Page 6

O Explorador de Gravidade e da Circulação Oceânica – GOCE – tem estado em órbita da Terra desde Março de 2009, na mais baixa altitude de qualquer satélite de investigação. Apelidado de o ‘Ferrari do espaço’, graças ao seu design fino e aerodinâmico, o GOCE mapeou as variações na Gravidade terrestre com um detalhe extremo. O resultado é um modelo único do geóide, que é essencialmente uma superfície virtual em que a água não escoa de um ponto para o outro. Em meados de Outubro, a missão chegará ao seu fim, quando ficar sem combustível e o satélite começar a sua descida em direcção à Terra, a partir de uma altitude de 224 km. Enquanto a maior parte do GOCE se desintegrará na atmosfera, várias partes poderão atingir a superfície da Terra. Não é possível prever onde e quando, mas a área afectada ficará restrita à altura da reentrada. Espera-se que esta aconteça três semanas depois de ter acabado o combustível. Tendo em conta que dois terços da Terra estão cobertos por oceanos e uma área muito vasta está despovoada, o risco para a vida e para os bens materiais é muito baixo. Todos os anos atingem o solo cerca de 40 toneladas de lixo espacial, mas o seu tamanho e dispersão implicam que o risco individual de ser atingido por um destes pedaços é inferior ao de ser atingido por um meteorito. A descida está a ser monitorizada a nível internacional, com o envolvimento do Comité Coordenador Inter-Agências para o Lixo Espacial. A situação está a ser monitorizada continuamente pelo Gabinete de Lixo Espacial da ESA, que irá emitir previsões de reentrada e análise de risco. A ESA irá manter os seus Estados Membros e as autoridades de segurança em permanente actualização. Notícia e imagem: ESA

Um respirador de fogo Esta imagem colorida mostra-nos uma ‘ejecção de massa coronal’, uma poderosa labareda de plasma emitida pelo Sol que lembra um dragão a cuspir fogo. A atmosfera do Sol – a corona – expulsa estas imensas nuvens de plasma magnetizado em direcção ao espaço interplanetário. As ejecções de massa coronal são compostas por milhões de toneladas de gás, e afastam-se do Sol a vários milhões de quilómetros por hora. O satélite SOHO captou esta imagem a 4 de Janeiro de 2002. As diferentes cores representam a intensidade da ejecção: a cor branca assinala as regiões de maior intensidade, o vermelho/alaranjado as que têm um valor intermédio, e o azul as mais fracas. No centro da imagem está sobreposta uma fotografia do Sol na banda do ultravioleta extremo para indicar o tamanho e a distribuição das suas regiões activas naquele dia. O disco azul que rodeia o Sol serve para bloquear a sua luz directa para se poder estudar os detalhes da corona. Quando estas nuvens de plasma atingem o nosso planeta podem criar impressionantes espectáculos de luz sobre os pólos – as auroras. As mais intensas provocam tempestades geomagnéticas, que causam apagões ou interrupções nas telecomunicações. Esta imagem foi publicada na colecção ‘The Sun as Art’ de SOHO no ano 2002. Notícia e imagem: ESA

Um oásis do Sahara Nesta imagem, feita pelo satélite japonês ALOS, podemos ver o interior do Deserto do Sahara, em particular o oásis de Al Jawf, a sudeste da Líbia. Podemos ver a cidade no canto superior esquerdo, enquanto um campo de agricultura irrigado parece Braille, a atravessar a imagem. Entre a cidade e os campos podemos ver as duas pistas paralelas do Aeroporto de Kufra.

Em Órbita – Vol.13 – N.º 142 / Novembro de 2013

5

Profile for Rui Barbosa

Em Órbita 142 Novembro de 2013  

Edição de Novembro de 2013 com a segunda parte dos artigos sobre os lançamentos orbitais de Setembro de 2013 e os lançamentos de Outubro de...

Em Órbita 142 Novembro de 2013  

Edição de Novembro de 2013 com a segunda parte dos artigos sobre os lançamentos orbitais de Setembro de 2013 e os lançamentos de Outubro de...

Advertisement