e até tem na capa a fotografia da casa de Liverpool onde Lennon cresceu. Depois de sair o álbum, “Definitely Maby”, sairá outro single, “Cigarettes And Alcohol”, cujo lado B é “I’m The Walrus”. É uma grande versão. O video de “Live Forever” foi também filmado no Dakota e no memorial a Lennon no Central Park. Vão tocar “I’m The Walrus” hoje à noite? Vamos. Acabamos sempre os concertos com “I’m The Walrus”. Posso gravar? Claro que podes! O que ouve actualmente em casa? Bob Marley. Não gosto especialmente de reggae, mas ultimamente é Bob Marley que tenho estado a ouvir, além de banda de guitarras, uma ou outra música de dança como os One Dove, velhos clássicos do rock e, claro, os Beatles. É verdade aquela história de terem ameaçado não assinar contrato com a Creation se não retirassem o poster dos Farm que estava na parede? É. Estava bêbado, mas a imprensa é que gosta de explorar essas coisas. Não percebem a diferença que há entre bandas e membros das bandas. Podemos não gostar das bandas como os Inspiral Carpets ou os Farm, mas não os odiamos como pessoas. Eles são boas pessoas, bebemos com eles, mas não gostamos deles musicalmente. Acho até que todas as bandas se deviam odiar mutuamente. Isso de ódios pessoais é estúpido. Só odiamos as bandas quando se trata de música. Gostamos de Paul Weller, Stone Roses, Verve, One Dove (que são nossos amigos), mas odiamos qualquer outra banda do país, em particular os Suede, Blur, Farm, Inspiral Carpets, Levellers. Que acha da situação criada nos Suede? Os Suede acabaram. Sem Bernard Butler não são nada. É o mesmo que os Who sem Pete Townshend, os Jam sem Paul Weller ou os Oasis sem mim. Que lata vão ter os Suede em digressão em pôr outro gajo qualquer a tocar, por exemplo, “The Drowners”? Não pode ser. Vão defraudar os fãs, que vão pagar sete libras nos concertos. Isso não se faz. Vão agora começar a aldrabar os fãs. Os Suede foram brilhantes nos singles, mas não gosto do álbum. O mesmo acontece com os Blur. Como aconteceu o nome de Oasis? Não há história especial sobre isso. Nós não queríamos um nome que tivesse “the”. Alguém sugeriu Oasis e nós aceitámos. Não significa nada. Agora as pessoas é que dizem que escolhemos Oasis para significar que somos “um oasis no deserto do rock and roll”. Eu acho que somos, mas não foi por isso que escolhemos o nome. Tem preocupações políticas? Tenho, mas não escrevo sobre elas. Isso não é música pop. Ontem estive a ver os Rage Against The Machine. Respeito-os porque são novos e estão a tentar ganhar a vida. Isso é justo. Mas quando estamos num parque lindíssimo, com um tempo magnifico, num fim de tarde cheio de sol e está alguém no palco a gritar sobre reservas de índios em Dão Salvador ou a repressão não sei onde, eu quero lá saber disso. Só estiu ali para me divertir, para passar um bom bocado e ouvir boa música. É claro que somos politizados. Votamos em cada cinco anos e é tudo. Não sou preto, não sou mulher, não sou desalojado, como é que posso escrever sobre essas situações e ser honesto com o que digo? Nunca estive nessa pele, não posso escrever sobre isso. Só posso escrever sobre aquilo que conheço, como, por exemplo, os meus sonhos, e é nisso que se baseiam as minhas canções. E sonha com quê? Com tudo. Ser rico, famoso.

Quer ser rico e famoso? Quero ser rico, mas não quero ser famoso. E depois acabar como Kurt Cobain? Não, isso não. Só o compreendo um bocadinho, porque ele era o compositor e a pressão estava toda sobre ele... Mas você também é o compositor dos Oasis... Sim, mas as pessoas reagem de maneira diferente perante as situações. Eu não me deixo influenciar. Não ligo ao que as pessoas dizem. O Kurt só ultrapassou isso com a heroína. Na banda já tivémos várias discussões sobre Cobain. Uns dizem que ele se matou porque era fraco, outros dizem outras coisas. Mas ele matou-se! O que se pode dizer mais? Ninguém sabe o que se passava com ele, o que lhe ia na cabeça. Só me identifico um bocadinho com ele, mas os Oasis não são os Nirvana. Posso compreender minimamente o que se passava com ele, mas os Oasis não se podem comparar aos Nirvana, que venderam milhares de álbuns. Por isso a pressão devia ser muita grande. Como aconteceu o vosso êxito, apenas com dois singles editados? São as canções. As canções é que são o importante. Quando as pessoas nos querem ver ao vivo, nós dizemos que não vale a pena, porque não há nada para ver. Não vamos para o palco e somos agressivos, nem nos pomos a dançar. Não somos assim. Agora, se nos querem ouvir, então vale a pena. As canções é que são o importante. É disso que se trata. É só música. Não somos estrelas. Quer dizer, gostávamos de ser estrelas. Adorava ser como o Slash. Mas escreveu uma canção chamada “rock and roll star”... Isso sou eu a sonhar. O meu sonho era ser Mick Jagger. Escrevi essa canção quando vi Jagger na televisão num programa dos anos 70 e ele estava a cantar “Brown Sugar” com um fato cor-de-rosa e a dançar. Adorava dançar como ele. Adorava ser “flamboyant” como ele. Afinal, todos gostamos, mas o Mick Jagger é o Mick Jagger e eu sou eu. É só sonhos. Em miúdo, punha-me à frente do espelho com uma raqueta de ténis e punha-me a tocar canções dos Beatles. São sonhos... Sonhamos que queremos ser estrelas do rock. Agora, parece-me que já somos, mas o que temos de fazer é ser nós próprios. Que sonho está em “Married With Children”? Isso é uma canção sobre uma rapariga com quem eu vivia. Eu passava a vida a escrever canções e ficava a noite inteira agarrado à guitarra. Ela não aceitava isso, que eu fosse músico, e tínhamos grandes discussões. Achava que eu devia era arranjar um emprego a sério. Costumava dizer que isso da música era tudo uma grande merda. É que eu ficava até às sete da manhã a compôr. É, então, uma canção pessoal? É, mas há uma quantidade de pessoas que se identificam com esta situação. Qualquer pessoa que tenha uma relação com alguém, com quem viva ou quem saia, tem sempre destas discussões. É uma canção sobre as fronteiras entre o amor e o ódio. Quantas canções já escreveu? Já têm material suficiente para um segundo álbum? Tenho milhares de canções. Escrevo todos os dias. É verdade que a vossa mãe é a vossa “manager”? A minha mãe?! Não! Quem disse isso? O nosso “manager” é Marcus Russell, que é também o de Johnny Marr (toco com a guitarra que ele me deu e onde escreveu “Panic”). A minha mãe toma conta é de mim. É então verdade que foi ela quem obrigou Liam a aceitá-lo a si nos Oasis? Sim, isso é verdade. Ela é a minha “manager” pessoal. É ela que lava a minha roupa. Sabe onde é Portugal? Isso é uma pergunta embaraçosa. Portugal deve ser o único país europeu que eu não conheço. Durante cinco anos fui “roadie” dos Inspiral Carpets e andei com eles em toda a Europa, na Rússia, no Japão, mas a Portugal nunca fui. Deixa-me ver onde fica Portugal (fazendo desenhos no vidro da carrinha indica um local perto de Itália).


EDITORIAL

O ruído, como consta no dicionário em uma de suas definições - é identificado como “sensação profunda”. E é por esse caminho que a nossa novidade, a Ruído, quer seguir. A música, assunto principal e de atenção quase exclusiva de suas edições é mesmo um mix de sensações profundas. A mistura causada pela música que cada um escuta resulta em um novo sentimento, algo que cada um monta como a sua mente permite, ela mesma elege os elementos que serão mixados e repassados para os nossos pontos sensíveis. Emoção e reação são fatores bastante ativos nesta seleção. A emoção bate quando menos se espera, ao som de uma simples nota que ative lembranças fortes por exemplo. A reação pode ser exemplificada como o momento

da dança, no qual sentimos a música e em movimentos quase automáticos nos movemos. É assim que a Ruído deseja ser recebida por vocês, de braços abertos e sentimentos a flor da pele, preparados para uma dança na sua mente. Uma boa sorte a todos os integrantes desta recém chegada equipe!


EVENTOS MUSICAIS Teatro Bourbon Country

NANDO REIS na turnê do novo álbum Drês Dia 22 de julho, Quarta às 21h

NANDO REIS Aos 46 anos, o ex-Titãs Nando Reis lança seu novo álbum, chamado Drês, que tem como foco o assunto mais recorrente no mundo da música: o amor. No entanto, para quem se acostumou com as baladas conduzidas pelo violão do compositor irá notar que essas canções perderam algum espaço no novo disco. Com letras mais viscerais e alguns riffs que até lembram Neil Young, Drês aborda temas como a ex-namorada de Nando (Adriana - daí o nome do disco Dri + Três), sua filha Sophia em Só Pra So e a perda de sua mãe em Conta. “Certas sensações precisam ser expressas de uma forma urgente. O rock é uma boa escolha”, explica. Perguntamos ao Nando de onde surgiu o nome Drês. Drês é uma fusão da palavra “Dri”, minha ex-namorada e “três”. Muitas dessas músicas foram feitas para ela. Cheguei a pensar em fazer um disco com uma narrativa dessa história, mas isso acabou perdendo o sentido. As coisas mudaram e eu escolhi as melhores para fazer esse disco. Gosto dessa palavra inventada, enigmática.

RITA LEE Multishow ao Vivo Dia 29 de maio, Sexta às 21h

MAMMA MIA IN CONCERT - Com o RODHANNA a maior banda disco do Brasil e ABBA MAGIC da Ingla terra o melhor tributo ao ABBA no mundo Dia 05 de junho, Sexta

GOD SAVE THE QUEEN Tributo argentino à banda de Freddie Mercury Dia 10 de junho, Quarta às 21h

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