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No dia 29 de Novembro era dada luz verde para o lançamento após uma reunião realizada em Kourou onde se procedeu à validação do foguetão lançador, da sua carga e do complexo de lançamento, bem como das estações de rastreio que iriam fazer o seguimento do veículo nas diferentes fases de voo. O objectivo deste lançamento seria o de colocar o satélite Plêiades-1B numa órbita circular a uma altitude de 695 km com uma inclinação orbital de 98,2º. A contagem decrescente final foi iniciada conforme previsto bem como o abastecimento do foguetão. Nesta fase o lançador ainda se encontrava protegido pela torre móvel de serviço que seria removida 60 minutos antes do lançamento. Infelizmente o lançamento não teria lugar neste dia devido a um problema técnico encontrado durante a fase final da cotagem decrescente. O problema esteve relacionado com um dos três canais de fornecimento de energia ao lançador a partir da plataforma de lançamento. Este problema levou a um adiamento do lançamento por 24 horas para as 0202:50UTC do dia 2 de Dezembro. Curiosamente, um velho veterano dos foguetões Soyuz, referiu que o lançamento teria decorrido sem problemas caso este tivesse lugar desde o Cosmódromo de Baikonur. Os técnicos acabaria por resolver o problema e tudo decorreria com normalidade do dia seguinte. A T-4h 20m (2143UTC do dia 1 de Dezembro) teve início a reunião da Comissão Estatal que decidiu sobre a autorização para o início do abastecimento do lançador. Este foi iniciado a T-4h (2203UTC) e foi finalizado a T-1h 45m (0017UTC do dia 2 de Dezembro). Finalizado o abastecimento e não havendo qualquer problema com a carga ou o lançador, procedeu-se á remoção da torre móvel de serviço a T-1h (0102UTC). O início da sequência sincronizada do lançador tem lugar a T-6m 10s (0156:40UTC). Até esta altura o estágio Fregat havia recebido energia a partir de uma fonte externa, mas a T-5m (0457:50UTC) começava a utilizar as suas fontes internas para o fornecimento de energia. O cabo umbilical que fazia a ligação ao módulo orbital foi removido a T-2m 25s (0200:25UTC) e a T-20s (0202:30UTC) procedia-se à remoção do mastro de abastecimento. A ignição dos motores do primeiro e do segundo estágio ocorria a T-17s (0202:33UTC), atingindo o nível de força preliminar a T-15s (0202:35UTC) e a força máxima a T-3s (0202:47UTC), deixando a plataforma de lançamento a T=0s (0202:50UTC). Rapidamente o lançador abandonou a plataforma de lançamento e iluminou o céu nocturno de Kourou, dirigindo-se para a órbita terrestre. A separação dos quatro propulsores correspondentes ao primeiro estágio teve lugar a T+1m 58s (0204:08UTC), enquanto que a carenagem de protecção se separava a T+3m 29s (0206:19UTC). O estágio central (BlokA), correspondente ao segundo estágio), separava-se a T+4m 47s (0207:37UTC), com o terceiro estágio (Blok-I) a entrar em ignição.

Em Órbita – Vol.13 – .º 132 / Janeiro de 2013

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Em Órbita 132 - Janeiro de 2013  

Primeira edição do Boletim Em Órbita para o ano de 2013. Neste número: a missão espacial Soyuz TMA-07M, os lançamentos orbitais realizados e...

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