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Em Órbita O Proba-V irá mapear a cobertura vegetal e o crescimento da vegetação em todo o planeta, a cada dois dias, com o seu equipamento Vegetation. Nesta imagem, é muito evidente o contraste entre as áreas verdes – algumas são terrenos agrícolas – e as áreas onde a vegetação é esparsa. Isto demonstra a capacidade de o Proba-V detectar diferenças subtis entre a cobertura vegetal. A intensidade da vegetação e a sua saúde pode ajudar a prever a produtividade agrícola e a mapear as mudanças inter-anuais na cobertura vegetal. A câmara também será usada para um acompanhamento diário do tempo extreme, alertando as autoridades para as quebras na safra, monitorizando os recursos aquáticos no interior e traçando a progressão dos desertos e a desflorestação. A imagem ‘crua’ do ProbaV ainda não foi corrigida. O satélite está neste momento na sua fase de comissionamento, o que inclui uma calibração cruzada do equipamento Vegetation com o seu antecessor no satélite francês, Spot-5, para garantir a compatibilidade dos dados. A imagem está em destaque no Earth from Space video programme. Notícia e imagem: ESA

Últimas aparições de um ícone Este pequeno ponto, num campo cheio de estrelas, é uma das últimas imagens que os observadores em terra irão ver do icónico observatório espacial da ESA Herschel. O Herschel passou mais de três anos a tirar fotos do Universo em comprimentos de onda do infravermelho longínquo, mas em Abril a nave esgotou o último dos seus refrigerantes de hélio, terminando assim as suas operações científicas. Depois disso, a equipa de operações da nave fez uma série de testes de engenharia. Uma série de activações do motor deslocou-o da sua órbita à volta do ponto L2, a 1,5 milhões de quilómetros da Terra, até a uma órbita heliocêntrica. Em Junho, a nave foi desligada. Além de ser seguida pelas estações terrestres da ESA, a nave também foi seguida pelos astrónomos amadores. Na semana passada, o observatório começou a afastar-se da Terra, tendo sido captado pelos astrónomos Nick Howes e Ernesto Guido do Observatório Remanzacco, no Havai, que usaram o Faulkes Telescope North, com dois metros de diâmetro. Esta observação representou um desafio extra já que as manobras finais, feitas pela equipa de controlo de voo da ESA, colocaram-no numa posição no céu ligeiramente diferente daquela que tinha sido prevista pelos dados orbitais. Mesmo assim, foi cumprido o objectivo, tal como se pode ver na imagem, com o Herschel indicado pelas duas linhas ao centro. As estrelas surgem como uma espécie de estrias porque os astrónomos estavam a seguir o movimento do Herschel pelo céu. A nova órbita do Herschel irá posicioná-lo à volta do Sol, trazendo-o à vizinhança da Terra daqui a 13 anos. É muito importante que se determine agora uma órbita precisa, porque a sua distância crescente tornará cada vez mais difícil segui-lo nos próximos anos. Os Telescópios gémeos Faulkes, um no Havai, o outro na Austrália, são um projecto educacional que tem como objectivo permitir o acesso a instalações de investigação. Ao longo de 2014 e 2015, os Telescópio s Faulkes irão oferecer apoio em terra à nave da ESA Rosetta, à medida que esta se aproxima do Cometa 67P/Churyumov–Gerasimenko. Notícia e imagem: ESA

Três universidades, um desafio Três equipas universitárias estiveram em competição pelo melhor negócio não relacionado com o espaço, baseado em duas tecnologias inovadoras, patenteadas pela ESA. As suas ideias foram apresentadas no centro técnico da ESA, na Holanda, a 8 de Julho.

Em Órbita – Vol.13 – N.º 139 / Agosto de 2013

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Em Órbita 139 Agosto de 2013  

Edição n.º 139 do Boletim Em Órbita para o mês de Agosto de 2013.

Em Órbita 139 Agosto de 2013  

Edição n.º 139 do Boletim Em Órbita para o mês de Agosto de 2013.

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