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Em Órbita

A queima do primeiro estágio teve uma duração de 3m 50,5s (2103:52,7UTC) a uma altitude de 107,5 km e a uma velocidade de 4,4 km/s. A separação entre o primeiro e o segundo estágio ocorreria pelas 2103:58UTC. O lançador entrava então numa fase de voo não propulsionada durante a qual ocorreria a separação da carenagem de protecção pelas 2105:22UTC. Após a separação da carenagem ocorria a separação (2105:27UTC) da secção interestágio à qual se encontrava fixada a carenagem de protecção e pelas 2105:31UTC o segundo estágio entrava em ignição. Esta queima teria uma duração de cerca de 155 segundos, terminando às 2108:06UTC.

Separação entre o primeiro e o segundo estágio do foguetão Antares-110 (A-OE). Imagens: ASATV A separação dos quatro CubeSats teve lugar às 2109UTC enquanto que a separação do CMS (Cygnus Mass Simulator) teria lugar às 2110UTC, ficando colocado numa órbita com um perigeu a 241,3 km, apogeu a 260,1 e inclinação orbital de 51,6º.

A carga da missão A-OE A bordo da missão A-ONE encontrava-se o denominado CMS (Cygnus Mass Simulator) bem como quatro pequenos CubeSats. O CMS era uma carga inerte com o objectivo de simular as propriedades da massa do veículo de transporte logístico Cygnus (PCM, Pressurized Cargo Module, ou UPM, Unpressurized Cargo Module). No interior do CMS encontravam-se dois sistemas de transporte de CubeSats, ISIPod, e que permitiu a separação dos pequenos satélites antes da separação do CMS. Os quatro CubeSats eram o Dove-1, o PhoneSat-v1a, o PhoneSat-v1b e o PhoneSat-v2a. Desenvolvido pela empresa Cosmogia Inc, o satélite Dove-1 é um veículo de demonstração para propósitos de detecção remota tendo por base o factor triplo CubSat. O objectivo da sua missão é o de construir um satélite de observação de baixo custo com componentes não especialmente desenvolvidos para utilização espacial; demonstrar que uma plataforma constituída a partir do factor triplo CubeSat pode albergar de forma viável Em Órbita – Vol.13 – .º 136 / Maio de 2013

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Em Órbita n.º 136 - Maio de 2013  

Edição de Maio de 2013 para o Boletim Em Órbita. Para além da habituais secções, nesta edição temos um artigo sobre a 32ª actividade extrave...

Em Órbita n.º 136 - Maio de 2013  

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