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Em Órbita

Explorando o subsolo marciano Há muito mais em Marte do que aquilo que pode ser visto a olho nu. Usando a tecnologia de radar, a Mars Express pode ‘ver’ vários quilómetros abaixo da superfície. O radar cria imagens de subsuperfície de Marte, enviando ondas de rádio de baixa frequência em direcção ao planeta, ondas estas que são reflectidas por qualquer superfície com que se deparem. Se bem que a maioria dos raios são reflectidos pela superfície do planeta, alguns conseguem penetrar o subsolo até se encontrarem com as superfícies que separam diferentes materiais, tais como as que separam rochas, água e gelo. Analisando o eco – a sua intensidade e tempo de retorno – a Mars Express consegue determinar a que profundidade estão as diferentes capas. Esta imagem de radar mostra um corte de 5.580 quilómetros de longitude através das terras altas do sul de Marte, e foi criada pouco depois de o instrumento MARSIS (Radar Avançado para a Investigação da Ionosfera e do Subsolo de Marte) ter entrado ao serviço, no ano de 2005. O lado direito é dominado pela vasta Bacia de Hellas. Com 7 km de profundidade e 2300 km de largura, é uma das maiores bacias de impacto do Sistema Solar. O pico brilhante mesmo à esquerda do centro corresponde ao pólo sul de Marte. E é aqui que o radar demonstra todo o seu potencial, porque por baixo de uma grossa capa de dióxido de carbono e gelo detecta múltiplas camadas de gelo e pó. Estas formações, conhecidas como os Depósitos Estratificados do Pólo Sul, estendem-se até uma profundidade de 4 quilómetros. Pensa-se que são o resultado de diferentes ciclos de alterações climáticas que afectaram Marte, provocando variações na sedimentação do pó e do gelo. Graças ao radar, os cientistas estimaram que estes depósitos estratificados contêm água suficiente agua como para cobrir todo o planeta com uma capa líquida de 11 metros de profundidade. Notícia e imagem: ESA

NASA termina tentativas para recuperar o Kepler Após meses de análises e de testes, a equipa do Telescópio Espacial Kepler termina as suas tentativas para recuperar o observatório e está a considerar que novas pesquisas pode levar a cavo na sua condição actual. Dois dos quatro sistemas giroscópicos do Kepler, que são utilizados para orientar o veículo com precisão, deixaram de funcionar, com o primeiro a ser perdido em Julho de 2012 e o segundo em Maio de 2013. Os esforços dos engenheiros para restaurar pelo menos um dos sistemas, não foram bem sucedidos. O Kepler finalizou a sua missão principal em Novembro de 2012 e iniciou a sua missão prolongada de quatro anos nessa altura. Porém, o observatório necessite de três sistemas de orientação funcionais para continuar a sua busca por exoplanetas do tamanho da Terra, que são planetas no exterior do Sistema Solar, orbitando estrelas como o Sol no que é denominada como ‘zona habitável’ – uma zona em torno dessas estrelas onde a temperatura à superfície desses planetas seja compatível com a existência de água líquida. À medida que os cientistas analisam os dados anteriormente recolhidos, a equipa do Kepler também está a analisar se o telescópio

Em Órbita – Vol.13 – N.º 139 / Agosto de 2013

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Em Órbita 139 Agosto de 2013  

Edição n.º 139 do Boletim Em Órbita para o mês de Agosto de 2013.

Em Órbita 139 Agosto de 2013  

Edição n.º 139 do Boletim Em Órbita para o mês de Agosto de 2013.

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