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Em Órbita Cada satélite pode servir cerca de vinte áreas diferentes de cobertura. Pode provar até oito ligações orientáveis e ligações em banda X formadas por antenas de transmissão / recepção, podendo também projectar dez ligações em banda Ka por parte de antenas diplexed, incluindo com antenas com polarização RF seleccionáveis. As capacidades de transmissão de vídeo pelos satélites WGS são semelhantes às capacidades já desenvolvidas para a indústria de satélites para a transmissão DTH (Direct-ToHome). Porém, os satélites WGS proporcionam a encriptação para imagens das localizações inimigas em tempo real. Os comandantes de unidade obtêm assim um acesso de Internet seguro e teleconferência com os seus superiores enquanto se deslocam de e para os teatros de operações. Os satélites WGS tem uma vida útil de 12 anos, porém o primeiro WGS excedeu em muito todos os parâmetros do programa incluindo 25% mais capacidade de envio de informação (downlink) e uma maior flexibilidade de atenuação para as interferências devido às condições atmosféricas. O primeiro lançamento foi tão preciso que se espera que a vida útil do satélite seja prolongada em 7 anos, alargando o tempo médio de operação para os 19 anos. Para além das capacidades básicas dos satélites WGS Block I, os satélites do programa WGS Block II possuem um canal para transmissões para a inteligência não tripulada aerotransportada e para aviões de vigilância e reconhecimento. Um bypass de radiofrequência será utilizado para ligar os UVA em paralelo com os dados através do principal canalizador de informação. Lançamento

Data

Hora (UTC)

2007-046

11-Out-07

00:22:00,320

2009-017

04-Abr-09

00:31:00

2009-068

06-Dez-09

01:47:00

2012-003

20-Jan-12

00:38:00,000

2013-025

25-Mai-13

00:27:00

08-Ago-13

Modelo / Configuração Atlas-V/421 (AV-011) Atlas-V/421 (AV-016) Delta-IVM+(5,4) (D346) Delta-IVM+(5,4) (D358) Delta-IVM+(5,4) (D362) Delta-IVM+(5,4)

Local Lançamento Cabo Canaveral AFS, SLC-41 Cabo Canaveral AFS, SLC-41 Cabo Canaveral AFS, SLC-37B Cabo Canaveral AFS, SLC-37B Cabo Canaveral AFS, SLC-37B Cabo Canaveral AFS, SLC-37B

Satélite USA-195 ‘WGS-1’ (32258 2007-046) USA-204 'WGS-2' (34713 2009-017A) USA-211 'WGS-3' (36108 2009-068A) USA-233 'WGS-4' (38070 2012-003A) USA-243 ‘WGS-5’ (39168 2013-025A) WGS-6

O aparecimento dos WGS ilustra a forma como os militares beneficiam da evolução por parte da comunidade civil em avanços tais como os utilizadores móveis, multi-transmissão de vídeo e voz nos protocolos de serviço de Internet. A aquisição no ano 2000 do negócio de satélites da Hughes Electronic’s por parte da Boeing, trouxe o que então era a maior base de clientes comerciais. Ironicamente, a evolução da indústria comercial na utilização de mais redes terrestres, tais como fibras ópticas, e o facto de os satélites comerciais terem mais tempos de vida úteis, tem vindo a reduzir a demanda anual. As vendas da Boeing para os utilizadores governamentais e militares chegaram a atingir os 90%, sendo metade deste valor relativo a missões classificadas. Porém, a capacidade da indústria comercial no desenvolvimento de novas aplicações continua a orientar o mercado e faz com que as transferências de utilizações civis para militares sejam um elemento importante na estratégia dos contratos. Por exemplo, as comunicações de Internet, dados, voz, vídeo e aplicações multi-média de alta velocidade que a Boeing desenvolveu para o satélite Spaceway-F3 (da Hughes Network System’s) influenciaram os avanços para os satélites WGS e para o contrato TSAT (Transformational Satellite) da Boeing com a Força Aérea dos Estados Unidos. Os satélites WGS têm uma massa de 5.897 kg e possuem dois conjuntos de painéis solares com uma envergadura de 48 metros. Os satélites WGS-4, WGS-5 e WGS-6 fazem parte da segunda série (Block II). A 23 de Agosto de 2010 foi atribuído à Boeing por parte da Força Aérea dos Estados Unidos um novo contrato para iniciar o trabalho num sétimo satélite WGS. Este novo satélite deverá ser construído no âmbito de um contrato de seguimento à construção dos três satélites anteriores e eventualmente poderá incluir uma opção de construção de até seis novos satélites. Em Órbita – Vol.12 – N.º 137 / Junho de 2013

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Em Órbita n.º 137 - Junho de 2013  

Edição 137 para o Boletim Em Órbita onde encontraremos vários artigos sobre o voo espacial tripulado, sobre os lançamentos orbitais realizad...

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