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Em Órbita

O Falcon-9 v1.0 A família de lançadores Falcon foi desenhada para proporcionar avanços significativos na fiabilidade, custo, ambiente de voo e tempo para o lançamento. O impulsionador primário no desenho destes veículos é a sua fiabilidade. Tal como o foguetão Falcon-1, o Falcon-9 v1.0 é um lançador a dois estágios e utiliza os mesmos motores, arquitectura estrutural (com um maior diâmetro), sistemas aviónicos e sistema de lançamento. O Falcon-9 v1.0 tem um comprimento de 54,9 metros, uma largura de 3,6 metros, uma massa de 333.400 kg (OTB6, carenagem de 5,2 metros) ou uma massa de 332.800 kg (OTOG7, carenagem de 5,2 metros, e desenvolve uma força de 4,94 MN (vácuo). Primeiro estágio As paredes dos tanques do Falcon-9 são fabricadas numa liga de alumínio e lítio, utilizando-se uma técnica de soldagem de maior força e fiabilidade. Tal como no Falcon-1, a secção interestágio, que liga o estágio superior e inferior, é uma estrutura compósita de alumínio e fibra de carbono. O sistema de separação é uma versão de maiores dimensões dos impulsionadores pneumáticos utilizados no Falcon-1. O estágio está equipado com nove motores Merlin. Após a ignição, o foguetão é mantido no solo até à verificação de todos os sistemas do veículo, sendo este libertado quando todos os parâmetros são considerados normais. Segundo estágio Os tanques do segundo estágio são uma versão mais curta dos tanques do primeiro estágio, sendo utilizados a maior parte dos mesmos instrumentos, materiais e técnicas de fabrico. Isto leva a uma significativa redução de custos na produção do lançador. O segundo estágio é propulsionado por um único motor Merlin com um rácio de expansão de 117:1 e um tempo de queima nominal de 345 segundos. Para acrescentar fiabilidade na reignição, o motor está equipado com ignitores pirotécnicos redundantes (TEATEB). O motor Merlin O motor Merlin foi desenvolvido internamento pela SpaceX mas vai encontrar as suas raízes aos motores das missões Apollo, nomeadamente o sistema de injecção baseado n motor do módulo lunar. O propolente é alimentado através de uma única conduta, com uma turbo-bomba de dupla pá que opera num ciclo de gerador a gás. A turbo-bomba também fornece o querosene a alta pressão para os actuadores hidráulicos, que depois recicla para a entrada a baixa pressão. Isto elimina a necessidade de um sistema hidráulico separado e significa que não é possível ocorrer uma falha no controlo de vector de força por falta de fluido hidráulico. Uma terceira utilização da turbo-bomba é o fornecimento de controlo de rotação ao actual no escape da turbina de exaustão (no segundo estágio). Combinando-se estas características num só dispositivo aumenta de forma significativa o nível de fiabilidade do sistema. O motor é capaz de desenvolver uma força de 556 kN ao nível do mar, 617 kN no vácuo, com um impulso específico de 275 segundos (nível do mar) ou 304 segundos (vácuo). 6 7

OTB – Órbita Terrestre Baixa. OTOG – Órbita de Transferência para a Órbita Geossíncrona.

Em Órbita – Vol.13 – .º 135 / Abril de 2013

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Em Órbita n.º 135 - Abril de 2013  

Edição de Abril de 2013 do Boletim Em Órbita: o voo da Soyuz TMA-08M, O olho humano no espaço, Lançadores: custos versus confiabilidade, Lan...

Em Órbita n.º 135 - Abril de 2013  

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