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A família de lançadores Minotaur é fornecida através do Programa Orbital/Suborbital e é gerida Força Aérea dos Estados Unidos e pelo Missile Systems Center, Space Development and Test Directorate Launch Systems Division, localizado na Base Aérea de Kirtland; novo México. Os primeiros três estágios do Minotaur-V utilizam motores de combustível sólido provenientes do míssil Peacekeeper. Os primeiros três estágios funcionam durante cerca de 208 segundos, sendo posteriormente separados sequencialmente após a queima de cada um e acabam por cair no Oceano Atlântico. O quarto estágio utiliza um motor Star-48V, com uma ignição de 84,8 segundos. A queima do quarto estágio ocorre durante a porção final da fase propulsiva e é utilizado para colocar o veículo numa órbita terrestre baixa. O quinto estágio utiliza um motor Star-37FM, com uma queima de 63,5 segundos. O LADEE está albergado numa carenagem de protecção com um diâmetro de 2,34 metros e uma altura de 6,3 metros. A carenagem é utilizada para proteger o observatório durante a fase inicial do lançamento quando as forças aerodinâmicas são grandes. A carenagem foi ejectada pouco depois da ignição do terceiro estágio, a cerca de 163 segundos no voo e a uma altitude de cerca de 124 km. A separação do LADEE ocorreu a 23,45 minutos após o lançamento, isto é 5,44 minutos após o final da queima do quinto estágio. Após a separação inicia-se a Fase de Activação e Verificação, na qual se procede à activação dos sistemas do veículo e à verificação da sua funcionalidade. Todos os eventos da missão da LADEE – excepto a captura lunar gravitacional – são levados a cabo utilizando o sistema de propulsão para manobrar o veículo. O lançador Minotaur-V executou uma queima de inserção na órbita de faseamento para colocar a LADEE no primeiro «loop» de faseamento, porém todas as manobras após esta queima seriam realizadas utilizando o sistema de propulsão da sonda. A primeira manobra de faseamento ocorreu seis dias após o lançamento. A LADEE orbitou a Terra por três vezes numa órbita altamente elíptica, realizando correcções de trajectória em cada passagem caso fosse necessário. Na última órbita, o subsistema de propulsão da LADEE adicionou energia suficiente à órbita até que a gravidade lunar acabaria por capturar a sonda, com a LADEE a iniciar uma trajectória de aproximação à Lua. Aqui a LADEE entrava na Fase de Inserção na Órbita Lunar. O principal objectivo da Fase de Inserção na Órbita Lunar foi a crítica manobra de inserção numa órbita em torno da Lua. Esta fase iniciouse com a chegada da LADEE à vizinhança da Lua. A sonda chegou à proximidade do nosso satélite natural com uma lenta rotação em torno do seu eixo longitudinal, que está orientado em direcção ao Norte eclíptico (quase perpendicular em relação ao Sol e à Terra). À medida que a LADEE se aproximava da Lua, accionava o seu sistema de propulsão para ser capturada pelo campo gravitacional lunar (caso isto não acontecesse, a LADEE continuaria numa trajectória que a faria escapar do campo gravitacional da Lua). A manobra de inserção na órbita lunar teve uma duração de cerca de três minutos e alterou a velocidade de forma suficiente para que o veículo fosse capturado pela Lua. A primeira manobra estabeleceu a órbita inicial em torno da Lua e queimas subsequentes colocaram a sonda numa órbita circular a 250 km com um período orbital de cerca de 24 horas. A altitude de 250 km

58 Em Órbita – Vol.13 – N.º 141 / Outubro de 2013

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Em orbita 141 Outubro de 2013  

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