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Pyla, a duna em movimento A Baía de Arcachon, na região sudoeste de França Aquitânia, surge aqui nesta imagem captada pelo satélite de observação japonês ALOS. No centro da imagem, podemos ver a grande Duna de Pyla, um rectângulo alongado, castanho claro. Esta grande duna de areia tem cerca de 2,7 km de comprimento e 500 m de largura, com 110 m de altura. O vento e as marés empurram a duna cada vez mais para dentro e a cada ano esta avança vários metros, com os seus 60 milhões de metros cúbicos de areia a invadirem a floresta de pinho e os parques de campismo vizinhos. No canto superior direito da imagem está a Baía de Arcachon, com os seus viveiros de ostras e quintas. Desde o início do século 19, a burguesia de Bordéus começou a visitar as margens do Arcachon, acreditando nos seus benefícios terapêuticos, do ar marinho e dos banhos. A área é popular local de ‘férias de saúde’. O satélite Advanced Land Observation captou esta imagem a 8 de Setembro de 2009. O ALOS foi apoiado como uma Third Party Mission, o que quer dizer que a ESA usa as instalações em terra na aquisição, processamento, distribuição e arquivo de dados do satélite para a comunidade de utilizadores. Em Abril de 2011 o satélite perdeu o peso abruptamente enquanto mapeava a costa japonesa atingida pelo tsunami. Esta imagem surge no Earth from Space video programme. Notícia e imagem: ESA

Rosetta: 100 dias para acordar Já faltam menos de 100 dias para o caça cometas da ESA, Rosetta, acordar da hibernação do espaço profundo, para atingir o destino que persegue há uma década. Os cometas são os blocos primitivos de construção do Sistema Solar e, provavelmente, a fonte de boa parte da água na Terra, talvez até trazendo para a Terra os ingredientes que ajudaram ao desenvolvimento da vida. Ao estudar a natureza de um cometa, com um orbitador e um módulo de aterragem, a missão Rosetta irá mostrar-nos o papel dos cometas na evolução do Sistema Solar. A nave Rosetta foi lançada a 2 de Março de 2004, e através de uma série complexa de flybys – três vezes pela Terra e uma por Marte – seguiu viagem em direcção ao seu destino: o cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. Passando no caminho e captando imagens dos dois asteróides, Steins, a 5 de Setembro de 2008 e o Lutetipara a, a 10 de Julho de 2010. Em Julho de 2011 a Rosetta foi posta em modo hibernação para a parte mais fria e distante da viagem, enquanto passava a cerca de 800 milhões de quilómetros do Sol, perto da órbita de Júpiter. A nave foi orientada com os seus painéis solares virados para o Sol para que pudessem receber o máximo de luz solar possível, sendo ainda posta numa rotação lenta para manter a estabilidade. Agora, já que o cometa e a nave estão na viagem de regresso ao Sistema Solar interior, a equipa da Rosetta prepara-se para a acordar. O despertador interno da Rosetta está marcado para as 1000UTC de 20 de Janeiro de 2014. Quando acordar, a Rosetta irá primeiro aquecer os seus instrumentos de navegação e depois terá de parar de rodar, apontando a sua antena principal em direcção à Terra, para que a equipa em terra saiba que ainda está viva. «Não sabemos exactamente quando é que a Rosetta fará o primeiro contacto com a Terra, mas não esperamos que seja antes das 17:45 GMT do mesmo dia,» diz Fred Jansen, o responsável de missão da ESA para a Rosetta. «Estamos muito entusiasmados por termos esta meta à vista, mas estaremos ansiosos por avaliar a saúde da nave espacial depois de a Rosetta ter passado cerca de dez anos no espaço.»

Em Órbita – Vol.13 – N.º 142 / Novembro de 2013

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Em Órbita 142 Novembro de 2013  

Edição de Novembro de 2013 com a segunda parte dos artigos sobre os lançamentos orbitais de Setembro de 2013 e os lançamentos de Outubro de...

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