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Atlas-V lança TDRS-K O primeiro veículo da terceira geração de satélites TDRS foi colocado em órbita no último dia do mês de Janeiro de 2013 por um foguetão Atlas-V/401 a partir do Cabo Canaveral AFS. Estes novos satélites irão proporcionar um seguimento e a substituição necessária para manter e expandir a rede espacial da NASA.

Os satélites TDRS da terceira geração O contrato para a construção de três satélites TDRS adicionais, designados TDRS-K, TDRS-L e TDRSM, foi atribuído à Boeing Space Systems em Dezembro de 2007. Com o satélite TDRS-K lançado em Janeiro de 2013, o lançamento do satélite TDRSL está previsto para Janeiro de 2014, enquanto que a data de prontidão do TDRS-M é de Dezembro de 2015. O contrato possui também a opção para um satélite adicional, o TDRS-N. Para além da construção dos três satélites, o contrato também inclui as modificações aos sistemas de solo do Complexo White Sands que são necessárias para apoiar estes novos satélites. O projecto TDRS foi estabelecido em 1973 e é responsável pelo desenvolvimento, lançamento e teste orbital e calibração dos satélites TDRS. Existiram quatro fases no desenvolvimento dos satélites TDRS que incluíram o Programa Básico (TDRS-F1-F6); o Programa de Substituição (TDRSF7); o Programa TDRS-H, I, J; e o Programa TDRSK, L, M. Os primeiros sete satélites (TDRS-F1-F7) são conhecidos como a Primeira Geração. O TDRSF7 foi um veículo substituto para o TDRS-F2 que foi perdido a bordo do vaivém espacial OV-099 Challenger, a 28 de Janeiro de 1986. A série H, I e J são a Segunda Geração e a série K, L e M são a Terceira Geração. Os satélites TDRS-F1-F7 foram construídos pela TRW (agora 2orthrop Grumman), em Redondo Beach – Califórnia, enquanto que a Hughes (agora Boeing), em El Segundo – Califórnia, construiu os satélites TDRS-F8-F10 (H, I e J). O Sistema TDRS (TDRSS), também conhecido como Space 2etwork (Rede Espacial), consiste nos satélites de telecomunicações TDRS em órbita estacionados nas posições geossíncronas e dos terminais associados no solo localizados em White Sands, Novo México e Guam. A Rede Espacial é capaz de fornecer serviços de comunicações de alta largura de banda quase contínuos (S, Ku e Ka) para veículos em órbitas terrestres baixas e para lançadores descartáveis, incluindo o telescópio espacial Hubble, a estação espacial internacional, e a frota da NASA de satélites de observação da Terra. Como tal, o sistema TDRS é um recurso crítico da agência espacial norte-americana. Esta próxima geração de satélites de comunicações espaciais é parte de um conjunto contínuo de veículos que estão a ser desenvolvidos e utilizados para melhorar a Rede Espacial da NASA. A Secretaria do Projecto TDRS no Centro Espacial Goddard gere o esforço de desenvolvimento do TDRSS. A Rede Espacial é da responsabilidade do Space Communications and 2avigation (SCaN) incluído no Directorado de Missão do Human Exploration and Operations (HEO) na Direcção da NASA em Washington DC. As operações da rede são da responsabilidade do Projecto da Rede espacial no Centro Espacial Goddard. Especificações do TDRS-K Na sua configuração de lançamento, o TDRS-K tinha um comprimento de 8,141 metros (medido desde o ponto mais inferior do veículo até à ponta da antena omnidireccional dianteira), enquanto que em órbita (e com os painéis solares e antenas em posição operacional) o satélite tem uma envergadura de 21,057 metros (medidos entre as extremidades dos painéis solares). No lançamento a sua massa era de 3.454 kg. A energia é fornecida por dois painéis solares que geram 3.220 watts durante a época do equinócio de Outono e 2.850 watts durante a época do equinócio de Verão. A energia é armazenada em baterias de níquel-hidrogénio que fornecem o satélite durante as fases de eclipse. O tempo de vida útil do satélite é de 15 anos. O satélite é composto de dois elementos principais: o modelo base do satélite e a carga de comunicações em si. O satélite TDTS-K

Em Órbita – Vol.13 – .º 133 / Fevereiro de 2013

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Em Órbita n.º 133 - Fevereiro de 2013  

Edição do Boletim Em Órbita para Fevereiro de 2013 com vários artigos sobre oa lançamentos orbitais em Janeiro de 2013 e as habituais secçõe...

Em Órbita n.º 133 - Fevereiro de 2013  

Edição do Boletim Em Órbita para Fevereiro de 2013 com vários artigos sobre oa lançamentos orbitais em Janeiro de 2013 e as habituais secçõe...

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