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Em Órbita

A separação da carenagem de protecção ocorreu a T+3m 32s, sendo agora desnecessária. O final da queima do segundo estágio ocorria a T+9m 2s, terminando assim a fase propulsionada da missão para colocar a carga em órbita. A separação do satélite CASSIOPE ocorreu às 1614:15UTC (T+14m 15s), seguindo-se às 1617:45UTC a separação do POPACS e às 1618:25UTC a separação do satélite CUSat-1. A separação do satélite DANDE teria lugar pelas às 1618:25UTC. O satélite CASSIOPE ficou colocado numa órbita inicial com um perigeu a 325 km, apogeu a 1.500 km e inclinação orbital de 81º. Após a separação do último satélite, a SpaceX tentou realizar um objectivo interno para a missão com a reignição do segundo estágio. As condições pareciam satisfatórias para esta manobra à medida que se sobrevoava a Antárctica, com o motor a iniciar a sua segunda queima e com a pressão a elevar-se na câmara de combustão até 400 psi. No entanto, pouco depois o computador de voo detectou que as condições não satisfaziam os critérios desejados e abortou a ignição. Após uma análise dos dados disponíveis, a SpaceX concluiu que o problema não envolveu algo de fundamental com o sistema, apenas havendo a necessidade de se proceder ao reajustamento de algumas diferenças entre a operação do motor no solo e a sua operação em vácuo. Apesar de alguns relatos em contrário, o segundo estágio do Falcon-9 permaneceu intacto após a segunda ignição do seu motor. Após de não ser um objectivo principal para esta missão, a SpaceX foi também capaz de levar a cabo duas reignições no primeiro estágio. Para a primeira reignição foram activados três motores para executar uma retro-propulsão supersónica. Esta reignição foi executada sem problemas e permitiu a primeiro estágio sobreviver à reentrada atmosférica de forma controlada. Depois procedeu-se à reignição do motor central do primeiro estágio que decorreu como previsto, excedendo no entanto o controlo de rotação dos motores de controlo de atitude. Este estágio não estava equipado com o equipamento de aterragem que poderia ter ajudado na sua estabilização tal como umas aletas num avião. O estágio acabou por entrar numa rotação que era superior do que poderia ser controlada com os motores de controlo de atitude, acabando por atingir o mar de uma forma descontrolada. A SpaceX acabaria por recuperar algumas partes do primeiro estágio, que juntamente com os testes do veículo Grasshopper, irão ajudar a aperfeiçoar o sistema de recuperação do primeiro estágio numa próxima missão. Esta missão serviu também como a primeira de três missões de certificação necessárias para certificar o Falcon-9 para executar missões para a Força Aérea dos Estados Unidos ao abrigo do programa Evolved Expendable Launch Vehicle (EELV). Quando o programa de certificação estiver completo, a SpaceX poderá ser seleccionada para levar a cabo missões National Security Space (NSS).

Em Órbita – Vol.13 – N.º 142 / Novembro de 2013

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Em Órbita 142 Novembro de 2013  

Edição de Novembro de 2013 com a segunda parte dos artigos sobre os lançamentos orbitais de Setembro de 2013 e os lançamentos de Outubro de...

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